Questões de Concurso
Sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português
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I. O não pagamento da conta implicará em juros.
II. Cheguei cedo ao trabalho.
III . Ele não quis opinar sobre isso.
Está(ão) CORRETO(S):


Instrução: A questão refere - se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.
O papel do networking e sua importância na nossa trajetória profissional
Por Rachel Jordan

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/coluna/trabalho-carreira-rachel-jordan/o-papel-do-networking-e- sua-importancia-na-nossa-trajetoria-profissional/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

I) O romance "A Hora da Estrela" foi escrito por Clarice Lispector em 1977. II) Produzem-se toneladas de lixo todos os dias. III) Fez-se o jantar e logo comeram. IV) As vítimas foram logo socorridas pelos paramédicos.
De acordo com as regras das vozes verbais, escolha a alternativa que não está de acordo.
Instrução: Esta questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.
Ler faz bem à saúde
Por Moacyr Scliar

(Disponível em: Ler faz bem à saúde. Zero Hora, Porto Alegre, ano 44, n. 15.410, 06 nov. 2007,
– texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas abaixo a respeito do seguinte trecho retirado do texto: “(...) recomendo esta última opção” (l. 27):
I. O sujeito da oração é oculto.
II. O verbo “recomendo” é um verbo transitivo direto.
III. O complemento verbal inicia por preposição.
IV. A oração possui adjunto adverbial.
Quais estão corretas?

(Fonte:Jornal O Estado de S. Paulo, 31 de dezembro de 2020 - 03h00)

(Fonte:Jornal O Estado de S. Paulo, 31 de dezembro de 2020 - 03h00)
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:
E a vida continua
Chegou a hora de enfrentar os preconceitos com a velhice.
Tive bons anos, produtivos e confortáveis. Até pouco tempo, eu acreditava quando diziam que não parecia ter mais de 50. Embora minha vaidade estranhasse não me acharem com 40. Fui tomando consciência e não foi uma coisa rápida. Eu achava ótimo ter direito a filas prioritárias. Vaga garantida em shopping. E mais uma série de vantagens que chegam com a idade. Tudo isso eu achava legal, porque também não acreditava ter a aparência dos prioritários. Até que um dia vi a fila do avião. E lá estavam os idosos. Iguais a mim. Descobri para o mundo, eu tinha me transformado em um senhor de idade. Os mais velhos são discriminados, e a gente nem percebe imediatamente o tamanho do preconceito. Mas quando se fala que alguém é "velho", é como pertencesse a uma categoria menor na sociedade. E a dimensão da velhice muda com a idade de quem olha. Lembro-me de que, aos 20 anos, uma amiga namorava um homem de 40. Diziam que era "velho". Eu hoje tenho saudade dos meus 40 anos. Amar alguém de mais idade pode ser inconcebível para quem tem o corpo em cima e a beleza da juventude. Empregos privilegiam os mais novos. Juventude é associada com dinamismo, energia. Há empresas que aposentam obrigatoriamente quem tem 60 ou pouco mais. Quanto mais envelhece, mais a pessoa fica descartável, embora talvez seja seu momento mais pleno de experiência levo em consideração e criatividade. Agora, na pandemia da Covid-19, houve quem perguntasse se valia a pena manter nos aparelhos os mais velhos. O preconceito da idade já recebeu até nomes: ageísmo e etarismo entre outros.
Nem levo em consideração piadas com minha idade. A gente não envelhece. Mas se recria.
A rotina da vida se transforma. Outro dia li na internet que depois dos 30 ressaca parece uma dengue. E 30 é tão pouquinho. De repente, quando viajo, há tanto remédio pra levar. Não estou falando de nada grave. Mas de "por via das dúvidas". Vai que eu tenha um não sei quê... Tudo começou com um necessaire, mas agora é uma malinha inteira, tentando abarcar todas as situações de emergência. Mas claro, se tenho alguma coisa... Precisa-se justamente do remédio em que ninguém pensou. Tenho minhas obrigações: 3 litros de água por dia, no mínimo; caminhadas... Dizem que para manter o cérebro ativo é bom aprender línguas. Outro dia estava procurando aulas de aramaico!
A paisagem em torno da gente vai sumindo. Perdem-se pessoas, de algumas não se ouve mais falar e um dia vem a notícia: "Você soube do fulano?". O preconceito não é só dos mais jovens. Os próprios idosos se discriminam. Difícil ver o dono de uma empresa contratar alguém de sua própria idade. Muitos se atiram em procedimentos estéticos como se envelhecer não fosse parte de um processo da vida. Eu, você, todos nós estamos envelhecendo neste momento.
As pessoas continuam lá com sua genialidade. Seu fascínio. Portanto, se me insinuam "você não tem mais idade para isso", só sorrio. Nem levo em consideração piadas com minha idade. Não vou enfrentar essa discriminação. A gente não envelhece. Mas se recria. A vida é linda, e continua.
(Walcyr Carrasco. Revista VEJA. 26 de janeiro, 2022. ed. 2773)
I- No verso, ” Meus heróis morreram de overdose” o sujeito é simples, o verbo é transitivo indireto e “de overdose” é objeto indireto.
II- A palavra IDEOLOGIA é paroxítona, tem seis sílabas, um hiato e nove fonemas.
III- No verso “ Agora assiste a tudo em cima do muro, em cima do muro”, o termo destacado é verbo transitivo indireto, conjugado na terceira pessoa presente do indicativo.
IV- No verso “Eu vou pagar a conta do analista”, o termo destacado é classificado sintaticamente como objeto indireto.
Está ou estão correta (s)
Construção
Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o última
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague.