Questões de Concurso
Sobre uso da vírgula em português
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( ) Na linha 05, a ocorrência das duas vírgulas deve-se à separação de termos em uma enumeração.
( ) Na linha 08, as vírgulas separam uma oração subordinada intercalada.
( ) Na linha 27, a dupla vírgula separa uma expressão explicativa.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A vírgula foi empregada na frase acima para separar:
Na sociedade líquido-moderna da hipermodernidade globalizante, o fazer compras não pressupõe nenhum discurso. O consumidor — o hiperconsumidor — compra aquilo que lhe apraz. Ele segue as suas inclinações individuais. O curtir é o seu lema.
Esse movimento social de hiperconsumismo, de vida para o consumo, guiou a pessoa natural para o caminho da necessidade, da vontade e do gosto pelo consumo, bem como impulsionou o descarte de cada vez mais recursos naturais finitos. Isso tem transformado negativamente o planeta, ao trazer prejuízos não apenas para as futuras gerações, como também para as atuais, o que resulta em problemas sociais, crises humanitárias e degradação do meio ambiente ecologicamente equilibrado, além de afetar o desenvolvimento humano, ao se precificar o ser racional, dissolvendo-se toda solidez social e trazendo-se à tona uma sociedade líquido-moderna de hiperconsumidores vorazes e indiferentes às consequências de seus atos sobre o meio ambiente ecologicamente equilibrado e sobre as gerações atuais e futuras.
O consumismo é uma economia do logro, do excesso e do lixo, pois faz que o ser humano trabalhe duro para adquirir mais coisas, mas traz a sensação de insatisfação porque sempre há alguma coisa melhor, maior e mais rápida do que no presente. Ao mesmo tempo, as coisas que se possuem e se consomem enchem não apenas os armários, as garagens, as casas e as vidas, mas também as mentes das pessoas.
Nessa sociedade líquido-moderna de hiperconsumidores, o desejo satisfeito pelo consumo gera a sensação de algo ultrapassado; o fim de um consumo significa a vontade de iniciar qualquer outro. Nessa vida de hiperconsumo e para o hiperconsumo, a pessoa natural fica tentada com a gratificação própria imediata, mas, ao mesmo tempo, os cérebros não conseguem compreender o impacto cumulativo em um nível coletivo. Assim, um desejo satisfeito torna-se quase tão prazeroso e excitante quanto uma flor murcha ou uma garrafa de plástico vazia.
O hiperconsumismo afeta não apenas a relação simbiótica entre o ser humano e o planeta, como também fere de morte a moral, ao passo que torna tudo e todos algo precificável, descartável e indiferente.
Fellipe V. B. Fraga e Bruno B. de Oliveira. O consumo colaborativo como mecanismo de desenvolvimento sustentável na sociedade líquido-moderna. LAECC. Edição do Kindle (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
Caso o trecho “Ao mesmo tempo” (segundo período do
terceiro parágrafo) fosse deslocado para imediatamente após
a forma verbal “possuem” e fosse isolado por vírgulas, os
sentidos originais do texto seriam prejudicados, embora sua
correção gramatical fosse mantida, feitos os devidos ajustes
de maiúsculas e minúsculas.
Para falar de racismo, é preciso antes diferenciar o racismo de outras categorias que também aparecem associadas à ideia de raça: preconceito e discriminação.
Podemos dizer que o racismo é uma forma sistemática de discriminação que tem a raça como fundamento e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam.
Embora haja relação entre os conceitos, o racismo difere do preconceito racial e da discriminação racial. O preconceito racial é o juízo baseado em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado, o que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. Considerar negros violentos e inconfiáveis, judeus avarentos ou orientais “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos.
A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder — ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força —, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta. A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda lojas que se recusam a atender clientes de determinada raça. Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato — ou sobre a qual são impostas regras de “neutralidade racial” sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.
Silvio Almeida. Racismo Estrutural (Feminismos Plurais). Editora Jandaíra.
Edição do Kindle (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item que se segue.
Feitas as devidas alterações de maiúsculas e minúsculas, no
segundo período do quarto parágrafo, a conjunção
“Portanto” poderia ser corretamente deslocada para logo
depois da palavra “discriminação”, dispensando-se o
emprego da vírgula
Para falar de racismo, é preciso antes diferenciar o racismo de outras categorias que também aparecem associadas à ideia de raça: preconceito e discriminação.
Podemos dizer que o racismo é uma forma sistemática de discriminação que tem a raça como fundamento e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam.
Embora haja relação entre os conceitos, o racismo difere do preconceito racial e da discriminação racial. O preconceito racial é o juízo baseado em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado, o que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. Considerar negros violentos e inconfiáveis, judeus avarentos ou orientais “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos.
A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder — ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força —, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta. A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda lojas que se recusam a atender clientes de determinada raça. Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato — ou sobre a qual são impostas regras de “neutralidade racial” sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.
Silvio Almeida. Racismo Estrutural (Feminismos Plurais). Editora Jandaíra.
Edição do Kindle (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item que se segue.
A correção gramatical e os sentidos originais do texto seriam
mantidos se o trecho “acerca de indivíduos que pertençam a
determinado grupo racializado” (segundo período do terceiro
parágrafo) fosse reescrito da seguinte maneira: acerca dos
indivíduos, que pertencem a um determinado grupo
racializado.
A tecnologia finalmente está derrubando os muros do tradicionalismo que envolve o mundo do direito. Cercado de costumes e hábitos por todos os lados, o direito e seus operadores têm a fama de serem apegados a formalismos, praxes e arcaísmos resistentes a mudanças mais radicais. São práticas persistentes, passadas adiante por gerações e cultivadas como se necessárias para manter a integridade e a operacionalidade costumeira do sistema.
Nem mesmo o hermético universo do direito resistiu às mudanças tecnológicas trazidas pela rede mundial de computadores e pela possibilidade do uso de softwares de inteligência artificial para análise de grandes volumes de dados. Novidades cuja aplicação foi impulsionada pelo incessante crescimento de demandas judiciais e pela necessidade de implementar e efetivar o sistema de precedentes qualificados. Todas essas inovações, sem dúvida nenhuma, transformaram o sistema de justiça como o conhecíamos e o cotidiano dos operadores do direito.
O direito, o processo decisório e os julgamentos são eminentemente de natureza humana e dependem do ser humano para serem bem realizados. Assim, mesmo que os avanços tecnológicos sejam inevitáveis, todas as inovações eletrônicas e virtuais devem sempre ser implementadas com parcimônia e vistas com muito cuidado, não apenas para sempre permitirem o exercício de direitos e garantias, mas também para não restringirem — e, sim, ampliarem — o acesso à justiça e, sobretudo, para manterem a insubstituível humanidade da justiça.
Rafael Muneratti. Justiça virtual e acesso à justiça. In: Revista da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, ano 12, v. 1, n.º 28, 2021 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.
É obrigatório o emprego da vírgula logo após a palavra
“lados”, no segundo período do primeiro parágrafo.


I. A vírgula é utilizada para separar um adjunto adverbial, entretanto, em virtude da brevidade do termo, poderia ser suprimida.
II. O fragmento é constituído por um período composto por subordinação.
III. A substituição de ‘olhando’ por ‘conquanto olhamos’ mantém a mesma relação de sentido expresso no fragmento original.
Quais estão corretas?
TEXTO 2 para a questão
Esse rio que passa
Tive o privilégio de ainda viver um rio vivo, cacei caranguejos, andei descalça enfiando o pé na lama, brinquei nas suas margens. Fomos morar na Av. Beira Rio quando eu tinha 2 anos de idade e saí de lá quando ganhei o mundo aos 17. Passava um bom tempo observando as águas levando no seu caminho objetos, histórias e emoções, canoeiros que se locomoviam enfiando a vara no leito do rio, pescadores, criançada pulando na água.
Para mim, criança, era uma alegria quando as baronesas desciam, sinal de chuva no Agreste, e, quando o rio transbordava, havia sempre a possibilidade de não ter aula. Nas grandes cheias, uma tragédia recorrente na cidade, quando tudo em volta alagava, e o rio virava um monstro sem cabeça, feroz, destruindo tudo e todos, nossa casa virava abrigo dos moradores da Favela da Mangueira.
Esse rio tem muitas histórias, mas nada tão pitoresco quanto a implosão da ponte que não caiu. Condenada pelos engenheiros após uma grande cheia, a Prefeitura decidiu implodir a Ponte da Torre. Um grande acontecimento, a primeira implosão da cidade, toda a mídia envolvia, tudo marcado, as rádios foram cobrir o grande feito ao vivo. Eu estava lá. Contagem regressiva transmitida, bum, quando a fumaça e a poeira baixaram, a ponte permaneceu lá, intacta, e essa história virou a maior piada da cidade durante um bom tempo.
Ninguém pega mais caranguejo, a lama cheira mal, o rio é sujo, poucos se arriscam a pescar. Graças aos investimentos em engenharia, as cheias não acontecem mais, e um matagal cresceu as suas margens, quase impedindo a gente de ver o rio passar. O Capibaribe pede socorro, mas continua majestoso. Tenho fé em Deus que ele ainda volte a ser exuberante em nossas vidas.
Marta Lima. Revista Textos. Dezembro/2019. Ed. 1. Editora Textos. p. 22. Adaptado.
Observe as vírgulas existentes no segmento abaixo:
"Para mim, criança, era uma alegria quando as baronesas desciam, sinal de chuva no Agreste..."
Sobre elas, assinale a alternativa CORRETA.
Texto 1 para a questão.
O cérebro da criança
O propósito fundamental dos pais é educar seu filho para que tenha relações saudáveis, seja responsável, bem sucedido na escola, no trabalho, na família que constituir, na comunidade que dedicar tempo e refletir: Que qualidades espero que meu filho desenvolva? O que tenho feito para ajudá-lo nesse processo? Ele está cultivando valores de respeito, bondade, gratidão, honestidade, responsabilidade, empatia?
O desenvolvimento do cérebro de uma criança se espelha no cérebro dos pais. Assim sendo, o equilíbrio emocional, o cultivo saudável do cérebro, a boa disciplina, as decisões bem ponderadas, os valores praticados, tudo isso é um grande presente que os pais podem dar ao filho.
Como pais, nós queremos que nosso filho não sofra nenhum constrangimento ou perda, mas isso não é possível. Na realidade, essas experiências difíceis colaboram com o seu crescimento e aprendizado sobre o mundo, e o papel dos pais é ajudá-lo a superar os casos dificeis. Daniel Siegel e Tina Bryson, autores do livro "The Whole - Brain Child", concluem que é essencial que os pais compreendam que erros são oportunidades para crescimento e aprendizado.
Por outro lado, é essencial que os pais proporcionem oportunidades para a criança desenvolver um cérebro saudável. Isso ocorre na prática do autoconhecimento, processo decisório, empatia, bondade, respeito, honestidade, generosidade. Enfim, fundamentos para uma vida responsável e feliz.
Eduardo Carvalho, Diretor da ABA Global Education/Harvard fellow. Jornal do Commercio. 31/01/2020. Opiniões. p. 9. Adaptado.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
As enchentes


I. O dois-pontos da linha 09 tem a função de apresentar a exemplificação da informação dada anteriormente.
II. O ponto-e-vírgula da linha 16 poderia ser substituído por vírgula sem prejuízo para o sentido e para correção da frase.
III. A vírgula da linha 17 está empregada incorretamente, pois separa o sujeito de seu predicado verbal.
Quais estão corretas?

I. A vírgula da linha 21 separa uma oração adverbial.
II. A vírgula da linha 48 marca a ocorrência de um processo chamado enumeração, assim como a vírgula da linha 33.
III. As aspas das linhas 15 e 19 indicam que o trecho é uma citação literal.
Quais estão corretas?

I. A vírgula da linha 02 está empregada incorretamente, pois separa o sujeito de seu predicado verbal.
II. A vírgula da linha 13 introduz um aposto.
III. Os travessões da linha 28 marcam a introdução de uma fala.
Quais estão corretas?
Leia o texto a seguir para responder à questão.

CAIAZZO, Cinzia et al. Leonardo da Vinci: Grandes mestres. São Paulo: Abril, 2011. p.10-13. (Adaptado).

É dessa maldade banalizada que deveria fugir Tomasz, o personagem central de “Rede de Ódio” (2020), filme do polonês Jan Komasa, ainda que não perceba; caminho semelhante é o traçado por Adrian, protagonista de “Um Contratempo” (2016), dirigido pelo espanhol Oriol Paulo, filme que honra a concepção de Sócrates quanto a desenvolver no público a necessidade (e o gosto) por perguntar, perguntar, perguntar.
