Questões de Concurso
Sobre uso dos conectivos em português
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Hoje, a população feminina em situação de prisão no Brasil é formada por 27.762 mulheres, o que corresponde a 6,3% da população carcerária total de 440.013 pessoas presas no País. Em 2003, eram registradas mais de 9 mil detentas.
Crescimento da população feminina e da violação dos direitos humanos das mulheres em situação de prisão. Essa foi uma das constatações em comum apresentadas por representantes governamentais e da sociedade civil de Brasil, Argentina e Paraguai durante o seminário “Mulheres em Situação de Prisão: Diagnósticos e desafios na implementação de políticas integradas no âmbito do Mercosul”, evento que se encerra hoje (28/10), em Brasília.
“Até na mais terrível situação que é a perda da liberdade, homens e mulheres são desiguais”, disse a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) ao inaugurar o seminário, ontem (27/10) à tarde. Para a ministra, a desigualdade se manifesta de muitas formas como “na negação dos direitos sexuais e reprodutivos e às visitas íntimas”.
Para Nilcéa Freire, um grande momento para visibilizar a situação das mulheres em situação de prisão no Brasil será a realização do Mutirão de Revisão Processual, que será lançado na próxima semana, em 3 de novembro, em São Paulo. “Esse vai ser um passo importante, vamos mostrar para a sociedade o abandono das famílias, da advocacia e o comprometimento da vida de mulheres que poderiam estar em outro regime”, acrescentou a ministra da SPM.
A ministra Ana Cabral, diretora do Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Ministério de Relações Exteriores, considerou que “a questão das mulheres em situação de prisão precisa ganhar mais visibilidade” para pressionar as autoridades a criarem políticas públicas e combaterem as causas que levam as mulheres ao mundo do crime.
Crescimento vertiginoso
“Em menos de 10 anos, a população carcerária feminina triplicou. Eram pouco mais de 9 mil detentas. Hoje são 27.762 mulheres em situação de prisão. Passou de menos de 3% para 6,03%”, apontou André Luiz de Almeida e Cunha, diretor de Políticas Penitenciárias, do Ministério da Justiça. Na abertura do seminário, Cunha informou que as mulheres chegam às prisões por causa de um fenômeno social. “Quase metade das mulheres está presa por causa do tráfico de drogas. Boa parte por conta do tráfico passivo”. Ao comentar essa realidade, Cunha enfatizou que a situação das mulheres é muito diferente da dos homens. “A mulher carcerária é muito mais fragilizada, ela é abandonada pelo homem logo nos primeiros dias ou meses de cárcere. Já os homens presos são acompanhados por suas companheiras até o último dia da pena”, afirmou Cunha. O diretor de Políticas Penitenciárias do Ministério da Justiça classificou “essa área” como muito “difícil para a gestão pública” e pontuou: “O Depen quer reverter esse quadro. Começamos pela transparência do diagnóstico”.
Retrato do sistema prisional brasileiro
Hoje, a população feminina em situação de prisão no Brasil é formada por 27.762 mulheres, o que corresponde a 6,3% da população carcerária total de 440.013 pessoas presas no País. O delito criminoso mais cometido pelas mulheres é o tráfico de drogas, causa de 43,75% das prisões. A maioria das mulheres está em regime fechado (47,37%), seguido pelo semi-aberto (35,40) e provisório (17,09%). Está na faixa de 18 a 24 anos (27,15) e de 25 a 29 anos (24,35). São elas pardas (44,07%), brancas (37,88%) e negras (16,41%).
Entre as estrangeiras, as bolivianas (22,7%) aparecem em primeiro lugar, sendo seguidas pelas sul-africanas (17,17%). Dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) também indicam que 2% das mulheres em situação de prisão no Brasil estão grávidas ou em período de lactação. A cobertura do sistema penitenciário no País possui 58 estabelecimentos prisionais femininos e 450 com espaços reservados para as mulheres.
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO (QUA, 29 DE OUTUBRO DE 2008 20H42MIN)
(Fórum de Promotoras Legais Populares do Distrito Federal. Sessão Justiça, 28/10/2008. Disponível em: http://www.forumplp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=912:populacao-feminina-em- situacao-de-prisao-no-brasil-triplica-em-menos-de-10-anos&catid=137:dh2&Itemid=314)
No trecho acima destacado, é possível, sem alterar o sentido, substituir os pontos pelos seguintes elementos de coesão, respectivamente:
No trecho acima destacado, é possível, sem alterar o sentido, substituir os pontos pelos seguintes elementos de coesão, respectivamente:
Considerando aspectos linguísticos do texto Reparação duas décadas depois, julgue o item a seguir.
Os termos “portanto” (L.28) e “enquanto” (L.29), estabelecem idênticas relações de sentido.
“Dificilmente o analista usaria um gritante “merecem” plural referido à singularíssima teoria, ainda que o verbo apareça antes do sujeito, caso que freqüentemente induz o redator ao engano.” (l. 14-16).
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação INCORRETA quanto à articulação das estruturas lingüísticas presentes no trecho acima.

Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação INCORRETA quanto à articulação das estruturas lingüísticas presentes no trecho acima.

O termo “segundo o qual” (l. 9-10) equivale semanticamente a “porque”, explicativo.

Julgue os próximos itens, relativos aos sentidos e às estruturas
linguísticas do texto acima.


Considerando as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os
itens de 1 a 7.


Considerando as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os
itens de 1 a 7.


Considerando as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os
itens de 1 a 7.


Considerando as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os
itens de 1 a 7.


Considerando as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os
itens de 1 a 7.
( ) Por duas vezes, a relação semântica de condição foi estabelecida entre segmentos do texto: em “Sempre que possível, se deve preservar o ambiente” e em “Se não construíssemos Itaipu, teríamos que recorrer, no futuro, à energia nuclear”.
( ) Em “O que não podemos, nesse mundo carente de energia, é deixar de aproveitar nossos recursos hídricos para produzir energia”, o pronome demonstrativo que inicia o período antecipa a informação contida em “deixar de aproveitar nossos recursos hídricos para produzir energia”.
( ) Em “Se não construíssemos Itaipu, teríamos que recorrer, no futuro, à energia nuclear, o que seria bem pior”, o pronome demonstrativo retoma a idéia contida em “teríamos que recorrer, no futuro, à energia nuclear”. ( ) No texto IV, predomina a seguinte construção sintática: verbo transitivo direto ou indireto+complemento. Por exemplo: “Sempre que possível, se deve preservar o ambiente”, “E o Brasil precisará cada vez mais de energia elétrica”, “Itaipu é uma prova da competência de nossa tecnologia”.
A sequência correta de cima para baixo é:

Marcelo Viana Estevão de Moraes. Internet: https://conteudo.gespublica.gov.br/folder_produtos/pasta.2009-05-15.4365295963seges_artigo_secretario_uma_janela_de_oportunidade_para_a_gestao_publica.
pdf (com adaptações).
Acesso em 3/8/2009
Lya Luft - Veja, 15-07-2009
Para mim, escrever é sempre questionar, não importa se
estou escrevendo um romance, um poema, um artigo. Como
ficcionista, meu espaço de trabalho é o drama humano: palco,
cenário, bastidores e os mais variados personagens com os quais
invento histórias de magia ou desespero. Como colunista, observo
e comento a realidade. O quadro não anda muito animador, embora
na crise mundial o Brasil pareça estar se saindo melhor que a
maioria dos países. De tirar o chapéu, se isso se concretizar e
perdurar. Do ponto de vista da moralidade, por outro lado, até em
instituições públicas que julgávamos venerandas, a cada dia há
um novo espanto. Não por obra de todos os que lá foram colocados
(por nós), mas o que ficamos sabendo é difícil de acreditar. Teríamos
de andar feito o velho filósofo grego Diógenes, que percorria as
ruas em dia claro com uma lanterna na mão. Questionado, respondia
procurar um homem honrado.
Vamos ter de sair aos bandos, aos magotes, catando
essa figura, não uma, mas multidões delas, para consertar isso,
que parece não ter arrumação?
A alternativa que informa o valor semântico correto do elemento destacado é:






