Questões de Concurso
Sobre uso da vírgula em português
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(Mário Benedetti. A trégua. Trad. de Joana Angelica D’Avila Melo)
Avalie as seguintes afirmações a respeito do uso de sinais de pontuação no seguinte fragmento do texto:
Impulsivo, egoísta, inseguro. Inconsequente,
irresponsável, instável. Questionador, teimoso,
arrogante. Não é de hoje que esses adjetivos são
usados para descrever os adolescentes.(l. 01 e 02)
I. Todas as vírgulas do fragmento acima separam palavras que pertencem à mesma classe gramatical.
II. Sem considerar o uso de letras maiúsculas e minúsculas, o ponto-final da segunda linha poderia ser substituído por vírgula.
III. Na terceira linha, sem considerar o uso de letras maiúsculas e minúsculas, o ponto que antecede a palavra Não poderia ser substituído por ponto- e-vírgula.
Quais estão corretas?
Corrupcionário
Por sua natureza fugitiva, a corrupção atende por vários nomes. Engana-se quem pensa que ela é jovem e brasileira. Confira abaixo um pequeno apanhado de termos ligados à corrupção em outras épocas e em outros países. Colarinho branco – Expressão criada pelo sociólogo norte-americano Edwin Sutherland, que ganhou destaque por pesquisar delitos de pessoas de altas posições sociais. Na contramão de teorias de seu tempo, Edwin desvinculou criminalidade e pobreza. Não faltaram motivos: em um estudo sobre setenta grandes empresas, encontrou um total de 980 faltas perante a lei. Escroquerie – O termo francês designa a utilização de meios fraudulentos para obter ganhos prejudicando terceiros. Está muito ligado ao universo financeiro e é a origem da palavra brasileira “escroque”, que tem significado semelhante. Santo Unhate – Da pena de Gregório de Matos saíram críticas ácidas aos desmandos de autoridades coloniais. O santo cujo nome vinha de “unhar”, quer dizer, roubar, foi criado para denunciar o português que chegava à Colônia “saltando no cais descalço, roto e despido”, e enriquecia de maneira desonesta. Excerto extraído da Revista de História da Biblioteca Nacional, nº 42, março de 2009.
( ) A primeira vírgula da linha 01 é utilizada para separar uma oração adverbial deslocada, uso semelhante ao das demais vírgulas da mesma linha.
( ) Os ponto e vírgulas das linhas 02 e 03 são utilizados para separar orações coordenadas de certa extensão.
( ) Os dois-pontos da linha 25 antecipam um aposto, mesmo uso dos dois-pontos da linha 09. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1. Deveria ser sempre uma tarefa encantatória! Ler para ficar encantado! Esse poderia ser um lema para a vida inteira! (l. 01-02) – Os pontos de exclamação poderiam ser substituídos por pontos finais sem provocar incorreção na estrutura das frases; entretanto, isso provocaria prejuízo ao sentido pretendido pelo autor.
2. a gente adquire pensando, imaginando, criando mentalmente. (l. 12) – As vírgulas utilizadas nesse fragmento separam orações reduzidas.
3. No fim das contas, a gente lê para ser cada vez mais dono da nossa própria história! (l. 27) – A vírgula tem a função de separar um aposto.
Quais estão corretas?
O aluno atrevido, não obedeceu o professor e ligou o celular
.I Há um problema de regência verbal, pois o correto seria “ao professor".
II A pontuação está correta.
III Deveria haver uma vírgula antes de “ligou".
Está correto o que se afirma somente em :
Não posso dizer positivamente em que ano nasceu a crônica; mas há toda a probabilidade de crer que foi coletânea das primeiras duas vizinhas. Essas vizinhas, entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia.
Provavelmente começaram a lastimar-se do calor. Um dia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais ensopando que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica
As perspectivas mais sombrias sobre a sustentabilidade do planeta não levam em conta a extraordinária capacidade de recuperação da natureza – e a do próprio ser humano para superar as adversidades. A Terra já passou por cinco grandes extinções em massa, e a vida sempre voltou com ainda mais força. Disse à revista VEJA a geógrafa Susana Hecht, professora de planejamento urbano da Universidade da Califórnia e especialista em desenvolvimento sustentável: Os recursos da terra Terra são limitados, temos de tomar cuidado para não acabar com eles, ainda mais porque não existe perspectiva de quando poderemos colonizar outro astro. Só que a natureza tem um enorme poder de se reabilitar e a humanidade dispõe de tempo para usar a tecnologia em favor de um desenvolvimento sustentável.”
Enquanto se procuram soluções para o equilíbrio entre o crescimento populacional e preservação dos recursos, a natureza manda suas mensagens de socorro. A espaçonave Terra é uma generosa arca de Noé, mas ela tem limites
(Revista VEJA, n. 44, 2 de novembro/2011, p. 132).
A introdução de vírgula logo após “pensamento” (l.17) prejudicaria a correção gramatical do período e o torna incoerente.
No segundo período,o emprego da vírgula antes da conjunção coordenativa “e” justifica-se por separar orações com sujeitos diferentes.
I - Substituição do ponto e vírgula depois de “Sorria!” (linha 01) por ponto-final, com consequente ajuste de maiúscula na palavra seguinte
II - Inclusão de vírgula depois de De uma longa época (linha 26)
III - Apagamento da vírgula depois de dia a dia (linha 34)
Quais delas não acarretariam erro de pontuação?



