Questões de Concurso Sobre tipologia textual em português

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Ano: 2021 Banca: CFC Órgão: CFC Prova: CFC - 2021 - CFC - Bacharel em Ciências Contábeis |
Q1736292 Português
Pandemia acelera digitalização dos micro e pequenos empreendedores

    A pandemia acelerou os processos de migração dos micro e pequenos empreendedores para os meios digitais, mostrou uma pesquisa do Sebrae-SP.
    O levantamento apontou que 22% deles passaram a usar plataformas on-line nos últimos meses, enquanto 60% que já utilizavam, intensificaram as operações virtuais.
    É o caso do Henrique Kagohara, por exemplo, que está faturando 30% a mais do que no ano passado, devido à repaginada que ele e os seus sócios deram nos perfis da loja de pesca nas redes sociais. Com essa mudança, eles conseguiram conquistar mais 2,5 mil seguidores.
    “A gente oferece o conteúdo, oferece como fazer a pescaria, onde fazer a pescaria. E, por trás disso, tem o produto que nós temos aqui e o nosso contato”, conta Henrique.
     “A gente desperta o interesse da pessoa através do tipo de pescaria que ela anda pesquisando ou vendo nas redes sociais”.
    No parque tecnológico de São José dos Campos (SJC), no interior de São Paulo, um projeto piloto ajudou donos de seis pequenas empresas a entrarem no mundo virtual, a partir do zero.
    Empresas de tecnologia criaram páginas em redes sociais e em espaços de comércio on-line, além de treinarem os comerciantes para atualizar o conteúdo e melhorar a comunicação com os clientes.
     “A diferença fundamental é que as imagens daquele produto [...] precisam ser tratadas”, diz Marcelo Nunes, coordenador do projeto.
    “Eu preciso ter formas de pagamento, utilização de cartão, emissão de nota fiscal, eu preciso ter a logística depois de vender, como vou entregar. [...] Nós executamos isso para o cliente durante o processo da transformação”, acrescenta.
    A microempreendedora Clélia Rosângela Barros é uma das pessoas que participou da iniciativa. Ela entendeu que precisava perder o receio de usar a internet quando teve que fechar a ótica. Clélia ficou sem se comunicar com os seus clientes e sem faturar.
     Mas o projeto a ajudou a mudar essa situação e a empreendedora já vê o resultado, já que as vendas da sua loja chegaram a crescer pelo menos 5%.
    “É um caminho sem volta, agora é só aprimorar, praticar”, diz Clélia.

(Disponível em: https://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2020/12/21/pandemia-acelera-digitalizacao-dos-micro-e-pequenos-empreendedores. ghtml. Acesso em: dezembro de 2020.)
De acordo com a tipologia textual apresentada, pode-se afirmar que a norma padrão da língua portuguesa é o nível adequado de linguagem a ser utilizado e empregado; deste modo, considere a estrutura linguística do título atribuído ao texto e assinale a consideração correta a respeito.
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Q1736193 Português
Texto 1A2-I

    Este artigo questiona a informação histórica de que o Brasil se insere na modernidade-mundo, o chamado “mundo moderno”, através da realização da Semana de Arte Moderna de 1922. Tal inserção se daria, na verdade, pela construção do samba moderno a partir da ótica artística de Pixinguinha (1897-1973), em especial pela sua excursão com os Oito Batutas pela França, em 1921, patrocinada pelo multimilionário Arnaldo Guinle (1884-1963), apesar das críticas negativas de cunho racista dos cadernos culturais da época.
    O samba de Pixinguinha é resultante do amálgama das expressões culturais e religiosas afro-brasileiras e das trocas de experiências culturais entre diferentes expressões culturais que começavam a circular pelo mundo, de maneira mais ampla e rápida, graças às ondas sonoras de rádio, às gravações de discos e às partituras que chegavam ao Rio de Janeiro. Existia toda uma vida cultural que se desenvolvia em torno da vida portuária carioca, que funcionava como acesso das populações pobres e marginalizadas da cidade ao que de mais moderno ocorria no mundo, de maneiras inimaginadas pelas elites da época, com impactos ainda não devidamente situados e valorizados em suas importâncias e significados para a cultura brasileira. Há ainda a influência da música europeia como a polca ou a música de Bach, retrabalhadas e contextualizadas pelos músicos negros e mestiços que deram origem ao choro e ao maxixe, os quais seriam presenças seminais no artesanato musical de Pixinguinha.
     Pixinguinha e seus oito Batutas subvertem a ordem racista da elite brasileira da época conquistando –– literalmente –– a cidade luz, estabelecendo novos parâmetros culturais e de modernidade para os próprios europeus. No entanto, mesmo que seu impacto no exterior tenha se dado de maneira espaçada e pontual, a Semana de Arte Moderna de 1922 ficou conhecida como símbolo de nossa inserção na modernidade-mundo vigente, em detrimento do impacto imediato causado pela arte revolucionária de Pixinguinha e sua trupe musical entre os círculos culturais europeus. Cada apresentação era uma demonstração ao mundo de uma nova forma de música urbana, articulada e desenvolvida, com estrutura rítmica e harmoniosa de alta sofisticação. Não é por acaso que as gravações e partituras desse período em Paris tornaram-se referenciais para o cenário musical francês e para o mundo do jazz norte-americano, como ficaria comprovado pela admiração confessa de Louis Armstrong (1901-1971) por Pixinguinha ou pela regravação de Tico-Tico no fubá por Charlie Parker (1920-1955), no álbum La Paloma, em 1954. Christian Ribeiro. Pixinguinha, o samba e a construção do Brasil moderno. Internet: (com adaptações).  
O texto 1A2-I é um exemplo do gênero textual denominado artigo de opinião. A partir dessa informação e das características do texto 1A2-I, é correto afirmar que ele é predominantemente
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Q1736185 Português
 O termo “dado de pesquisa” tem uma amplitude de significados que vão se transformando de acordo com domínios científicos específicos, objetos de pesquisas, metodologias de geração e coleta de dados e muitas outras variáveis. Pode ser o resultado de um experimento realizado em um ambiente controlado de laboratório, um estudo empírico na área de ciências sociais ou a observação de um fenômeno cultural ou da erupção de um vulcão em um determinado momento e lugar. Dados digitais de pesquisa ocorrem na forma de diferentes tipos de dados, como números, figuras, vídeos, softwares; com diferentes níveis de agregação e de processamento, como dados crus ou primários, dados intermediários e dados processados e integrados; e em diferentes formatos de arquivos e mídias. Essa diversidade, que vai sendo delineada pelas especificidades de cada disciplina, suas condicionantes metodológicas, protocolos, workflows e seus objetivos, se torna um desafio — pelo alto grau de contextualização necessário — para o pesquisador na sua tarefa de definir precisamente o que é dado de pesquisa de uma forma transversal aos diversos domínios disciplinares.
    As definições encontradas nos dicionários e enciclopédias falham em capturar a riqueza e a variedade dos dados no mundo da ciência ou falham em revelar as premissas epistemológicas e ontológicas sobre as quais eles são baseados. Na esfera acadêmica, grande parte das definições são uma enumeração de exemplos: dados são fatos, números, letras e símbolos. Listas de exemplos não são verdadeiramente definições, visto que não estabelecem uma clara fronteira entre o que inclui e o que não inclui o conceito.

Luis Fernando Sayão; Luana Farias Sales. Afinal, o que é dado de pesquisa? In: Biblos: Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação, Rio Grande. v. 34, n. 02, jul.-dez./2020, p.32-33. Internet: . (com adaptações).
No primeiro parágrafo do texto 1A1-I, predomina a tipologia textual
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Q1735251 Português
TEXTO 
ÉTICA PARA MEU FILHO

   (...)Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. É que, ao agirmos mal e nos darmos conta disso, compreendemos que já estamos sendo castigados, que lesamos a nós mesmos - pouco ou muito - voluntariamente. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser...
   De onde vêm os remorsos? Para mim está muito claro: de nossa liberdade. Se não fôssemos livres, não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos, é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. Por isso, quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim, que não pudemos escolher: “cumpri ordens de meus superiores”, “vi que todo o mundo fazia a mesma coisa”, “perdi a cabeça”, “é mais forte do que eu”, “não percebi o que estava fazendo”, etc. Do mesmo modo, quando o pote de geleia que estava em cima do armário cai e quebra, a criança pequena grita chorosa: “Não fui eu!”. Grita exatamente porque sabe que foi ela; se não fosse assim, nem se daria ao trabalho de dizer nada, ou talvez até risse e pronto. Em compensação, ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: “Fiz sozinho, ninguém me ajudou!” Do mesmo modo, ao crescermos, queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos, mas preferimos confessar-nos “escravos das circunstâncias” quando nossos atos não são exatamente gloriosos.
(SAVATER, Fernando. Ética para meu filho.Trad. Monica Stahel. São Paulo: Martins Fontes, 1997. Tradução de: Ética para Amador.)
O texto integra um ensaio filosófico cujo tema é a ética; assim, pode-se afirmar que ele apresenta características próprias da tipologia dissertativa, uma vez que: 
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Q1733618 Português
Sexo e temperamento em três sociedades primitivas

  Nos anos 30, Margareth Mead comparou três sociedades primitivas da Nova Guiné, visando observar como as atitudes sociais se relacionavam com as diferenças sexuais. A partir dos resultados obtidos na pesquisa, concluiu que a crença, então compartilhada na sociedade americana, em um temperamento inato ligado ao sexo não era universal. Segundo ela, toda cultura determina de algum modo os papéis dos homens e das mulheres, mas não o faz necessariamente em termos de contraste entre as personalidades prescritas para os dois sexos nem em termos de dominação ou submissão.
  Entre os povos estudados por Mead, os montanheses Arapesh, agricultores e criadores de porcos, eram (homens e mulheres) maternais, cooperativos, sociáveis, pouco individualistas e orientados para as necessidades da geração seguinte. Em síntese, um povo com características “femininas”.
  Já os ferozes caçadores de cabeça Mundugumor, agricultores e pescadores, eram o extremo oposto. De acordo com a autora, desprezando o sexo como base para o estabelecimento de diferenças de personalidade, padronizaram o comportamento de homens e mulheres como “ativamente masculino, viril e sem quaisquer das características edulcoradas que estamos acostumados a considerar indiscutivelmente femininas”. Esse povo era formado por indivíduos implacáveis que se aproximavam de um tipo de personalidade que, na cultura americana, só se encontraria em homens indisciplinados e extremamente violentos.
  Nos Tchambuli, por sua vez, pescadores lacustres e amantes das artes, havia uma inversão das atitudes sexuais: a mulher seria o parceiro dirigente, dominador e impessoal, e o homem, menos responsável e emocionalmente dependente.
  Para Mead, o fato de que traços de temperamento tradicionalmente considerados femininos fossem, em uma tribo, erigidos como padrão masculino e, em outra, prescritos para a maioria das mulheres e dos homens demonstra não haver base para considerar tais aspectos comportamentais vinculados ao sexo. Essa conclusão seria reforçada pela inversão da posição de dominância entre os sexos no terceiro povo estudado.
(PISCITELLI, Adriana. Uma questão de gênero – Mente cérebro. São Paulo: Duetto Editorial, 2008. p. 24)
O texto apresenta características marcadamente da tipologia:
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Q1731385 Português
Texto 1: Ele entrou, trazendo ainda nos olhos a fadiga da noite ruim, quase passada em claro, no vaivém da rede, que participava de sua inquietação e de seu nervoso, agitando-se num balanço seco e rangedor, ram, rem, ram, rem!...como se estivesse também neurastênica e exausta. Durante a vigília triste mais do que nunca o atormentara a angústia de seu isolamento, a medonha desolação em que andava a sua vida. A seca, com aquele sol eterno, Conceição com sua indiferença tão fria e longínqua, e o gado moribundo, os roçados calcinados, tudo crescia a seus olhos, na sombra espessa do quarto, em desmedidas proporções de pesadelo. Afinal sua energia e sua paciência se revoltavam; naquela hora de opressão, o que queria era uma solução cortante, rápida, que acabasse de vez com a espera sem fim dum ano tão comprido e tão mau.
(Queiroz, R. O quinze. https://vivelatinoamerica.files.wordpress.com/2016/03/o_quinze _obra_-_rachel_de_queiroz.pdf)


Texto 2: O tema deste estudo são os livros“O quinze”, de Rachel de Queiroz, e “Vidas secas” de Graciliano Ramos. O primeiro foi publicado pela primeira vez em 1930; o segundo, em 1938. Tanto o primeiro quanto o segundo são reconhecidos pela crítica e seus autores são situados pela historiografia literária como dos mais relevantes da segunda fase do modernismo brasileiro.  
(http://www.domalberto.edu.br/wp-content/uploads/2017/05/APerspectiva-Cr%C3%ADtica-em-Rachel-de-Queiroz-e-emGraciliano-Ramos.pdf)
Os textos 1 e 2 são considerados, respectivamente, de acordo com sua tipologia textual:
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Q1731286 Português

TEXTO I




TEXTO II


        “Ao dar as badaladas da meia-noite, Cinderela saiu correndo do palácio e perdeu seu celular. Saiu correndo e se foi.
         Mas o príncipe havia se apaixonado por ela e resolveu ir de casa em casa para que cada mulher, tentasse, com três chances, desbloquear o celular.
         A madrasta da Cinderela ficou sabendo da notícia, chamou suas duas filhas e quando viu Cinderela arrumar, trancou-a no quarto.
     Quando o príncipe chegou, perguntou:
    – Tem alguma moça aqui?
    – Sim, estas aqui – respondeu a madrasta.
    As duas filhas tentaram desbloquear o celular, mas não conseguiram.
    – Bem, já vou indo --- ele disse já triste.
    Só que, antes dele ir, Cinderela desceu as escadas falando:
     – Espere! Ainda tem eu!
    Ela conseguiu destrancar a porta e, na primeira tentativa, desbloqueou o telefone.
    O príncipe, encantado com sua beleza, levou-a para o castelo real e lá se casaram e viveram felizes para sempre.
(Mariana Brás, aluna da Escola Municipal Josino Alvim, que fica em Piumhi, em Minas Gerais)

TEXTO III

Fonte:www.zdezebra.files.worpress.com/2011/07/efeito-sanfona.jpg


TEXTO IV

estética
es·té·ti·ca
sf 3 Harmonia das formas, das cores, dos costumes etc.
4 Atividade profissional que visa à busca da beleza física através de tratamentos especiais para correção de problemas de pele, de cabelo, das formas do corpo etc.
5 COLOQ Aparência ou beleza física.


TEXTO IV

“No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda...” (Caetano Veloso)

O texto III apresenta as seguintes características:
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Q1731112 Português

TEXTO

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


A LEITURA E SUAS INCRÍVEIS POSSIBILIDADES

(1º§) O hábito da leitura cria infinitas possibilidades, não apenas para o mundo perceptível, como também para o deleite. Já se sabe das múltiplas múltiplas que têm os bons leitores, quando selecionar seus bons títulos bibliográficos. Desta forma, é possível conhecer tudo o que se deseja por meio da leitura com seus implícitos, pressupostos e subentendidos, além das analogias que ela propicia.


(2º§) Não se deve esquecer de que muitos seres humanos iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro. Isto tem enorme valor sempre, servindo de exemplo para muitas pessoas. Todos sabemos disto!


(3º§) Mas, ressalta-se que, no momento da leitura, a palavra se configura e se dispersa, rompe a linearidade, imperceptíveis, muitas vezes. Na leitura, a atividade mental de um "EU", como trabalho simbólico é fundamental de pura dialoga, além de polifonia.

Ideias extraídas de: (Bahktin, 1981.p. 28); (Henry Thoreau) e (Valéria Thomazini) - (Texto adaptado)


Julgue as assertivas seguintes:
I.O teor discursivo está previsto em paragrafos formados por períodos.
II.No trecho: "Já se sabe das múltiplas vantagens que têm os bons leitores" - temos um exemplo de próclise, um objeto indireto e um sujeito posposto ao verbo "têm".
III.Na expressão: "Mas, ressalta-se que" - temos um elemento coesivo conjuntivo coordenativo adversativo e uma subordinativo integrante.
IV.O título do texto exemplifica oração absoluta, escrita com sujeito simples.
V.O trecho: "Não se deve esquecer ..." tem equivalência semântico-contextual de "Não se deveria esquecer ..."
Estão CORRETAS, Apenas:
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Q1730703 Português
Leia o texto abaixo para responder a próxima questão

“(...) Sério, quieto, feito ele mesmo, só igual a ele mesmo nesta vida. Tinha notado minha ideia de fugir, tinha me rastreado, me encontrado. Não sorriu, não falou nada. Eu também não falei. O calor do dia abrandava. Naqueles olhos e tanto de Diadorim, o verde mudava sempre, como a água de todos os rios em seus lugares ensombrados. Aquele verde, arenoso, mas tão moço, tinha muita velhice, muita velhice, querendo me contar coisas que a ideia da gente não dá para se entender - e acho que é por isso que a gente morre. (...)”
João Guimarães Rosa, citação do livro “Grande Sertão: Veredas”. Nova Aguilar, 1994, p. 405
Neste trecho do conhecido livro Grande Sertão: Veredas existe o predomínio de sequências:
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Q1730019 Português

Texto para as questão de número:



Entre os elementos da textualidade, encontram-se a intencionalidade e a situacionalidade, dos quais derivam as estratégias de formulação textual como a escolha de linguagem a ser utilizada na composição. O texto do anúncio é pautado, predominantemente, em sua composição, por uma estratégia
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Q1729236 Português
A produção textual de um mesmo gênero textual nas diferentes etapas de ensino pressupõe níveis diferenciados de domínio nos diversos aspectos envolvidos, isso se aplica:
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Q1727209 Português
Analise este texto.
Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <encurtador.com.br/crJKV>. Acesso em: 23 maio 2019.

Os gêneros textuais surgem a partir dos tipos textuais.
Considerando o tipo textual de que vem esse texto, pode-se afirmar que ele tem a finalidade de 
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Q1726391 Português
Após a leitura do texto apresentado a seguir, leia as assertivas:
Cidade Invisível 2021 | 16 | 1 temporada Programas e séries brasileiras Após uma tragédia familiar, um homem descobre criaturas folclóricas vivendo entre os humanos e logo se dá conta de que elas são a resposta para seu passado misterioso.
Estrelando: Marco Pigossi, Alessandra Negrini, Fábio Lago. (Disponível em: https://www.netflix.com/br/title/80217517.)
I. Considerando seus elementos e suas características, pode-se afirmar que o texto se trata de uma sinopse, uma vez que apresenta, de forma resumida, o conteúdo de um produto cultural. II. Há, no texto, elementos subjetivos que expressam comentários e avaliações pessoais. III. O texto em questão pode ser classificado como dissertativo-argumentativo.
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Q1722621 Português

    Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega tudo malandro velho começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

    – Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

    A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

    – É areia!

    Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco.

A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente.

Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.

    Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco.

No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai!

    O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas às vezes, o que ela levava no saco era areia. Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

    – Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

    – Mas no saco só tem areia! insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

    – Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

    – O senhor promete que não “espáia”? quis saber a velhinha.

    – Juro, respondeu o fiscal.

    – É lambreta.

Stanislaw Ponte Preta

O texto de referência pode ser classificado, quanto à tipologia, em:
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Q1721101 Português
Leia o poema de Manuel Bandeira e em seguida responda a questão.
'Namorados
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
— Antônia, ainda não me acostumei com o seu [corpo, com a sua cara. A moça olhou de lado e esperou.
— Você não sabe quando a gente é criança e de [repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:
— A gente fica olhando…
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
— Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
— Antônia, você é engraçada! Você parece louca.''
(Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983. p. 221)
De acordo com sua estrutura, objetivo e finalidade do tipo textual escolhido pelo autor, podemos afirmar que:
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Q1719534 Português

Leia o trecho a seguir e responda à questão:

Estava em Paris quando, na véspera de partir para o Brasil, fui, com meu pai, visitar uma exposição de máquinas no desaparecido “Palácio da Indústria”. Qual não foi o meu espanto quando vi, pela primeira vez, um motor à petróleo, da força de um cavalo, muito compacto, e leve, em comparação aos que eu conhecia, e... funcionando! Parei diante dele como que pregado pelo destino. Estava completamente fascinado. Meu pai, distraído, continuou a andar até que, depois de alguns passos, dando pela minha falta, voltou, perguntou-me o que havia. Contei-lhe a minha admiração de ver funcionar aquele motor, e ele me respondeu: “por hoje basta”. Aproveitando-me dessas palavras, pedi-lhe licença para fazer meus estudos em Paris. Continuamos o passeio, e meu pai, como distraído, não me respondeu. Nessa mesma noite, no jantar de despedida, reunida a família, entre nós, dois primos de meu pai, franceses e seus antigos companheiros de escola, pediu-lhes ele que me protegessem, pois pretendia fazer-me voltar a Paris para acabar meus estudos. Nessa mesma noite corri vários livreiros; comprei todos os livros que encontrei sobre balões e viagens aéreas.

Trecho extraído da obra “O que vi, o que nós veremos”, de Santos Dumont, 1918.

Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE o tipo de texto.
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Q1719012 Português
ENTREVISTA COM ENI ORLANDI

     M. S. – Você tem apresentado uma distinção entre a formação e a capacitação no que tange à formação de professores. Nesse sentido, de que forma os pressupostos teóricos da Análise de Discurso podem contribuir para a proposição de uma política de formação para os profissionais de Letras, tanto em nível de graduação, passando pelas chamadas formações continuadas, ofertadas pelas Secretarias de Educação de estados e municípios, quanto no âmbito da pós-graduação? 

     E. O. – A distinção que faço entre formação e capacitação não significa como está significada a palavra formação em “formação continuada”. Ao contrário, é uma noção que procurei formular para abrigar a possibilidade de se pensar em uma prática pedagógica de construção real de conhecimento, e não presa ao imaginário escolar já significado antes mesmo que se estabeleçam relações concretas com os alunos. A distinção básica é a que estabeleço entre a relação do ensino com a informação – capacitação – e com o conhecimento, com o saber – formação. Na capacitação, consumo e cidadania se conjugam. 
 
     Na conjuntura histórica atual, a alfabetização e o desenvolvimento se declinam, então, em “educação e mercado”, em que o mercado exige a qualificação do trabalho, a qualificação do trabalhador: um país educado. Isto significa um país rico em que os cidadãos “educados” são capacitados para o trabalho e circulam como consumidores de um mercado de trabalho qualificado; neste caso, o da capacitação, o denominador comum é o trabalho, e não o conhecimento. Basta a informação, o treinamento. O mercado funciona como uma premissa indefinida para se falar em “sustentabilidade”

     Esta palavrinha traz em seu efeito de memória a de desenvolvimento, que é o que precisamos, segundo o discurso dominante em uma sociedade capitalista, sobretudo em países ditos pobres. A capacitação é a palavra presente constantemente na mídia, na fala de empresários, governantes e... na escola. De nosso ponto de vista, este funcionamento discursivo silencia a força da reivindicação social presente, no entanto, na palavra formação. Pensando politicamente, podemos dizer que a formação, e não a capacitação, pode produzir um aluno “não alienado”. Retomo, aqui, o conceito de K. Marx (1844), segundo o qual a alienação desenvolve-se quando o indivíduo não consegue discernir e reconhecer o conteúdo e o efeito de sua ação interventiva nas formas sociais.

     A análise de discurso pode prover elementos para que a formação, e não a capacitação, seja incentivada como forma de relação com o conhecimento. Já porque suas reflexões juntam sujeito, língua, educação e formação social. Em minhas reflexões, uno a isto uma teorização do sujeito em que se tem os seus modos de individuação, produzidos pela articulação simbólico-política do Estado, através de instituições e discursos. Aí incluo, nesta presente reflexão, a escola e os discursos do conhecimento.

     Consideramos que a educação, e, em particular, o ensino da língua, como parte do que tenho trabalhado como a individuação do sujeito, neste caso, sendo a instituição a escola, poderia, se bem praticado como processo formador do indivíduo na sua relação com o social e o trabalho, dar condições para que este sujeito “soubesse” que sabe a língua e soubesse “ler e escrever”, de forma a, em sua compreensão, ser capaz de dimensionar o efeito de sua intervenção nas formas sociais, com todas as consequências sociais e históricas que isto implica. Em uma palavra, se desalienasse. O que a capacitação não faz, pois o torna apenas um indivíduo bem treinado e, logo, mais produtivo. Isto não o qualifica em seu conhecimento, o que, com a formação, se dá e produz o efeito de tornar esse sujeito mais independente, deixando de ser só mais um instrumento na feitura de um “país rico”. Ele estaria formado para dar mais um passo na direção de não só formular como reformular e ressignificar sua relação com a língua institucionalizada, a da escola, mas também com a sociedade.

     Ao invés de ser apenas um autômato de uma empresa (com a capacitação), poderia ser um sujeito em posição de transformar seu próprio conhecimento, compreender suas condições de existência na sociedade e resistir ao que o nega enquanto sujeito social e histórico. Tudo isto, se pensamos na formação - desde a educação básica, como o ensino superior – leva-nos a dizer que há modos de formar sujeitos preparados para descobertas e para inovações. Sujeitos bem formados que podem “pensar por si mesmos”, tocando o real da língua em seu funcionamento e o da história, no confronto com o imaginário que o determina.

ORLANDI, EniPulccinelli. Entrevista com EniOrlandi. [Entrevista
concedida a Maristela Cury Sarian] Pensares em Revista, São Gonçalo
– RJ, n. 17, p. 8-17, 2020. (Fragmento).
Sobre as sequências textuais presentes no texto, pode-se afirmar que:
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Q1718782 Português

BARROS, Daniel. Gênero, brilhantismo e esforço. Galileu. São Paulo, Editora Globo, Nº 333, mar. 2019. p.71 [Adaptado]

No primeiro parágrafo do texto, predomina a sequência
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Q1718727 Português
Sócrates ensina como não ligar para a opinião dos outros
O filósofo foi a julgamento e teve a chance de renegar suas ideias, mas preferiu beber veneno
Tiago Cordeiro

     O fundador da filosofia ocidental foi condenado à morte por não adorar os deuses de Atenas e "corromper" a juventude com ideias não aceitas pela sociedade da época. Sócrates (469 a.C. – 399 a.C.) foi a julgamento e teve a chance de renegar suas ideias. Preferiu beber cicuta. Pagou com a vida o preço da impopularidade, mas não abriu mão de seus conceitos. Com isso, ele deixava uma última lição clara: não é possível levar a sério as opiniões alheias o tempo todo. Muitas vezes, é preciso ter a coragem de assumir suas próprias posições, por mais complicado que isso seja.
     É difícil agir assim. Afinal, ser popular é prazeroso. Observe: em uma roda de conversa, sempre aparece aquela pessoa simpática, carismática, que conta piadas de que todos riem e sente o prazer de ser bem-recebido pelo grupo. Sócrates fazia o contrário: abordava estranhos na rua e perguntava, insistentemente, o que era a felicidade, quais os motivos para realizar sacrifícios para deuses ou por que homens que vão às guerras são tão valorizados. 


     Era irritante, porque demonstrava o quanto os lugares-comuns não se sustentavam logicamente. “Sócrates era o chato que ninguém quer por perto”, afirma o filósofo Robert Rowland Smith, autor de Breakfast With Socrates ("Café da Manhã com Sócrates", sem edição brasileira). “Suas perguntas irritavam quem não tinha interesse em debater com profundidade questões que pareciam óbvias, mas não eram.”
     Seus poucos discípulos entendiam o espírito de tantos questionamentos. Aristóteles sugeria que a amizade verdadeira só poderia existir quando duas pessoas compartilhassem sal – ou seja, dividissem refeições, impressões, opiniões. Já Platão registrou, em seus mais de 30 diálogos socráticos, a dialética do mestre. Suas conversas se iniciavam com uma pergunta, que resultava em opiniões do interlocutor, primeiramente aceitas. Depois, era mostrado o contraditório daquelas opiniões, levando o interlocutor a reconhecer seu desconhecimento sobre o assunto.
     Para Sócrates, o importante era ter em mente que todos os seus conceitos de vida podem estar errados. Por isso, precisam ser examinados até que provem ter lógica. Mesmo que isso traga impopularidade. Até porque ninguém consegue ser popular e agradar a todos.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Filosofia/noticia/2016/08/socrates -ensina-como-nao-ligarpara-opiniao-dos-outros.html. Acesso em: 28 fev. 2019. [Adaptado]
Para responder à questão, considere o parágrafo transcrito abaixo.

O fundador da filosofia ocidental foi condenado à morte por não adorar os deuses de Atenas e "corromper" a juventude com ideias não aceitas pela sociedade da época. Sócrates (469 a.C. – 399 a.C.) foi a julgamento e teve a chance de renegar suas ideias. Preferiu beber cicuta. Pagou com a vida o preço da impopularidade, mas não abriu mão de seus conceitos. Com isso, ele deixava uma última lição clara: não é possível levar a sério as opiniões alheias o tempo todo. Muitas vezes, é preciso ter a coragem de assumir suas próprias posições, por mais complicado que isso seja.
Acerca da composição do parágrafo, analise as assertivas abaixo.
I Nos dois últimos períodos, entrecruzam-se as sequências descritiva e argumentativa, sendo a primeira manifestada em uma caracterização que se pode atribuir ao autor do texto. II Os quatro primeiros períodos organizam-se com base na sequência descritiva, caracterizada pelo uso de verbos no pretérito imperfeito do indicativo e pela apresentação de eventos simultâneos. III Nos dois últimos períodos, entrecruzam-se as sequências descritiva e argumentativa, sendo a segunda manifestada em uma opinião que se pode atribuir ao autor do texto. IV Os quatro primeiros períodos organizam-se com base na sequência narrativa, caracterizada pelo uso de verbos no pretérito perfeito do indicativo e pela apresentação de eventos em ordem sucessiva.
Dentre as assertivas, estão corretas
Alternativas
Respostas
2341: B
2342: D
2343: C
2344: D
2345: C
2346: D
2347: C
2348: C
2349: C
2350: C
2351: B
2352: A
2353: A
2354: C
2355: C
2356: A
2357: B
2358: C
2359: B
2360: B