Questões de Concurso Sobre tipologia textual em português

Questões Discursivas

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Q2685552 Português

As questões de 07 a 10 dizem respeito ao Texto 03. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


ENCONTRANDO O TOM


1------Encontro um amigo, pianista consagrado, e

conto que estou começando um livro, mas como

sempre no inicio de um novo trabalho, ainda

estou buscando "o tom certo"

5------Ele acha graça, então escritor procura o tom?

Rimos porque acabamos descobrindo que os

dois buscamos a mesma coisa: encontrar o nosso

tom. O da nossa linguagem, da nossa arte, e -

isso vale para qualquer pessoa - o tom da nossa

10--vida. Em que tom a queremos viver? ( Não

perguntei como somos condenados a viver ) (...)

Nosso tom será o de suspeita e desconfiança

ou serão varandas abrindo para a paisagem além

de qualquer limite?

15------Parte disso depende de nós (...)

Sento-me aqui no computado e penso no tom

deste livro, que preciso encontrar. Eu o sinto,

neste momento inicial, um murmurar para o leitor.

"Vem refletir comigo, vem me ajudar a indagar"


Lya Luft, Perdas e ganhos(2013)

A escritora afirma, no texto, que seu amigo, um pianista famoso, acha graça quando ela usa a palavra “tom”, porque:

Alternativas
Q2685151 Português

TEXTO I

Disponível em: http://minasnerds.com.br/2018/11/28/armandinho- e-a-censura-estamos-com-voce-menino/. Acesso em: 17/08/2019.



Observe o emprego das reticências (...) nas seguintes frases do texto: "Claro, e ..." ; "Dinho, espera ...", a seguir marque V ou F nas afirmações abaixo sobre o emprego desse sinal de pontuação nas falas da personagem Camilo.


( ) As reticências foram empregadas nesses trechos com a intenção deliberada de permitir ao leitor que houve uma suspensão no pensamento da personagem.

( ) As reticências foram empregadas aí para marcar a fala quebrada e desconexa do personagem que não está conseguindo raciocinar com coerência no momento de sua fala.

( ) As reticências n esses trechos indicam que parte das falas foram omitidas.

( ) As reticências foram empregadas apenas com valor estilístico.


A sequência correta é:

Alternativas
Q2685149 Português

TEXTO I

Disponível em: http://minasnerds.com.br/2018/11/28/armandinho- e-a-censura-estamos-com-voce-menino/. Acesso em: 17/08/2019.



Faça a leitura verbo-visual do texto e a seguir analise as afirmações feitas sobre essa charge:


I - Observando as imagens e as palavras empregadas na construção textual, pode-se a firmar que está implícita uma crítica ao medo que as personagens sentem daqueles que deveriam protegê-las.

II - Está explícito no texto que o guarda militar persegue a personagem afro-descendente, Camilo.

III - A personagem Camilo demonstra sua insegurança em correr e ser perseguido pelo guarda porque isso já lhe aconteceu antes.


A alternativa correta é:


Alternativas
Q2685108 Português

TEXTO II

POR QUE OS OLHOS ARDEM QUANDO CORTAMOS CEBOLAS?


A cebola contém uma substância que se chama dissulfeto de alila. Quando você corta a cebola, o danado se espalha no ar, porque é volátil como um passarinho e irrita os olhos quase igual a uma bomba de gás lacrimogêneo.[...].


(Gianni Rodari. O livro dos porquês. São Paulo: Ática, 1991. p.52)

Pode-se a firmar que a tipologia predominante do texto "Por que os olhos ardem quando cortamos cebolas?" é:

Alternativas
Q2684999 Português

TEXTO I


Disponível em: https://www.otempo.com.br/charges/charge -o-tempo-26/07/2019. Acesso em 18/08/2019.

Para que um conjunto de palavras e imagens possa ser considerado um texto é preciso que atenda a alguns princípios de textualidade. Assim, observe os vocábulos: "E; OUTRAS; AÍ", Essas palavras são responsáveis, predominantemente, pelo seguinte fator textual na charge:


Alternativas
Q2684998 Português

TEXTO I


Disponível em: https://www.otempo.com.br/charges/charge -o-tempo-26/07/2019. Acesso em 18/08/2019.

No diálogo, entre a família e o segundo personagem, surge a expressão "Aí são outros quinhentos". Sobre essa colocação, analise as afirmações abaixo:

I - Apresenta uma intertextualidade com as falas "é outra situação"; é outra história; é outra questão".

II - Luís da Câmara Cascudo, em seu livro " Locuções Tradicionais do Brasil - Coisas que o povo diz" registra para a expressão "outros quinhentos" uma origem no Tupi-Guarani.

III - Pode-se afirmar que é uma intertextualidade porque supõe a presença de um texto em outro texto.


A alternativa correta é:


Alternativas
Q2684940 Português

TEXTO IV


https://wwwdukechargiata.com.br. Acesso em 30/07/2019

Considere a charge de Duke e marque V ou F n as alternativas abaixo:


( ) A charge de Duke faz uma paródia dos discursos que, geralmente, ocorrem nos assaltos cotidianos.

( ) O humor foi construído, principalmente, pela mensagem presente na fala do assaltante.

( ) Está explícito na fala do assaltante que o sistema político brasileiro é uma violência contra o cidadão.

( ) O texto de Duke, quanto à linguagem, é um texto híbrido.


A sequência correta é:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: UniRV - GO Órgão: Prefeitura de Rio Verde - GO Provas: UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Analista de Projetos | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Acupunturista | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Educador Físico Atenção Primária | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Enfermeiro Plantonista | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Cirurgião Dentista para Pacientes com Necessidades Especiais | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Farmacêutico Generalista | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Assistente Social Hospitalar | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Fisioterapeuta Traumato-Ortopédica | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Fonoaudiólogo Neurofuncional | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Médico do Trabalho | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Médico Dermatologista | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Médico Endocrinologista | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Médico em Família e Comunidade | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Psicólogo em Saúde Mental | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Nutricionista em Atenção Primária | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Médico em Atenção Primária | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Médico Radiologista | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Médico Psiquiatra | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Terapeuta Ocupacional Saúde Mental | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Médico Infectologista | UniRV - GO - 2019 - Prefeitura de Rio Verde - GO - Enfermeiro Saúde da Família e Comunidade |
Q2684226 Português

Leia o texto abaixo e responda às questões 07 e 08.


Texto 3 - O homem trocado – Luís Fernando Veríssimo

O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.

- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.

- Eu estava com medo desta operação...

- Por quê? Não havia risco nenhum.

- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...

E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.

- E o meu nome? Outro engano.

- Seu nome não é Lírio?

- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...

Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.

- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.

- O senhor não faz chamadas interurbanas?

- Eu não tenho telefone!

Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.

- Por quê?

- Ela me enganava.

Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:

- O senhor está desenganado.

Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.

- Se você diz que a operação foi bem...

A enfermeira parou de sorrir.

- Apendicite? - perguntou, hesitante.

- É. A operação era para tirar o apêndice.

- Não era para trocar de sexo?

Em relação ao(s) tipo(s) de discurso, pode-se afirmar que o trecho abaixo está escrito em:


Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:

- O senhor está desenganado.

Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.

- Se você diz que a operação foi bem...

A enfermeira parou de sorrir.

- Apendicite? - perguntou, hesitante.

- É. A operação era para tirar o apêndice.

- Não era para trocar de sexo?

Alternativas
Q2225821 Português
Texto 1

Departamentos essenciais em uma administração

Um dos pontos fortes da equipe e que mostra a saúde da empresa, inclusive, é a contabilidade. Essa parte do departamento administrativo, muitas vezes ignorada, é de vital importância para o bom andamento e crescimento da companhia. Para atuar nessa frente, é necessário cautela e perfil analítico para a melhor tomada de decisão. Afinal, as oportunidades de crescimento são verificadas através dos dados gerados por essa atividade.

Se a empresa não dispor de estrutura para abrigar a contabilidade ou não contar com profissionais capacitados, uma opção é terceirizar este serviço. Já ao setor financeiro cabem as decisões sobre investimentos. Entre elas, destacam-se aquisição de maquinário, contratação e gerenciamento de empréstimos, entre outras funções correlatas. Geralmente, essas atividades são assumidas pelo dono do negócio, investidores ou executivos principais.

Inclusos no departamento administrativo estão também os profissionais de comunicação. É nas ações de marketing que clientes em potencial são alcançados, tal como os clientes efetivos são mantidos. Ou seja, com um trabalho eficaz, é possível ampliar consideravelmente os lucros e o domínio de mercado. Isso além de consolidar o relacionamento com clientes e estreitar mais os laços e parcerias.

(…)Com isso, caso a empresa deseje receber um retorno sobre o índice de satisfação das pessoas e a qualidade do serviço que oferece, é preciso pensar num canal de serviços de atendimento ao cliente. O encarregado precisa operar de forma eficaz as licitações, no caso de empresas públicas, realizar as atividades de controle patrimonial e lidar com os trâmites financeiros, juntamente ao almoxarifado, formando uma equipe de trabalho conjunto. Ou seja, essa função mistura-se às competências do responsável pelo controle financeiro, que movimenta o dinheiro da empresa diretamente. Por conta disso, o departamento administrativo acaba englobando tantas áreas.

Outra função essencial de um corpo gestor corporativo é a coordenação de pessoas, comumente realizada pelos profissionais de recursos humanos. Eles não são responsáveis apenas por recrutar e desligar pessoas, mas sim por alocar o indivíduo certo em cada função. Para isso, eles precisam conhecer não apenas as atividades e rotinas operacionais da empresa, mas também sua força de trabalho. Um profissional de RH atento é capaz de identificar potenciais mudanças de função entre colaboradores e avaliar seus rendimentos.

Por exemplo, se determinado funcionário do setor de logística realiza um curso de oratória e vendas, é trabalho do RH identificar esse talento e sugerir a realocação dessa pessoa para uma área na qual seus conhecimentos serão melhor aproveitados. Dessa forma, o departamento não só estará ajudando a empresa ao aproveitar talentos internamente, mas estará também incentivando os demais funcionários a investirem em si mesmos.

Juliana Gaidargi (adaptado)

www.infonova.com.br acesso em 15/08/2019
Examine os itens abaixo no que se refere aos vários aspectos gramaticais e semânticos existentes no texto a fim de poder responder corretamente a esta questão.
I. Trata-se de um texto do tipo descritivo, narrativo, por possuir espaço e tempo.
II. Classificam-se as palavras quanto à formação apenas como derivadas, uma vez que inexistem palavras primitivas..
III. Pode-se afirmar de modo correto que o “se” (§ 2. l.5) é um pronome apassivador, com um sujeito, chamado de paciente.
IV. Percebem- termos nos parágrafos possuidores de elementos relacionais indicativos de alternância.
V. Os verbos empregados no texto, quanto à regência não apresentam falhas quanto ao emprego.

Estão corretos apenas os itens:
Alternativas
Q2062349 Português

TEXTO I


Quebrar paradigmas, ou até mesmo enfrentá-los não é tarefa das mais fáceis, levando em conta que muitos desses modelos são produtos de séculos de experiência. Diante disso, são poucos os que se dispõem a enfrentar esse desafio. No filme Patch Adams – O Amor é Contagioso, dirigido por Tom Shadyac, temos um grande exemplo de um homem em busca de “mudanças”. Esse homem é Patch Adams, interpretado pelo ator Robin Williams – que acredita ser a risada a chave para a melhoria da qualidade de vida.


De início, Patch Adams é apresentado como interno de uma clínica, após uma tentativa de suicídio. Em sua estadia nessa clínica, ele percebe que quase nada é feito para restaurar os pacientes, o que o deixa intrigado. Um dia, de forma hilária, nosso protagonista consegue ajudar o seu companheiro de quarto a enfrentar um de seus medos. Ao auxiliá-lo, ele percebe que se sente bem ajudando as pessoas e resolve deixar o hospício para tornar-se um médico.


[...]


No desenrolar do filme, acompanhamos os desenlaces e conflitos do personagem principal em busca de seus ideais, e percebemos o quanto ele lutou para conquistar seu reconhecimento e respeito. O fato de a história ser baseada em fatos reais faz com que despertemos mais interesse ainda em Patch. Não há como não dar risadas e se contagiar com a alegria do personagem.


Disponível em: <https://tinyurl.com/yaodz3r2>.

Acesso em: 23 jan. 2019 (Adaptação).


TEXTO II


Em 1969, após tentar se suicidar, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente se interna em um sanatório. Ao ajudar outros internos, descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Deste modo, sai da instituição e entra na faculdade de medicina. Seus métodos poucos convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos, com exceção do reitor, que quer arrumar um motivo para expulsá-lo, apesar de ele ser o primeiro da turma. 


Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-12262/>. Acesso em: 23 jan. 2019 (Adaptação).

Analise as afirmativas a seguir.
I. No texto I, o autor traz informações a respeito do produto cultural analisado, descrevendo de forma detalhada trechos da história narrada pelo filme, as quais ele julga serem de interesse do leitor. Além disso, o julgamento do autor a respeito do filme torna-se explícito no último parágrafo.
PORTANTO
II. o texto I pode ser considerado um texto narrativo.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2060948 Português
Sempre achei que o meu dono subestimava as minhas capacidades. Bem gostaria nesse momento de poder falar para lhe dizer que até francês aprendi no tempo dos jogos de cartas. E que bem podiam baixar a voz ao mínimo entendível que eu ouvia sem esforço, bastando ajustar o tamanho das orelhas. Mas se tão pouco valor me atribuía, então também não merecia o meu esforço de lhe fazer compreender o contrário, morresse com a sua ideia. Uma desforra para tanto desprezo seria contar toda a sua estória, um dia. Soube então que o faria, apesar de mudo e analfabeto. Usando poderes desconhecidos, dos que se ocultam no pó branco da pemba ou nos riscos traçados nos ares das encruzilhadas pelos espíritos inquietos. Fosse de que maneira fosse, tive a certeza de o meu relato chegaria a alguém, colocado em impreciso ponto do tempo e do espaço, o qual seria capaz de gravar tudo tal qual testemunhei. (PEPETELA, A Gloriosa Família.1999, p. 394)
Acerca do narrador do texto acima, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: INCP Órgão: CONFERE Prova: INCP - 2019 - CONFERE - Telefonista |
Q2060508 Português
Felicidade

    Não se preocupe: não vou dar, pois não tenho, receita de ser feliz. Não vou querer, pois não consigo, dar lição de coisaalguma. Decido escrever sobre esse tema tão gasto, tão vago, quase sem sentido, porque leio sobre felicidade. Recebo livros sobrefelicidade. Vejo que, longe de ser objeto de certa ironia e atribuída somente a livros de autoajuda (hoje em dia o melhor meio dequerer insultar um escritor é dizer que ele escreve autoajuda), ela serve para análises filosóficas, psicanalíticas. Parece que existeaté um movimento bobo para que a felicidade seja um direito do ser humano, oficializado, como casa, comida, dignidade, educação.
    Mas ela é um estado de espírito. Não depende de atributos físicos. Nem de inteligência: acho até que, quanto maisinteligente se é, mais possibilidade de ser infeliz, porque se analisa o mundo, a vida, tudo, e o resultado tende a não ser cor-de-rosa. Posso estar saudabilíssimo, e infeliz. Posso ter montanhas de dinheiro, mas viver ___________, solitário. Talvez felicidade seja umaharmonia com nós mesmos, com os outros, com o mundo. Alguma inserção consciente na natureza, da qual as muralhas deconcreto nos isolam, ajuda. Mas dormimos de cortinas cerradas para não ver a claridade do dia, ou para escutar menos o rumor domundo (trem passando embaixo da janela não dá). Tenho um amigo que detesta o canto dos pássaros, se pudesse mataria a tiro dechumbinho os sabiás que alegram minhas manhãs. Um parente meu não suportava praia, porque o barulho do mar lhe dava insônia.
    Portanto, cada um é infeliz à sua maneira. Acho que felicidade também é uma predisposição genética: vemos bebês ecriancinhas _________________ ou luminosos. Parte dela se constrói com projetos e afetos. O que se precisa para ser feliz?, meperguntam os jornalistas. Melhor seria: o que é preciso para não ser infeliz? Pois a infelicidade é mais fácil de avaliar, ela dói. Concordo que felicidade é uma construção laboriosa quando se racionaliza: melhor deixar de lado, ela vai se construir apesar dosnossos desastres. Difícil ser feliz assistindo ao noticioso, refletindo um pouco, e vendo, por exemplo, que as bolsas despencam nomundo todo, os dinheiros derretem, muitas vidas se consumiram por nada, muita gente boa empobrece dramaticamente, muitagente boa enriquece (não direi que os maus enriquecem com a desgraça dos bons porque isso é preconceito burro). Enquanto ahisteria coletiva solapa grandes fortunas ou devora pequenas economias juntadas com sacrifício, Obama, de quem ainda sou fã, aparece elegante e pronuncia algumas de suas frases elegantes, mas aparentemente não diz grande coisa porque na legenda móvel embaixo de sua bela figura as bolsas continuam a despencar. Vamos consumir, vamos poupar, vamos desviar os olhos, vamos fazer o quê? Talvez em conjunto gastar menos, pensar menos em aproveitar a vida, e trabalhar mais – mas aí a gente reclama, queremosé trabalhar menos e gastar mais.
    Aqui entre nós, vejo uma reportagem sobre a gastança de nossas crianças e jovens. Gostei do tênis azul, do amarelo, dorosa, diz uma menininha encantadora. Ah, e do lilás também. Qual a senhora vai comprar?, pergunta a repórter. A mãe, tambémencantadora, ri: acho que todos. Está decretada a dificuldade de ser feliz, pois se eu quero todas as cores, todas as marcas, todos oscarros, todos os homens ricos ou mulheres gostosas, preparo a minha ______________, portanto a infelicidade. Na ex-fleumáticaInglaterra, bandos de jovens desocupados destroem bairros de Londres e cidades vizinhas. Seu terror são pobreza, desemprego, falta de assistência para os velhos e de futuro para os moços. Não há como, nessa condição, pensar em ser feliz, a gente quer mesmo é punir, destruir, talvez matar. Complicado.
    Uma boa rima para felicidade pode ser simplicidade. Ainda tenho projetos, sempre tive bons afetos. O que mais devoquerer? A pele imaculada, o corpo perfeito, a bolsa cheia, a bolsa ou a vida? Acho que, pensando bem, com altos e baixos, dores eamores, e cores e sombras, eu ainda prefiro a vida.

Lya Luft, Veja, 17/08/2011, pág. 24.
Analise as seguintes afirmações:
I - O texto pertence ao tipo argumentativo. II - Tendo em vista a ortografia oficial, as lacunas do texto serão, correta e respectivamente, preenchidas por: ancioso, mau-humorados e frustração. III - Há presença de linguagem conotativa no trecho: “...as bolsas despencam no mundo todo, os dinheiros derretem, muitas vidas se consumiram por nada...”. IV - Seguem a mesma regra de acentuação gráfica as palavras atribuída e sacrifício. V - Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras dignidade, luminosos e projetos classificam-se como paroxítonas.
Estão CORRETAS, apenas:
Alternativas
Q2058403 Português
O Furto da Flor


       Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
     Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
     Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
      Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
     Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento repreendeu-me:
      – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

https://www.literaturanaessencia.com.br

Analise as afirmativas acerca do texto:


I. O narrador-personagem, não satisfeito em observar a beleza da flor no habitat original, leva-a para casa e tenta conservá-la, no entanto, ao perceber que não conseguira, resolve, como forma de dirimir sua culpa, devolvê-la à natureza;

II. No texto há predomínio de sequências dissertativas, uma vez que traz várias reflexões a serem feitas pelo leitor;

III. “Nem apelar para o médico de flores.” O elemento coesivo “nem” tem valor semântico de adição;

IV. O porteiro, no final do conto, mostra que percebeu o furto da flor e repreende o narrador-personagem pelo ato cometido por ele.



Estão corretas:

Alternativas
Q2056029 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Romance em doze linhas

Quanto tempo falta pra gente se ver hoje
Quanto tempo falta pra gente se ver logo
Quanto tempo falta pra gente se ver todo dia
Quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre
Quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não
Quanto tempo falta pra gente se ver às vezes
Quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais
Quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu
Quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer
Quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu


Bruna Beber. Disponível em: <https://tinyurl.com/y2983cgf>.
Acesso em: 12 fev. 2019.
A respeito da classificação desse texto, analise as afirmativas a seguir.
I. Trata-se de um romance curto, como afirma o título. II. Trata-se de um poema que conta uma história. III. O título do texto remete, entre outros, ao caráter narrativo do romance.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q2053996 Português
Nós, zumbis
João de Fernandes Teixeira

     Recentemente estive lendo sobre um software chamado Apache que é utilizado para gerenciar a disponibilidade de leitos nas UTls dos hospitais. Esse software desliga automaticamente os aparelhos dos pacientes em coma com base em informação estatística sobre a sobrevida média de milhares de pacientes internados com patologias semelhantes. O Apache é alimentado e atualizado constantemente por meio de técnicas de Big Data. Esse tipo de tecnologia parece se confrontar com nossas intuições morais mais primitivas. Será aceitável delegar a uma máquina a decisão de interromper uma vida humana?
     Conversei com várias pessoas sobre esse assunto e obtive diferentes pontos d e vista. Muitas delas consideram o Apache desumano. Outras argumentaram que ele diminui o sofrimento das famílias de pacientes em coma, quase sempre gerado pelas falsas esperanças de sobrevida de seus entes queridos. Apesar das diferenças, todos concordaram que uma das qualidades indiscutíveis do Apache é a imparcialidade das decisões. Não há favorecimentos. Todos são tratados de maneira equânime.
     Penso que o Apache ilustra uma das características mais estranhas da época em que vivemos. Temos mais confiança em máquinas do que em seres humanos. Criaturas humanas têm fraquezas, são influenciáveis e subornáveis. Muitas pessoas acreditam que, se uma máquina desempenhasse as funções de um juiz de direito, teria a vantagem de ser incorruptível. Uma máquina não seria tendenciosa com relação a raça, cor e gênero dos réus. A automatização dos serviços públicos é bem-aceita como uma forma de banir a corrupção. A imparcialidade e a incorruptibilidade das decisões tomadas por máquinas são invocadas como um grande benefício para eliminar privilégios indevidos e tornar as sociedades mais justas e democráticas.
     O caso do Apache mostra claramente para onde caminha nossa relação com a tecnologia. As máquinas, cada vez mais, se tornam autônomas, ou seja, nosso controle sobre elas é parcial. As tecnologias digitais nos convidam a esquecer de nós mesmos e das nossas responsabilidades. Ninguém mais quer ser responsável por nada. Caminhamos para um estado de zumbificação no qual estamos abdicando da consciência e do pouco livre-arbítrio que nos resta. É o paraíso dos zumbis, daqueles que querem viver a vida como sonâmbulos despreocupados.
     As discussões atuais sobre tecnologia se limitam a tentar adivinhar como será o futuro nos próximos 10 ou 20 anos, sobretudo com o desenvolvimento das inteligências artificiais. Mas, ao ler os futurólogos, verifica-se facilmente que nenhum deles faz qualquer referência ao papel que podem ter as escolhas humanas na construção desse futuro. Como zumbis, não nos importamos com os efeitos que essas tecnologias terão sobre nós, e, por isso, oferecemos pouca ou nenhuma resistência ao seu avanço na organização de nossas vidas. Temos uma visão passiva e fatalista do futuro tecnológico que está chegando. A tecnologia nos controla e determinará o futuro da espécie humana. Escolhemos nos tornar dependentes da tecnologia e abdicar de tomar nossas próprias decisões. Optamos por sermos todos zumbis.
     A imparcialidade da tecnologia é o resultado de uma percepção habitual, segundo a qual ela é uma ferramenta, algo neutro que direcionamos de acordo com os nossos objetivos e valores. Mas essa é uma percepção equivocada. Claro que o uso das máquinas tem um papel fundamental. Mas a peculiaridade das tecnologias digitais é o fato de elas incorporarem, intrinsecamente, um histórico de hábitos, preferências e tendências que frequentemente passam despercebidos, gerando a ilusão da imparcialidade. Somos nós que estabelecemos os parâmetros para as pesquisas que usam Big Data. São essas pesquisas, com esses parâmetros, que alimentam softwares como o Apache.
     Esquecemos que a tecnologia é o nosso espelho e que, por isso, ela incorpora, implicitamente, nossos preconceitos, impulsos e valores. Eles estão exteriorizados em máquinas, sobretudo naquelas que são utilizadas para aperfeiçoar as burocracias. A tecnologia é uma expressão do que somos. Temos de aprender a lidar com essa expressão quando a encontramos nas sociedades. A tecnologia segue uma marcha inexorável na história. Mas nossas atitudes em relação a ela não precisam ser tão ingênuas a ponto de não percebermos como seus fabricantes embutem seus valores nas máquinas e inibem as discussões sobre o modo como elas são utilizadas.
     Vivemos em sociedades que valorizam mais as máquinas do que os seres humanos. A organização das sociedades complexas se sobrepôs ao bem-estar de seus habitantes. Passamos a acreditar que o bem-estar depende dessa organização e, por isso, precisamos cuidar da tecnologia muito mais do que de nós mesmos. A tecnologia se tornou mais importante do que os motivos pelos quais ela foi inventada, transformando-se em uma prioridade para si mesma.
     A discussão sobre a tecnologia tem sido relegada a um segundo plano em nosso país. A grande mídia dirige, quase obsessivamente, as preocupações da maioria da população para o debate político, enquanto a revolução tecnológica progride de forma sorrateira e implacável. É uma manobra ideológica sutil, mas que não poderá durar muito tempo. 

TEIXEIRA, João de Fernandes. Filosofia, Ciência e Vida. São Paulo: Editora Escala, Ed. 142, fev. 2019. p. 58-60. [Adaptado].
O texto compõe-se dominantemente por
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: FSA-SP Prova: IBFC - 2019 - FSA-SP - Vigilante Patrimonial |
Q2049782 Português
Assinale a alternativa que apresenta correta e, respectivamente, a classificação dos tipos textuais descritos nas afirmativas a seguir.
I. Expor um assunto e discutir a problemática que nele reside; defender princípios e tomar decisões; apresentar opinião e provar citando fatos, razões ou justificativas. II. Ao comunicar algo sobre um evento da vida - uma situação complicada, um sonho, um acontecimento – a comunicação geralmente assume a forma deste tipo de texto, ou seja, apresenta-se uma estória contada de acordo com certas convenções. (Brockmeier, & Harré, 2003). III. Este texto procura representar a elaboração de um retrato revelado por meio das palavras. Há aspectos importantes: características físicas e/ou psicológicas; dimensões, localização etc. Não é, por norma, um tipo de texto autônomo, encontrando-se presente em outros textos. 
Alternativas
Q2047942 Português
O tipo textual predominante no trecho que constitui o texto acima é:
Alternativas
Q2045531 Português
Texto: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante.” 

É incorreto afirmar sobre o Hino Nacional Brasileiro:
Alternativas
Q2042746 Português

Leia atentamente o texto abaixo e responda às questões.

Clique Ciência: Chaves são sempre diferentes?

  Quando você manda fazer uma chave para a fechadura da sua casa, será que ela é exclusiva? Ou existe a chance de outra pessoa ter uma idêntica à sua, como se tivesse sido duplicada? 

   Não dá para afirmar que elas sejam únicas. Mas a chance de encontrar duas com a mesma combinação é baixíssima, segundo explica o professor Luiz Antonio Gonçalves Neto, da Escola Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, em Suzano (SP).

  Simplificando a questão, cada chave se diferencia de outra por causa de seus "dentes" e cada combinação de dentes corresponde a um segredo de fechadura.

   Fabricantes planejam o processo de produção em ciclos, cada um com um grande número de combinações diferentes.

  O problema é que, ao fim da etapa, começa um ciclo novo que repete as mesmas combinações. "Isso causa uma duplicidade de combinações, mas a probabilidade destas fechaduras e chaves se encontrarem é quase como ganhar na loteria", compara Gonçalves. As produtoras também distribuem chaves iguais em regiões diferentes para diminuir as chances de coincidência. Há um caso, entretanto, em que se quer que mais fechaduras compartilhem a mesma combinação. É um processo chamado de unificação, utilizado para o proprietário ter de usar menos chaves.


Quantas chaves existem?


   Infelizmente, não é possível dar uma resposta precisa porque não há um modelo único de fabricação. Cada configuração faz com que o número de combinações possíveis seja diferente, tornando o número impossível de calcular.

   O tipo mais conhecido de chave é a plana comum ou yale, que costumamos usar em cadeados em portas. Há ainda gorjes (usadas em fechaduras mais antigas), planas duplas (para automóveis mais antigos), planas tetras, multiponto (por exemplo a mul-t-lock) e pantográficas (para carros novos). 
   O artigo "Quantas Chaves Diferentes?", publicado pela Associação Britânica de Matemática na década de 1960, propôs um modelo matemático complexo para calcular o número total de chaves planas baseado no número, tamanho e disposição dos dentes.

   O texto conclui que chaves com dez dentes têm 78 mil combinações possíveis, mas ressalva que há muitos outros fatores em jogo, então esse número não é preciso.

   O professor Luiz Antonio Gonçalves Neto diz ainda que a qualidade da chave e da fechadura são muito importantes na fabricação. Ele avalia que a produção em grande escala trouxe consequências danosas. "As fechaduras mais antigas eram fabricadas com materiais mais nobres e duráveis e havia uma grande preocupação com a segurança, independentemente do custo. Hoje vemos produtos com materiais de má qualidade só para baixar o preço", diz. Cadeados muito baratos acabam apresentando mecanismo frouxo e pouco seguro.


                 (https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimasnoticias/redacao/2018/12/17.Acesso em: 16/12/2018).


O texto em análise situa-se, predominantemente, na tipologia de base: 
Alternativas
Q2029209 Português

TEXTO

Bom exemplo na saúde

O Estado de S.Paulo

9 de setembro de 2018



O texto utiliza-se da sequência argumentativa em sua construção, por isso, seus parágrafos são construídos apresentando argumentos para convencer o leitor da tese que o autor apresenta. Estes argumentos podem ser de diversos tipos. No caso do segundo parágrafo do texto, predomina uma argumentação:  
Alternativas
Respostas
2301: B
2302: C
2303: A
2304: D
2305: A
2306: C
2307: B
2308: D
2309: D
2310: D
2311: A
2312: D
2313: B
2314: C
2315: A
2316: D
2317: C
2318: C
2319: A
2320: C