Questões de Concurso
Sobre uso dos conectivos em português
Foram encontradas 5.502 questões
Coluna 1 Período
1. Adoram peixes mas não gostam de pescar.
2. Vim cauteloso e não fiz barulho.
3. Gritou, que eu ouvi.
4. À medida que envelheço, vou me desfazendo dos predicativos passageiros.
5. O candidato não apresentou os documentos, portanto não pôde entrar na sala de provas.
Coluna 2 Relação
( ) relação de adição
( ) relação de oposição
( ) relação de proporção
( ) relação de conclusão
( ) relação de explicação ou confirmação
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
I. Fabiano é um personagem que não se submete ao poder estabelecido, pois reage aos desmandos do soldado.
II. A conjunção “mas” estabelece relação de adversidade e justifica o comportamento de Fabiano diante do soldado.
Está correto o que se afirma em
Ateu e com medo de avião, voou e teve missa.
A relação que se estabelece entre os elementos do período é de

Para responder às questões de 1 a 6, leia o texto. A interpretação das questões baseia-se exclusivamente nas informações contidas nele.
Nobel de Química relata saga para o reconhecimento dos quasicristais
Uma das mais importantes descobertas na química nas últimas décadas enfrentou o ceticismo de boa parte da comunidade científica
26 de julho de 2012 | 18h 30
Agência Fapesp
Uma das mais importantes descobertas na química nas últimas décadas - com aplicações nas mais diversas áreas, como a de engenharia de materiais - enfrentou o ceticismo de boa parte da comunidade científica até ser aceita após mais de uma década. Aceitação que culminou com o prêmio Nobel.
A saga do reconhecimento e afirmação dos quasicristais - formas estruturais ordenadas, como os cristais, mas em padrões que não se repetem - foi relatada por Daniel Shechtman, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Israel (Technion) e ganhador do Nobel de Química em 2011 pela descoberta, em conferência na 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em São Luís (MA).
Em abril de 1982, enquanto examinava uma liga de alumínio e manganês em um microscópio de transmissão eletrônica, Shechtman deparou com uma imagem que contradizia as leis da natureza.
Até então, acreditava-se que em toda matéria sólida os átomos se agrupavam dentro de cristais em padrões simétricos repetidos de forma periódica e constante e que essa repetição era fundamental para se obter um cristal, como um diamante.
Porém, a imagem observada por Shechtman mostrava que os átomos em um cristal poderiam ser agrupados em um padrão que simplesmente não se repetiria jamais.
Ao discutir a descoberta com colegas no laboratório, as reações variaram do encorajamento para publicar os resultados à rejeição total da ideia. "O chefe do laboratório em que eu trabalhava colocou um livro sobre difração na minha mesa e disse que eu devia lê-lo, porque o que eu dizia ia contra tudo o que já tinha sido publicado. Segundo ele, o que eu estava propondo simplesmente não existia. Tempos depois, fui convidado por meu chefe a deixar o grupo, o que acabei fazendo", contou.
O primeiro artigo submetido em 1983 por Shechtman a um periódico da área de química, descrevendo a descoberta, foi rejeitado pelos pareceristas. Esses sugeriram que os resultados da pesquisa fossem publicados em uma revista de metalurgia, o que acabou sendo feito por Shechtman e seus colaboradores.
Em 1984, uma versão resumida do primeiro artigo original sobre os quasicristais foi submetida e aceita pela prestigiosa Physical Review Letters, o que contribuiu para a maior aceitação da descoberta.
Entretanto, mesmo com essa publicação, a rejeição aos quasicristais não acabou. "A partir da publicação do artigo, comecei a receber diversas ligações de cientistas de diferentes áreas comunicando que estavam descobrindo outros quasicristais, mas parte da comunidade científica ainda não havia se convencido da importância da descoberta", relembrou.
De acordo com Shechtman, um dos cientistas que mais duvidaram e detrataram os quasicristais foi nada menos que o norte-americano Linus Pauling (1901-1994), o único na história a ganhar sozinho o Nobel em duas áreas diferentes - Química e Paz.
Ganhador do Nobel de Química em 1954, por estudos sobre a natureza das ligações químicas, Pauling disse que não existiam quasicristais ou quasimateriais, mas sim "quasicientistas", em um trocadilho jocoso com a descoberta. "Pauling era um cientista brilhante, mas que não tinha humildade e achava que sabia de tudo", disse Shechtman.
Apesar das divergências em relação aos quasicristais, Shechtman conta que concordava em vários outros assuntos com Pauling, com quem se encontrou esporadicamente e manteve contato por um longo tempo.
Certa vez, Pauling lhe enviou uma carta propondo que publicassem um artigo científico juntos, ao que Shechtman respondeu afirmativamente, desde que Pauling aceitasse a existência dos quasicristais.
Pauling treplicou que, então, seria preciso esperar mais tempo para que se comprovasse a existência dos quasicristais e pudessem concretizar a ideia de escreverem um artigo científico juntos. "Quando ele morreu, a quaseperiodicidade dos cristais já estava quase que totalmente aceita", disse Shechtman.
Comprovação definitiva
Segundo Shechtman, uma pesquisa que realizou em 1987 juntamente com pesquisadores da França e do Japão, em que analisaram a estrutura de um cristal maior do que os inicialmente estudados, contribuiu para a comprovação definitiva da existência dos quasicristais, utilizados hoje no desenvolvimento de materiais que vão de aços inoxidáveis mais resistentes a isolantes elétricos e térmicos.
Os resultados da pesquisa de 1987 foram apresentados em um congresso internacional de cristalografia, no mesmo ano na Austrália. Em função disso, foi criada uma comissão científica para avaliar os quasicristais. Finalmente, em 1992, a União Internacional de Cristalografia mudou a definição de cristal para incluir os quasicristais.
"Por muito tempo, ordem era sinônimo de periodicidade. Hoje, sabemos que a ordem pode ser periódica ou quase periódica", disse Shechtman.
O cientista israelense conta que os quasicristais só foram descobertos em 1982 porque até então não havia sido desenvolvido o microscópio eletrônico de transmissão, que permite estudar as estruturas dos materiais com maior nível de detalhe.
"Muitos pesquisadores só usam esse tipo de microscópio como uma espécie de lupa, para obter imagens maravilhosas, mas é preciso ser um perito no uso dessa técnica para explorar toda sua potencialidade", disse Shechtman, dirigindo-se a uma plateia de estudantes e pesquisadores que lotaram o auditório na Universidade Federal do Maranhão onde foi realizada sua conferência.
(Disponível em www.estodao.com.br)
Veja, agora, como se faz o processo coesivo por meio de conectores no início do seguinte parágrafo, retirado do texto.
Entretanto, mesmo com essa publicação, a rejeição aos quasicristais não acabou. "A partir da publicação do artigo, comecei a receber diversas ligações de cientistas de diferentes áreas comunicando que estavam descobrindo outros quasicristais, mas parte da comunidade científica ainda não havia se convencido da importância da descoberta", relembrou.
Para manter o sentido do trecho utilizando outros conectores para substituir, respectivamente, "entretanto" e "mesmo", fazendo as devidas alterações, teríamos como opções:
1) “Mas pode-se estudar gramática como se estuda biologia ou física, e não apenas como se estuda etiqueta.” (Os conectivos sublinhados têm um sentido de causalidade.)
2) “Podemos estudar anatomia para saber como são compostos os corpos”. (O conectivo sublinhado tem um valor de comparação.)
3) “As línguas teriam numerosas exceções, e as gramáticas, terminologia demais.” (A segunda vírgula indica a elipse de um verbo.)
4) “O que acontece é que não estudamos a flora e a fauna (apenas) para defendê-las, ou para consertá-las, mas para conhecê-las.” (Os pronomes destacados retomam um mesmo conjunto de termos já referido no texto.)
5) “No entanto, quando estudamos uma gramática (...) parece que a única vantagem seria preservar a língua”. (O conectivo sublinhado estabelece uma relação de oposição com o trecho precedente.)
Estão corretos os comentários em:
Leia este trecho.
O barulho tem efeito negativo no corpo e no cérebro, mas a música tem efeito positivo, porque pode expandir os vasos sanguíneos, melhorando a circulação, fortalecer o sistema imunológico com o aumento de uma substância chamada imunoglobulina, que ajuda o corpo a combater doenças, e ainda reduzir o estresse com o aumento de endorfina.
Assinale a alternativa cujo texto reformula esse trecho, alterando a relação semântica
sinalizada pela conexão.
Leia este trecho.
Se você é chegado em variedades, vai ter motivos para se sentir satisfeito ao passear pelo Centro Histórico da cidade. É que lá você encontra lojas de roupas, decoração e artesanato, além dos ateliês e casas culturais, das cafeterias e dos restaurantes. Ou seja, o Centro Histórico tem quase tudo para agradar a quem gosta de diversidade.
A expressão conectiva “ou seja” nesse trecho sinaliza uma

Texto


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Podemos afirmar que existem duas unanimidades na teoria econômica, com resultados práticos inevitáveis. Salvo algumas poucas opiniões em contrário, a primeira delas diz respeito à neutralidade das atividades econômicas sobre a natureza e seus ecossistemas. Isto é, tudo que é feito neste mundo, em termos econômicos, seria incapaz de danificar a natureza, os elos biológicos e os ecossistemas. A maioria dos economistas acredita nisso, mas, olhando ao redor, nos perguntamos com base em que essa crença foi criada. A segunda unanimidade, derivada da primeira, é a obsessão pelo crescimento, como única forma de resolver os problemas humanos relacionados ao bem-estar e à felicidade. Por essa razão, a preocupação rotineira dos economistas em geral é a capacidade de as economias continuarem crescendo infinita e ininterruptamente. Vemos essa preocupação surgir nas justificativas de medidas governamentais, bem como nos textos de diversos autores no Brasil e fora dele. Um exemplo é o Consenso de Washington, cuja finalidade foi pavimentar nos países em desenvolvimento as condições necessárias para a expansão das atividades. No entanto, embora essa seja a preocupação mais corriqueira do mundo financeiro da atualidade, iniciamos o século XXI com enorme angústia em torno da nossa capacidade de crescer. Os riscos financeiros vêm se multiplicando, com ou sem as reformas do Consenso.
A situação econômica atual é crítica e vários economistas parecem deter a solução do problema: voltar a crescer. Precisamos tomar cuidado porque nem sempre os fins justificam os meios. Em primeiro lugar, não existe uma relação direta entre crescimento econômico e maior empregabilidade, já que o avanço tecnológico produz um crescimento de empregos que não alcança o da população. Além disso, o crescimento gerado com base na exaustão e degradação dos recursos naturais já está se mostrando inviável. Essa fórmula pode ser alentadora no curto prazo, mas fornece grande preocupação quanto ao futuro. Uma passagem de um célebre economista francês, Fréderic Bastiat, ilustra essa situação: “na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não engendram apenas um efeito, mas uma série de efeitos. Desses, só o primeiro é imediato porque se manifesta junto com sua causa (se vê); os outros se desenrolarão sucessivamente (não se veem). Somos felizes se pudermos prevê-los.”
(Adaptado de Hugo Penteado. Ecoeconomia: uma nova abordagem. São Paulo, Lazuli Editora, 2008, p. 89-92)
No entanto, embora essa seja a preocupação mais corriqueira do mundo financeiro da atualidade... (1° parágrafo)
Mantendo-se a correção e a lógica, os elementos grifados podem ser substituídos, respectivamente, por:








