Questões de Concurso Comentadas sobre variação linguística em português

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Q3216543 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão


    Veio a indolente Maria dos Anjos. Eu disse:

    – Eu estava discutindo com a nota, já começou chegar os trocos. Os centavos. Eu não vou na porta de ninguém. É vocês quem vem na minha porta aborrecer-me. Eu nunca chinguei filhos de ninguém, nunca fui na porta de vocês reclamar contra seus filhos. Não pensa que eles são santos. É que eu tolero crianças.

    Veio a D. Silvia reclamar contra os meus filhos. Que os meus filhos são mal iducados. Mas eu não encontro defeito nas crianças. Nem nos meus nem nos dela. Sei que criança não nasce com senso. Quando falo com uma criança lhe dirijo palavras agradaveis. O que aborrece-me é elas vir na minha porta para perturbar a minha escassa tranquilidade interior (…) Mesmo elas aborrecendo me, eu escrevo. Sei dominar meus impulsos. Tenho apenas dois anos de grupo escolar, mas procurei formar o meu carater. A unica coisa que não existe na favela é solidariedade.


(Carolina Maria de Jesus,

Quarto de despejo: diário de uma favelada, 1992)

Tendo como referência o Currículo Paulista (2019), conclui-se corretamente que o texto de Carolina Maria de Jesus propicia o desenvolvimento de atividades que priorizem a análise linguística e semiótica para que os estudantes reconheçam
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Q3215395 Português

Texto CG4A1


        Globalmente, as mulheres representam de 8% a 17% da força de trabalho na mineração. O Brasil está na ponta positiva do espectro, com representação média feminina de 17% — ainda que os números sejam mais baixos que os do setor industrial brasileiro em geral, em que esse percentual fica em torno de 25%. Na alta liderança, as mulheres representam 20% dos cargos de chefia e 21% dos conselhos administrativos na mineração. 


        De acordo com uma pesquisa global da McKinsey, além de colocar em prática valores de igualdade e equidade, a diversidade melhora o desempenho operacional. Equipes diversas são mais produtivas, aderindo 11% mais ao cronograma de produção; têm práticas mais seguras, com uma frequência de acidentes 67% menor; e são mais criativas e resilientes.


        Signatária dos Princípios de Empoderamento da Mulher da ONU, uma mineradora global criou, em 2018, um programa de trainee 100% feminino e, no ano seguinte, realizou seu primeiro processo seletivo exclusivo para mulheres engenheiras, analistas e gestoras. A medida tem impulsionado o índice de participação feminina da empresa, que passou de 13% para 22% entre 2019 e 2022.


        Há, ainda, um obstáculo anterior, como aponta uma gerente de governança do setor: “A mineração tem muitos cargos em ciências exatas, mas não encontramos muitas universitárias nesses cursos”.


        De fato, se, por um lado, as brasileiras têm maior grau de escolaridade do que os homens, por outro, elas são minoria nos cursos de STEM (ciências, tecnologia, engenharias e matemática): 10% das universitárias e 28% de homens universitários estão matriculados em graduações nessas áreas.


        A fim de vencer esse obstáculo, mineradoras globais passaram a oferecer, em parceria com universidades, bolsas de estudos para mulheres nas áreas de engenharia e ciências exatas.


Internet: <braziljournal.com> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, acerca de aspectos linguísticos e do vocabulário empregado no texto CG4A1. 


No segundo período do terceiro parágrafo, o vocábulo “que” tem como referente o termo “participação”.  

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Q3206814 Português
Na perspectiva da variação linguística, como definida por Marcos Bagno (2002), a língua é uma “atividade social, cujas normas evoluem segundo os mecanismos de auto-regulação dos indivíduos e dos grupos em sua dinâmica histórica de interação entre si e com a realidade” (p. 32).

Levando em consideração essa definição, é papel do professor de Linguagens em sala de aula trabalhar prioritariamente com
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Q3205386 Português
Leia o texto para responder à questão.


Esse poema é para quem?


As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades


Publicado em 17 de novembro de 2023 | Por Fabrício Carpinejar


O ciúme é falar sem pensar. É falhar sem pensar.


    Se você tivesse se reservado o direito de meditar por alguns minutos, chegaria à conclusão de que não há nada de comprometedor no comportamento do outro. 

    As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades.

    Eu diria até que o ciúme é mais preventivo do que real. Você o usa para sondar, para avisar, para advertir, nem tem aquela pretensão toda de desmascarar alguém.

    Eu sinto ciúme, minha esposa sente ciúme. Tentamos controlar o nosso radar para não culminar na chatice da possessividade e na arbitrariedade do controle. 

    Já protagonizei cenas em que falei algo e me arrependi de ter duvidado de Beatriz. Foi bobagem da minha parte sob o pretexto de preocupação e receio quanto à segurança. Antes — hoje confesso com vergonha — achava um perigo ela ir sozinha a uma roda de samba. Como se ela não pudesse se defender. Como se ela fosse minha filha menor de idade. Só faltava recomendar não beber.

    O melhor ciúme é o que se mostra mesmo infundado, o que deixa o ciumento com cara de detetive fracassado e renova a lealdade entre o casal.

    Minha esposa encontrou uma folha com a minha letra em cima da mesa.

Estava escrito:

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

    A ausência é um estar em mim.

    E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim”.

    E logo veio me questionar, brandindo a folha, sobre para quem eu tinha feito aquele poema lindo.

Já chegou chutando a porta:

    — Espero que não tenha sido para nenhuma ex!

    Ela pensava que eu estava tendo uma recaída. Não tinha cabimento. Escorpianos não têm recaídas. São vingativos, ora bolas. Quando esquecem uma pessoa, enterram-na para sempre.

    Fiz cara de culpado para criar suspense — não sou bobo de perder essa chance de ter razão, são momentos raros no meu relacionamento — e respondi:

    — Foi um sentimento sincero. Não podemos censurar. Trata-se de uma saudade violenta.

Ela se mostrava contrariada:

— Tá confessando, então…

Antes que apanhasse sem concluir a história, larguei uma charada:

    — Mas acho que será difícil descobrir de quem o poema fala.

Ela ficou intrigada:

— __________?

Eu esclareci:

    — Pois a pessoa que escreveu está morta. É um poema de Carlos Drummond de Andrade.

    — Da próxima vez que sentir ciúme, saiba com quem está casada. Eu não escrevo tão bem.


CARPINEJAR, Fabrício. Esse poema é para quem? O Tempo, 17 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/essepoema-e-para-quem-1.3275457. Acesso em: 10 jan. 2024. Adaptado.
Em qual dos trechos a seguir, extraídos do texto, é possível identificar o emprego de uma linguagem mais informal?
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Q3196353 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


A fome segundo uma mulher privilegiada


Voltei a sentir a minha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina


Giovana Madalosso


Uma mulher privilegiada descobre pela primeira vez a fome por obra do espelho. Foi assim comigo aos 15 anos. Nem gorda eu era – e se fosse, qual o problema? Com 1,70 metro e cinquenta e poucos quilos, me sentia feia e achei que perder peso ajudaria a aliviar a minha dismorfia, aquela condição em que a pessoa não se enxerga como de fato é.

Todas as manhãs, eu acordava, vestia o uniforme do colégio e passava reto por uma geladeira cheia e uma fruteira abundante, esnobando todos aqueles nutrientes. Eu não era a única. Minha melhor amiga também chegava na aula de jejum. Preocupadas em exalar o estômago vazio, virávamos uma para a outra: tô com bafo? E só na hora do recreio tomávamos um iogurte light.

Dali para frente, quase todas as mulheres com quem estudei ou trabalhei passaram propositalmente fome pelo menos uma vez, em algum momento da vida. A maioria muitas vezes, em muitos momentos. E algumas pagando caro para isso, seja com regimes planejados, estadias em spas ou cirurgias de redução de estômago.

Adulta, cansei de ver mulheres cruzando os talheres sobre pratos quase intocados e se vangloriando por essa vitória. Ou saciando a fome e depois vomitando, como às vezes ouvíamos uma colega de trabalho fazer no banheiro da agência, depois do almoço.

Só aos 40 anos fui escutar de perto a outra fome, tão estrangeira a nós, lendo Carolina Maria de Jesus e ouvindo seu estômago roncar nas entrelinhas. Ou mesmo nas linhas, em frases explícitas. Em “Quarto de Despejo”, Carolina conta que juntava restos do chão da feira para dar para os filhos. Ou fazia sopa de ossos. Conta que às vezes a fome era tanta que tinha até materialidade: amarela.

Depois de anos sem me preocupar com a balança, há algumas semanas voltei a pensar em calorias e a passar aquela velha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina, com o intuito de perder o peso que venho ganhando por causa de oscilações hormonais.

Com o estômago recheado por apenas um ovo e um gole de café, parei o carro num farol. Na minha frente uma mulher segurava um cartaz escrito: fome. Suas roupas estavam esfiapadas, certamente não sentia o mesmo tipo de fome que eu.

Revirei a bolsa, procurando um trocado. Enquanto fazia isso, imaginei, ao lado dela, 1,4 milhão de pessoas que estão passando fome em São Paulo. Ou as 5 milhões que vivem com algum tipo de insegurança alimentar na cidade.

Do lado de cá do farol, as outras milhões de pessoas: dentro dos carros, com nossas fomes voluntárias e desejos difusos. Ou compulsões alimentares, a saciedade sempre tão dificilmente equilibrada na ponta do garfo, sob o vento perverso da cobrança estética.

Eles e nós, cidadãos de um país fraturado há séculos entre fomes e fomes, muitas vezes renovando votos em lideranças que parecem ser tão indiferentes à fome mais triste de todas, a que mais ronca e a que menos faz barulho.

Na minha bolsa, achei pastilhas diet mas não achei nenhum trocado. E já era tarde demais para pegar o pix da mulher. Como tantos outros motoristas, em tantos outros faróis, em tantas outras cidades, desviei os olhos do estômago vazio à minha frente e segui caminho, atenta apenas ao meu próprio umbigo. Como pode? Até quando?


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/10/a-fome-segundo-uma-mulher-privilegiada.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa. Acesso em: 30 nov. 2024.

Giovana Madalosso, para atingir propósitos comunicativos específicos, emprega
Alternativas
Q3187998 Português
Passe a seguinte frase para a linguagem formal: “Fui na casa da Maria porque tava rolando uma festa manera. 
Alternativas
Q3187158 Português
Assinale a alternativa que contenha uma frase em linguagem formal:
Alternativas
Q3186279 Português
Leia o texto que segue:
Deficiente, portador de necessidade especial ou portador de deficiência?
A orientação é usar o termo "pessoa com deficiência (PcD)" e nunca expressões como "portador de necessidade especial", "portador de deficiência" ou "deficiente".
O termo "pessoa com deficiência" foi definido pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito das Pessoas com Deficiência, aprovada em 2006 pela Assembleia Geral da ONU e ratificado pelo Brasil.
Essa convenção diz que a deficiência é resultante da combinação entre dois fatores: os impedimentos clínicos que estão nas pessoas (que podem ser físicos, intelectuais, sensoriais, etc.) e as barreiras que estão ao seu redor (na arquitetura, nos meios de transporte, na comunicação e, acima de tudo, em nossa atitude).
Segundo especialistas, o cuidado com as palavras não é preciosismo, mas faz parte da busca por uma convivência mais civilizada.

(Julia Braun. Capacitismo: 10 atitudes e expressões que são ofensivas para pessoas com deficiência. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0xyyzj3pxzo. Acesso em 10 jan. 2025. Adaptado.)

A partir da leitura do texto anterior, analise as assertivas que seguem:
I.É um texto explicativo, cuja finalidade principal é, a partir da explicação a respeito de expressões ofensivas e não ofensivas, instruir o(a) leitor(a) acerca de uma conduta não capacitista.
II.A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito das Pessoas com Deficiência define que a deficiência é constituída por aspectos intrínsecos e extrínsecos à pessoa.
III.Um dos objetivos do texto é, a partir de argumentos, defender o ponto de vista da autora a respeito de qual a melhor expressão a ser utilizada para se referir à pessoa com deficiência, combatendo o capacitismo.
IV.Nossas atitudes, enquanto cidadãs e cidadãos, em relação à pessoa com deficiência podem ser um obstáculo a mais para essa pessoa, mas hierarquicamente são inferiores e menos graves do que, por exemplo, a arquitetura das cidades, das edificações, dos meios de transporte, etc.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3183151 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,

desses que tocam trombeta, anunciou:

vai carregar bandeira.

Cargo muito pesado pra mulher,

esta espécie ainda envergonhada.

Aceito os subterfúgios que me cabem,

sem precisar mentir.

Não sou feia que não possa casar,

acho o Rio de Janeiro uma beleza e

ora sim, ora não, creio em parto sem dor.

Mas, o que sinto escrevo. Cumpro a sina.

Inauguro linhagens, fundo reinos

– dor não é amargura.

Minha tristeza não tem pedigree,

já a minha vontade de alegria,

sua raiz vai ao meu mil avô.

Vai ser coxo na vida, é maldição pra homem.

Mulher é desdobrável. Eu sou.


(PRADO, Adélia. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1995, p.11.)
A construção “Ora sim, ora não, creio em parto sem dor.” (L10) reflete:
Alternativas
Q3162613 Português
Abaixo estão listados cinco tipos de leitura, assinale aquele tipo cuja definição não lhe corresponde. 
Alternativas
Q3162612 Português
Assinale a frase abaixo em que a linguagem mostra sinais de oralidade.
Alternativas
Q3157762 Português

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://instagram.com/mturismo. Acesso em: 21 ago. 2024.



Sobre o uso da variedade linguística no enunciado "O turismo tá estourado!", é INCORRETO afirmar que 

Alternativas
Q3154885 Português
    Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgar fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgar. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 

    Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.

    Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.


(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72.)
Apesar de possuir uma linguagem predominantemente formal, o texto evidencia o registro de variante linguística coloquial em:
Alternativas
Q3139082 Português
Em relação à variedade linguística presente na charge abaixo, assinalar a alternativa CORRETA. 
29.png (357×513)
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Letras - Português |
Q4152266 Português
Manos e Minas
Eu quero os manos, os manos, os manos, os manos, as minas, as minas, as minas, as minas levante as mãos e é só curtir, guerreiros e guerreiras curtem hip-hop, rap som do gueto firmo então pode vir. (x2)
É o som do gueto (hu, hu)/ Pode vir (hu, hu)/ Hip-hop (hu, hu)
Canto firme, sou black charme o rap, os mano e as mina que firmo (hey, hey)
Tô chegando na balada pra sentir, o clima é de festa, ver as mina olha sorrir, e os mano ver as minas aquele jeito pra curtir enfim o rap reina nas balada black black e black black.
NOVAMENTS. Manos e Minas. Disponível em: https://www.letras.mus.br/novaments/. Acesso em: 7 maio 2024.

Em uma aula cujo objetivo era combater o preconceito linguístico, uma professora da 2ª série do Ensino Médio apresentou aos seus alunos o rap intitulado Manos e Minas, apresentado acima. Por meio da canção, a docente ofereceu aos estudantes a possibilidade de discutirem sobre o “pretoguês”, termo criado pela professora e antropóloga Lélia Gonzalez, que o define como marca de africanização do português falado no Brasil.

Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta uma ação pedagógica adequada à reflexão sociolinguística, no âmbito do combate ao racismo linguístico, conforme pretendido pela professora ao trabalhar essa canção.
Alternativas
Q3595184 Português
Um aspecto muito importante sobre as propostas didáticas e metodológicas para o ensino de língua no Brasil, é a observância da variação linguística que, segundo Bagno, Stubbs e Gagné (2007), pode ser observada de diversas maneiras. Um exemplo de variação linguística são as diversas palavras que denominam um mesmo alimento, em que o termo empregado depende da regionalidade. No exemplo destacado, como é caracterizado esse tipo de variação linguística?
Alternativas
Q3504944 Português
texto 2

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.”


texto 3

“Canudos não se rendeu. Fechemos este livro. Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados.”

Os trechos abaixo foram extraídos da obra OS SERTÕES, de Euclides da Cunha. 
Leia o texto abaixo:
Definição
As variantes linguísticas são as duas ou mais formas que veiculam um mesmo sentido e compõem o conjunto de uma mesma variável linguística. A variação pode ocorrer no léxico (como no exemplo entre aipim e macaxeira…), na fonética (as pronúncias), na morfologia (como o apagamento ou não do morfema indicando o infinitivo) e na sintaxe (estrutura das frases).
REVISTA LÍNGUA PORTUGUESA, A LÍNGUA QUE APRENDEMOS, A LÍNGUA QUE FALAMOS, artigo de Edmilson José de Sá, edição número 20, p. 31.

Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto.
1. O exemplo entre aipim e macaxeira é variação social, logo denota determinados grupos ou escolaridade, entre outros.
2. O Dicionário da Ilha, de Fernando Alexandre e de Andrea Ramos (edições Cobra Coralina), registra a palavra diarada, muitos dias. Eis um exemplo de variação regional, marcada por distinções no vocabulário e na pronúncia.
3. Os textos 2 e 3, de Euclides da Cunha, são classificados predominantemente de variação de registro, nos quais prepondera o emprego mais coloquial de linguagem. Um bom exemplo disso é a utilização do pronome oblíquo lhe.
4. As variações linguísticas devem ser sempre evitadas pelo falante por se constituírem erro.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3458257 Português
Qual frase exemplifica uma variação regional da língua portuguesa? 
Alternativas
Q3412723 Português

A variação linguística é um fenômeno natural que ocorre pela diversificação dos sistemas de uma língua em relação às possibilidades de mudança de seus elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe). Ela existe porque as línguas possuem a característica de serem dinâmicas e sensíveis a fatores como a região geográfica, o sexo, a idade, a classe social do falante e o grau de formalidade do contexto da comunicação. É importante observar que toda variação linguística é adequada para atender às necessidades comunicativas e cognitivas do falante.



Analise as proposições indicadas a seguir no que se refere às denominações de variações linguísticas para identificar a alternativa correta.

Alternativas
Respostas
61: E
62: E
63: C
64: D
65: E
66: B
67: C
68: D
69: C
70: E
71: D
72: C
73: B
74: C
75: D
76: B
77: D
78: A
79: A
80: C