Questões de Concurso
Sobre uso das aspas em português
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texto abaixo.
Após a I Guerra Mundial, os europeus passaram a olhar
de maneira diferente para si mesmos e sua civilização. Parecia
que na ciência e na tecnologia haviam desencadeado forças
que não podiam controlar, e a crença na estabilidade e
segurança da civilização européia revelou-se uma ilusão.
Também ilusória era a expectativa de que a razão baniria as
marcas remanescentes de escuridão, ignorância e injustiça, e
anunciaria uma era de progresso incessante. Os intelectuais
europeus sentiam que estavam vivendo num "mundo falido".
Numa era de extrema brutalidade e irracionalidade ativa, os
valores da velha Europa pareciam irrecuperáveis. "Todas as
grandes palavras", escreveu D. H. Lawrence, "foram invalidadas
para esta geração". As fissuras que se discerniam na civilização
européia antes de 1914 haviam se tornado maiores e mais
profundas. É evidente que havia também os otimistas ? aqueles
que encontraram motivo para esperança na Sociedade das
Nações, no abrandamento das tensões internacionais e na
melhoria das condições econômicas em meados da década de
1920. Entretanto, a Grande Depressão e o triunfo do
totalitarismo intensificaram os sentimentos de dúvida e
desilusão.
(Adaptado de PERRY, Marvin, Civilização ocidental: uma
história concisa. Trad. Waltensir Dutra/ Silvana Vieira. 2ed., São
Paulo: Martins Fontes, 1999, p.588.)
Considerada a frase acima, é correto afirmar:
O emprego das aspas na frase acima indica, considerando-se o contexto,

Com base no texto III, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Assinale o segmento inteiramente correto quanto ao emprego dos sinais de pontuação.
(Tome os segmentos como partes consecutivas de um texto)
Com base no texto acima, julgue o item subseqüente.
No texto, o emprego das aspas em ‘sem riscos’ (l.9)
justifica-se pela normatização de se marcar por esses sinais
palavras que, normalmente, não pertencem à linguagem do
autor ou ao nível de formalidade exigido pelo texto.
Texto I
Internet: <http://www.serasa.com.br/guiacontraviolencia>.
Acesso em 28/9/2004 (com adaptações).
O emprego das aspas indica vozes que representam opiniões paradigmáticas a respeito do porte de armas.
Julgue os fragmentos de texto no item subseqüente quanto à grafia, à pontuação, à regência e ao emprego do sinal indicativo de crase.
Às vezes, o significado decorre de fatores sociais sutis,
conforme se verifica, por exemplo, no uso da palavra
“progresso” no discurso de um executivo e no uso da mesma
palavra em uma publicação de um grupo radical de defesa do
meio ambiente.
Texto I
Ética para meu filho

A comunicação humana pode ser entendida como o processo de transferência e compreensão de mensagens. Relacionando essa afirmativa ao texto I, julgue o item que segue.
As informações contidas no texto permitem concluir
que as passagens ‘Não faças ao outro o que não
queres que te façam’ (l.38-39) e ‘Tudo o que fazes
aos outros fazes também a ti mesmo’ (l.39-40) estão
entre aspas porque são títulos de capítulos do livro
comentado.

A respeito do texto I, julgue os itens a seguir.



Acerca do texto acima, julgue os itens a seguir.
O último parágrafo do texto, sem sofrer qualquer alteração de estrutura e de sentido, transcrito entre aspas da forma como se encontra redigido, pode fazer parte tanto do corpo de uma ata quando de um relatório.
A figura acima ilustra uma janela do apl icativo Word 2000 contendo um documento que está sendo editado e que apresenta parte de um texto extraído e adaptado da Folha de S. Paulo, de 20/10/2003. Considerando a janela do Word 2000 mostrada, julgue os itens subseqüentes, referentes ao Word 2000 e ao tema abordado no documento nela em edição.
O emprego de aspas indica que, nos trechos em que elas ocorrem, os pensamentos do antropólogo foram parafraseados.

Com base nas idéias do texto I, julgue os itens a seguir.
O emprego das aspas no terceiro parágrafo do texto justifica- se por indicar que se trata da transcrição do posicionamento de uma outra pessoa, distinta do redator, acerca do tema tratado.
A desigualdade econômica não é a única forma de injustiça na sociedade capitalista liberal: a perseguição dos clandestinos na Europa; a exclusão dos descendentes de escravos negros e indígenas nas Américas; a opressão de milhões de indivíduos que pertencem às castas de “intocáveis” na Índia; e tantas outras formas de racismo ou discriminação por motivo de cor, religião ou língua são onipresentes do norte ao sul do planeta.
A grande maioria de pobres e desempregados no mundo são mulheres. O que significa “fraternidade”? É a tradução moderna do velho princípio judaico-cristão: o amor ao próximo.
tratássemos com um ente volitivo, dotado de desejos, paixões e esperanças. Como uma criança mimada, se a sua vontade é contrariada, o seu mau humor imediatamente se manifesta, expressando-se na queda das bolsas, no aumento
da cotação do dólar e do dito risco Brasil.
Não se trata, evidentemente, de negar que o mercado tenha regras que devem ser obedecidas, sob pena de uma disfunção total do corpo social e econômico. Seguir
regras faz parte de qualquer comportamento, sem que daí se infira necessariamente que obedecer a um conjunto de regras torna esse conjunto um ser dotado de vontade. Se sigo regras de trânsito, daí não se segue que essas regras "queiram" tal ou qual coisa, senão no sentido derivado de que seres volitivos impuseram a si mesmos esse conjunto de regras. (...)
No domínio econômico observamos dois tipos de processos, de essência diferente, que tendem a ser identificados, sobretudo na vida política e, mais
especificamente, eleitoral. Se um determinado governo, seguindo certas políticas, não segue regras econômicas básicas, ele certamente produzirá um descalabro completo das contas públicas e uma desorganização total das relações
socioeconômicas. As experiências socialistas e comunistas do século XX são plenas de ensinamento nesse sentido, pois, ao serem conduzidas contra o mercado, produziram regimes totalitários com milhões de mortos. A supressão das liberdades democráticas foi a sua primeira manifestação mais visível.
Não se pode, contudo, dizer que o mercado não comporte um leque muito variado de políticas, algumas muito distantes entre si. (...)
Quem quer determinadas políticas, e não outras, são os agentes econômicos, sociais e políticos que, dependendo das orientações seguidas, não "querem" a sua implementação. Como não se assumem diretamente, apresentam os seus interesses sob uma forma impessoal, como se uma entidade coletiva e mirabolante não quisesse certas ações. Toda política favorece determinados interesses e contraria outros, sem que se possa dizer que exista uma política de custo zero que beneficiaria todos os agentes envolvidos. Uma política que favoreça as exportações e a substituição de importações, por exemplo, irá contrariar outros interesses que são hoje satisfeitos. Uma política de redistribuição de renda necessariamente tirará de alguns para favorecer os mais carentes.
A especulação que temos observado no mercado financeiro obedece precisamente a esse jogo de interesses contrariados ou favorecidos, em que simples rumores de subida ou de descida de determinados candidatos nas
pesquisas de opinião produzem lucros para alguns e prejuízos para outros. Em alguns casos, os rumores relativos a essas pesquisas nem se confirmam, porém lucros e perdas não cessam de ser produzidos. E o que é pior: os prejuízos dizem respeito a todo o País.
(Denis Lerrer Rosenfeld, O Estado de S. Paulo, agosto
de 2002)
O uso das aspas nas frases acima, retiradas do texto,
Esse tipo de organização era mais conhecido na trajetória dos presídios do Rio de Janeiro. Parece que agora age com mais desenvoltura em São Paulo. Para o Secretário Estadual da Segurança Pública, Marco Vinício Petreluzzi, esse fenômeno não causa surpresa. "Não me espanta que em qualquer cadeia haja tentativa de organização por parte dos presos, porque, afinal, estamos tratando com criminosos", disse o Secretário.
Pode causar espécie o ceticismo de Petreluzzi, até mesmo pela responsabilidade do cargo que ocupa, mas ele contém um ponto que merece reflexão. De fato, a concentração de criminosos facilita a formação dessas organizações que passam a fazer dos presídios uma espécie de quartel-general do crime, de onde se comandam "operações" internas e externas.
Mas características específicas do sistema prisional brasileiro também contribuem para formar o caldo de cultura propício às organizações criminosas. Podem ser citados, nesse sentido, fatores como superlotação, baixa inteligência na administração de presídios, corrupção e reunião de presos que não poderiam conviver no mesmo recinto.
O Governo do Estado toma algumas providências para combater esse tipo de organização. Mas é preciso mais para que as assombrosas siglas dessas gangues de presídios não venham a fazer parte de uma triste rotina contra a qual nada se pode fazer. Que não se propague o temível exemplo de motim rganizado, apresentado por esse tal PCC.
Folha de S. Paulo, 19 fevereiro 2001



