Questões de Concurso
Sobre travessão em português
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I. Os dois-pontos da linha 02 poderiam ser substituídos por “pois” entre vírgulas. II. As duas vírgulas que isolam “atual campeã mundial na época” (l. 03 e 04) marcam umaposto. III. As vírgulas das linhas 05 e 06 poderiam ser suprimidas sem que isso alterasse o sentido dafrase ou acarretasse algum tipo de erro. IV. O travessão da linha 09 tem a função de marcar uma ênfase na frase; por isso, pode sersuprimido sem acarretar erro estrutural na frase.
Quais estão corretas?
Utilize o texto abaixo para responder a próxima questão:

Julgue os itens abaixo sobre o uso dos sinais e formatação:
I. O travessão pode substituir vírgulas e parênteses.
II. Usa-se hífen no lugar de travessão.
III. Não se usa hífen em compostos, locuções e encadeamentos vocabulares.
Está(ão) correto(s) o(s) item(ns):
TEXTO 1
COMO A INTERNET PODE ESTAR TRANSFORMANDO NOSSO CÉREBRO


( ) O ponto fnal é usado no fnal das frases declarativas e imperativas para marcar uma pausa parcial. ( ) O ponto de exclamação é usado em frases exclamativas para indicar admiração, alegria, raiva. É também usado em frases imperativas para indicar uma dúvida. ( ) O ponto e vírgula é usado para indicar uma pausa num período frásico que ainda não acabou, sendo usado principalmente em itens enumerados, orações extensas, conjunções adversativas e orações sindéticas. ( ) O travessão é usado, principalmente, para introduzir uma fala no discurso direto. Pode ser usado também para separar uma oração intercalada da oração principal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Analise as seguintes assertivas a respeito da pontuação do texto:
I. Os travessões da linha 22 podem ser substituídos por parênteses sem acarretar erro na frase.
II. A vírgula da linha 21 foi empregada equivocadamente, pois está separando o mesmo sujeito da frase.
III. A segunda e a terceira ocorrência da vírgula na linha 32 separam um aposto.
Quais estão INCORRETAS?
(Cristina Tardáguila – Revista Época – 16/09/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)I. Na linha 04, o emprego da vírgula deve-se à separação entre uma oração subordinada adverbial e a oração principal. II. Nas linhas 07 e 08, o emprego do duplo travessão deve-se à inserção de uma expressão explicativa e eles poderiam ser substituídos por duas vírgulas sem prejuízo à correção gramatical do período. III. Na linha 33, o emprego dos dois pontos deve-se à inserção da uma fala em discurso direto, num diálogo entre os personagens do texto.
Quais estão corretas?
Em relação ao trecho acima, analise as afirmativas a seguir:
I. A primeira ocorrência do SE no trecho tem valor reflexivo recíproco. II. Os termos “a sessão de terapia” e “que” desempenham função sintática idêntica. III. Retirando-se o trecho entre travessões, o período se classifica como composto por quatro orações.
Assinale

TEXTO 01
Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo – São Paulo (SP)
A origem dessa aula de biologia em forma de museu está fortemente ligada ao início de outro museu da USP: o Museu do Ipiranga (ou Museu Paulista). Em 1890, o Conselheiro Francisco Mayrink doou ao Governo do Estado de São Paulo uma enorme coleção de história natural, que havia sido reunida pelo coronel Joaquim Sertório desde 1870. De início, todo esse acervo foi incorporado ao Museu Paulista.
Foi só em 1941 que todo o material zoológico foi transferido para o edifício que hoje ocupa, atrás do Museu do Ipiranga. Em 1969, o museu de zoologia passou a fazer parte da Universidade de São Paulo e recebeu seu nome atual. Em 2011, fechou as portas para uma grande reforma e reabriu em 2015 totalmente repaginado.
O local possui mais de 10 milhões de exemplares preservados e guarda testemunhos únicos sobre espécies e ecossistemas – alguns até já extintos. Réplicas de dinossauros, diversas espécies de animais e até a grande teoria de Charles Darwin é explicada por meio de painéis didáticos. Um dos mais interessantes mostra uma seleção de crânios que vão dos primeiros hominídeos até nós, homo sapiens.
Atualmente, o Museu de Zoologia é detentor de um dos maiores acervos zoológicos da América Latina.
(Disponível em <https://super.abril.com.br/cultura/5-museus-de-ciencia-brasileiros-que-voce-precisa-conhecer/>
Analise as seguintes considerações sobre mudanças nos sinais de pontuação no primeiro parágrafo do texto.
I. A vírgula após “Lembrava” (l. 03) pode ser suprimida.
II. O ponto após “chimpanzé” (l. 04) pode ser substituído por vírgula (a palavra seguinte, então, deve ser grafada com inicial minúscula).
III. Os travessões das linhas 04 e 05 poderiam ser substituídos por vírgulas.
IV. Os dois-pontos após “ereta” (l. 06) podem ser substituídos por vírgula, seguida de “uma vez que”.
Quais são INCORRETAS?
“A beleza, no fim”, de Marina Colasanti
Você folheia um livro, uma revista, e de repente, como se cruzasse uma esquina, um fato pelo qual não esperava está à sua frente. Como a foto em que esbarrei ao virar uma página 7.
Ali estava uma cena de museu absolutamente incomum. Diante de um auto retrato de Rembrandt, moldura dourada sobre parede cinzenta, uma mulher cujo rosto não se vê porque voltado para o quadro, olha. Não está de pé. Está deitada em uma maca hospitalar conectada a aparelhos. Quatro assistentes estão com ela. Todos olham o quadro, menos a jovem mulher que controla os aparelhos.
O fotógrafo é Roel Foppen, militar aposentado, acompanhante voluntário da Stichting Ambulance Wens, uma associação holandesa cuja finalidade é a realização de desejos de doentes em fase terminal. De ambulância, a associação leva pessoas próximas à morte para rever algum país, cidade, obra, parente ou amigo que lhe seja especialmente caro e cuja visão queira ter consigo na última viagem.
“No dia 3 de março – diz o autor da foto – levamos três doentes de mobilidade reduzida ao Rijksmuseum. Eram 17 horas. Tínhamos o museu somente para nós.” A luz que incidia sobre o quadro, iluminando o olhar quase amoroso com que o velho pintor parecia dialogar com a mulher, chamou sua atenção. Afastou-se e fotografou.
Nada disse à mulher, uma senhora de 78 anos, portadora de esclerose lateral amiotrófica. O rosto dela não aparece, a discrição é absoluta, e ele não quis interromper o seu momento de contemplação. Mais tarde, postou a foto nas redes sociais – é possível que você que agora me lê a tenha visto – não para exibir sua foto, mas para chamar a atenção do mundo para a atividade da associação.
Certamente chamou a minha. Parei como todos os que estão na foto. Porém, não para olhar o “Auto retrato com dois círculos”, obra do final da vida de Rembrandt da qual todos nos sentimos íntimos, e sim para permitir que a visão daquele gesto de amor ao próximo e de busca da beleza afagasse minha alma diariamente maltratada pelo noticiário.
A associação de ideias recolheu na memória um filme visto no início da década de 70, “Soylent Green”. Definido como ficção científica é, na verdade, uma ficção profética que retrata Nova Iorque no ano de 2022, com 40 milhões de habitantes. A ciência conseguiu vencer as doenças, mas o calor é sufocante, a água é só para beber, no planeta poluído e super povoado os recursos naturais se esgotaram, a população pobre suada e suja se alimenta de tabletes fornecidos pela indústria Soylent. O último lançamento de tabletes é verde.
Não foi pelos tabletes que me lembrei do filme. Foi pela cena final, quando o velho companheiro do detetive Thorn (Charlton Heston) decide que chegou a hora de morrer e se encaminha para a Casa, espaço destinado aos que querem receber o fim através de um medicamento. Ali, deitado numa maca diante de imensa tela, verá projetadas durante vinte minutos cenas de como o planeta era antes, rico e verdejante, com seus campos e bosques, seus rios claros, suas geleiras e desertos, seus imensos oceanos. Acompanhando as cenas, ouve a Patética, de Tchaikovsky e a Pastoral, de Beethoven. E morre levando consigo a harmonia da criação.
Não foi só a personagem Sol, que levou atrás dos olhos essa visão. Seu intérprete, o ator Edward G. Robinson estava doente de câncer, terminal. A cena foi uma dupla despedida que fez chorar Charlton Heston. Edward G. Robinson morreu 10 dias após o término das filmagens.
Disponível em:
Neurocientista é alvo de mansplaining citando artigo que ela mesma escreveu
Enquanto palestrava, a especialista foi interrompida por homem que sugeriu a leitura de um estudo sobre o assunto – que ela mesma tinha escrito
REDAÇÃO GALILEU
05 NOV 2019
A neurocientista Dra. Tasha Stanton contou no Twitter um episódio de machismo que sofreu durante a Conferência Australiana da Associação de Fisioterapia, que aconteceu no fim de outubro. Ela foi vítima de mansplaining com sua própria pesquisa científica.
Mansplaining é um termo em inglês usado para descrever o comportamento de alguns homens que assumem que uma mulher não conhece determinado assunto e insiste em explicá-lo, subestimando os conhecimentos da mulher.
O caso de Stanton é um exemplo de mansplaining: enquanto ela palestrava, um cientista homem a interrompeu no meio do discurso e sugeriu que ela lesse determinado artigo para "entender melhor" o assunto. O artigo que ele indicou, entretanto, tinha sido escrito pela própria palestrante.
"Espere aí por um segundo, amigo. Sou Stanton. Eu sou a autora do artigo que você acabou de mencionar'", ela disse naquele momento da palestra. Ela e outros cientistas da conferência riram da situação, mas ela ficou desconfortável com o acontecido.
"Só para ficar claro: eu nunca esperaria que as pessoas soubessem como sou fisicamente", ela escreveu posteriormente
no Twitter. "Disse que era um grande elogio que ele recomendasse meu trabalho, que estava feliz por ele ter gostado e
achado útil, mas que no futuro ele deveria ter cuidado para não assumir que outras pessoas não sabem as coisas."
Stanton é professora na Universidade do Sul da Austrália (UniSA), já publicou mais de 60 artigos em periódicos científicos
e foi palestrante em mais de 50 conferências. Ela completou seu doutorado na Universidade de Sydney em 2010 e
atualmente é bolsista do Conselho Nacional de Pesquisa em Saúde e Medicina (NHMRC) da Austrália.
Sua pesquisa tem como objetivo entender por que as pessoas sentem dor e por que, às vezes, a dor não desaparece. Seu
trabalho abrange tanto a dor experimental quanto a clínica e, ela analisa como a educação e a atividade física desempenham
papel na recuperação de dores crônicas.
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2019/11/neurocientista-e-alvo-de-mansplaining-citandoartigo-que-ela-mesma-escreveu.html. Acesso em 05 de novembro de 2019.





