Questões de Concurso Sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

Foram encontradas 4.788 questões

Ano: 2020 Banca: Quadrix Órgão: CRO-DF Prova: Quadrix - 2020 - CRO-DF - Fiscal I |
Q1137784 Português

Texto para o item.


Internet: <emfocomidia.com.br> (com adaptações).


Considerando a tipologia do texto, as ideias nele expressas e seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Na linha 8, o emprego da partícula “se”, em “prezando‐se”, indica que o sujeito da oração é indeterminado.

Alternativas
Ano: 2020 Banca: Quadrix Órgão: CRMV-AM Prova: Quadrix - 2020 - CRMV-AM - Serviços Gerais |
Q1137682 Português

Com relação a aspectos linguísticos e gramaticais do texto, julgue o item.


O sujeito da oração “também atrapalha outros bichos na busca por presas” (linhas 11 e 12) está elíptico.

Alternativas
Ano: 2020 Banca: Quadrix Órgão: CRMV-AM Prova: Quadrix - 2020 - CRMV-AM - Serviços Gerais |
Q1137681 Português

Com  relação  a  aspectos  linguísticos e gramaticais  do  texto,  julgue o item.


É correto afirmar que, no trecho “Novo estudo publicado na revista Biology Letters  aponta que a poluição sonora afeta o comportamento  de muitas espécies  de anfíbios,  pássaros, peixes, mamíferos e répteis.” (linhas de 7 a 10), o sujeito da oração é  “revista Biology Letters” e o núcleo  do sujeito é “revista”. 

Alternativas
Ano: 2020 Banca: FCC Órgão: AL-AP Prova: FCC - 2020 - AL-AP - Assistente Legislativo |
Q1136090 Português

Atenção: Para responder à questão ,considere o texto a seguir:

   

     Nem Hazeroth nem Magog foram eleitos. As suas bolas saíram do saco, é verdade, mas foram inutilizadas, a do primeiro por faltar a primeira letra do nome, a do segundo por lhe faltar a última. O nome restante e triunfante era o de um argentário ambicioso, político obscuro, que subiu logo à poltrona ducal, com espanto geral da república. Mas os vencidos não se contentaram de dormir sobre os louros do vencedor; requereram uma devassa. A devassa mostrou que o oficial das inscrições intencionalmente viciara a ortografia de seus nomes. O oficial confessou o defeito e a intenção; mas explicou-os dizendo que se tratava de uma simples elipse; delito, se o era, puramente literário. Não sendo possível perseguir ninguém por defeitos de ortografia ou figuras de retórica, pareceu acertado rever a lei. Nesse mesmo dia ficou decretado que o saco seria feito de um tecido de malhas, através das quais as bolas pudessem ser lidas pelo público, e, ipso facto, pelos mesmos candidatos, que assim teriam tempo de corrigir as inscrições.

     Infelizmente, senhores, o comentário da lei é a eterna malícia. A mesma porta aberta à lealdade serviu à astúcia de um certo Nabiga, que se conchavou com o oficial das extrações, para haver um lugar na assembleia. A vaga era uma, os candidatos três; o oficial extraiu as bolas com os olhos no cúmplice, que só deixou de abanar negativamente a cabeça, quando a bola pegada foi a sua. Não era preciso mais para condenar a ideia das malhas. A assembleia, com exemplar paciência, restaurou o tecido espesso do regime anterior; mas, para evitar outras elipses, decretou a validação das bolas cuja inscrição estivesse incorreta, uma vez que cinco pessoas jurassem ser o nome inscrito o próprio nome do candidato.


Adaptado de: ASSIS, Machado de. A sereníssima república [Conferência do Cônego Vargas]. In: Papéis avulsos. São Paulo: Penguin Classics/Companhia das Letras, 2011, p.204) 

Na oração Nem Hazeroth nem Magog foram eleitos, a relação estabelecida entre os sujeitos e o verbo é de
Alternativas
Ano: 2020 Banca: IBFC Órgão: EBSERH Prova: IBFC - 2020 - EBSERH - Assistente Administrativo |
Q1134513 Português
Considerando a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, leia o texto abaixo para responder à questão.

Planos de saúde

    A saúde dos usuários do SUS está na UTI e a ANS (Agência Nacional de Saúde), que controla o índice anual do aumento dos planos de saúde particulares, tem contribuído com o caos. Nos últimos cinco anos, os planos aumentaram 75%. Com o reajuste previsto de 2018, o acréscimo promete alcançar quase 100%, em relação a 2013. Os usuários dos planos particulares os têm abandonado for falta de recursos, e assim aumentam as filas do SUS. Quem controla a ANS nas autorizações dos aumentos? Em que índices ela se baseia?
http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/geral/cidades/noticia/2018/05/opiniao -confira-as-cartas-dos-leitores-desta-quarta-feira-10352624.html 
Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O sujeito da forma verbal "tem contribuído" é o termo "índice anual". ( ) A palavra em destaque no trecho "Os usuários dos planos particulares os têm abandonado" é um pronome que retoma semanticamente o termo "os usuários". ( ) No trecho "Os usuários dos planos particulares os têm abandonado", o sujeito do verbo "ter" é a expressão "planos particulares". ( ) O verbo "aumentar" no trecho "aumentam as filas do SUS" é classificado como Transitivo Direto. ( ) A palavra destacada no trecho "Em que índices ela se baseia?" é, morfologicamente, um pronome relativo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2020 Banca: IBFC Órgão: EBSERH Prova: IBFC - 2020 - EBSERH - Assistente Administrativo |
Q1134510 Português
Observe a tirinha abaixo, com as personagens Mafalda e Manolito, para responder à questão.

Fonte: http://lounge.obviousmag.org/traz_mais_uma/manolito.jpg
Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A palavra "péssimo" é acentuada graficamente pela mesma razão que a palavra "ótimo". ( ) A palavra "me", no primeiro quadrinho, é classificada morfologicamente como um pronome pessoal. ( ) A expressão "a gente", no segundo quadrinho, é o sujeito do verbo "ir", que está conjugado na terceira pessoa do singular. ( ) A palavra "viesse" é um verbo conjugado no pretérito imperfeito do modo subjuntivo. ( ) A palavra "freguês" recebe acento circunflexo pois é uma oxítona terminada em "e".
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q1132266 Português

Texto para o item. 


Internet: <https//exame.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Na oração “É muito comum” (linhas 15 e 16), a forma verbal “É” está flexionada na terceira pessoa do singular porque o sujeito é oracional.
Alternativas
Q1120495 Português
A correção gramatical e o sentido do texto CG4A1-I seriam mantidos caso se suprimisse do texto
Alternativas
Q4399331 Português
O mapa-múndi distorce (e muito) o tamanho real dos
países


         Você provavelmente já deve ter se deparado com um mapa do tipo Projeção de Mercator, criado em 1559 pelo geógrafo Gerhard Kremer (conhecido como Gerhard Mercator). Seu trabalho foi revolucionário, já que o modelo é considerado a primeira representação do mundo com todos os continentes após a expansão marítima europeia.

      Só que tem um problema: as áreas de alguns dos países estão distorcidas (e muito!). Nações como a Rússia e o Canadá, por exemplo, estão bem maiores do que realmente _____.

     Como a Terra é uma esfera, não dá para representá-la em um mapa plano sem que nenhuma distorção aconteça. No caso de Mercator, a projeção cartográfica é do tipo cilíndrica; é como se o mapa formasse um cilindro envolvendo o globo terrestre.

      Esse tipo de projeção conserva os ângulos de cada território e, por isso, é usado até hoje para a navegação marítima, por exemplo. No entanto, na hora de planificar a Terra, as áreas sofrem distorções, especialmente longe da linha do Equador. Nesses mapas, a Groenlândia aparenta ter duas vezes o tamanho do Brasil, o que está longe de ser verdade: a ilha possui uma área de 2.1 milhões de km², enquanto o nosso País ____ 8.5 milhões de km².

      No começo do século 20, o geógrafo Arno Peters adaptou o trabalho de Mercator e tentou dar prioridade aos países emergentes, dando destaque a eles. Ele acreditava que os mapas são manifestações simbólicas de poder, e que mostrar os países mais ricos com áreas maiores do que a realidade ______ um problema. Já o geógrafo Arthur H. Robinson suavizou as distorções nos extremos do planeta. Sua versão de mapa, criada nos anos de 1960, é a mais usada nos atlas atuais.

      Há ainda as projeções cônicas, que resultam em um mapa com formato de leque, e a polar (ou azimutal), que dá a visão do planeta “visto de cima”, pelo Polo Norte. Vale dizer que não existe um tipo melhor ou pior que o outro, visto que cada projeção pode ser usada para um objetivo diferente.


https://super.abril.com.br/mundo-estranho/... - adaptado.
 Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Q4389870 Português

Texto I



Situação das crianças

e dos adolescentes no Brasil


    O Brasil possui uma população de 206,1 milhões de pessoas, dos quais 57,6 milhões têm menos de 18 anos de idade (Estimativa IBGE para 2016). Mais da metade de todas as crianças e adolescentes brasileiros são afrodescendentes e um terço dos cerca de 820 mil indígenas do país é criança. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para desenvolver com plenitude todo o seu potencial.


    Nosso país é ainda um dos mais desiguais do mundo. Por exemplo, entre 1996 e 2006, a desnutrição crônica (medida pela baixa estatura da criança para a idade) caiu 50% no Brasil, passando de 13,4% para 6,7% das crianças menores de 5 anos. Esses bons resultados, no entanto, não alcançam toda a população. Cerca de 30% das crianças indígenas são afetadas por desnutrição crônica no país.


    Entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade infantil caiu de 47,1 para 13,3 mortes para cada 1.000 nascidos vivos, de acordo com o Ministério da Saúde. Os avanços fizeram com que o país superasse a meta de redução da mortalidade infantil prevista nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) antes mesmo do prazo estabelecido. Contudo, desde 2015, em meio à crise econômica, o país entrou em um estado de alerta. Em 2016, pela primeira vez em 26 anos, as taxas de mortalidade infantil e na infância cresceram. De 2015 a 2016, por exemplo, a taxa de mortalidade infantil cresceu 5,3% (MS/SVS/CGIAE-SIM/Sinasc e Busca Ativa). E, desde 2015, as coberturas vacinais que vinham se mantendo em patamares de excelência - entraram em uma tendência de queda. De 2015 a 2017, a cobertura vacinal da poliomielite caiu de 95% para 78,5%, e a da tríplice viral, de 96% para 85% (PNI).


    De 1990 a 2015, o percentual de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu de 19,6% para 6,5% (Pnad). No entanto, mesmo com tantos avanços, em 2015, 2,8 milhões de meninos e meninas ainda estavam fora da escola (Pnad, 2015). E essa exclusão escolar tem rosto e endereço: quem está fora da escola são os pobres, negros, indígenas e quilombolas. Uma parcela tem algum tipo de deficiência. E grande parte vive nas periferias dos grandes centros urbanos, no Semiárido, na Amazônia e na zona rural. Muitos deixam a escola para trabalhar e contribuir com a renda familiar.


    A face mais trágica das violações de direitos que afetam meninos e meninas no Brasil são os homicídios de adolescentes a cada dia, 31 crianças e adolescentes são assassinados no país [estimativa do UNICEF baseada em dados do Datasus (2016)] - quase todos meninos, negros, moradores de favelas.


    O Brasil é o país com o maior número absoluto de adolescentes assassinados no mundo. Em 2015, foram 11.403 meninos e meninas de 10 a 19 anos vítimas de homicídios. Desses, 10.480 eram meninos - número maior do que o total de mortes violentas de meninos em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque.


    Mesmo tendo uma das legislações mais avançadas do mundo no que diz respeito à proteção da infância e da adolescência e, embora o país tenha feito grandes progressos em relação à sua população mais jovem, esses avanços não atingiram todas as crianças e todos os adolescentes brasileiros da mesma forma. Logo, é necessário adotar políticas públicas capazes de combater e superar as desigualdades geográficas, sociais e étnicas do país e celebrar a riqueza de sua diversidade.


(Texto disponível em https://www.unicef.org/brazil/
situacao-das-criancas-e-dos-adolescentes-no-brasil#.

Acesso em 25 de junho de 2019. Adaptado.)

Como regra geral, a concordância verbal ocorre entre o verbo e o sujeito da frase.


Na frase "Entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade infantil caiu de 47,1 para 13,3 mortes para cada 1.000 nascidos vivos", o verbo caiu concorda com taxa.


A frase correta em relação à concordância verbal é:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: FSPSS Órgão: FSPSS Prova: FSPSS - 2019 - FSPSS - Recepcionista |
Q4389269 Português

De acordo com as frases a seguir, assinale a alternativa que possui a relação correta dos verbos que preenchem corretamente as lacunas, na ordem em que são apresentadas. Eles devem concordar em gênero, número e grau com o sujeito da oração:


● As meninas _____ ao baile na semana que vem;

● O pacote de folhas _____ no chão;

● Aquele cardume, mesmo com tantos peixes, ______ pela rede; 

Alternativas
Q4372966 Português
Sessão de "patógrafos" atrai atenção na Feira do Livro de Porto Alegre


    No colo da dona, e sem se importar com a quantidade de humanos ao redor, o shih tzu Pantufa, quatro anos, estendia a patinha direita dianteira sobre a almofada embebida em tinta preta para logo depois tê-la colocada sobre mais um livro. Além de quem aguardava ansioso pela obra, curiosos se aproximaram para observar a curiosa sessão na tarde deste sábado (9), na 65ª Feira do Livro de Porto Alegre. No lugar de autógrafos, foram distribuídos os "patógrafos" de 10 dos 67 personagens que tiveram suas histórias contadas na obra Bendito Livro, escrita pela bancária Márcia Messa. Idealizadora do projeto Bendito Bicho, que utiliza a fotografia de animais para incentivar a adoção responsável, Márcia, uma apaixonada por cães e fotografia, reúne desde 2016 histórias de cães adotados em Porto Alegre e na Região Metropolitana. Entre as ações realizadas pela Bendito Bicho estão mostras fotográficas, eventos beneficentes e o calendário temático. Todo o valor arrecadado com eventos ou produtos vendidos é direcionado à causa animal, auxiliando 10 protetoras independentes.
    Aos 45 anos, Márcia, que fotografa nas horas vagas, tinha o desejo de ir além do calendário anual feito com os bichinhos adotados. Foi quando teve a ideia de, por meio de financiamento coletivo, produzir um livro com as histórias e as fotografias já catalogadas. Com a ajuda de simpatizantes da causa, Márcia arrecadou R$ 15,1 mil e produziu 500 exemplares. Desses, 400 já foram encaminhados às protetoras para venda. Os outros cem ficarão com as estrelas do livro – 10 personagens, entre eles, Pantufa, fazem parte da coletânea.
     — Precisamos sensibilizar as pessoas sobre a castração, o abandono e os maus tratos aos animais e incentivar a adoção — afirma a autora.
     Pantufa, por exemplo, foi encontrado quando sofria maus-tratos do dono que tentava se desvencilhar dele por R$ 100. Depois do resgate, o cachorro ganhou uma nova dona, tornou-se modelo do calendário do projeto e, agora, capa do livro. Também vítima de desnutrição e maus-tratos pelo corpo, a spaniel tibetana Bella, de seis anos, ganhou nova vida ao ser adotada pela analista de planejamento e produtos Gabriela Manfron. A história da cachorrinha também foi contada no livro. Na tarde de sábado, a página com a foto sorridente de Bella era mostrada a todos pelos donos dela.

Fonte: Jornal Zero Hora. Disponível no endereço eletrônico https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/livros/noticia/2019/11/sessao-depatografos-atrai-atencao-na-feira-do-livro-de-porto-alegreck2s59uhj002t01tdyk2u70c3.html Acesso em 20 de novembro de 2019.
No período “Pantufa, por exemplo, foi encontrado quando sofria maus-tratos do dono que tentava se desvencilhar dele por R$ 100.”, o termo em destaque exerce a função sintática de:
Alternativas
Q4371520 Português
Assinale a alternativa em que o enunciado destacado é totalmente impessoal:
Alternativas
Q4367583 Português
Em relação aos tipos de sujeitos, pode-se afirmar que um sujeito oculto: 
Alternativas
Q4359088 Português
O cachorro do meu irmão


   Se tem uma coisa que aprendi é: colunistas precisam ser muito cuidadosos ao falar de bichos. Algumas pessoas se sensibilizam mais com os bichos do que com a humanidade inteira, o que não julgo. Quem sou eu. A humanidade anda complicada mesmo, mas ainda acho que vale o esforço. Lembrei do risco de escrever sobre um cachorro a respeito de um texto publicado aqui. O título era Inventário dos Meus Bichos, sobre as minhas recordações caninas. Uma leitora saiu lascando, como assim, "inventário", uma palavra fria e calculista para se referir a animais? De nada adiantaram minhas explicações sobre o que se convencionou chamar de licença poética - no caso, prosética, se me perdoam o trocadilho infame. Outros me execraram porque falei dos cachorros da minha infância, e todos eram de raças diferentes, escolhidos e mantidos pelos meus pais. Não compre, adote.

   Que culpa eu, criança há 40 e tantos anos, carrego por que não tínhamos vira-latas em casa? Não fui convidada a participar da decisão e, se fosse, com certeza concordaria com o que os pais escolhessem. Meus irmãos e eu queríamos um cachorro, qualquer cachorro. Se nos dessem um pônei, nós o batizaríamos de Rex e acreditaríamos que era um cachorro. Fomos felizes para sempre com nossos boxers e um schnauzer para lá de rueiro, como seríamos com um vira-latas. Mas alguns leitores não perdoaram minhas memórias. Na próxima, prometo lembrar de coisas que não vivi.

    Hoje a coluna fala sobre um vira-latas chamado, ora veja, Cachorro. Foi adotado pelo meu irmão em Ingleses, a praia de Floripa. Os dois ficaram amigos enquanto o Cachorro passeava com seu bando e parava para ganhar um carinho, beber água, comer alguma coisa. Um dia apareceu desgarrado, entrou na casa do meu irmão e nunca mais saiu. Isso foi há quase cinco anos. O veterinário estima que o Cachorro esteja pelos nove anos de idade, alguns pelos brancos aparecendo no focinho.

   Catarinense, o Cachorro veio há pouco morar em Porto Alegre e está completamente adaptado à leal e valorosa. Ama ir ao Cachorródromo dos Açorianos. Meu irmão mora no Centro Histórico e, se precisa viajar, o cão fica hospedado comigo, se estou na cidade, ou com minha irmã e suas três filhas. Em qualquer dos endereços, vira rei no primeiro minuto.

   O Cachorro é o bicho mais querido que conheci. Meu irmão acha que ele sofreu muito até ser adotado, o pobre não pode ver uma vassoura que sai, apavorado, para se enfiar em algum cantinho. Quem bate em um ser indefeso desses merece, esse sim, levar umas vassouradas. O Cachorro não rasga o sofá, não come os fones de ninguém, não pega as meias, não rói as almofadas. Não me espantaria se latisse um "muito obrigado" quando é servido de ração. Necessidades? Só fora de casa, seja quando for o passeio. Mas o passeio tem que ser logo. O Cachorro é louco por uma banda.

    Na rua, ele cheira tudo. Alterna paradas para cheirar as pedras, as plantas, a calçada, as árvores, com longas andanças em que parece um praticante de marcha atlética. É preciso sair com muitos saquinhos na mão, o Cachorro não poupa os canteiros do centro. E, às vezes, me coloca em saias justas. Foi eu me distrair em um dos pit stops que ele deu uma espirradinha de xixi na porta do Colégio Sevigné. Interrompi no meio, mas uma senhora que varria a calçada viu. O xingão que ela me deu ecoou pela Duque deserta. Que vergonha, deixar o bicho fazer xixi na porta de um colégio. Ela não aceitou minhas desculpas. Temos que ser mais atentos, o Cachorro e eu. Somos cidadãos e fazemos questão de andar na linha.

    Agora, enquanto escrevo, o Cachorro dorme o sono dos cachorros justos e cansados atrás da minha cadeira. Meu irmão acaba de avisar que vem buscar seu precioso daqui a pouco. Não sei, não, mas acho que vem aí Tajes x Tajes.

     Só devolvo o Cachorro na Justiça.


Claúdia Tajes

Fonte: Jornal Zero Hora. Disponível no endereço eletrônico:https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/claudiatajes/noticia/2019/11/o-cachorro-do-meu-irmaock2qgnnw600jp01o072y2z4f4.html Acesso em 20 de novembro de 2019 
No período “Só devolvo o Cachorro na Justiça.”, o substantivo cachorro exerce a função sintática de:
Alternativas
Q4350864 Português
No enunciado “Aquele capaz de captar em sua plenitude os sons veria assim se dissolver o tempo”, nas linhas 13, 14 e 15 do texto, a forma verbal “veria” está concordando com 
Alternativas
Q3106615 Português
Dom Quixote



       Com suas voltas e reviravoltas, as aventuras de Dom Quixote traçam o limite: nelas terminam os jogos antigos da semelhança e dos signos; nelas já se travam novas relações. Dom Quixote não é o homem da extravagância, mas antes o peregrino meticuloso que se detém diante de todas as marcas da similitude. Ele é o herói do Mesmo. Assim como de sua estreita província, não chega a afastar-se da planície familiar que se estende em torno do Análogo. Percorre-a indefinidamente, sem transpor jamais as fronteiras nítidas da diferença, nem alcançar o coração da identidade. Ora, ele próprio é semelhante a signos. Longo grafismo magro como uma letra, acaba de escapar diretamente da fresta dos livros.

       Seu ser inteiro é só linguagem, texto, folhas impressas, história já transcrita. É feito de palavras entrecruzadas; é escrita errante no mundo em meio à semelhança das coisas. Não porém inteiramente: pois, em sua realidade de pobre fidalgo, só pode tornar-se cavaleiro, escutando de longe a epopeia secular que formula a Lei.

      O livro é menos sua existência que seu dever. Deve incessantemente consultá-lo, a fim de saber o que fazer e dizer, e quais signos dar a si próprio e aos outros para mostrar que ele é realmente da mesma natureza que o texto donde saiu. Os romances de cavalaria escreveram de uma vez por todas a prescrição de sua aventura. E cada episódio, cada decisão, cada façanha serão signos de que Dom Quixote é de fato semelhante a todos esses signos que ele decalcou.

     Mas se ele quer ser-lhes semelhante é porque deve prová-los, é porque os signos (legíveis) já não são semelhantes a seres (visíveis). Todos esses textos escritos, todos esses romances extravagantes são justamente incomparáveis: nada no mundo jamais se lhes assemelhou; sua linguagem infinita fica em suspenso, sem que qualquer similitude venha jamais preenchê-la; podem ser queimados todos e inteiramente, mas a figura do mundo não será por isso alterada.

     Assemelhando-se aos textos de que é o testemunho, o representante, o real análogo, Dom Quixote deve fornecer a demonstração e trazer a marca indubitável de que eles dizem a verdade, de que são realmente a linguagem do mundo. Compete-lhe preencher a promessa dos livros. Cabe-lhes refazer a epopeia, mas em sentido inverso: esta narrava (pretendia narrar) façanhas reais prometidas à memória; já Dom Quixote deve preencher com realidade os signos sem conteúdo da narrativa.

        Sua aventura será uma decifração do mundo: um percurso minucioso para recolher em toda a superfície da terra as figuras que mostram que os livros dizem a verdade.

      A façanha deve ser prova: consiste não em triunfar realmente - é por isso que a vitória não importa no fundo -, mas em transformar a realidade em signo. Em signo de que os signos da linguagem são realmente conformes às próprias coisas.

      Dom Quixote lê o mundo para demonstrar os livros. E não concede a si outras provas senão o espelhamento das semelhanças. Seu caminho todo é uma busca das similitudes: as menores analogias são solicitadas como signos adormecidos que cumprisse despertar para que se pusessem de novo a falar. Os rebanhos, as criadas, as estalagens tornam a ser a linguagem dos livros, na medida imperceptível em que se assemelham aos castelos, às damas e aos exércitos. Semelhança sempre frustrada, que transforma a prova buscada em irrisão e deixa indefinidamente vazia a palavra dos livros. Mas a própria não-similitude tem seu modelo que ela imita servilmente: encontra-o na metamorfose dos encantadores.

      De sorte que todos os indícios da não-semelhança, todos os signos que mostram que os textos escritos não dizem a verdade assemelham-se a esse jogo de enfeitiçamento que introduz, por ardil, a diferença no indubitável da similitude.

     E, como essa magia foi prevista e descrita nos livros, a diferença ilusória que ela introduz nunca será mais que uma similitude encantada. Um signo suplementar, portanto, de que os signos realmente se assemelham à verdade.


Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
O mesmo tipo de sujeito de “Os romances de cavalaria escreveram de uma vez por todas a prescrição de sua aventura” (linha 23 e 24) é o mesmo que e encontra em: 
Alternativas
Q2856227 Português

O predicado é um dos termos essenciais da oração e indica o que acontece ao sujeito, concordando com este. É formado, obrigatoriamente, por um verbo ou locução verbal. Assinale a alternativa cujo conteúdo apresenta um predicativo verbo-nominal formado por verbo transitivo, objeto e predicativo do sujeito:

Alternativas
Q2792764 Português

Assinalar a alternativa na qual o termo sublinhado é sujeito:

Alternativas
Q2762190 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

O sujeito na frase “Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo”, retirada do texto, é:

Alternativas
Respostas
2861: E
2862: C
2863: E
2864: E
2865: B
2866: A
2867: C
2868: D
2869: B
2870: D
2871: D
2872: D
2873: A
2874: C
2875: D
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2877: C
2878: C
2879: D
2880: B