Questões de Concurso
Sobre uso dos dois-pontos em português
Foram encontradas 1.434 questões
( ) Imprimi duas folhas coloridas: uma azul e uma vermelha.
( ) Se um dia reclamei disso, não me recordo.
( ) Carmen. um ótimo cozinheiro, fez a janta da equipe.
( ) Ela nunca mais irá, comprar nesta loja.

I. Na linha 14, os dois pontos introduzem uma fala em discurso direto de alguém externo ao texto.
II. Na linha 22, o emprego dos parênteses se deve à inserção de um comentário do autor a respeito do que está sendo descrito.
III. Na linha 24, o emprego das aspas se deve à demarcação de uma expressão usada com sentido diverso do seu sentido usual.
Quais estão corretas?
As queimadas do Pantanal
Por Revista Piauí

(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/queimadas-pantanal-world-weather-attribution/ – texto adaptado
especialmente para esta prova).


Texto para a questão 3.
Historicamente, o ressentimento seria o longínquo resultado de um conflito, de uma ação impetrada, no início de nossa era, pela religião judaico-cristã, contra os aristocratas guerreiros que tinham o privilégio de poder exprimir livremente e realizar sua vontade de potência no exercício de sua dominação. Nietzsche evoca várias configurações idênticas desta guerra civil: a luta dos filósofos platônicos contra os guerreiros gregos, a luta dos padres judaico-cristãos contra os nobres romanos, a dos povos germânicos contra os senhores arianos.
[Trecho retirado do texto História e memória dos ressentimentos, de Pierre Ansart]. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/index.php/exilium/article/view/14660. Acesso em: 7 jan. 2024.
O uso de dois pontos no parágrafo a seguir tem o objetivo de:
Frutas da estação
As frutas da estação costumam ser mais baratas, saborosas e nutritivas. Por quê? Porque respeitam o ciclo natural de amadurecimento, e a maior oferta na época natural da colheita reduz o preço final.
Sabemos que a importação e a tecnologia agrícola permitem que frutas sejam oferecidas em épocas diferentes das tradicionais. É por isso que algumas espécies estão disponíveis no mercado quase o ano inteiro! Mas pode reparar: a variação de preço ao longo dos meses é nítida!
Alguns produtores utilizam técnicas e adubos orgânicos que permitem ampliar o período de produção sem alterar a qualidade final do alimento. Porém, o mais comum é que a produção seja ampliada com o uso de fertilizantes químicos.
O problema é que esse processo artificial aumenta o teor de água dos alimentos, reduz o valor nutritivo e parte do sabor. Além disso, no longo prazo, provoca o empobrecimento do solo.
Quando respeitada a sazonalidade da produção, o agricultor pode alternar a produção conforme o clima, o que oferece uma variedade de nutrientes ao solo. Com isso, as frutas da estação podem ser produzidas na própria região, com clima apropriado.
Não é difícil identificar as frutas da estação: normalmente são aquelas que estão em grandes quantidades nas feiras e hortifrútis, com preços mais em conta que o usual.
Ypê – “Frutas da estação: descubra quais são e como conservar”. Adaptado.
No último parágrafo do texto, o uso de dois-pontos é utilizado para:
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda as questões de 01 a 08:
O homem cuja orelha cresceu – Conto de Ignácio de Loyola Brandão
Estava escrevendo, sentiu a orelha pesada. Pensou que fosse cansaço, eram 11 da noite, estava fazendo hora extra. Escriturário de uma firma de tecidos, solteiro, 35 anos, ganhava pouco, reforçava com extras. Mas o peso foi aumentando e ele percebeu que as orelhas cresciam. Apavorado, passou a mão. Deviam ter uns dez centímetros. Eram moles, como de cachorro. Correu ao banheiro. As orelhas estavam na altura do ombro e continuavam crescendo. Ficou só olhando. Elas cresciam, chegavam a cintura. Finas, compridas, como fitas de carne, enrugadas. Procurou uma tesoura, ia cortar a orelha, não importava que doesse. Mas não encontrou, as gavetas das moças estavam fechadas. O armário de material também. O melhor era correr para a pensão, se fechar, antes que não pudesse mais andar na rua. Se tivesse um amigo, ou namorada, iria mostrar o que estava acontecendo. Mas o escriturário não conhecia ninguém a não ser os colegas de escritório. Colegas, não amigos. Ele abriu a camisa, enfiou as orelhas para dentro. Enrolou uma toalha na cabeça, como se estivesse machucado.
Quando chegou na pensão, a orelha saia pela perna da calça. O escriturário tirou a roupa. Deitou-se, louco para dormir e esquecer. E se fosse ao médico? Um otorrinolaringologista. A esta hora da noite? Olhava o forro branco. Incapaz de pensar, dormiu de desespero.
Ao acordar, viu aos pés da cama o monte de uns trinta centímetros de altura. A orelha crescera e se enrolara como cobra. Tentou se levantar. Difícil. Precisava segurar as orelhas enroladas. Pesavam. Ficou na cama. E sentia a orelha crescendo, com uma cosquinha. O sangue correndo para lá, os nervos, músculos, a pele se formando, rápido. Às quatro da tarde, toda a cama tinha sido tomada pela orelha. O escriturário sentia fome, sede. Às dez da noite, sua barriga roncava. A orelha tinha caído para fora da cama. Dormiu.
Acordou no meio da noite com o barulhinho da orelha crescendo. Dormiu de novo e quando acordou na manhã seguinte, o quarto se enchera com a orelha. Ela estava em cima do guarda-roupa, embaixo da cama, na pia. E forçava a porta. Ao meio-dia, a orelha derrubou a porta, saiu pelo corredor. Duas horas mais tarde, encheu o corredor. Inundou a casa. Os hóspedes fugiram para a rua. Chamaram a polícia, o corpo de bombeiros. A orelha saiu para o quintal. Para a rua.
Vieram os açougueiros com facas, machados, serrotes. Os açougueiros trabalharam o dia inteiro cortando e amontoando. O prefeito mandou dar a carne aos pobres. Vieram os favelados, as organizações de assistência social, irmandades religiosas, donos de restaurantes, vendedores de churrasquinho na porta do estádio, donas de casa. Vinham com cestas, carrinhos, carroças, camionetas. Toda a população apanhou carne de orelha. Apareceu um administrador, trouxe sacos de plástico, higiênicos, organizou filas, fez uma distribuição racional.
E quando todos tinham levado carne para aquele dia e para os outros, começaram a estocar. Encheram silos, frigoríficos, geladeiras. Quando não havia mais onde estocar a carne de orelha, chamaram outras cidades. Vieram novos açougueiros. E a orelha crescia, era cortada e crescia, e os açougueiros trabalhavam. E vinham outros açougueiros. E os outros se cansavam. E a cidade não suportava mais carne de orelha. O povo pediu uma providência ao prefeito. E o prefeito ao governador. E o governador ao presidente.
E quando não havia solução, um menino, diante da rua cheia de carne de orelha, disse a um policial: “Por que o senhor não mata o dono da orelha?”
Fonte <https://contobrasileiro.com.br/o-homem-cuja-orelha-cresceu-conto-de-ignacio-de-loyola-brandao/>. Acesso em 16/02/2024. Com adaptações.
Observe com atenção o último parágrafo:
E quando não havia solução, um menino, diante da rua cheia de carne de orelha, disse a um policial: “Por que o senhor não mata o dono da orelha?”
O sinal de dois-pontos foi empregado aí para:
TEXTO
Qual porcentagem da população da Terra está acima do peso?
Trinta e nove por cento dos humanos adultos têm índice de massa corporal (IMC) maior que 25, o parâmetro para sobrepeso. 13% são obesos, com IMC maior que 30. O IMC é impreciso – considera apenas peso e altura e ignora indicadores de saúde mais precisos. Mas é a única maneira viável de fazer essa conta para tanta gente.
É evidente que esse dado tem uma correlação altíssima com as condições socioeconômicas de cada país: quanto mais rica a população, maior o acesso a alimento. Mas não dá para resumir a interpretação do mapa a essa observação.
O primeiro ponto é que o acesso a alimentos ultraprocessados – que são, de longe, os piores à saúde – é cada vez mais fácil e barato em países pobres. Enquanto isso, a população de países ricos, que é mais educada e têm mais acesso à mídia, está cada vez mais consciente do perigo de viver de comida congelada e salgadinho.
O acesso cada vez maior à tecnologia – hoje, já existem mais pessoas com celulares do que com privadas no mundo – diminui a frequência com que as crianças se exercitam e piora os casos de obesidade infantil: calcula-se que os casos no Brasil vão quadruplicar até 2030 em relação ao patamar dos anos 2010.
Enquanto isso, os empregos de remuneração baixa saem cada vez mais da agropecuária e indústria (por causa da automação) e se multiplicam no setor de serviços, em que o sedentarismo é quase sempre regra. Em suma: caminhamos para um mundo cada vez mais sobrepeso, e isso é um problema de saúde pública.
Fonte: Adaptado em 15/01/2024 de: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/qual-porcentagem-da-populacao-da-terra-esta-acima-do-peso/
Qual é o nome do sinal de pontuação utilizado para indicar uma pausa breve ou separar itens em uma lista?
I. O verbo “temos”, no texto, assinala um sujeito oculto.
II. O uso do pronome “onde”, no texto, está equivocado, pois o mesmo deve indicar lugar.
III. A conjunção “mas” estabelece ideia de oposição ao último período do parágrafo anterior.
IV. A palavra “intacta” é um adjetivo que qualifica o termo “essa engrenagem”.
V. Os dois pontos foram colocados antes de um aposto enumerativo.
VI. Em “essa engrenagem”, o pronome “essa” estabelece a relação coesiva de sinonímia.
Está correto o que se afirma em
Amazônia: Desmatamento diminui, risco aumenta
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou dados (21/2) que demonstram que o
desmatamento da Floresta Amazônica teve queda de 60% em
janeiro de 2024, em comparação ao mesmo período em 2023.
Apesar de ser o 10º mês consecutivo de queda, o período de
colapso do ecossistema até 2050 ainda é real, alerta a revista
científica Nature (15/2).
O monitoramento do Imazon, feito por imagens de satélite, mostra que a área desmatada na Amazônia Legal em janeiro de 2024 foi de 79 km² – enquanto em janeiro de 2023, o desmatamento consumiu 198 km². Apesar da queda nos números, a devastação registrada no primeiro mês de 2024 equivale à perda de mais de 250 campos de futebol por dia, destacou o G1 (21/2). [...]
AMAZÔNIA... Revista RADIS, n. 258. Mar. 2024.
A imprensa moderna se utiliza de alguns sinais de pontuação, para resumir as ideias de certas notícias, às vezes numa síntese de pensamento.
A respeito dos sinais de pontuação presentes no título, é correto
afirmar que
“Um dia, o rapaz foi conversar com sua amiga onça e contou sua tristeza:”
Os dois-pontos são utilizados para:


(Disponível em: www.unicorpjundiai.com.br/alongamento-para-motoristas-uma-otima-forma-de-prevenir
dores/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

I- No período: “Em 1914, quando tinha apenas 28 anos, o zoólogo alemão Karl Von Frisch colocou sua carreira em jogo: [...]”, oração introduzida por QUANDO vem isolada por vírgulas por se tratar de uma oração adverbial temporal. II- : Em: “o zoólogo alemão Karl Von Frisch colocou sua carreira em jogo ”, questionou, de forma radical, o que a ciência sabia [...]em vez do emprego dos dois-pontos, a segunda oração poderia ter sido introduzida pelo conector “pois”, caracterizando uma oração coordenada explicativa. III- TANTAS Em: “Ele afirmou que não faria sentido existirem tantas flores, com cores tão diferentes, se [...]”, o constituinte TANTAS FLORES tem a função de complemento – objeto direto – do verbo existir. IV- Em: “Von Frisch demonstrou, em um estudo pioneiro, que as abelhas não só enxergavam cores, como aprendiam quais delas identificavam as flores com mais néctar.”, as estruturas introduzidas por NÃO SÓ....COMO são coordenadas aditivas.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Coluna I.
A- Ponto final. B- Ponto de interrogação. C- Travessão. D- Dois-pontos. E- Vírgula.
Coluna II.
1- Separa palavras enumeradas. 2- Indica o final de uma frase declarativa. 3- Indica a fala de uma pessoa. 4- São usados para enunciar uma enumeração. 5- Indica o final de uma pergunta.