Questões de Concurso
Sobre tipologia textual em português
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A respeito da tipologia e das estruturas do texto acima, assinale a opção correta.



Considere os dois textos para responder às perguntas
de nºs 14 a 17.
Um relatório da Associação Nacional de Jornais (ANJ)
revelou que, nos últimos doze meses, foram registrados no
Brasil 31 casos de violação à liberdade de imprensa. Destes,
dezesseis são decorrentes de sentença judicial - em geral,
proferida por juízes de primeira instância. Trata-se de uma
anomalia e de uma temeridade. Anomalia porque há muito o
Judiciário tem mostrado seu compromisso com a defesa da
liberdade de imprensa e do livre pensamento, que é princípio
fundamental dos regimes democráticos e cláusula pétrea da
Constituição. A derrubada, pelo Supremo Tribunal Federal, da
Lei de Imprensa, instrumento de intimidação criado no regime
militar, é só um exemplo recente dessa convicção. Assim, um
juiz que, de forma monocrática, decide impor a censura a um
veículo passa a constituir uma aberração dentro do poder que
ele representa. A frequência com que esse tipo de atitude tem
se repetido é uma ameaça aos valores democráticos do país e
tem como consequência prática e deletéria o prejuízo do
interesse público, já que se priva a sociedade do direito à
informação.
(Veja, 26/08/2009)

No que se refere aos sentidos, à organização das idéias do texto
e à tipologia textual, julgue o item abaixo.
está flexionada na terceira pessoa do plural para concordar com a idéia de coletividade que a palavra "povo"
expressa. 
No que se refere aos sentidos, à organização das idéias do texto
e à tipologia textual, julgue o item abaixo.

No que se refere aos sentidos, à organização das idéias do texto
e à tipologia textual, julgue o item abaixo.
, o narrador dirige-se diretamente às aranhas. I. Para a composição do texto, foi utilizada também a técnica de divisão.
II. No processo de exposição das idéias, há etapas narrativas.
III. O tópico frasal do primeiro parágrafo é construído por definição.
Assinale:
Não sei por que você não me alivia a dor. Todo dia a senhora levanta a persiana com bruteza e joga sol no meu rosto. Não sei que graça pode achar nos meus esgares, é uma pontada cada vez que respiro. Às vezes aspiro fundo e encho os pulmões de um ar insuportável, para ter alguns segundos de conforto, expelindo a dor. Mas bem antes da doença e da velhice, talvez minha vida já fosse um pouco assim, uma dorzinha chata a me espetar o tempo todo e de repente uma lambada atroz. E qualquer coisa que eu recorde agora, vai doer, a memória é uma vasta ferida.
[...]
Eu próprio poderia arcar com viagem e tratamento no estrangeiro, se o seu marido não me tivesse arruinado. Poderia me estabelecer no estrangeiro, passar o resto dos meus dias em Paris. Se me desse na veneta, poderia morrer na mesma cama do Ritz onde dormi quando menino. Porque nas férias de verão o seu avô, meu pai, sempre me levava à Europa de vapor. Mais tarde, cada vez que eu via um deles ao largo, na rota da Argentina, chamava sua mãe e apontava: lá vai Arlanza!, o Cap Polonio!, o Lutétia!, enchia a boca para contar como era um transatlântico por dentro. Sua mãe nunca tinha visto um navio de perto, depois de casada ela mal saía de Copacabana. E quando lhe anunciei que iríamos em breve ao cais do porto, para receber o engenheiro francês, ela se fez de rogada. Porque você era recém-nascida, e ela não podia largar a criança e coisa e tal, mas logo tomou o bonde para cidade e cortou os cabelos à la garçonne.
[...]
E quando vi sua mãe naquele estado, falei, você não vai. Por quê, ela perguntou com voz fina, e não lhe dei satisfação, peguei meu chapéu e saí. Nem parei para pensar de onde vinha a minha raiva repentina, só senti que era alaranjada a raiva cega que tive da alegria dela. E vou deixar de falação porque a dor só faz piorar.
(Fonte: BUARQUE, Chico. Leite derramado. São
Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 10-12)
Não sei por que você não me alivia a dor. Todo dia a senhora levanta a persiana com bruteza e joga sol no meu rosto. Não sei que graça pode achar nos meus esgares, é uma pontada cada vez que respiro. Às vezes aspiro fundo e encho os pulmões de um ar insuportável, para ter alguns segundos de conforto, expelindo a dor. Mas bem antes da doença e da velhice, talvez minha vida já fosse um pouco assim, uma dorzinha chata a me espetar o tempo todo e de repente uma lambada atroz. E qualquer coisa que eu recorde agora, vai doer, a memória é uma vasta ferida.
[...]
Eu próprio poderia arcar com viagem e tratamento no estrangeiro, se o seu marido não me tivesse arruinado. Poderia me estabelecer no estrangeiro, passar o resto dos meus dias em Paris. Se me desse na veneta, poderia morrer na mesma cama do Ritz onde dormi quando menino. Porque nas férias de verão o seu avô, meu pai, sempre me levava à Europa de vapor. Mais tarde, cada vez que eu via um deles ao largo, na rota da Argentina, chamava sua mãe e apontava: lá vai Arlanza!, o Cap Polonio!, o Lutétia!, enchia a boca para contar como era um transatlântico por dentro. Sua mãe nunca tinha visto um navio de perto, depois de casada ela mal saía de Copacabana. E quando lhe anunciei que iríamos em breve ao cais do porto, para receber o engenheiro francês, ela se fez de rogada. Porque você era recém-nascida, e ela não podia largar a criança e coisa e tal, mas logo tomou o bonde para cidade e cortou os cabelos à la garçonne.
[...]
E quando vi sua mãe naquele estado, falei, você não vai. Por quê, ela perguntou com voz fina, e não lhe dei satisfação, peguei meu chapéu e saí. Nem parei para pensar de onde vinha a minha raiva repentina, só senti que era alaranjada a raiva cega que tive da alegria dela. E vou deixar de falação porque a dor só faz piorar.
(Fonte: BUARQUE, Chico. Leite derramado. São
Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 10-12)

Considerando o texto acima apresentado, julgue os itens de
62 a 67.
crianças brasileiras. A pesquisa inédita Saúde Brasil 2008, do
Ministério da Saúde, avaliou o crescimento da população e
verificou que, caso o Brasil mantenha o ritmo, a desnutrição será
praticamente nula entre 10 e 15 anos. O mesmo estudo mostrou
que o risco de obesidade vem aumentando no país,
principalmente entre os jovens do sexo masculino.
"O aumento da altura do brasileiro é um reflexo da
melhoria do padrão nutricional. Os investimentos em políticas
públicas de distribuição de renda, de saneamento e de melhorias
na alimentação e nutrição contribuíram para avanços e superação
da desnutrição no país", analisa uma das responsáveis pela
pesquisa Saúde Brasil. Ela destaca que o crescimento na estatura
das crianças, o maior entre todas as faixas etárias, permite ao país
uma visão otimista quanto ao fim da desnutrição infantil,
considerada um problema de saúde pública.
A análise sobre a redução no deficit de altura mostra que
as crianças brasileiras estão cada vez mais próximas do padrão
internacional estipulado pela Organização Mundial de Saúde, que
é feito a partir das medidas de peso e altura de meninos e meninas
sadias.
Os avanços são observados também na população adulta.
O estudo comprova que o brasileiro está mais alto. As mulheres
ganharam 3,3 cm em 14 anos. Os homens, nesse período,
aumentaram 1,9 cm no tamanho e chegaram a uma média de 1,70
m em 2003 - contra 1,68 m em 1989. Entretanto, esse ganho de
altura entre os adultos ainda está abaixo do padrão mundial usado
como referência.
Combate à desnutrição faz deficit de altura cair mais de 75% em
crianças. Internet:
Com referência às ideias e à tipologia do texto acima, julgue os
itens de 51 a 57.







