Questões de Concurso
Sobre uso dos conectivos em português
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Leia a tira a seguir para responder à questão:

(André Dahmer. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/tag/historiadobrasil/)
Considere a passagem a seguir:
“Não consigo parar. O cigarro é muito maior do que eu.” (1º quadro)
Assinale a alternativa em que a passagem está corretamente reescrita, preservando-se o sentido original e a norma-padrão de pontuação.
Leia o texto para responder à questão:
Pesquisadores estimam que o território das chamadas Terras Baixas, a porção a leste dos Andes no continente sul-americano, teria, em 1500, uma população entre 1 milhão e 8,5 milhões de pessoas. Linguistas identificaram mais de 170 línguas faladas por esses povos. Essa imensa variedade linguística leva a algumas discussões sobre os primórdios da ocupação humana na região. De acordo com indícios recentes, os primeiros grupos ali se instalaram há 30 mil anos (ampliando assim a estimativa anterior, de pouco mais de 10 mil anos).
As características comuns a tantos grupos são poucas: quase todos viviam em aldeias autônomas. Sempre que o grupo atingia certo porte, havia divisão, com parte dos moradores se mudando e formando um novo grupo. Desse modo, o governo era exercido apenas na área de domínio de cada aldeia. Bastante variado era o nível de desenvolvimento tecnológico: num extremo, pequenos grupos de coletores migrantes que desconheciam a agricultura, no outro, os chamados cacicados da Amazônia, com dezenas de milhares de indivíduos (no século XVI, para comparação, a população de Madri era de 30 mil pessoas). Como nenhum desses grupos conhecia a metalurgia, as ferramentas de trabalho e os utensílios domésticos eram feitos de pedra e madeira.
Por outro lado, o conhecimento sobre as espécies vegetais era muito avançado. Enquanto os médicos europeus manipulavam algo como uma centena e meia dessas espécies no século XVI, essas populações trabalhavam com cerca de 3 mil delas, e três quartos de todas as drogas medicinais de origem vegetal empregadas atualmente no mundo derivam desse conhecimento nativo. Nenhum dos grupos conhecia a escrita, o que está longe de significar a inexistência de leis. Todos os grupos viviam segundo regras de comportamento precisas, embora não escritas. Para eles, elas se mostravam nos costumes, nos comportamentos prescritos e seguidos por todos. Como dizia Rousseau, “o costume é a maior de todas as leis pois se grava nos corações”.
(Jorge Caldeira. História da riqueza no Brasil, 2017. Adaptado)
Considere os trechos a seguir:
• De acordo com indícios recentes, os primeiros grupos ali se instalaram há 30 mil anos… (1o parágrafo).
• Como nenhum desses grupos conhecia a metalurgia, as ferramentas de trabalho e os utensílios domésticos eram feitos de pedra e madeira. (2oparágrafo)
As expressões destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas por
( ) A direção argumentativa no primeiro parágrafo indica que o autor é indiferente à capacidade dos leitores em preservar a memória e o patrimônio cultural brasileiro.
( ) O principal objetivo do autor é tão somente trazer à tona uma descrição minuciosa dos dados biográficos de um renomado médico, jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro.
( ) O repertório de informações veiculado por Niskier atesta o comprometimento de Pedro Bloch com uma produção literária cuja dicção interlocutiva visa apenas o público infantil e juvenil.
( ) A ideia de que a linguagem é, por natureza, dialógica está presente no último parágrafo por meio da alusão, tipo de intertextualidade que apela à capacidade de associação de ideias do leitor.
( ) A relação lógico-semântica entre “Assim, amplificou o contato revelador que ele anotava através dessa peculiar percepção do mundo.” (3º§) e o período anterior é uma relação de conclusão, o que torna adequada a substituição de “Assim” por “Consequentemente”.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
ECA Digital em vigor: o que muda e qual o papel da escola na proteção de crianças e jovens
Entrou em vigor a Lei no 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que estabelece novas regras para a proteção de crianças e adolescentes na internet e amplia a responsabilidade de plataformas digitais no Brasll. A norma inaugura um marco regulatório ao exigir, entre outros pontos, mecanismos de verificação de idade, restrições à publicidade infantil e a remoção mais ágil de conteúdos que envolvam exploração de menores. A entrada em vigor ocorre após meses de pressão pública e institucional por maior controle sobre o ambiente digital, intensificada por denúncias de exposição e exploração de crianças nas redes sociais.
Com a nova legislação, fica proibida a autodeclaração de maioridade. As plataformas digitais serão obrigadas a utilizar mecanismos de validação mais precisos, como biometria, validação dgcumental e estimativa de idade por inteligência artificial, para a criação de novos perfis.
Crianças e adolescentes de até 16 anos só poderão acessar redes sociais cqso tenham contas vinculadas a um responsável. Além disso, empresas que oferecem serviços digitais para esse público devem ter regras e medidas eficazes para evitar a exploração e o abuso sexual, o incentivo à violência física e ao assédio, o cyberbullying, a indução a práticas que levem danos às crianças, a promoção a jogos de azar e produtos tóxicos, a publicidade predatória e a pornografia.
Com a expansão das possibilidades de interação no mundo digital, a escola é cada vez mais chamada a atuar para a conscientização da importância da Educação e do letramento digital e para a reflexão sobre o uso adequado das tecnologias no ambiente escolar.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reforça essas agendas ao trazer a cultura digital na competência geral número 5. Mais recentemente, em 2024, também estabeleceu normas para o ensino da computação na Educação Básica, detalhadas no documento que ficou conhecido como BNCC Computação. Anteriormente, a Política Nacional de Educação Digital (Pned), de 2023, tambem já apontava diretrizes para a inclusão digital e o uso de tecnologias educacionais. Isso sem contar a Estrategia Nacional de Escolas Conectadas, além de determinações pontuais, como a restrição do uso não pedagogico dos celulares nas escolas.
Nesse contexto, a participação da escola é vital para garantir o acesso a tecnologias, mas também para promover a compreensão sobre os tópicos relacionados à segurança, privacidade, etica e saúde mental, por exemplo. A meta deve ser a de trazer essa conversa sobre temas contemporâneos e transdisciplinares de forma integrada e constante. Para tanto, as escolas devem discutir criticamente sobre as tecnologias, seus usos, potenciais e riscos ao longo de toda a Educação Básica.
Fonte: https://novaescola.org.brlconteudo /2247 5/ adullizacaocriancas-adolescentes-universo-digital (com adaptações).
No encerramento do texto, a locução Para tanto atua como um importante articulador interfrástico. No que concerne à função sintático-semântica e aos mecanismos de coesão desse conectivo no último parágrafo, analise as assertivas a seguir:
I. A expressão Para tanto classifica-se como uma locução adverbial de intensidade, reforçando o grau de importância das tecnologias no ambiente escolar.
II. A substituição de Para tanto por Todavia manteria a coesão do texto, uma vez que o termo introduz uma oposição à ideia de temas transdisciplinares.
III. A expressão Para tanto mantém a coesão do parágrafo ao estabelecer um vínculo de intencionalidade, conectando o plano das ideias (a meta) ao plano da ação (a discussão nas escolas).
Está CORRETO o que se afirma em:
"Todos querem QUE você seja o vencedor do torneio".
A palavra QUE, no contexto em que foi empregada, é classificada gramaticalmente como:
"Ainda que eu falasse a língua do homens
E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece."
Fonte: Musixmatch
Compositores: Junior Renato Manfredini
O elemento destacado no trecho serve para proporcionar características de coesão textual.
Todas as orações a seguir fazem uso de elemento coesivo que proporciona sentido semelhante ao do trecho analisado, EXCETO:

Ao se analisar a linguagem usada pelo autor, observa-se que o emprego de expressões como “de supetão” e “enche a cara” sinalizam a presença de um registro __________. A associação entre linguagem __________ atende à finalidade de permitir ao leitor preencher lacunas de interpretação, além de associar a imagem a determinado ambiente onde ocorre o enredo do livro. No segundo parágrafo, a alusão a "Estorvo", comparando Ah Q ao protagonista da obra de Chico Buarque, e a referência à infância, pela menção “à pureza das primeiras leituras”, “ao encantamento”, “à curiosidade” e “à imaginação”, entre outras, caracteriza um tipo de __________. Em relação aos articuladores textuais, no enunciado “Com isso, a submissão e suas autojustificativas ficam históricas. E talvez tenham alcance social porque a vila inteira as aceita e compartilha.”, o termo destacado retoma o __________ do período simples.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
A partir desse posicionamento do gramático, é correto afirmar que a discussão proposta por Mário Sérgio Conti no seu texto, e enfatizada especialmente no terceiro parágrafo, é objeto da
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
RS tem dois municípios entre os 20 melhores do país em índice de progresso social
Dois municípios do Rio Grande do Sul estão entre os 20 melhores do país em índice de progresso social, segundo o Índice de Progresso Social (lPS) Brasil 2026. Presidente Lucena ocupa o '1 3' lugar e Alto Alegre está na 16' posição.
O levantamento avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. O índice considera três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bemestar e Oportunidades.
Presidente Lucena é o munlcípio do Rio Grande do Sul mais bem colocado no Índice de Progresso Social (lPS) Brasil 2026. A cidade tem 71,05 pontos, em uma escala de 0 a 100. Já Alto Alegre ficou em'l60 lugar nacional, com 70,86 pontos. Na sequência do ranking estadual aparecem Picada Café (23'), com 70,59 pontos, Nova Boa Vista (25o), com70,42, e Vista Gaúcha (53o), com 69,53.
O desempenho desses municípios é explicado por notas equilibradas nas três dimensões do índice. Entre os dez primeiros do RS, a média geral é de 69,69 pontos, acima da média estadual, de 63,39, e da média nacional, de 63,40.
O principal diferencial está em Necessidades Humanas Básicas, que reúne indicadores de nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia e segurança pessoal. A média entre os 10 melhores municípios do Brasil nessa dimensão é de 84,70 pontos.
Em Fundamentos do Bem-estar, que mede acesso ao conhecimento básico, informação e comunicação, saúde e bem-estar e qualidade do meio ambiente, os dez melhores do RS também têm desempenho acima da média estadual. A média do grupo é de 70,76 pontos.
A dimensão Oportunidades é o ponto mais fraco do RS no índice geral, mas alguns municípios entre os melhores do estado se destacam justamente nesse recorte. Alto Alegre tem 60,94 pontos e aparece em 3o lugar no país nessa dimensão.
Fonte: https://g l.globo.com/rslrio-grande-do
sul/ noticia/2026 / 05 /20 / rs-tem-dois- mu nici pios-entre-os-20-melhores
do-pais-em-indice-de-progresso-social.ghtml (adaptado)
Agitação urbana
As cidades são como grandes máquinas em constante movimento, com suas ruas cheias de carros, seus prédios altos e seus habitantes sempre apressados. A agitação urbana é uma realidade que todos nós enfrentamos diariamente, seja nos engarrafamentos intermináveis, nas filas dos supermercados ou na correria do dia a dia.
Na metrópole, o tempo parece passar mais rápido, as horas voam e quase não temos tempo para contemplar a beleza das pequenas coisas. Estamos sempre correndo atrás de algo, seja do trabalho, dos estudos, dos compromissos sociais. A pressa é nossa companheira constante, e muitas vezes nos vemos perdidos em meio a tantas obrigações.
Mas, apesar de toda essa agitação, a cidade também nos oferece momentos de pausa e contemplação. Basta olhar ao redor para perceber a diversidade de vida que pulsa em suas ruas, os artistas de rua que encantam com sua arte, as pessoas que se cruzam e se conectam em meio ao caos.
A agitação urbana pode ser cansativa, estressante, mas também é ela que nos impulsiona a seguir em frente, a buscar novos desafios, a nos reinventar a cada dia. É na correria das ruas que encontramos nossa força interior, nossa capacidade de adaptação, nossa resiliência.
Assim, mesmo que a agitação urbana nos tire o fôlego às vezes, é importante lembrar que ela também é o que faz das cidades lugares tão vibrantes e cheio de vida. É ela que nos faz sentir vivos, parte de algo maior, parte da grande máquina que é a cidade. E, no final das contas, é justamente essa agitação que nos faz amar e odiar as cidades ao mesmo tempo.
GOUTHIER, Lucas Louis Neville. Agitação urbana.
Recanto das Letras. Disponível em <https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/8018223>
“(...) mesmo que a agitação urbana nos tire o fôlego às vezes, é importante lembrar que ela também é o que faz das cidades lugares tão vibrantes”
Assinale a alternativa em que a forma reescrita do trecho acima, com mudança na posição da expressão destacada, mantém o mesmo significado básico do período.

“Como não pode mandar mensagem pelo Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso”.
Primeira coluna: relação de sentido
(1) Explicação (2) Adição (3) Exemplificação (4) Proporcionalidade
Segunda coluna: trecho do texto
(__) Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio.
(__) O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que , com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural.
(__) Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive
(__) Infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Consumo abusivo de álcool é desafio nacional
Quando se fala no combate ao consumo abusivo de álcool, o depoimento de pessoas que conviveram, ou ainda convivem, com a doença é fundamental para conscientizar quem enfrenta a árdua batalha. Em vídeos recentes publicados em seu canal no YouTube, o músico Nando Reis, ex-Titãs, abriu o jogo e falou com detalhes sobre os maus bocados que passou por conta da dependência — sobretudo da vodca.
Vivemos em uma sociedade que banaliza perigosamente o consumo do álcool. As gerações X e Y cresceram em meio à celebração contínua da cervejinha e dos drinks em cada reunião de família. Bebia-se muito cedo, já na adolescência, sem qualquer problematização ou julgamento dos pais e de mais responsáveis. O tempo passa, porém, e os danos do perigoso hábito começam a se manifestar na vida adulta — ao menos sete tipos de câncer, por exemplo, são associados à substância.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há dose segura para o consumo. Inclusive, o chamado “binge drinking”, o exagero restrito aos fins de semana, um padrão comum no Brasil, pode ser tão prejudicial para a saúde quanto a ingestão diária da substância. Ainda que a metabolização do álcool varie de acordo com aspectos físicos e genéticos, o impacto é certeiro em qualquer cenário.
Diante disso, é preciso que o Brasil comece a combater o consumo de álcool como guerreou contra o tabagismo a partir dos anos de 1980 — sobretudo no campo da conscientização. A aceitação cultural da ingestão, por vezes, dificulta o entendimento dos riscos da substância. Inclusive os riscos sociais: o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), por exemplo, trabalha com a estimativa de que 30% dos acidentes fatais no Brasil envolvem motoristas que estavam sob efeito de álcool. Exigem-se, portanto, estratégias atualizadas e eficazes para vencer esses e outros obstáculos.
A boa notícia fica com a nova geração, formada por pessoas nascidas a partir de 1997, que tem se dedicado a novos rumos para o lazer e para as celebrações. Pesquisa do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) aponta que a abstinência passou de 46% para 64% entre pessoas de 18 a 24 anos. Esse, sim, precisa ser um caminho sem volta.
(Editorial, 18.02.2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/. Adaptado)
