Questões de Concurso
Sobre uso do ponto, do ponto de exclamação e do ponto de interrogação em português
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Se consultar a razão digo que amo Beatriz Não Helena cuja bondade ser humano não teria Não aspiro à mão de Laura que não tem pouca beldade (Texto adaptado)
Observe o texto a seguir.
“Sem alegria nem cuidado__nosso pai encalçou o chapéu e decidiu um adeus para a gente__ Nem falou outras palavras__não pegou matula nem trouxa__não fez a alguma recomendação__”
(Guimarães Rosa)
Os sinais de pontuação que preenchem corretamente as
lacunas do texto são, respectivamente,
Observe o texto a seguir.
“Sem alegria nem cuidado__nosso pai encalçou o chapéu e decidiu um adeus para a gente__ Nem falou outras palavras__não pegou matula nem trouxa__não fez a alguma recomendação__”
(Guimarães Rosa)
Os sinais de pontuação que preenchem corretamente as
lacunas do texto são, respectivamente,
Sem alegria nem cuidado__nosso pai encalçou o chapéu
e decidiu um adeus para a gente__ Nem falou outras
palavras__não pegou matula nem trouxa__não fez a
alguma recomendação__”
1. A crônica no Brasil teve alguns autores de grande qualidade literária que também chegaram ao sucesso popular. João do Rio, Rubem Braga e Nelso Rodrigues logo vêm à mente. Depois deles, o grande cronista famoso do país é, claro, Luis Fernando Verissimo. Ele tem grande percepção para o comportamento social e suas mudanças e semelhanças no passar do tempo, revelando mais sobre a atual classe média brasileira em seus textos do que todos os ficcionistas vivos do país, somados. Seu intimismo não é nostálgico, é reflexivo; ele não precisa rir para que se perceba que está contando uma piada; e jamais deixa de dar sua opinião. Sobre suas influências, métodos e assuntos, ele fala na entrevista a seguir.
2. Ivan Lessa diz que a crônica no Brasil tem uma tradição rica porque “somos bons no pinguepongue”. Você concorda? E por que somos bons no pinguepongue? Lessa diz que é porque “gostamos de falar de nós mesmos, contar a vida (íntima) para os outros... – Acho que a crônica pegou no Brasil pelo acidente de aparecerem bons cronistas, como o Rubem Braga, que conquistaram o público. Não existem tantos cronistas porque existia uma misteriosa predisposição no público pela crônica, acho que foram os bons cronistas que criaram o mercado.
3. Você, na verdade, talvez seja o menos “confessional” dos cronistas brasileiros. Difícil vê-lo relatar que foi a tal lugar, com tal pessoa, num dia chuvoso etc. e tal. Por quê? – De certa maneira, o cronista é sempre seu assunto. A crônica não é lugar para objetividade, todos escrevem de acordo com seus preconceitos. Ser mais pessoal, mais coloquial, depende do estilo de cada um. Mas a gente está se confessando sempre.
4. Há uma mescla de artigo e crônica nos seus textos, como se você estivesse interessado nas ideias, na reflexão sobre o comportamento humano, e ao mesmo tempo desconfiasse profundamente de generalizações e filosofices. Você é um pensador que “croniqueia” ou um cronista que filosofa? – Prefiro pensar que sou um cronista que às vezes tem teses, mas nunca vai buscá-las muito fundo. O negócio é pensar sobre as coisas, e tentar pensar bem, mas nunca esquecer que nada vai ficar gravado em pedra, ou fazer muita diferença.
5. Você diz que o século XX foi o das “boas intenções derrotadas”. Também foi o século de Frank Sinatra, de Pelé... E o século das listas de melhores do século. Você faria uma lista das dez boas intenções vencedoras? – Este foi o século em que as melhores ideias foram derrotadas. Eu só livraria a escada rolante e o controle remoto.
(Adaptado de: PIZA, Daniel. Entrevista com Luís Fernando Verissimo. São Paulo: Contexto, São Paulo, 2004, ed. digital.)
As frases abaixo referem-se à pontuação do texto.
I. Em ... chegaram ao sucesso popular. João do Rio, Rubem Braga... (1° parágrafo), o ponto final pode ser substituído por dois-pontos, uma vez que se elencam exemplos do que foi dito anteriormente.
II. Em Sobre suas influências, métodos e assuntos, ele fala na entrevista a seguir (1° parágrafo), as vírgulas podem ser substituídas por travessões, uma vez que isolam um aposto.
III. Com as devidas alterações, o ponto final em ...depende do estilo de cada um. Mas a gente está se confessando sempre (3° parágrafo) pode ser substituído por vírgula, sem prejuízo para o sentido e a correção.
Está correto o que consta APENAS de
Texto para responder à questão.
Memórias de um aprendiz de escritor
Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi - e acho mesmo que não aprendi, a gente nunca para de aprender não foi por falta de prática. Porque comecei muito cedo. Na verdade, todas as minhas recordações estão ligadas a isso, a ouvir e contar histórias. Não só as histórias dos personagens que me encantaram, o SaciPererê, o Negrinho do Pastoreio, a Cuca, Hércules, Tarzan, os piratas. Mas também as minhas próprias histórias, as histórias de meus personagens, essas criaturas reais ou imaginárias, com quem convivi desde a infância.
“Na verdade”, eu escrevi ali em cima. Verdade é uma palavra muito relativa para um escritor de ficção. O que é verdade, o que é imaginação? No colégio onde fiz o segundo grau, havia um rapaz que tinha fama de mentiroso. Fama, não; ele era mentiroso. Todo mundo sabia que ele era mentiroso. Todo mundo, menos ele.
Certa vez, o rádio deu uma notícia alarmante: um avião em dificuldades sobrevoava Porto Alegre. Podia cair a qualquer momento. Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados; e conversávamos sobre o assunto, quando apareceu ele, o Mentiroso. Pálido:
— Vocês nem podem imaginar!
Uma pausa dramática, e logo em seguida:
— Sabem esse avião que estava em perigo? Caiu perto da minha casa. Escapamos por pouco. Gente, que coisa horrível!
E começou a descrever o avião incendiando,o piloto gritava por socorro ... Uma cena impressionante. Aí veio um colega correndo, com a notícia: o avião acabara de aterrissar, são e salvo. Todo mundo começou a rir. Todo mundo, menos o Mentiroso:
— Não pode ser! - repetia incrédulo, irritado. — Eu vi o avião cair!
Agora, quando lembro este fato, concluo que não estava mentindo. Ele vira, realmente, o avião cair. Com os olhos da imaginação, decerto; mas para ele o avião tinha caído, e tinha incendiado, e tudo o mais. E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista. Tudo que precisava, naquele momento, eram um lápis e um papel. Se tivesse escrito o que dizia, seria um escritor; como não escrevera, tratava-se de um mentiroso. Uma questão de nomes, de palavras.
SCLIAR, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Ed. Nacional, 1984.
Texto para as questão.

Internet: <www.noticiasterra.com> (com adaptações).

( ) Na linha 13, o ponto final poderia ser substituído por vírgula, com as devidas adequações, sem acarretar prejuízo à semântica e à sintaxe da frase. ( ) Para haver pontuação correta no período das linhas 15 e 16, faz-se necessário o emprego de uma vírgula após a palavra ‘menos’, separando a oração subordinada reduzida adverbial temporal. ( ) Na linha 41, se colocássemos uma vírgula após ‘estudiosos’, não acarretaria mudanças no período.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Texto adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/computador-preve-os-proximos-acusados-de-corrupcao-no-brasil/
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

SALES, Herberto. O automóvel. In: Os melhores contos de Herberto Sales.
Seleção de Judith Grossmann. 2. ed. São Paulo: Global, 1999. p. 23.
Para a limpeza de alimentos e utensílios de cozinha; é recomendável, usar uma colher de água sanitária. Ou hipoclorito de sódio para cada litro de água.
Observe com atenção a tirinha da chargista Clara Gomes abaixo e responda a questão seguir.


