Questões de Concurso Sobre uso dos conectivos em português

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Q4267924 Português
Coceira crônica afeta uma em cada cinco pessoas segundo pesquisas

Shayanne Boulet tinha dezoito anos de idade. No final do seu primeiro ano de faculdade, do nada, ela começou a ter coceiras angustiantes.

"No início, pensei que pudesse ser eczema", relembra ela. "Mas era muito mais debilitante. Eu não conseguia tomar banho quente, não conseguia me concentrar na minha lição de casa, não conseguia dormir porque eu me coçava por quase duas horas na cama. Eu precisava me levantar para me limpar porque havia sangue nos lençóis."

Boulet foi diagnosticada com prurigo nodular, uma doença de pele inflamatória crônica.

A condição é uma das muitas causas de coceira crônica, definida pelos médicos como uma coceira que dure mais de seis semanas, e que, segundo os profissionais de saúde, afeta uma em cada cinco pessoas em algum momento da vida.

A coceira crônica é associada a distúrbios dermatológicos como eczemas, urticária e psoríase, mas também a outras condições médicas, incluindo doença renal crônica, insuficiência renal e linfoma. Em alguns casos, a coceira crônica dura anos e a sensação é enlouquecedora.

No livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), os pecadores condenados ao oitavo círculo do inferno - os fraudadores - sofriam "a fúria ardente da feroz coceira que nada consegue aliviar". Muitas pessoas que sofrem de psoríase talvez se identifiquem com a descrição do inferno de Dante. A coceira decorrente dessa condição já foi comparada com um ataque de formigas-de-fogo.

Pacientes com doenças hepáticas chegaram a ser submetidos a transplantes por não conseguirem lidar com a sensação de coceira. E alguns pacientes com câncer param de tomar medicações que salvariam suas vidas por não suportarem a coceira que esses remédios lhes causam.

"Estudos demonstraram que a coceira crônica é tão debilitante quanto as dores crônicas, mas, na verdade, eu defendo que é ainda pior", afirma o médico e neuroimunologista Brian Kim. "Com a dor crônica, você tem uma sensação de dor monótona − uma espécie de dor 'nível 6 de 10' que simplesmente não desaparece", explica ele. "Mas você consegue dormir."

"A coceira crônica é diferente porque você não descansa. As pessoas afetadas coçam-se a noite toda. Deste ponto de vista, ela é consideravelmente mais debilitadora." Até recentemente, os cientistas não compreendiam, na verdade, o que causa a coceira crônica, mesmo com sua alta incidência. Já as causas da coceira aguda são relativamente bem conhecidas.

Se você for picado por um mosquito ou encostar em uma hera venenosa, as células imunológicas da pele liberam histamina e outras substâncias que se ligam a pequenos receptores na superfície dos nervos sensoriais. Essas substâncias ativam os receptores que enviam um sinal de coceira para a medula espinhal e para o cérebro.

A coceira aguda é irritante, mas pode ser tratada com anti-histamínicos ou esteroides de uso tópico. Mas os anti-histamínicos não apresentam efeito sobre a coceira crônica.

O fato é que houve poucos avanços no tratamento da coceira nos últimos 360 anos, desde que a coceira foi definida pela medicina pela primeira vez. Um dos motivos é que os cientistas acreditavam que a coceira seria apenas uma forma suave de dor.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9822p5jz05o. Adaptado.

Muitas pessoas que sofrem de psoríase talvez se identifiquem com a descrição do inferno de Dante.


De acordo com as classes de palavras, é correto afirmar, nesta frase, que:

Alternativas
Q4257200 Português
Leia o texto para responder a questão.

TEXTO 3

A nova carta de Pero Vaz de Caminha

    Olá meu amado Rei, aqui quem fala é o Pero Vaz. Está a me ouvir bem? Peguei emprestado o celular de um nativo aqui da nova terra. Tudo bem, Capitão Pedro está a mandar um abraço. Chegamos na terça, 21 de abril, mas deixei para ligar no Domingo porque a ligação é mais barata. É aqui tem dessas coisas. Os nativos ficaram espantados com a nossa chegada por mar, não achavam que éramos Deuses, Majestade. Acharam que éramos loucos de pisar em um mar tão sujo.
   A ligação está boa? Pois é, essa terra é engraçada. Tem telefonia celular digital; automóveis importados; acesso gratuito à Internet mas ainda tem gente que morre de malária e está cheia de criança barriguda de tanto verme. É meio complicado explicar.
    Se já encontramos o chefe? Olha Rei, tá meio complicado. Aqui tem muito cacique para pouco índio. Logo que chegamos à Porto Seguro tinha um cacique lá que dizia que fazia chover, que mandava prender e soltar quem ele quisesse. É, um cacique bravo mesmo... Mais para o Sul encontramos outra tribo, uma aldeia maravilhosa e muito festiva, com lindas nativas quase nuas. Seguindo em direção ao Sul, saímos do litoral e adentramo-nos ao planalto. Lá encontramos uma tribo muito grande. A dos índios Sampa. Conhecemos seu cacique, que tinha apito mas que não apitava nada, coitado. Dizem até que ele apanha da mulher. O senhor está rindo, Majestade? Juro que é verdadeiro o meu relato. Como vossa Majestade pode perceber, é uma terra fácil de se colonizar, pois os nativos não falam a mesma língua. Sim, são pacíficos sim. É só verem um côco no chão para eles começarem a chutálo e esquecerem da vida. Sabem, sabem ler, mas não todos. A maioria lê muito mal e acredita em tudo que é escrito. Vai ser moleza, fica frio... Parece que há um "Cacicão Geral", mas ele quase não é visto. O homem viaja muito. Dizem que se a intenção for evitar encontrá-lo, é só ficar sentado no trono dele. Engraçado mesmo é que a "indiaiada" trabalha a troco de banana. É banana!!! Todo mês eles recebem no mínimo 151 bananas. Não é piada, Majestade.!! É sério!! Só vindo aqui prá ver.
    Olha, preciso desligar. O rapaz que me emprestou o telefone celular precisa fazer uma ligação. Ele é comerciante. Disse que precisa avisar ao povo que chegou um novo carregamento de farinha. Engraçado... eles ficam tão contentes em trabalhar... A cada mercadoria que chega, eles sobem o morro e soltam rojões. É uma terra muito rica, Majestade. Acho que desta vez acertamos em cheio. Isso aqui ainda vai ser o país do futuro...

Autor: Paulo D'Angelo, publicitário, reescreveu a Carta de Caminha e ganhou o concurso "Crônica do Ouvinte" promovido pela Rádio Bandeirantes. In : https://www.oclick.com.br/caderno/448/parodia-dacarta-de-caminha 
O termo destacado em “Logo que chegamos à Porto Seguro tinha um cacique lá que dizia que fazia chover, que mandava prender e soltar quem ele quisesse” (parágrafo 3), não pode ser substituído, uma vez que produziria prejuízo de sentido, por: 
Alternativas
Q4208678 Português
TEXTO II


Leia o texto a seguir.


Artifícios


    Meia noite. O céu se colore pelas cores da despedida e pelos brindes e goles do espumante, pela chegada.
    Um se vai, outro chega. Abraços, beijos, cânticos saudando o convidado que adentra ao findar da contagem regressiva. As mãos se unem em orações e meditações diversas. Sorrisos, lágrimas pela despedida, pelo que se foi. Sim. Lágrimas de melancolia, de alívio, de "graças a Deus, já foi tarde". Entretanto outras, de gratidão.
    Outros olham o novo, o convidado especial; alguns o recebem de branco, outros de amarelo, outros mergulhados no brilho, pois o novo merece. Ele promete. Promete? 
     A embriaguez toma conta de muitos, por satisfação, felicidade, mas também por pura e melancólica certeza de que é só mais uma noite e nada irá mudar.
     Amanhece. O novo pretende ficar por um bom tempo. Ou melhor, mais precisamente por 365 dias, indubitavelmente. Contudo, percebe-se que só ele é novo. Ao abrir a janela, a rua é a mesma, as casas são as mesmas, o tempo é o mesmo. E o novo nem parece ali estar mais. Mas está. Em seu sorriso, com certo sarcasmo, apenas deixa implícito para muitos, que deixam passar por despercebidos, entretanto explícito para outros que percebem que a rua é a mesma, que o tempo é o mesmo, que o dia é o mesmo, que nada mudou, ou mudará? Todavia o que poderá se tornar novo é o pulsar dentro de cada um que não se rende ao trivial e se propõe a seguir o curso do rio da vida, deixando-se navegar pela correnteza da esperança, não se entregando à água tácita e incrédula, nem rendendo-se à tórrida estagnação.

Tulius Mendonça
“O novo pretende ficar por um bom tempo. Ou melhor, mais precisamente por 365 dias, indubitavelmente. Contudo, percebe-se que só ele é novo. Ao abrir a janela, a rua é a mesma, as casas são as mesmas, o tempo é o mesmo.” A palavra destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q4207372 Português

Leia a tirinha a seguir para responder a questão. 


36-37.jpg (637×213)

Se continuarmos engordando, (...)” Essa oração estabelece em relação à seguinte uma:
Alternativas
Q4207364 Português
TEXTO I

Estações

        Peguei o trem. O trem da vida. Lento, tranquilo, feito reticências. A vida, voraz, intrépida, repleta de exclamações e interrogações. Só sei que iniciei a viagem, num dia qualquer. Qualquer? Não. No meu dia, ou melhor, naquele dia em que deixei aquela casa escondida no ventre de minha mãe, naquele planetinha tão pequeno que, aos poucos, parecia que estava ficando menor do que eu mesmo. Contudo aquele até então ínfimo planetinha carregava consigo uma imensidão de palavras, de anseios, de amor, palavras de afeto, por pontuações diversas. Todas em um único cômodo, apertado, escuro, no entanto sentia-me protegido e ao mesmo tempo querendo conhecer o que estava lá fora. 

        Olhar quem sussurrava para que eu ouvisse. “Mamãe já te ama antes mesmo de nascer.” Isso. Nascer. Nasci. Agora eu era aquele menino, era aquele menino travesso, tinha fantasias, meus cabelos em cachos castanhos. No trem. No trem da vida. Não percebo mais fantasias, já não tão travesso. Agora quase um homem feito, feito Sabino em busca daquele menino no espelho, pois os sonhos de criança ficaram guardados na gaveta das memórias. Memórias de outros tempos, outros vagões, outras paisagens. 

        Entretanto continuava naquele trem. O trem da vida. A paisagem já meio obscura, repleta de interrogações, interpelações que me levavam num viver intenso, pois o agora é que me importava. Ao mesmo tempo, aquela paisagem levava-me a um vulcão em erupção, num apocalipse de emoções, num despertador em descontrole a me convidar para um “Carpe diem”. Por quê? Do nada já estava em outro vagão. 

        Porém no mesmo trem. O trem da vida. Agora já era um homem feito. Era mesmo? Só sei que a paisagem era não tão voraz, ainda que audaz, pois o dia se chamava responsabilidade, o sol era o cartão de ponto de meus afincos, a fim de realmente me tornar um homem feito. Sim, não era um homem feito. Agora eu que conduzia a ordem naquele vagão. Eu era passageiro, mas também bilheteiro, até maquinista. Por quê? A paisagem era mais completa e complexa do que se podia imaginar. Outros estavam ali, outros dependiam de mim. Outros me fizeram amar, pois me impulsionavam a não parar. Por quê? Porque estávamos todos no trem. 

        O trem da vida. Agora já me sentia um homem feito, mas ao mesmo tempo desfeito, desfazendo-me aos poucos sem me preocupar tanto com o tempo. Na paisagem, a noite, o dia, tudo se tornara grisalho, distante, nostálgico… o olhar mais distante a contar aqueles vagões por onde passara. A poltrona, o teto, o piso, tudo naquele vagão tinha uma história, lembranças de melancolias, mas também de regozijos, pelos momentos vividos, por todas as emoções que o destino me propusera. Agora os ombros mais cansados, os pés, às vezes, mais inchados. Sem problema que me trouxesse quaisquer frustrações. De um andarilho nos vagões do destino, tornei-me um contador de histórias. Por quê? Porque os vagões escreveram minha história. Ou melhor, a história do trem. O trem da vida.

(Tulius Mendonça)
“A poltrona, o teto, o piso, tudo naquele vagão tinha uma história, lembranças de melancolias, mas também de regozijos, pelos momentos vividos, por todas as emoções que o destino me propusera.” A expressão destacada introduz uma oração exprimindo um(a):
Alternativas
Q4207273 Português
TEXTO II

LEIA O TEXTO A SEGUIR.


Desafios entre fios


   15 anos. Naquele dia minha vida mudaria para sempre. Não num baile de debutantes, não numa valsa. No entanto, na sinfonia a que o destino me propusera. Voltava do funeral, do último olhar para minha mãe.

   Na sala, meus quatro irmãos menores. Em minha consciência, guardei a bagagem da responsabilidade sem manual de instrução.

  “Os sonhos precisaram ficar estagnados, mas jamais esquecidos”.

   Hoje, todos crescidos, criados, realizados.

   60 anos. Mãe, esposa, concluindo os estudos, resgatando meus sonhos.


Sirley. (3o ano EM - EJA)
“Naquele dia minha vida mudaria para sempre. Não num baile de debutantes, não numa valsa. No entanto, na sinfonia a que o destino me propusera. Voltava do funeral, do último olhar para minha mãe.” A conjunção destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por:
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Q4207197 Português
TEXTO I

Estações

        Peguei o trem. O trem da vida. Lento, tranquilo, feito reticências. A vida, voraz, intrépida, repleta de exclamações e interrogações. Só sei que iniciei a viagem, num dia qualquer. Qualquer? Não. No meu dia, ou melhor, naquele dia em que deixei aquela casa escondida no ventre de minha mãe, naquele planetinha tão pequeno que, aos poucos, parecia que estava ficando menor do que eu mesmo. Contudo aquele até então ínfimo planetinha carregava consigo uma imensidão de palavras, de anseios, de amor, palavras de afeto, por pontuações diversas. Todas em um único cômodo, apertado, escuro, no entanto sentia-me protegido e ao mesmo tempo querendo conhecer o que estava lá fora.

        Olhar quem sussurrava para que eu ouvisse. “Mamãe já te ama antes mesmo de nascer.” Isso. Nascer. Nasci. Agora eu era aquele menino, era aquele menino travesso, tinha fantasias, meus cabelos em cachos castanhos. No trem. No trem da vida. Não percebo mais fantasias, já não tão travesso. Agora quase um homem feito, feito Sabino em busca daquele menino no espelho, pois os sonhos de criança ficaram guardados na gaveta das memórias. Memórias de outros tempos, outros vagões, outras paisagens.  

        Entretanto continuava naquele trem. O trem da vida. A paisagem já meio obscura, repleta de interrogações, interpelações que me levavam num viver intenso, pois o agora é que me importava. Ao mesmo tempo, aquela paisagem levava-me a um vulcão em erupção, num apocalipse de emoções, num despertador em descontrole a me convidar para um “Carpe diem”. Por quê? Do nada já estava em outro vagão. 

        Porém no mesmo trem. O trem da vida. Agora já era um homem feito. Era mesmo? Só sei que a paisagem era não tão voraz, ainda que audaz, pois o dia se chamava responsabilidade, o sol era o cartão de ponto de meus afincos, a fim de realmente me tornar um homem feito. Sim, não era um homem feito. Agora eu que conduzia a ordem naquele vagão. Eu era passageiro, mas também bilheteiro, até maquinista. Por quê? A paisagem era mais completa e complexa do que se podia imaginar. Outros estavam ali, outros dependiam de mim. Outros me fizeram amar, pois me impulsionavam a não parar. Por quê? Porque estávamos todos no trem.

        O trem da vida. Agora já me sentia um homem feito, mas ao mesmo tempo desfeito, desfazendo-me aos poucos sem me preocupar tanto com o tempo. Na paisagem, a noite, o dia, tudo se tornara grisalho, distante, nostálgico… o olhar mais distante a contar aqueles vagões por onde passara. A poltrona, o teto, o piso, tudo naquele vagão tinha uma história, lembranças de melancolias, mas também de regozijos, pelos momentos vividos, por todas as emoções que o destino me propusera. Agora os ombros mais cansados, os pés, às vezes, mais inchados. Sem problema que me trouxesse quaisquer frustrações. De um andarilho nos vagões do destino, tornei-me um contador de histórias. Por quê? Porque os vagões escreveram minha história. Ou melhor, a história do trem. O trem da vida.

(Tulius Mendonça)
“No meu dia, ou melhor, naquele dia em que deixei aquela casa escondida no ventre de minha mãe, naquele planetinha tão pequeno que, aos poucos, parecia que estava ficando menor do que eu mesmo. Contudo aquele até então ínfimo planetinha carregava consigo uma imensidão de palavras, de anseios, de amor, palavras de afeto, por pontuações diversas”.
A palavra destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q4199810 Português
O papel mais difícil na família


    O amor de madrasta e de padrasto é um amor elevado, um amor puramente desinteressado. Eles não têm o benefício da relação automática, do laço do sangue, precisam construir com o enteado uma amizade do zero, em que o conselho depende da doçura e da pontualidade para não agredir e não soar como censura.

       São corajosos, pois alimentam uma relação desprovida de garantia e estabilidade. Enfrentam os rótulos e o preconceito por ocupar, no imaginário da infância, o lugar natural da mãe ou do pai. Provam o seu valor e adquirem credibilidade pouco a pouco. Só a constância da lealdade é que consolidará a influência.

      Demonstram, na prática, que não vieram substituir ninguém, mas somar amizades e pontos de vista. Surpreendem com uma ternura desobrigada, uma atenção gratuita, uma dedicação sem a recompensa de abraços e beijos fáceis.

    Talvez não recebam cartãozinho no Dia das Mães e dos Pais, talvez não sejam chamados para as festas da escola, talvez não estejam representados nos desenhos infantis, talvez tenham que superar a carência e entender que as vitórias são secretas e parciais. Andam no trapézio das emoções, evitando sofrer a desqualificação em qualquer embate: “Você não é meu pai”, “Você não é minha mãe”.

    Não podem despertar a inveja e a concorrência sendo bons demais, nem a preocupação sendo indiferentes. Não podem dar bronca no momento de raiva nem devem ser tolerantes em excesso na alegria. Armados na paciência, amando a paciência, jamais invadem a privacidade, ficam na porta esperando um convite para entrar na sensibilidade dos pequenos.

     Não há papel mais difícil dentro de casa. Encarnam o equilíbrio. Medirão as palavras e o tamanho do silêncio. Vão se apaixonar por uma pessoa que possivelmente não será para sempre. Mas o amor é para sempre quando o coração se mostra um duradouro ventre.


(Fabrício Carpinejar. Jornal Zero Hora. 24.07.2018. Adaptado)
Considere as frases a seguir.
•  São corajosos, pois alimentam uma relação desprovida de garantia e estabilidade. (2º parágrafo)
•  Demonstram, na prática, que não vieram substituir ninguém, mas somar amizades e pontos de vista. (3º parágrafo)

As palavras em destaque estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de 
Alternativas
Q4199808 Português
O papel mais difícil na família


    O amor de madrasta e de padrasto é um amor elevado, um amor puramente desinteressado. Eles não têm o benefício da relação automática, do laço do sangue, precisam construir com o enteado uma amizade do zero, em que o conselho depende da doçura e da pontualidade para não agredir e não soar como censura.

       São corajosos, pois alimentam uma relação desprovida de garantia e estabilidade. Enfrentam os rótulos e o preconceito por ocupar, no imaginário da infância, o lugar natural da mãe ou do pai. Provam o seu valor e adquirem credibilidade pouco a pouco. Só a constância da lealdade é que consolidará a influência.

      Demonstram, na prática, que não vieram substituir ninguém, mas somar amizades e pontos de vista. Surpreendem com uma ternura desobrigada, uma atenção gratuita, uma dedicação sem a recompensa de abraços e beijos fáceis.

    Talvez não recebam cartãozinho no Dia das Mães e dos Pais, talvez não sejam chamados para as festas da escola, talvez não estejam representados nos desenhos infantis, talvez tenham que superar a carência e entender que as vitórias são secretas e parciais. Andam no trapézio das emoções, evitando sofrer a desqualificação em qualquer embate: “Você não é meu pai”, “Você não é minha mãe”.

    Não podem despertar a inveja e a concorrência sendo bons demais, nem a preocupação sendo indiferentes. Não podem dar bronca no momento de raiva nem devem ser tolerantes em excesso na alegria. Armados na paciência, amando a paciência, jamais invadem a privacidade, ficam na porta esperando um convite para entrar na sensibilidade dos pequenos.

     Não há papel mais difícil dentro de casa. Encarnam o equilíbrio. Medirão as palavras e o tamanho do silêncio. Vão se apaixonar por uma pessoa que possivelmente não será para sempre. Mas o amor é para sempre quando o coração se mostra um duradouro ventre.


(Fabrício Carpinejar. Jornal Zero Hora. 24.07.2018. Adaptado)
Em – ... precisam construir com o enteado uma amizade do zero, em que o conselho depende da doçura e da pontualidade... – (1º parágrafo), a expressão destacada pode ser corretamente substituída por
Alternativas
Q4199805 Português
Funk: expressão cultural, preconceitos e as
várias faces da sociedade brasileira


     Se o samba, há décadas, é vendido como símbolo da identidade nacional brasileira, nem sempre foi assim. No começo do século 20, sambistas, oriundos das camadas populares e negras da população, eram marginalizados ao ponto de serem presos, acusados de vadiagem, uma contravenção penal. Gêneros musicais que antecederam o samba, também fortemente associados aos negros, como o lundu, o maxixe e o jongo, eram acusados de terem coreografias e letras indecentes. Foi apenas na Era Vargas, entre 1930 e 1945, que o Estado passou a valorizar manifestações culturais populares como o samba, mas, ao mesmo tempo, tentando domesticá-las para adaptá-las às ideologias oficiais do governo: o nacionalismo, o trabalhismo e a democracia racial.

          É nesse quadro que o repúdio de tanta gente ao funk deve ser compreendido. Muitas das acusações sofridas pelo funk estão presentes em outros gêneros musicais associados a um público bem específico: jovens, negros, pobres, moradores de favelas e periferias. Assim como o pagode baiano e o tecnobrega, o funk é acusado de fazer apologia ao crime, às drogas e ao sexo. E como o sertanejo, o forró eletrônico e o pagode romântico, o funk, muitas vezes, é taxado de “música pobre”. Os critérios que fazem um gênero musical ser considerado “pobre”, no entanto, variam de acordo com os diferentes valores dos diferentes grupos sociais.

     Uma música que valoriza mais o ritmo, a batida e a dança do que a letra e a harmonia pode ser a mais “rica” para se animar um baile, por exemplo. Já o funk ostentação, com letras que fazem apologia a marcas de luxo, apesar de ser acusado de alienado, questiona distinções sociais por meio do consumo e não deixa de expressar uma demanda de jovens pobres e periféricos por reconhecimento e visibilidade.

(Danilo Cymrot. Revista E. Abril de 2024. Adaptado)
Considere o trecho a seguir.
Já o funk ostentação, com letras que fazem apologia a marcas de luxo, apesar de ser acusado de alienado, questiona distinções sociais por meio do consumo... (3º  parágrafo)

As expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, sem alteração do sentido original, por:
Alternativas
Q4189937 Português

Leia o texto para responder à questão.



Com mais idosos, será preciso fortalecer o SUS


    Dados recém-divulgados pelo IBGE mostram que os brasileiros têm destinado parcelas crescentes de sua renda a serviços de saúde e medicamentos nos últimos anos, uma tendência previsível com a transformação demográfica e o envelhecimento da população.


    A despesa pública e privada do país com tal finalidade somou 9,7% do Produto Interno Bruto em 2021, ante 8% em 2010. A expansão deve continuar nos próximos anos, visto que em países mais desenvolvidos e com maior proporção de idosos entre os habitantes, como Alemanha, França e Reino Unido, o índice chega a 12% ou mais.


    Por aqui, o aumento dos gastos no período se concentrou nas famílias – de 4,4% para 5,7% do PIB. Já os desembolsos dos governos federal, estaduais e municipais passaram de 3,6% para 4% do produto.


    Os números refletem o sistema híbrido de financiamento da saúde que, na prática, desenvolveu-se no Brasil. Embora disponhamos de um sistema público universal de atendi mento, o que sem dúvida é uma conquista civilizatória, estamos longe de poder abrir mão dos recursos privados.


    Será necessário fortalecer o SUS para fazer frente à alta esperada da participação de idosos na população. Hoje, homens e mulheres com idade acima dos 65 anos representam perto de 11% dos brasileiros; projeta-se que o patamar de 20% será ultrapassado em 2050, e o de 30% estará próximo em 2070.


    No atual cenário de penúria orçamentária, não há como pensar em um aumento rápido e vigoroso dos recursos do SUS. A longo prazo, será preciso rever prioridades e conter outras despesas para viabilizar maior atenção ao setor.


(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.04.2024. Adaptado)

No título do texto – Com mais idosos, será preciso fortalecer o SUS –, a preposição destacada expressa sentido de
Alternativas
Q4187130 Português
Reciclagem de embalagens plásticas no Brasil

        No Brasil, cada pessoa produz, em média, 343 quilos de resíduos sólidos por ano, totalizando cerca de 80 milhões de toneladas anualmente.
    
        Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) são todos os materiais produzidos nas residências, comércios, indústrias, hospitais e demais instalações e descartados após o término de sua utilidade, sendo classificados em quatro tipos: resíduos orgânicos (restos de alimentos, folhas, galhos e esterco), recicláveis (papel, plástico, metal e vidro), perigosos (pilhas, baterias e resíduos hospitalares) e rejeitos materiais (não recicláveis ou reutilizáveis).
    
        A fração orgânica é a mais significativa, representando 46% do total. Enquanto entre os resíduos recicláveis secos destaca-se o plástico, que constitui cerca de 17% dos RSU.
    
        Em 2022, o Brasil gerou aproximadamente 13,7 milhões de toneladas de resíduos plásticos nas cidades, o equivalente a 64 quilos por pessoa durante o ano. Essa produção coloca o Brasil como o quarto maior produtor global de resíduos plásticos, atrás somente de Estados Unidos, China e Índia.
    
        Além do excesso de resíduos plásticos gerados pela população brasileira, outro grande problema é a sua baixa taxa de reciclagem. Somente 22% das embalagens plásticas são recicladas no Brasil. Os maiores índices de reciclagem de embalagem pós-consumo são de latas de alumínio (97,4%), seguidos de papel e papelão (66,9%).
   
        Mas a baixa taxa de reciclagem de embalagens plásticas pode ser atribuída a diversos fatores. Um deles é a falta de infraestrutura adequada para coleta seletiva, separação e processamento de resíduos plásticos. Muitas regiões do país não têm sistemas eficientes de coleta seletiva e reciclagem.
  
        Além disso, existem diferentes tipos de plásticos, com diferentes composições químicas, o que dificulta o processo de reciclagem. A falta de padronização dos materiais e a necessidade de separação por tipo tornam o processo mais dispendioso e complicado.
    
        A baixa conscientização da população sobre a importância da separação adequada e da reciclagem é outro fator importante.
    
        Em muitos casos, o custo de reciclar plásticos pode superar o de produzir novos a partir de matéria-prima virgem. Isso se deve à inexistência ou à má estruturação dos mercados locais de comercialização e reciclagem, à alta carga tributária, à competição desigual com alternativas inadequadas de descarte final (como lixões e aterros controlados) e à instabilidade da cadeia logística.

Portal Saneamento Básico. Adaptado.
A expressão sublinhada no 7º parágrafo transmite a ideia de:
Alternativas
Q4159800 Português
Assinale a alternativa que indica o sentido introduzido pela conjunção “como” (l. 13). 
Alternativas
Q4159794 Português
Assinale a alternativa que indica conjunção ou locução conjuntiva que NÃO poderia substituir corretamente a locução “já que” (l. 06), por alterar a relação de sentido que ela estabelece entre as orações.
Alternativas
Q4158113 Português
Leia o texto a seguir.


    Em algum momento, os sintomas da dengue e da gripe podem ser os mesmos: dor de cabeça, dores pelo corpo e nas juntas, febre e mal-estar. Apesar de ambas as doenças serem virais, há outros sinais que as diferenciam, sobretudo aqueles que indicam uma possível evolução para quadros mais graves. Como o Brasil enfrenta um aumento no número de casos de dengue neste início de 2024, é importante conhecer esses sintomas para ajudar na identificação da enfermidade.

    “A principal semelhança entre a dengue e a influenza é a febre de início súbito, geralmente a primeira manifestação das duas doenças, e a dor atrás dos olhos. Já a principal diferença são os sintomas respiratórios que aparecem logo nos primeiros dias de sintomas da influenza, como coriza, tosse produtiva e deglutição com dor, além das manchas vermelhas na pele que ocorrem tipicamente na dengue por volta de três a cinco dias”, explica o infectologista e gestor médico de Desenvolvimento Clínico do Butantan, Érique Miranda.

    A dengue é causada pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Como o A. aegypti é vetor dos quatro vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3, DENV-4), assim como dos vírus da Zika e Chikungunya, se picar alguém infectado será capaz de transmitir o patógeno para outras pessoas.

    A gripe, por sua vez, é causada pelo vírus influenza. Como o influenza sofre mutações frequentemente, todo ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) define as três cepas que irão compor os imunizantes para cada hemisfério, de acordo com os vírus que mais circularam no ano anterior.

    Disponível em: butantan.gov.br. Adaptado.
Considerando-se o período em que se encontra, estabelece ideia de “causa” o trecho: 
Alternativas
Q4109218 Português
Indique a alternativa que está correta quanto ao uso de “onde” e “aonde”.
Alternativas
Q3737347 Português
    É difícil encontrar o que se busca quando não se sabe ao certo o que se procura. No que poderia consistir uma solução para o enigma da existência que fizesse sentido em termos humanos? Sabemos o que procuramos quando indagamos do sentido de uma palavra, de uma narrativa ou mesmo de uma vida individual: a semântica do termo; o enredo da trama e a "moral da história"; os valores norteadores e o propósito daquela vida no contexto particular em que ela transcorre. E quando se trata, contudo, da totalidade da vida ou do ser? O nó da questão não é apenas a dificuldade de formular uma conjectura minimamente plausível, mas reside na impossibilidade mesmo de sequer conceber o que possa vir a ser uma resposta adequada: pois, não importa qual seja a conjectura oferecida, ela implicará nova e justificada demanda explicativa, ou seja, um renovado -e possivelmente agravado - senso mistério. de

    Suponha, por exemplo, que gerações futuras cheguem a descobrir de algum modo o que nos aconteceu e o que tudo, afinal, significa: somos um experimento cientifico abandonado pelos deuses nos confins do "multiverso"; ou o sonho que alguém de outro mundo está sonhando; ou uma pantomima farsesca para a gratificação de um espírito maligno; ou a via crucis probatória da salvação ou danação eterna das almas na eternidade - suponha, em suma, o que foro caso. A revelação do Grande Segredo, é de supor, teria um extraordinário efeito e nos forçaria a repensar em profundidade boa parte do que imaginávamos saber sobre nós mesmos. Ao mesmo tempo, porém, a descoberta de que "pertencemos a algo maior" ou, então, de que "o verdadeiro Deus é o Acaso", descortinaria uma dimensão adicional da nossa ignorância e tornar-se-ia ela própria o Grande Mistério a ser decifrado. O hieróglifo da existência ganharia uma nova feição e o nosso "Ah! então era isso!" serviria apenas como preâmbulo de um potencializado "Mas, então, por que tudo isso?!". A ignorância infinita desconcerta o saber finito. Seja com o "a" minúsculo das metafisicas seculares ou o "A" maiúsculo das religiões, sempre haverá um além

E quando se trata, contudo, da totalidade da vida ou do ser? (1° parágrafo)

Considerando o contexto, o termo sublinhado acima pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:

Alternativas
Q3590214 Português

Leia o texto a seguir:


Estudo encontra agrotóxicos em biscoito maisena, macarrão

instantâneo, empanado e hambúrguer à base de plantas


Estudo 'Tem Veneno Nesse Pacote' analisou 24

ultraprocessados e identificou resíduos de agrotóxicos em

metade das amostras



    De 24 alimentos ultraprocessados produzidos no Brasil, com destaque para aqueles com apelo ao público infantil, foram encontrados resíduos de agrotóxicos em metade das amostras.

    O número alarmante está no terceiro volume da pesquisa "Tem Veneno Nesse Pacote", realizada pelo Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e que identifica a presença de resíduos de agrotóxicos em produtos alimentícios ultraprocessados comuns na rotina dos brasileiros.

    O estudo está disponível gratuitamente na página idec.org. br/veneno-no-pacote, juntamente com os dois primeiros volumes, lançados em 2021 e 2022.

    Na terceira edição, foram analisados 24 ultraprocessados de oito categorias: macarrão instantâneo, biscoito maisena, presunto cozido, bolo pronto sabor chocolate, sobremesa petit suisse sabor morango, bebida láctea sabor chocolate, hambúrguer à base de plantas e empanado à base de plantas com sabor de frango.

    Em cada categoria, foram selecionados os três produtos mais vendidos do mercado. Os testes foram realizados por um laboratório certificado pela Coordenação Geral de Acreditação (CGCRE) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), credenciado junto ao Ministério da Pecuária e Abastecimento (MAPA) e utilizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em testes de resíduos de agrotóxicos.

    O teste escolhido é um dos mais abrangentes, com capacidade de detectar resíduos de até 563 agrotóxicos diferentes.

    A coordenadora do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec, Laís Amaral, explica que as categorias com produtos à base de plantas foram incluídas no estudo mais recente em razão do avanço da indústria, que se apropria de uma fatia do mercado considerada "novidade", apresentada como alternativa ao consumo de carne, enquanto vende uma variação dos mesmos ultraprocessados de sempre, e ainda utilizando matérias-primas produzidas com o uso de agrotóxicos.

    "Precisamos alertar para o perigo duplo do consumo de ultraprocessados. Eles são produtos com excesso de nutrientes críticos, relacionados ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, doenças do coração e hipertensão, além da presença de aditivos alimentares. E também temos consistentemente encontrado traços de contaminação com agrotóxicos nesses produtos, ou seja, são venenos tão potentes que continuam ali mesmo depois dos processos de produção nas indústrias", explica Amaral.



Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2024/05/1050118-estudo-encontraagrotoxicos-em-biscoito-maisena-macarrao-instantaneo-empanado-ehamburguer-a-base-de-plantas.html. Acesso em: 01 jun. 2024.

Em “E também temos consistentemente encontrado traços de contaminação com agrotóxicos nesses produtos, ou seja, são venenos tão potentes que continuam ali mesmo depois dos processos de produção nas indústrias", explica Amaral” (8º parágrafo), os conectivos destacados veiculam sentido de:  
Alternativas
Q3550771 Português

Leia o texto III para responder à questão.


Texto III


Disponível em: www.facebook.br/memesacessíveis/ Acesso em 07 de jul de 2024.

No discurso apresentado no Texto III, para que a coesão e a coerência textuais sejam mantidas, foi necessário o uso de elementos de coesão textual. Sobre os termos “primeiramente” e “segundamente”, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3540751 Português

Sobre os períodos compostos, analise as afirmações seguintes, conforme preconiza Cegalla:



I. No período composto, podem ocorrer orações subordinadas justapostas, isto é, com a ocorrência de mais de um conectivo.


II. Orações cujo verbo está elíptico, isto é, subentendido, podem ocorrer no periodo composto.


III. As orações coordenadas podem ser assindéticas ou sindéticas; no período composto por coordenação, as coordenadas são independentes, ou seja, não funcionam como termos de outras.



Quais estão corretas? 

Alternativas
Respostas
621: C
622: A
623: C
624: A
625: C
626: B
627: A
628: D
629: C
630: B
631: A
632: A
633: C
634: B
635: A
636: A
637: E
638: C
639: B
640: D