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Questões de Concurso Comentadas sobre uso dos conectivos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 3.628 questões

Q1631353 Português
A ideia expressa pelas palavras destacadas está corretamente identificada entre parênteses, EXCETO em:
Alternativas
Q1629238 Português

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <http://atividadesdeportugueseliteratura.blogspot.com.br/2016/06/exercicio-sobreperiodo-composto.html>. Acesso em: 23 out. 2017. 


Dadas as afirmativas a respeito das falas apresentadas na tirinha,


I. No primeiro quadrinho, tem-se um período composto por subordinação.

II. No segundo quadrinho, há quatro orações coordenadas.

III. A expressão dos namorados (1º quadrinho) tem idêntica função sintática da palavra enorme (2º quadrinho).

IV. O conectivo e (2º quadrinho) poderia ser substituído por uma vírgula, sem prejuízos de sentido.

V. Na construção do último quadrinho, foi usado um verbo de ligação mais predicativo do sujeito.


verifica-se que estão corretas 

Alternativas
Ano: 2017 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2017 - UFMT - Assistente em Administração |
Q1628387 Português

Tragédia anunciada


A ninguém terá espantado, decerto, a alta da violência no Rio de Janeiro neste 2017. A resignação com que se encara o fato dá medida do descalabro no Estado. Foram registradas, segundo o Instituto Fluminense de Segurança Pública, 3.457 mortes violentas de janeiro a junho, 15% acima do verificado no período correspondente de 2016. Trata-se do pior primeiro semestre desde 2009 (3.893).

Os danos à população fluminense não se limitam à segurança pública. A expansão irresponsável dos gastos públicos – amparada em uma alta efêmera das receitas do petróleo – levou o Rio a uma calamitosa situação financeira que comprometeu outros serviços básicos, como saúde e educação. Com o colapso das forças policiais, privadas de recursos de custeio e com salários em atraso, interromperam-se os bons resultados obtidos pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) na redução dos homicídios ao longo de quase uma década.

Restou ao governo federal, diante desse quadro, autorizar o envio das Forças Armadas ao Estado; comenta-se que a operação possa ser estendida até o final de 2018. Embora de fato necessária neste momento, a medida não passa de um paliativo; basta a saída dos militares para que os criminosos voltem a atacar. A longo prazo, a eficácia de qualquer política mais efetiva de segurança pública dependerá de um ambiente de maior normalidade orçamentária.

(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/shtml. Adaptado. Acesso em: 05/08/2017.)

No trecho Embora de fato necessária neste momento, a medida não passa de um paliativo, a primeira oração estabelece com a oração subsequente uma relação de
Alternativas
Q1386679 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto, a seguir, para responder à questão.

Língua escrita – língua falada – nível de linguagem

A língua escrita, por sua própria natureza, é estática e mais elaborada que a língua falada, mas não dispõe dos recursos próprios desta.
A acentuação [relevo de sílaba(s)], a entoação (melodia da frase), as pausas (intervalos significativos no decorrer do discurso), além da possibilidade de gestos, olhares, piscadas, etc., fazem da língua falada a modalidade mais expressiva, mais criativa, mais espontânea e natural, estando, por isso mesmo, mais sujeita a transformações e a evoluções.
Nenhuma delas, porém, se sobrepõe a outra em importância. Nas escolas, principalmente, costuma se ensinar a língua falada com base na língua escrita, considerada superior. Decorrem daí as correções, as retificações, as emendas, a que os professores sempre estão atentos. A escola existe para o aprimoramento, para o aperfeiçoamento do indivíduo, e não para deixá-lo estacionado no ponto cultural adquirido naturalmente no seu ambiente.
Ao professor cabe mostrar as diferenças das duas modalidades, as características e as vantagens de uma e outra, sem deixar transparecer nenhum caráter de superioridade ou inferioridade. É preciso deixar claro ao educando que ser “bilíngue” na sua própria língua é uma vantagem.
[...]

SACCONI, Luiz Antonio. Língua escrita – língua falada – nível de linguagem. Nossa gramática completa – Sacconi. São Paulo: Nova Geração, 2011. p. 17 (Fragmento adaptado).
Releia o trecho a seguir.
“A língua escrita, por sua própria natureza, é estática e mais elaborada que a língua falada, mas não dispõe dos recursos próprios desta.”
O trecho anterior não pode, preservando seu sentido original, ser reescrito da seguinte forma:
Alternativas
Q1386669 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto, a seguir, para responder à questão.

Preconceito linguístico
[...]
O preconceito linguístico resulta da comparação indevida entre o modelo idealizado de língua que se apresenta nas gramáticas normativas e nos dicionários e os modos de falar reais das pessoas que vivem na sociedade, modos de falar que são muitos e bem diferentes entre si. Essa língua idealizada se inspira na literatura consagrada, nas opções subjetivas dos próprios gramáticos e dicionaristas, nas regras da gramática latina (que serviu durante séculos como modelo para a produção das gramáticas das línguas modernas), etc. No caso brasileiro, essa língua idealizada tem um componente a mais: o português europeu do século XIX. Tudo isso torna simplesmente impossível que alguém escreva e, principalmente, fale segundo essas regras normativas, porque elas descrevem e, sobretudo, prescrevem uma língua artificial, ultrapassada, que não reflete os usos reais de nenhuma comunidade atual falante de português, nem no Brasil, nem em Portugal, nem em qualquer outro lugar do mundo onde a língua é falada.
Mas a principal fonte de preconceito linguístico, no Brasil, está na comparação que as pessoas da classe média urbana das regiões mais desenvolvidas fazem entre seu modo de falar e o modo de falar dos indivíduos de outras classes sociais e das outras regiões. Esse preconceito se vale de dois rótulos: o “errado” e o “feio” que, mesmo sem nenhum fundamento real, já se solidificaram como estereótipos. Quando analisado de perto, o preconceito linguístico deixa claro que o que está em jogo não é a língua, pois o modo de falar é apenas um pretexto para discriminar um indivíduo ou um grupo social por suas características socioculturais e socioeconômicas: gênero, raça, classe social, grau de instrução, nível de renda, etc.
A instituição escolar tem sido há séculos a principal agência de manutenção e difusão do preconceito linguístico e de outras formas de discriminação. Uma formação docente adequada, com base nos avanços das ciências da linguagem e com vistas à criação de uma sociedade democrática e igualitária, é um passo importante na crítica e na desconstrução desse círculo vicioso.

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. Ceale. Disponível em: <https://goo.gl/UeoHoH>. Aceso em: 10 ago. 2017 (Fragmento adaptado).
Releia o trecho a seguir.
“Tudo isso torna simplesmente impossível que alguém escreva e, principalmente, fale segundo essas regras normativas,
Porque
elas descrevem e, sobretudo, prescrevem uma língua artificial, ultrapassada [...]”
O conectivo destacado nesse trecho indica que a: 
Alternativas
Q1386666 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto, a seguir, para responder à questão.

Preconceito linguístico
[...]
O preconceito linguístico resulta da comparação indevida entre o modelo idealizado de língua que se apresenta nas gramáticas normativas e nos dicionários e os modos de falar reais das pessoas que vivem na sociedade, modos de falar que são muitos e bem diferentes entre si. Essa língua idealizada se inspira na literatura consagrada, nas opções subjetivas dos próprios gramáticos e dicionaristas, nas regras da gramática latina (que serviu durante séculos como modelo para a produção das gramáticas das línguas modernas), etc. No caso brasileiro, essa língua idealizada tem um componente a mais: o português europeu do século XIX. Tudo isso torna simplesmente impossível que alguém escreva e, principalmente, fale segundo essas regras normativas, porque elas descrevem e, sobretudo, prescrevem uma língua artificial, ultrapassada, que não reflete os usos reais de nenhuma comunidade atual falante de português, nem no Brasil, nem em Portugal, nem em qualquer outro lugar do mundo onde a língua é falada.
Mas a principal fonte de preconceito linguístico, no Brasil, está na comparação que as pessoas da classe média urbana das regiões mais desenvolvidas fazem entre seu modo de falar e o modo de falar dos indivíduos de outras classes sociais e das outras regiões. Esse preconceito se vale de dois rótulos: o “errado” e o “feio” que, mesmo sem nenhum fundamento real, já se solidificaram como estereótipos. Quando analisado de perto, o preconceito linguístico deixa claro que o que está em jogo não é a língua, pois o modo de falar é apenas um pretexto para discriminar um indivíduo ou um grupo social por suas características socioculturais e socioeconômicas: gênero, raça, classe social, grau de instrução, nível de renda, etc.
A instituição escolar tem sido há séculos a principal agência de manutenção e difusão do preconceito linguístico e de outras formas de discriminação. Uma formação docente adequada, com base nos avanços das ciências da linguagem e com vistas à criação de uma sociedade democrática e igualitária, é um passo importante na crítica e na desconstrução desse círculo vicioso.

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. Ceale. Disponível em: <https://goo.gl/UeoHoH>. Aceso em: 10 ago. 2017 (Fragmento adaptado).
Releia o trecho a seguir.
“Quando analisado de perto, o preconceito linguístico deixa claro que o que está em jogo não é a língua, pois o modo de falar é apenas um pretexto para discriminar um indivíduo [...]”
O conectivo destacado confere ao trecho um sentido:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FCM Órgão: IF Baiano Prova: FCM - 2017 - IF Baiano - Engenharia Química |
Q1383289 Português
INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao texto a seguir. Leia-o, atentamente, antes de marcar a resposta correta.


   A nova maneira de organização social, praticada pela sociedade líquido-moderna de consumidores, provoca quase nenhuma dissidência, resistência ou revolta, graças ao expediente de apresentar o novo compromisso (o de escolher) como sendo a liberdade de escolha. Seria possível dizer que o mais considerado, criticado e insultado oráculo de Jean-Jacques Rousseau – o de que “as pessoas devem ser forçadas a ser livres” – tornou-se realidade, depois de séculos, embora não na forma em que tanto os ardentes seguidores como os críticos severos de Rousseau esperavam que fosse implementado. 
   Com muita frequência, a “localidade” a que os indivíduos permanecem leais e obedientes não entra mais em suas vidas e se confronta com eles na forma de uma negação de sua autonomia individual, ou de um sacrifício obrigatório. Em vez disso, apresenta-se na forma de festivais de convívio e pertença comunais, divertidos, prazerosos, realizados em ocasiões como a Copa do Mundo de futebol. Submeter-se à “totalidade” não é mais um dever adotado com relutância, incomodidade e muitas vezes oneroso, mas um “patriotenimento”, uma folia procurada com avidez e eminentemente festiva. 
   Carnavais tendem a ser interrupções na rotina diária, breves intervalos animados entre sucessivos episódios de cotidianidade enfadonha, pausas em que a hierarquia mundana de valores é temporariamente invertida, os aspectos mais angustiantes da realidade são suspensos por um breve período e os tipos de conduta proibidos ou considerados vergonhosos na vida “normal” são ostensivamente praticados e exibidos.
   A função (e o poder sedutor) dos carnavais líquido-modernos está no ressuscitamento momentâneo do convívio que entrou em colapso. Tais carnavais são sessões espíritas para as pessoas se reunirem, darem as mãos e invocarem do outro mundo o fantasma da falecida comunidade.

(BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação de pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. Adaptado.)
Em vez disso, apresenta-se na forma de festivais de convívio e pertença comunais, divertidos, prazerosos, realizados em ocasiões como a Copa do Mundo de futebol.” (2º parágrafo)
Para preservar o exato sentido da sentença, o elemento coesivo em destaque deve ser substituído por:
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Q1379621 Português
Sua memória fica armazenada na mente dos seus melhores amigos

Do mesmo jeito que você parou de decorar o telefone dos outros por causa do seu celular, seu cérebro deleta informações porque sabe que pode dar um “Google” na memória dos seus amigos.

    Como se mede uma amizade? Você pode pensar nos seus melhores amigos como aqueles que estão há mais tempo com você, aqueles que vê com mais frequência ou com quem divide mais segredos. Mas pesquisadores americanos concluíram que a melhor forma de prever a qualidade da relação entre amigos é a interdependência de memória.
    Para simplificar, pense no seu celular. Se você nasceu antes dos aparelhos se tornarem populares, é bem capaz de ter decorado números importantes de telefone. Depois que surgiram os contatos na telinha, essas lembranças praticamente sumiram.
     Isso é porque o cérebro otimiza a sua memória: se existe uma fonte confiável de informação, ele não vai gastar energia armazenando tudo. O que ele aprende é o melhor atalho para conseguir aqueles dados.
     Só que isso não acontece só com seu celular – acontece com os amigos também. Sabe aquela história engraçada sobre vocês que seu melhor amigo conta de um jeito muito mais completo? Seu cérebro se dá o direito de esquecer os detalhes extras, porque sabe que pode contar com alguém para lembrá-los caso seja necessário.
    Em uma pesquisa recente, psicólogos entrevistaram jovens sobre os seus melhores amigos e a forma como eles trocavam memórias e conhecimento. Isso fazia mais diferença na intimidade entre eles do que a quantidade de tempo que passou desde que se conheceram.
     Um detalhe interessante é que esse fenômeno foi percebido antes em casais de velhinhos. A memória deles se tornava naturalmente defeituosa com a idade, mas quando estavam juntos, a habilidade de recordar fatos autobiográficos aumentava muito – por causa desse sistema de recordações interdependentes. Como um quebra-cabeça, cada um adicionava um pedacinho.
    Os pesquisadores acreditam que é por isso que, com frequência, se um idoso tem Alzheimer ou morre, a memória do seu cônjuge também sofre um baque grande: é como se parte da “fonte das memórias” secasse.
     Por último, os pesquisadores também descobriram que a memória conectada varia de acordo com o gênero. Quando duas pessoas do mesmo gênero são amigas, elas tendem a lembrar de assuntos parecidos – assim, uma reforça a memória da outra. Já entre gêneros opostos, as pessoas tendem a lembrar de fatos de diferentes áreas. Daí, o conhecimento de um é complementar ao do outro.
     Com isso tudo, a hipótese dos especialistas é que você provavelmente deixe de aprender algumas coisas nas quais seus amigos já são bons. Se um deles sabe muito sobre vinho, é possível que você aprofunde seus conhecimentos sobre cerveja – e ligue para ele quando precisar de uma indicação de uva. No fundo, para ser especialista em tudo, basta ser próximo de pessoas que manjem daquilo que você não sabe.

(LEONARDI, Ana Carolina. Revista Superinteressante. Disponível em: http://super.abril.com.br/comportamento/sua-memoria-fica-armazenadana-mente-dos-seus-melhores-amigos/. Acesso em: 11/11/2016. Adaptado.)
No trecho “Daí, o conhecimento de um é complementar ao do outro.” (8º§), a expressão destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
Alternativas
Q1379529 Português
Entre os mundos real e virtual

     Ninguém precisa mais se preocupar em invadir a nossa privacidade. Nós nos expomos em rede global.

           Nosso mundo pós-moderno é fragmentado. Uma de suas expressões mais evidentes é o videoclipe. Enxurrada de flashes, vibrações acústicas, sons distorcidos. Rompe-se a linearidade, enquanto a simultaneidade embaralha passado, presente e futuro. Tudo é simuladamente aqui e agora.
         O Iluminismo, ancorado na literatura, cede lugar à digitalização frenética. Mundo que carece de sentido. Forma que dispensa conteúdo. A performance do artista ultrapassa a arte que ele produz. Seu nome vale mais que seu desempenho. A valoração dá lugar à exaltação.
          Einstein, que desnudou o mistério do Universo com suas equações, foi sucedido por Steve Jobs, que nos ofereceu maravilhas tecnológicas embaladas de refinamento estético, movidas a velocidade que desafia o cérebro humano.
        Agora a alienação já não resulta de ideologias que distorcem a realidade para nos incutir a mentira como verdade. Basta que sejamos deslocados do real para o virtual. Somos seres que trafegam simultaneamente em dois mundos: o da realidade de nossas necessidades e o da virtualidade de nossos sonhos e desejos.
       Trancados em nossos egos, avessos à sociabilidade, navegamos nas redes sociais que dispensam texto e contexto. Bastam vocábulos desconexos, abreviações, o balbuciar de sinais gráficos que nos conectam com a plateia global que, acomodada no teatro do mundo, desconectada do real, mantém os olhos fixos no palco vazio.
     As grandes narrativas são deletadas por esse tempo desprovido de memória e utopia. O passado passou, o futuro é uma quimera... Só resta o presente que se sucede prisioneiro da circularidade infinita.
      Ninguém ingressa em uma casa sem antes avisar ou ser convidado, marcar hora, identificar-se com o porteiro e justificar a espera e atenção.
       No entanto, centenas de pessoas invadem, pelas redes sociais, o nosso espaço privado, ferem a nossa sensibilidade com ofensas e desaforos, desafiam os nossos valores, jogam-nos na vala comum das emoções cifradas. Tudo se assemelha a um jogo de pingue-pongue com rede, porém sem mesa.
    Viciados em digitalização, aprisionados pela tecnologia que assegura retorno imediato ao capital, perdemos horas e horas da vida atirados ao ringue onomatopaico. Não navegamos, naufragamos. Deixamo-nos aprisionar pelas redes que nos favorecem a evasão de privacidade.
        Ora, ninguém precisa mais se preocupar em invadir a nossa privacidade. Nós mesmos nos expomos em rede global, arrancamos máscaras e roupas, escancaramos nossa indigência cultural e nossa miséria espiritual.
     Como artefato tecnológico, somos também apenas uma forma. Um objeto jogado aleatoriamente no turbulento mar da dessignificação.
     Escravos da virtualidade, acorrentados nas redes, não somos mais capazes de desligar o celular e de nos desligar dele. É ele que nos permite olhar o mundo pela janelinha eletrônica dessa prisão em que nos trancamos, cuja chave jogamos nas águas que cercam a ilha na qual nos isolamos, desprovidos de alteridade e sentido.

(Frei Betto. O Globo, 10/08/2015.) 
O trecho “Agora a alienação já não resulta de ideologias que distorcem a realidade para nos incutir a mentira como verdade.” (4º§) tem mantida a correção gramatical e semântica em:
Alternativas
Q1374865 Português

Leia o texto a seguir, para responder à questão.


“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão...”

(Marina Colasanti - Eu sei, mas não devia.)

Faça a análise dos sentidos expressos entre as orações encabeçadas pelos conectores destacados e a oração anterior, e assinale a alternativa que apresenta os diferentes tipos de valores, na ordem de ocorrência:
Alternativas
Q1371837 Português

Considere o seguinte trecho:

Marcar encontros para ver os amigos pode virar um problema quando a agenda já está cheia. Nesses momentos, cancelar o compromisso, na certa, nos dá um certo alívio.


Os termos sublinhados indicam, respectivamente:

Alternativas
Q1371836 Português

O texto a seguir é referência para a questão.


Desmarcar o encontro com o contatinho, cancelar uma reunião de negócios ou sair mais cedo de um aniversário: suspender compromissos leva ____ sensação de liberdade.

Amy Banks, neurobiologista, terapeuta especializada em relacionamentos e autora do livro Wired to Connect (sem edição no Brasil), afirma que ____ explicação para isso é simples. Algumas pessoas possuem a programação tão cheia que eliminar uma atividade é uma forma de conseguir uma folga para si.

A pesquisadora afirma que ____ pessoas subestimam o quanto conseguem dar conta das coisas. Por isso, cancelar um compromisso é prazeroso, já que o tempo livre é realmente necessário.

Além disso, a satisfação pode estar relacionada com o que você pensa da outra pessoa. ____ relações em que não existem sentimentos mútuos e encontrar essas pessoas pode ser estressante. Então, sentimos alívio ao cancelar o compromisso. 


(Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2017/11/voce-se-sente-bem-ao-cancelar-um-compromisso-ciencia-explica.html>.

Acesso em 08 nov. 2017)

Na última frase do texto, o termo “Então” pode ser susbstituído, sem nenhuma alteração de significado, por:
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Q1368689 Português

O cachorro



    Avenida larga e movimentada. Duas pistas, um canteiro no meio, muitos quilômetros. Eu ia em uma mão, o trânsito fluindo lento, mas andando. Do outro lado, na calçada, observei a chegada de um cachorro pequeno. Desses de apartamento. Não sei o nome, mas uma raça dessas bem amorosas, que adora ficar no colo, em especial de mulheres.

    Ele apontou na esquina, olhou para um lado e para o outro e parecia ansioso em tomar uma decisão. Não sei se alguém o chamou, ou se o barulho da avenida sugeria sentenças gravíssimas. A decisão veio rápida como um raio: o cachorro começou a correr rapidamente. Escolheu a contramão, ou seja, fomos na mesma direção. Eu com os olhos grudados nele, e ele se desviando das pessoas que tentavam detê-lo, na calçada, atendendo a meus apelos silenciosos. Pelo que podia observar, ele não estava se poupando. Imprimia toda a velocidade que seu pequeno porte possibilitava. Não havia razão para poupar o fôlego, mesmo que ele não soubesse para onde estava indo. E certamente ele não sabia. Em determinado momento, resolveu se livrar das pessoas e das ruas transversais que tinha de atravessar e que o obrigavam a diminuir o passo, e escolheu o asfalto. Contra tudo, naquele mar de gente e máquinas barulhentas. Sem rumo, sem lógica, sem sentido e com muita pressa. E corria, corria, corria.

    Nada mais era certo: a vasilha com comida, a hora de dar o passeio, os braços e afagos da dona, as brincadeiras e os latidos. A realidade era outra agora, e ameaçadora. Tudo tinha a incerteza do impulso que não sabe em que vai dar. A vontade sem o ponto. O medo. E o desespero.

(Leo Jaime. Blônicas. São Paulo:Jaboticaba, 2005)

No trecho do 2° parágrafo – Escolheu a contramão, ou seja, fomos na mesma direção. –, as palavras destacadas estabelecem sentido de
Alternativas
Q1368463 Português

Câncer infantil é mais agressivo, mas taxa de cura é maior

(Juliana Conte.)

    Os cânceres pediátricos têm algumas particularidades em relação aos tipos de cânceres que acometem os adultos. Eles costumam ser bem mais agressivos e avançam de maneira muito mais rápida, mas a boa notícia é que a enfermidade tem alta chance de cura. Na verdade, se não fosse a demora que muitas vezes o paciente enfrenta até chegar à unidade de excelência, em alguns tipos de tumores o índice de cura poderia atingir 90%.

    Segundo o oncopediatra Luiz Fernando Lopes, diretor médico do Hospital de Câncer Infantojuvenil de Barretos, no interior de São Paulo, doenças malignas da infância são predominantemente de origem embrionária, constituídas de células indiferenciadas, que ainda não possuem função especializada, o que determina uma resposta muito melhor aos modelos terapêuticos.

    Já o câncer no adulto, diferentemente do que ocorre com as crianças, em geral afeta as células do epitélio, que recobre os diferentes órgãos (mama, pulmão, próstata etc.). Além disso, em muitas situações, o surgimento do tumor nos adultos poder estar associado a fatores ambientais como, por exemplo, o fumo.

    “Apesar de [o câncer infantil] ser mais agressivo, as crianças respondem muito melhor à quimioterapia. Seus órgãos são mais jovens e trabalham melhor”, explica.

    A leucemia corresponde à maioria dos casos, e essa prevalência é mundial. A medicina ainda não possui uma resposta do porquê desse câncer ser o mais comum, no entanto há estudos que tentam associar a ocupação dos pais à doença, principalmente no que diz respeito à produção dos espermatozoides, que transmitiriam alguma alteração genética, mas essa associação ainda não foi comprovada cientificamente. O fato é que de cada 100 crianças com algum tipo de tumor, 30 têm leucemia, seja da forma linfoide aguda ou do tipo mieloide aguda. Já o segundo câncer mais frequente na infância é o tumor cerebral.

    Apesar de as chances de cura serem altas, o câncer pediátrico esbarra em alguns problemas, como falta de conhecimento dos pediatras para identificar os sintomas.

    “As crianças vêm para Barretos de todo Brasil, mas algumas levam muitos meses para chegar. Às vezes o médico até pode fazer o diagnóstico corretamente, mas a família demora meses para conseguir encaminhamento para um centro especializado. Em muitos casos, nós disponibilizamos vaga aqui em Barretos rapidamente, mas a burocracia da documentação para a transferência acaba atrasando o processo. Essa soma de fatores faz com que as crianças cheguem muito tarde. Um mesmo tumor que poderia apresentar chance de cura de 90, 95%, se chegar em estado avançado, com metástase em osso, fígado ou cérebro, pode vir a ter bem menos chance de cura”, ressalta o especialista.

(Disponível em: http://drauziovarella.com.br/crianca-2/cancer-infantil-e-mais-agressivo-mas-taxa-de-cura-e-maior/. Acesso em: 07/09/2015. Adaptado.)

No trecho Além disso, em muitas situações, o surgimento do tumor nos adultos poder estar associado a fatores ambientais...” (3º§), a expressão destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
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Q1354333 Português

TEXTO I

O estupro

Estupradores despertam em mim ímpetos de violência, a custo contidos.

Tive o desprazer de entrar em contato com muitos deles nos presídios. No antigo Carandiru, cumpriam pena isolados nas celas do último andar do Pavilhão Cinco, única maneira de mantê-los a salvo do furor assassino da massa carcerária.

Ao menor descuido da segurança interna, entretanto, eram trucidados com requintes de crueldade. As imagens dos corpos mutilados trazidos à enfermaria para o atestado de óbito até hoje me perseguem.

Para livrá-los da sanha dos companheiros de prisão, a Secretaria da Administração Penitenciária foi obrigada a confiná-los num único presídio, no interior do estado. Nas áreas das cidades em que a justiça caiu nas mãos dos tribunais do crime organizado, o estuprador em liberdade não goza da mesma benevolência.

Assinada pela jornalista Claudia Collucci, com a análise de Fernanda Mena, a Folha publicou uma matéria sobre o aumento do número de estupros coletivos no país.

Os números são assustadores: dos 22.804 casos de estupros que chegaram aos hospitais no ano passado, 3.526 foram coletivos, a forma mais vil de violência de gênero que uma mente perversa pode conceber. Segundo o Ipea, 64% das vítimas eram crianças e adolescentes.

O estupro coletivo é a expressão mais odiosa do desprezo pela condição feminina. É um modo de demonstrar o poder do macho brutal que exibe sua bestialidade, ao subjugar pela violência. Não é por outra razão que esses crimes são filmados e jogados na internet.

Oficialmente, no Brasil, ocorrem 50 mil registros de estupros por ano, dado que o Ipea estima corresponder a apenas 10% do número real, já que pelo menos 450 mil meninas e mulheres violentadas não dão queixa à polícia, por razões que todos conhecemos.

Em 11 anos atendendo na Penitenciária Feminina da Capital, perdi a conta das histórias que ouvi de mulheres estupradas. Difícil eleger a mais revoltante.

Se você, leitora, imagina que as vítimas são atacadas na calada da noite em becos escuros e ruas desertas, está equivocada. Há estimativas de que até 80% desses crimes sejam cometidos no recesso do lar. Os autores não são psicopatas que fugiram do hospício, mas homens comuns, vizinhos ou amigos que abusam da confiança da família, padrastos, tios, avós e até o próprio pai.

A vítima típica é a criança indefesa, insegura emocionalmente, que chega a ser ameaçada de morte caso denuncie o algoz. O predador tira partido da ingenuidade infantil, das falsas demonstrações de carinho que confundem a menina carente, do medo, da impunidade e do acobertamento silencioso das pessoas ao redor. Embora esse tipo de crime aconteça em todas as classes sociais, é na periferia das cidades que adquire caráter epidêmico, sem que a sociedade se digne a reconhecer-lhe existência.

A fama do convívio liberal do homem brasileiro com as mulheres é indevida. A liberdade de andarem com biquínis mínimos nas praias ou seminuas nos desfiles de Carnaval fortalece esse mito.Arealidade é outra, no entanto: somos um povo machista que trata as mulheres como seres inferiores. Consideramos que o homem tem o direito de dominá-las, ditar-lhes obrigações, comportamentos e regras sociais e puni-las, quando ousarem decidir por conta própria.

Há demonstração mais contundente da cultura do estupro em nosso país do que os números divulgados pelo Ipea: 24% dos homens acham que “merecem ser atacadas as mulheres que mostram o corpo”. Ou, na pesquisa do Datafolha: 42% dos homens consideram que “mulheres que se dão ao respeito não são atacadas”.

Não se trata de simples insensibilidade diante do sofrimento alheio, mas um deboche descarado desses boçais para ridicularizar as tragédias vividas por milhares de crianças, adolescentes e mulheres adultas violentadas todos os dias, pelos quatro cantos do país.

O impacto do estupro sofrido em casa ou fora dela tem consequências físicas e psicológicas terríveis e duradouras. O estuprador pratica um crime hediondo que não merece condescendência e exige punição exemplar. Uma sociedade que cala diante de tamanha violência é negligente e covarde.

VARELLA, Drauzio. O estupro. Drauzio Varella. 4 set. 2017. Disponível em:<https://goo.gl/QmDE86> . Acesso em: 12 set. 2017 (Adaptação).

Releia o trecho a seguir.


Embora esse tipo de crime aconteça em todas as classes sociais, é na periferia das cidades que adquire caráter epidêmico [...]”


Assinale a alternativa em que a substituição da palavra destacada nesse trecho altera seu sentido original.

Alternativas
Q1347320 Português
Analise o período: "Ela fez com que a maioria acreditasse no sujeito, embora ele fosse realmente culpado". A palavra sublinhada expressa uma ideia de:
Alternativas
Q1347318 Português

Considere as sentenças:

I.Ainda que os salários estejam cada vez mais congelados, o aumento dos itens de compra diminuem cada vez mais o poder de compra dos consumidores.

II.O governo resolveu não se comprometer com nenhuma proposta para melhorar, de fato, a vida da população mais pobre do país.

III.Embora o Brasil tenha uma força considerável para o plantio de alimentos básicos da população, isso não foi o suficiente para atenuar o problema da fome no país.

IV.Como choveu muito nos ultimos dois meses novos projeto de irrigação se fazem necessários.

Considerando a norma culta padrão da língua portuguesa, analise as sentenças e assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q1347316 Português
Na oração: “Para que pudesse conseguir êxito em sua prova do concurso, ela estudou muito, buscando sempre fontes seguras de conteúdo.” A expressão sublinhada pode ser substituída, em que se mantenha a mesma relação lógica, por:
Alternativas
Q1347315 Português
Na frase: “Embora existam problemas de corrupção e desonestidade, ainda existem muitos ufanistas cegos no país”. O termo sublinhado poderá ser substituído sem prejuízo de sentido por:
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Q1347307 Português

Sempre é hora de refletir sobre segurança no trânsito.

Observatório Nacional de Segurança Viária elegeu maio como o mês da segurança no trânsito e, a exemplo do que é feito nos meses de outubro e novembro, quando a sociedade em geral é convidada a refletir sobre as formas de prevenção dos cânceres de mama e de próstata, a proposta é pensar como cada cidadão pode contribuir para reduzir as preocupantes estatísticas de mortes causadas por acidentes de trânsito.

Embora o discernimento sobre a importância de preservar comportamentos seguros no trânsito deva estar presente nos 365 dias do ano, a sugestão do Maio Amarelo, de convocar cidadãos, empresas e órgãos públicos a repensar seu papel no combate a essa, que é uma das maiores causas de morte no Brasil, é louvável.

De acordo com dados do DPVAT, cerca de 50 mil pessoas por ano perdem a vida em acidentes, isso sem falar daquelas ocorrências que, embora não sejam fatais, afastam as pessoas de suas atividades profissionais e, muitas vezes, dos seus papeis com a família.

As estatísticas são alarmantes e se destacam no cenário mundial, o que nos leva a crer que há no Brasil um problema cultural no que diz respeito a garantir a própria segurança ao trafegar por ruas e rodovias. Por algum motivo, somos relapsos com a nossa integridade física e precisamos ser constantemente alertados sobre isso. Uma palavra-chave para mudar esse cenário é perseverança. Programas estruturados de segurança viária, que utilizem sistematicamente ações de engenharia, operacionais, de fiscalização e de educação, são fundamentais para conseguir a atenção dos motoristas.

Assim como são importantes políticas públicas que estabeleçam maior rigor na formação e contínua preparação dos condutores, especialmente os profissionais que, muitas vezes, abusam do tempo de direção na estrada, descuidam da saúde e nem sempre têm o conhecimento adequado de todos os componentes de segurança hoje embarcados nos veículos pesados. 

Às empresas que administram rodovias, órgãos responsáveis por vias públicas e governos, é essencial perseverar em programas com estas características e acompanhar a evolução dos tempos. Não se pode ignorar todos os avanços tecnológicos que surgiram para facilitar a comunicação humana e o quanto todos nós, cidadãos, gostamos de estar plenamente conectados a todo momento e em todo lugar.

Aos cidadãos em geral, motoristas, ciclistas e pedestres, é importante ter consciência de que estamos dividindo um espaço público, no qual existem regras de convivência que precisam ser respeitadas. É fundamental que todos se preparem para o trajeto que irão fazer, seja ele de cinco ou 500 quilômetros, e tenham plena consciência de suas ações enquanto dirigem. Rodovia, por melhor que seja não é lugar de eliminar atrasos. O tempo precisa ser calculado de acordo com as normas existentes e com as condições de tráfego no momento.

Nesse ponto, uma reflexão que vale a pena ser feita é como todos nós, tão contagiados pelas mudanças tecnológicas que nos permitem acesso às mais variadas informações, podemos usar isso ao nosso favor e não contra a nossa segurança. 

Planejar bem uma viagem e, por meio de aplicativos e redes sociais, saber previamente como está a condição do trecho pelo qual vamos passar, calcular o tempo de chegada e conhecer a melhor opção de caminho antes de iniciar a viagem é, hoje em dia, uma realidade que seria digna de filmes de ficção há 20 anos. Podemos e devemos usar tudo isso a nosso favor. Basta discernimento e consciência.


(CASSANIGA, José Carlos. Gazeta do Povo, Artigo, 27 de julho de 2015. Retirado do site <http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/sempree-hora-de-refletir-sobre-seguranca-no-transitoep4nl7ni64v50kq1mmdh9p186> em 29/07/2017).  em 29/07/2017).

No trecho “Às empresas que administram rodovias, órgãos responsáveis por vias públicas e governos, é essencial perseverar em programas com estas características e acompanhar a evolução dos tempos”. O termo sublinhado poderia ser substituído sem prejuízo de sentido na opção:
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Respostas
2221: A
2222: D
2223: D
2224: A
2225: D
2226: A
2227: C
2228: C
2229: D
2230: E
2231: A
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2233: B
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2236: C
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2238: C
2239: C
2240: B