O Ministério Público Estadual abriu uma apuração do caso 'e...
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Ano: 2024
Banca:
AMEOSC
Órgão:
Prefeitura de Guaraciaba - SC
Prova:
AMEOSC - 2024 - Prefeitura de Guaraciaba - SC - Professor II (Arte) |
Q4367972
Português
Texto associado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cientistas defendem livros didáticos em papel
Dá para abrir mão de livros físicos e estudar só nas
telas? Como isso afeta o desempenho dos alunos em
idade escolar e a sua capacidade de leitura?
Essa discussão foi alimentada pelo anúncio da
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, de que
alunos da rede pública nos anos finais do ensino
fundamental e no ensino médio contariam apenas com
livros didáticos digitais, e não mais em papel.
O Ministério Público Estadual abriu uma apuração do
caso e o governador Tarcísio de Freitas afirmou que
tanto livros didáticos impressos quanto digitais serão
ofertados.
Diferentes acadêmicos e entidades debatem o quanto do
material didático deve ou não migrar ao ambiente digital,
mas evidências científicas sugerem que o papel ainda é
o meio mais eficiente para ensinar a habilidade de leitura
aprofundada e crítica - particularmente em países com
tantas desigualdades como o Brasil.
Ao mesmo tempo, há pesquisadores que lamentam que
questões igualmente importantes - como a qualidade dos
livros - têm sido ofuscadas pela mera oposição entre
papel e digital.
Alguns dados importantes nessa discussão vêm do Pisa,
o principal exame internacional a comparar o
aprendizado em vários países.
No ano passado, a entidade organizadora do exame, a
OCDE (Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico), identificou que estudantes
de quinze anos que tinham o hábito de ler livros em
papel fizeram, em média, quarenta e nove pontos a mais
na prova de leitura do Pisa 2018, em comparação com os jovens que raramente ou nunca liam livros.
Além disso, estudantes com o hábito de ler em papel
também costumavam demonstrar mais prazer com a
leitura do que aqueles que liam textos digitais.
"Os resultados do Pisa confirmam que o acesso a capital
cultural, como livros, é um forte preditor do desempenho
dos estudantes", aponta a OCDE.
A leitura digital tem vantagens importantes, como
rapidamente buscar fontes de informação e checar
dados. Mas uma preocupação dos cientistas é de que,
nas telas, nossa leitura seja mais superficial do que no
papel, ou seja, de que "passamos os olhos", em vez de
ler de verdade.
"As pesquisas dos últimos dez anos mostram que, se
você medir a compreensão - quantas pessoas se
lembram do que leem -, ela é quase sempre melhor no
texto impresso, especialmente para textos longos", diz à
BBC Brasil a pesquisadora Naomi S. Baron, professora
emérita de Linguística da American University em
Washington (EUA).
O texto impresso convida a uma leitura mais lenta e
concentrada do que o texto em tela, que geralmente é
ditado pelo ritmo das redes sociais, agrega Baron.
"Muito do que fazemos no mundo digital é veloz: olhar
para um post no Facebook, uma foto no Instagram, os
resultados de jogos de futebol, e daí seguir adiante. Com
o texto impresso, presumindo que você não vai checar o
seu telefone, você tende a focar mais."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/
cq52xyr0l92o. Adaptado.
O Ministério Público Estadual abriu uma apuração do
caso 'e o governador Tarcísio de Freitas afirmou' [...].
A expressão destacada trata-se de uma oração:
A expressão destacada trata-se de uma oração: