Questões de Concurso Sobre uso do ponto, do ponto de exclamação e do ponto de interrogação em português

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Q1247941 Português

Leia o texto para responder a questão.


   A advogada que deixou a carreira para virar professora e emocionou as redes ao ganhar chá de bebê dos alunos Por Vinícius Lemos


    Na tarde do dia 27 de novembro, a professora Natália Garcia Leão, de 33 anos, encontrou os alunos da sua turma reunidos em uma sala. Grávida de cinco meses, ela se emocionou ao descobrir que as crianças haviam preparado um chá de bebê em sua homenagem.

    Para a docente, a surpresa representou a certeza de que fez a coisa certa ao trocar a advocacia pelas salas de aula do ensino fundamental.

    A carreira como advogada estava consolidada quando ela percebeu que precisava repensar o futuro. "Eu não era uma pessoa feliz e isso me deixava angustiada. Sempre ia trabalhar desmotivada", diz.

    Aos 28 anos, ela visitou a escola particular onde estudou do maternal ao ensino médio, em Rondonópolis, Mato Grosso - cidade em que nasceu e onde mora até hoje - e se redescobriu. "Quando entrei no setor da educação infantil, as crianças estavam sentadas em círculos. Fiquei olhando para elas e pensei: 'quero muito trabalhar aqui'", relata à BBC News Brasil.

    Meses depois, ela ingressou no curso de pedagogia. Hoje, formada e trabalhando na escola, está realizada. "Parece que tirei um peso das costas depois que descobri que o Direito não era para mim. Agora me vejo como professora de ensino fundamental", declara.

    Para completar a felicidade, descobriu, em meados deste ano, que está grávida do primeiro filho. O chá de bebê surpresa, no fim do mês passado, é considerado pela professora como um dos momentos mais importantes que viveu durante o ainda curto período na nova carreira. "Foi uma emoção sem tamanho", comenta.

    De advogada a professora

   No fim do ensino médio, Natália decidiu cursar Direito. "Nunca foi o meu sonho, mas era um dos poucos cursos que havia em Rondonópolis e não queria ir para outra cidade", explica.

    Na metade do curso, descobriu que não gostava da área. "Mas concluí a faculdade, porque era particular e meu pai já havia investido dinheiro", conta. Logo que concluiu Direito, aos 22 anos, fez exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "Não acreditava que fosse passar. Mas fui aprovada. Então, não tive outra opção e segui na área."

    Quando tinha pouco mais de cinco anos como advogada, Natália se sentiu ainda mais desmotivada e buscou alternativas para a carreira. A docente voltou a estudar para se preparar para concursos. "Foi o período mais longo da minha vida, porque não queria fazer aquilo, mas não tinha outra opção", revela.

    Certa vez, quando Natália ainda se dedicava aos concursos, uma prima dela, que passou a infância em Rondonópolis e havia se mudado para Uberlândia (MG), foi visitar a família na cidade mato-grossense. A parente quis ir ao lugar em que elas estudaram na infância e Natália a acompanhou. "Fiquei feliz em poder visitar a escola. Sempre guardei muitas boas lembranças de lá", comenta Natália.

    Para a advogada, o momento mais especial da visita à escola foi ver as crianças reunidas. "Senti uma energia diferente. Sempre gostei muito de crianças, mas não tinha noção de que gostava tanto assim."

    Em seguida, Natália conversou com a diretora da unidade de ensino. "Disse a ela que me deu muita vontade de trabalhar na escola. Ela estranhou, porque sabia que eu era advogada, mas me aconselhou a cursar Pedagogia para trabalhar ali." Dias depois, ela fez vestibular para uma universidade particular de Rondonópolis e no semestre seguinte começou o curso.

    A carreira como docente

    No início do curso, Natália, na época com 28 anos, temia não se adaptar. "Foi muito assustador, porque foi uma mudança radical", comenta. Mesmo com a insegurança, ela relata que tinha a certeza de que estava em um bom caminho. "Estava certa de que valeria a pena."

    Nos primeiros meses da faculdade, começou a ser chamada para trabalhar como auxiliar de professora na escola em que estudou quando era mais nova.

    "Quando alguma auxiliar faltava, me ligavam para ser a substituta. Sempre que me chamavam, eu ia muito feliz para trabalhar com as crianças. Fiquei encantada, porque era algo completamente diferente pra mim", diz.

    Cerca de um ano depois de ingressar na universidade, Natália foi contratada como auxiliar na escola em que estudou. No início deste ano, após concluir o curso de Pedagogia em 2017, a unidade de ensino contratou Natália como professora.

    Ela tornou-se responsável pela turma do segundo ano do ensino fundamental. Os 22 alunos têm entre sete e oito anos.

    O chá de bebê

    A professora comenta que teve uma boa relação com a turma desde o primeiro dia de aula. Em razão disso, pouco depois de descobrir a primeira gestação, contou aos estudantes sobre o fato. "Depois, sempre levava os ultrassons para que eles pudessem ver", diz.

    Casada há três anos, Natália e o marido queriam ter filhos desde o início do relacionamento. Ela não engravidou antes porque queria concluir o curso de Pedagogia. "Neste ano, começamos a planejar certinho. Está sendo muito desafiador. É um amor muito diferente."

    Segundo a professora, as crianças passaram a ser mais cuidadosas com ela depois que souberam da gestação. "Eles não me deixavam abaixar. Se caía algo no chão, eles mesmos pegavam. Além disso, pararam de levar doces para mim e começaram a levar somente frutas, porque falavam que eu só poderia comer coisas saudáveis."

    Para homenagear a docente, em um dos últimos dias de aula, as mães das crianças se uniram, por meio de um grupo de WhatsApp, e organizaram um chá de bebê surpresa. Uma das responsáveis por organizar a homenagem, a zootecnista Mirelli Forgiarini, mãe de um dos alunos, comenta que o evento foi organizado com ajuda da escola.

    "Os alunos sempre levam lanches individuais para comer no recreio e pedem para que os professores guardem. Nesse dia, para disfarçarmos, dissemos para a Natália que eles levariam salgadinhos, como se fosse um lanche coletivo de despedida, e por isso as coisas ficariam guardadas na secretaria", comenta Mirelli.

    A professora conta que não desconfiava da festa surpresa dos alunos. "Quando soube do lanche coletivo, já estava a caminho da escola e fiquei preocupada, porque não havia me organizado para levar nada", comenta Natália.

    No intervalo da aula, a coordenadora da escola chamou a professora e os alunos. Ao chegar à sala onde havia sido preparada a surpresa, a professora não conteve a emoção. "Comecei a chorar quando vi que era um chá de bebê. Me emocionei ainda mais quando as crianças colocaram as mãos em direção à minha barriga e começaram a fazer uma oração."

    Em seguida, os pequenos deram os presentes para Natália. Eles também entregaram desenhos em homenagem a ela e ao filho. As mães dos alunos acompanharam a comemoração por meio do WhatsApp. "A coordenadora nos enviou as fotos de tudo o que estava acontecendo", conta Mirelli.

    A homenagem para a professora foi um dos últimos eventos do ano letivo da turma. Em 2019, Natália não deve continuar como professora fixa de nenhuma turma, em razão da licença-maternidade, que deverá começar em março.

    Mesmo não sendo mais a professora dos alunos que a homenagearam, ela pretende continuar com a relação de proximidade com os pequenos. "Irei encontrá-los sempre, porque estaremos na mesma escola. Eles me fizeram prometer que vou levar meu filho para que possam conhecer. Queriam que eu o levasse no dia do nascimento, mas expliquei que não poderá ser tão rápido assim."

    Para Natália, a surpresa das crianças trouxe a certeza de que estava certa ao mudar de carreira. Ela mantém a inscrição na OAB, "por pura precaução", como define, mas não quer voltar a advogar. "Não me vejo mais como advogada. Nunca foi a minha área. Tanto é que não consigo mais usar ternos, nem roupas sociais."

    Como professora, a remuneração é menor. O fato, porém, não a desestimula. "Eu ganhava mais, mas era infeliz. Para o meu futuro, me vejo continuando como professora de crianças. Estou muito feliz assim. Há dificuldades, como a falta de valorização da nossa profissão, mas nada disso me faz querer desistir."

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/salasocial-46595161

  

Um ponto final indica o fim de
Alternativas
Ano: 2019 Banca: OBJETIVA Órgão: Prefeitura de Jaú - SP
Q1228324 Português
Quanto à pontuação, analisar os itens abaixo:
I. Ah! Que pena! Sempre gostei dele.
II. Correu, correu, correu e caiu.
Alternativas
Q1214737 Português
O consumo como forma de afeto

     Um ponto comum nas divergentes opiniões de pais sobre os jovens é a crítica ao consumismo exacerbado. Como entender esse comportamento à luz do que ocorreu com a sociedade brasileira nas últimas décadas? Para começar, há um encolhimento da família tradicional. Pais têm um ou dois filhos, muitas vezes criados por apenas um deles, já que quase 25% dos casamentos acabam antes dos dez anos. Mães e pais saem desde cedo de casa para trabalhar. E, encerrada a licença-maternidade, boa parte das mulheres (quase 70% delas trabalham fora de casa hoje) retoma sua lide diária de deslocamentos e dias extenuantes em escritórios, lojas e fábricas. Os pais continuam correndo atrás do pão nosso de cada dia.
     Culpados pela sensação de que estão longe dos filhos, eles tentam, muitas vezes, compensar a distância com presentes. Não é à toa que, em pouco tempo, o quarto dos pequenos está abarrotado de brinquedos, bonecas, joguinhos e tudo o mais que estiver ao alcance do cartão de crédito. Os pequenos percebem logo cedo que a birra, o choro, a reclamação e o protesto são boa moeda de troca na hora de conseguir o que querem. Pais com dificuldade de dizer “não” e filhos ávidos em ganhar resultam em jovens que consomem.
     Nossa sociedade também forneceu o molde para que essas transformações ocorressem. O valor do indivíduo passou a ser medido, numa escala maior do que outras, por aquilo que ele tem. O mérito da pessoa é avaliado hoje de uma maneira muito superficial, por aquilo que pode ser mostrado. E o consumo é moeda forte nesse mercado.   
       Para além do bom ou do ruim, o fenômeno é um reflexo dos tempos que vivemos. Mas é importante lembrar que existem outras possibilidades e valores que podem ser trabalhados com os filhos. Senão, corremos o risco de criar adultos insuportáveis. As escolhas profissionais, pessoais, amorosas podem vir influenciadas exclusivamente por esse viés consumista e individualista. A vida emocional pode ficar ainda mais solitária, pragmática e chata. Esse futuro é seu sonho de consumo?

(Jairo Bouer. Revista Época. 2012. Com adaptações.)
No trecho “Como entender esse comportamento à luz do que ocorreu com a sociedade brasileira nas últimas décadas?” (1º§), o ponto de interrogação tem como finalidade:
Alternativas
Q1204060 Português

Danilo España – Revista Exame – 16/01/2019 – Disponível em https://exame.abril.com.br/ - Adaptação)

Considerando o emprego dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:


I. Na linha 01, o emprego do ponto de interrogação indica uma pergunta direta, que inclui o leitor como interlocutor do autor do texto.

II. Na linha 08, o emprego da vírgula deve-se à separação de uma oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo e de uma oração principal.

III. Na linha 14, o emprego dos dois pontos indica a reprodução de falas em diálogo em discurso direto.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1176777 Português





Durval Muniz de Albuquerque Júnior. De amadores a desapaixonados: eruditos e intelectuais como distintas figuras de sujeito do conhecimento no Ocidente contemporâneo. In: Trajetos. Revista de História da UFC, v. 3, n.º 6, 2005, p. 55. 
Internet: <www.revistatrajetos.ufc.br> (com adaptações).

Julgue o item no que se refere às estruturas linguístico‐gramaticais do texto.



Na linha 1, o sinal de ponto e vírgula pode ser substituído por ponto continuativo, desde que a forma “ele” seja escrita com inicial maiúscula.

Alternativas
Q1172747 Português

(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/23/economia/1550946892_712943.html - Texto adaptado para esta prova)

Analise as seguintes assertivas a respeito da pontuação do texto:

I. Se a vírgula da linha 08 fosse excluída, não haveria qualquer tipo de mudança na frase.
II. O ponto final da linha 10 pode ser substituído por uma vírgula sem acarretar problemas na frase, desconsiderando necessidade de maiúsculas ou minúsculas.
III. A vírgula da linha 11 (2ª ocorrência) marca um aposto.
IV. O ponto final da linha 21 (2ª ocorrência) pode ser substituído por dois-pontos sem acarretar erro.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q1168978 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão. 



Analise as asserções abaixo, com relação à explicação sobre o emprego da pontuação, avaliando-as como Verdadeira (V) ou Falsa (F).


( ) “A cantora, que está em um momento de destaque da carreira, se apresentou por volta das 21h30...” – uso inadequado das vírgulas.

( ) “Muita coisa boa acontecendo ao mesmo tempo”, diz IZA– uso inadequado da vírgula.

( ) “Mesmo com pouco tempo, a cantora respondeu a perguntas sobre o atual momento da carreira...” – uso adequado da vírgula.

( ) “É um sonho, né?” – uso inadequado da interrogação.

( ) “Mas eu tô vivendo um sonho.” – uso adequado do ponto final.


Marque a alternativa que contém a sequência CORRETAde preenchimento dos parênteses.

Alternativas
Q1168976 Português

Leia o trecho abaixo e em seguida responda ao que se pede.


Enfrentando fila em frente a uma agência de emprego no Rio de Janeiro ____ Thaysa dos Santos se diz disposta a aceitar qualquer oferta de emprego ____Como os mais de 13 milhões de desempregados no país ____ ela não pode se dar ao luxo de ser exigente ____

(Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/06/sem-poder-escolher-desempregados-aceitam-qualquer-trabalho-no-brasil.shtml. Data da consulta 30/06/19)


Em sequência a pontuação que completa CORRETAMENTE essas lacunas são:

Alternativas
Q1166538 Português

Analise as asserções abaixo, com relação à explicação sobre o emprego da pontuação, avaliando-as como Verdadeira (V) ou Falsa (F).


( ) “A cantora, que está em um momento de destaque da carreira, se apresentou por volta das 21h30...” – uso inadequado das vírgulas.

( ) “Muita coisa boa acontecendo ao mesmo tempo”, diz IZA– uso inadequado da vírgula.

( ) “Mesmo com pouco tempo, a cantora respondeu a perguntas sobre o atual momento da carreira...” – uso adequado da vírgula.

( ) “É um sonho, né?” – uso inadequado da interrogação.

( ) “Mas eu tô vivendo um sonho.” – uso adequado do ponto final.


Marque a alternativa que contém a sequência CORRETAde preenchimento dos parênteses.

Alternativas
Q1158063 Português

TEXTO III


1943 – Região do Jalapão


    A primeira campanha do Programa Goiás Bahia teve como objetivos o reconhecimento geográfico da região onde se encontra a Lagoa do Veredão; a determinação do divisor de águas entre as Bacias dos Rios São Francisco e Tocantins; o estudo da Bacia Hidrográfica do Rio Preto; o levantamento de coordenadas geográficas, topográfico e de altitudes; e os estudos de Geomorfologia e de Geografia. No artigo publicado na Revista Brasileira de Geografia, v. 5, n. 4, p. 574-622, out./dez. 1943, o chefe da expedição, Gilvandro Simas Pereira, expõe como foi projetada, organizada e conduzida a expedição ao Jalapão, região do Brasil Central ainda pouco conhecida. Ao descrever tudo que observou, o autor revela também as dificuldades encontradas e os sacrifícios dos expedicionários no cumprimento do programa que foi feito no curto prazo de cinco meses, atravessando sempre zonas semidesertas, onde todos os recursos eram difíceis ou impossíveis de se obter.

Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101574.pdf>. Acesso em: 25 jun. 2019.

Assinale a alternativa que analisa corretamente o uso e a função dos sinais de pontuação utilizados no Texto III.
Alternativas
Q1155435 Português

Texto para o item.


    

A respeito do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso se substituísse o ponto final empregado após o termo “erros” (linha 27) por vírgula, feito o devido ajuste de maiúscula/minúscula no período.

Alternativas
Q1147536 Português
Observe a imagem a seguir.

Imagem associada para resolução da questão (Disponível em: https://www.geekfail.net/2016/07/sabe-guardar-arquivos-na-nuvem.html. Acesso em: 19/10/2019.)
Na imagem, o ponto de interrogação ( ? ) foi utilizado para:
Alternativas
Q1147503 Português
A violência doméstica não é assunto privado


        Imagine que você vá a um chá de bebê em que haja trinta mulheres. Agora suponha que dez das convidadas tenham sido ou serão vítimas de violência por parte dos parceiros.
      Parece absurdo? Pois, segundo pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e divulgada em uma série de estudos pela revista médica The Lancet, um terço das mulheres sofre esse tipo de violência no mundo todo.
        A pesquisa aponta ainda que de 100 a 140 milhões de mulheres e meninas foram vítimas de mutilações genitais que incluem a remoção parcial ou total da genitália externa feminina, prática comum em alguns países, principalmente da África e da Ásia. Setenta milhões de meninas se casaram antes dos 18 anos, a maioria contra sua vontade, em várias regiões do mundo.
        A violência contra mulheres e meninas não é realidade apenas dos países pobres. Também faz parte do dia a dia de países ricos e é tolerada, em níveis diferentes, no mundo.
       Apesar de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter reivindicado maior investimento dos países visando a reduzir a discriminação de gênero, a violência contra a mulher é tão comum que se tornou questão de saúde pública.
      Os motivos que levam a ela são vários, entre eles: práticas machistas que fazem com que homens considerem a mulher sua propriedade, acesso restrito das mulheres à saúde e educação, baixo índice de participação feminina na política, estruturas discriminatórias de políticas e instituições.
       Mas será impossível reduzir os altos índices de violência de gênero ou teremos de aceitá-los e conviver com eles, como vimos fazendo?
     A primeira medida a ser adotada pelos países, segundo os pesquisadores, é reconhecer como prioridade a necessidade de combater a violência contra mulheres e meninas e assumir que ela impede o desenvolvimento das sociedades em todos os âmbitos. Para isso, é necessário o investimento de recursos financeiros em intervenções e programas eficazes no combate e na prevenção da violência.
     É  importante, também, mudar as leis e políticas que ajudam a perpetuar a violência. O modo como sociedades do mundo todo, amparadas em leis perversas, aceitam esse tipo de violência é deplorável. São necessárias políticas de intervenção nas áreas da saúde, educação e segurança para evitar a violência e, quando isso não for possível, acolher a mulher de fato.
      Hoje, no Brasil, sabemos que há diversos problemas no acolhimento à vítima de violência de gênero, apesar dos avanços em políticas e leis relacionadas à violência contra a mulher.
     A violência contra a mulher não é um problema privado que deve ser resolvido em casa e empurrado para debaixo do tapete da sala. É preciso denunciá-la, pois somos todos responsáveis por ela.

(Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/para-as
mulheres/a-violencia-domestica-nao-e-assunto-privado/. Acesso
em: 21/10/2019. Com adaptações.)
No trecho “Mas será impossível reduzir os altos índices de violência de gênero ou teremos de aceitá-los e conviver com eles, como vimos fazendo?” (7º§), o ponto de interrogação foi empregado para:
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Q1145511 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder a questão.


Furto de flor


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. 
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer. 
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me. 
— Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim! 

ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.

Releia este trecho.

“— Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!” 


O uso do ponto de exclamação nesse trecho exprime

Alternativas
Q1144184 Português

 

(Bob Thaves. Frank & Ernest. O Estado de S.Paulo, 02.07.2019.                                                                        https://cultura.estadao.com.br. Adaptado)

No que se refere à pontuação, a frase escrita em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa é:
Alternativas
Q1142325 Português
Leia o texto para responder à questão.

A sociedade que queremos começa nas escolas.
Você não acha?

        O que violência, democracia e educação têm a ver umas com as outras? Tudo! A maneira como enxergamos o problema da violência em nossas casas, escolas, ruas e até mesmo a violência empregada pelo Estado tem tudo a ver com democracia, isto é, quanto mais amedrontados, expostos e sem confiança nas instituições estamos, mais nos sentimos impelidos a buscar justiça a qualquer custo, acreditando em teorias que trocam liberdade por segurança. Do mesmo modo, quanto menos esperança temos no debate democrático, mais propensos à violência estamos.
       Uma educação comprometida com a pluralidade é um instrumento democrático por excelência. Veja bem: não estamos falando de qualquer educação, mas sim de um ensino comprometido com a qualidade (todo mundo tem de aprender e bem) e com valores democráticos (todo mundo tem de respeitar uns aos outros). Uma educação que ensina as crianças desde pequenas a dialogar, ao mesmo tempo em que lhes garante aprendizagem, é o coração de uma nação crítica, de instituições fortes e valorização da diversidade.

(Pricilla Kesley. Todos pela Educação. 03.07.2018.
https://blogs.oglobo.globo.com. Adaptado)
O sinal de exclamação em – Tudo! (1º parágrafo) – imprime à afirmação um tom
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Q1119340 Português
Texto para as questões de 04 a 10

Não haverá paz neste planeta enquanto os direitos humanos forem violados em alguma parte do mundo

O jurista francês René Cassin não queria proteger um ou outro grupo específico de pessoas quando disse: “Não haverá paz neste planeta enquanto os direitos humanos forem violados em alguma parte do mundo”. Um dos autores do texto da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, o ganhador do Nobel da Paz de 1968 incluiu todos os homo sapiens naquela frase célebre.
Morto em 1976, aos 88 anos, Cassin seria uma ótima pessoa para invocar diante de compreensões equivocadas sobre a expressão “direitos humanos”, quase 70 anos depois da adoção do texto pela comunidade internacional.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) afirma que os direitos humanos “são um pré-requisito para uma sociedade pacífica”. Mas a mesma mensagem alerta para desafios no caminho dessa paz, como a desigualdade social, os conflitos gerados pelas mudanças climáticas e as visões extremistas que se espalham pelo mundo.
Segundo o coordenador do Setor de Ciências Naturais e Sociais da Unesco no Brasil, Fabio Eon, os direitos humanos estão sendo alvo de uma onda conservadora que trata a expressão como algo politizado.
— Existe hoje uma tendência a enxergar direitos humanos como algo ideológico, o que é um equívoco. Os direitos humanos não são algo da esquerda ou da direita. São de todos, independentemente de onde você nasceu ou da sua classe social. É importante enfatizar isso para frear essa onda conservadora — ressalta Eon, que sugere um remédio para o problema: — Precisamos promover uma cultura de direitos humanos.
Pouca gente conhece os artigos do texto. O tema poderia, por exemplo, estar dentro das escolas como um assunto transversal. Precisamos romper com esse ranço, essa mentalidade machista e retrógrada que age pela violação dos direitos humanos.
Dados divulgados em outubro de 2018 mostram a falta de entendimento sobre o assunto. De acordo com a pesquisa Pulso Brasil, do Instituto Ipsos, seis em cada dez brasileiros se dizem “a favor” dos direitos humanos. Mas, ao mesmo tempo, 63% dos entrevistados acham que os “direitos humanos defendem mais os bandidos que as vítimas”. A percepção chega a 79% na região Norte do Brasil. E alcança 76% entre as pessoas com ensino superior. Além disso, uma em cada cinco pessoas se declarou contra a própria existência dos direitos humanos.
Ainda de acordo com a pesquisa, 43% dos brasileiros evitam falar sobre o assunto com outras pessoas, com medo de serem vistas como alguém que defende bandidos.
Para o pesquisador Cézar Muñoz, da organização Humans Rights Watch no Brasil, a promoção dos direitos humanos gerou uma série de avanços na sociedade. Mas ele também vê com preocupação a deturpação de sentido que ocorre no Brasil.
— A percepção no país está distorcida por causa das pessoas que acham que os direitos humanos só protegem as minorias. Organizações como a nossa se dedicam a monitorar violações dos direitos humanos, o que ocorre frequentemente contra as minorias. Mas o último relatório que escrevi foi sobre violência doméstica, um problema que não afeta um grupo pequeno de pessoas. É generalizado, ocorre em todas as regiões do país — afirma o pesquisador.
Adotada na terceira sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948, ainda sob o trauma da Segunda Guerra Mundial, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é composta por 30 artigos que expressam garantias individuais que devem ser usufruídas por todas pessoas, como o direito à vida, à liberdade e à segurança.
Embora não seja vinculante, o documento serviu de inspiração para diferentes constituições federais e também embasou reações da comunidade internacional diante de violações de direitos humanos no mundo, como durante a guerra civil que eclodiu na Bósnia e Herzegovina, em 1992, o genocídio étnico ocorrido em Ruanda, em 1994, e os conflitos que assolam o Sudão do Sul, desde 2013, gerando desabrigados, fome e mortes.
A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, disse que a declaração afirma os valores que devem guiar as democracias. “Vamos nos unir para assegurar que a promessa de paz e justiça apoiada pela democracia seja cumprida”.

Fonte: com informações do *O Globo. FONTE: https://www.revistaprosaversoearte.com/nao-havera-paz-neste-planetaenquanto-os-direitos-humanos-forem-violados-em-alguma-parte-do-mundo/
Em “a declaração afirma os valores que devem guiar as democracias”, a ausência da vírgula antes do termo em destaque:
Alternativas
Q1118831 Português
Avalie as justificativas abaixo para o uso de sinais de pontuação no texto:
I. O ponto de interrogação da linha 04 foi utilizado para atribuir uma entonação interrogativa, chamada de referencial. II. As vírgulas entre as linhas 06 e 07 justificam-se pela mesma regra. III. Se a frase que inicia na linha 16 – “Como afirmou...” – fosse reescrita e começasse por “Mario Vargas Llosa afirmou quando recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 2010...” não haveria a necessidade de uso das aspas. IV. Na linha 23, a expressão ‘por exemplo’ prescinde do uso das vírgulas que a separam no período.
Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: MGS Prova: IBFC - 2019 - MGS - Jardineiro |
Q1113326 Português

[...] Quando entreguei o troco à minha mãe, ela se espantou: - Ele cobrou três francos? ... Não é possível! [...]


O trecho foi retirado da história, “Meu tio Jules”, de Guy de MAUPASSANT, nele foram utilizados alguns sinais de pontuação. De acordo com o texto, assinale a alternativa que justifica o uso correto dos sinais de interrogação e exclamação, respectivamente.

Alternativas
Q1098585 Português

Analise o texto a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Nesse texto, as reações e sentimentos dos personagens são demonstrados pelo uso enfático das pontuações.

São reações e sentimentos presentes no texto, exceto:

Alternativas
Respostas
561: B
562: A
563: A
564: D
565: C
566: D
567: D
568: A
569: D
570: D
571: C
572: D
573: C
574: C
575: D
576: A
577: C
578: B
579: D
580: D