Questões de Concurso Sobre tipologia textual em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 4.183 questões

Q2743186 Português

Leia a charge a seguir para responder às questões 14 e 15.

...

I - O texto não verbal apresenta aspectos que se opõem entre si e partilham da construção do texto, como um todo.

II - O leitor deve atribuir um único sentido para o enunciado “Vejo que em 2016 você terá mais êxito nos seus roubos e ações criminosas...”

III - Atemática sugere ao leitor um posicionamento crítico sobre a política no Brasil.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q2743182 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 8 a 13.


Texto 02


Por que, com o tempo, os pães endurecem e os biscoitos amolecem?


1-------Alguns alimentos têm as características modificadas quando entram em contato com o ar

2--porque ocorre uma troca de umidade. Os pães ficam duros porque têm muita água, e os biscoitos

3--amolecem devido ao fato de quase não levarem água.

4-------"Isso decorre da própria diferença na composição desses produtos", afirma a química Cláudia

5--Moraes de Rezende, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O biscoito que fica exposto

6--ao ar absorve a umidade e perde a crocância. Em comparação, o pão francês tende a perder água e

7--ficar duro. A quantidade de açúcar, existente na composição de pães e biscoitos, também faz

8--diferença. "Os biscoitos têm bastante, o que favorece a absorção de água. Já o pãozinho tem pouco

9--açúcar e bastante amido. Este último sofre modificações na sua organização estrutural, que

10--estimulam o endurecimento", diz. Para não perder o apetite na hora do lanche, nada melhor do que

11--devorar o pão francês bem quentinho, assim que ele chegar da padaria. Quanto aos biscoitos, a dica

12--é mantê-los guardados na embalagem, em pote de vidro ou dentro da geladeira à espera de serem

13--consumidos.


Galileu, São Paulo, n. 214, p. 30, maio 2009.

Julgue os itens a seguir, de acordo com o Texto 02.


I - O uso de aspas em “Isso decorre da própria diferença na composição desses produtos” (linha 4), denota o uso da linguagem não-padrão.

II - Por ser do tipo narrativo, o texto dispensa o uso de objetividade e clareza.

III - A palavra “crocância” (linha 6), sem prejuízo de sentido para o contexto, poderia ser substituída pela expressão “que faz barulho”.

IV - “... nada melhor do que devorar o pão francês bem quentinho...” (linhas 10-11), a palavra destacada, foi usada em sentido conotativo.


Está(ão) CORRETA(S), apenas:

Alternativas
Q2743174 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.


Texto 01


Baleia


1---------A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pelo caíra-lhe em vários pontos, as

2--costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de

3--moscas. As chagas da boca e a inchação dos lábios dificultavam-lhe a comida e a bebida

4---------Por isso Fabiano imaginara que ela estivesse com um princípio de hidrofobia e amarrara-lhe

5--no pescoço um rosário de sabugos de milho queimados. Mas Baleia, sempre de mal a pior, roçava

6--se nas estacas do curral ou metia-se no mato, impaciente, enxotava os mosquitos sacudindo as

7--orelhas murchas, agitando a cauda pelada e curta, grossa na base, cheia de moscas, semelhante a

8--uma cauda de cascavel.

9---------Então Fabiano resolveu matá-la. Foi buscar a espingarda de pederneira, lixou-a, limpou-a com

10--o saca-trapo e fez menção de carregá-la bem para a cachorra não sofrer muito.

11---------Sinhá Vitória fechou-se na camarinha, rebocando os meninos assustados, que adivinhavam

12--desgraça e não se cansavam de repetir a mesma pergunta:

13---------- Vão bulir com a Baleia?

14---------Tinham visto o chumbeiro e o polvarinho, os modos de Fabiano afligiam-nos, davam-lhes a

15--suspeita de que Baleia corria perigo.


RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 85. (Fragmento)

Em relação ao tipo de discurso utilizado no trecho:

..

“Sinhá Vitória fechou-se na camarinha, rebocando os meninos assustados, que adivinhavam desgraça e não se cansavam de repetir a mesma pergunta:

- Vão bulir com a Baleia?” (linhas 11-13), podemos classifica-lo corretamente como:

Alternativas
Q2741514 Português

Instrução: As questões 01 a 05 referem-se ao texto abaixo.


Videiras de Cristal


  1. ____Bem mais tarde, quando o dormitório coletivo
  2. envolvia-se nas sombras e ________ apenas os roncos
  3. e os espaçados gemidos dos enfermos permeando o
  4. calor rançoso das respirações, Jacobina e Ana Maria
  5. Hofstäter estavam à janela, olhando as luzes da cidade:
  6. pouco a pouco se apagavam, e a fímbria de pontos
  7. luminosos às margens do rio ________ num cordão
  8. móvel, de uma sinuosidade ágil, como se alguém
  9. inconstante traçasse sucessivas linhas de um contorno.
  10. ____Haviam dividido o pão da avó Müller e o mastigavam
  11. sem fome.
  12. ____– Nunca aceite nenhuma violência – disse Jacobina,
  13. despertando de uma longa mudez. Aceitar a violência
  14. é negar a própria vida. Aqueles homens que violaram
  15. você ao lado da cruz, eles um dia pagarão.
  16. ____Ana Maria estremeceu. Desde o acontecimento do
  17. arroio nunca mais falaram no assunto.
  18. ____– A senhora acha que um dia eu vou casar?
  19. ____Ana Maria sentiu logo que não deveria perguntar isso.
  20. ____– Por que não? Irá casar, igual a Maria Sehn. –
  21. Jacobina voltou os olhos para Ana Maria. – Sei o que
  22. você está pensando. Mas uma coisa eu lhe asseguro:
  23. você é tão virgem como Maria Sehn era antes do
  24. casamento.
  25. ____Só, em sua cama, enrolada no exíguo cobertor
  26. que ________ os pés de fora e batendo o queixo de
  27. frio, Ana Maria pensava no jovem Haubert. Sempre
  28. acompanhando o tutor Robinson o Ruivo, Haubert
  29. foi ocupando um lugar no Ferrabrás, e não apenas nos
  30. corações dos chefes. Jovem como uma figueira de um
  31. ano, tinha o olhar caído e triste de um homem de
  32. quarenta. Gostaria que ele estivesse ali, junto com
  33. elas. Ele as protegeria. E adormeceu pensando: a
  34. saudade é a verdadeira medida do amor.


Adaptado de ASSIS BRASIL, L. A. Videiras de Cristal. Porto

Alegre: Mercado Aberto, 1997. 5ª edição. Páginas 211-212.

Considere as seguintes afirmações.


I - Se a frase Nunca aceite nenhuma violência (l. 12) estivesse em discurso indireto, seria escrita como Jacobina disse a Ana Maria que nunca aceitasse nenhuma violência.

II - Se a frase A senhora acha que um dia eu vou casar? (l. 18) estivesse em discurso direto, seria escrita como Ana Maria perguntou se Jacobina achava que um dia eu casaria.

III - Se a frase Irá casar, igual a Maria Sehn (l. 20) estivesse em discurso indireto, seria escrita como Jacobina disse a Ana Maria que ela iria casar, igual a Maria Sehn.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2741146 Português

Leia a tira para responder às questões de números 01 a 03.



(Quino, Toda Mafalda. São Pulo: Martins Fontes, 2010)

Na fala do segundo quadrinho “Como alguém pode ficar impassível diante disso?”, o termo “como”, em destaque, expressa o mesmo sentido com que foi empregado em:

Alternativas
Q2741143 Português

Leia a tira para responder às questões de números 01 a 03.



(Quino, Toda Mafalda. São Pulo: Martins Fontes, 2010)

A partir da leitura da tira, é correto concluir que

Alternativas
Q2739977 Português

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.


PRECISAMOS DE UMA POLÍCIA QUE NOS PROTEJA


Tem muito policial bom Brasil a fora. Gente corajosa, de olhar inquisitivo, interesse nas pessoas, solidez, moral. No geral, no País, esses bons policiais tem imensa dificuldade em lidar com a cultura da corporação. Acabam ficando deprimidos, uns escorregam no álcool ou em outras drogas, vários vão lentamente afrouxando a fibra moral. Alguns se suicidam, pela impossibilidade de conciliar o que eles acham certo com o que são obrigados a fazer todos os dias. Numa pesquisa com PMs do Estado do Rio1, um a cada dez admitiu que já tentou se matar, um a cada cinco disse que pensava nisso.

Sem polícia, não é possível viver em paz na sociedade. Por mais rico e civilizado que seja um lugar, sempre haverá o perigo de alguém mau aparecer querendo lesar os outros – até o Éden precisa se precaver contra esse risco. O trabalho de polícia é um serviço público básico, que qualquer Estado digno de cobrar imposto tem a obrigação de prover.

Infelizmente, o Brasil não provê esse serviço, embora cobre impostos bem altos de seus cidadãos.

Talvez, nos últimos tempos, você tenha visto cena semelhante pelo You Tube, ou, em caso de azar, pessoalmente. A viatura robocópica passa em frente a um bar, alguém com um copo de cerveja na mão grita um desaforo, surge um corinho provocativo. Sem nem se dar ao trabalho de estacionar, o carro de polícia abre a janela em frente ao bar e borrifa gás tóxico em todo mundo, inclusive nos funcionários da casa, na senhora idosa sentada no balcão, nas crianças assustadas.

Gás lacrimogênio pode causar cegueira, aborto, colapso respiratório, além de ser fator de risco para doenças crônicas. Ainda assim, está longe de ser a pior coisa que pode acontecer a um brasileiro num encontro com a polícia.

A polícia daqui é uma das que mais matam no mundo, mais de 3 mil pessoas perdem a vida no País a cada ano perfurados por balas disparadas por agentes públicos. Claro que parte dessas mortes é necessária, elas podem inclusive ter salvo vidas. Mas é difícil evitar a constatação de que nossa polícia mata demais, ainda mais quando se verifica que várias vítimas são crianças, mães e pessoas desarmadas. Nos Estados Unidos, país bastante violento que possui população bem maior que a nossa, a polícia leva 30 anos para matar tanta gente. E a polícia de uma só cidade brasileira, São Paulo, mata mais que a dos EUA inteiros. Quase nunca, por aqui, algum policial é sequer investigado por essas mortes. Punições criminais são tão raras quanto moscas brancas.

62% dos brasileiros têm medo de ser vítima de violência policial – índice que fica mais e mais próximo de 100% quando se pergunta para pretos, pobres e nordestinos2.

Diante desse quadro, é de se compreender que muitos brasileiros odeiam a polícia. Quantos de nós ou dos nossos amigos já vivemos traumas na mão de policiais sádicos, corruptos ou preconceituosos. Essa rejeição de parte da população à polícia chegou a um extremo nos últimos três anos, desde que a violência desmedida da PM paulistana desencadeou aquela que talvez fique registrada como a maior revolta popular da história do País, depois inflamada por uma crise econômica e por um imenso escândalo de corrupção que perpassa todo sistema político.

Dia sim, dia também, em alguma cidade brasileira, há milhares de manifestantes gritando “Não acabou/ tem que acabar/ eu quero o fim da Polícia Militar”, sob o olhar ressentido dos próprios PMs, que ganham salário menor do que o valor das bombas de gás lacrimogênio que eles têm para jogar. O que se vê ao final de cada noite é uma batalha cheia de mágoa e sangue, que fica mais amarga a cada manifestação.

Não deveríamos ter ódio da polícia. Nenhuma sociedade saudável sobrevive se não tem confiança nas pessoas cujo serviço é cuidar da nossa segurança. Tem algo muito errado num país no qual agentes da ordem saem pelas ruas fazendo bagunça – explodindo bomba na cara, mirando no olho dos fotógrafos, mentindo no registro das ocorrências. O governo desconfia tanto dos nossos policiais que proibiu que eles ajudem a socorrer pessoas passando mal – o próprio Estado suspeita que eles possam se aproveitar para forjar execuções.

O sistema político tem dado respostas insuficientes ao problema, tanto à esquerda quanto à direita. Enquanto um lado elege como inimigo a polícia inteira, o outro defende os abusos, e se esquece que, num País que entra nessa espiral de execuções e vinganças, qualquer um pode ser a próxima vítima.

É injustificável que, em 2016, o Brasil ainda tenha uma polícia construída nos anos de 1970, sob uma mentalidade ultra-autoritária, que vê o cidadão como um inimigo em potencial. Todo mundo que é sério concorda há mais de 20 anos que nosso modelo de polícia é inadequado e ultrapassado. E, ainda assim, após décadas de democracia sob governos de PMDB, PSDB, PT, não demos nenhum passo decisivo na direção certa.

É uma tentação culpar os policiais (ou os manifestantes) pelo fracasso, mas ele é do sistema político inteiro. Nessa história, os policiais são pelo menos tão vítimas quanto vilões. Quase 75% deles querem uma reforma profunda, que inclua a desmilitarização da polícia3. Eles querem que a polícia melhore.

Quem geralmente não quer são os políticos, que acham conveniente ter uma polícia brutal que despreze regras, de maneira a poder usá-la para atacar seus inimigos e para manipular a opinião pública, exacerbando seus medos.

Já é hora de criar uma polícia de verdade no Brasil. Uma instituição transparente, que tenha como única missão proteger a população, que use a força com sabedoria e que garanta que todo mundo cumpra as regras – as mesmas, para todos.

Esse último item é especialmente importante. O Brasil é a terra do privilégio: achamos normal que umas pessoas sejam tratadas de um jeito e outras de outro. Para um país funcionar, as regras que cada cidadão tem que seguir precisam ser sempre as mesmas, seja ele branco ou preto, rico ou pobre, de direita ou de esquerda. Se não for assim, não é polícia: é um bando de arruaceiros, entre outros bandos de arruaceiros. E ninguém respeitará sua autoridade.


1 Por que os policiais se matam, Dayse Miranda (org.)

2 Atlas da violência 2016.

3 Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 2014.


Denis Russo Burgierman. Superinteressante. São Paulo, out. 2016, p.11.

No raciocínio argumentativo desenvolvido pelo autor, pode-se apontar que o parágrafo 14 exprime em relação à última frase do parágrafo 13 o sentido de:

Alternativas
Q2739612 Português

Texto para as questões 01 a 10


SOMOS SERES RETÓRICOS


Se você fosse uma velha senhora e descobrisse que, por um terrível engano, jogara cinquenta mil dólares no lixo, processaria um vizinho desempregado que, repentinamente e na mesma época da perda, enriquecera com um dinheiro achado também no lixo?

Se você fosse esse homem desempregado, como argumentaria a seu favor?

Se você fosse um vizinho e o chamassem para opinar sobre o caso, daria a um ou a outro? Por quê?

Se você fosse o advogado do homem que encontrara o dinheiro no lixo, aceitaria que seu cliente fosse processado por "fraude"?

Com certeza, várias serão as respostas para essas questões e, cada personagem, em função de sua posição nessa história, apresentará um discurso diferente. Todos defenderão com ardor as "suas" opiniões e irão valer-se da língua como um lugar de confronto das subjetividades. Provavelmente, chamarão seus pontos de vista de "razão" e suas "razões" de "verdade".

Enfim, somos seres retóricos. Por termos crenças, valores e opiniões, valemo-nos da palavra como um instrumento revelador de nossas impressões sobre o mundo, de nossos sentimentos, convicções, dúvidas, paixões e aspirações. Pela palavra, tentamos influenciar as pessoas, orientar-lhes o pensamento, excitar ou acalmar as emoções para, enfim, guiar suas ações, casar interesses e estabelecer acordos que nos permitam conviver em harmonia:



Fonte: Estado de S. Paulo, 26 mar. 2005.


Somos também, pela palavra, construtores sociais, sujeitos ativos que, de um modo ou de outro, se revelam no convívio com as pessoas. No texto, lugar de interação e de comunicação entre interlocutores, buscamos construir sentidos que, depois, serão interpretados e constituirão nosso discurso e o do outro.

Agimos retoricamente quando nos valemos do discurso para descrever, explicar e justificar nossa opinião com o objetivo de levar o outro a aceitar nossa posição. Como oradores, somos influenciadores e demonstramos a realidade sob certos ângulos, justificamos nossa posição em termos aceitáveis para conquistar a adesão de nosso interlocutor, para propor uma nova visão da realidade, para ajustar nossos interesses à sensibilidade e interesses de quem nos ouve. Como auditório, aceitamos se a construção retórica é ou não interessante, justa, bela, útil ou agradável suficientemente para que concordemos com o que nos foi exposto.


FERREIRA, Luiz Antonio. Leitura e Persuasão. São Paulo: Contexto, 2015.

A personagem da tirinha usada no interior desse texto não concorda com algo que está implícito em sua fala. Para subsidiar sua discordância, qual dos tipos de argumentação a seguir ele se vale para ratificar seu posicionamento?

Alternativas
Q2738073 Português

TEXTO


Olivia


Querida Olivia Schmid, muito obrigado pela carta que você me mandou no hospital Pró−Cardíaco, quando soube que eu estava internado lá, na semana passada. Sua carta me emocionou, bem como as muitas mensagens que recebi de amigos e de desconhecidos como você, desejando meu restabelecimento.

O restabelecimento era garantido, pois eu estava nas mãos dos médicos Claudio Domenico, Marcos Fernandes, Aline Vargas, Felipe Campos e toda a retaguarda de craques do hospital, além do dr. Alberto Rosa e do dr. Eduardo Saad, que instalou no meu peito o marca−passo que, se entendi bem, vai me permitir competir nas próximas Olimpíadas.

Mas, infelizmente, não pude responder sua cartinha, porque você não colocou seu endereço. Só sei que você se chama Olivia (lindo nome), tem 10 anos, mora na Tijuca e cursa o quinto ano da Escola Municipal Friedenreich. E que gosta muito de ler.

Você me fez uma encomenda: pediu que eu escrevesse uma história sobre pessoas que não gostam de acordar cedo de manhã, como você. Vou escrever a história, Olivia, inclusive porque pertenço à mesma irmandade.

Concordo que não existe maldade maior do que tirar a gente do quentinho da cama com o pretexto absurdo de que é preciso ir à escola, trabalhar etc., todas essas coisas que não se comparam com o prazer de ficar na cama só mais um pouquinho.

Acho até que poderíamos formar uma associação de pessoas que pensam como nós, uma Associação dos que Odeiam Sair da Cama de Manhã (AOSCM). Poderíamos até fazer reuniões do nosso grupo — desde que não fossem muito cedo de manhã, claro.

Você me fez um pedido e eu vou fazer um a você, Olivia. Por favor, continue sendo o que você é. Não, não quero dizer leitora dos meus livros, se bem que isto também. Continue sendo uma pessoa que consegue emocionar outra pessoa com um simples ato de bondade, sem qualquer outro pretexto a não ser sua vontade de ser solidária.

Você deve ter notado que o pessoal anda muito mal− humorado, Olivia. Se desentendem e brigam porque um não tolera a opinião do outro. Conversa vira bate−boca, debate vira, às vezes, até troca de tapas.

Uma das crises em que o Brasil está metido é uma crise de civilidade. Não deixe que nada disso mude a sua maneira de ser, Olivia. O seu simples ato de bondade vale mais do que qualquer um desses discursos rancorosos. Animou meu coração mais do que um marca−passo.

O Brasil precisa muito de você, Olivia.

VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Olivia. Disponível em:

http://noblat.oglobo.globo.com/cronicas/noticia/2016/04/olivia.html.

Acessado em: 10 abr. 2016.

Sobre a tipologia textual predominante no texto é CORRETO afirmar que é:

Alternativas
Q2736982 Português

Leia a tirinha e responda às questões de números 09 e 10.



(Folha de S. Paulo, 14.04.2016)

Analisando a tirinha, é correto afirmar que a frase “Ele saiu pela tangente!” foi empregada em sentido

Alternativas
Q2735901 Português

Leia o texto abaixo:


Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.

Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.

Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.


(A disciplina do amor – Lygia Fagundes Telles)

Em relação ao texto é CORRETO dizer que:

Alternativas
Q2735897 Português

Leia o texto abaixo:


Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.

Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.

Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.


(A disciplina do amor – Lygia Fagundes Telles)

Podemos concluir que o trecho enquadra-se como sendo:

Alternativas
Q2732175 Português

Utilize o texto a seguir para responder as questões de 08 a 10.

É preciso saber desligar

Esqueça o trânsito caótico, a urucubaca política, a lista de compras para o natal, o tal balancete no final do ano. Deixe de lado a cobrança interna, a dívida externa, a tão eterna dúvida. Viver é assim. Não há como negar. Para ficar ligado é preciso saber desligar. Fácil? Nem tanto.

Descobrir qual é o seu tempo é tarefa nobre: exige um grande conhecimento sobre si mesmo. Portanto, esqueça o relógio. Seu tempo está dentro de você. Chega de viver com a ansiedade no colo e o celular na mão. Não deixe a agenda ocupar - sem querer - o lugar do coração. Respeite sua hora. Desacelere. TURN OFF. Mais do que correr, é preciso saber parar. Não adianta viver no piloto-automático e deixar de sorrir. Nem tirar folga e levar uma enorme culpa dentro da mala. O mundo lá fora exige produtividade e imediatismo. Aqui dentro, corpo e alma pedem menos, muito menos. Como fazer, então, para conciliar tempos tão diferentes? A resposta não está em livros. Mas dentro de cada um. Quer tentar? Respire fundo. Desencane. Perca seu tempo com você!

É uma responsabilidade enorme desconectar-se, eu sei. Mas vida ao vivo é pra quem tem coragem. Coragem de arriscar. Cuidado em saber a hora certa de parar. Difícil? Pode ser. É um exercício diário que exige confiança e um amor incondicional por tudo o que somos e acreditamos. Uma aceitação suave dos próprios defeitos, um rir de si mesmo, um desaprender contínuo, um aprender sem fim sobre o que queremos da vida. Não importa se tudo parecer errado e o mundo virar a cara para você. Esqueça. Se esqueça. Hora de se perdoar. RENASÇA.

Eu sei pouca coisa da vida, mas uma frase eu sigo à risca: é preciso respeitar o próprio tempo. E eu respeito! Acredito no que diz o silêncio na hora em que a mente cala. E meu silêncio - que não é mudo e também escreve - dita com voz desafiante: confie em si mesma. Quebre a rigidez. Ouse. Brinque. Viva o final de ano com mais leveza. E - por favor - desligue-se. Só assim você vai transformar vida em letra e letra em vida. E ter coragem e fôlego pra ser VOCÊ, no momento em que o mundo te atropelar sem licença e disser: CHEGOU A HORA!

Fernanda Mello

Com base nas ideias, na tipologia, no gênero textual e nas estruturas linguísticas do texto I, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2731187 Português

ATENÇÃO:

O texto a seguir refere-se às questões 18, 19 e 20.


PLÁSTICA NA ADOLESCÊNCIA


É cada vez mais comum, jovens recorrerem a plásticas, sobretudo ao implante de silicone e lipoaspiração.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), dos 629 mil procedimentos cirúrgicos estéticos realizados no Brasil entre setembro de 2007 e agosto de 2008, 37.740 (ou 8%) foram feitos em adolescentes. O dado deriva de um estudo inédito, que avaliou o número e o tipo de cirurgias registrados nesse período, tendo como fontes os 3.533 cirurgiões associados. Por falta de dados anteriores, não se sabe como era esse panorama. Porém, médicos atestam que jovens estão recorrendo, cada vez mais cedo, a cirurgias plásticas que, tradicionalmente, são feitas na idade adulta.

“Há cinco, dez anos, queriam corrigir pequenos problemas, como orelha de abano e imperfeições no nariz. Hoje, os adolescentes, em especial as meninas, querem se submeter a uma plástica por outros motivos”, assegura o cirurgião plástico Sebastião Guerra, de Belo Horizonte, presidente eleito da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica 2010/2011. Segundo ele, assim como ocorre com as mulheres adultas, a maioria das garotas quer aumentar os seios ou fazer lipoaspiração. “As correções de nariz e orelha caíram para terceiro e quarto lugares na lista de procura.”

Corpo de mulher.

Segundo o cirurgião Sebastião Guerra, enquanto os meninos são mais ponderados - pensam, planejam, decidem, desistem -, as meninas estão cada vez mais seguras do que querem. Muitas vezes, já chegam ao consultório dizendo que desejam uma prótese mamária e informando a quantidade de silicone que vão colocar. “Somos reticentes em operar uma adolescente de 13 anos, por exemplo. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser operada”, ressalva.

O que o cirurgião quer dizer é que não há uma idade mínima para que um jovem se submeta a uma intervenção estética. Mas deve-se tomar cuidado com relação à constituição corporal. “Hoje, uma adolescente de 13, 14 anos já tem o corpo de mulher. Além da autorização dos pais, é preciso fazer uma avaliação médica e, quando necessário, adiar a cirurgia para mais dois anos, no mínimo.”

Fase de mudanças.

Para o médico hebiatra (especialista em adolescentes) Mauro Fisberg, é preciso saber se a intervenção pode influenciar de maneira importante a vida do jovem. “Cirurgia plástica reparadora é uma intervenção estética e, ao mesmo tempo, reparadora”, afirma. “Pode melhorar muito a autoestima da menina, além de corrigir a postura.” Ainda assim, acrescenta, a indicação é a de que a paciente tenha chegado ao que os médicos chamam de “maturação sexual”, com mamas no estágio 4 - no tamanho das de uma adulta.

O médico lembra que, atualmente, é comum adolescentes desejarem próteses de silicone como presente de 15 anos ou de formatura. “É preciso avaliar se a adolescente tem mamas realmente pequenas para a sua estrutura e se possui uma caixa torácica suficiente para suportar o tamanho das próteses.” Segundo ele, é fundamental saber se a intervenção vai trazer benefícios a longo prazo. “É preciso bom senso dos pais e, principalmente, do cirurgião, pois essas cirurgias podem mudar o padrão de equilíbrio corporal.”

O cirurgião plástico José Teixeira Gama é taxativo quando o assunto é intervenção cirúrgica estética em jovens com menos de 18: “Só opero adolescente com a indicação médica, e nunca por estética simplesmente. São muito novos para decidirem sobre mudanças no corpo. Além disso, toda cirurgia traz riscos à saúde e uma cicatriz”.


Fabiana Gonçalves. O Estado de São Paulo. 21 a 27 mar 2010. Suplemento feminino.

Pode-se afirmar que o texto é predominantemente:

Alternativas
Q2728841 Português

Analise a charge para responder as questões de 4 à 7:

Qual a principal mensagem que essa charge quis explicitar?

Alternativas
Q2728840 Português

Analise a charge para responder as questões de 4 à 7:

Ainda sobre a interpretação da charge, assinale o que for INCORRETO:

Alternativas
Q2728839 Português

Analise a charge para responder as questões de 4 à 7:

Nessa charge temos retratado o que há de pior na política. Sendo assim, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2726352 Português

DIFERENÇAS ESTRUTURAIS ENTRE CÉREBRO DE HOMENS E MULHERES PODE SER MITO, SUGERE ESTUDO COM NEUROIMAGENS


1 “O cérebro masculino é mais racional; o feminino, mais emotivo.” Quem já não ouviu esse senso comum? E, além

2 disso, há quem diga que homens são biologicamente mais propensos a seguir carreira na área das exatas e, as mulheres, no

3 campo das humanas. Um estudo feito na Universidade de Tel-Aviv, no entanto, sugere que essas percepções são superficiais

4 e, muito possivelmente, carregadas de vieses culturais. Com base no estudo de imagens do cérebro de mais de 1.400

5 pessoas, os cientistas descobriram que cérebros de homens e de mulheres compartilham uma miscelânea de formas, que

6 pareceriam variar mais de indivíduo para indivíduo do que de sexo para sexo.

7 Os neurocientistas encontraram algumas poucas diferenças estruturais. O hipocampo esquerdo – área associada

8 com a memória – costumava ser maior em homens, por exemplo. No entanto, houve uma quantidade significativa de

9 cérebros femininos em que essa região era do tamanho típico de um cérebro masculino. Por outro lado, em diversos

10 cérebros masculinos o hipocampo esquerdo era menor do que a média dos femininos.

11 Mas então por que homens e mulheres agem de forma tão diferente? Há base neurobiológica para isso? Segundo a

12 chefe de pesquisa, Daphna Joel, isso parece ser um mito. Sua equipe analisou dados sobre comportamentos estereotipados

13 de cada gênero, como jogar videogame e fazer artesanato. Os resultados também foram muito variados: apenas 0,1% dos

14 indivíduos tinha apenas comportamentos considerados femininos ou apenas comportamentos considerados masculinos.

15 Joel acredita que os resultados, publicados no Proceedings of the National Academy of Sciences, são um primeiro passo para

16 revolucionar a forma como o cérebro é compreendido pela comunidade científica e as percepções sobre gênero.

A passagem destacada na oração a seguir “E, além disso, há quem diga que homens são biologicamente mais propensos a seguir carreira na área das exatas e, as mulheres, no campo das humanas” (linhas 1 a 3) foi substituída por uma vírgula na oração coordenada que a sucede. Essa estratégia de construção textual autorizada pelas regras discursivo-gramaticais chama-se

Alternativas
Q2725841 Português

Leia o texto abaixo:

Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.

Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.

Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.

(A disciplina do amor – Lygia Fagundes Telles)

Podemos concluir que o trecho enquadra-se como sendo:

Alternativas
Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CRMV-MT Prova: Quadrix - 2016 - CRMV-MT - Serviços Gerais |
Q2725676 Português

Para responder às questões de 6 a 10, leia a tirinha a seguir.



(www.fotofrases.com.br)

Sobre as formas verbais “sei” (segundo quadrinho) e “foram” (terceiro quadrinho), pode-se afirmar que estão, respectivamente:

Alternativas
Respostas
2981: A
2982: A
2983: D
2984: C
2985: A
2986: D
2987: D
2988: D
2989: A
2990: D
2991: B
2992: E
2993: A
2994: A
2995: B
2996: C
2997: A
2998: B
2999: A
3000: C