Questões de Concurso
Sobre tipologia textual em português
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Decongex é um medicamento usado para aliviar sintomas de gripe, resfriado, rinite e sinusite, como nariz entupido e coriza. Pode ser usado por adultos e crianças acima de dois anos e está disponível em comprimidos, xarope e gotas, dependendo da faixa etária.
O objetivo principal do texto é:
I- O texto apresenta informações fundamentadas em pesquisas e relatórios de instituições especializadas.
II- O texto tem finalidade predominantemente informativa.
Com base na organização composicional, na finalidade comunicativa e nas estratégias discursivas predominantes do texto-base, assinale a alternativa CORRETA quanto ao gênero textual predominante.


I. Constata-se que o parágrafo é predominantemente narrativo.
II. Embora predomine a narração, o parágrafo também apresenta elementos descritivos e uma fala reproduzida em discurso direto.
III. A expressão “com a naturalidade de quem repete aquele gesto há anos” sugere que a abertura do cofre era uma ação habitual para João Santos.
IV. O parágrafo finaliza com o uso de um vocativo, referindo-se ao entrevistado.
Quais estão corretas?
Leia o texto e responda à questão
O especialista em convicções
Octávio Brandão não sofria de falta de opinião. Sofria do excesso delas. Todos os dias, antes das nove da manhã, precisava decidir o que pensar sobre educação, inteligência artificial, política urbana, cinema estrangeiro e o novo uniforme da empresa. Considerava o esforço incompatível com a vida moderna. Opinar exigia leitura, comparação, dúvida e, em casos extremos, mudança de ideia.
Foi então que contratou Mauro Figueira, consultor de convicções.
Mauro trabalhava num escritório discreto, cuja placa prometia: “Posicionamentos sólidos para pessoas ocupadas”. Na primeira reunião, explicou o método.
— O senhor envia o tema e o contexto. Eu devolvo uma opinião pronta, com argumentos e uma frase de efeito.
— E se me fizerem perguntas?
— Há um plano adicional com respostas para objeções.
Octávio assinou o pacote completo.
O serviço funcionou admiravelmente. Sobre um filme que não vira, recebeu uma crítica equilibrada. Sobre um livro abandonado na página quinze, ganhou uma análise sobre “a tensão entre memória individual e violência institucional”. Numa reunião de condomínio, defendeu a preservação das árvores, embora tivesse solicitado a retirada de uma que sujava seu carro. Mauro explicou que contradições podiam ser reclassificadas como “evolução de pensamento”.
Aos poucos, Octávio se tornou conhecido pela lucidez. Os colegas esperavam seus comentários. Os parentes silenciavam quando ele começava uma frase com “A questão central é mais complexa”. Ninguém suspeitava de que a complexidade chegava por mensagem, acompanhada de um aviso: “Evite aprofundar se houver especialistas presentes”.
O problema surgiu num jantar. Clara, sua filha, perguntou:
— Pai, você acha que eu devo aceitar um trabalho em outra cidade?
Octávio pediu licença e foi ao banheiro. Enviou a pergunta a Mauro.
A resposta dizia: “Considere autonomia, vínculos afetivos e projeto de vida. Apoie a decisão dela, mas manifeste disponibilidade”.
Octávio voltou à mesa e repetiu quase tudo.
Clara o observou.
— Isso é o que você pensa?
Ele poderia ter dito que sim. Era uma opinião adquirida legalmente, paga em dia e adaptada ao cliente. Contudo, percebeu que não sabia se sentiria falta da filha, se temia a distância ou se desejava protegê-la. Tinha terceirizado o argumento e, sem notar, também adiara o afeto.
— Ainda estou pensando — respondeu.
Foi sua primeira frase original em muitos meses.
No dia seguinte, Octávio procurou Mauro para cancelar o contrato.
— Certas opiniões precisam nascer de quem assumirá as consequências — justificou.
— Interessante. Posso usar essa frase com outros clientes?
Octávio recusou. Mauro anotou a recusa com evidente admiração.
Antes de sair, Octávio hesitou.
— Você acha que estou fazendo a coisa certa?
Mauro fechou o caderno.
— O senhor quer uma opinião ou uma autorização?
A pergunta permaneceu entre os dois, precisa demais para ser confortável.
Na recepção, Octávio encontrou um comentarista famoso por opiniões rápidas sobre assuntos variados.
— Primeira consulta? — perguntou.
— Renovação de contrato — respondeu o homem. — O público anda exigindo espontaneidade.
Na rua, Octávio abriu o celular. Havia mensagens pedindo sua posição sobre uma crise recente. Pela primeira vez, não procurou Mauro nem escolheu a resposta mais segura. Escreveu: “Ainda não sei o suficiente para pensar”.
Publicou a frase e recebeu críticas imediatas. Alguns o acusaram de covardia. Outros elogiaram sua prudência. Um terceiro grupo afirmou que ele havia inaugurado uma nova corrente de pensamento.
Mauro, que ainda o seguia nas redes, enviou uma única mensagem:
“Excelente posicionamento. Posso oferecer exclusividade?”
Fonte: Banca Elaboradora
( ) Gêneros textuais são as diferentes formas de texto usadas para transmitir as mensagens que pretendemos aos seus receptores. São exemplos de gêneros textuais: crônicas, contos, notícias, bilhetes, listas de compras, receitas, etc.
( ) Os gêneros textuais são classificados conforme a sua função comunicativa. Eles são produzidos com linguagens e estruturas diferentes, ou seja, cada gênero textual recorre a um tipo de texto.
( ) Há muitos gêneros textuais, enquanto há cinco tipos de texto: narrativo, descritivo, argumentativo, expositivo e injuntivo.
( ) Os textos narrativos apresentam ações de personagens no tempo e no espaço.
A estrutura da narração é dividida em: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho.
Acredita quem quer

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acreditaquem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Cafeína pode ajudar na memória após privação de sono
Por Thais Szegö

(Disponível em: super.abril.com.br/saude/cafeina-pode-ajudar-na-memoria-apos-privacao-do-sono-sugere-
estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
O que é a síndrome do coração partido e por que ela pode ser fatal
Por Drauzio Varella

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/drauzio-varella/noticia/2026/07/o-que-e-a- sindrome-do-coracao-partido-e-por-que-ela-pode-ser-fatal-cms4mqvmg00ha014pc6a2g4b0.html – texto
adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O texto apresenta partes narrativas a serviço da exposição de fatos científicos.
II. O Dr. Drauzio não apresenta jargão técnico neste texto, o que faz com que seu texto possa ser considerado coloquial.
III. O principal objetivo do texto é explicar que a literatura sempre esteve certa ao afirmar ser possível morrer por ter o coração partido.
Quais estão corretas?
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Simplicidade
Uma das coisas que eu mais admiro em algumas pessoas é a capacidade de viver com simplicidade. Vejam bem: não estou falando de voto de pobreza, nem de um falso minimalismo ou de militância fake pelo desapego. Falo de pessoas genuinamente simples.
Ao longo da minha vida, eu tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas verdadeiramente simples. Algumas delas, para a minha sorte, da minha própria família. Outras, gratas surpresas com que a vida me presenteia de vez em quando.
Minha avó era uma pessoa simples. Me lembro até hoje de como ela era autenticamente feliz com coisas simples. Cuidar de suas plantinhas. Passear com os netos. Alimentar seus cachorros. Ir à igreja fazer suas orações. Ela teve uma vida muito dificil, e em sua velhice eram essas pequenas coisas que a faziam feliz. Ela valorizava os momentos com as pessoas que amava, e não as coisas. (...)
Em tempos de consumismo desenfreado, ostentação, status medido por número de likes nas redes sociais, manter-se simples é um desafio. Manter o foco no que é realmente importante e fundamental, sem nos deixar distrair com as tentações das futilidades, parece ser a utopia do século. O segredo para atingir este ideal eu não conheço, mas sei de um bom caminho: preste atenção no que realmente toca sua alma, e diferencie do que apenas satisfaz o seu ego. A fórmula pode estar por aí.
GODOY, Mayara. Simplicidade. Crônicas de categoria. Disponível em <https://cronicasdecategoria.com/2020/03/02/simplicida
de/>.