Questões de Concurso Sobre tipologia textual em português

Questões Discursivas

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Q2086131 Português
INSTRUÇÃO: A questão diz respeito ao TEXTO 2. Leia-o atentamente para respondê-las.

TEXTO 2

Sintomas iniciais de Covid-19 podem variar de acordo com idade e sexo

Pesquisa no Reino Unido detectou diferenças na manifestação da doença entre pessoas acima e abaixo de 60 anos e entre homens e mulheres. Entenda.

    Conforme a pandemia de Covid-19 avança, cada vez mais a ciência conhece as diferentes manifestações da doença causada pelo Sars-CoV-2 em diversos grupos de pessoas. Um estudo publicado na última quinta-feira (29) no jornal científico Lancet Digital Health indica que os sintomas da infecção pelo novo coronavírus são diferentes de acordo com a idade e o sexo daqueles que foram contaminados.

    De acordo com a pesquisa, as principais divergências se dão entre os grupos mais jovens (16 a 59 anos) em relação aos mais velhos (60 a 80 anos). Para chegar às conclusões, os cientistas analisaram dados de abril a outubro de 2020 registrados no aplicativo do levantamento ZOE COVID Symptom Study, conduzido no Reino Unido. As pessoas que reportaram algum sintoma no app foram instruídas a fazer o teste para Covid-19 até três dias após o início da manifestação. Dessa forma, os autores conseguiram rastrear 80% dos casos.

    Um sistema de aprendizado de máquina cruzou os dados dos sintomas com informações como idade, sexo e condições de saúde dos participantes. Foi aí que os estudiosos chegaram a 18 sintomas iniciais diferentes de Covid-19. De modo geral, os mais comuns foram perda do olfato, dor no peito tosse persistente, dor abdominal, bolhas nos pés, olhos doloridos e dor muscular fora do normal.

     No entanto, entre os indivíduos acima de 60 e 80 anos, a perda da capacidade olfativa foi menos relevante do que nos mais jovens. Por outro lado, diarreia foi uma manifestação bem mais significativa nos idosos.

    Analisando as diferenças entre os sexos, homens se mostraram mais propensos a ter dificuldade para respirar, fadiga e calafrios; já as mulheres estão mais sujeitas à anosmia, além de dor no peito e tosse persistente. [...]

Redação Galileu. Sintomas iniciais de Covid-19 podem variar de acordo com idade e sexo. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/07/sintomas-iniciaisde-covid-19-podem-variar-de-acordo-com-idade-e-sexo.html. Acesso em 08 ago.2021.


Considerando aspectos da construção do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2086049 Português

A carteira


Machado de Assis






ASSIS, Machado de. A CARTEIRA. Disponível https://contobrasileiro.com.br/a-carteira-conto-de-machado-de-assis/. Acesso em 30 ago.2021. [Fragmento]

Do ponto de vista de sua tipologia, o Texto 1 é predominantemente narrativo porque
Alternativas
Q2016792 Português
TEXTO 01

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Crescimento em Grupo

Um membro de um determinado grupo, sem nenhum aviso deixou de participar.
Após algumas semanas, o mestre do grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O mestre encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante de um brilhante fogo.
Supondo a razão para a visita, o homem saudou-lhe, conduziu-lhe a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto esperando.
O mestre se fez confortável, mas não disse nada. No silêncio sério, contemplou a dança das chamas em torno da lenha ardente. Após alguns minutos, o mestre examinou as brasas, cuidadosamente apanhou uma brasa ardente e deixou-a de lado. Então voltou a sentar-se e permaneceu silencioso e imóvel. O anfitrião prestou atenção a tudo, fascinado e quieto.
Então foi-se diminuindo a chama da solitária brasa, houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou de vez. Logo estava frio e morto. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o cumprimento inicial.
O mestre, antes de se preparar para sair, recolheu a brasa fria e inoperante e colocou-a de volta no meio do fogo. Imediatamente começou a incandescer uma vez mais com a luz e o calor dos carvões ardentes em torno dela.
Quando o mestre alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: - Obrigado tanto por sua visita quanto pelo sermão. Eu estou voltando ao convívio do grupo.

https://semeandocatequese.wordpress.com/category/mensagem/page/2/ - Adaptado
O texto é predominantemente:
Alternativas
Q2012658 Português
       Na minha vila, a única vila do mundo, as mulheres sonhavam com vestidos novos para saírem. Para serem abraçadas pela felicidade. A mim, quando me deram a saia de rodar, eu me tranquei em casa. Mais que fechada, me apurei invisível, eternamente nocturna. Nasci para cozinha, pano e pranto. Ensinaram-me tanta vergonha em sentir prazer, que acabei sentindo prazer em ter vergonha. Belezas eram para as .mulheres de fora. Elas desencobriam as pernas para maravilhações.[...] Estava tão habituada a não ter motivo, que me enrolei no velho sofá. Olhei a janela e esperei que, como uma doença que passa, a noite passasse. No dia seguinte, as outras chegariam e me falariam do baile, das lembranças cheias de riso matreiro. E nem inveja sentiria. Mais que o dia seguinte, eu espera pela vida seguinte.
A escrita de Mia Couto tem base em histórias de vida com um discurso ideológico e social. Em suas narrativas estão inseridos os costumes moçambicanos, a cultura e outras noções. Considere a leitura do fragmento de "A saia almarrotada" e assinale a alternativa correta em relação à condição feminina, no excerto.  



Em relação à linguagem empregada por Mia Couto, no fragmento de "A saia almarrotada", pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2012655 Português
Leia o texto "Arte de infantilizar formigas", do escritor sul-mato-grossense Manoel de Barros:
        As coisas tinham para nós uma desutilidade poética. Nos fundos do quintal era riquíssimo o nosso dessaber. A gente inventou um truque pra fabricar brinquedos com palavras. O truque era só virar bocó. Como dizer: Eu pendurei um bentivi no Sol. O que disse Bugrinha: Por dentro de nossa casa passava um rio inventado. O que nosso avô falou: O olho do gafanhoto é sem princípios. Mano Preto perguntava: Será que fizeram o beija-flor diminuído só para ele voar parado? As distâncias somavam a gente para menos. O pai campeava campeava. A mãe faia velas. Meu irmão cangava sapos. Bugrinha batia com uma vara no corpo do sapo e ele virava uma pedra.
É comum coexistirem sequências tipológicas na construção de um gênero textual. Nesse fragmento, os tipos textuais que se evidenciam na organização temática são: 
Alternativas
Q2010384 Português
Analise os textos seguintes:
I."Vamos ver. Bom, a sala tem forma de ele, apesar de não ser grande, né, dá dois ambientes perfeitamente separados. O primeiro ambiente da sala de estar tem um sofá forrado de couro, uma forração verde, as almofadas verdes, ladeado com duas mesinhas de mármore, abajur, um quadro, reprodução de Van Gogh. Em frente tem uma mesinha de mármore e em frente a esta mesa e portanto defronte do sofá tem um estrado com almofadas areia, o aparelho de som, um baú preto. À esquerda desse estrado há uma televisão enorme, horrorosa, depois há em frente à televisão duas poltroninhas vermelhas de jacarandá e aí termina o primeiro ambiente. Depois então no outro, no alongamento da sala há uma mesa grande com seis cadeiras com um abajur em cima, um abajur vermelho. A sala é toda pintadinha de branco".
II."Ler cansa. Cansa porque envolve esforço, tempo e concentração. Hoje, com todas as facilidades da vida moderna, muitos leem somente quando obrigados: na escola, para o vestibular, na faculdade ou para se manterem atualizados profissionalmente. Poucos leem por prazer. Menos ainda os que escrevem por prazer. Segundo Schopenhauer, a maioria dos escritores "vivem da literatura e não para a literatura". Raras são as vezes em que ambas são exercidas pelo mesmo homem. Enquanto muitos preferem gastar energias e recursos em festas, divertimentos ou prazeres fugazes, "A arte de escrever" mostra como gastar as mesmas energias e recursos com a literatura e obter retorno".
III."Aos quatro anos de idade, ainda bem pequenino, descobri pela primeira vez que podia ler. Eu tinha visto uma infinidade de vezes as letras que sabia (porque tinham me dito) serem os nomes das figuras colocadas sob elas. Havia muitos detalhes, muitas informações. O menino desenhado em grossas linhas pretas, vestido com calção vermelho e camisa verde (o mesmo tecido vermelho e verde de todas as outras imagens do livro, cachorros, gatos, árvores, mães altas e magras), e de algum modo, eu percebia, as formas pretas e rígidas embaixo dele, como se o corpo do menino tivesse sido desmembrado em três figuras distintas: um braço e o torso, b, a cabeça isolada, perfeitamente redonda, o, e as pernas bambas e caídas, y. Eram signos para mim, consegui relacioná-los a alguma coisa, porque eu já os conhecia".
IV."O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome. Limitava-se a gritar: "... te vi!... te vi!..." com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Mas logo a seguir, o mesmo passarinho - ou seu filho, seu irmão, como posso saber, com a folhagem cerrada da mangueira? - animou-se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e gritava apenas, daqui, dali, invisível e brincalhão: "...vi!...vi!..." - o que me pareceu ainda mais divertido".
Marque a alternativa com identificação da tipologia textual CORRETA e respectivamente identificada:
Alternativas
Q2010380 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

UMA FÁBULA SOBRE EDUCAÇÃO


(1º§) Certa vez, os animais resolveram preparar seus filhos para enfrentar as dificuldades do mundo atual e, por isso, organizaram uma escola. Adotaram um currículo prático que constava de corrida, escalada, natação e voo. Para facilitar o ensino, todos os alunos deveriam aprender todas as matérias.

(2º§) O pato, exímio em natação, (melhor mesmo que o professor), conseguiu notas regulares em voo, mas era aluno fraco em corridas e escalada. Para compensar esta fraqueza, ficava retido na escola todo dia, fazendo exercícios extras. De tanto treinar corrida ficou com os pés terrivelmente esfolados e, por isso, não conseguia mais nadar como antes.

(3º§) Entretanto, como o sistema de promoção era a média aritmética das notas nos vários cursos, ele conseguiu ser um aluno sofrível, e ninguém se preocupou com o caso do pobre pato.

(4º§) O coelho era o melhor aluno do curso em corrida, mas sofreu tremendamente e acabou com esgotamento nervoso, de tanto tentar natação.

(5º§) O esquilo subia tremendamente, conseguindo belas notas no curso de escalada, mas ficou frustrado em voo, pois o professor o obrigava a voar de baixo para cima e ele insistia em usar os seus métodos, isto é, em subir nas árvores e voar de lá para o chão. Ele teve que se esforçar tanto em natação que acabou por passar com nota mínima em escalada, saindo-se mediocremente em corrida.

(6º§) A águia foi um aluno problema, severamente castigada desde o princípio do curso porque usava métodos exclusivos dela, além de nem sempre chegar no horário das classes. Seus métodos eram ortodoxos fosse para atravessar o rio ou subir nas árvores. No fim do ano, uma águia anormal, que tinha nadadeiras, conseguiu a melhor média em todos os cursos e foi a oradora da turma.

(7º§) Os ratos e os cães de caça não entraram na escola porque a administração se recusou a incluir duas matérias que eles julgavam importantes, como escavar tocas e escolher esconderijos. Acabaram por abrir uma escola particular junto com as marmotas e, desde o princípio, conseguiram grande sucesso.

(Citado no livro Inclusão em educação, autoria de Mônica Pereira dos Santos. São Paulo. Editora Cortez.2012). 

Marque o que NÃO se comprova no texto, "Uma fábula sobre Educação".
Alternativas
Q2006215 Português
O “Quarto de despejo” e o spread literário

Luiz Maurício Azevedo 

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AZEVEDO, Luiz Maurício. O “Quarto de despejo” e o spread literário. Correio do Povo,
Porto Alegre, 3 out. 2020.

Em Ler e escrever: estratégias de produção textual, Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias (2012) apresentam um conjunto de recursos que contribuem para a progressão sequencial, possibilitando o avanço do texto, além de contribuir para a construção de seu sentido.


Considerando-se apenas os mecanismos associados à chamada progressão tema-rema, o subtipo que predomina no segundo parágrafo (linhas 7-18) do artigo é

Alternativas
Q2004261 Português
Relacione as colunas 1 e 2 abaixo.
Coluna 1 Tipo 1. Descrição 2. Narração 3. Dissertação 4. Injunção 5. Explicação 6. Predição
Coluna 2 Finalidade ( ) Faz compreender um problema da ordem do saber. ( ) Sua ordem é não linear, vertical, hierárquica. ( ) É uma antecipação de situações cuja realização será posterior ao tempo da enunciação. ( ) É empregada em editoriais. ( ) É sustentada por um processo de intriga, de modo a formar um todo, uma ação completa. ( ) Objetiva incitar a realização de uma situação.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q2004247 Português
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2002783 Português

Leia o texto com atenção o texto a seguir e responda.


Vertente


Tanta gente esperando o resultado. Sentia-se bem ali, entre tantos. Foi até o rio. Enquanto não ouvisse o megafone com a novidade, poderia ficar junto com os mais calmos, pés na orla. "Tanta gente", ouvia todos repetindo, menos ele, que preferia pensar baixinho, seguindo como se sentisse umas cócegas no pensamento, embora só aceitasse essa surdina cálida no meio de outras vozes, como ali. Quando anunciaram o nome, engoliu o merecimento. Aproximou-se então – devagar. Sempre cultivara a convicção de que seria o escolhido por uma razão que justamente agora começava a lhe fugir. Via que não era mais o mesmo que aprendera a reconhecer. Sentiu a virilha molhada. Notou que toda a sua massa se diluía pelos poros. O corpo, ah, se desdobrava em córrego... 


(NOLL, J. G. Mínimos, Múltiplos, Comuns. São Paulo: Francis, 2003.)


Conforme se apresentam suas características, pode-se dizer que esse texto é predominantemente:

Alternativas
Q2002087 Português

Texto 3


Vencedora do Nobel de Química cria teste para detectar a Covid-19 em cinco minutos 


texto_3.png (378×341)


Disponível em: <https://www.cmjornal.pt/sociedade/>.
Acesso em: 3 mar. 2021. (fragmento), com adaptações.
No que tange à tipologia textual, o texto apresentado é 
Alternativas
Q2002083 Português
Texto 1

Água e sabão: entenda a química que torna a lavagem de mãos tão eficaz 

texto_1.png (378×487)

Disponível em: <https://www.uol.br/tilt/noticias/>.
Acesso em: 5 mar. 2021, com adaptações.
 
Com relação à tipologia e aos sentidos do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1997919 Português


A lógica norueguesa


De todas as viagens que fiz, nenhum povo me surpreendeu mais do que o norueguês. Estive por lá num início da primavera e fiquei intrigado com um trator que arava a terra no acostamento da rodovia onde eu trafegava. Logo descobri: o governo da Noruega paga aos fazendeiros para fazer jardins ao lado das rodovias. Certamente viajar rodeado por flores agradaria muito mais a qualquer turista. (...)

Dinheiro não é problema. A Noruega é um dos 10 maiores exportadores de petróleo do mundo. O governo tem reservas para sustentar o país por 100 anos se não entrar mais um centavo nos cofres públicos e ocupa a 6ª posição entre os menos corruptos (a Dinamarca é o primeiro e o Brasil… bem, deixa isso pra lá). Nem por isso há distribuição de grana, o governo aperta o cidadão, cobra altos impostos, e assim mantém as pessoas sempre desafiadas para ganhar a vida.

Quem manda é um rei, talvez a única monarquia que foi eleita no mundo. Em 1905, a Noruega não quis mais fazer parte da Suécia e em um plebiscito decidiu pela separação com 99,95% dos votos (só 184 eleitores votaram contra). Decidiram também pela monarquia, mas faltava um rei. Convidaram então Carlos da Dinamarca, que só aceitou a missão depois que um plebiscito aprovou seu nome por esmagadora maioria. O atual monarca é Haroldo V da Noruega.

Talvez você se lembre de que um dos quadros da série O Grito foi roubado e os ladrões deixaram até um bilhete (“obrigado pela falta de segurança”). Mas não foi por acaso: os responsáveis pela segurança se preocuparam que alguém pudesse se ferir em um assalto e isso seria mais intolerável que qualquer roubo. “Todo mundo sabe que esse quadro é nosso, ninguém vai comprar”, disseram os noruegueses. Tiro e queda, o quadro voltou.

É claro que um povo assim não se contentaria apenas em separar o lixo com rigor. Isso é para principiantes. Lá eles usam o lixo não reciclável para queimar e produzir energia elétrica. Imagina fazer um lixão num país tão lindo! Só que sempre surge um novo problema: falta lixo. Agora a Noruega se tornou importadora de lixo para produzir energia elétrica.

Gostei tanto que quis trazer para casa um aquavit, a bebida típica, com seus 40% de teor de álcool. No supermercado só achei cerveja e tive de perguntar. Não, não, destilados só em lojas controladas pelo governo (o vinmonopolet) que só vende para maiores de idade e jamais para pessoas embriagadas. Achei uma loja de licor e criei coragem de sacar meu cartão de crédito para pagar uma pequena fortuna pela garrafa. A vendedora, até então uma simpática idosa, me olhou horrorizada enquanto dizia: “como assim, você quer pagar bebida alcoólica com cartão de crédito?”. Tem toda lógica, convenhamos.

ARAÚJO, R. Disponível em: https://www.revistaviajemais.com.br/a-logica-norueguesa/#more-1248. Acesso em: 08/07/21

A organização das ideias no texto segue o padrão descrito em
Alternativas
Q1997858 Português

Leia o texto de Raquel de Queiroz com atenção e responda a questão.


A grande causa de esquecimento, a responsável pela pouca contrição da gente e a pouca constância no arrependimento, é o tempo, é o tempo não ser, como o espaço, uma coisa onde se possa ir e vir, sair e voltar... O que se passa no tempo, some-se, anda para longe e não volta nunca, pior do que se estivesse do outro lado de terra e mar.

Afinal, quem pode manter, num espelho, uma imagem que fugiu?


(Raquel de Queiroz)

Quanto à função da linguagem e ao tipo de texto, é correto afirmar que o texto de Raquel de Queiroz é predominantemente

Alternativas
Q1995515 Português

O cadeado

Por: Ana Cristina Vieira de Souza (Cris da Rocha)


Um dia o cadeado resolveu não abrir. Como não era de boa qualidade, enferrujou. Tentaram abrir: apertaram, viraram de um lado para o outro, até que a chave emperrou. [...] Não se contendo, ao invés de retirar a chave de dentro do cadeado, apertaram mais e mais até a chave quebrar e, na pressa de abrir o cadeado para entrar, ficaram do lado de fora até que se pudesse encontrar alguém para cortar o cadeado e dinheiro para comprar um novo [...].

Às vezes somos que nem a história simples do cadeado, queremos ser mais felizes, alegres, satisfeitos e gentis com a vida, mas passamos esse tempo repetindo os mesmos erros, entrando e saindo sempre pela mesma porta, empurrando os mesmos problemas ao invés de tentarmos soluções. [...] Nem sempre conseguimos a coragem suficiente para desapegar daquilo que não traz mais alegria de viver e que faz da vida um espetáculo que não nos encanta. [...] Há um momento, depois de todo o esforço, que o cadeado deve ser descartado com a chave e tudo. Jogue fora até acorrente que ajuda a trancar o portão e, mesmo que demore, compre tudo novo e aproveite das oportunidades que a vida vai te dar. Construa tudo com novas emoções e cuide para que seus sentimentos não enferrujem.


Adaptado de: https://psicologiaacessivel.net/2018/04/03/ocadeado/. Acesso em 23 abr. 2021.

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FUMARC Órgão: PC-MG Prova: FUMARC - 2021 - PC-MG - Médico Legista |
Q1980581 Português
Texto 01:

Ética profissional


           O ser humano se constitui numa trama de relações sociais, na medida em que ele adquire o seu modo de ser, agindo no contexto das relações sociais nas quais vive, produz, consome e sobrevive. Em suma, o ser humano emerge, no seu modo de agir (habitual ou não), as condutas normatizadas ou não, as convivências sadias ou neuróticas, as relações de trabalho, de consumo, que constituem prática, social e historicamente o ser humano. Numa dimensão geral, Luckesi (1992) delimita o ser humano como sendo o “conjunto das relações sociais” das quais participa de forma ativa.
           Para compreender como o ser humano se constitui na dinâmica das relações sociais como ser ativo, social e histórico, Luckesi (1992) sugere observar as condições que Marx faz sobre o trabalho como o elemento essencial constitutivo do ser humano. O modo como as pessoas agem se faz de forma social e histórica, produzindo não só o mundo dos bens materiais, mas também o próprio modo de ser do ser humano. Sob esse prisma, sendo o trabalho entendido como fator de construção do ser humano, porque é através dele que se faz e se constrói. O ser humano se torna propriamente humano na medida em que, conjuntamente com outros seres humanos, pela ação, modifica o mundo externo conforme suas necessidades. Ao mesmo tempo, constrói-se a si mesmo. E para que essas construções coletivas e individuais ocorram em prol do bem comum cada profissão conta com um conjunto de regras que delimitam o que é considerado socialmente “correto” e “errado”, através de um código de ética profissional.
          Assim como todos os atos e julgamentos, a prática profissional pressupõe normas que apontam o que se deve fazer. Normas aceitas e reconhecidas com as quais os indivíduos compreendem como devem agir. A ação de um indivíduo é o resultado de uma decisão refletida. Portanto, quando se reflete sobre as ações, sobre o comportamento prático com seus juízos, entra-se na esfera ética; quando essas ações envolvem o campo profissional, passa-se a falar de código de ética.
         O primeiro dever que a profissão impõe aos profissionais da segurança pública é, sem dúvida, o de bem conhecê-la. Não se pode, em verdade, exercer uma profissão, desconhecendo-lhe os deveres, as regras de conduta, as prerrogativas, até porque observar os preceitos do Código de Ética profissional é dever inerente ao exercício de toda profissão.

Fonte: SILVA, Alcionir do Amarante. Ética do policial. TCC Curso de Filosofia UNISUL, 2011.15p
(Adaptado). 
O tipo textual predominante no Texto 01 é 
Alternativas
Q1922326 Português

Texto para o item.



Daniele Cristina Santos Floret. Responsabilidade social empresarial no setor de compras.

Internet:<techoje.com.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Estruturado em forma dissertativa, o texto trata da responsabilidade social empresarial.

Alternativas
Q1906979 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão. 





A ordem alfabética japonesa 


Imagem associada para resolução da questão

Imagem associada para resolução da questão


(Disponível em: https://super.abril.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).


Considerando o texto, analise as assertivas a seguir:

I. Trata-se de um texto expositivo argumentativo, pois expõe fatos e argumentos em prol da defesa de um ponto de vista.

II. O texto é construído empregando a modalidade informal de escrita, como pode ser percebido pelo uso das contrações “pra” e “pro”.

III. O autor inicia o texto a partir do estranhamento causado pela posição da delegação brasileira na cerimônia de abertura das Olímpiadas e expõe informações que explicam o ocorrido.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1904191 Português

Após a leitura do texto abaixo, responda à questão.


Brasileiros são os que mais temem violência no mundo, aponta índice



  Os brasileiros são os que mais temem a violência ao redor do globo, com 83% da população do país muito preocupada com isso, aponta o Global Peace Index 2021, que mede o nível de paz e a ausência de violência em 163 nações.
  Divulgado nesta quinta-feira (17) pelo think tank independente australiano Institute for Economics and Peace (IEP), o índice mostra que, em relação ao medo da violência, o Brasil está acima da média mundial de 60%. O problema foi visto ainda como o maior risco para a própria segurança para 64% da população, à frente de questões como saúde, mesmo no ano da pandemia do coronavírus.
   Apesar de ser o país que mais teme a violência, o Brasil não está entre aqueles em que a população mais passou por situações violentas nos últimos dois anos - índice que está em 40%, mais de 20 pontos atrás da Namíbia, líder nesse aspecto do ranking com 63%. "Possivelmente, isso [o medo da violência] pode estar relacionado ao nível de denúncia dos crimes e a várias pessoas se comunicando em redes sociais." Killelea também aponta que 58% dos brasileiros se sentem menos seguros do que há cinco anos. O indicador vai na contramão da tendência mundial, que aponta que 75% das pessoas dizem se sentir tão ou mais seguras do que há cinco anos.
   Outro ponto em que o Brasil nada contra a corrente é a taxa de homicídios, que, apesar da pandemia, cresceu no país, enquanto 116 nações reduziram seus índices desde 2008. No primeiro semestre do ano passado, 25.712 pessoas foram mortas, número 7% maior do que o registrado no mesmo período de 2019, segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que compila estatísticas de criminalidade no país.
   Esses foram alguns dos fatores que levaram o Brasil a não avançar sua posição no ranking, permanecendo com um nível de paz considerado baixo. A pesquisa, realizada entre janeiro de 2020 e março de 2021, é baseada em 23 indicadores agrupados em três domínios: segurança, militarização e conflitos contínuos. O estudo mede o nível de violência física, de armamentos e de criminalidade, excluindo terror psicológico e intimidações verbais.
    No ranking geral, o Brasil permaneceu na 128ª posição, com pioras em indicadores como mortes por conflitos internos e terror político e avanços em questões como impacto do terrorismo e instabilidade política. Em 2020, o país era o 126º, mas a mudança não é considerada uma queda devido a atualizações nos dados.
   Já na América do Sul, o Brasil ocupa o 9º lugar, à frente apenas de Colômbia e Venezuela. Na região, o Uruguai segue como líder, apesar de ter registrado a maior piora em seus índices dentre os sul-americanos. Isso se deve, principalmente, à instabilidade política, aos protestos e aos crimes violentos. Por outro lado, a Argentina, na 3ª posição no continente, foi o país que mais avançou, com quedas nos índices de terror político e instabilidade política.
    Como um todo, a América do Sul foi a segunda que mais piorou seu nível de paz, atrás apenas da América do Norte. Os EUA, que avançaram sete posições no ano passado, caíram duas no ranking geral deste ano.
   Apesar de ter melhorado no indicador de impacto do terrorismo, o país norte-americano piorou nas questões de instabilidade política, conflitos internos e protestos violentos. O presidente do IEP aponta que esses fatores estão ligados à turbulenta eleição presidencial no ano passado, que culminou na invasão do Capitólio por apoiadores do ex-presidente Donald Trump no dia 6 de janeiro. Além disso, os EUA viram ainda diversas manifestações contra o racismo e a violência policial contra a população negra, que tiveram registros de violência. [...]
   Pelo lado positivo, pela primeira vez desde 2015 houve melhora do índice de conflitos permanentes, com queda nas mortes em campos de batalha e também no nível e na intensidade dos combates. [...] O estudo aponta que, se por um lado os conflitos e as crises da década passada estão diminuindo, eles devem ser substituídos "por uma nova onda de tensão e incerteza como um resultado da pandemia da Covid-19 e do aumento das tensões entre muitas das principais potências".
   O presidente do IEPvê três áreas como protagonistas dos problemas futuros. "Muito vai depender de quão bem o mundo vai se recuperar economicamente da Covid-19 nos próximos anos", diz. Nesse sentido, instabilidade política e protestos violentos são as principais preocupações, principalmente em países que não conseguirem se recuperar economicamente da pandemia, avalia Killelea. Além disso, a tendência de queda na militarização parece ter chegado ao fim e deve aumentar nos próximos anos. (Folha de Pernambuco- 17/06/21)

Com relação à organização global, o texto se caracteriza como expositivo-argumentativo, pois apresenta

I- uma tese que situa o Brasil em relação a outros países quanto ao problema da violência (o país que tem maior temor à violência).
II- um propósito comunicativo, que é discorrer sobre cada fator causador da violência, as consequências para a sociedade bem como as formas de enfrentamento.
III- dados estatísticos resultantes de pesquisa realizada, comparando a situação de violência entre os países a partir de indicadores previamente estabelecidos.
IV- depoimentos de autoridades no assunto, como forma de dar sustentação à tese, confirmando o princípio da polifonia.
V- uma avaliação da situação relatada, sinalizando o aumento da militarização como o maior protagonista do problema da violência.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
1961: D
1962: D
1963: D
1964: B
1965: D
1966: D
1967: D
1968: D
1969: D
1970: E
1971: A
1972: D
1973: C
1974: D
1975: C
1976: D
1977: B
1978: C
1979: E
1980: D