Questões de Concurso Sobre tipologia textual em português

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Q856877 Português

                           Maior participação feminina no mercado de trabalho

                                 injetaria 382 bilhões de reais na economia

                                              por Dimalice Nunes


      Em 2014, os líderes do G20 se comprometeram a reduzir em 25% a diferença nas taxas de participação entre homens e mulheres até 2025. O relatório da OIT estima que, se esse objetivo fosse alcançado em nível global, ele teria o potencial de adicionar 5,8 trilhões de dólares à economia de todo o mundo, além de gerar grandes receitas fiscais em potencial.

      Por exemplo, a receita global de impostos poderia aumentar em 1,5 trilhão de dólares, a maior parte em países emergentes (990 bilhões de dólares) e desenvolvidos (530 bilhões de dólares). A África do Norte, os Estados Árabes e o Sul da Ásia teriam os maiores benefícios, já que nessas regiões as diferenças nas taxas de participação entre homens e mulheres superam os 50 pontos percentuais.

      De acordo com a OIT, a desigualdade de gênero continua a ser um dos desafios mais urgentes que o mundo do trabalho enfrenta. As mulheres são substancialmente menos propensas do que os homens a participar do mercado de trabalho e, uma vez no mercado de trabalho, elas têm menor probabilidade do que os homens de encontrar emprego, afirma o relatório. Além disso, a qualidade desse emprego ainda preocupa.


Desemprego maior para elas


      Quando as mulheres participam do mercado de trabalho, elas têm maior probabilidade de estarem desempregadas do que os homens. Globalmente, a taxa de desemprego para as mulheres em 2017 é de 6,2%, representando uma diferença de 0,7 ponto percentual com relação à taxa de desemprego dos homens, de 5,5%.

      No Brasil, entre 2012 e 2016, com a retração econômica, o índice de desemprego medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu de 7,9% para 12% – 13,6% na medida mais recente – enquanto a taxa de ocupação da população caiu de 56,3% em 2012 para 54% em 2016. Entre as mulheres o desemprego no fim de 2016 era de 13,8% enquanto atingiu 10,7% para os homens.

Em 2018, a OIT espera que as taxas de desemprego permaneçam relativamente inalteradas, o que manterá a desigualdade no atual patamar, sem nenhuma melhora esperada antes de 2021, com base nas tendências atuais.


      Entre as mulheres empregadas em todo o mundo, quase 15% são trabalhadoras familiares não remuneradas, em comparação com mais de 5% dos homens. Nos países em desenvolvimento, onde cerca de 36,6% das mulheres e apenas 17,2% dos homens são empregados como trabalhadores familiares não remunerados, a diferença é maior, de 19 pontos percentuais. 


Mudança cultural


      A preferência e a decisão da mulher de participar no mercado de trabalho e seu acesso a empregos de qualidade podem ser afetados por uma série de fatores, incluindo discriminação, educação, tarefas de cuidado não remuneradas, equilíbrio entre trabalho e família e estado civil. 

      A conformidade do papel de gênero também afeta a restrição das oportunidades de trabalho decente para as mulheres. O relatório mostra que 20% dos homens e 14% das mulheres pensam que não é aceitável para uma mulher trabalhar fora de casa.

      Além dos benefícios econômicos, um maior engajamento feminino na força de trabalho teria um impacto positivo no seu bem-estar, já que a maioria das mulheres gostaria de trabalhar, 58%.

      O relatório recomenda medidas abrangentes para melhorar a igualdade das condições de trabalho e reformular os papéis de gênero, como promover a igualdade de remuneração; abordar as causas da segregação ocupacional e setorial; reconhecer, reduzir e redistribuir as tarefas de cuidado não remuneradas; e transformar as instituições para prevenir e eliminar a discriminação, a violência e o assédio no mundo do trabalho.

      Políticas públicas são essenciais para amparar a entrada e a permanência das mulheres no mercado de trabalho, mas as empresas podem e devem ser agentes de mudança cultural. A startup ImpulsoBeta se propõe a criar estratégias e colocar em prática ações para promover a diversidade de gênero dentro das empresas.

      A sócia-fundadora da empresa, Renata Moraes, explica que, mesmo entre as grandes empresas, poucas têm de fato estratégias de recursos humanos para a valorização do capital humano. “Os princípios teóricos já estão estabelecidos, há diretrizes da ONU Mulheres. O desafio é convencer os CEOs de que isso (a inclusão e retenção de mulheres) é um valor para o negócio", afirma.

      Renata explica que existem crenças profundamente arraigadas nas empresas, como a de que mulheres serão menos comprometidas que os homens em determinadas fases da vida, como quando têm filhos. "A cultura do trabalho não é a cultura da diversidade. Ainda se vê valor na disponibilidade 24 por 7, mas homens mais jovens também não estão mais dispostos a isso", lembra. "As empresas se dizem meritocráticas, mas não observam de fato os resultados. A definição do que é talento e comprometimento replicam ideais que são contraditórios", conclui.

      A OIT prevê que essas taxas permanecerão inalteradas em 2018. No Brasil, mulheres são 56% da força de trabalho, índice melhor que a média global, mas ainda assim 22,1 pontos percentuais menor que a masculina, estimada em 78,2%.

Dimalice Nunes in Revista Carta Capital, — publicado 26/06/2017 00h16, última modificação 23/06/2017 17h2, https://www.cartacapital.com.br/sociedade/maior-participacao-feminina-no-mercado-de-trabalho-injetaria-382- bilhoes-de-reais-na-economia (texto adaptado) 

Segundo Luiz Carlos Travaglia, Professor de Língua Portuguesa e Linguística e pesquisador do Instituto de Letras e Linguística da Universidade Federal de Uberlândia, o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma função social específica. Para ele, essas funções sociais são pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabemos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informações sobre um concurso público, por exemplo.

(http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/g00003.ht)


Sobre o texto em estudo, está CORRETA a afirmativa:

Alternativas
Q853852 Português

         

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1AAA, julgue o próximo item.


O texto é predominantemente argumentativo, uma vez que nele se defende determinado posicionamento com relação à avaliação acerca da exigibilidade ou não de procedimento licitatório prévio para a contratação de advogados.

Alternativas
Ano: 2017 Banca: IV - UFG Órgão: TJ-GO Prova: CS-UFG - 2017 - TJ-GO - Juiz Leigo |
Q852439 Português

                       EXEGESE


               Você quer se esconder, então se mostre.

                Diga tudo que sabe sobre a vida.

                Conte a sua experiência nos negócios,

                proclame seu valor de parasita

                e deixe que discutam nas casernas

                o seu bendito fruto entre as melhores

                famílias desta terra.


                Depois esconda tudo num poema

                 e fique descansado: ninguém lê.

                 Se ler, começam logo a ver navios

                 e achar que tudo é poetagem, símbolos,

                 desejos reprimidos,

                                               psicanálises,

                  o diabo a quatro.

                  O poema não é uma caverna

                  sigilosa, com sombras tautológicas

                  nas paredes.


                  O poema é simplesmente

                  a sombra sem caverna, o vulto espesso

                  de si mesmo, a parábola mais reta

                  de quem escreve torto,

                                                      como um deus

                  canhoto de nascença.

TELES, Gilberto Mendonça. Melhores poemas de Gilberto Mendonça Teles. Seleção de Luiz Busatto. São Paulo: Global, 2007, p. 181.

Quanto à sua constituição tipológica, as duas primeiras estrofes do poema apresentam uma estrutura
Alternativas
Q847681 Português

Texto I - Moradias em Áreas de Risco


Alguns locais são impróprios para a construção de moradias. Os morros são um exemplo, porque a inclinação do terreno dificulta a construção das casas e pode colocar em risco a vida dos moradores. Quando chove muito, a água pode fazer com que a terra deslize sobre o terreno inclinado. E, se a terra desliza, são carregadas com ela as casas construídas nos morros.


Casas construídas em áreas próximas de córregos e rios também estão sujeitas a alagamentos quando há muita chuva em um período curto de tempo. Além disso, por conta dos esgotos que muitas vezes são jogados nos rios, as pessoas que vivem nesses locais ficam sujeitas a contrair doenças.

                                                                                                                              (Ricardo Dreguer) 

O texto lido deve ser considerado
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Q846540 Português

TEXTO 1 - REFEIÇÃO EM FAMÍLIA

Rosely Sayão


Os meios de comunicação, devidamente apoiados por informações científicas, dizem que alimentação é uma questão de saúde. Programas de TV ensinam a comer bem para manter o corpo magro e saudável, livros oferecem cardápios de populações com alto índice de longevidade, alimentos ganham adjetivos como “funcionais”. Temos dietas para cardíacos, para hipertensos, para gestantes, para obesos, para idosos.

Cada vez menos a família se reúne em torno da mesa para compartilhar a refeição e se encontrar, trocar ideias, saber uns dos outros. Será falta de tempo? Talvez as pessoas tenham escolhido outras prioridades: numa pesquisa recente sobre as refeições, 69% dos entrevistados no Brasil relataram o hábito de assistir à TV enquanto se alimentam.

[....]

O horário das refeições é o melhor pretexto para reunir a família porque ocorre com regularidade e de modo informal. E, nessa hora, os pais podem expressar e atualizar seus afetos pelos filhos de modo mais natural. (adaptado)

Ainda que predominantemente dissertativo, o texto 1 mostra elementos descritivos; o termo sublinhado abaixo que NÃO possui caráter objetivo, mas subjetivo, é:
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Q846539 Português

TEXTO 1 - REFEIÇÃO EM FAMÍLIA

Rosely Sayão


Os meios de comunicação, devidamente apoiados por informações científicas, dizem que alimentação é uma questão de saúde. Programas de TV ensinam a comer bem para manter o corpo magro e saudável, livros oferecem cardápios de populações com alto índice de longevidade, alimentos ganham adjetivos como “funcionais”. Temos dietas para cardíacos, para hipertensos, para gestantes, para obesos, para idosos.

Cada vez menos a família se reúne em torno da mesa para compartilhar a refeição e se encontrar, trocar ideias, saber uns dos outros. Será falta de tempo? Talvez as pessoas tenham escolhido outras prioridades: numa pesquisa recente sobre as refeições, 69% dos entrevistados no Brasil relataram o hábito de assistir à TV enquanto se alimentam.

[....]

O horário das refeições é o melhor pretexto para reunir a família porque ocorre com regularidade e de modo informal. E, nessa hora, os pais podem expressar e atualizar seus afetos pelos filhos de modo mais natural. (adaptado)

Se enquadrado na categoria dos textos argumentativos, a tese do texto 1 estaria perfeitamente identificada do seguinte modo:
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Q846538 Português

TEXTO 1 - REFEIÇÃO EM FAMÍLIA

Rosely Sayão


Os meios de comunicação, devidamente apoiados por informações científicas, dizem que alimentação é uma questão de saúde. Programas de TV ensinam a comer bem para manter o corpo magro e saudável, livros oferecem cardápios de populações com alto índice de longevidade, alimentos ganham adjetivos como “funcionais”. Temos dietas para cardíacos, para hipertensos, para gestantes, para obesos, para idosos.

Cada vez menos a família se reúne em torno da mesa para compartilhar a refeição e se encontrar, trocar ideias, saber uns dos outros. Será falta de tempo? Talvez as pessoas tenham escolhido outras prioridades: numa pesquisa recente sobre as refeições, 69% dos entrevistados no Brasil relataram o hábito de assistir à TV enquanto se alimentam.

[....]

O horário das refeições é o melhor pretexto para reunir a família porque ocorre com regularidade e de modo informal. E, nessa hora, os pais podem expressar e atualizar seus afetos pelos filhos de modo mais natural. (adaptado)

O texto 1 é representante do gênero informativo; sobre esse gênero textual, tendo por base o texto 1, a única característica inadequada é:
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Q846486 Português
Uma das propriedades linguísticas que caracterizam o texto CB1A1BBB como narrativo é a predominância de
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Q845281 Português

A língua continua sendo forte elemento de discriminação social, seja no próprio contexto escolar, seja em outros contextos sociais, como no acesso ao emprego e aos serviços públicos em geral (serviços de saúde, por exemplo).

Por isso, parece ser um grande equívoco a afirmação de que a variação linguística não deve ser matéria de ensino na escola básica. Assim, a questão crucial, para nós, é saber como tratá-la pedagogicamente, ou seja, como desenvolver uma pedagogia da variação linguística no sistema escolar de uma sociedade que ainda não reconheceu sua complexa cara linguística e, como resultado da profunda divisão socioeconômica que caracterizou historicamente sua formação (uma sociedade que foi, por trezentos anos, escravocrata), ainda discrimina fortemente pela língua os grupos socioeconômicos que recebem as menores parcelas da renda nacional.

A maioria dos alunos que chegam à escola pública é oriunda precisamente desses grupos socioeconômicos. E há, entre nossas crenças pedagógicas, um pressuposto de que cabe à escola pública contribuir, pela oferta de educação de qualidade, para favorecer, mesmo que indiretamente, uma melhor redistribuição da renda nacional.

Obviamente, não se pode compreender a educação apenas como vetor de criação de valor econômico. É preciso vê-la principalmente como uma experiência sociocognitiva que dá acesso amplo ao universo das práticas socioculturais em toda a sua diversidade, universo este em que as linguagens (e a linguagem verbal em especial) têm papel constitutivo.

Boa parte de uma educação de qualidade tem a ver precisamente com o ensino de língua – um ensino que garanta o domínio das práticas socioculturais de leitura, escrita e fala nos espaços públicos. E esse domínio inclui o das variedades linguísticas historicamente identificadas como as mais próprias a essas práticas, ou seja, o conjunto de variedades escritas e faladas constitutivas da chamada norma culta (o que pressupõe, inclusive, uma ampla discussão sobre o próprio conceito de norma culta e suas efetivas características no Brasil contemporâneo).

Parece claro hoje que o domínio dessas variedades caminha junto com o domínio das respectivas práticas socioculturais. Não se trata de desenvolver uma pedagogia que se concentre nas formas léxico-gramaticais típicas dessas variedades, mas de uma pedagogia que integre o domínio das variedades ao domínio das práticas socioculturais de leitura, escrita e fala no espaço público. Sabemos fazer isso concretamente? Já conseguimos ir além das asserções de generalidades? Se não, que problemas têm de ser enfrentados e que caminhos concretos seriam viáveis para a construção de uma pedagogia da variedade linguística consequente com as crenças que acabamos de expor?

Parece claro também, por outro lado, que não se trata apenas de desenvolver uma pedagogia que garanta o domínio das práticas socioculturais e das respectivas variedades linguísticas. Considerando o grau de rejeição social das variedades ditas populares, parece que o que nos desafia é a construção de toda uma cultura escolar aberta à crítica da discriminação pela língua e preparada para combatê-la, o que pressupõe uma adequada compreensão da heterogeneidade linguística do país, sua história social e suas características atuais. Essa compreensão deve alcançar, em primeiro lugar, os próprios educadores e, em seguida, os educandos.

Fonte: FARACO, C. A; ZILLES, A. M. S. (Org.). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. p. 8-9.

O excerto organiza-se a partir de uma planificação predominantemente
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Q843131 Português

      Mesa Redonda: Cidadania na sociedade inclusiva


      No ano passado, fiz um curso de marketing social com várias entidades de todo o Brasil. Cada entidade tinha que falar do seu trabalho e uma ONG muito conhecida, muito moderna de Salvador, descreveu assim o seu trabalho: "Na nossa ONG profissionalizamos todo e qualquer adolescente que lá chegue em busca de profissionalização. Pode ser rico, pobre, branco, negro, índio, mulher ou homem". Eu disse: "Que bárbaro! Então vocês também profissionalizam jovens com deficiência?". "Não, pelo amor de Deus, isso não, nunca pensamos nisso, nunca passou pela nossa cabeça!". Eles são maus, estão errados? Não. Simplesmente foram criados, como todos nós, achando que a deficiência fazia parte de uma quarta dimensão da vida. Quando você cresce e se profissionaliza, não importa que profissão você tenha, mesmo bem-intencionado, você percebe que não foi ensinado, nem treinado ou capacitado para se articular ética e politicamente com pessoas com deficiência. Assim, como profissionais, começamos a fazer besteiras por aí, não importa a profissão que tenhamos escolhido. Eu disse: "Você não está errado, você pode não querer profissionalizar pessoas com deficiência". Acho até que ele pode falar isso, mas deveria mudar o seu estatuto e o seu discurso. Não dissera que profissionalizavam todo jovem que os procurava?

      Nessa mesma reunião, uma ONG do Rio de Janeiro, ligada a uma grande faculdade particular, falou: "A nossa ONG é especializada em educação, temos o maior acervo do Rio de Janeiro em livros sobre educação". Eu falei: "Que bom, então vocês também devem ter tudo sobre educação inclusiva, educação especial". Ela falou: "Não, isso não, só trabalhamos com educação". Eu disse: "Bom, você também tem o direito de querer que a sua ONG trabalhe com o que você chama de educação, mas não é o que nós chamamos, o que o mundo chama de educação. É preciso rever no seu estatuto o que a sua ONG está fazendo".

      Isso é importante, triste e instigante porque mostra o quanto, ainda hoje, a caminho do terceiro milênio, a deficiência continua sendo uma questão da família e não conseguiu ser uma questão cultural ou social. Mas por que não conseguiu ser uma questão cultural ou social? Porque, infelizmente, ainda não é considerada uma questão humana. [...]

      Tornei-me aos poucos uma jornalista especializada em temas que favoreçam a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. Para minha surpresa, as pessoas acham que eu só penso nisso. Na verdade, sempre que se fala em ética, em direitos humanos, em cidadania, em bioética, em parceria, aliança e cumplicidade, falase de inclusão, de pessoas com deficiências. Mas a maioria das discussões a respeito dessas questões, no nosso país, fica superficial, não chega ao clímax, ao orgasmo, digamos assim, da reflexão. Por que não se vai às últimas consequências, por que não se põe de forma transversal a questão da inclusão das pessoas com deficiência nessas discussões?

      [...]

      De acordo com a Resolução 45/91 da ONU, todos os conceitos parecidos com inclusão se referem a quem é minoria. E aí nos voltamos às minorias clássicas, ligadas às questões sociais, ou então minorias que nem o são, como as mulheres, que ainda têm hoje uma conotação minoritária. É um conceito preocupado com quem está em minoria, daí acredito que se refere a todos, porque qualquer um de nós, no decorrer da vida, vai estar várias vezes numa situação de minoria, torcendo para não ser discriminado e muito feliz porque colaborou para a implantação de um mundo inclusivo, ou muito arrependido de não ter feito isso.

      Inclusão social é uma expressão muito perigosa, porque o social no Brasil e em muitos países é construído não em cima da humanidade, não em cima de todos os homens, mas em cima de alguns homens. Quando falo de incluir, falo de incluir no reino animal, no ramo vertebrados, na classe mamíferos, no gênero homo, da sapiens espécie, a nossa. Incluir é nascer. Nascemos incluídos. O que acontece depois é que vai aos poucos estragando tudo. Tem terra, não tem onde morar. A criança cresce mais ou menos em dívida com essa questão. A deficiência é comemorada e falada na mídia em dias de festa, em dias de seminário. Como se não houvesse vagas no dia a dia da humanidade para esse tema. Como se não houvesse vagas para esse tema ser abordado todos os dias a cada minuto. Nada é mais humano do que a deficiência.

Cláudia Werneck Jornalista formada pela UFRJ, escritora especializada em temas que favoreçam a inclusão. Disponível em: http://proex.pucminas.br/sociedadeinclusiva/anaispdf/claudia.pdf. Acesso em 12 maio 2017. 

No texto, é possível identificar uma sequência tipológica com característica predominantemente
Alternativas
Q842873 Português

Quanto à utilização de tipologias textuais no texto, assinale V para verdadeiro e F para falso, em seguida marque a opção CORRETA.


( ) Há, no texto em análise, a presença das três tipologias textuais: narração, descrição e argumentação.

( ) Há uma predominância da tipologia textual argumentativa, apesar de haver também traços das tipologias narrativa, injuntiva e descritiva.

( ) Pode-se identificar traços textuais das tipologias narrativa e injuntiva no texto em análise.

( ) Apesar de predominantemente descritivo, o texto deve ser considerado dissertativo.

( ) Não é possível identificar no texto as tipologias textuais descritiva, injuntiva e expositiva.

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Q840618 Português

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item.


O autor emprega recursos do tipo textual narrativo para explicar o funcionamento da democracia direta ateniense.

Alternativas
Q836547 Português

Texto 1


A revista Scientific American Brasil publicou, em seu n. 18, o seguinte texto:


Analgésico espinhoso. Embora a medicina tenha avançado o suficiente para tratar de dores de cabeça comuns, lesões musculares e procedimentos desagradáveis como obturação dentária, a dor inflamatória, da osteoartrite, de câncer ósseo e de lesões nas costas, provou ser um alvo muito mais elusivo. Os medicamentos atuais, entre eles a morfina e outros opiáceos, afetam todo o organismo e provocam efeitos colaterais perigosos. Remédios mais localizados, como injeções de esteroides, perdem efeito com o tempo. Recentemente, pesquisadores começaram a trabalhar com uma toxina encontrada em uma planta marroquina parecida com um cacto, que talvez possa proporcionar alívio permanente de dores locais com uma única injeção. (Arlene Weintraub) 

Como outros textos jornalísticos, o texto 1 também apresenta uma estrutura segmentada em partes diferentes; dessa estrutura, no texto lido, só NÃO está presente:
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Q834615 Português

             Campanha João Cidadão será lançada pelo MP em Goiás

                                         nesta quinta-feira

                 (Arte de divulgação da Campanha João Cidadão)


      Sensibilizar para a importância do desenvolvimento de uma cultura de direitos humanos no país, por meio da difusão de conteúdo formativo e informativo sobre o exercício dos direitos fundamentais, a atuação do Ministério Público na defesa desses direitos e o funcionamento do sistema de justiça. Esse é um dos principais objetivos da Campanha João Cidadão, idealizada pela Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e que será lançada em Goiás nesta quinta-feira (20/4/2017), no auditório do Ministério Público de Goiás (MP-GO).

      A iniciativa de divulgar e replicar o projeto no Estado é dos Centros de Apoio Operacional da Educação, da Infância e Juventude e dos Direitos Humanos do MP, que organizaram o evento de lançamento. A solenidade acontecerá das 8h30 às 12 horas. Tendo em vista que um dos focos da campanha é justamente envolver o público jovem na discussão do tema, sobretudo no ambiente escolar, a programação do evento foi organizada para acolher a participação de cerca de 200 alunos da rede estadual de educação.

      Programação

      A abertura do evento, às 9 horas, será feita pelo procurador-geral de Justiça, Benedito Torres Neto, e pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) dos Direitos Humanos, Patrícia Otoni, logo após a apresentação cultural do grupo Ciranda da Arte, da Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte (Seduce). Em seguida, a partir das 9h30, a coordenadora do CAO Educação, Liana Antunes Vieira Torminn, fará a apresentação da campanha.

      Às 10 horas, o grupo Ciranda da Arte fará a contação da história João Cidadão. Logo a seguir, às 10h30, será apresentado o painel Educação Fiscal, por José Humberto Correa, do Grupo Estadual de Educação Fiscal da Secretaria da Fazenda. Concluindo a programação, o grupo Sonho Teatro e Ritual encenará a peça Tudo Pode Mudar.

     No evento, também será feita a distribuição de exemplares da cartilha da campanha, elaborada pela Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do CNMP (Texto: Ana Cristina Arruda e Cristina Rosa/Assessoria de Comunicação Social do MP-GO – Arte: CNMP).

Fonte: http://www.mpgo.mp.br/portal/noticia/campanha-joao-cidadao-sera-lancada-pelo-mp-em-goias-nesta-quintafeira--2#.WPkgNLi1v4Y; acesso em 20 de abril de 2017.

Assinale a alternativa correta, considerando a tipologia textual apresentada pelo texto acima:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: FUNCERN Órgão: CAERN Prova: FUNCERN - 2013 - CAERN - Engenheiro Civil |
Q833428 Português
Assinale a opção que melhor corresponde à tipologia e à significação geral do texto 1.
Alternativas
Q833344 Português

Leia o poema a seguir para responder à questão.


                              Rio Abaixo


             Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga...

             Quase noite. Ao sabor do curso lento

             Da água, que as margens em redor alaga,

             Seguimos. Curva os bambuais o vento.

 

             Vivo há pouco, de púrpura sangrento,

             Desmaia agora o Ocaso. A noite apaga

             A derradeira luz do firmamento...

             Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga.


              Um silêncio tristíssimo por tudo

              Se espalha. Mas a lua lentamente

              Surge na fímbria do horizonte mudo:


              E o seu reflexo pálido, embebido

              como um gládio de prata na corrente,

              Rasga o seio do rio adormecido.


            (Olavo Bilac, Poesia reunida, 1996)

O poema “Rio abaixo” apresenta alguns casos de hipérbato, que consiste na inversão da ordem direta da oração (sujeito, verbo, complementos). Nesse sentido, assinale a alternativa que NÃO apresenta um hipérbato.
Alternativas
Q833065 Português
No que diz respeito à organização textual, entrecruzam-se, majoritariamente, as sequências
Alternativas
Q828005 Português

                                           Eu, etiqueta

                        Em minha calça está grudado um nome

                        Que não é meu de batismo ou de cartório

                        Um nome... estranho.

                        Meu blusão traz lembrete de bebida

                        Que jamais pus na boca, nessa vida,

                        Em minha camiseta, a marca de cigarro

                        Que não fumo, até hoje não fumei.

                        Minhas meias falam de produtos

                        Que nunca experimentei

                        Mas são comunicados a meus pés.

                                            [...]

                         Desde a cabeça ao bico dos sapatos,

                         São mensagens,

                         Letras falantes,

                         Gritos visuais,

                         Ordens de uso, abuso, reincidências.

                         Costume, hábito, premência, Indispensabilidade,

                         E fazem de mim homem-anúncio itinerante,

                         Escravo da matéria anunciada.

                                           [...]

                         Não sou − vê lá − anúncio contratado.

                         Eu é que mimosamente pago

                         Para anunciar, para vender

                                           [...]

                         Por me ostentar assim, tão orgulhoso

                         De ser não eu, mas artigo industrial,

                         Peço que meu nome retifiquem.

                         Já não me convém o título de homem.

                         Meu nome novo é Coisa.

                         Eu sou a Coisa, coisamente.

     (Carlos Drummond de Andrade. Corpo. Rio de Janeiro,  Record, 1984)

O verso em que o poeta se dirige diretamente ao leitor, incluindo-o em sua fala, está em:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IDIB Órgão: CRO-BA Prova: IDIB - 2017 - CRO-BA - Analista Administrativo |
Q827839 Português
A sequência textual em que está escrito o texto 01 é:
Alternativas
Q820942 Português

Considerando os aspectos linguísticos do texto e as ideias nele expressas, julgue o item.

O texto configura-se como dissertativo, sendo seu principal objetivo informar o público acerca de uma política pública de atenção à saúde bucal promovida pelo Ministério da Saúde.

Alternativas
Respostas
2921: A
2922: C
2923: C
2924: E
2925: E
2926: D
2927: A
2928: C
2929: B
2930: E
2931: D
2932: C
2933: C
2934: C
2935: B
2936: A
2937: A
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2939: A
2940: C