Questões de Concurso
Sobre uso da vírgula em português
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As vírgulas em destaque na linha 29 comprovam que ______________________ são separáveis por esse sinal de pontuação.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
O novo modelo de contabilidade para pequenas empresas e autônomos
Em um país onde as micro e pequenas empresas representam cerca de 17 milhões de CNPJs ativos, mais de 30% do PIB e mais de 50% dos empregos, existe um espaço claro para negócios que analisam e entendem as dificuldades dos empreendedores. E uma das principais dificuldades desse setor está logo no início de sua jornada: abrir um CNPJ e cumprir suas obrigações fiscais. São pequenos comerciantes, médicos, engenheiros, profissionais de tecnologia, advogados, entre outros, que precisam de ajuda para navegar pela burocracia brasileira.[...]
Pioneira nesta transformação, a Contabilizei surgiu em 2013 e foi uma das primeiras a oferecer abertura de empresa e serviço contábil adequado aos novos tempos. [...]
Sete anos depois e com mais de 30.000 clientes, a Contabilizei se tornou a maior empresa de serviços de contabilidade para autônomos e pequenas empresas. Isso aponta para uma transformação do setor de contabilidade que já ocorreu em muitos outros setores: a de passar de um serviço feito exclusivamente por milhares de prestadores individuais e pouco profissionalizados, para um setor de empresas maiores e mais profissionalizadas que investem em tecnologia e propõe processos claros e seguros de atendimento ao cliente, inclusive contando com auditoria internacional independente. De fato, essa transformação atraiu até investidores internacionais: hoje a Contabilizei tem como investidores alguns dos maiores fundos do mundo como Kaszek, SoftBank e Banco Mundial, fazendo parte de um seleto grupo de startups como Nubank, QuintoAndar, Creditas e Loggi, que compartilham parte dos mesmos investidores.[...]
(Disponível em: https://exame.com/negocios/o-novo-modelo-de-contabilidade-para-pequenas-empresas-e-autonomos/ Adaptado)
Fonte: (https://novaescola.org.br/conteudo/21187 – Fragmento retirado do texto “Escuta dos alunos e atividades interdisciplinares são opções para recompor a aprendizagem”).
Sinais de pontuação, conforme nos ensina Cegalla, tem a função de assinalar as pausas e as inflexões da voz na leitura; separar palavras, expressões e orações que devem ser destacadas, e esclarecer o sentido da frase, afastando qualquer ambiguidade. Considerando essa afirmação, avalie das assertivas que seguem, a respeito do uso de sinais de pontuação no fragmento acima:
I. As duas vírgulas da primeira linha do texto são usadas pela mesma razão.
II. A vírgula da segunda linha separa uma oração adverbial.
III. As aspas utilizadas no fragmento marcam citações textuais.
Quais estão corretas?
Texto para o item.


Julgue o item, referente a aspectos linguísticos do texto.
Estariam mantidos o sentido original e a correção
gramatical do texto caso a vírgula empregada após
“Helena” (linha 5) fosse suprimida e fosse inserido,
imediatamente após o referido vocábulo, o elemento de
coesão “e” — Helena e o pivô da guerra.
O mercado de arte vive um dos seus momentos mais atípicos, mas também um dos mais esperados e evidentes, onde todo o seu potencial especulativo atendeu plenamente às possibilidades do ecossistema digital. Estamos diante de um ponto de virada ou é apenas mais um grito desesperado do capitalismo?

Karina Gil. Inteligência emocional: como anda a sua? Internet:
A respeito de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
Estariam preservados os sentidos e a correção
gramatical do texto caso se suprimisse a vírgula
empregada após “famílias” (linha 16).
Texto para o item.


A respeito de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
A inserção de uma vírgula imediatamente após o termo
“países” (linha 6) prejudicaria a coerência das ideias do
texto.

Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência do texto caso a vírgula empregada após “benéfico” (linha 29) fosse substituída pelo sinal de dois-pontos.

Estariam mantidos o sentido original e a correção gramatical do texto caso, na linha 3, o termo “ainda” fosse deslocado, com as vírgulas que o isolam, para imediatamente depois de “ano”.
Texto para o item.

Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto.
Haveria prejuízo dos sentidos do texto, mas não de sua correção gramatical, caso fosse inserida uma vírgula imediatamente depois do vocábulo “colaboradores” (linha 27).
Texto para os item.


Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
A supressão da vírgula empregada logo após “Mas”, no
primeiro período do terceiro parágrafo, prejudicaria a
correção gramatical do período.
Texto para o item.

Lima Barreto. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Ática, 1995.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>
A respeito dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
No trecho “Nada de justiça, de pretorias...” (linhas 28 e
29), caso fosse suprimida a vírgula empregada logo após
“justiça”, seria mantida a correção gramatical do trecho,
mas seu sentido seria alterado.
O Texto a seguir refere-se ao item.
ELES NÃO APRENDEM
Estudo monitora psicopatas condenados por crimes violentos e descobre que eles respondem mal a penalizações como forma de aprendizado
O neurologista norte-americano James Fallon já estudava há décadas o cérebro de pacientes diagnosticados com distúrbios psíquicos quando ficou sabendo de seis assassinatos na família de seu pai. Decidiu, então, fazer uma tomografia, e, ao analisar o resultado, encontrou características semelhantes às apresentadas por psicopatas. “Minha mãe teve quatro abortos espontâneos, então, quando cheguei, me trataram como um garoto de ouro. Se tivesse sido tratado normalmente, talvez fosse hoje meio barra-pesada”, ele diz.
Fallon agora se reconhece como psicopata. Ele faz parte da corrente que acredita que é possível diagnosticar a psicopatia a partir de anomalias no cérebro, teoria ainda contestada por parte da comunidade médica, mas que acaba de ganhar um reforço importante. Um estudo feito pela Universidade de Montreal e pelo King's College London analisou 12 homens condenados por conduta violenta e diagnosticados clinicamente como psicopatas e outros 20 condenados pelo mesmo motivo, mas diagnosticados apenas como antissociais. Eles jogaram uma espécie de jogo da memória enquanto estavam dentro de uma máquina de ressonância magnética. As regras eram alteradas com frequência, e a ideia era justamente observar como eles se adaptavam a essas mudanças — errar é uma forma de aprendizado, já que o cérebro costuma entender a mensagem, representada no jogo pela perda de pontos, e deixa de repetir o padrão que levou à punição.
Os psicopatas tiveram mais dificuldades que os antissociais para aprender com as penalidades, e duas áreas do cérebro apresentaram comportamentos anormais. “Nosso estudo desafia a visão de que psicopatas têm baixa sensibilidade neural a punições”, dizem os pesquisadores. “Em vez disso, o problema é que existem alterações no sistema de processamento de informações responsável pelo aprendizado”. A expectativa é que a descoberta seja útil na busca por novos tratamentos para prevenir ações violentas.
Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/05/psicopatas-podem-se-recuperar-ao-serem-penalizados.html. Acesso em: 16 mar. 2022.
Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o seguinte item.
Em “As regras eram alteradas com frequência, e a ideia era justamente observar como eles se
adaptavam a essas mudanças [...]”, a vírgula está sendo empregada porque separa uma oração
coordenada sindética aditiva.
A arte silenciosa e o café
Ia escrever sobre café. Já escrevi algumas vezes sobre esse prazer que hoje me é proibido, por conta de uma esofagite. Queria refletir sobre o motivo de o nome das casas de café, muitas vezes, associarse à arte: Café Sabor & Arte, Café e Arte, Arte do Café, Café, Letras & Arte, etc. Uma amiga me disse que é porque a cafeína conduz a um estado sublime, tal qual a arte. Às vezes, o café pode estar amargo; e a arte também, muitas vezes, tem de ser amarga. Frequentar cafés, os estabelecimentos, não é um hábito tão comum no Brasil quanto na Europa ou nos EUA, onde tem dois cafés a cada quadra. Justo nós que somos seu maior e talvez melhor produtor.
Nos últimos anos, essa moda parece ter crescido. Nas grandes cidades, como aqui em Natal, já há lugares onde se pode sentar sem pressa, pedir um expresso, ler um livro. E há uma profusão de tipos para escolher: tem café orgânico, descafeinado, macchiato … tem até café para quem não quer sentir o gosto do café. Talvez, o café seja artístico porque saber tirar o café seja uma arte; que aliás dá nome a uma profissão que tem curso e sindicato na Itália, é a do barista (o operador de máquinas de café). A gente só descobre a diferença quando toma café tirado por barista, com pó de qualidade, máquina limpa e, sim, arte no tirar.
Sobre tudo isso eu queria escrever e reabilitar a minha paixão pelo café. Mas ontem à noite revi o filme O Rosto, de Bergman, e fui dormir (ou não domir) pensando na condição do artista enquanto escravo da tentativa de agradar. E nessa fase de pandemia em que proliferam lives e mais lives, às vezes, surdas plataformas de exibicionismo, o quanto talvez não caiamos na ilusão de que “somos atraentes quando somos mascarados”, nas palavras do cineasta sueco. O filme também discute fé e ceticismo, misticismo versus ciência, só para agregar mais atualidade a outro tema da película.
A morte, um de seus temas, também está lá, além da procura de Deus, um Deus silencioso que deixou os homens à própria sorte – lembremos que o cineasta era filho de um pastor austero. A solidão da certeza da morte, em muitos de seus filmes, é aliviada apenas pelo amor. Além de O Rosto, vemos isso em Ana e os lobos, Persona, O silêncio, Gritos e Sussurros, Cenas de um casamento e na mais psicanalítica de suas películas, plena de imagens surreais, Morangos Silvestres.
Tinha terminado esta coluna quando soube de uma homenagem ao cineasta italiano Michelangelo Antonioni na Itália. Reabro esse texto, apanho uma xícara de café (não posso, mas para isso existe omeprazol). Me lembro de que os dois morreram no mesmo dia, 30 de julho de 2007. Como esquecer a força que me causou Blow up, fita que vi sozinho, num quarto escuro, e que até hoje tento entender? Nela, com sutileza, sempre sutileza, e objetividade, esgarça o mais tênue limite entre aparência e realidade. Antonioni das mulheres sábias, do diálogo surdo entre Mastroianni e Monica Vitti em A Noite, dos espaços entre as falas para se adivinhar o que pensam as personagens. Antonioni da noite vazia, escura como café.
O que mais assemelha os dois cineastas talvez seja o silêncio, hoje tão raro nesse nosso descartável cinema barulhento. A força do silêncio, na amarga arte dos dois. Se Antonioni foi uma xícara vazia, Bergman foi o café do cinema ocidental.
André Carrico. Disponível em: https://apartamento702.com.br/cronica-arte-silenciosae-o-cafe/
