Questões de Concurso Comentadas sobre uso dos conectivos em português

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Q3298582 Português
Drauzio reflete sobre fim da vida: 'Acho que não tenho medo de morrer'


Extraído de: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2024/10/12/drauzio-varella-reflete-sobre-a-morte-acho-que-naotenho-medo-de-morrer.htm
Assinale a opção abaixo em que o termo destacado é uma locução conjuntiva:
Alternativas
Q3297288 Português
Leia o texto para responder à questão. 

Árvore vira escola no interior do Ceará
Os moradores da Floresta Nacional do Araripe, em Barbalha (CE), usaram a criatividade para suprir a falta de escolas. Desde o início do ano, a sombra de um pequizeiro (árvore típica da região) serve de abrigo para três salas de aula. (Folha de S.Paulo, 31.03.1992.)

Assinale a alternativa em que o trecho destacado está reescrito de forma a manter o sentido original do texto. 
Alternativas
Q3296794 Português
Na frase: “Ele enviou o relatório, mas não recebeu resposta alguma”, a conjunção “mas” estabelece relação de:
Alternativas
Q3296611 Português
Considere o texto lacunado:

“A equipe elaborou o plano minuciosamente. _______, alguns membros manifestaram insatisfação com a versão final e, _______, o coordenador resolveu promover uma assembleia interna para revisões.”

Das alternativas abaixo, assinale a que melhor preenche as lacunas, mantendo a coesão e a coerência:
Alternativas
Q3295939 Português
No fragmento:

“A proposta inicial, assim, foi reformulada por completo, portanto surgiram novas diretrizes. Ainda que houvesse objeções, essas mudanças se tornaram inevitáveis.”

Assinale a alternativa que contém, na devida ordem, as principais relações estabelecidas pelos conectivos sublinhados: 
Alternativas
Q3295937 Português
Observe o período:
“Ela agiu com cautela, embora possuísse razões suficientes para protestar abertamente.” Sobre os termos sublinhados, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3293446 Português

        Defendemos que a divulgação científica (DC) é produzida pela esfera da cultura científica em colaboração com outras esferas de atividades humanas. Assim, a DC é um produto gerado na interseção de esferas de criação ideológicas, cujas atividades disputam motivos, propósitos, regras, agentes, ferramentas culturais, entre tantos outros elementos.


        Em uma análise a partir da cultura científica, teremos a apropriação da comunicação, do jornalismo, da mídia e suas técnicas como ferramentas culturais para a produção da DC, enquanto o universo de referência, os princípios e os valores continuam sendo próprios da cultura científica. Por outro lado, se partirmos da esfera da mídia, teremos a apropriação de conhecimentos, fatos e histórias da ciência, enquanto as formas de produção do suporte são próprias da esfera midiática. Podemos estender esse exercício para todas as esferas que atuam na DC, como a educação, por exemplo, condição que reforça nossa compreensão de que a DC é produzida em meio à interseção da cultura científica com outras esferas de atuação humana.


        Embora existam coerções e interseções com outros campos, não há como deslocar princípios ontológicos da cultura científica que são inerentes aos conceitos, às metodologias e às práticas da ciência — fato que sustenta e fortalece a interpretação do divulgador como um representante da cultura científica. A DC, portanto, é produzida em meio a uma interseção de esferas de criação ideológica; a cultura científica, no entanto, exerce maior influência sobre o produto gerado. Tal concepção evidencia que a interseção na qual a DC é produzida não é composta por esferas equipolentes.


        Ainda que a cultura científica tenha maior influência na determinação dos produtos da DC, trata-se de produtos gerados em meio a disputas, cujos escopos variam de acordo com os suportes de DC e os meios de comunicação em que são veiculados. Não é preciso ser um especialista em DC para notar as diferenças entre veículos de DC que, por vezes, sustentam coerções da indústria cultural e, por isso, usufruem livremente do sensacionalismo e da fetichização do conhecimento científico, visando ao aumento das vendas, e veículos que claramente têm interesse em ensinar conceitos científicos que estão fortemente baseados em coerções provenientes da educação científica. 


Guilherme da Silva Lima e Marcelo Giordan.

Da reformulação discursiva a uma práxis da cultura científica: reflexões sobre a divulgação científica.

In: História, Ciências, Saúde, Manguinhos, Rio de Janeiro,

v. 28, n.º 2, abr.-jun./2021, p. 389 (com adaptações). 

Considerando os aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue o próximo item. 


O conectivo “enquanto” (primeiro período do segundo parágrafo) veicula ideia de proporcionalidade, então sua substituição por à medida que manteria os sentidos e a correção gramatical do texto. 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3291560 Português
A educação para o desenvolvimento sustentável deve levar ao pensamento crítico transformador, e não __________  sensação de culpa __________ . Frases como “faça a sua parte” ou “feche a torneira para não acabar com a água do planeta” __________ criar na criança um sentimento de culpa, que leva __________ uma ação “vazia” e sem muita reflexão, que, por muitas vezes não traz um resultado transformador. Ou seja, a criança faz a parte dela e fecha a torneira, no entanto, continua testemunhando e muitas vezes até mesmo __________ com calamidades ambientais. Isso gera um sentimento de impotência, frustração e medo.
(Medo de adversidades climáticas tem de ser ressignificado em tempos de ecoansiedade. Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.02.2025. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3291559 Português

Leia o texto para responder a questão: 


Medo de adversidades climáticas tem de

ser ressignificado em tempos de ecoansiedade

    

    A ecoansiedade é o medo persistente de um colapso ambiental. Isso tem se tornado uma preocupação crescente, principalmente entre crianças e adolescentes. Mudanças climáticas, poluição e perda de biodiversidade estão mais evidentes. A atual juventude tem mais consciência quanto às questões ambientais que assolam o planeta. Entretanto, sentimentos de ansiedade, tristeza e impotência têm acompanhado tal percepção. Nesse cenário, familiares e educadores desempenham um papel fundamental para ajudar crianças e jovens a lidar com esses sentimentos, transformando o medo em ação e esperança.

    Diferentemente de outros transtornos psiquiátricos, a ecoansiedade ainda não recebeu um diagnóstico clínico oficial. Contudo, seus efeitos são reais e significativos. Um estudo global publicado na revista The Lancet, em 2021, revelou que 59% dos jovens entre 16 e 25 anos estão preocupados com as mudanças climáticas. Muitos ainda relataram dificuldades ao imaginar um futuro cuja perspectiva fosse positiva. Tais sintomas são comumente identificados em países vulneráveis aos impactos ambientais. O Brasil é um dos lugares mais afetados por cataclismos ambientais, devido à ocorrência de enchentes, de queimadas e de secas.

    Essa alteração no padrão de comportamento de jovens em todo o mundo exige uma abordagem sensível e prática de familiares e educadores. É um compromisso social validar tais problematizações. Muitas vezes, as queixas dessa população são minimizadas com expressões como “não se preocupe” ou “você é muito jovem para pensar nisso”. Tal reação gera frustração, isolando-os ainda mais. A empatia reforça a audiência desses indivíduos e lhes dá uma resposta que reconhece a seriedade das suas sensações. Frases como “entendo o que você está sentindo” ou “vamos pensar juntos em como podemos contribuir para a construção de um mundo melhor” ajudam a construir diálogos e criar vínculos emocionais mais consistentes.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.02.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase atende à norma- -padrão, considerando-se os aspectos de concordância, regência, emprego de pronome e colocação pronominal.
Alternativas
Q3290113 Português
Leia o Texto II e responda à questão.

Texto II

Teste genético ajuda a prevenir câncer de mama e de ovário

Detecção por amostra de sangue viabiliza intervenção antes de a doença surgir

    O teste genético para saber se uma pessoa tem chances de desenvolver câncer é feito a partir da coleta de uma simples amostra de sangue ou saliva e pode salvar mais de uma vida – a do paciente e a dos que compartilham com ele o mesmo histórico genético. O procedimento existe há cerca de uma década, mas, segundo especialistas, houve avanço expressivo no entendimento sobre os códigos revelados, permitindo resultados mais rápidos e tratamento preventivo mais preciso.
    “O que mudou foi a leitura dos genes, que se tornou mais completa. Lemos [agora] parte dos genes que antigamente não conseguíamos. Além disso, como mais pessoas estão fazendo o teste, conhecemos um maior número de mutações e podemos classificá-las melhor”, afirma a médica Bruna Zucchetti, oncologista especialista em câncer de mama do Hospital Nove de Julho.
    A profilaxia vai desde o uso de medicações para cada tipo de mutação encontrada até a indicação de cirurgia redutora de risco. No caso de mutações BRCA1 e BRCA2, o médico pode solicitar a remoção de ovários (ooforectomia), glândulas mamárias (adenomastectomia), tubas uterinas e útero (histerectomia) para evitar o desenvolvimento de um câncer agressivo.
    A mutação de BRCA 1 e 2 pode ser apresentada por homens e mulheres, sendo indicativa de risco genético para câncer de mama (masculino e feminino), ovários, pâncreas e próstata. “O teste genético não faz diagnóstico de câncer. Nas pacientes que já têm [a doença], é feito para orientar o seguimento e a necessidade de cirurgias profiláticas para reduzir o risco de novo câncer”, explica Zucchetti. O exame, portanto, ajuda a definir o melhor tratamento e orienta a testagem de outros membros da família.
    O DNA para pesquisa de mutação de BRCA1 e 2 é extraído das células de uma amostra de sangue, que pode ser coletada por qualquer pessoa e sem necessidade de nenhum preparo prévio. Arecomendação da Sociedade Americana de Oncologia é que todas as mulheres com menos de 65 anos que tenham diagnóstico de câncer de mama, independentemente do histórico familiar, façam o teste genético.
    “A cirurgia redutora de risco – ou profilática – reduz consideravelmente a chance de desenvolver um tumor de mama e ovário”, diz Zuchetti. A remoção das glândulas mamárias, nesses casos, é feita dos dois lados e antes dos 40 anos. Já os ovários têm recomendação de remoção também bilateral, mas após os 40 anos. “É indicado que todas as mulheres com diagnóstico de mutação de BRCA1 ou 2 realizem essas duas cirurgias profiláticas”, aponta a oncologista.
    Zuchetti diz que os exames genéticos têm ficado mais acessíveis, mas ainda encontram barreiras para serem realizados via rede pública e até por convênios, mas que a expectativa para o futuro é que mais pacientes tenham acesso e possam realizar o teste.


Fonte: CASTRO, Danielle. Folha de S. Paulo, 08 abril 2024, B4, com adaptações.
Considere a passagem transcrita e avalie as assertivas que seguem: “O teste genético não faz diagnóstico de câncer. Nas pacientes que já têm [a doença], é feito para orientar o seguimento e a necessidade de cirurgias profiláticas para reduzir o risco de novo câncer”, explica Zucchetti. O exame, portanto, ajuda a definir o melhor tratamento e orienta a testagem de outros membros da família.” (4º§).

I- Há elipse da expressão “o teste genético” antes de “é feito”.
II- O termo “exame” está sendo empregado para retomar o referente “teste genético”.
III- O termo “tratamento” está retomando “diagnóstico” por uma relação de catáfora.
IV- A expressão “[a doença]” retoma “câncer” por uma relação de anáfora.
V- O elemento “portanto” estabelece relação conclusiva entre as ideias apresentadas.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3289104 Português

Considere o texto que segue para responder à questão.



Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajuda a superar o medo



No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.


    O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou.

    Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça.

    O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.

    Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.

    "Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente", escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. "No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.”



https://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-identificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-a-superar-o-medo

Na frase “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos”, o termo grifado pode ser substituído, sem alteração de sentido, pela conjunção:
Alternativas
Q3288485 Português
PROFETA DO BEM E DO MAL
VILMA GRYZINSKI
Alexander Soljenítsin enfrentou a URSS e detestou o Ocidente

        Dentro da grande tradição russa, Alexander Soljenítsin foi um fabuloso escritor, mas também um profeta, uma combinação de mente e espírito capazes de captar os círculos da água eterna que se projetam para o que achamos ser o futuro. “Na percepção do meu coração, não existe espaço para um conflito Rússia-Ucrânia e se, Deus nos livre, a questão chegar a isso, posso afirmar com certeza: jamais, em nenhuma circunstância, tomarei parte num confronto russo-ucraniano ou permitirei que meus filhos o façam - não importa o quanto os imprudentes destemperados tentem nos arrastar para isso.” Ele escreveu isso em 1981. Tinha convivido com prisioneiros ucranianos no Gulag e aprendido com seu sofrimento sob Stálin.

        Era também impossível. Expulso pela União Soviética em 1974, ele deveria ter se extasiado com o Ocidente, chorado diante da fartura das prateleiras de um supermercado americano - aconteceu com outros exilados do comunismo - e louvado o papel dos Estados Unidos na defesa das liberdades. Fez exatamente o contrário. Sua crítica ao modelo de democracia liberal é uma das mais radicais que existem. No famoso discurso de abertura do ano letivo em Harvard, em 1978, ele fez considerações que merecem ser lembradas cada vez que procuramos um olhar complexo e diversificado sobre o mundo. Numa crítica premonitória, anotou que, em reação ao passado de colonialismo, “as relações com o antigo mundo colonial viraram para o extremo oposto e o mundo ocidental agora frequentemente exibe um excesso de obsequiosidade” com os ex-colonizados - alguém já viu a nova onda “descolonizadora” nos círculos intelectuais das esquerdas hoje em dia? Enfiando a faca mais fundo, o escritor anotou que “um declínio da coragem pode ser a característica mais marcante que um observador de fora nota no Ocidente hoje”. Mencionou a coragem cívica. Imaginem a cara da fina flor de Harvard ao ouvir que “esse declínio na coragem é particularmente perceptível entre as elites governantes e intelectuais”. Teve mais: “A defesa dos direitos individuais atingiu tais extremos que tornam a sociedade como um todo indefesa diante de certos indivíduos”. Na sua visão, havia um excesso de condescendência com o crime - alguém já ouviu falar em tratar criminosos como vítimas da sociedade?

        Teria o grande Soljenítsin deixado de perceber as nuances do pensamento ocidental, as fraquezas que fazem sua força e sua criatividade, a capacidade de regeneração mesmo de sociedades altamente consumistas ou excessivamente indulgentes? “A inclinação da liberdade na direção do mal aconteceu gradualmente, mas evidentemente deriva de um conceito humanista segundo o qual o homem - o mestre desse mundo - não carrega nenhum mal dentro de si e todos os defeitos da vida são causados por sistemas sociais equivocados que, portanto, precisam ser corrigidos.”

        Qual intelectual hoje ousaria falar em mal ou bem? Soljenítsin falava. Escreveu ele em Arquipélago Gulag: “Gradualmente me foi revelado que a linha separando o bem do mal passa, não entre estados, não entre classes, nem entre partidos políticos - mas diretamente através de cada coração humano. Dentro de nós, oscila com o passar dos anos. E mesmo nos corações tomados pelo mal, uma pequena cabeça de ponte do bem permanece. E mesmo no melhor dos corações, permanece um canto intacto do mal”. Não é de arrepiar?

Revista Veja – 27/09/2024 
No trecho “Expulso pela União Soviética em 1974, ele deveria ter se extasiado com o Ocidente, chorado diante da fartura das prateleiras de um supermercado americano - aconteceu com outros exilados do comunismo - e louvado o papel dos Estados Unidos na defesa das liberdades. Fez exatamente o contrário.” Temos dois períodos separados por ponto final. Ao juntarmos os dois períodos e explicitarmos a relação semântica entre eles, teremos correta apenas a alternativa:
Alternativas
Q3288156 Português
Leia o texto a seguir:


4 hábitos matinais para melhorar a qualidade de vida,
segundo Harvard


Certas atividades pela manhã podem ajudar a tornar o dia mais
produtivo e menos estressante 


O hábito de iniciar todas as manhãs com uma rotina matinal bem estruturada pode aumentar o bem-estar e a produtividade ao longo do dia, além de otimizar a saúde física, mental e emocional. Porém, no mundo moderno, as manhãs das pessoas são muitas vezes marcadas por elevados níveis de estresse e cansaço constante, o que muitas vezes dificulta a realização de determinadas tarefas.


Com base nisso, um grupo de pesquisadores da Escola de Desenvolvimento Profissional e Executivo da Universidade de Harvard determinou que os primeiros minutos do dia são essenciais para o bom funcionamento do corpo e da mente humanos; e que, por isso, estabelecer hábitos saudáveis desde cedo melhora o humor, aumenta a concentração e mantém a energia ao longo do dia. Abaixo estão quatro atividades que podem ser implementadas em sua rotina matinal para combater os sinais de envelhecimento: 


Acorde cedo


O objetivo deste habito é criar uma “margem positiva” na qual se possa acordar algumas horas antes de começar a trabalhar, aproveitando esse tempo extra para realizar atividades que permitam ao cérebro processar informações de forma eficaz e começar o dia com tranquilidade. 


Se hidrate ao acordar


Sentir muita sede ao acordar se deve principalmente ao fato de que, após varias horas de sono, o corpo fica desidratado e acumula toxinas. Por esse motivo, é importante beber água assim que se levantar para ativar o metabolismo.  


Faca exercícios físicos


Para melhorar a circulação e a flexibilidade do corpo, o ideal é que a rotina comece com alguns alongamentos ou exercícios leves para regular a frequência cardíaca. Além disso, segundo o psicólogo Travis Bradberry, fazer atividade física pela manha proporciona mais energia para enfrentar o resto do dia.


Tenha um café da manha nutritivo


O último habito que é aconselhável implementar na rotina matinal para melhorar o bem-estar e a esperança de vida é que a primeira refeição do dia inclua alimentos ricos em proteínas, fibras e gorduras saudáveis. Isso ocorre porque esses alimentos ajudam a prevenir doenças cardíacas e a melhorar o desempenho intelectual.  


Fonte: httpsi//oglobo.globo.com/saude/bem-estarinoticia/2024/12/27/4-habitos- matinais-para-melhorar-a-qualidade-de-vida-segundo-harvard.ghtml. Acesso em 2711212024 
Em “Além disso, segundo o psicólogo Travis Bradberry, fazer atividade física pela manhã proporciona mais energia para enfrentar o resto do dia”, o trecho destacado tem sentido:
Alternativas
Q3288065 Português

Leia o Texto V para responder à questão.

Texto V

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/3621/calvin-e-seus-amigos. Acesso em: 28 nov. 2024.

Em: “Eu tentei, mas a editora do livro não usou um bom fixador de impressão.”, a palavra em destaque funciona como:
Alternativas
Q3285590 Português
A era da inteligência artificial (IA)



Internet:<https://cienciahoje.org.br> .
Dadas as relações coesivas estabelecidas no texto, a expressão “no entanto” (linha 47) é equivalente a
Alternativas
Q3281718 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir.


       Como arquiteto e paisagista, pertenço ao grupo de estudiosos que adota o ponto de vista do ordenador, que difere do planejador, embora ambos façam parte de um mesmo processo. O enfoque do ordenador resume-se na tentativa de avaliação da cidade como uma estrutura global do meio ambiente, e não somente como uma série de elementos que fortuitamente se interligaram. É possível, por exemplo, avaliar a cidade em termos da experiência pela qual passam todas as pessoas que nela vivem. Primeiro, constroem-se as ruas, implanta-se a infraestrutura, depois erguem-se os prédios e, se sobrar espaço, colocam-se uma ou duas árvores ou um chafariz. Em torno disso, pessoas e automóveis.


     Outra forma de avaliação da cidade seria por meio da relação entre quatro elementos: edifícios, espaço para veículos, espaço para pedestres e elementos naturais. Estamos tão acostumados a viver rodeados por edifícios e automóveis que não nos ocorre a possibilidade de questionar se eles estão fora de proporção. O espaço para pedestres é o que sobrou do espaço destinado aos automóveis. Caminhamos contornando as calçadas, ao longo das ruas ou através de estacionamentos, se o automóvel nos der passagem. Nas cidades, especialmente no centro, a vegetação constitui apenas um elemento decorativo. Se as plantas fossem de plástico, não faria diferença nenhuma, já que não têm nenhuma função específica.


   Na arquitetura, uma extensa série de argumentos históricos demonstra que as árvores não são necessárias à ordenação urbana. Um dos sempre repetidos é que a Praça São Marcos, em Veneza, não tem árvores. Mas esse é um tipo de argumento evasivo, pois não explica como foi construída a Praça São Marcos.


     É preciso não esquecer que uma árvore tem funções comparáveis às de um prédio. Ela molda o espaço, dá abrigo, modera o clima e estabelece relacionamento entre nós e os espaços mais amplos que nos rodeiam. Como um dos principais elementos do meio ambiente, não é apenas uma peça decorativa colocada defronte a um edifício: ordena o espaço da mesma maneira que a arquitetura molda o espaço.


  Além das árvores e de outros elementos que compõem o conjunto urbano, é igualmente importante considerar o tipo de relação que existe entre edifícios, veículos, pedestres e elementos naturais. Tomemos o caso de São Paulo. Sobrevoando a cidade de helicóptero, o panorama é espantoso. Por que um povo inteligente construiria edifícios de vinte andares, com fachadas cheias de janelas, afastadas a cada quatro ou cinco metros, através das quais os moradores só podem se ver uns aos outros?


(Adaptado de: ECKBO, Garret. O Paisagismo nas Grandes Metrópoles. São Paulo: Ateliê, 2008, pp. 39-42)  





O espaço para pedestres é o que sobrou do espaço destinado aos automóveis. Caminhamos contornando as calçadas... (2º parágrafo)  
Mantendo a correção e, em linhas gerais, o sentido original, as frases acima compõem um único período com o emprego da locução conjuntiva 
Alternativas
Q3277508 Português

    A chamada SecondSky, tecnologia que reduz as temperaturas dentro de estufas em até sete graus Celsius sem comprometer a entrada de luz, foi desenvolvida por Derya Baran, professora associada de ciência de materiais e engenharia na Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah (KAUST).

    Após alguns países adotarem a tecnologia, agricultores de regiões dos Estados Unidos, América Latina, México, Europa, África do Sul e Marrocos começaram a instalar as coberturas SecondSky. Esses são países que historicamente se beneficiaram de condições ambientais favoráveis, mas que agora estão mudando rapidamente: “Não se trata apenas de se preparar para o futuro, mas de se proteger no presente – é como assinar uma apólice de seguro”, afirmou.

    Após o verão mais quente já registrado globalmente, este ano tem tudo para ser o mais quente da história, de acordo com o Serviço de Mudança Climática Copernicus da Europa. Eventos extremos de calor foram sentidos em várias partes do mundo, tornando-se cada vez mais prováveis devido às mudanças climáticas causadas pelo ser humano.

    Essas condições exercem uma enorme pressão sobre a agricultura. Ondas de calor podem secar as plantações, matando-as rapidamente se nenhuma medida for tomada, ou enfraquecê-las, tornando-as mais vulneráveis a pragas e doenças. Evitar a redução da produção agrícola geralmente exige um aumento no consumo de recursos – mais água, mais resfriamento, mais fertilizantes – que podem estar escassos ou simplesmente indisponíveis.

    “A missão desta empresa é viabilizar uma agricultura sustentável, e estamos avançando significativamente contra um desafio muito difícil”, disse John Keppler, presidente executivo da Iyris. “Quanto mais rápido conseguirmos fornecer soluções de fácil implementação para a agricultura convencional, melhor estaremos.”

    A Iyris integrou a tecnologia SecondSky em um polifilme flexível, que pode ser usado em túneis agrícolas, coberturas plásticas para estufas rígidas e redes de sombreamento.

    Segundo dispõe Keppler, os polifilmes normalmente são substituídos de três a cinco anos e podem ser trocados com facilidade. A empresa afirma que, ao contrário de algumas soluções tradicionais para bloquear o calor, como a aplicação de giz branco em filmes plásticos, seu aditivo não compromete a durabilidade do material.

    A Iyris fez parcerias com fabricantes de plástico como SABIC (Arábia Saudita), Hyma Plastic (Egito) e Armando Álvarez (Espanha) para produzir e distribuir coberturas contendo seu aditivo bloqueador de calor. Até o momento, já foram vendidos 4,5 milhões de metros quadrados desses materiais.


Fonte: CNN. Adaptado.

No trecho "Após alguns países adotarem a tecnologia, agricultores de regiões dos Estados Unidos, América Latina, México, Europa, África do Sul e Marrocos começaram a instalar as coberturas SecondSky.", a expressão sublinhada indica uma relação de: 
Alternativas
Q3276901 Português
Leia o texto 1 a seguir para responder a questão.

Texto 1


Empresas e saúde mental: o que está em jogo?

A saúde mental no trabalho emergiu como tema central em debates sobre bem-estar e produtividade, afetando um número crescente de trabalhadores. Além de prejudicar o indivíduo, os transtornos mentais impactam a sociedade e a economia. Ainda assim, essa área permanece negligenciada e subfinanciada, exigindo políticas mais eficazes para proteger a saúde mental dos colaboradores.

De acordo com o Relatório Técnico da Agenda Mais SUS (2023), entre 2010 e 2020, 2,5 milhões de brasileiros foram internados por transtornos mentais. A maioria desses casos envolveu homens (63%) entre 30 e 49 anos, com diagnósticos de esquizofrenia (33%) e dependência de álcool ou outras substâncias (36,2%). Esses dados reforçam a necessidade urgente de ações voltadas à saúde mental no trabalho.

Em resposta, a Lei nº 14.831, de março de 2024, institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, reconhecendo as empresas que se destacam em práticas de cuidado com a saúde mental de seus colaboradores. A certificação visa incentivar outras empresas a adotar políticas semelhantes, e sua implementação pode contribuir para a promoção da saúde mental no ambiente corporativo.

Para obter a certificação, as empresas devem implementar programas de saúde mental, oferecer apoio psicológico e psiquiátrico, realizar campanhas de conscientização, promover a saúde mental da mulher, capacitar líderes e adotar treinamentos específicos. Medidas contra discriminação e assédio também são essenciais, além do acompanhamento contínuo das ações e garantias de transparência.

A certificação tem validade de dois anos e está alinhada com a Norma Regulamentadora 01, que agora exige o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Isso inclui medidas para prevenir o assédio e a violência, representando um avanço na proteção dos direitos dos trabalhadores. As empresas têm até maio de 2025 para se adaptar às novas exigências do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que agora abrange também os riscos psicossociais, como estresse, sobrecarga de trabalho e assédio moral.

Essa mudança está em sintonia com a Agenda 2030 da ONU, que reconhece a importância de ambientes de trabalho seguros e saudáveis. Investir na saúde mental dos colaboradores não só cumpre uma função social, como também contribui para o aumento da produtividade, criatividade e engajamento.

Em síntese, a saúde mental no trabalho é uma tendência que veio para ficar. As empresas que se adaptarem a essa realidade estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do mercado, atraindo e retendo talentos e criando um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Estamos prontos para transformar nossos ambientes de trabalho em espaços que priorizem a saúde mental, ou continuaremos ignorando os impactos que o descuido pode ter no futuro coletivo?

*Advogada sênior especialista em direito do trabalho e professora mestra em Direito Privado, pela Ufop. Pós-graduada em Direito do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes. Especialista em Ciência Política pela USP.


Fonte: HOJE EM DIA. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/empresas-e-saudemental-o-que-esta-em-jogo-1.1051812 Acesso em: 11 de fev. 2025 
No primeiro parágrafo do texto, a autora afirma: “Além de prejudicar o indivíduo, os transtornos mentais impactam a sociedade e a economia.”
Considerando a relação semântica estabelecida entre as orações, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3275899 Português
Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

Texto 2


Inteligência artificial: um admirável (e perigoso) mundo novo (trecho)

Com variados exemplos práticos, a inteligência artificial (IA) vem mostrando a que veio. Ela tem o poder de facilitar a vida da sociedade, simplificando trabalhos complexos, aperfeiçoando a ação do poder público, acelerando avanços tecnológicos e aumentando a qualidade de vida das pessoas.

A coleta, o processamento e até a interpretação de dados estatísticos, por exemplo, que há bem pouco tempo atrás exigiam gente, trabalho e tempo aos montes, agora podem ser feitos ao toque de um botão, em questão de segundos.

Se não tiver paciência para ficar reescrevendo um e-mail até a versão desejada, a pessoa que dispõe de um aplicativo do tipo ChatGPT ou Copilot no computador consegue com ele ter a mensagem final ao seu gosto — curta ou longa, agressiva ou polida, informal ou formal.

Caso ela não tenha tempo para ler algum texto longo e rebuscado, o aplicativo pode produzir rapidamente um resumo bastante claro e confiável.

A IA também é capaz de produzir meras curiosidades ou passatempos. No ano passado, viralizou na internet uma fotografia construída artificialmente em que o papa Francisco aparece trajando um estiloso casaco branco de inverno. À primeira vista, ninguém diria que aquela imagem, de tão bem-feita, jamais existiu na realidade.

Mas há preocupações, e elas estão nos usos negativos e até criminosos da IA. Nesse quesito, também não faltam exemplos.

No início do ano, eleitores do estado de New Hampshire, nos Estados Unidos, receberam ligações telefônicas em que o presidente Joe Biden lhes pedia que não fossem às urnas votar nas eleições primárias estaduais. A voz era mesmo a do mandatário americano, que busca a reeleição, mas manipulada pela inteligência artificial para fazê-lo dizer algo que jamais saiu de sua boca.

Mensagem telefônica falsificada por IA em que o presidente dos EUA, Joe Biden, pede aos eleitores de New Hampshire que não votem nas primárias estaduais em janeiro de 2024 Esse é um caso clássico da chamada deepfake. A palavra remete às fake news, mentiras apresentadas nas redes sociais ou nos aplicativos de mensagem instantânea como se fossem notícias verdadeiras. No caso das fake news, o internauta tem a possibilidade de acreditar ou não no que está dito ou escrito.

As deepfakes são mais traiçoeiras porque os vídeos ou áudios, produzidos sinteticamente por IA, se aproximam tanto da perfeição, como nos casos do papa e do presidente americano, que por vezes é difícil duvidar da veracidade deles.

O mau uso da IA preocupa o Brasil. Desde 2019, o Congresso Nacional discute projetos de lei que criam regras para a inteligência artificial no país, com o objetivo principal de proteger os cidadãos e a democracia. Sendo um tema complexo, ainda nenhum desses projetos foi aprovado.

Pelo fato de a lei reguladora da inteligência artificial não estar pronta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) baixou no mês passado uma inédita resolução, válida para a eleição deste ano para prefeito e vereador, que proíbe o uso de deepfake na campanha eleitoral e obriga o áudio ou o vídeo produzido por inteligência artificial a ser identificado claramente como tal para o eleitorado, ainda que o conteúdo não seja malicioso.

Nas três últimas votações, em 2022, 2020 e 2018, a Justiça Eleitoral incluiu as fake news entre as ameaças mais sérias ao processo eleitoral. As deepfakes fizeram algumas aparições, mas apenas de modo satírico, já que ainda eram rudimentares e a montagem saltava aos olhos.

Para a eleição municipal de outubro deste ano, dado o salto tecnológico, o TSE encara as deepfakes como a bola da vez. O político que descumprir as regras recém-baixadas terá a candidatura derrubada. Caso se eleja, o mandato será cassado e ele ficará inelegível. 

Se forem notificadas e não retirarem o conteúdo ilícito do ar, as big techs, empresas responsáveis pelas redes sociais ou pelos aplicativos de mensagem instantânea, também sofrerão punições.

Nas discussões sobre as regras para a próxima eleição municipal, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a Justiça Eleitoral agirá com rigor para que a IA “não anabolize as milícias digitais na utilização da desinformação para captar a vontade do eleitor e desvirtuar o resultado da eleição”.

Na mesma ocasião, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, chegou a dizer que a IA manipulada tem o poder de levar as democracias a sucumbir. Da mesma forma que a falsa gravação telefônica de Joe Biden, outras deepfakes afetaram processos eleitorais pelo mundo afora nos últimos meses.

Na Argentina, o presidenciável Sergio Massa, derrotado por Javier Milei, apareceu num vídeo falso cheirando cocaína. Na Eslováquia, o candidato parlamentar Michal Simecka foi vítima de um áudio forjado em que ele falava sobre comprar os votos da comunidade cigana.

Em dezembro, o Papa Francisco alertou para o risco de a inteligência artificial ser desvirtuada em nome “do egoísmo, do interesse próprio, da ânsia de lucro e da sede de poder”.

Fonte: Agência Senado. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2024/03/inteligencia-artificialum-admiravel-e-perigoso-mundo-novo. Acesso em: 08 de fev. 2025
“Mas há preocupações, e elas estão nos usos negativos e até criminosos da IA. Nesse quesito, também não faltam exemplos.” (6º parágrafo)
O trecho acima estabelece em relação ao parágrafo anterior uma relação de: 
Alternativas
Respostas
321: A
322: B
323: D
324: D
325: C
326: E
327: B
328: E
329: A
330: C
331: C
332: A
333: D
334: D
335: C
336: A
337: C
338: C
339: E
340: D