Questões de Concurso
Sobre tipologia textual em português
Foram encontradas 4.228 questões
As questões de 07 a 10 dizem respeito ao Texto 03. Leia-o atentamente antes de respondê-las.
ENCONTRANDO O TOM
1------Encontro um amigo, pianista consagrado, e
conto que estou começando um livro, mas como
sempre no inicio de um novo trabalho, ainda
estou buscando "o tom certo"
5------Ele acha graça, então escritor procura o tom?
Rimos porque acabamos descobrindo que os
dois buscamos a mesma coisa: encontrar o nosso
tom. O da nossa linguagem, da nossa arte, e -
isso vale para qualquer pessoa - o tom da nossa
10--vida. Em que tom a queremos viver? ( Não
perguntei como somos condenados a viver ) (...)
Nosso tom será o de suspeita e desconfiança
ou serão varandas abrindo para a paisagem além
de qualquer limite?
15------Parte disso depende de nós (...)
Sento-me aqui no computado e penso no tom
deste livro, que preciso encontrar. Eu o sinto,
neste momento inicial, um murmurar para o leitor.
"Vem refletir comigo, vem me ajudar a indagar"
Lya Luft, Perdas e ganhos(2013)
A escritora afirma, no texto, que seu amigo, um pianista famoso, acha graça quando ela usa a palavra “tom”, porque:
TEXTO I
Disponível em: http://minasnerds.com.br/2018/11/28/armandinho- e-a-censura-estamos-com-voce-menino/. Acesso em: 17/08/2019.
Observe o emprego das reticências (...) nas seguintes frases do texto: "Claro, e ..." ; "Dinho, espera ...", a seguir marque V ou F nas afirmações abaixo sobre o emprego desse sinal de pontuação nas falas da personagem Camilo.
( ) As reticências foram empregadas nesses trechos com a intenção deliberada de permitir ao leitor que houve uma suspensão no pensamento da personagem.
( ) As reticências foram empregadas aí para marcar a fala quebrada e desconexa do personagem que não está conseguindo raciocinar com coerência no momento de sua fala.
( ) As reticências n esses trechos indicam que parte das falas foram omitidas.
( ) As reticências foram empregadas apenas com valor estilístico.
A sequência correta é:
TEXTO I
Disponível em: http://minasnerds.com.br/2018/11/28/armandinho- e-a-censura-estamos-com-voce-menino/. Acesso em: 17/08/2019.
Faça a leitura verbo-visual do texto e a seguir analise as afirmações feitas sobre essa charge:
I - Observando as imagens e as palavras empregadas na construção textual, pode-se a firmar que está implícita uma crítica ao medo que as personagens sentem daqueles que deveriam protegê-las.
II - Está explícito no texto que o guarda militar persegue a personagem afro-descendente, Camilo.
III - A personagem Camilo demonstra sua insegurança em correr e ser perseguido pelo guarda porque isso já lhe aconteceu antes.
A alternativa correta é:
TEXTO II
POR QUE OS OLHOS ARDEM QUANDO CORTAMOS CEBOLAS?
A cebola contém uma substância que se chama dissulfeto de alila. Quando você corta a cebola, o danado se espalha no ar, porque é volátil como um passarinho e irrita os olhos quase igual a uma bomba de gás lacrimogêneo.[...].
(Gianni Rodari. O livro dos porquês. São Paulo: Ática, 1991. p.52)
Pode-se a firmar que a tipologia predominante do texto "Por que os olhos ardem quando cortamos cebolas?" é:
TEXTO I
Disponível em: https://www.otempo.com.br/charges/charge -o-tempo-26/07/2019. Acesso em 18/08/2019.
Para que um conjunto de palavras e imagens possa ser considerado um texto é preciso que atenda a alguns princípios de textualidade. Assim, observe os vocábulos: "E; OUTRAS; AÍ", Essas palavras são responsáveis, predominantemente, pelo seguinte fator textual na charge:
TEXTO I
Disponível em: https://www.otempo.com.br/charges/charge -o-tempo-26/07/2019. Acesso em 18/08/2019.
No diálogo, entre a família e o segundo personagem, surge a expressão "Aí são outros quinhentos". Sobre essa colocação, analise as afirmações abaixo:
I - Apresenta uma intertextualidade com as falas "é outra situação"; é outra história; é outra questão".
II - Luís da Câmara Cascudo, em seu livro " Locuções Tradicionais do Brasil - Coisas que o povo diz" registra para a expressão "outros quinhentos" uma origem no Tupi-Guarani.
III - Pode-se afirmar que é uma intertextualidade porque supõe a presença de um texto em outro texto.
A alternativa correta é:
TEXTO IV
https://wwwdukechargiata.com.br. Acesso em 30/07/2019
Considere a charge de Duke e marque V ou F n as alternativas abaixo:
( ) A charge de Duke faz uma paródia dos discursos que, geralmente, ocorrem nos assaltos cotidianos.
( ) O humor foi construído, principalmente, pela mensagem presente na fala do assaltante.
( ) Está explícito na fala do assaltante que o sistema político brasileiro é uma violência contra o cidadão.
( ) O texto de Duke, quanto à linguagem, é um texto híbrido.
A sequência correta é:
Leia o texto abaixo e responda às questões 07 e 08.
Texto 3 - O homem trocado – Luís Fernando Veríssimo
O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
- Eu estava com medo desta operação...
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...
E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
- E o meu nome? Outro engano.
- Seu nome não é Lírio?
- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...
Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?
- Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.
- Por quê?
- Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?
Em relação ao(s) tipo(s) de discurso, pode-se afirmar que o trecho abaixo está escrito em:
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?
I. Trata-se de um texto do tipo descritivo, narrativo, por possuir espaço e tempo.
II. Classificam-se as palavras quanto à formação apenas como derivadas, uma vez que inexistem palavras primitivas..
III. Pode-se afirmar de modo correto que o “se” (§ 2. l.5) é um pronome apassivador, com um sujeito, chamado de paciente.
IV. Percebem- termos nos parágrafos possuidores de elementos relacionais indicativos de alternância.
V. Os verbos empregados no texto, quanto à regência não apresentam falhas quanto ao emprego.
Estão corretos apenas os itens:
TEXTO I
Quebrar paradigmas, ou até mesmo enfrentá-los não é tarefa das mais fáceis, levando em conta que muitos desses modelos são produtos de séculos de experiência. Diante disso, são poucos os que se dispõem a enfrentar esse desafio. No filme Patch Adams – O Amor é Contagioso, dirigido por Tom Shadyac, temos um grande exemplo de um homem em busca de “mudanças”. Esse homem é Patch Adams, interpretado pelo ator Robin Williams – que acredita ser a risada a chave para a melhoria da qualidade de vida.
De início, Patch Adams é apresentado como interno de uma clínica, após uma tentativa de suicídio. Em sua estadia nessa clínica, ele percebe que quase nada é feito para restaurar os pacientes, o que o deixa intrigado. Um dia, de forma hilária, nosso protagonista consegue ajudar o seu companheiro de quarto a enfrentar um de seus medos. Ao auxiliá-lo, ele percebe que se sente bem ajudando as pessoas e resolve deixar o hospício para tornar-se um médico.
[...]
No desenrolar do filme, acompanhamos os desenlaces e conflitos do personagem principal em busca de seus ideais, e percebemos o quanto ele lutou para conquistar seu reconhecimento e respeito. O fato de a história ser baseada em fatos reais faz com que despertemos mais interesse ainda em Patch. Não há como não dar risadas e se contagiar com a alegria do personagem.
Disponível em: <https://tinyurl.com/yaodz3r2>.
Acesso em: 23 jan. 2019 (Adaptação).
TEXTO II
Em 1969, após tentar se suicidar, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente se interna em um sanatório. Ao ajudar outros internos, descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Deste modo, sai da instituição e entra na faculdade de medicina. Seus métodos poucos convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos, com exceção do reitor, que quer arrumar um motivo para expulsá-lo, apesar de ele ser o primeiro da turma.
Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-12262/>. Acesso em: 23 jan. 2019 (Adaptação).
I. No texto I, o autor traz informações a respeito do produto cultural analisado, descrevendo de forma detalhada trechos da história narrada pelo filme, as quais ele julga serem de interesse do leitor. Além disso, o julgamento do autor a respeito do filme torna-se explícito no último parágrafo.
PORTANTO
II. o texto I pode ser considerado um texto narrativo.
Assinale a alternativa correta.
I - O texto pertence ao tipo argumentativo. II - Tendo em vista a ortografia oficial, as lacunas do texto serão, correta e respectivamente, preenchidas por: ancioso, mau-humorados e frustração. III - Há presença de linguagem conotativa no trecho: “...as bolsas despencam no mundo todo, os dinheiros derretem, muitas vidas se consumiram por nada...”. IV - Seguem a mesma regra de acentuação gráfica as palavras atribuída e sacrifício. V - Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras dignidade, luminosos e projetos classificam-se como paroxítonas.
Estão CORRETAS, apenas:
Analise as afirmativas acerca do texto:
I. O narrador-personagem, não satisfeito em observar a beleza da flor no habitat original, leva-a para casa e tenta conservá-la, no entanto, ao perceber que não conseguira, resolve, como forma de dirimir sua culpa, devolvê-la à natureza;
II. No texto há predomínio de sequências dissertativas, uma vez que traz várias reflexões a serem feitas pelo leitor;
III. “Nem apelar para o médico de flores.” O elemento coesivo “nem” tem valor semântico de adição;
IV. O porteiro, no final do conto, mostra que percebeu o furto da flor e repreende o narrador-personagem pelo ato cometido por ele.
Estão corretas:
I. Trata-se de um romance curto, como afirma o título. II. Trata-se de um poema que conta uma história. III. O título do texto remete, entre outros, ao caráter narrativo do romance.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
I. Expor um assunto e discutir a problemática que nele reside; defender princípios e tomar decisões; apresentar opinião e provar citando fatos, razões ou justificativas. II. Ao comunicar algo sobre um evento da vida - uma situação complicada, um sonho, um acontecimento – a comunicação geralmente assume a forma deste tipo de texto, ou seja, apresenta-se uma estória contada de acordo com certas convenções. (Brockmeier, & Harré, 2003). III. Este texto procura representar a elaboração de um retrato revelado por meio das palavras. Há aspectos importantes: características físicas e/ou psicológicas; dimensões, localização etc. Não é, por norma, um tipo de texto autônomo, encontrando-se presente em outros textos.
É incorreto afirmar sobre o Hino Nacional Brasileiro:
Leia atentamente o texto abaixo e responda às questões.
Clique Ciência: Chaves são sempre diferentes?
Quando você manda fazer uma chave para a fechadura da sua casa, será que ela é exclusiva? Ou existe a chance de outra pessoa ter uma idêntica à sua, como se tivesse sido duplicada?
Não dá para afirmar que elas sejam únicas. Mas a chance de encontrar duas com a mesma combinação é baixíssima, segundo explica o professor Luiz Antonio Gonçalves Neto, da Escola Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, em Suzano (SP).
Simplificando a questão, cada chave se diferencia de outra por causa de seus "dentes" e cada combinação de dentes corresponde a um segredo de fechadura.
Fabricantes planejam o processo de produção em ciclos, cada um com um grande número de combinações diferentes.
O problema é que, ao fim da etapa, começa um ciclo novo que repete as mesmas combinações. "Isso causa uma duplicidade de combinações, mas a probabilidade destas fechaduras e chaves se encontrarem é quase como ganhar na loteria", compara Gonçalves. As produtoras também distribuem chaves iguais em regiões diferentes para diminuir as chances de coincidência. Há um caso, entretanto, em que se quer que mais fechaduras compartilhem a mesma combinação. É um processo chamado de unificação, utilizado para o proprietário ter de usar menos chaves.
Quantas chaves existem?
Infelizmente, não é possível dar uma resposta precisa porque não há um modelo único de fabricação. Cada configuração faz com que o número de combinações possíveis seja diferente, tornando o número impossível de calcular.
O tipo mais conhecido de chave é a plana comum
ou yale, que costumamos usar em cadeados em
portas. Há ainda gorjes (usadas em fechaduras mais
antigas), planas duplas (para automóveis mais
antigos), planas tetras, multiponto (por exemplo a
mul-t-lock) e pantográficas (para carros novos).
O artigo "Quantas Chaves Diferentes?",
publicado pela Associação Britânica de Matemática
na década de 1960, propôs um modelo matemático
complexo para calcular o número total de chaves
planas baseado no número, tamanho e disposição dos
dentes.
O texto conclui que chaves com dez dentes têm 78 mil combinações possíveis, mas ressalva que há muitos outros fatores em jogo, então esse número não é preciso.
O professor Luiz Antonio Gonçalves Neto diz ainda que a qualidade da chave e da fechadura são muito importantes na fabricação. Ele avalia que a produção em grande escala trouxe consequências danosas. "As fechaduras mais antigas eram fabricadas com materiais mais nobres e duráveis e havia uma grande preocupação com a segurança, independentemente do custo. Hoje vemos produtos com materiais de má qualidade só para baixar o preço", diz. Cadeados muito baratos acabam apresentando mecanismo frouxo e pouco seguro.
(https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimasnoticias/redacao/2018/12/17.Acesso em: 16/12/2018).
TEXTO
Bom exemplo na saúde
O Estado de S.Paulo
9 de setembro de 2018

