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Questões de Concurso Comentadas sobre uso dos conectivos em português

Questões Discursivas

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Q4236817 Português
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as relações de sentido às respectivas conjunções e à locução conjuntiva sublinhadas nos trechos a seguir, retirados do texto.

Coluna 1
1. Finalidade.
2. Comparação.
3. Oposição.

Coluna 2
( ) “Aceitei, ____ a contragosto, embora gostasse muito dos pinhões tardios”.
( ) “era para que eu ficasse atenta, pois um fiscal viria à nossa casa”.
( ) “A informação chegou como uma traição”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4233862 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo



Ministério da Saúde inicia projeto-piloto para tratar obesidade com semaglutida no SUS


    O Ministério da Saúde (MS) iniciou um projeto piloto para avaliar o uso da semaglutida no tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa será desenvolvida no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), e integra uma estratégia para produzir evidências sobre a efetividade da medicação em um modelo de cuidado multidisciplinar. A proposta é gerar informações que possam orientar futuras políticas públicas voltadas ao tratamento da doença crônica.

    O projeto será realizado com pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição e prevê o acompanhamento por equipes multiprofissionais, reunindo diferentes estratégias para o cuidado da obesidade. Além da semaglutida, os participantes receberão assistência voltada à alimentação, à atividade física e aos demais aspectos relacionados ao tratamento. Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é avaliar como esse modelo funciona na prática dentro do SUS, reunindo dados sobre os resultados clínicos e a implementação da estratégia.

    De acordo com a pasta, os dados produzidos pelo projeto poderão contribuir para ampliar o conhecimento sobre o tratamento da obesidade e subsidiar futuras discussões sobre políticas públicas relacionadas ao tema.

    O ministro da Saúde, Alexandre padilha, afirmou que a pasta federal pretende fortalecer a produção de evidências para qualificar o cuidado oferecido aos pacientes.

    "O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela [semaglutida] é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e ate mesmo para tratamento de cânceres", afirmou o ministro, em nota oficial do Ministério da Saúde.

    Além de avaliar o uso da semaglutida, o projeto piloto pretende analisar os resultados de um modelo de atendi mento integrado, envolvendo diferentes profissionais de saúde no acompanhamento dos pacientes. A expectativa do Ministério da Saúde e que a iniciativa forneça informações capazes de apoiar o planejamento de futuras ações voltadas ao enfrentamento da obesidade no SUS.



Fonte: https.//www.metropoles.com/saude/ministerio-da saudesemaglutida (adaptado) 

Considere a seguinte estrutura presente no quinto parágrafo: ...ela [semaglutida] é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças.... A conjunção sublinhada estabelece uma relação de:
Alternativas
Q4233855 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo



Ministério da Saúde inicia projeto-piloto para tratar obesidade com semaglutida no SUS


    O Ministério da Saúde (MS) iniciou um projeto piloto para avaliar o uso da semaglutida no tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa será desenvolvida no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), e integra uma estratégia para produzir evidências sobre a efetividade da medicação em um modelo de cuidado multidisciplinar. A proposta é gerar informações que possam orientar futuras políticas públicas voltadas ao tratamento da doença crônica.

    O projeto será realizado com pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição e prevê o acompanhamento por equipes multiprofissionais, reunindo diferentes estratégias para o cuidado da obesidade. Além da semaglutida, os participantes receberão assistência voltada à alimentação, à atividade física e aos demais aspectos relacionados ao tratamento. Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é avaliar como esse modelo funciona na prática dentro do SUS, reunindo dados sobre os resultados clínicos e a implementação da estratégia.

    De acordo com a pasta, os dados produzidos pelo projeto poderão contribuir para ampliar o conhecimento sobre o tratamento da obesidade e subsidiar futuras discussões sobre políticas públicas relacionadas ao tema.

    O ministro da Saúde, Alexandre padilha, afirmou que a pasta federal pretende fortalecer a produção de evidências para qualificar o cuidado oferecido aos pacientes.

    "O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela [semaglutida] é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e ate mesmo para tratamento de cânceres", afirmou o ministro, em nota oficial do Ministério da Saúde.

    Além de avaliar o uso da semaglutida, o projeto piloto pretende analisar os resultados de um modelo de atendi mento integrado, envolvendo diferentes profissionais de saúde no acompanhamento dos pacientes. A expectativa do Ministério da Saúde e que a iniciativa forneça informações capazes de apoiar o planejamento de futuras ações voltadas ao enfrentamento da obesidade no SUS.



Fonte: https.//www.metropoles.com/saude/ministerio-da saudesemaglutida (adaptado) 

Na declaração do ministro da Saúde, "Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura.", a locução sublinhada estabelece entre as orações uma relação sintático-semântica de:
Alternativas
Q4233305 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Por que utilizar o CadÚnico como fonte de informação para orientar políticas públicas?

    O CadÚnico reúne dados da população com renda per capita de até meio salário-mínimo, ou até três salários-mínimos como renda familiar total. Os dados do cadastro contribuem para subsidiar dezenas de programas federais, notadamente aqueles voltados à população de baixa renda. Nesse sentido, aponta-se que o CadÚnico possui ampla abrangência da população pobre.
    No período 2016-2022 o CadUnico foi alvo de desmontes e desmobilizações. A partir de 2023 foram despendidos esforços no sentido do aprimoramento da base, inclusão de novas famílias via programas sociais, revisão de normas para aprimorar a averiguação e revisão cadastral, além do esforço do Ipea na geocodificação de toda a base que permite cruzamentos detalhados com bases diversas de dados, inclusive municipais.
    A principal desvantagem no uso dos dados do CadÚnico diz respeito ao fato de que se tratam de dados autodeclarados. Nesse sentido, há a recomendação de que o ministério responsável desenvolva uma estratégia de verificação, que pode ocorrer por amostragem, com o potencial de garantir maior confiabilidade aos dados.
    Um ponto que pode ser considerado uma desvantagem a longo prazo diz respeito ao maior foco do CadÚnico nas famílias mais vulneráveis, de modo que não necessariamente todas as famílias que deveriam ser atendidas pela Lei de ATHIS - aquelas com renda de até três salários-mínimos - estejam incluídas no Cadastro. Contudo, tendo em vista a necessidade de priorização dos beneficiários devido aos usualmente limitados recursos para implementação da referida legislação, vislumbra-se esta como uma vantagem, já que revela a parcela de maior vulnerabilidade e, nesse sentido, prioritária. 
    Complementarmente, o cadastro tem sido utilizado em distintas iniciativas para acompanhamento da situação habitacional. Os principais exemplos são do Espírito Santo, iniciativa do Instituto Jones dos Santos Neves desde 2015, que se beneficia também da possibilidade de desagregação dos dados para monitorar o déficit habitacional quantitativo municipal em periodicidade anual. A partir desta referência, o Instituto Mauro Borges desenvolveu metodologia semelhante em Goiás. Posteriormente, esta metodologia foi adaptada pelo Ipea para investigar a existência de déficit habitacional na situação de moradia anterior das famílias contempladas pelo Minha Casa Minha Vida, enquadradas na Faixa 1 do programa, nas 20 maiores cidades do país.

Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APUCADA (IPEA) Nota Técnica nº 55. Brasília, DF: Ipea, 2025.
O último parágrafo se inicia com o vocábulo Complementarmente. Do ponto de vista da progressão textual e do encadeamento das ideias do texto como um todo, esse advérbio foi empregado para introduzir um argumento que possui natureza de: 
Alternativas
Q4229782 Português
COMO O AQUECIMENTO GLOBAL PODE
DEIXAR CICLONES MAIS INTENSOS


       Um ciclone extratropical causou estragos em São Paulo e região metropolitana no dia 9 de dezembro de 2025. O fenômeno, associado a uma frente fria, derrubou mais de 330 árvores, sendo que muitas caíram sobre a rede elétrica, deixando mais de 2,2 milhões de pessoas sem energia.

      Os ventos acima de 90 km/h fizeram com que cerca de 200 voos fossem afetados em São Paulo, consequentemente causando transtornos também em outros aeroportos do país. A falta de eletricidade também prejudicou o funcionamento de semáforos e o abastecimento de água.

      Em novembro do mesmo ano, o nascimento de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul causou um tornado no Paraná que destruiu 80% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, matando seis pessoas e ferindo 750, segundo a Defesa Civil do Estado. Em julho de 2023, um outro ciclone no Rio Grande do Sul provocou estragos em 52 cidades e uma morte na cidade de Rio Grande. O fenômeno provocou ventos de mais de 140 km/h e também atingiu o estado de São Paulo, onde duas mortes foram associadas ao ciclone.

      O ciclone extratropical é uma área de menor pressão atmosférica do que o ambiente do entorno, em que os ventos giram ao redor de um centro, no sentido horário. Esses sistemas afetam o tempo das regiões onde atuam provocando nuvens, chuva, redução da temperatura do ar e ventos fortes.

    Embora seja um fenômeno meteorológico comum na região Sul, o aumento da temperatura do ar e do oceano em consequência das mudanças climáticas pode deixar os ciclones extratropicais mais intensos, afirmam especialistas.

   Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica, em geral vinculados a frentes frias. Eles provocam um contraste muito grande de temperatura, umidade, chuva em seu entorno. Além disso, ventos muito intensos são gerados na direção dele, explica Tércio Ambrizzi, professor de Ciências Atmosféricas na Universidade de São Paulo. 

     Na América do Sul, um mapeamento das áreas mais ciclogenéticas – como os especialistas definem as áreas mais propensas ao fenômeno – aponta duas regiões principais. Uma fica no extremo sul, na costa da Patagônia. A outra é a região da bacia do Prata, ou seja, o sul do Brasil, Uruguai e nordeste da Argentina, explica Marcelo Seluchi, meteorologista e coordenador-geral de Operação e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

    A área sobre a Patagônia registra uma frequência maior de formação de ciclones extratropicais durante o verão. Já na região ao sul do Brasil, o fenômeno ocorre durante os meses de inverno e primavera. “Existe também uma terceira região de formação de ciclone, que é perto da costa de São Paulo e Rio de Janeiro, mas é muito raro a formação sobre o continente”, diz Seluchi.

     Um estudo feito por Tércio Ambrizzi há alguns anos mostrou que os ciclones não sofreram aumento em termos numéricos, mas em intensidade. “Em princípio, há relação com as mudanças climáticas. Com a atmosfera acumulando muito mais energia em função do aquecimento que o planeta está sofrendo por conta da emissão de gases de efeito estufa, os sistemas se tornam mais intensos”, diz.

     O impacto sobre a vida das pessoas depende da região onde o fenômeno se desenvolve. “Em junho de 2022, houve um ciclone extratropical muito intenso que se desenvolveu no oceano. O fenômeno se desenvolveu em função de um outro sistema, que foram vórtices ciclônicos de altos níveis. Naquele junho, ele se propagou na região do Atlântico. Em julho de 2023, ele se desenvolveu exatamente em cima do Rio Grande do Sul, por isso causou tanta chuva. A intensidade das chuvas e dos ventos causam muitos danos e colocam vidas em risco”, afirma Ambrizzi.

      Marcelo Seluchi destaca que, antigamente, detectar ciclones sobre os oceanos era muito difícil. “Não existiam dados observados, não havia boas imagens de satélite, então muito provavelmente houve muitos ciclones que não foram detectados no passado, que não fazem parte da série histórica”, detalha o meteorologista, pontuando que a série histórica mais confiável que registra o fenômeno reúne informações dos últimos 25 anos.

      Seluchi afirma que ainda não existem estudos muito claros sobre como as mudanças climáticas podem afetar a frequência e a intensidade dos ciclones extratropicais. As projeções feitas com base em modelos indicam que alguns ciclones tenderiam a se formar um pouco mais para o sul num cenário de aquecimento global.

     “Há um fato que pode influenciar a intensidade dos ciclones, que é justamente o aquecimento da atmosfera e do oceano. Um oceano mais quente consegue evaporar mais água. Uma atmosfera mais quente, por conta do aumento da temperatura, retém mais umidade, que é um elemento muito importante para determinar a intensidade dos ciclones”, explica Seluchi.

       Isso ajuda a explicar o fato de a costa leste da América do Sul, a bacia do Prata e o sul do Brasil serem regiões de maior frequência de ciclones extratropicais, argumenta o meteorologista. A costa do lado do Oceano Pacífico, na área do Chile, não registra muito o fenômeno, pois é uma área que tem baixa umidade, diz Seluchi.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-oaquecimento-global-pode-deixar-ciclones-mais-intensos/a66236577>. Adaptado. Acesso em: 23 de fevereiro de 2026.
Em “Há um fato que pode influenciar a intensidade dos ciclones”, a palavra destacada deve ser classificada como: 
Alternativas
Q4229171 Português
Educação Ambiental e Sustentabilidade no Século XXI


     O avanço industrial e o crescimento populacional intensificaram significativamente os impactos ambientais nas últimas décadas. Problemas como desmatamento, poluição dos rios, mudanças climáticas e produção excessiva de resíduos demonstram que o modelo tradicional de desenvolvimento econômico, baseado no consumo desenfreado dos recursos naturais, tornou-se insustentável em diversos aspectos.

     Nesse contexto, a educação ambiental surge como importante instrumento de conscientização social e transformação coletiva. Mais do que transmitir informações sobre preservação da natureza, ela busca desenvolver nos indivíduos valores, atitudes e práticas voltadas à responsabilidade socioambiental. Dessa forma, a formação de cidadãos críticos e conscientes torna-se essencial para a construção de sociedades mais equilibradas e sustentáveis.

      Além disso, especialistas defendem que a sustentabilidade não depende apenas de ações governamentais ou empresariais, mas também de mudanças de comportamento da população em relação ao consumo, ao descarte de resíduos e ao uso racional dos recursos naturais. Pequenas atitudes cotidianas, quando realizadas de maneira coletiva, podem contribuir significativamente para a redução dos impactos ambientais e para a melhoria da qualidade de vida das futuras gerações.

      Entretanto, apesar do aumento das discussões sobre sustentabilidade, muitos desafios ainda permanecem. A ausência de políticas públicas eficientes, a desigualdade social e a falta de conscientização ambiental dificultam a implementação de práticas sustentáveis em diferentes setores da sociedade. Assim, torna-se necessário fortalecer ações educativas e incentivar a participação social na busca por soluções ambientais mais eficazes e duradouras.


Educação Ambiental: Princípios e Práticas. São Paulo: Gaia, 2004. (Adaptado)
A expressão “Nesse contexto”, utilizada no segundo parágrafo, exerce no texto a função de:
Alternativas
Q4229020 Português
Analise o texto a seguir e com base nas relações sintáticas estabelecidas, assinale a alternativa CORRETA:
"A tecnologia tem ampliado o acesso à informação, mas o desenvolvimento do pensamento crítico depende de práticas educacionais que incentivem a análise e a reflexão. Embora os recursos digitais ofereçam inúmeras possibilidades de aprendizagem, eles não substituem a mediação do professor nem o compromisso do estudante com o próprio processo de formação." 
Alternativas
Q4228270 Português

Texto CG1A1


Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%.

Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995-2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças.

De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%.

Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%.

O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.

“O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann.


Internet: (com adaptações).

No primeiro parágrafo do texto CG1A1, a oração “Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira” expressa, em relação à oração imediatamente subsequente, circunstância de 
Alternativas
Q4228269 Português

Texto CG1A1


Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%.

Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995-2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças.

De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%.

Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%.

O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.

“O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann.


Internet: (com adaptações).

Estariam mantidos a correção gramatical e o sentido do texto CG1A1 caso, no trecho “Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança” (primeiro parágrafo), a expressão “no entanto” fosse substituída por
Alternativas
Q4228142 Português

quanto tempo falta pra gente se ver hoje


quanto tempo falta pra gente se ver logo


quanto tempo falta pra gente se ver todo dia


quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre


quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não


quanto tempo falta pra gente se ver às vezes


quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos


quanto tempo falta pra gente não querer se ver


quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais


quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu


quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer


quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu”


(BEBER, Bruna. Romance em doze linhas. In: BEBER, Bruna. Rua da padaria. Rio de Janeiro: Record, 2013.) 

No verso "quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu", a palavra “e” estabelece uma relação de: 
Alternativas
Q4228003 Português
quanto tempo falta pra gente se ver hoje

quanto tempo falta pra gente se ver logo

quanto tempo falta pra gente se ver todo dia

quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre

quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não

quanto tempo falta pra gente se ver às vezes

quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos

quanto tempo falta pra gente não querer se ver

quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais

quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu

quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer

quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu”


(BEBER, Bruna. Romance em doze linhas. In: BEBER, Bruna. Rua da padaria. Rio de Janeiro: Record, 2013.) 
No verso "quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu", a palavra “e” estabelece uma relação de: 
Alternativas
Q4227717 Português

quanto tempo falta pra gente se ver hoje

quanto tempo falta pra gente se ver logo

quanto tempo falta pra gente se ver todo dia

quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre

quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não

quanto tempo falta pra gente se ver às vezes

quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos

quanto tempo falta pra gente não querer se ver

quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais

quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu

quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer

quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu”


(BEBER, Bruna. Romance em doze linhas. In: BEBER, Bruna. Rua da padaria. Rio de Janeiro: Record, 2013.

No verso "quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu", a palavra “e” estabelece uma relação de: 
Alternativas
Q4226742 Português
TEXTO 2 


Em meio ao calor extremo, europeus seguem evitando uso de ar-condicionado.

Um a cada seis franceses prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais

Em meio à onda de calor na Europa, turistas vêm reclamando da falta de ar-condicionado no continente nas redes sociais. Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa.

Diferente dos Estados Unidos, onde o ar-condicionado está presente em quase todas as residências, na Europa, apenas uma parcela menor da população conta com esse recurso, segundo a CBS News. Para parte dos governos e pesquisadores, ampliar o uso de aparelhos pode aliviar o calor a curto prazo, mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro. CNN BRASIL. Por que ar-condicionado é raro na Europa mesmo com calor extremo? 24 jun. 2026. Disponível em: CNN Brasil. Acesso em: 14 jun. 2026.
Leia o período extraído do texto:

"Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa."

O conectivo "mesmo com" expressa uma ideia de:
Alternativas
Q4226021 Português
Em meio ao calor extremo, europeus seguem evitando uso de ar-condicionado.

Um a cada seis franceses prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais

Em meio à onda de calor na Europa, turistas vêm reclamando da falta de ar-condicionado no continente nas redes sociais. Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dosmoradores ainda evita instalar o equipamento em casa.

Diferente dos Estados Unidos, onde o ar-condicionado está presente em quase todas as residências, na Europa, apenas uma parcela menor da população conta com esse recurso,segundo a CBS News. Para parte dos governos e pesquisadores, ampliar o uso de aparelhos pode aliviar o calor a curto prazo, mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro.
CNN BRASIL. Por que ar-condicionado é raro na Europa mesmo com calor extremo? 24 jun. 2026. Disponível em: CNN Brasil. Acesso em: 14 jun. 2026. 
"Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa."
O conectivo "mesmo com" expressa uma ideia de:
Alternativas
Q4226020 Português
Em meio ao calor extremo, europeus seguem evitando uso de ar-condicionado.

Um a cada seis franceses prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais

Em meio à onda de calor na Europa, turistas vêm reclamando da falta de ar-condicionado no continente nas redes sociais. Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dosmoradores ainda evita instalar o equipamento em casa.

Diferente dos Estados Unidos, onde o ar-condicionado está presente em quase todas as residências, na Europa, apenas uma parcela menor da população conta com esse recurso,segundo a CBS News. Para parte dos governos e pesquisadores, ampliar o uso de aparelhos pode aliviar o calor a curto prazo, mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro.
CNN BRASIL. Por que ar-condicionado é raro na Europa mesmo com calor extremo? 24 jun. 2026. Disponível em: CNN Brasil. Acesso em: 14 jun. 2026. 

Leia o período extraído do texto:

"Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa."


Assinale a alternativa que reorganiza esse período mantendo a mesma relação lógico-sintática e sem alterar seu sentido original, com total correção gramatical: 

Alternativas
Q4225234 Português
Crédito rural financiou R$ 92,4 bilhões em áreas com alertas ambientais


    Cerca de 15% do crédito rural público concedido no Brasil entre 2019 e 2025 foi destinado a imóveis rurais que apresentam alertas de desmatamento ou degradação da vegetação nativa. Segundo a nova edição do Monitor do Crédito Rural, lançada pelo MapBiomas, foram identificadas 831 mil operações de financiamento nessas condições, que somam R$ 92,4 bilhões.

    Segundo o levantamento, mais de 400 instituições financeiras operam crédito rural no país, mas cinco delas concentram cerca de 60% do volume total financiado: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sicredi e Banrisul. No período analisado, o crédito rural público somou R$ 613,18 bilhões. O Banco do Nordeste realizou o maior número de operações, o equivalente a 56% do total entre 2019 e 2025. Neste mesmo período, o Banco do Brasil lidera em valores financiados, com R$ 306 bilhões.

     Entre as operações que apresentam sobreposição com camadas socioambientais (alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, quilombos e florestas públicas), o Banco do Nordeste respondeu por 63% do total de contratos. Em volume financeiro, o Banco do Brasil concentrou 33% dos recursos. Um alerta de desmatamento não significa automaticamente que o crédito foi concedido de forma irregular.

   De acordo com o levantamento, mais de 68% das operações de crédito rural público concedidas desde 2019 tiveram como finalidade investimentos. Cerca de 58% estavam ligadas à pecuária, enquanto aproximadamente 23% foram destinadas à aquisição de animais. Os bovinos aparecem como o principal produto financiado, presentes em cerca de 27% das operações. O Piauí foi o estado que registrou o maior número de operações de crédito rural com algum tipo de sobreposição a áreas socioambientais, com 336 mil contratos entre 2019 e 2025. Já em volume de recursos, os maiores valores foram registrados no Tocantins, com R$ 13,9 bilhões, seguido por Mato Grosso, com R$ 13,3 bilhões, e Rondônia, com R$ 13 bilhões:

     Segundo o MapBiomas Alerta, a plataforma identifica perda da vegetação nativa, mas não julga a legalidade ou irregularidade da supressão. O Código Florestal Brasileiro permite o desmatamento sob certas condições, desde que o produtor obtenha uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV). A concessão de crédito rural e proibida sobre áreas formalmente embargadas por órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (lbama). Um imóvel pode possuir um alerta de satélite, mas sem o auto de infração ou embargo oficial não há impedimento para conseguir o crédito.

     Em dezembro de 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras que obrigam os bancos a cruzarem alertas de satélite (como o sistema Prodes) para bloquear o crédito rural antes mesmo de um embargo formal. Porem, a validade da medida foi adiada para janeiro de 2027.

      O Monitor do Crédito Rural cruza informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) com bases geoespaciais produzidas pelo MapBiomas, incluindo alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, territórios quilombolas e florestas públicas. Segundo a organização, a plataforma é atualizada mensalmente com os dados mais recentes disponibilizados pelo Banco Central. A nova versão da plataforma ampliou o alcance do monitoramento ao incorporar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) informado nas operações registradas no Sicor.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brlmeio-ambiente/noticia/2026- 07lc red ito - ru ra l-fina nciou - r-924- bi-em- areas-com -alertas-a mbientais (adaptado)
Considere a seguinte estrutura do quinto parágrafo: O Código Florestal Brasileiro permite о desmatamento sob certas condições, desde que produtor obtenha uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV). Diante disso, a locução conjuntiva sublinhada estabelece entre as orações uma relação de:
Alternativas
Q4224180 Português
A coesão textual é responsável pela conexão superficial entre os elementos de um texto, utilizando recursos como pronomes, conjunções, elipses e sinônimos para garantir a fluidez entre frases e parágrafos. Já a coerência diz respeito ao sentido lógico e à unidade temática, garantindo que as ideias se articulem de forma compreensível. Um texto coeso não é necessariamente coerente, e vice-versa, de modo que ambos os mecanismos devem atuar em conjunto para produzir um texto bem construído. Considere essas noções para responder à questão a seguir e assinale a alternativa em que o recurso coesivo empregado compromete a coerência do texto:  
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Q4223885 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto 1

Bons motivos para não se levar tão a sério e fazer sua criança interior aflorar

Jogos de mesa, mímica, queimada, palavras-cruzadas: brincar pode ser qualquer atividade de lazer sem compromisso com a performance, só pela diversão. Na infância, a gente se sente livre para explorar esse lado lúdico sem medo do julgamento.

À medida que a vida adulta se aproxima, cresce a pressão para abandonar esse tipo de prazer e adotar uma postura mais séria. Além disso, em meio a rotinas aceleradas, reservar um tempo para a brincadeira não só é difícil, como muitas vezes parece uma perda de tempo.

Estudos recentes indicam que esse hábito pode trazer vários benefícios para a saúde, além de tornar a vida mais leve e plena.

 

Raiz do problema

Segundo o psiquiatra norte-americano Stuart Brown, autor de “Play: How it Shapes the Brain, Opens the Imagination, and Invigorates the Soul” (Como brincar molda o cérebro, abre a imaginação e revigora a alma), os altos índices de melancolia de hoje — refletidos no aumento de transtornos como depressão e ansiedade — estão ligados à supressão do instinto natural de brincar.

“O oposto de brincar não é o trabalho, é a depressão. O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública”, disse em entrevista à revista National Geographic.

De acordo com um relatório publicado pela Lego em 2022, 93% dos adultos afirmam se sentir estressados regularmente. Entre eles, 86% dizem que brincar ou interagir com brinquedos ajuda a aliviar a tensão. Durante esses momentos, as preocupações do trabalho e da rotina ficam em segundo plano, e exercitamos algo cada vez mais raro: a atenção plena. Ao nos conectarmos com o presente, também conseguimos escutar melhor nós mesmos — com mais calma, leveza e presença.

Quando feito em grupo, o ato de brincar pode ser um antídoto contra a solidão. E mais: fortalece os laços sociais. Afinal, muitas vezes, durante essas atividades lúdicas, aprendemos a compartilhar, negociar, lidar com regras, respeitar o espaço do outro e mediar conflitos — habilidades sociais essenciais para a convivência.

Segundo Brown, brincar ainda é uma forma eficiente de desenvolver a adaptabilidade, a inteligência, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas. Para ele, em tempos difíceis, precisamos disso mais do que nunca, pois reforça nossa aptidão de lidar com o inesperado.

 

Os ‘kidults’

Junção das palavras “kid” (criança) e “adult” (adulto), o termo “kidult” é usado hoje para definir os adultos que compram, colecionam e se envolvem com brinquedos, personagens e itens que normalmente seriam voltados para o público infantil.

Esse universo está cada vez mais longe de ser um nicho pequeno. De acordo com dados da empresa de pesquisa WGSN, o mercado dos brinquedos colecionáveis foi estimado em US$12,5bilhões em 2021 (R$ 6,6 bilhões, sem correção da inflação) e pode chegar a US$ 35,3 bilhões até 2032 (R$ 18,8 bilhões).

Só nos Estados Unidos, pessoas entre 19 e 99 anos representaram 17,3% das vendas de brinquedos em 2023, segundo a Business Insider.

Mais do que passatempo, os brinquedos oferecem refúgio. Em tempos de burnout e sobrecarga emocional, funcionam como uma ponte de volta aos momentos leves da infância — e, por isso, têm ganhado espaço em um mercado cada vez mais guiado pela nostalgia. Filmes como Barbie e Lilo & Stitch são apenas alguns exemplos dessa tendência.

Entre os favoritos dos kidults, estão clássicos como os bonecos Funko, as peças de Lego e as famosas action figures. E também os hypados monstrinhos Labubu e os bebês reborn.

 

Hora de brincar

Em entrevista ao The New York Times, a professora Meredith Sinclair, autora do livro “Well Played: The Ultimate Guide to Awakening Your Family’s Playful Spirit” (Bem jogado: o guia para acordar o espírito brincalhão da sua família), sugere um jeito simples de reencontrar o prazer de brincar: lembrar do que fazia você feliz na infância. Pode ser algo tão simples quanto massinha de modelar, jogar stop com amigos ou correr atrás de uma bola no parque. O importante é deixar de lado a preocupação com o olhar alheio.

Brincar também passa por fazer algo sem a intenção de postar ou de gerar engajamento — algo que, convenhamos, anda cada vez mais raro. Embora compartilhar nas redes o que tem feito você se divertir seja legal, inclusive para inspirar outras pessoas, viver uma experiência só para si pode ser um exercício bem poderoso.

Na vida adulta, brincar raramente acontece por acaso. Por isso, vale reservar um tempo na agenda. Dedicar alguns minutos do dia a algo leve, só por prazer, pode ser justamente o que falta para sua rotina ficar um pouco mais solar.

 

Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/bons-motivospara-nao-se-levar-tao-a-serio-e-fazer-sua-crianca-interior-aflorar.shtml. Acesso em: 23 dez. 2025.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente entre parênteses a relação sintático-semântica estabelecida entre as orações e sinalizada pelo termo em destaque. 
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Q4222262 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

Você é o que você gosta. (Martha Medeiros).

Quem sou eu? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.
A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.
Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias.
Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marilia Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby.
Sou Ivan Lessa. Sou Saramago.
Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.
Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho. Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro. Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou à pé. Você está fazendo sua lista? Tô esperando.
Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidratantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre. Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma.
Agora é sua vez.
Ainda no texto, o período “mas não sou ilha deserta”, a conjunção é:
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Q4222238 Português
Dadas as orações:
I- Por que seu cão está latindo?
II- Os métodos porque optamos foram eficazes.
III- O porquê de sua insistência é irritante.
IV- A internet caiu, por que?
O uso dos porquês está correto:
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Respostas
1: D
2: A
3: B
4: A
5: A
6: B
7: C
8: E
9: A
10: C
11: C
12: C
13: B
14: B
15: E
16: C
17: D
18: C
19: C
20: D