Questões de Concurso Sobre uso do ponto e vírgula em português

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Q4078332 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Piscar (;) e chorar (;‒;)


Mário Sérgio Conti*


O ponto e vírgula corre risco de extinção: o simpático sinal de pontuação não foi usado nos últimos três dias na Folha. Até os colchetes, mais afeitos à linguagem matemática, apareceram; ponto e vírgula que é bom, nenhunzinho. Em contrapartida, abundam os pontos de exclamação, enterrados no jornal pelo bate-estaca de colunistas fanfarrões. Adicione-se ao estrondo exclamativo o ponto final por extenso.

Escasseiam também as reticências, irônicas ou não; o travessão, que abre uma fala ou completa o escrito; até os parênteses, que encapsulam outro sentido, como faz Drummond em "(não cantarei o mar: que ele se vingue de meu silêncio nesta concha)".

A pontuação é uma forma histórica. Os livros de Aristóteles, Platão e da Bíblia não tinham pontuação; nem minúsculas; nem espaço entre as palavras! Deus não escrevia certo por linhas tortas; escrevia embolado. O evangelho de João começava assim:

NOPRINCÍPIOERAOVERBOEOVERBOESTAVAEMDEUSEOVERBOERADEUS.

Foi com tijolos textuais como esse que se construiu o saber ocidental. Porque, como disse Aristóteles, OHOMEMÉUMANIMALPOLÍTICO. Gregários, os homens adotam convenções para se comunicar e mudar; mudar inclusive as convenções.

Foi o que fez Aldus Manutius, o editor veneziano que, em fevereiro de 1494, inventou o ponto e vírgula.
Quem conta sua história é a professora Cecelia Watson, num livro delicioso, "Semicolon: Past, Present, and Future of a Misunderstood Mark". Renascentista, Manutius queria popularizar o conhecimento. Não havia padronização nem academias que policiassem o idioma. Era uma algazarra. Cada um pontuava como lhe desse na telha.

Ao publicar "O Etna", ensaio em forma de diálogo sobre o vulcão ‒ de autoria do cardeal Pietro Bembo, Manutius teve a divina ideia de captar a elocução do distinto prelado. Criou o símbolo gráfico que marca pausa maior que a da vírgula e menor que a do ponto. Com a obra pronta, vieram as regras: o ponto e vírgula separa orações numa mesma frase; organiza listas; economiza conectivos (e) ou adversativas (mas). Permaneceu perene, porém, o preceito básico ‒ registrar um silêncio específico, advindo da linguagem oral.

A engenhoca de Manutius ganhou o mundo. "MobyDick" tem 4.000 pontos e vírgulas, informa Cecelia Watson, "um a cada 52 palavras". Machado de Assis, mais comedido e certeiro, mereceria o título de mestre do ponto e vírgula na periferia do capitalismo. Henry James não escrevia sem ter ao lado da escrivaninha um barril de pontos e vírgulas. Chegou à inverter a ordem de importância entre pontuação e palavras. Numa rara entrevista, ao Times, insistiu para que o repórter anotasse sua "pontuação, bem como as palavras".

A coisa mudou no século passado. Orwell, Barthelme, Chandler e tantos outros desprezaram o miniponto de Manutius. Vonnegut teve o topete de dizer que pontos e vírgulas são "hermafroditas que não representam absolutamente nada".

É meio assim no Brasil. Nos seis contos exímios que Dalton Trevisan publicou e distribuiu no início do ano, num livreto de 32 páginas, não há um único ponto e vírgula. Dalton deixa que seus personagens e leitores deem uma paradinha onde bem entenderem. Em contrapartida, o ponto e vírgula virou emoji, um derivado dos signos de pontuação. Dois pontos e vírgulas, com um travessão no meio, mostram uma carinha derramando uma lágrima de cada olho ;–;. Sozinho, representa uma piscada ;.

No ensaio "Sinais de Pontuação", Adorno prefigurou esse uso figurativo. O ponto de exclamação é um dedo em riste ameaçador, disse. Os dois pontos abrem a boca, "e coitado do escritor que não souber saciá-los". "Marotas e satisfeitas", as aspas "lambem os lábios".

Para Adorno, o ponto e vírgula parece "um bigode caído" e passa "um sabor rústico". Como quase ninguém mais tem bigode, o ponto e vírgula, com tantos serviços prestados, está à beira do desuso.


* Jornalista e escritor.

Folha de São Paulo, 27 de maio de 2022. Adaptado.
Considerando-se a leitura do texto, é correto afirmar que
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Q3267529 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.

TEXTO 1

Renovação da língua, neologismos e estrangeirismos

Companheira dos seus usuários, a língua participa dos acontecimentos e mudanças históricas por que eles passam, sucessos ou fracassos. A língua portuguesa, transplantada à América pelos nossos descobridores e colonizadores, chega ao Brasil no século XVI num momento auspicioso para a humanidade. A vontade e a força indomáveis de heroicos navegadores fazem singrar por mares até então desconhecidos caravelas pouco favorecidas pela ciência náutica da época, mas, impulsionadas por acalentados sonhos de poder e de ambição, revelam novas terras e aproximam povos de variadas línguas e culturas. Nessa empresa têm papel relevante os portugueses, que, na frase feliz de Alexandre Humboldt, duplicaram o mundo até então conhecido. A florescente terra brasileira, depois dos obstáculos a serem vencidos na árdua tarefa de descobrir e fixar-se na nova terra, alargando-lhe os limites e enraizando as bases da nova nação, chega ao século XVIII, independente, ávida por acertar os passos civilizatórios com as nações europeias de mais prestígio na época.

A nova atmosfera cultural impulsiona o falante da língua a criar vocábulos novos, conhecidos pelo nome de neologismos. Os neologismos podem começar por utilizar a prata da casa, alargando a família da palavra com a utilização de prefixos e sufixos: pátria, patriotismo, patriotada, etc. Outros neologismos vêm do contato com outras línguas, caso em que são chamados empréstimos. Uma concepção antiga de língua “pura” via com maus olhos esses empréstimos exóticos, oriundos de outras línguas, fazendo exceção àquele que viesse do latim e do grego. Ocorre que não há língua de cultivo puro, sem o auxílio do patrimônio de outras línguas, com as quais um idioma entra em contato. Os filólogos, gramáticos e escritores de boa formação não entram no rol desses puristas. Mais adiante vamos ver como José de Alencar põe nos devidos termos a boa orientação em face dos estrangeirismos, especialmente os francesismos ou galicismos, isto é, os que nos chegam da França.

Na feliz declaração do nosso historiador Capistrano de Abreu, José de Alencar foi quem melhor teve a intuição da vida colonial brasileira, e é esse romancista que, em 1872, na “Bênção paterna” aos sonhos douro, denuncia o anseio da sociedade dessa fase da vida brasileira:

Notam-se aí, através do gênio brasileiro, umas vezes embebendo-se dele, outras invadindo-o, traços de várias nacionalidades adventícias; é a inglesa, a italiana, a espanhola, a americana, porém especialmente a portuguesa e francesa, que todas flutuam, e a pouco e pouco vão diluindo-se para infundir-se n’alma da pátria adotiva, e forma a nova e grande nacionalidade brasileira.

Vê-se por essa passagem que a língua de nacionalidade brasileira, consubstanciada nos dois séculos anteriores com o enriquecimento da contribuição das línguas indígenas e africanas, passou a receber também a contribuição de outras nações que vieram ajudar os brasileiros a construir a nova sociedade. A contribuição espraiava-se nos vários domínios culturais, desde os degraus da ciência até aquele do dia a dia do cidadão comum. Entre essas novidades ocupavam lugar preeminente os fatos da língua, conhecidos, como já vimos, pelo nome técnico empréstimos. Entre a variada gama das variantes linguísticas (as fonéticas, morfológicas, sintáticas e lexicais), as mais suscetíveis de novas aquisições são as lexicais, porque o vocabulário é a mais larga porta do idioma para contato com o mundo exterior, com os laços culturais com outras nações. José de Alencar está atento a esses contactos linguísticos, e sobre eles assim se expressa no mesmo texto já citado, reclamando dos seus críticos:

Tachar-se estes livros (Lucíola, Diva, A pata da gazela e Sonhos d’ouro) de confeição estrangeira, é, relevem os críticos, não conhecer a fisionomia da sociedade fluminense, que aí está a faceirar-se pelas salas e ruas com atavios parisienses, falando a algemia universal, que é a língua do progresso, jargão eriçado de termos franceses, ingleses, italianos e agora também alemães.

Os termos e locuções de fontes estrangeiras eram trazidos por pessoas que sabiam os idiomas, ou que tinham sobre eles alguma informação de pronúncia e grafia; por isso, se vestiam com as feições originárias. Admitidos na linguagem diária, muitos desses estrangeirismos mais usados podiam ser acomodados à pronúncia e grafia do português, que os recebia; aportuguesavam-se, apesar da crítica de juízes mais exigentes. Alencar, sempre sintonizado com o que ele chamou “língua do progresso”, perpetrou tais nacionalizações e assim se manifestou numa polêmica travada com Joaquim Nabuco, em 1875:

Notou ainda o crítico a palavra grog, de origem inglesa, por mau aportuguesamento em grogue. Podia notar outras como tílburi, piquenique, lanche; ou crochete e champanhe, do francês. Desde que termos estrangeiros são introduzidos em um país pela necessidade e tornam-se indispensáveis nas relações civis, a língua, que os recebe em seu vocabulário, reage, por uma lei natural sobre a composição etimológica, para imprimir-lhe o seu próprio caráter morfológico. A pronúncia e a ortografia alteram-se, em alguns casos profundamente; mas sempre conforme as leis fonéticas, estudadas por Jacob Grimm e seus continuadores. Em português nós já temos de outros tempos, redingote de redingoat; jaqueta de jacket inglês ou jaquette francês; pichelingue e escolteto do flamengo Flessing e schout, dessér, trumó, do francês dessert e trumeau e muitos outros. As línguas estrangeiras também por sua vez corrompem ou antes sujeitam ao seu molde os nossos vocabulários brasileiros. Assim os franceses mudaram goiaba em goiave, caju em acajou, mandioca em manioc; e o mesmo acontece com outros povos acerca de várias palavras americanas. A iniciativa dessa nacionalização filológica do vocábulo exótico há de partir de alguém, mas será o primeiro a dar-lhe o cunho brasileiro; e por que não pode ser este seu escritor?

Todo esse trecho de Alencar antecipa de quase 150 anos as questões de que hoje tratam linguistas, filólogos, gramáticos, escritores e jornalistas. As propostas do escritor cearense pouco diferem das apresentadas agora, embora tenha de haver bom senso no processo de nacionalização, porque muitos desses termos estrangeiros pertencem ao rol daqueles que Sérgio Correia da Costa chamava “palavras sem fronteiras”, que pertencem a terminologias técnicas e que na forma estrangeira correm mundo em todas ou quase todas as línguas; a nacionalização pode segregar o idioma em face do internacional generalizado.

Na história dos estrangeirismos merecem atenção especial as palavras de torna-viagem, isto é, aquelas que depois de passar por uma língua a outra, retornam à primeira sob roupagem exótica da 2ª; aconteceu isso com o português feitiço, que passou para o francês fétiche e depois foi tomado do francês para o português sob a forma fetiche, com o derivado fetichismo.

No tempo de Alencar, com vigência até nossos dias, os empréstimos do francês — os galicismos — eram repelidos com veemência por todos os puristas de plantão, portugueses e brasileiros, gramáticos e escritores. O nosso romancista encontrou a razão da rejeição, mostrando a sem-razão do procedimento, antecipando-se de anos à lição exarada pelos filólogos Adolf Noreen e Michel Bréal, segundo a qual esse repúdio continuava dissensões e desavenças políticas entre povos, com as quais, apesar de justas, os estudos linguísticos nada têm a ver. Assim os filólogos gregos proscreviam as palavras turcas, como os tchecos as alemães, os alemães as francesas e os portugueses as francesas, aqui para vingar a invasão de Portugal pelas tropas de Junot. Leia-se o comentário certeiro de Alencar em defesa dos galicismos que ele emprega em suas obras: “Mas a mania do classicismo, que outro nome não lhe cabe, repele a mínima afinidade entre duas línguas irmãs, saídas da mesma origem. Temos nós a culpa do ódio que semearam em Portugal os exércitos de Napoleão?”

(In: BECHARA, Evanildo. Análise e história da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2022. p. 245-247.)
Considere o período a seguir.
Os termos e locuções de fontes estrangeiras eram trazidos por pessoas que sabiam os idiomas, ou que tinham sobre eles alguma informação de pronúncia e grafia; por isso, se vestiam com as feições originárias.
Nesse contexto, o uso do ponto e vírgula é justificado porque
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Q3073047 Português
Bruce Willis faz pausa na carreira de ator após diagnóstico de afasia

A família do ator Bruce Willis, de 67 anos, anunciou que ele fará uma pausa na carreira após ser diagnosticado com afasia, doença que afeta a comunicação. "Para os maravilhosos fãs de Bruce, como família, nós gostaríamos de compartilhar que nosso amado Bruce está passando por alguns problemas de saúde e, recentemente, foi diagnosticado com afasia, o que está afetando suas habilidades cognitivas. Como resultado disso, e com muita consideração, Bruce está se afastando da carreira que significou tanto para ele, diz a publicação do Instagram. 

Afasia 

Segundo artigo do Hospital Albert Einstein, o distúrbio altera a capacidade dos pacientes de se comunicar de forma adequada e pode afetar as seguintes funções: capacidade de falar ou se expressar verbalmente; compreensão da linguagem verbal; compreensão da linguagem escrita (leitura) e capacidade de escrever.

Entre as causas da afasia estão várias doenças neurológicas, como o AVC (Acidente Vascular Cerebral). O distúrbio também pode se instalar de forma gradual, se relacionado a tumores cerebrais ou a doenças degenerativas, como o Alzheimer. 

(https://www.uol.com.br/splash/noticias- acessado em 30/03/2022-adaptado) 
 Releia o trecho: “Segundo artigo do Hospital Albert Einstein, o distúrbio altera a capacidade dos pacientes de se comunicar de forma adequada e pode afetar as seguintes funções: capacidade de falar ou se expressar verbalmente; compreensão da linguagem verbal; compreensão da linguagem escrita (leitura) e capacidade de escrever.” 
Quanto ao uso da pontuação, pode-se afirmar:  
I. O ponto e vírgula está separando orações no período. II. O ponto e vírgula poderia ser substituído pela vírgula, sem prejuízo sintático.
III. Os dois-pontos foram utilizados para anunciar um esclarecimento acerca do que foi anunciado.
Está(ão) CORRETA(S):  
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Q2575147 Português

Tipos de chás e seus benefícios


Equipe Editorial do Tua Saúde







(Disponível em: https://www.tuasaude.com/tipos-de-cha-e-seus-beneficios/ - texto adaptado especialmente para esta prova.) 

Quais sinais de pontuação substituem, correta e respectivamente, as figuras da linha 05? 
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Q2403622 Português

Texto 4 para responder às questões de 41 a 55.


1-----------Prezado Ronaldo Fenômeno,


-----------Meu nome é Artur, mas pode me chamar de Pinguim

-----(depois explico). Jogo de centroavante no infantil do São

4---Cristóvão, moro no Rio de Janeiro, tenho 12 anos e sou seu

-----fã.

-----------Meu melhor amigo (nível 1) é o Parede, zagueiro do

7---nosso time. Meu outro melhor amigo (nível 2) se chama seu

-----Almeida, tem 60 anos e é meu vizinho lá na vila.

-----------Pra você ver a coincidência: moro numa casa de vila

10---que fica no bairro de Vila Isabel e ainda por cima morei

-----também na Vila da Penha e na Vila Valqueire antes de vir

-----pra cá. Por causa disso, o nosso técnico lá no São Cristóvão

13---vive dizendo que estou no time errado, devia jogar era no

-----Santos, que tem o campo dele na Vila Belmiro.

-----------Não acho graça nenhuma, sinceramente. Não é por

16---nada, não, só porque a piada é boba mesmo, não tem nada a

-----ver, mas toda vez que ele diz isso eu prefiro dar pelo menos

-----um risinho amarelo, pra ele não me colocar no banco, como

19---já aconteceu.

-----------O nosso técnico gosta de ser chamado de Professor.

-----Não fez faculdade nem nada, acho que ele nem terminou a

22---escola, mas todo técnico agora virou professor, você sabe, e

-----ai de quem chamar o nosso pelo nome de verdade, que eu

-----nem sei qual é, pensando bem.

25-------Sei que não pega bem ficar falando mal de técnico,

-----ainda mais que o nosso deve ganhar uma merreca por mês,

-----coitado, e deve estar ali porque gosta mesmo de futebol e

28---acho até que gosta um pouco da gente também, mas, cá

-----entre nós, técnico assim é duro de aturar, você não acha,

-----Ronaldo?

31-------Eu estava contando dos meus dois melhores amigos.

-----Foi por causa deles que resolvi escrever esta carta e espero

-----que ela chegue sã e salva aí na Espanha e você possa me

34---responder um dia. Só peço que não demore muito porque,

-----enquanto você não me escrever de volta contando a verdade

-----sobre o que vou perguntar, nunca vou poder mostrar pro

37---Parede que ele é um idiota, e eu gostaria muito de dizer isso

-----pra ele.

-----------Foi o Parede quem me sugeriu escrever esta carta e foi

40---o seu Almeida quem reforçou a ideia, lembrando que para

-----ser escritor precisa treinar muito, que nem jogador de

-----futebol, e uma boa forma de treinar pra escritor é escrevendo

43---carta, ele me disse.

-----------O seu Almeida é escritor, Ronaldo, já publicou um

-----montão de livros, mas pelo jeito não venderam muito porque

46---ele não é famoso nem nada e mora lá na casinha dele sem

-----luxo nenhum, vivendo nem sei bem de quê. O seu Almeida

-----sempre desconversa quando pergunto como ele ganha

49---dinheiro. Umas rendas aí, umas rendas aí, ele responde, e eu

-----fico sem entender xongas. Bandido eu sei que ele não é,

-----aposentado também não, pelo menos ele me diz que nunca

52---teve carteira assinada e meu tio Álvaro me disse que sem

-----carteira assinada não tem como se aposentar. Então, eu

54---realmente não sei, é um mistério.


CARNEIRO, Flávio. Prezado Ronaldo.----------------------------------------------------------------------------------

São Paulo: Edições SM, 2. ed., 2017, com adaptações.---------------------------------------------------------------------------------

Com relação à pontuação, seria mantida a correção caso, no trecho “Foi o Parede quem me sugeriu escrever esta carta e foi o seu Almeida quem reforçou a ideia, lembrando que para ser escritor precisa treinar muito, que nem jogador de futebol, e uma boa forma de treinar pra escritor é escrevendo carta, ele me disse.” (linhas de 39 a 43), fosse inserida(o)

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Q2225770 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Alimentos que os humanos não conseguem digerir em sua forma natural − como trigo, arroz e batata – tornaram-se itens essenciais da nossa dieta graças ao cozimento. O fogo não só mudava a química dos alimentos; mudava também sua biologia. Cozinhar matava germes e parasitas que infestavam os alimentos. Também passou a ser muito mais fácil para os humanos mastigar e digerir seus alimentos favoritos, como frutas, nozes, insetos e carniça, se cozidos. Enquanto os chimpanzés passam cinco horas por dia mastigando alimentos crus, uma hora é suficiente para as pessoas comerem alimentos cozidos.

        O advento do hábito de cozinhar possibilitou aos humanos comer mais tipos de comida, dedicar menos tempo à alimentação e se virar com dentes menores e intestino mais curto. Alguns estudiosos acreditam que existe uma relação direta entre o advento do hábito de cozinhar, o encurtamento do trato intestinal e o crescimento do cérebro humano. Considerando que tanto um intestino longo quanto um cérebro grande consomem muita energia, é difícil ter os dois ao mesmo tempo. Ao encurtar o intestino e reduzir seu consumo de energia, o hábito de cozinhar inadvertidamente abriu caminho para o cérebro enorme dos neandertais e dos sapiens.

        O fogo também abriu a primeira brecha significativa entre o homem e os outros animais. O poder de quase todos os animais depende de seu corpo: a força de seus músculos, o tamanho de seus dentes, a envergadura de suas asas. Embora possam fazer uso de ventos e correntes, são incapazes de controlar essas forças da natureza e estão sempre limitados por sua estrutura física.

        Ao domesticar o fogo, os humanos ganharam controle de uma força obediente e potencialmente ilimitada. E o que é mais importante, o poder do fogo não era limitado pela forma, estrutura ou força do corpo humano. Uma única mulher com uma pedra ou vareta podia produzir fogo para queimar uma floresta inteira em uma questão de horas. A domesticação do fogo foi um sinal do que estava por vir.
(Yuval Noah Harari. Uma breve história da humanidade. Fragmento adaptado)
No trecho do 3º parágrafo − O poder de quase todos os animais depende de seu corpo: a força de seus músculos, o tamanho de seus dentes, a envergadura de suas asas. − os dois pontos e as vírgulas foram empregados, respectivamente, para 
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Q2212524 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Sobre IA, empregos e disrupção social

        De tempos em tempos, raras tecnologias surgem de forma tão avassaladora que provocam profundas mudanças na dinâmica social. São aquelas que os economistas chamam de tecnologias de propósito geral (GPTs), que alcançam diversas áreas e abrem novos campos do conhecimento. O motor a vapor do século 18 foi uma GPT, assim como a energia elétrica a partir da invenção do dínamo no século seguinte e, mais recentemente, a internet.

        Hoje testemunhamos o avanço de uma tecnologia com potencial de disrupção socioeconômica, a inteligência artificial (IA). Esse conjunto de sistemas e algoritmos que permitem a máquinas analisar, aprender e tomar decisões sozinhas se desenvolve em um mercado que deve passar dos US$ 15 trilhões até 2030, conforme previsão da PwC. E do mesmo jeito que um dia ocorreu com as GPTs citadas anteriormente, a IA levanta a questão: as máquinas inteligentes acabarão com os empregos do ser humano?

        Dois grupos dominam o debate. Um defende que previsões catastróficas para o emprego na era da IA não passam de uma falácia. Eles têm a história ao lado. Durante a Revolução Industrial, por exemplo, camponeses substituídos por máquinas na agricultura foram absorvidos nas fábricas das cidades. Do outro lado estão os que tratam a IA como uma tecnologia diferente, pois está entrando na vida das pessoas de forma muito mais rápida do que qualquer outra na história. Kai-Fu Lee, um dos maiores investidores da China em inteligência artificial, estima que, em meados da década que vem, soluções de IA poderão substituir, tecnicamente, até metade dos empregos nos EUA.

        Máquinas dotadas de IA realizarão trabalhos tanto físicos (procure pela Boston Dinamics) quanto intelectuais com velocidade e potência incrivelmente superiores a qualquer ser humano. E funcionarão 24 horas por dia, sete dias por semana, sem férias.

        Além disso, o choque da IA nos empregos deve ignorar a distinção entre trabalhadores pouco e muito qualificados. Nesse processo transformador, intenso e abrangente, muitos ficarão para trás e, dizem alguns pensadores, formarão a nova classe de seres humanos inúteis – aqueles que nunca mais conseguirão se ocupar.

        Então, se prepare, pois o pleno emprego será realidade para robôs, não para você.

(Wladimir D’Andrade. Diário da Região, 19-07-2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a pontuação adotada e as conjunções empregadas estão de acordo com a norma-padrão, expressando relações de sentido adequadas.
Alternativas
Q2088648 Português
Em se tratando de pontuação, assinale a alternativa incorreta, quanto ao ponto e vírgula.
Alternativas
Q2040853 Português

Fogo: da catástrofe à conservação ambiental


O fogo em vegetação é um fator ecológico que pode ser benéfico ou maléfico, dependendo de como, onde, quando e por que ele ocorre. Se descontrolado, torna-se incêndio florestal e causa destruição; se bem planejado, pode contribuir para a manutenção do clima e conservar a sociobiodivesidade. Assim, o manejo do fogo - que, no Brasil, pode estar prestes a ganhar legislação federal própria - deve considerar as necessidades ambientais e sociais, para reduzir seus efeitos negativos.

O mundo enfrenta incêndios cada vez mais catastróficos, com efeitos severos sobre clima, biodiversidade e pessoas. Esse agravamento dos efeitos negativos do fogo está relacionado às alterações climáticas (ventos mais fortes, regime pluviométrico alterado e temperaturas elevadas), associadas à ampliação das fontes de ignição, provenientes do aumento populacional e da ocupação irregular de novas áreas.

As alterações climáticas tornam a vegetação mais seca - que se torna matéria combustível -, facilitam a propagação do fogo e tornam mais difícil seu combate - mesmo que este último conte com aumento de investimentos financeiros, aporte de pessoal e mais infraestrutura. Além disso, a meta de 'fogo-zero' em vegetação gera um processo de retroalimentação positiva aos incêndios, pois mais combustível fica acumulado no ambiente.

Como exemplo, podem ser citados os incêndios: em Portugal, em 2017; na Austrália, em 2019 e no ano seguinte; no Pantanal brasileiro, em 2020; e na Grécia e Califórnia, em 2021. Em 2022, também não faltaram exemplos ruins: novamente na Califórnia (EUA), na Sibéria, em Chernobyl (Ucrânia) e vários países da Europa.

No Brasil, podemos citar o incêndio que atingiu o Parque Nacional de Brasília, afetando aproximadamente 30% de sua área, e os da Amazônia, onde o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais registrou a maior quantidade de focos de calor dos últimos 12 anos.

Situações extremas como essas atingiram vidas humanas, geraram perda de solo fértil, alteraram a qualidade e quantidade de água, bem como aumentaram as emissões de gases de efeito estufa.

É inegável que o medo que o fogo exerce contribui para sua predominante visão negativa. O fogo foi usado indiscriminadamente em guerras, controle e dominação, provocando devastação social e ambiental. O processo de colonização do Brasil iniciou-se em um bioma considerado sensível ao fogo, a Mata Atlântica, no litoral, onde incêndios impactavam bens de consumo e exportação, como lenha, pau-brasil e madeiras de importância naval.

Há, porém, a possibilidade de empregá-lo como uma forma de conservação ambiental embora, claro, seja necessário tomar todo o cuidado e ter certificação de que o uso do fogo é seguro tanto para pessoas quanto para ecossistemas. Dessa forma, não se argumenta em favor de queimadas em qualquer lugar, horário e feitas de qualquer forma, visto que é justamente isso que se busca prevenir por meio do uso do fogo como meio de conservação ambiental.

SILVA, Camila Souza. Et al. Fogo: da catástrofe à conservação ambiental. Ciência hoje. Disponível em: ental ://cienciahoje.org.br/artigo/fogo-da-catastrofe-a-conservacao-ambiental/ Acesso em: 04 nov., 2022.

Associe a segunda coluna, de acordo com a primeira, que relaciona as funções da pontuação com seu emprego no texto "Fogo: da catástrofe à conservação ambiental":
Primeira coluna: função da pontuação
(1) Enumeração
(2) Aposto
(3) Isolamento de conjunção
Segunda coluna: emprego no texto
(__) "Há, porém, a possibilidade de empregá-lo como uma forma de conservação ambiental".
(__) "Podem ser citados os incêndios: em Portugal, em 2017; na Austrália, em 2019 e no ano seguinte; no Pantanal brasileiro, em 2020; e na Grécia e Califórnia, em 2021".
(__) "O manejo do fogo - que, no Brasil, pode estar prestes a ganhar legislação federal própria - deve considerar as necessidades ambientais e sociais".
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
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Q2030688 Português

Leia o conto de Marina Colasanti.

Eu sei, mas não devia.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez paga mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Assinale a alternativa correta.
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Q2027495 Português
O rei da boca-livre


         – Preste atenção naquele homem.

        Tinha pouco mais de 50 anos, altura mediana, atitudes discretas e trajes bem passadinhos. Tipo de pessoa que, mesmo com um guarda-roupa reduzido, não faz feio em reuniões sociais. O referido comia delicadamente um bolinho. Na direita segurava um copo de uísque.

        – Quem é a figura?
       
       – O maior frequentador de coquetéis da cidade. Já investiguei. Ninguém sabe o nome.
   
       – Ora, quem manda os convites deve saber.

       – Nunca foi convidado. Lê a notícia dos coquetéis nos jornais. E numa noite de autógrafos ou vernissage*, quem vai barrar a entrada de prováveis compradores?

        Estávamos na Livraria Teixeira. O homem de identidade misteriosa armazenara outro uísque numa estante. Colocado num lugar em que o garçom teria obrigatoriamente de passar, abastecia-se também de salgadinhos. Não bebia nem comia afobadamente, portando-se como um verdadeiro cavalheiro. Não comprou o livro de lançamento, mas o vi cumprimentar o autor à distância revelando infinita admiração.

      Semanas depois vou a uma exposição de pinturas e quem estava lá, observando as obras de arte? Ele, claro. O interesse artístico não o impedia de beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos.

      Desta vez, a bela festinha era em minha homenagem. Uma entidade cismara de premiar-me pela publicação de um romance. Recebi um objeto pequeno como troféu e um cheque ainda menor. Em compensação, quiseram que eu, diante do fotógrafo, erguesse vitorioso uma taça de champagne. Pose exibicionista demais. Preferível brindando simplesmente com alguém. Qualquer um. Vamos lá? Vamos.

     Tintim. Choque espumante de duas taças. O primeiro tim foi meu. O segundo, olhei atônito. Foi dele, sim dele, o rei da boca-livre! Com um sorriso e uma taça, aproximara-se:

     – Não comprei seu livro porque, imagine, recebi dois de presente.

(Marcos Rey. O coração roubado. Global. Adaptado)



* vernissage: inauguração de uma exposição de arte 
A frase reescrita com base no oitavo parágrafo está corretamente pontuada em:
Alternativas
Q2018429 Português

Texto para o item.




Considerando os aspectos linguísticos e as ideias do texto, julgue o item.


Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso o ponto final empregado após o termo “porta” (linha 15) fosse substituído pelo sinal de ponto e vírgula, feito o devido ajuste de letras maiúsculas e minúsculas no período. 

Alternativas
Q1995942 Português
Atenção: Leia o texto a seguir para responder à questão. 


Renato Mendonça e A influência africana no português do Brasil, um estudo pioneiro de africanias no português brasileiro



   A partir de uma definição da antropóloga Nina Friedemann em “Comunidades negras: refúgios de africanias na Colômbia”, podemos entender africanias como a bagagem cultural submergida no inconsciente iconográfico dos negroafricanos entrados no Brasil em escravidão, que se faz perceptível na língua, na música, na dança, na religião, no modo de ser e de ver o mundo, e que, no decorrer dos séculos, como forma de resistência e de continuidade na opressão, transformou-se e converteu-se em matrizes partícipes da construção de um novo sistema cultural e linguístico que nos identifica como brasileiros.

   São essas matrizes que, na década de 1930, o diplomata, escritor e pesquisador alagoano Renato Firmino Maia de Mendonça (1912 – 1990), em sua monografia sobre A influência africana no português do Brasil, trata de pontuar na formação da modalidade da língua portuguesa no Brasil, em nossas tradições orais e na literatura brasileira.
   
    Em 1933, a 1a edição foi publicada pela Gráfica Sauer com prefácio de Rodolfo Garcia, trazendo o mapa da distribuição do elemento negro no Brasil colonial e imperial. Em 1935, sai a 2a edição pela Companhia Editora Nacional, na Coleção Brasiliana, ilustrada com mapas e fotografias e aumentada em dois capítulos, um esboço histórico sobre o tráfico e um ensaio sobre o negro na literatura brasileira. Também de caráter inovador são os mapas toponímicos com localidades designadas por nomes africanos no Brasil, da autoria do geógrafo Carlos Marie Cantão, que vêm em addendum, ao final do livro. A 3a edição, de 1948, é publicada no Porto pela Figueirinhas. Em 1972 e 1973, a 2a edição é republicada pela Civilização Brasileira.

   Ao lado de Jacques Raimundo, que coincidentemente publicou, pela Renascença, em 1933, O elemento afro-negro na língua portuguesa, a obra de Renato Mendonça é um estudo de referência obrigatória nessa importante área de pesquisa, cuja repercussão científica corresponde a menos do que seu valor real, em razão da tendência de esse conhecimento ser considerado, por linguistas e filólogos, mais como objeto de pesquisa dos africanistas e dos especialistas em estudos “afro-brasileiros” – assim denominados como uma palavra composta de acordo com a grafia consagrada e recomendada pelo recente acordo ortográfico. Neste contexto, separado por um traço de união em lugar simplesmente de se escrever afrobrasileiros, o termo afro, tratado como um prefixo, reflete de maneira subliminar aquela tendência. Destaca-se como se fosse um aparte eventual no processo e não a parte afrobrasileira inscrita em nossa identidade cultural e linguística.

   Dentro desse plano de entendimento, Renato Mendonça coloca e avalia a interferência que aquelas vozes de mais de quatro milhões de negros escravizados, no decorrer de três séculos consecutivos, imprimiram naquela língua portuguesa que eles foram obrigados a falar como segunda língua no Brasil. Ao mesmo tempo, Mendonça enriquece e alarga suas análises baseado em uma bibliografia ainda hoje consistente e de grande valia para os estudos atuais sobre a história e a etnografia africanas e suas línguas, principalmente sobre as que foram faladas no Brasil, as quais ele adequadamente chama de negroafricanas.


(Adaptado de: CASTRO, Yeda Pessoa de. Prefácio − Renato Mendonça e A influência africana no português do Brasil, um estudo pioneiro de
africanias no português brasileiro. In: Mendonça, Renato. A influência africana no Português do Brasil. Brasília: Fundação Alexandre de
Gusmão, 2012, p. 15-16)


Observações:
1. Addendum: adendo, apêndice.
Estão corretas as seguintes alterações propostas para a pontuação de fragmentos do texto:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Quadrix Órgão: CRESS-AP Prova: Quadrix - 2022 - CRESS-AP - Agente Fiscal |
Q1993825 Português

A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item. 


Na linha 44, a exclusão do sinal de ponto e vírgula preservaria os sentidos e a correção gramatical do texto, desde que feito o devido ajuste de minúscula para maiúscula no verbo “era”.  

Alternativas
Q1990531 Português
  Uma organização de trabalho é uma entidade holística, um sistema integrado que se baseia na interação dos indivíduos que dela fazem parte. O desempenho de cada um afeta toda a empresa. Por isso é tão importante para o sucesso da organização que os funcionários não apenas tenham o melhor desempenho possível, mas também ajudem os outros a fazer o mesmo.

  No contexto da inteligência emocional, isso significa ajudar os demais a controlar as emoções, a se comunicar eficazmente, a solucionar seus problemas, resolver conflitos e permanecer motivados.

   Usar a inteligência emocional no ambiente de trabalho é um processo que exige tempo e bastante prática. Temos que aprender certas técnicas; em muitos casos, precisaremos aprender a fazer de outro modo certas coisas que temos feito de determinada maneira há muitos anos (como lidar com a raiva, por exemplo). Precisamos estar cônscios das muitas atividades subconscientes, tais como comportamentos que possam comunicar uma impressão incorreta.

  Não é preciso dizer que ajudar outra pessoa a agir e reagir de modo emocionalmente inteligente é ainda mais difícil, por diversas razões: você está lidando com uma pessoa a quem conhece menos do que a si mesmo; uma pessoa que pode não ter tido a oportunidade de aprender a usar a inteligência emocional. Além disso, há, nessa situação, uma dinâmica adicional: o relacionamento de vocês.

  Embora seja algo extremamente complicado, ajudar as pessoas a se ajudarem é uma das práticas mais gratificantes da inteligência emocional: ajudar uma pessoa a aprender, crescer, ser mais produtiva e desenvolver um relacionamento baseado na confiança e na lealdade – duas qualidades essenciais no mundo profissional.

(Fonte: PROEDU - adaptado.)
No trecho “[...] você está lidando com uma pessoa a quem conhece menos do que a si mesmo; uma pessoa que pode não ter tido a oportunidade de aprender a usar a inteligência emocional.” Nesse trecho, o ponto-e-vírgula foi utilizado para:
Alternativas
Q1965885 Português
Texto para o item.




Rui Barbosa. Osvaldo Cruz: Discurso pronunciado na sessão cívica de 28
de maio de 1917, no Teatro Municipal. Prefácio de Carlos Chagas Filho.
Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1999. p. 60-61.
Quanto aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.

O sinal de ponto e vírgula empregado à linha 17 poderia, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do período em que se encontra, ser substituído por vírgula.  
Alternativas
Q1958472 Português

Texto para o item. 



Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto. 


Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso o ponto final empregado após a forma verbal “fazem” (linha 29) fosse substituído pelo sinal de dois-pontos, feito o devido ajuste de letras iniciais maiúsculas e minúsculas no período. 

Alternativas
Q1923432 Português

Leia atentamente o texto a seguir, extraído de um dos discursos do Barão do Rio Branco, o patrono da diplomacia brasileira, para responder a questão.


“Ser, como fui desde a adolescência e na idade viril, um estudioso do nosso antigo passado militar; ter sido, sempre que pude, em outros tempos, tanto aqui quanto no estrangeiro, um modesto divulgador de feitos gloriosos da nossa gente portuguesa e brasileira de outrora na defesa e dilatação do território do Brasil; prezar constantemente os que se dedicam à carreira das armas, indispensável para a segurança dos direitos e da honra da pátria; tudo isso, meus senhores, não significa que eu tenha sido ou seja um ‘militarista’, como, no ardor das recentes lutas políticas, me acoimaram às vezes de o ser em alguns dos combatentes, mal informados dos meus sentimentos e ações. Também todos os meus atos e afirmações solenes no serviço diplomático, continuando no desempenho das funções que desde alguns anos exerço, protestam contra as tendências belicosas e imperialistas que alguns estrangeiros e nacionais me têm injustamente atribuído. Nunca fui conselheiro ou instigador de armamentos formidáveis, nem da aquisição de máquinas de guerra colossais. Limitei-me a lembrar, como tantos outros compatriotas, a necessidade de, após vinte anos de descuido, tratarmos seriamente de reorganizar a defesa nacional seguindo o exemplo de alguns países vizinhos, os quais em pouco tempo haviam conseguido aparelhar-se com elementos de defesa e ataque muito superiores aos nossos”.

Nas primeiras frases do texto, é utilizada algumas vezes a pontuação denominada ponto e vírgula. Em relação à essa pontuação, marque a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q1921345 Português

TEXTO 3

HOME OFFICE


        A grande mudança trazida pela Covid-19 foi a implantação do home office pelas empresas. Com o isolamento para conter a propagação da doença, o trabalho remoto foi a saída encontrada para continuar as atividades, pelo menos para aqueles profissionais cujo emprego não exige presença física em um local específico. Essa medida adiantou uma prática que vinha sendo implantada de forma gradual antes da pandemia por algumas empresas, limitada a alguns dias da semana.

        O Twitter, por exemplo, informou em maio que os funcionários poderiam trabalhar em casa para sempre, caso preferissem. A exceção ficaria por conta daqueles profissionais que não conseguem desempenhar o trabalho a distância, como a equipe de manutenção nos servidores.

        No entanto, essa mudança na forma de trabalhar traz desafios como continuar produtivo sem a supervisão direta do chefe ou perto dele, mantendo o mesmo número de horas trabalhadas; aumento de gastos com água, luz, internet e mobiliário adequado em casa; capacidade de manter a comunicação de forma virtual com o distanciamento físico de chefes e colegas; além do equilíbrio do trabalho em casa com a vida pessoal.

        O economista Thomas Coutrot, cujas pesquisas são focadas no impacto da globalização no mercado de trabalho, é cético quanto ao futuro do trabalho a distância. “Talvez as pessoas se deem conta de que o trabalho remoto não tem nada a ver com o paraíso com que elas sonhavam, de conciliação entre a vida profissional e a pessoal. Trabalho remoto é difícil: é uma pressão, um isolamento, uma dificuldade de comunicação e cooperação com os colegas. É uma situação bastante precária”, opina.

        Ele observa que, em poucas semanas, as empresas já constatam o aparecimento de problemas de saúde física e mental dos funcionários que estão em casa devido à pandemia – um problema que só tende a aumentar.

        “O controle do empregador é ainda mais acirrado quando os empregados estão a distância. O trabalhador fica conectado em tempo integral, no sistema da empresa. Os chefes podem saber o que cada um está fazendo em tempo real”, frisa.

        “Além disso, é uma situação que limita a autonomia, a criatividade, a possibilidade de tomar um tempo para conversar com os colegas sobre assuntos não diretamente ligados ao trabalho, mas que propiciam novas ideias e soluções.”


https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/2020/06/19/pandemia-, adiantou-mudancas-no-mundo-do-trabalho. Acesso em 28/04/2022. 

Sobre Pontuação, observe o fragmento de texto abaixo:


“Além disso, é uma situação que limita a autonomia, a criatividade, a possibilidade de tomar um tempo para conversar com os colegas sobre assuntos não diretamente ligados ao trabalho, mas que propiciam novas ideias e soluções.”


Sobre esse fragmento, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q1909103 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação NÃO se apresenta correta:
Alternativas
Respostas
121: B
122: B
123: X
124: E
125: C
126: D
127: C
128: D
129: B
130: D
131: E
132: C
133: B
134: C
135: C
136: C
137: C
138: C
139: E
140: C