Questões de Concurso Sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português

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Q4141537 Português

Instrução: Esta questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



Ler faz bem à saúde


Por Moacyr Scliar 

         


(Disponível em: Ler faz bem à saúde. Zero Hora, Porto Alegre, ano 44, n. 15.410, 06 nov. 2007,

– texto adaptado especialmente para esta prova).  

Analise as assertivas abaixo a respeito do seguinte trecho retirado do texto: “(...) recomendo esta última opção” (l. 27):


I. O sujeito da oração é oculto.


II. O verbo “recomendo” é um verbo transitivo direto.


III. O complemento verbal inicia por preposição.


IV. A oração possui adjunto adverbial.


Quais estão corretas? 

Alternativas
Q4136409 Português


 (Fonte:Jornal O Estado de S. Paulo, 31 de dezembro de 2020 - 03h00)

Marque a alternativa correta em relação à função sintática do elemento sublinhado, no período: “É só reuni-las e teremos um típico ano com seus altos e baixos, esperando sua inclusão na retrospectiva.” (l. 8) 
Alternativas
Q4136408 Português


 (Fonte:Jornal O Estado de S. Paulo, 31 de dezembro de 2020 - 03h00)

Marque a alternativa que contém a classificação correta, quanto à predicação, dos verbos “anotou” e “disse”, no trecho: (...) quando um viajante no deserto anotou no seu caderno de viagem a presença daquela estranha estrela no céu da Judeia, brilhando mais do que as outras, como que mostrando um caminho, e disse “Epa”. (l. 4-5) . 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Erechim - RS Provas: FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Administrador | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Engenheiro em Segurança do Trabalho | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Engenheiro Eletricista | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Engenheiro Ambiental | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Engenheiro Agrônomo | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Fisioterapeuta - Edital nº01 | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Geólogo | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Auditor-Fiscal de Tributos Municipais | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Arquiteto | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Arquivista | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Dentista | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Bibliotecário | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Biólogo | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Contador | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Educador Físico | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Médico Hematologista | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Médico Gastroenterologista | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Médico Ginecologista e Obstetra | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Orientador Educacional | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Médico Reumatologista | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Químico | FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Erechim - RS - Técnico de Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico |
Q4134353 Português



(Disponível em: Revista Exame – 10/06/2022 – https://exame.com/colunistas/o-que-te-motiva/e-amarca-virou-hit-a-jornada-de-uma-empreendedora-de-sucesso/ – texto especialmente adaptado para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta função sintática da oração destacada a seguir: “Tudo que eu olhava e achava que ia vender, eu vendia”. 
Alternativas
Q4119463 Português
O texto a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A linguagem humana e as línguas do mundo

A linguagem articulada é uma faculdade exclusivamente humana e, por sua capacidade simbólica, representa um dos mais importantes fatores que nos diferenciam das outras espécies. As abelhas, as formigas, os lobos e os chimpanzés têm relações sociais, de poder, de hierarquia e comunicam-se entre si, mas o ser humano é o único que é capaz de criar representações abstratas. Isso lhe faculta ter consciência de si mesmo e, com a força da sua imaginação, explorar, além do presente, o passado e o futuro. Quando alguém diz algo como “Daqui a três dias estarei em Salvador”, representa, simbolicamente, o tempo (três dias) e o espaço em que pretende estar futuramente (Salvador). Sem o uso da linguagem, isso seria impossível.

Os seres humanos não são os animais mais fortes do planeta, nem os mais ágeis, nem os que correm mais depressa. Revestidos por uma camada de pele fina e delicada, nossa proteção contra as agressões do meio ambiente e as intempéries é bastante limitada. O que nos transformou na espécie dominante do planeta foi o fato de sermos capazes de criar infinitos símbolos vinculados à articulação ordenada de sons. Isso nos deu a possibilidade de, explorando nossa inteligência, nos comunicarmos de maneira extremamente vantajosa em relação aos outros seres vivos. Somos a única espécie capaz de referenciar em ausência, ou seja, podemos falar de lugares e assuntos que não estão presentes no momento e na situação da enunciação. A linguagem, além de nos dar o privilégio, sobretudo por meio da escrita, de transmitir nossa herança cultural às gerações seguintes, acumulando conhecimento, possibilitou o desenvolvimento de um dos nossos maiores diferenciais competitivos: a capacidade de planejar o futuro.

(ABREU, Antônio Suárez. Texto e Gramática: uma visão integrada e funcional para a leitura e a escrita. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2012. – Como eu ensino.)
A linguagem, além de nos dar o privilégio, sobretudo por meio da escrita, de transmitir nossa herança cultural às gerações seguintes, acumulando conhecimento, possibilitou o desenvolvimento de um dos nossos maiores diferenciais competitivos: a capacidade de planejar o futuro.” O segmento destacado seria corretamente substituído, de acordo com a correção gramatical e semântica, por:
Alternativas
Q4119433 Português
“Escola tem papel importante para identificar ansiedade em jovens”, diz psiquiatra


Falta de ar, tremor e crise de choro foram alguns dos sintomas que afetaram 26 estudantes no dia 8 de abril, na escola Ageu Magalhães, em Recife. Um episódio de crise de ansiedade coletiva é “uma situação atípica”, de acordo com o professor de psiquiatria da infância e adolescência da Universidade de São Paulo (USP), Guilherme Polanczyk.

“Quando olhamos alguém em crise, ficamos ansiosos, é uma situação aguda e intensa, é muito particular, só podemos fazer hipóteses sobre o que aconteceu, eventualmente é que todos foram expostos a uma situação extrema de estresse e provavelmente já tinham alguma fragilidade emocional”, afirmou Polanczyk à CNN.

De acordo com Polanczyk, diversos fatores contribuem para evolução de quadros de ansiedade, “situações do ambiente, da família, da escola, exposições a situações traumáticas contam muito”. O psiquiatra reforçou que identificar os casos precocemente é essencial para que a criança ou adolescente receba acompanhamento médico.

“A ansiedade e depressão são experiências emocionais que as pessoas muitas vezes não compartilham com quem está a sua volta, mas medo e preocupação aparecem no comportamento, pais precisam estar sintonizados para identificar esses comportamentos.”

“A escola também tem papel muito importante, ela promove o desenvolvimento de pessoas, saúde mental é parte fundamental para esse desenvolvimento, para que tenham essa ideia de promoção de saúde mental, identificação de problemas”, completou.

O especialista ainda reforçou que há estudos nacionais e internacionais que apontam que o período mais agudo da pandemia de Covid-19 contribuiu para o aumento de casos de ansiedade e depressão na população em geral, e em especial em jovens.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou 25% no primeiro ano da pandemia. O levantamento aponta que jovens e mulheres foram os mais atingidos.

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/escola-tempapel-importante-para-identificar-ansiedade-em-jovens-diz-psiquiatra/. Acesso em: 05/05/2022.)
Dentre as ocorrências do emprego do vocábulo “que”, assinale o que foi empregado para introduzir uma oração subordinada substantiva que atua, no período, como complemento verbal. 
Alternativas
Q4119165 Português
Texto para responder à questão.

O gigolô das palavras


Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com as suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão!”). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.

Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. [...].

(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O gigolô das palavras [Fragmento]. In: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O nariz. 11. ed. São Paulo: Ática, 2006, p. 91.)
No trecho “Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse.”, NÃO está correto o que se explica em:
Alternativas
Q4115107 Português
Leia o texto e responda o que for solicitado no comando da questão.


Vocação: Guru.


A profissão de palpitar na vida alheia continua sendo um sucesso.


    Ser guru sempre foi uma excelente carreira. Houve a época dos gurus indianos como o Maharishi que, impulsionados pelos Beatles, se projetaram no mundo, passaram a ganhar em dólares e dificilmente mantiveram a dieta de arroz integral. Bandos de jovens ocidentais foram para India onde entravam em conexão com o cosmo limpando e lavando o espaço da seita, os aposentos do guru e tudo mais - para adquirir transcendência.

    Há gurus de marketing, de preparação física, de vida amorosa. Tornar-se um é muito lucrativo. Não é preciso jejuar, dormir sobre tábuas e dar exemplos diários de humildade e elevação, como os mestres indianos. Pelo contrário. Adotam a máxima de que cuidar bem do corpo é um ato espiritual - e nisso estão incluídos os menus degustação.

    Já assisti ao surgimento de vários gurus. Um deles era analista de marketing. Perdeu o emprego careta. Fiquei sem vê-lo por algum tempo. Quando nos reencontramos, ele se especializara num tratamento alternativo que, com alguns apertões em certas áreas do corpo faria a pessoa esquecer todos os traumas e desabrochar como ser humano. Não fui experimentar, não posso opinar sobre a qualidade. Mas ele estava pleno, tendo alcançado seu lugar no mundo. Os que explodem com livros e palestras ficam até ricos. Seu escopo é jogar as pessoas para cima, propor superações.

    Em geral um guru, desde novinho, fala o que é certo, errado, do que se deve fugir, e o que abraçar. Um bom livro de literatura é mais profundo sobre a vida do que qualquer um dos seus textos. Mas eles facilitam, simplificam, mastigam ideias.

    Qual a fórmula para se tornar um guru? Em primeiro lugar, a atitude de querer dar palpite na vida alheia. É preciso ter o prazer de aconselhar, encaminhar, até mesmo ameaçar com uma vida horrível caso as pessoas não sigam suas instruções.


    Fundamental também é conhecer a área sobre a qual estabelecer seus tentáculos. É preciso estar presente no que se acredita. Nunca vou esquecer do meu trauma ao conhecer um professor de ioga barrigudo. Sei muito bem que ioga não é para emagrecer. Mas... foi uma surpresa.

    Gostar de ganhar bem é um ponto importante. É preciso fazer contas, vender palestras, livros, cursos. Hoje em dia vivese uma explosão de cursos on-line, e a autoajuda é um dos terrenos mais prolíficos. É preciso acreditar no que diz, agir como prega. Com a internet, a vida de guru se tornou espinhosa, qualquer tropeço, vira meme, notícia... risco de cancelamento! 

    Os gurus que conheci ao longo da vida reuniam todas essas características. Eu prefiro não seguir gurus, nem ser um ... Não se esqueça, é perigoso deixar que alguém se aposse de sua vida. Pense bem. Só dou um conselho. Se você encontrar alguém que diz como viver, dá dicas de como agir num futuro contato com alienígenas, reflita se quer mesmo esse guru. Afaste-se e vá cuidar da própria vida. Só não deixe que ele cuide da sua. Por que é isso que ele mais ama: palpitar na vida alheia. 


(CARRASCO, Walcyr. Revista VEJA,14 de setembro de 2022.)
"Os gurus que conheci ao longo da vida reuniam todas essas características.". Sobre o período não é verdadeira a afirmação:
Alternativas
Q4114985 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:



E a vida continua



    Chegou a hora de enfrentar os preconceitos com a velhice.



   Tive bons anos, produtivos e confortáveis. Até pouco tempo, eu acreditava quando diziam que não parecia ter mais de 50. Embora minha vaidade estranhasse não me acharem com 40. Fui tomando consciência e não foi uma coisa rápida. Eu achava ótimo ter direito a filas prioritárias. Vaga garantida em shopping. E mais uma série de vantagens que chegam com a idade. Tudo isso eu achava legal, porque também não acreditava ter a aparência dos prioritários. Até que um dia vi a fila do avião. E lá estavam os idosos. Iguais a mim. Descobri para o mundo, eu tinha me transformado em um senhor de idade. Os mais velhos são discriminados, e a gente nem percebe imediatamente o tamanho do preconceito. Mas quando se fala que alguém é "velho", é como pertencesse a uma categoria menor na sociedade. E a dimensão da velhice muda com a idade de quem olha. Lembro-me de que, aos 20 anos, uma amiga namorava um homem de 40. Diziam que era "velho". Eu hoje tenho saudade dos meus 40 anos. Amar alguém de mais idade pode ser inconcebível para quem tem o corpo em cima e a beleza da juventude. Empregos privilegiam os mais novos. Juventude é associada com dinamismo, energia. Há empresas que aposentam obrigatoriamente quem tem 60 ou pouco mais. Quanto mais envelhece, mais a pessoa fica descartável, embora talvez seja seu momento mais pleno de experiência levo em consideração e criatividade. Agora, na pandemia da Covid-19, houve quem perguntasse se valia a pena manter nos aparelhos os mais velhos. O preconceito da idade já recebeu até nomes: ageísmo e etarismo entre outros.


   Nem levo em consideração piadas com minha idade. A gente não envelhece. Mas se recria.


  A rotina da vida se transforma. Outro dia li na internet que depois dos 30 ressaca parece uma dengue. E 30 é tão pouquinho. De repente, quando viajo, há tanto remédio pra levar. Não estou falando de nada grave. Mas de "por via das dúvidas". Vai que eu tenha um não sei quê... Tudo começou com um necessaire, mas agora é uma malinha inteira, tentando abarcar todas as situações de emergência. Mas claro, se tenho alguma coisa... Precisa-se justamente do remédio em que ninguém pensou. Tenho minhas obrigações: 3 litros de água por dia, no mínimo; caminhadas... Dizem que para manter o cérebro ativo é bom aprender línguas. Outro dia estava procurando aulas de aramaico!


   A paisagem em torno da gente vai sumindo. Perdem-se pessoas, de algumas não se ouve mais falar e um dia vem a notícia: "Você soube do fulano?". O preconceito não é só dos mais jovens. Os próprios idosos se discriminam. Difícil ver o dono de uma empresa contratar alguém de sua própria idade. Muitos se atiram em procedimentos estéticos como se envelhecer não fosse parte de um processo da vida. Eu, você, todos nós estamos envelhecendo neste momento.


   As pessoas continuam lá com sua genialidade. Seu fascínio. Portanto, se me insinuam "você não tem mais idade para isso", só sorrio. Nem levo em consideração piadas com minha idade. Não vou enfrentar essa discriminação. A gente não envelhece. Mas se recria. A vida é linda, e continua.



(Walcyr Carrasco. Revista VEJA. 26 de janeiro, 2022. ed. 2773)

Sobre a regência verbal no período: "Lembro-me de que aos 20, uma amiga namorava um homem de 40.", só não é correto afirmar:
Alternativas
Q4114839 Português

Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida



    Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz.

    Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”

    Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.

    A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”    

    Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?”

    Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”

    Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    “A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”     

    Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.


(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)

“[...] quando vê idosos [...]”

“Gosto da elegância, [...]”


Os trechos destacados anteriormente apresentam, quanto à regência verbal:

Alternativas
Q4114724 Português
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:


Abaixo o Etarismo.


    Há pouco dias, um quadro do "Porta dos Fundos" causou polêmica pela abordagem infeliz. Fábio Porchat mais duas colegas simulam uma reunião on-line mas a mãe dele - de quem só ouvimos a voz - atrapalha-os o tempo todo, ao que ele aconselha: "Vá mexer no celular, mamãe! Psiu! Agora estou trabalhando". Suas colegas então perguntam como ele pode deixar sua mãe sozinha ao celular com tantas fake news, golpes, dark web etc. Ele diz que ela tem 57 anos e, desconsiderando sua capacidade de discernimento, trata-a de modo infantilizado como uma idosa ignorante no mundo tecnológico.

    Fazendo um contraponto, depois de assistir ao episódio, a escritora Cris Guerra explica a Porchat, com muita elegância que, se ele tenta combater todo tipo de preconceito, que fique atento ao "etarismo" - preconceito contra idosos. E mostra sem nenhum tipo de arrogância, o quanto ele está por fora nessa questão. Eu não conhecia a Cris Guerra, mas em apenas um vídeo, ela ganhou uma fã.

    Creio que ele realmente não conhece uma mulher de 57 anos. A maioria está nas redes sociais e domina razoavelmente bem a tecnologia. Hoje as mulheres dessa idade - ou mais! -não se contentam apenas com o papel de avó. Tenho amiga dessa idade, lançando cursos de inglês com material preparado por ela. Várias entrando no mundo das bikes, pedalando 40, 50, 60 km nos finais de semana. Há também as atletas com ótimo preparo físico, que competem frequentemente e ganham medalhas em triátion. Muitas venceram doenças importantes e hoje deram um novo significado em sua vida.

    Depois de aposentadas, descobriram um talento e agora costuram, fazem artesanato, são motoristas de aplicativos e, assim, arrumam outra fonte de renda e de realização. Quantas estão em instituições filantrópicas ajudando a construir um lugar melhor para o próximo; algumas cantam nos hospitais para alegrarem a vida dos pacientes, outras visitam doentes e preparam lanche para os que viajam em busca de tratamento médico. Elas fazem compra pela internet, fazem live, ensinam, orientam.

    Ah, o Porchat não conhece as mulheres "idosas" de hoje. Deveria prestar mais atenção ao que estão fazendo e aprender com elas. Se tiver a sorte de chegar aos 57 anos, descobrirá que "envelhecer é para os fortes". Abaixo o etarismo!

(Almeida, Eliana Jacó. 28 de fevereiro de 2021)
Em:"(...) explica a Porchat", ao se substituir o objeto por um pronome oblíquo, de acordo com a norma culta, tem-se:
Alternativas
Q4114707 Português
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:


Abaixo o Etarismo.


    Há pouco dias, um quadro do "Porta dos Fundos" causou polêmica pela abordagem infeliz. Fábio Porchat mais duas colegas simulam uma reunião on-line mas a mãe dele - de quem só ouvimos a voz - atrapalha-os o tempo todo, ao que ele aconselha: "Vá mexer no celular, mamãe! Psiu! Agora estou trabalhando". Suas colegas então perguntam como ele pode deixar sua mãe sozinha ao celular com tantas fake news, golpes, dark web etc. Ele diz que ela tem 57 anos e, desconsiderando sua capacidade de discernimento, trata-a de modo infantilizado como uma idosa ignorante no mundo tecnológico.

    Fazendo um contraponto, depois de assistir ao episódio, a escritora Cris Guerra explica a Porchat, com muita elegância que, se ele tenta combater todo tipo de preconceito, que fique atento ao "etarismo" - preconceito contra idosos. E mostra sem nenhum tipo de arrogância, o quanto ele está por fora nessa questão. Eu não conhecia a Cris Guerra, mas em apenas um vídeo, ela ganhou uma fã.

    Creio que ele realmente não conhece uma mulher de 57 anos. A maioria está nas redes sociais e domina razoavelmente bem a tecnologia. Hoje as mulheres dessa idade - ou mais! -não se contentam apenas com o papel de avó. Tenho amiga dessa idade, lançando cursos de inglês com material preparado por ela. Várias entrando no mundo das bikes, pedalando 40, 50, 60 km nos finais de semana. Há também as atletas com ótimo preparo físico, que competem frequentemente e ganham medalhas em triátion. Muitas venceram doenças importantes e hoje deram um novo significado em sua vida.

    Depois de aposentadas, descobriram um talento e agora costuram, fazem artesanato, são motoristas de aplicativos e, assim, arrumam outra fonte de renda e de realização. Quantas estão em instituições filantrópicas ajudando a construir um lugar melhor para o próximo; algumas cantam nos hospitais para alegrarem a vida dos pacientes, outras visitam doentes e preparam lanche para os que viajam em busca de tratamento médico. Elas fazem compra pela internet, fazem live, ensinam, orientam.

    Ah, o Porchat não conhece as mulheres "idosas" de hoje. Deveria prestar mais atenção ao que estão fazendo e aprender com elas. Se tiver a sorte de chegar aos 57 anos, descobrirá que "envelhecer é para os fortes". Abaixo o etarismo!

(Almeida, Eliana Jacó. 28 de fevereiro de 2021)
A relação coesiva entre pronome e referido não ocorre em:
Alternativas
Q4111729 Português
Bonitas mesmo

Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

(...)

Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.

(...)

O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.

Martha Medeiros.
https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/
A forma verbal RESISTIU, presente no trecho "...nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia" é classificada, no contexto em que foi empregada, quanto à sua transitividade (Regência Verbal) como sendo: 
Alternativas
Q4111441 Português
Bonitas mesmo

Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

(...)

Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.

(...)

O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.

Martha Medeiros.
https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/
A forma verbal RESISTIU, presente no trecho "...nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia" é classificada, no contexto em que foi empregada, quanto à sua transitividade (Regência Verbal) como sendo:
Alternativas
Q4108461 Português
Textos para questão

Os Laços de família

A mulher e a mãe acomodaram-se finalmente no táxi que as levaria à Estação. A mãe contava e recontava as duas malas tentando convencer-se de que ambas estavam no carro. A filha, com seus olhos escuros, a que um ligeiro estrabismo dava um contínuo brilho de zombaria e frieza assistia.

— Não esqueci de nada? Perguntava, pela terceira vez a mãe.

— Não, não, não esqueceu de nada, respondia a filha divertida, com paciência.

Ainda estava sob a impressão da cena meio cômica entre sua mãe e seu marido, na hora da despedida. Durante as duas semanas da visita da velha, os dois mal se haviam suportado; os bons-dias e as boastardes soavam a cada momento com uma delicadeza cautelosa que a fazia querer rir. Mas eis que na hora da despedida, antes de entrarem no táxi, a mãe se transformara em sogra exemplar e o marido se tornara o bom genro. “Perdoe alguma palavra maldita”, dissera a velha senhora, e Catarina, com alguma alegria, vira Antônio não saber o que fazer das malas nas mãos, a gaguejar – perturbado em ser o bom genro. “Se eu rio, eles pensam que estou louca”, pensara Catarina franzindo as sobrancelhas. “Quem casa um filho perde um filho, quem casa uma filha ganha mais um”, acrescentara a mãe, e Antônio aproveitara sua gripe para tossir. Catarina, de pé, observava com malícia o marido, cuja segurança se desvanecera para dar lugar a um homem moreno e miúdo, forçado a ser filho daquela mulherzinha grisalha…Foi então que a vontade de rir tornou-se mais forte. Felizmente nunca precisava rir de fato quando tinha vontade de rir: seus olhos tomavam uma expressão esperta e contida, tornavam-se mais estrábicos – e o riso saía pelos olhos. Sempre doía um pouco ser capaz de rir. Mas nada podia fazer contra: desde pequena rira pelos olhos, desde sempre fora estrábica.

— Continuo a dizer que o menino está magro, disse a mãe resistindo aos solavancos do carro. E apesar de Antônio não estar presente, ela usava o mesmo tom de desafio e acusação que empregava diante dele. Tanto que uma noite Antônio se agitara: não é por culpa minha, Severina! Ele chamava a sogra de Severina, pois antes do casamento projetava serem sogra e genro modernos. Logo à primeira visita da mãe ao casal, a palavra Severina tornara-se difícil na boca do marido, e agora, então, o fato de chamá-la pelo nome não impedira que… – Catarina olhava-os e 

— O menino sempre foi magro, mamãe, respondeulhe. O táxi avançava monótono.

— Magro e nervoso, acrescentou a senhora com decisão.

— Magro e nervoso, assentiu Catarina paciente. Era um menino nervoso, distraído. Durante a visita da avó tornara-se ainda mais distante, dormira mal, perturbado pelos carinhos excessivos e pelos beliscões de amor da velha. Antônio, que nunca se preocupara especialmente com a sensibilidade do filho, passara a dar indiretas à sogra, “a proteger uma criança” …

— Não esqueci de nada…, recomeçou a mãe, quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. — Ah! ah! – exclamou a mãe como a um desastre irremediável, ah! dizia balançando a cabeça em surpresa, de repente envelhecida e pobre. E Catarina?

Catarina olhava a mãe, e a mãe olhava a filha, e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos, ela ajeitava depressa as malas, a bolsa, procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. Porque de fato sucedera alguma coisa, seria inútil esconder: Catarina fora lançada contra Severina, numa intimidade de corpo há muito esquecida, vinda do tempo em que se tem pai e mãe. Apesar de que nunca se haviam realmente abraçado ou beijado. Do pai, sim. Catarina sempre fora mais amiga. Quando a mãe enchia-lhes os pratos obrigando-os a comer demais, os dois se olhavam piscando em cumplicidade e a mãe nem notava. Mas depois do choque no táxi e depois de se ajeitarem, não tinham o que falar – por que não chegavam logo à Estação?

— Não esqueci de nada, perguntou a mãe com voz resignada.

Catarina não queria mais fitá-la nem responder-lhe.

— Tome suas luvas! disse-lhe, recolhendo-as do chão.

— Ah! ah! minhas luvas! exclamava a mãe perplexa. Só se espiaram realmente quando as malas foram dispostas no trem, depois de trocados os beijos: a cabeça da mãe apareceu na janela.

Catarina viu então que sua mãe estava envelhecida e tinha os olhos brilhantes.

O trem não partia e ambas esperavam sem ter o que dizer. A mãe tirou o espelho da bolsa e examinou-se no seu chapéu novo, comprado no mesmo chapeleiro da filha. Olhava-se compondo um ar excessivamente severo onde não faltava alguma admiração por si mesma. A filha observava divertida. Ninguém mais pode te amar senão eu, pensou a mulher rindo pelos olhos; e o peso da responsabilidade deu-lhe à boca um gosto de sangue. Como se “mãe e filha” fosse vida e repugnância. Não, não se podia dizer que amava sua mãe. Sua mãe lhe doía, era isso. A velha guardara o espelho na bolsa, e fitava-a sorrindo. O rosto usado e ainda bem esperto parecia esforçar-se por dar aos outros alguma impressão, da qual o chapéu faria parte. A campainha da Estação tocou de súbito, houve um movimento geral de ansiedade, várias pessoas correram pensando que o trem já partia: mamãe! disse a mulher. Catarina! disse a velha. Ambas se olhavam espantadas, a mala na cabeça de um carregador interrompeu-lhes a visão e um rapaz correndo segurou de passagem o braço de Catarina, deslocando-lhe a gola do vestido. Quando puderam ver-se de novo, Catarina estava sob a iminência de lhe perguntar se não esquecera de nada…

— …não esqueci de nada? perguntou a mãe.

— Também a Catarina parecia que haviam esquecido de alguma coisa, e ambas se olhavam atônitas – porque se realmente haviam esquecido, agora era tarde demais. Uma mulher arrastava uma criança, a criança chorava, novamente a campainha da Estação soou… Mamãe, disse a mulher. Que coisa tinham esquecido de dizer uma a outra? e agora era tarde demais. Parecia-lhe que deveriam um dia ter dito assim: sou tua mãe, Catarina. E ela deveria ter respondido: e eu sou tua filha.

— Não vá pegar corrente de ar! gritou Catarina.

— Ora menina, sou lá criança, disse a mãe sem deixar porém de se preocupar com a própria aparência. A mão sardenta, um pouco trêmula, arranjava com delicadeza a aba do chapéu e Catarina teve subitamente vontade de lhe perguntar se fora feliz com seu pai:

— Dê lembranças a titia! gritou.

— Sim, sim!

— Mamãe, disse Catarina porque um longo apito se ouvira e no meio da fumaça as rodas já se moviam.

— Catarina! disse a velha de boca aberta e olhos espantados, e ao primeiro solavanco a filha viu-a levar as mãos ao chapéu: este caíra-lhe até o nariz, deixando aparecer apenas a nova dentadura. O trem já andava e Catarina acenava. O rosto da mãe desapareceu um instante e reapareceu já sem o chapéu, o coque dos cabelos desmanchado caindo em mechas brancas sobre os ombros como as de uma donzela – o rosto estava inclinado sem sorrir, talvez mesmo sem enxergar mais a filha distante. 

No meio da fumaça Catarina começou a caminhar de volta, as sobrancelhas franzidas, e nos olhos a malícia dos estrábicos. Sem a companhia da mãe, recuperara o modo firme de caminhar: sozinha era mais fácil. Alguns homens a olhavam, ela era doce, um pouco pesada de corpo. Caminhava serena, moderna nos trajes, os cabelos curtos pintados de acaju. E de tal modo haviam-se disposto as coisas que o amor doloroso lhe pareceu a felicidade – tudo estava tão vivo e tenro ao redor, a rua suja, os velhos bondes, cascas de laranja – a força fluia e refluia no seu coração com pesada riqueza. Estava muito bonita neste momento, tão elegante; integrada na sua época e na cidade onde nascera como se a tivesse escolhido. Nos olhos vesgos qualquer pessoa adivinharia o gosto que essa mulher tinha pelas coisas do mundo. Espiava as pessoas com insistência, procurando fixar naquelas figuras mutáveis seu prazer ainda úmido de lágrimas pela mãe. Desviouse dos carros, conseguiu aproximar-se do ônibus burlando a fila, espiando com ironia; nada impediria que essa pequena mulher que andava rolando os quadris subisse mais um degrau misterioso nos seus dias.

O elevador zumbia no calor da praia. Abriu a porta do apartamento enquanto se libertava do chapeuzinho com a outra mão; parecia disposta a usufruir da largueza do mundo inteiro, caminho aberto pela sua mãe que lhe ardia no peito. Antônio mal levantou os olhos do livro. A tarde de sábado sempre fora “sua”, e, logo depois da partida de Severina, ele a retomava com prazer, junto à escrivaninha.

— “Ela” foi?

— Foi sim, respondeu Catarina empurrando a porta do quarto de seu filho. Ah, sim, lá estava o menino, pensou com alívio súbito. Seu filho. Magro e nervoso. Desde que se pusera de pé caminhara firme; mas quase aos quatro anos falava como se desconhecesse verbos: constatava as coisas com frieza, não as ligando entre si. Lá estava ele mexendo na toalha molhada, exato e distante. A mulher sentia um calor bom e gostaria de prender o menino para sempre a este momento; puxou-lhe a toalha das mãos em censura: este menino! Mas o menino olhava indiferente para o ar, comunicando-se consigo mesmo. Estava sempre distraído. Ninguém conseguira ainda chamar-lhe verdadeiramente a atenção. A mãe sacudia a toalha no ar e impedia com sua forma a visão do quarto: mamãe, disse o menino. Catarina voltou-se rápida. Era a primeira vez que ele dizia “mamãe” nesse tom e sem pedir nada. Fora mais que uma constatação: mamãe! A mulher continuou a sacudir a toalha com violência e perguntou-se a quem poderia contar o que sucedera, mas não encontrou ninguém que entendesse o que ela não pudesse explicar. Desamarrotou a toalha com vigor antes de pendurá-la para secar. Talvez pudesse contar, se mudasse a forma. Contaria que o filho dissera: mamãe, quem é Deus. Não, talvez: mamãe, menino quer Deus. Talvez. Só em símbolos a verdade caberia, só em símbolos é que a receberiam. Com os olhos sorrindo de sua mentira necessária, e sobretudo da própria tolice, fugindo de Severina, a mulher inesperadamente riu de fato para o menino, não só com os olhos: o corpo todo riu quebrado, quebrado um invólucro, e uma aspereza aparecendo como uma rouquidão. Feia, disse então o menino examinando-a.

— Vamos passear! respondeu corando e pegando-o pela mão.

Passou pela sala, sem parar avisou ao marido: vamos sair! e bateu a porta do apartamento.

Antônio mal teve tempo de levantar os olhos do livro – e com surpresa espiava a sala já vazia. Catarina! chamou, mas já se ouvia o ruído do elevador descendo. Aonde foram? perguntou-se inquieto, tossindo e assoando o nariz. Porque sábado era seu, mas ele queria que sua mulher e seu filho estivessem em casa enquanto ele tomava o seu sábado. Catarina! chamou aborrecido embora soubesse que ela não poderia mais ouvi-lo. Levantou-se, foi à janela e um segundo depois enxergou sua mulher e seu filho na calçada.

Os dois haviam parado, a mulher talvez decidindo o caminho a tomar. E de súbito pondo-se em marcha.

Por que andava ela tão forte, segurando a mão da criança? pela janela via sua mulher prendendo com força a mão da criança e caminhando depressa, com os olhos fixos adiante; e, mesmo sem ver, o homem adivinhava sua boca endurecida. A criança, não se sabia por que obscura compreensão, também olhava fixo para a frente, surpreendida e ingênua. Vistas de cima as duas figuras perdiam a perspectiva familiar, pareciam achatadas ao solo e mais escuras à luz do mar. Os cabelos da criança voavam…

O marido repetiu-se a pergunta que, mesmo sob a sua inocência de frase cotidiana, inquietou-o: aonde vão? Via preocupado que sua mulher guiava a criança e temia que neste momento em que ambos estavam fora de seu alcance ela transmitisse a seu filho… mas o quê? “Catarina”, pensou, “Catarina, esta criança ainda é inocente!” Em que momento é que a mãe, apertando uma criança, dava-lhe esta prisão de amor que se abateria para sempre sobre o futuro homem. Mais tarde seu filho, já homem, sozinho, estaria de pé diante desta mesma janela, batendo dedos nesta vidraça; preso. Obrigado a responder a um morto. Quem saberia jamais em que momento a mãe transferia ao filho a herança. E com que sombrio prazer. Agora mãe e filho compreendendo-se dentro do mistério partilhado. Depois ninguém saberia de que negras raízes se alimenta a liberdade de um homem. “Catarina”, pensou com cólera, “a criança é inocente!” Tinham porém desaparecido pela praia. O mistério partilhado.

“Mas e eu? e eu?” perguntou assustado. Os dois tinham ido embora sozinhos. E ele ficara. “Com o seu sábado.” E sua gripe. No apartamento arrumado, onde “tudo corria bem”. Quem sabe se sua mulher estava fugindo com o filho da sala de luz bem regulada, dos móveis bem escolhidos, das cortinas e dos quadros? fora isso o que ele lhe dera. Apartamento de um engenheiro. E sabia que se a mulher aproveitava da situação de um marido moço e cheio de futuro – deprezava-a também, com aqueles olhos sonsos, fugindo com seu filho nervoso e magro. O homem inquietou-se. Porque não poderia continuar a lhe dar senão: mais sucesso. E porque sabia que ela o ajudaria a consegui-lo e odiaria o que conseguissem. Assim era aquela calma mulher de trinta e dois anos que nunca falava propriamente, como se tivesse vivido sempre. As relações entre ambos eram tão tranquilas. Às vezes ele procurava humilhá-la, entrava no quarto enquanto ela mudava de roupa porque sabia que ela detestava ser vista nua. Por que precisava humilhá-la? no entanto ele bem sabia que ela só seria de um homem enquanto fosse orgulhosa. Mas tinha se habituado a torna-la feminina deste modo: humilhava-a com ternura, e já agora ela sorria – sem rancor? Talvez de tudo isso tivessem nascido suas relações pacíficas, e aquelas conversas em voz tranquila que faziam a atmosfera do lar para a criança. Ou esta se irritava às vezes? Às vezes o menino se irritava, batia os pés, gritava sob pesadelos. De onde nascera esta criaturinha vibrante, senão do que sua mulher e ele haviam cortado da vida diária. Viviam tão tranquilos que, se se aproximava um momento de alegria, eles se olhavam rapidamente, quase irônicos, e os olhos de ambos diziam: não vamos gastá-lo, não vamos ridiculamente usá-lo. Como se tivessem vívido desde sempre.

Mas ele a olhara da janela, vira-a andar depressa de mãos dadas com o filho, e dissera-se: ela está tomando o momento de alegria – sozinha. Sentira-se frustrado porque há muito não poderia viver senão com ela. E ela conseguia tomar seus momentos – sozinha. Por exemplo, que fizera sua mulher entre o trem e o apartamento? não que a suspeitasse mas inquietava-se.

A última luz da tarde estava pesada e abatia-se com gravidade sobre os objetos. As areias estalavam secas. O dia inteiro estivera sob essa ameaça de irradiação. Que nesse momento, sem rebentar, embora, se ensurdecia cada vez mais e zumbia no elevador ininterrupto do edifício. Quando Catarina voltasse eles jantariam afastando as mariposas. O menino gritaria no primeiro sono, Catarina interromperia um momento o jantar… e o elevador não pararia por um instante sequer?! Não, o elevador não pararia um instante.

— “Depois do jantar iremos ao cinema”, resolveu o homem. Porque depois do cinema seria enfim noite, e este dia se quebraria com as ondas nos rochedos do Arpoador.

Clarice Lispector Extraído do livro Laços de Família, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998.
Analise as proposições abaixo:
I- No período “ Felizmente nunca precisava rir de fato quando tinha vontade de rir” o sujeito é desinencial e há uma oração subordinada adverbial temporal.
II- No período “ A última luz da tarde estava pesada e abatia-se com gravidade sobre os objetos” a oração destacada é coordenada sindética adversativa
III- No fragmento “Mas ele a olhara da janela, vira-a andar depressa de mãos dadas com o filho”, o conectivo “Mas” é adversativo, a forma verbal “olhara” está conjugada no pretérito mais -que- perfeito do modo indicativo, na oração “ vira-a andar depressa de mãos dadas com o filho”, há um predicado verbal, e o pronome oblíquo átono, que complementa o sentido do verbo virar, classifica-se sintaticamente como objeto direto.
Está ou estão correta(s):
Alternativas
Q4108392 Português
Texto para questão

Ideologia

Meu partido
É um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito ah
Que aquele garoto que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora as festas do "Grand Monde"

REFRÃO

Meus heróis morreram de overdose meus inimigos
estão no poder Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia/ Eu quero uma pra viver

O meu tesão
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou
Saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo em cima do muro, em cima do muro

REFRÃO

Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Pra viver

Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste à tudo em cima do muro, em cima do muro

Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Viver, viver, viver
Ideologia
Pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver

Compositores: Agenor De Miranda Araújo Neto / Agenor Neto / Roberto Frejat.
Analise as proposições a seguir:
I- No verso, ” Meus heróis morreram de overdose” o sujeito é simples, o verbo é transitivo indireto e “de overdose” é objeto indireto.
II- A palavra IDEOLOGIA é paroxítona, tem seis sílabas, um hiato e nove fonemas.
III- No verso “ Agora assiste a tudo em cima do muro, em cima do muro”, o termo destacado é verbo transitivo indireto, conjugado na terceira pessoa presente do indicativo.
IV- No verso “Eu vou pagar a conta do analista”, o termo destacado é classificado sintaticamente como objeto indireto.
Está ou estão correta (s)
Alternativas
Q4107550 Português
Analise as assertivas com V (Verdadeiro) ou F (Falso).

(__)Na série: "Vê"; "também"; "miúda"; "pânico", temos dois termos oxítonos, um termo paroxítono; um termo proparoxítono.
(__)O verbo da frase: "Meu Deus, que diabo disto seria aquilo?" - está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo.
(__)No período: "copiem o esquema que vou traçar no quadro-negro" - temos um verbo no imperativo seguido de objeto direto; um pronome relativo; uma locução verbal, seguida de adjunto adverbial de lugar.
(__)Os adjetivos das expressões: "gente miúda" e "gente grande" se opõem pelo sentido.
(__)Nas expressões: "farejou a angústia daquelas alminhas" e "com um esgar bondoso" temos ideias que subestimam a autonomia do próprio professor.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4107166 Português

Para que serve o saber


Mario Sergio Cortella


Clarice Lispector, grande escritora nascida na Ucrânia e que viveu no nosso país, tem uma frase magnífica que, sintetizada, dizia: “O melhor de mim é aquilo que eu não sei”. Isso significa que aquilo que eu não conheço é a minha melhor parte. Porque aquilo que eu já sei é mera repetição. Aquilo que eu não sei é o que me renova, o que me faz crescer. O conhecimento é algo que reinventa, que recria, que renova.


Essa noção é importante, pois estabelece a natureza da nossa relação com o conhecimento e suas nuances. O gênio, por exemplo, não é aquele que julga já saber. Gênio é aquele que sabe que não sabe tudo e continua na busca do saber. Gênio é aquele que se faz. O gênio não desiste de conhecer. Cuidado com gente que acha que já sabe, que acha que já conhece. Cuidado com gente que acha que o conhecimento é algo a ser concluído.


Afinal, para que serve o conhecimento? Qual é o poder do saber? Não podemos perder a perspectiva de que a finalidade do poder é servir. Servir à vida, servir a uma comunidade, servir às pessoas. Todo poder que, em vez de servir, serve a si mesmo, é um poder que não serve. O poder da informação, o poder da ciência, o poder da arte é servir.


O que fazemos com o poder do nosso saber? Nós repartimos, partilhamos, o usamos para crescer? Ou eventualmente o utilizamos para dominar? Para tornar o outro ser humano menor? Para diminuir a vida?


Conhecimento tem a finalidade de servir à vida. Mas à vida de quem? De todas e todos. À vida coletiva.

Analise as proposições abaixo:
1- No trecho “com o conhecimento e suas nuances” o termo destacado pode ser substituído sem alteração de sentido pelo termo sutileza.
2- No trecho “ Gênio é aquele que sabe que não sabe tudo e continua na busca do saber.” Há um período misto formado por uma oração subordinada substantiva e uma oração coordenada sindética.
3- No trecho “ O melhor de mim é aquilo que...” o termo sublinhado é classificado sintaticamente como objeto indireto.
4- No trecho “ Aquilo que eu não sei é o que me renova”, o pronome oblíquo átono destacado funciona sintaticamente como objeto direto e foi empregado na forma proclítica, uma vez que o termo que o antecede exige essa colocação.
Está (ão) correta (s)
Alternativas
Q4102284 Português
Captura_de tela 2026-06-10 085520.png (217×297)

SARAMAGO, José.


Disponível em: <https://www.escritas.org/pt/t/2043/intimidade>. Acesso em: 10/09/20. 

Mediante a leitura atenta e reflexiva do verso “ ...decifro a causa”, ao analisar a sua estrutura gramatical e sintática, é possível afirmar que, quanto à sua predicação: 
Alternativas
Q4102169 Português

A FELICIDADE REALISTA


(1º§) A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num "SPA" cinco estrelas.

(2º§) E quanto ao amor? Ah, o amor..., não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e namorar de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.

(3º§) Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.

(4º§) Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma bênção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo, juntando, juntando, juntando dinheiro sem se lembrar da felicidade. Junte apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.

(5º§) E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Crie, inove, reflita e valorize a importância da felicidade realista!

(6º§) Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. "Estamos num mundo complexo de sentimentos e fantasias".

(7º§) Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

(8º§) Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade!


(Mário Quintana. Poeta gaúcho) - (Adaptado)

Marque a alternativa com análise INCORRETA. 
Alternativas
Respostas
1181: A
1182: A
1183: B
1184: B
1185: B
1186: A
1187: D
1188: D
1189: C
1190: C
1191: B
1192: C
1193: C
1194: C
1195: A
1196: B
1197: A
1198: C
1199: A
1200: C