Questões de Concurso
Sobre uso dos conectivos em português
Foram encontradas 5.181 questões
China e EUA anunciam metas para combater o
aquecimento global e revivem expectativa de acordo
em Copenhague.

Considerado o contexto, a locução destacada acima equivale a:
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
Crime organizado e militarização
Apesar de todos os avanços ocorridos no estado de direito, o crescimento da violência e da criminalidade, ao lado do agravamento das já graves violações de direitos humanos no ano de 1994, conduziu as autoridades a uma militarização crescente do enfrentamento da violência. Os resultados bastante limitados, para dizer o mínimo, atingidos pela ocupação militar da cidade do Rio de Janeiro mostram claramente a ineficiência dessa abordagem. O equívoco não é apenas logístico, mas reside na concepção mesma da abordagem militarizada.
O estereótipo das sociedades modernas, em especial as cidades, como o lugar da violência faz crer que a violência urbana tenha aumentado de forma ininterrupta desde a formação das grandes cidades, mas isso não corresponde à realidade. Na realidade, o crescente monopólio da violência física e o autocontrole que os habitantes da cidade progressivamente se impuseram levaram a uma crescente “pacificação” do espaço urbano. Se os níveis de criminalidade forem tomados como um indicador de violência, fica claro que esta declinou desde meados do século XIX até meados do século XX: somente por volta dos anos 1960 a violência e o crime começam a aumentar, tornando-se o crime mais violento depois dos anos 1980.
Apesar da violência, do crime, das graves violações de direitos humanos, não está em curso no Brasil uma “guerra civil” que exige uma crescente militarização, com a intervenção das forças armadas – como ocorreu na cidade do Rio de Janeiro. A noção de guerra é equivocada por que os conflitos ocorrem no interior da sociedade, onde seus membros e grupos sociais – especialmente em sociedades com má distribuição de renda – jamais cessam de viver em situações antagônicas. É a democracia que permite à sociedade conviver com o conflito, graças ao respeito das regras do jogo definidas pela constitucionalidade e dos direitos humanos, tanto direitos civis e políticos como sociais e econômicos: o enfrentamento militarizado do crime organizado não é compatível com a organização democrática da sociedade. Nenhuma pacificação na sociedade é completa. A matança pela polícia, a violência do crime, as chacinas, os arrastões, a guerra do tráfico não são episódios de uma guerra civil nem retorno ao estado de natureza. São consequências de conflitos e políticas de Estado permanentemente reproduzidas pelas relações de poder numa sociedade autoritária ao extremo, por meio das instituições e das desigualdades sociais.
(...)
Essa crítica às operações militares e ao equívoco, a nosso ver, do governo federal e do governo do estado do Rio de Janeiro em prolongar, com pequenas modificações, um convênio de duvidosa legitimidade constitucional não visa pregar a inação do governo federal, ou até mesmo das forças armadas. É intolerável para o estado de direito e para a forma democrática de governo que largas porções do território nacional estejam controladas pelo crime organizado como em várias favelas e bairros ou nas fronteiras dos estados. Mas é inaceitável, na perspectiva de uma política de segurança sob a democracia, uma delegação do governo civil às forças armadas para um enfrentamento do crime que tem contornos das antigas operações antiguerrilhas. De alguma forma essa intervenção militar velada no estado do Rio de Janeiro confere novas formas inquietantes da militarização das questões civis da segurança pública, agravando a continuidade da influência das forças armadas já presente na manutenção do policiamento ostensivo por forças com estatuto de subsidiárias às forças armadas e pelo foro especial das justiças militares estaduais. Ora, a formalidade estrita da democracia requer que o governo civil exerça a plenitude de seu poder na definição e no exercício da política de segurança.
In: DIMENSTEIN, Gilberto. Democracia em pedaços – direitos humanos no
Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 31-34.
Assinale a alternativa em que a alteração dos conectivos altera o sentido original da frase.
Assinale a opção em que o conectivo empregado explicita corretamente a relação de sentido estabelecida entre o período final do texto e o desenvolvimento da argumentação.
“Mas já em 2004 a Organização Mundial de Saúde reconhecia ser tragédia do mundo real...”.
O vocábulo sublinhado indica que o fato de a OMS reconhecer a tragédia:
Texto I
Sua carreira em tempos de guerra


(Texto adaptado de BERNHOEFT, R. Revista Você S/A – Edição 58 – abril/03)
Texto II
A doença da pressa

(Texto adaptado de NOVAES, L. In: Com ciência. Revista Eletrônica de Jornalismo
Científico – SBPC http://www.comciencia.br/comciencia)
Todos nós nascemos com muito mais sinapses do que precisamos. Aqueles que crescem em ambientes seguros e tranquilos vão perdendo essas sinapses, que acabam se conectando entre si, fenômeno chamado de regressão sináptica.
Portanto, toda criança nasce com inteligência, mas aquelas que não a usam vão perdendo-a com o tempo. Por isso, menino de rua é mais esperto do que filho de classe média que fica tranquilamente assistindo às aulas de um professor. Estimular o cérebro da criança desde cedo é uma das tarefas mais importantes de toda mãe e todo pai modernos.
Sempre fui a favor de videogames, considerados uma praga pela maioria dos educadores e pedagogos. Só que bons videogames impedem a regressão sináptica, porque enganam o cérebro fazendo-o achar que seus filhos nasceram num ambiente hostil e perigoso, sinal de que vão precisar de todas as sinapses disponíveis. O truque é encontrar bons jogos, mas não é tarefa impossível. (...)
Como em tudo na vida, é necessário ter moderação nas horas devotadas ao videogame. Mas ele é uma ótima forma de estimular o cérebro da criança e impedir sua regressão sináptica, além de ensinar planejamento, paciência, disciplina e raciocínio, algo que nem sempre se aprende numa sala de aula.
(Trecho do texto “A favor dos videogames”, de Stephen Kanitz, Revista Veja, ed. 1926, 12 out. 2005, p. 22)
Na sequência “Só que bons videogames impedem a regressão sináptica, porque enganam o cérebro fazendo-o achar que seus filhos nasceram num ambiente hostil e perigoso, sinal de que vão precisar de todas as sinapses disponíveis”, a expressão grifada “Só que” estabelece qual nexo de sentido com o trecho antecedente?
Na primeira ocorrência, ajustando-se a flexão modo-temporal do verbo “tornar-se”, o elemento linguístico se poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por:
Qual das alternativas abaixo pode substituir a palavra “contudo”, no trecho abaixo, mantendo o sentido original?
“A versão mais plausível, contudo, aponta que o surgimento do aplauso, ocorrido há cerca de 3 mil anos, teria
conotação religiosa”

“Se o disco holográfico conseguir reduzir parte desses gastos, talvez consiga, afinal de contas, desencadear sua própria revolução tecnológica.”
( ) O pronome oblíquo “as" (linha 34) refere- se a “salas equipadas" (linhas 31 e 32).
( ) Entre o segundo e o terceiro parágrafo existe uma relação de oposição, estabelecida pelo contectivo “Por outro lado" (linha 44).
( ) O pronome oblíquo “o" (linha 53) refere- se a “livro didático"(linhas 52 e 53).
( ) A conjunção adversativa “mas" (linha 10) poderia ser substituída por contudo, sem alteração de sentido na oração.
( ) O conectivo “embora" (linha 24) estabelece relação de causalidade entre as orações.
A alternativa que completa corretamente a sequência, de cima para baixo, é:
Poucos assuntos são ______ polêmicos e complexos de abordar em sala quanto _____ Revolução Cubana, que acaba de completar 50 anos. Tratado _________ diferentes visões de mundo pela imprensa, o tema pode deixar a garotada repleta de dúvidas, __________ livros didáticos não costumam ajudar muito a resolver. (Nova Escola janeiro/2009)
Aeontece com o poder o mesmo que ocorre com o tempo: ou o transformamos em nosso bicho de estimação ou ele nos devora. O bicho de estimação a gente aceita, brinca com ele, gosta dele, adapta-se a ele ern certas coisas, nem o ignora nem o bota fora. Mas, se o maltratamos, se o detestamos, ele cresce, vira uma fera e nos come. (Veja, com adaptações)
Escrever sobre homens e poder _______ _ um óbvio ululante.O poder transforma e nem sempre para melhor. É preciso saber lidar com ele, ______ não nos deforme.A pergunta sobre como as mulheres exercem cargos de mando pode ter várias respostas: desde “estão maravilhosas”, “estão poderosas”, até “andam muito loucas, mandonas demais”. Mulheres ______ gente: seres humanos, complexos e desvalidos como todos. A vida é que andou se complicando muito ______ mulheres (tão poucas, ainda!) começaram a assumir algum poder. (Veja,com adaptações)
Um fantasma ronda as ciências humanas: o fantasma do darwinismo. O assédio começou em meados do século passado, nos confins de uma disciplina então incipiente, a etologia, que estuda o comportamento animal. O pressuposto desses pioneiros, zoólogos darwinistas, era de que o comportamento contribui para um maior ou menor sucesso evolutivo, sobretudo entre os animais sociais, os que cooperam entre si. Por consequência, também os comportamentos devem ter sido "selecionados" em termos evolutivos. Ou seja, teriam predominado ao longo do tempo as condutas que propiciaram a seus portadores viver mais e deixar prole mais numerosa.
A originalidade de Darwin foi vislumbrar uma seleção realizada não pelas mãos do homem, mas pelos imperativos do ambiente. A ferocidade da competição pela subsistência converteria toda pequena variação fortuita, desde que benéfica a seu possuidor, numa vantagem apreciável. Transmitida a seus descendentes sempre mais numerosos, essa variante acarretaria uma vantagem permanente na competição com os demais, até se tornar universal naquela espécie, quando todos os indivíduos que não a portassem já tivessem desaparecido sem deixar descendência. A acumulação desse processo ao longo de inúmeras gerações daria à luz novas espécies, numa diferenciação crescente entre elas. A natureza podia "esperar" que surgissem, da infinidade de variações entre os indivíduos, aquelas que por acaso se revelassem vantajosas e fadadas, portanto, a se disseminar, pois sua escala de tempo não era humana, mas sim geológica.
É uma ideia simples, quase óbvia. Atende com elegância aos requisitos científicos de parcimônia e amplitude explicativas. Impõe-se como consequência da conjugação de cinco fatores: alta fecundidade, variação individual, competição implacável, transmissão hereditária e tempo - muito tempo. De certa forma, ela deveria ser tão pouco surpreendente quanto a constatação de que a água de um rio assume exatamente a forma do leito e das barrancas.
(Darwin e seus descendentes, Otávio Frias Filho. Revista Piauí, ano 2, no 18, março de 2008, p.34 a 38, com adaptações)
O segmento grifado acima denota, no contexto, noção de



