Questões de Concurso
Sobre uso dos conectivos em português
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Julgue o item que se segue, relativo ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG5A1.
A expressão “Em suma” (segundo período do terceiro parágrafo) introduz, no texto, uma explicação.
Julgue o item que se segue, relativo ao conteúdo do texto precedente e a aspectos linguísticos a ele pertinentes.
No segundo período do terceiro parágrafo, o vocábulo “pois” está empregado com sentido conclusivo.
O amor não acaba, nós é que mudamos
Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?
O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são substituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado a nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantêm os mesmos.
Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.
O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.
(MEDEIROS, Martha. Almas gêmeas. Em: outubro de 2022.)
O amor não acaba, nós é que mudamos
Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?
O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são substituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado a nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantêm os mesmos.
Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.
O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.
(MEDEIROS, Martha. Almas gêmeas. Em: outubro de 2022.)
O amor não acaba, nós é que mudamos
Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?
O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são substituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado a nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantêm os mesmos.
Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.
O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.
(MEDEIROS, Martha. Almas gêmeas. Em: outubro de 2022.)
LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO
Monteiro Lobato
(José de Nicola)



LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO
Monteiro Lobato
(José de Nicola)



A expressão destacada trata-se de uma oração:
A expressão destacada trata-se de uma oração:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Proteger quem defende o ambiente
Brasil ocupa de novo o segundo lugar no ranking de ambientalistas assassinados; é preciso celeridade da Justiça em conflitos fundiários e na punição de criminosos, além de garantia dos direitos dos povos indígenas
Enquanto o Brasil arde em incêndios florestais, dados mostram um cenário violento contra aqueles que defendem o ambiente no país.
Segundo relatório da ONG britânica Global Witness, divulgado no dia 9, o Brasil ficou em segundo lugar em número de assassinatos de pessoas que atuam nesse setor em 2023, com 25 mortos. No primeiro lugar nefasto, a Colômbia contabilizou 79; no mundo, foram 196 - ou mais de um ativista morto a cada dois dias.
Mesmo com redução de 26% no Brasil em relação a 2022, não há o que celebrar. Pelo segundo ano consecutivo, ocupamos a infame vice-liderança do ranking . Quando considerada a série histórica, de 2012 a 2023, as primeiras colocações se repetem: a Colômbia teve 461 mortos, e o Brasil, 401.
A América Latina foi a região com mais ambientalistas mortos no ano passado - 85% do total.
Os fatores que mais contribuem para a estatística local são os conflitos fundiários, que envolvem violações a direitos de povos indígenas, comunidades tradicionais e quilombolas, a exploração econômica da terra, por vezes ilegal e contestada, e a fiscalização deficitária por parte do Estado.
No mundo, 49% das mortes de defensores ambientais em 2023 foram de indígenas (85) e afrodescendentes (12).
Os números referentes ao Brasil no levantamento internacional foram fornecidos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que monitora conflitos no campo.
De acordo com a entidade, os embates quebraram recorde no Brasil em 2023, com 2.203 ocorrências. Desse total, 1.724 se trataram de disputas por terra. Tal número, possivelmente subnotificado, mostra que não é só a letalidade que preocupa, mas também expulsões, despejos, ameaças e destruição de bens.
Tampouco apenas ambientalistas vivem sob ameaça. Jornalistas, por terem papel fundamental na busca dos fatos em contextos de conflito, correm risco.
Na Amazônia, por exemplo, a ONG Instituto Vladimir Herzog registrou 230 casos de violência contra profissionais da imprensa nos últimos dez anos - entre eles, 9 homicídios. Um dos mais brutais foram os assassinatos do repórter britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira em 2022.
Um país que pretende ser exemplo internacional no tema ambiental tem o dever óbvio de conter a violência nesse setor. É preciso celeridade e eficiência no sistema de Justiça para resolver contendas fundiárias, respeitar os direitos dos povos indígenas e punir no rigor da lei os ataques contra ambientalistas.
Jornal Folha de São Paulo - 16/09/2024.

I – No trecho: “o entendimento é contextual e individual, logo, polissêmico” – as vírgulas separam uma palavra que tem o mesmo sentido contextual de “portanto”.
II – No trecho: “foi¹ e continua sendo percebido² como³ uma verdadeira revolução” – temos na ordem crescente (1; 2; 3), respectivamente: um verbo no tempo pretérito perfeito do modo indicativo; uma locução verbal; uma conjunção subordinativa usada com o sentido comparativo
III – A expressão: “no final do quarto milênio a.C.” – enuncia ideia temporal, escrita com um numeral ordinal “quarto”.
IV – No trecho: “Após relembrar as linhas de força que estruturam essa abundante literatura”, - temos, respectivamente: um artigo definido feminino plural que concorda com o substantivo subsequente em gênero e em número; uma preposição essencial imposta pela regência nominal; um pronome relativo e um pronome demonstrativo (ambos escritos com dígrafo).

I – A expressão “tal como” do trecho: “O termo “aventuras”, no plural, tal como ele aparece no título deste artigo” – enuncia ideia de comparação.,
II – No trecho: “uma multiplicidade de episódios ou realizações” – temos, respectivamente: preposição essencial imposta pela regência nominal; conjunção coordenativa; termo polissílabo oxítono com ditongo nasal, sem acento gráfico que justifique a tonicidade, porque til não é acento.
III – No trecho: “No que diz respeito à escrita” – temos, respectivamente: um verbo irregular conjugado no presente do modo indicativo; uma palavra com ditongo e uma com encontro consonantal.
IV – No trecho: “nos convidam a perguntar se a verdadeira aventura da escrita não foi, de fato” – temos, respectivamente: um pronome em posição de próclise; uma conjunção subordinativa com ideia condicional; uma contração prepositiva imposta pela regência nominal.
A PALAVRA FEIA DE ALBERTO
(1º§) Uma tarde, numa festa muito elegante, o jovem Alberto ouviu uma palavra que nunca tinha escutado antes. A palavra ficou flutuando como uma pequena nuvem cinzenta. Era muito feia e coberta de pelos negros e duros. Com um rápido movimento de pulsos, Alberto pegou a palavra no ar e colocou-a dentro de seu bolso traseiro.
(2º§) Foi quando começou a confusão. O Sr. Hilário atirou seu taco de críquete para o alto (...) o taco aterrissou bem em cima do dedão de Alberto. O garoto abriu a boca para gritar, mas a palavra feia saiu primeiro, muito maior e mais horrorosa do que antes. Todos os convidados ficaram chocados. Eles não conseguiam acreditar no que estavam ouvindo.
(3º§) – Venha comigo, rapazinho! – Disse a mãe de Alberto.
(4º§) No banheiro, a mãe de Alberto lhe entregou um pedaço de sabão. Enquanto Alberto esfregava a língua, a palavra feia sentou-se no ombro do garoto e ficou rindo maldosamente.
(5º§) Alberto sabia que alguma coisa precisava ser feita. A palavra fica escondida, esperando pacientemente enquanto a festa continua, e quando Alberto admirava a tia Isabella cantar ópera, a palavra encolheu e voou até a boca de Alberto.
(6º§) De repente aconteceu uma confusão, o mordomo Chives derrubou uma bandeja de ovos condimentados em cima do vestido da madame Friatta, que derrubou o coquetel na careca do Sr. Hilário, que atirou seu taco de críquete para o alto, que por fim aterrissou em cima do dedão de Alberto que gritou a palavra feia que estava em sua boca.
(7º§) Todos ficaram horrorizado, então, Alberto saiu correndo e foi bater na casa do jardineiro.
(8º§) O jardineiro, que também era um mágico praticante, abriu a porta com um sorriso. O mágico jardineiro ficou logo sabendo que Alberto tinha pegado uma palavra feia. (...) Puxou uma gaveta repleta de palavras que estalavam e cintilavam.
(9º§) – Algumas vezes precisamos de palavras muito fortes – explicou – para mostrar como estamos nos sentindo.
(10º§) Use estas palavras aqui e talvez você não tenha mais problemas. E entregou um dicionário para Alberto. (...)
(http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/mod_ii_vol2unid2.pdf)