Questões de Concurso Sobre uso do ponto, do ponto de exclamação e do ponto de interrogação em português

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Q1393776 Português

(Fonte: http://blog.isocial.com.br/a-inclusao-de-profissionais-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-um- panorama-positivo-para-uma-mudanca-necessaria - Texto adaptado especialmente para esta prova)

Considere as seguintes propostas de reformulação de passagens do texto:

I. Substituir o ponto que segue o vocábulo Brasil (l. 02) por “pois” entre vírgulas, com os devidos ajustes de emprego de maiúsculas e minúsculas. II. Substituir a vírgula que segue o vocábulo avidamente (l. 13) por ponto, com os devidos ajustes de emprego de maiúsculas e minúsculas. III. Substituir o ponto que segue o vocábulo qualificadas (l. 29) por ponto e vírgula, com os devidos ajustes de emprego de maiúsculas e minúsculas. IV. Substituir a vírgula que segue o vocábulo estratégicos (l. 36) por dois pontos e eliminar a conjunção “pois”.

Quais acarretariam erro na estrutura do texto?
Alternativas
Q1364721 Português

Leia a charge a seguir para responder à questão.


Observando a expressão facial do personagem à direita e o uso das exclamações no enunciado, (“Isso quer dizer que serei reeleito nas próximas eleições!!!”), marque, abaixo, a relação semântica expressa pelas exclamações.
Alternativas
Q1348904 Português
Apagão Mental

   Subestimada por décadas, a ansiedade pode inviabilizar a vida social e a profissional, mas poucas pessoas buscam tratamento para aliviar os sintomas antes que cheguem ao limite. Segundo a Previdência Social, os transtornos mentais já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil, sendo que os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, dado que reforça a importância de se criar medidas de prevenção. Nesse contexto, a ansiedade, assim como a depressão, são os males que mais afetam as pessoas.
     Os gatilhos que desencadeiam a ansiedade são muitos. Os tipos dela, também. Desde que foi categorizada como uma patologia e inserida na terceira edição do DSM (sigla em inglês para Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a ansiedade desdobrou-se em muitos males, como fobias e alguns tipos de transtorno - do pânico, obsessivo-compulsivo, de estresse póstraumáticos, de ansiedade social ou de ansiedade generalizada, por exemplo. [...]
   Em suma, a ansiedade é entendida como um sintoma disfuncional da personalidade que acarreta em um conjunto de sensações físicas e psicológicas, um sentimento vago e desagradável de medo e tensão que surge com a antecipação de perigo ou uma apreensão em relação ao sofrimento futuro. “A pessoa que está lidando no automático com a vida ou alguma situação específica não consegue compreender o que está fazendo. Geralmente quem vive dessa maneira tem grandes chances de sofrer um episódio de pânico, desenvolver o transtorno de ansiedade generalizada ou uma fobia social. Fazer mais e mais atividades é uma tentativa de não deixar o aparelho psíquico negociar diferentes instâncias”, diz o psicanalista Claudio César Montoto. Nesse sentido, a ansiedade é uma espécie de “acúmulo de várias negligências internas com as próprias necessidades”, completa o psicólogo clínico Frederico Mattos. [...]
   Há dois tipos de crise mais comuns. O primeiro é o transtorno do pânico, caracterizado por um ataque em que, de repente, a pessoa passa a sentir falta de ar, taquicardia e chega até a sentir que vai morrer. O segundo é a ansiedade generalizada, que pode trazer tontura, tensão muscular e um medo persistente.
      Mas há uma parcela considerável de pessoas que se queixa desse problema num nível, digamos, não patológico. Por isso, entender esse sintoma passa por entender sua ambiguidade: se hoje esse distúrbio parece ser, junto com a depressão, um grande vilão do mundo moderno, ele nem sempre foi visto assim. A psicanálise e até mesmo a medicina, por exemplo, consideraram em outros tempos que esse mal era simplesmente uma condição típica do ser humano, por meio da qual ele se relaciona com o mundo. Nesse cenário, lidar com a ansiedade possibilitou ao homem aprender, por exemplo, a antecipar o risco, o que teria ajudado na sobrevivência da espécie. [...]

(Maria Beatriz Gonçalves, Adaptado de http://tab.uol.com.br/ansiedade/ -
acesso em 04 de abril de 2016)
Assinale a alternativa em que a pontuação está inteiramente correta.
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Q1348827 Português

No lixo, uma fonte de energia para o futuro


Ramona Ordonez
Adaptado de O Globo, 21/02/2016.

Depois de uma alta de mais de 50% nas contas de luz no ano passado, vale quase tudo para economizar. Até mesmo investir em lixo. (l. 1-2)
A frase destacada acima está separada da anterior por um ponto-final, mas, em seu lugar, poderia ter sido usada uma vírgula. Em relação ao conteúdo do trecho sublinhado, o uso do ponto colabora para expressar ideia de:
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Ano: 2016 Banca: IF-BA Órgão: IF-BA Prova: IF-BA - 2016 - IF-BA - Nível Médio |
Q1317731 Português
O uso dos pontos de exclamação nas falas da charge indicam:
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Q1222312 Português
Sociedade desvaloriza docência ao achar que todos podem lecionar Todo dia 15 de outubro, comemora-se, em nosso país, o Dia dos Professores. Como docente, fico especialmente feliz por ser lembrada, nesta data, pelos meus alunos, ex-alunos, amigos e familiares. Mensagens de afeto e de estima deixam, sem dúvida, todo educador feliz. Entretanto, além de mensagens de apoio e carinho, ouso dizer, em nome dos professores brasileiros, que desejamos ser reconhecidos, por todos os segmentos da sociedade, como profissionais do ensino. Infelizmente, ainda hoje, a imagem da docência permanece no campo dos valores altruístas e da realização pessoal. O dom e a vocação, o amor pelas crianças, o amor pelo outro, o amor pela profissão e o amor pelo saber parecem sustentar a ideia que se tem sobre o ser professor. Por sua vez, esse entendimento socialmente construído e persistente traz implícito um equívoco: o de não reconhecer a existência de um conjunto de saberes indispensável ao trabalho docente que os outros – que não são professores– não dominam. Entendo que o mais importante deles, e que se encontra unicamente no domínio dos professores, diz respeito ao saber fazer com que o conhecimento seja aprendido e apreendido pelo aluno por meio da ação docente. É o que a sociedade espera que ele faça. Assim, neste 15 de outubro, a bandeira que eu levanto é a de combate à ideia de que "qualquer um pode ser professor". Infelizmente, o não reconhecimento de um conhecimento específico para o exercício da docência associado à precarização da profissão – que envolve condições conjunturais como salários, níveis de participação, carreira, condições de trabalho, formação, entre outros – vem contribuindo para que a docência se mostre menos motivadora do que outras opções profissionais, o que tem acarretado escassez de professores, especialmente em algumas áreas e segmentos de ensino. Em pesquisa sobre a atratividade da carreira docente, desenvolvida pela Fundação Carlos Chagas sob a encomenda da Fundação Victor Civita, em 2009, uma aluna de uma escola pública de Feira de Santana (BA), preocupada com o futuro da profissão docente, argumenta: "hoje em dia, quase ninguém quer ser professor. Nossos pais não querem que nós sejamos professores, mas eles querem que existam bons professores. Mas, como é que vai existir bons professores se meu pai não quer, o dela não quer? Como é que vai ter professores? Aí fica difícil, não é?". E fica mesmo! Cada um de nós é responsável pela construção de um referencial positivo do professor. A bandeira pelo reconhecimento profissional do ensino implica também no desenvolvimento de políticas públicas que tenham como prioridade a valorização do magistério, dos cursos de licenciatura e no reconhecimento do papel do ensino e da educação básica para o desenvolvimento do país, para a formação de uma cidadania ativa e para a construção de uma sociedade mais justa e mais humana. Cada um dos mais de 2 milhões de professores brasileiros merece não só o nosso reconhecimento, como também o direito de ser de fato assistido em sua formação e em seu desenvolvimento profissional. Parabéns, professor! Parabéns, também, aos jovens que optaram pela docência como profissão! http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/
No último parágrafo do texto, o segmento “Parabéns, professor!” contém vírgula, para:
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Q1121645 Português
                                                   Estresse e depressão
             Na depressão, o existir é um fardo insuportável. “A tristeza é tanta que acordo pela manhã e não encontro razão para levantar; só saio da camaporque permanecer deitada pode ser pior”, queixou-se uma senhora depois do terceiro episódio da doença. “Na depressão, a vida fica por um triz”, observou ela.
            
Depressão é a tristeza quando não tem fim, quadro muito diferente do entristecer passageiro ligado aos fatos da vida. É uma doença potencialmente grave que interfere com o sono, com a vontade de comer, com a vida sexual, com o trabalho, e que está associada a altos índices de mortalidade por complicações clínicas ou suicídio. É a mais comum de todas as enfermidades psiquiátricas, acomete mais as mulheres e apresenta caráter recidivante: depois do primeiro episódio, a probabilidade de ocorrer outro é de 50%; depois do segundo, sobe para 75%; e, depois do terceiro, para pelo menos 90%.
            
Se é uma doença psiquiátrica, que alterações acontecem no cérebro das pessoas deprimidas?
            
Em edição especial, a revista Sciencetraz uma discussão sobre o conjunto de ideias mais aceito atualmente para explicar a depressão: a hipótese do estresse.
            
De fato, no estudo clínico conduzido em Atlanta, 45% dos adultos com quadros depressivos de pelomenos dois anos de duração haviam sido abusados, negligenciados ou sofrido perda dos pais na infância.
            O conhecimento da arquitetura dos circuitos cerebrais envolvidos na depressão adquirido nos últimos dez anos provocou uma explosão de ensaios terapêuticos com drogas dotadas de mecanismos de ação muito diferentes das atuais. Estamos no limiar de descobertas que revolucionarão o tratamento dessa enfermidade tão debilitante.      
(DrauzioVarella.Disponívelem:http://drauziovarella.com.br/drauzio/estresse-e-depressao/. Publicado em: 25/04/2011. Adaptado.)     
No trecho “Se é uma doença psiquiátrica, que alterações acontecem no cérebro das pessoas deprimidas?”(3º§), o ponto de interrogação ( ? ) tem como finalidade
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Q1117476 Português

Leia a informação a seguir.

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No trecho “E se fosse seu filho?” o ponto de interrogação ( ? ) foi utilizado para

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Q1117401 Português
Rolezinhos

    Uma amiga me diz que ela passeia pelos shoppings para ter a impressão de estar fora do Brasil, ou seja, num espaço público que não seja ansiógeno e violento. Claro, é uma ilusão fugaz; basta olhar para as vitrines para constatar que tudo é brutalmente mais caro do que no exterior – pelos impostos, pela produtividade medíocre ou pela corrupção endêmica, tanto faz. Mesmo assim, insiste minha amiga, a ilusão de civilidade é um alívio.
  Hoje, à brutalidade de impostos, corrupção e mediocridade produtiva acrescentam-se os “rolezinhos” dos jovens da periferia. O que eles querem, afinal?
   Talvez eles gostem de apavorar. Não seria de se estranhar. É um axioma: para quem vive na incerteza (de seu status, do reconhecimento dos outros, de seu lugar no mundo), apavorar é um jeito de encontrar no medo dos outros uma confirmação de sua própria relevância. Apavoro, logo existo: espelho-me na preocupação dos seguranças e na cara fechada dos clientes que voltam correndo para o estacionamento.
   Mas apavorar é um efeito colateral. Os jovens dos “rolezinhos” pedem sobretudo uma bola branca: a admissão ao clube. A prova, a roupa que eles preferem e que grita para ser reconhecida como luxo. Tudo bem, alguém perguntará, eles pedem acesso a quê? À classe privilegiada? Ao consumo de quem tem grana?
    Não acredito em nada disso, aposto que eles pedem acesso ao próprio lugar para o qual eles vão: eles pedem acesso ao shopping. O que esse lugar tem de mágico? De desejável? Qual é seu valor simbólico? Na nossa cultura (justamente pela quase inexistência de espaços públicos minimamente frequentáveis, ou seja, pelo horror que a rua é para todos, ricos e pobres), os shoppings integram a lista histórica dos refúgios.

(CALLIGARIS, Contardo. Folha de S. Paulo, 06/02/2014. Adaptado.) 
No período “O que esse lugar tem de mágico? De desejável? Qual é seu valor simbólico? (5º§), o ponto de interrogação ( ? ) foi utilizado com o seguinte objetivo
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Q1117185 Português

                                         A vida sedentária


      A seleção natural desenhou o corpo humano para o movimento.

      Desde que nossos ancestrais desceram das árvores, há seis milhões de anos, a competição conferiu vantagem de sobrevivência às mulheres e homens que se movimentavam com mais desenvoltura. Como resultado, o corpo que chegou até nós tem pernas e braços longos, fortes e articulados para andar, correr, trepar em árvores, abaixar e levantar com eficiência e facilidade.

      A partir da segunda metade do século 20, no entanto, sucessivos avanços tecnológicos tornaram possível ganharmos o pão nosso de cada dia sem sair da cadeira. Graças ao conforto moderno, passamos a usar o corpo de uma maneira para a qual ele não foi engendrado.

      Ao mesmo tempo, novas técnicas de cultivo agrícola e armazenagem possibilitaram o acesso de grandes massas populacionais a alimentos de alta qualidade. As refeições da classe média de hoje são mais nutritivas do que as dos nobres nos castelos medievais.

      A ingestão diária de um número maior de calorias do que as exigidas para a manutenção do peso saudável de um corpo sedentário criou as condições para a explosão da epidemia de obesidade que assola o mundo. No Brasil, 52% da população adulta está acima do peso.

      Um estudo internacional publicado numa das revistas médicas de maior prestígio (The Lancet) procurou quantificar os prejuízos causados pela pandemia de inatividade física.

      Os autores fizeram uma revisão sistemática da literatura para estimar os custos diretos (para os sistemas de saúde) e os indiretos (produtividade perdida) do sedentarismo em 142 países, que representam 93% da população mundial.

      Consideraram o impacto direto no sistema de saúde causado por cinco enfermidades, nas quais a influência da vida sedentária é conhecida com mais detalhes: doença coronariana, derrame cerebral, diabetes tipo 2, câncer de mama, câncer de cólon e reto.

      Os custos indiretos foram calculados a partir da produtividade perdida com as mortes prematuras por essas doenças. A falta de dados para a maioria dos países não permitiu estimar as perdas com o absenteísmo provocado por elas.

      Foram classificadas como inativas as pessoas que não seguem a recomendação da Organização Mundial da Saúde de praticar atividade física de intensidade moderada ou vigorosa, durante pelo menos 150 minutos por semana.

(Drauzio Varella. Publicado em 06/10/2016. Disponível em: https://drauziovarella. com.br/drauzio/artigos/a-vida-sedentaria/. Acesso em: 10/10/2016.)

No trecho “A seleção natural desenhou o corpo humano para o movimento.” (1º§), o ponto final ( . ) tem como finalidade
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Q1116581 Português

Leia a mensagem a seguir.

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Nos trechos “Falta espaço para retribuir todo carinho e amor que você merece!” e “Feliz Dia das Mães!” o ponto de exclamação ( ! ) foi utilizado para

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Q1114857 Português
A busca da identidade na adolescência
É na puberdade que o jovem reconstrói seu universo interno e cria relações com o mundo externo. Entenda os processos que marcam a fase.

A transformação tem início por volta dos 11 anos. Meninos e meninas passam a contestar o que os adultos dizem. Ora falam demais, ora ficam calados. Surgem os namoricos, as implicâncias e a vontade de conhecer intensamente o mundo. Os comportamentos variam tanto que professores e pais se sentem perdidos: afinal de contas, por que os adolescentes são tão instáveis?
A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças – nem adultos. Diante de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento, marcado, dessa vez, pela revisão de tudo o que foi vivido na infância.
Para a pediatra e psicanalista francesa Françoise Dolto (1908-1988), autora de clássicos sobre a psicologia de crianças e adolescentes, os seres humanos têm dois tipos de imagem em relação ao próprio corpo: a real, que se refere às características físicas, e a simbólica, que seria um somatório de desejos, emoções, imaginário e sentido íntimo que damos às experiências corporais. Na adolescência, essas duas percepções são abaladas.
Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene, como a de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio suor (que se transformou com a ação da testosterona) e a de outros que veem numa parte do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem, pés muito grandes, nariz torto etc.). São encanações típicas da idade e que precisam ser acolhidas. “O jovem deve ficar à vontade para tirar dúvidas e conversar sobre o que ocorre com seu corpo sem que sinta medo de ser diminuído ou ridicularizado. Além disso, ele necessita de privacidade e, se não quiser falar, deve ser respeitado”, afirma Lidia Aratangy, psicóloga e autora de livros sobre o tema. Apenas quando perduram as sensações de estranhamento com as mudanças fisiológicas um encaminhamento médico é necessário.
(Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/busca-identidade-adolescencia-jovem-puberdade-538868.shtml. Acesso em: 03/05/2016. Adaptado.)
Leia a informação a seguir. Imagem associada para resolução da questão No trecho “E se fosse seu filho?” o ponto de interrogação ( ? ) foi utilizado para
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Q1109024 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Cochilar melhora a produtividade econômica?


Sempre bate aquela preguicinha ao voltar para o trabalho após o almoço. A ciência explica: estudos mostram que a nossa energia começa a diminuir por volta de sete horas depois de termos acordado, momento do dia que coincide justamente com a volta do almoço.

Aqui no Brasil costumamos tomar um cafezinho e dar continuidade às tarefas do dia. Já a Espanha lida com isso de forma diferente. O país é conhecido justamente por suas sestas, período de três horas de duração que engloba o almoço e o descanso dos trabalhadores.

Isso significa que, enquanto em outros países os trabalhadores têm expedientes que vão das 9h às 18h, os espanhois entram no trabalho às 9h e saem por volta das 20h. A eficácia desse esquema tem sido colocada em cheque há um tempo. Estudos mostram que os alemães, por exemplo, trabalham menos, porém são mais produtivos que os espanhois. Por conta disso, o chefe do governo da Espanha, Mariano Rajoy, quer acabar com a tão querida sesta.

Há muito o que ser considerado no que diz respeito a essa decisão. Um estudo [...] realizado pelos economistas Matthew Gibson e Jeffrey Shrader é um dos primeiros a considerar a relação entre o sono e a produtividade econômica. A dupla não estuda especificamente as sestas ou cochilos, e sim os benefícios de mais horas dormidas por semana.

Gibson e Shrader observaram que uma boa noite de sono tem sim relação com a produtividade dos trabalhadores. Quando dormem pelo menos uma hora a mais por semana, eles trabalham melhor e mais, sendo mais propensos a serem bem-sucedidos e receberem aumentos.

Considerando essa lógica e outros estudos, talvez o problema não seja a sesta propriamente dita, mas a duração dela. Na pesquisa em questão, os cientistas afirmam que cada soneca tem efeitos diferentes dependendo de sua duração. Um cochilo de trinta minutos, por exemplo, é o ideal para a produtividade, pois o cérebro não avança para estágios mais demorados do sono. Já uma soneca com duração de 45 a 90 minutos permite que o cérebro entre em um modo de ondas lentas, causando preguiça ao acordar. [...] Ainda assim, os economistas apostam no sono da noite. “O sono noturno é bem melhor do que os cochilos”, disse Jeffrey Shrader ao Science of Us. Mas um cochilo ia bem, não?

Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/04/cochilar-melhora-produtividade-economica.html>. Acesso em 18 abr. 2016 (Adaptação).

Analise este trecho.
“A ciência explica: estudos mostram que a nossa energia começa a diminuir por volta de sete horas depois de termos acordado, momento do dia que coincide justamente com a volta do almoço.”
Com base nesse trecho, é correto afirmar que:
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Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: CREMESP Prova: FCC - 2016 - CREMESP - Copeiro |
Q1033984 Português
Atenção: Considere o texto abaixo para responder a questão.

         A seleção natural desenhou o corpo humano para o movimento. Desde que nossos ancestrais desceram das árvores, há 6 milhões de anos, a competição conferiu vantagem de sobrevivência às pessoas que se movimentavam com mais desenvoltura. Como resultado, o corpo que chegou até nós tem pernas e braços longos, fortes e articulados para andar, correr, abaixar e levantar com eficiência.
        A partir da segunda metade do século 20, no entanto, sucessivos avanços tecnológicos tornaram possível trabalhar sem sair da cadeira. Graças ao conforto moderno, passamos a usar o corpo de uma maneira para a qual ele não foi engendrado.
         Ao mesmo tempo, novas técnicas de cultivo agrícola e armazenagem possibilitaram o acesso de grandes massas populacionais a alimentos de alta qualidade. As refeições da classe média de hoje são mais nutritivas do que as dos nobres medievais.
       A ingestão diária de um número maior de calorias do que as exigidas para a manutenção do peso saudável de um corpo sedentário criou as condições para a explosão da epidemia de obesidade que assola o mundo. No Brasil, 52% dos adultos estão acima do peso.
      Em estudo recente, pesquisadores consideraram o impacto direto no sistema de saúde causado por enfermidades nas quais a influência da vida sedentária é conhecida com mais detalhes.
         A aplicação de métodos estatísticos permitiu chegar às seguintes conclusões, entre outras: contados os gastos dos sistemas de saúde e os anos perdidos de trabalho por morte precoce, a inatividade física custou para o mundo US$ 67,5 bilhões; quanto mais pobre o país, menor o suporte financeiro governamental e maior a despesa das famílias com o tratamento das doenças estudadas.
        No Brasil, a faixa etária da população que mais cresce é a que está acima dos 60 anos, justamente a mais sedentária. É nessa fase da vida que incidem as doenças crônico-degenerativas mais comuns.
         Qual de nossos antepassados poderia imaginar que o maior desafio da saúde pública no século 21 seria convencer a população a andar?
(Adaptado de: VARELLA, Dráuzio. Disponível em: drauziovarella.com.br)
Qual de nossos antepassados poderia imaginar que o maior desafio da saúde pública no século 21 seria convencer a população a andar? (final do texto) Atente para as afirmações abaixo a respeito da pontuação da frase acima. I. O ponto de interrogação pode ser suprimido, sem prejuízo para a correção e o sentido, por se tratar de pergunta retórica. II. Sem prejuízo para a correção, uma vírgula pode ser inserida imediatamente após “que”. III. Deslocando-se o segmento “no século 21”, a pontuação mantém-se correta do seguinte modo: Qual de nossos antepassados poderia imaginar que, no século 21, o maior desafio da saúde pública seria convencer a população a andar?
Está correto o que se afirma APENAS em
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Q962798 Português

                       O HOMEM CUJA ORELHA CRESCEU

                                                                         Ignácio de Loyola Brandão


      Estava escrevendo, sentiu a orelha pesada. Pensou que fosse cansaço, eram 11 da noite, estava fazendo hora-extra. Escriturário de uma firma de tecidos, solteiro, 35 anos, ganhava pouco, reforçava com extras. Mas o peso foi aumentando e ele percebeu que as orelhas cresciam. Apavorado, passou a mão. Deviam ter uns dez centímetros. Eram moles, como de cachorro. Correu ao banheiro. As orelhas estavam na altura do ombro e continuavam crescendo. Ficou só olhando. Elas cresciam, chegavam à cintura. Finas, compridas, como fitas de carne, enrugadas. Procurou uma tesoura, ia cortar a orelha, não importava que doesse. Mas não encontrou, as gavetas das moças estavam fechadas. O armário de material também. O melhor era correr para a pensão, se fechar, antes que não pudesse mais andar na rua. Se tivesse um amigo, ou namorada, iria mostrar o que estava acontecendo. Mas o escriturário não conhecia ninguém a não ser os colegas de escritório. Colegas, não amigos. Ele abriu a camisa, enfiou as orelhas para dentro. Enrolou uma toalha na cabeça, como se estivesse machucado.

Quando chegou na pensão, a orelha saia pela perna da calça. O escriturário tirou a roupa. Deitou-se, louco para dormir e esquecer. E se fosse ao médico? Um otorrinolaringologista. A esta hora da noite? Olhava o forro branco. Incapaz de pensar, dormiu de desespero.

      Ao acordar, viu aos pés da cama o monte de uns trinta centímetros de altura. A orelha crescera e se enrolara como cobra. Tentou se levantar. Difícil. Precisava segurar as orelhas enroladas. Pesavam. Ficou na cama. E sentia a orelha crescendo, com uma cosquinha. O sangue correndo para lá, os nervos, músculos, a pele se formando, rápido. Às quatro da tarde, toda a cama tinha sido tomada pela orelha. O escriturário sentia fome, sede. Às dez da noite, sua barriga roncava. A orelha tinha caído para fora da cama. Dormiu.

      Acordou no meio da noite com o barulhinho da orelha crescendo. Dormiu de novo e quando acordou na manhã seguinte, o quarto se enchera com a orelha. Ela estava em cima do guarda-roupa, embaixo da cama, na pia. E forçava a porta. Ao meio-dia, a orelha derrubou a porta, saiu pelo corredor. Duas horas mais tarde, encheu o corredor. Inundou a casa. Os hospedes fugiram para a rua. Chamaram a polícia, o corpo de bombeiros. A orelha saiu para o quintal. Para a rua. Vieram os açougueiros com facas, machados, serrotes. Os açougueiros trabalharam o dia inteiro cortando e amontoando. O prefeito mandou dar a carne aos pobres.

      Vieram os favelados, as organizações de assistência social, irmandades religiosas, donos de restaurantes, vendedores de churrasquinho na porta do estádio, donas-de-casa. Vinham com cestas, carrinhos, carroças, camionetas. Toda a população apanhou carne de orelha. Apareceu um administrador, trouxe sacos de plástico, higiênicos, organizou filas, fez uma distribuição racional.

      E quando todos tinham levado carne para aquele dia e para os outros, começaram a estocar. Encheram frigoríficos, geladeiras. Quando não havia mais onde estocar a carne de orelha, chamaram outras cidades. Vieram novos açougueiros. E a orelha crescia, era cortada e crescia, e os açougueiros trabalhavam. E vinham outros açougueiros. E os outros se cansavam. E a cidade não suportava mais carne de orelha. O povo pediu uma providência ao prefeito. E o prefeito ao governador. E o governador ao presidente.

      E quando não havia solução, um menino, diante da rua cheia de carne de orelha, disse a um policial: "Por que o senhor não mata o dono da orelha?"

Disponível em <http://www.casadobruxo.com.br> . Acesso em 12 Out. 2016.

Sobre a pontuação presente no terceiro parágrafo, é correto afirmar:
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Q864160 Português

                                    TEXTO 1


      O texto adiante é de Luís Fernando Veríssimo. Leia-o com atenção e responda às questões propostas a seguir.


                                 PRONOMES


      Antes de apresentar o Carlinhos para a turma, Carolina pediu:

      — Me faz um favor?

      — O quê?

      — Você não vai ficar chateado?

      — O que é?

      — Não fala tão certo?

      — Como assim?

      — Você fala certo demais. Fica esquisito.

      — Por quê?

      — É que a turma repara. Sei lá, parece…

      — Soberba?

      — Olha aí, ‘soberba’. Se você falar ‘soberba’ ninguém vai saber o que é. Não fala ‘soberba’. Nem ‘todavia’. Nem ‘outrossim’. E cuidado com os pronomes.

      — Os pronomes? Não posso usá-los corretamente?

      — Está vendo? Usar eles. Usar eles!

      O Carlinhos ficou tão chateado que, junto com a turma, não falou nem certo nem errado. Não falou nada. Até comentaram:

      — O Carol, teu namorado é mudo?

      Ele ia dizer ‘Não, é que, falando, sentir-me-ia vexado’, mas se conteve a tempo.

      Depois, quando estavam sozinhos, a Carolina agradeceu, com aquela voz que ele gostava:

      — Comigo você pode botar os pronomes onde quiser, Carlinhos.

      Aquela voz de cobertura de caramelo.

Luís Fernando Veríssimo. Contos de Verão, O Estado de S. Paulo, 16 jan. 2000.


Glossário:

Outrossim – igualmente, do mesmo modo.

Soberba – arrogância, presunção.

Todavia – mas, porém.  

No trecho do TEXTO 1 a seguir são utilizados dois sinais de pontuação:

“ — Me faz um favor?

O quê?

” Assinale a alternativa que os descreve corretamente.

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Q826110 Português

                   Falso dentista é preso1 e confessa atuar há mais de 16 anos, diz polícia

Ele foi preso em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia. Homem de 57 anos foi flagrado2 após fazer extração dental em paciente.

      Um homem de 57 anos foi detido3 , em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, na manhã de quarta-feira (18), após ser flagrado atuando ilegalmente como cirurgião-dentista, segundo informações da Polícia Militar. Ele confessou à polícia que trabalhava sem formação há mais de 16 anos.

      A polícia recebeu denúncia do Conselho Regional de Odontologia da Bahia (CROBA). Uma guarnição do 1º Pelotão da 77ª Companhia Independente de Polícia Militar foi até o local e encontraram o suspeito, que tinha acabado de realizar uma extração dental em um paciente. No local, outros pacientes ainda aguardavam atendimento.

      Os policiais encontraram condições precárias de higiene no imóvel onde ele atuava, na Rua da Barragem, no bairro Guarani. Segundo a PM, o falso dentista foi autuado pelo crime de exercício ilegal da profissão e, se condenado, pode ficar preso de seis meses a dois anos.

                                                             (g1.globo.com. Acesso em Junho/2016.) 

A respeito da pontuação no trecho “No local, outros pacientes ainda aguardavam atendimento.”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q796956 Português

Leia os quadrinhos para responder à questão. 

                

A frase – Essa porcaria já não serve pra nada depois de dois anos de uso… – permanece pontuada corretamente, após o deslocamento do segmento destacado, em:
Alternativas
Q792180 Português
Instrução: a questão referem-se ao texto que segue.

Novo slogan político

Rubem Alves

 

ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Editora Planeta, 2008, p. 17.
Assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) As duas vírgulas da linha 01 assinalam um termo deslocado. ( ) O ponto final logo após a palavra “possíveis” (linha 04) poderia ser substituído por uma vírgula sem acarretar prejuízo na frase. ( ) A vírgula da linha 05 introduz uma oração explicativa.
A alternativa que apresenta a sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Alternativas
Q747825 Português

Medo da eternidade

    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. 
    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. 
    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: 
    − Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. 
    − Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa. 
    − Não acaba nunca, e pronto. 
    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. 
    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. 
    − E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. 
    − Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. 
    Perder a eternidade? Nunca. 
    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. 
    − Acabou-se o docinho. E agora? 
    − Agora mastigue para sempre. 
    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. 
    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. 
    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. 
    − Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! 
    − Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá. 
    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

06 de junho de 1970

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.289-91)

Atente para as afirmações abaixo.

I. Em Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade (1º parágrafo), os adjetivos empregados para qualificar esse contato visam estabelecer um contraste com os acontecimentos que serão efetivamente narrados, deixando entrever a sugestão da autora de que esses fatos, aparentemente importantes, seriam na verdade banais e corriqueiros. II. Em Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita (15º parágrafo), a repetição do verbo “mastigar”, cujo início ecoa ainda na conjunção Mas que inicia a frase seguinte, busca sugerir no campo da própria expressão o que havia de repetitivo nessa atividade e o aborrecimento que já advinha do mascar da goma insossa. III. Em – Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! (18º parágrafo), o reiterado emprego do sinal de exclamação sugere o exagero próprio do fingimento.

Está correto o que se afirma APENAS em

Alternativas
Respostas
701: A
702: A
703: A
704: A
705: A
706: C
707: B
708: B
709: A
710: D
711: C
712: B
713: A
714: A
715: D
716: B
717: B
718: B
719: C
720: E