Questões de Concurso Sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

Foram encontradas 4.846 questões

Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC Provas: IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Turismólogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Economista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Arquiteto | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Engenheiro Florestal | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Médico - Veterinário | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Auditor de Controle Interno | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Engenheiro de Tráfego | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Enfermeiro | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Médico - Clínico Geral | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Fonoaudiólogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Fisioterapeuta | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Contador | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Historiador | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Cirurgião Dentista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Terapeuta Ocupacional | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Jornalista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Engenheiro Químico | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Engenheiro Agrônomo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Biomédico | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Biólogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Engenheiro Civil | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Nutricionista |
Q2698752 Português

Leia o texto “Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos?” dos escritores Tory Oliveira e Paula Calçade, para responder às questões de 1 a 8 a seguir.




Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos? (adaptado)




Deixar de dizer que ama um amigo, não poder abraçar quem se gosta, esconder seus sentimentos e não poder chorar. Para muitos meninos, essas são algumas das regras não escritas das masculinidades. Nascido dos debates sobre gênero, o conceito de masculinidades abarca as regras sociais delimitadas aos homens para que eles construam sua maneira de agir consigo, com o outro e com a sociedade. Muito cedo se aprende que a pena para quem não seguir um código estrito, que define a masculinidade, é ser visto como “menos homem”, associado à feminilidade, e, assim, estar vulnerável à violência e ao bullying dos pares.


Segundo Marcelo Hailer, pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças, da PUC- SP, “A narrativa social valoriza homens brancos, heterossexuais, fortes, com condições econômicas favoráveis”. Para o pesquisador, a escola pode ser um campo de cobranças dessa performance masculina. A ausência de discussões sobre o impacto disso para meninos e meninas pode resultar em violência dentro do ambiente escolar. “Enquanto não houver debate nas escolas, esses valores vão continuar resultando em violência física e psicológica, porque não há outras alternativas para essas crianças lidarem com as angústias e dúvidas em outros lugares também”.


“A maneira como os garotos são criados faz com que aprendam a esconder os sentimentos por trás de uma máscara de masculinidade” afirma o psicólogo americano William Pollack no documentário “A Máscara em Que Você Vive” (2015). Disponível atualmente na Netflix, o filme introduz o debate sobre masculinidades de maneira acessível, mostrando como essa construção rígida do que é ser homem impacta a vida, a educação e a saúde de meninos. “Os homens têm dificuldade de expressar aquilo que sentem. Em geral, isso se dá por meio da violência: quando está triste, com raiva, quando sente medo ou insegurança, em todos esses aspectos, a violência é uma fuga muito grande. Temos uma dificuldade de entender os sentimentos e de lidar com eles de maneira não violenta”, explica Caio César Santos, professor de Geografia, youtuber e pesquisador de masculinidades desde 2015.


(Fonte: Nova Escola)

No trecho “Em geral, isso se dá por meio da violência: quando está triste, com raiva, quando sente medo ou insegurança, em todos esses aspectos, a violência é uma fuga muito grande.” Assinale a alternativa correta que classifica, sintática e respectivamente, os trechos grifados.

Alternativas
Q2698455 Português

Analise o texto poético a seguir, de autoria do compositor brasileiro Sérgio Bittencourt, para responder às próximas questões.

“Naquela mesa ele sentava sempre

E me dizia sempre o que é viver melhor

Naquela mesa ele contava histórias

Que hoje na memória eu guardo e sei de cor

Naquela mesa ele juntava gente

E contava contente o que fez de manhã

E nos seus olhos era tanto brilho

Que mais que seu filho

Eu fiquei seu fã

Eu não sabia que doía tanto

Uma mesa num canto, uma casa e um jardim

Se eu soubesse o quanto dói a vida

Essa dor tão doída não doía assim

Agora resta uma mesa na sala

E hoje ninguém mais fala do seu bandolim

Naquela mesa tá faltando ele

E a saudade dele tá doendo em mim”

Analise as opções a seguir e marque a que indica o termo que exerce a função de núcleo do sujeito na oração “agora resta uma mesa na sala”.

Alternativas
Q2696892 Português

Analise os textos I e II para responder às questões 01 a 10.

Texto I

Disponível em: <http://coisasdamiroca.centerblog.net/8058->. Acesso em:10 nov. 2019.


Texto II

Ter um cachorro pode te ajudar a viver mais, aponta estudo

Gabriela Glette

Nos últimos anos, diversas pesquisas apontaram as vantagens de se ter um cachorro em casa. Nossos fiéis amigos de quatro patas são muito mais do que companheiros e podem nos ajudar a viver mais. É o que aponta um recente estudo feito por pesquisadores da American Heart Association.

O resultado veio após diversas análises em banco de dados, constatando que, de modo geral, donos de cães diminuem o risco de morte prematura em pelo menos 24%. Além disto, os cachorros podem ser ótimos para quem já sofreu uma doença cardiovascular, como infartos e derrames, reduzindo em cerca de um terço os riscos dessas pessoas voltarem a apresentar esses problemas.

A pesquisa foi realizada com 300 mil suecos – com idades entre 40 e 85 anos – e que já sofreram um infarto ou ataque isquêmico. Entre os sobreviventes de ataques isquêmicos que viviam com cachorros, o risco de morte era 33% menor em comparação com quem vivia sozinho. Já para os donos de cães que já tiveram derrames, o risco de morrer era 27% menor.

Em uma segunda pesquisa, foram analisados dados de cerca de 3,8 milhões de pessoas maiores de 18 anos. O resultado é que, entre os donos de cães, o risco de morte precoce era 24% inferior em relação ao resto da população, e as chances de se ter um ataque cardíaco caíam em 65%.

Outras pesquisas já comprovaram que ter um cachorro em casa pode melhorar nossa saúde cardiovascular. Se ter uma boa saúde é o resultado de um conjunto de fatores associados – como uma boa alimentação e a prática frequente de exercícios, a resposta para o bem que um cachorro pode nos oferecer pode estar diretamente ligada com a questão da companhia. Diversos outros estudos mostraram que a solidão pode ser extremamente prejudicial à saúde. Você ainda tem dúvidas quanto a adotar um cachorro?


A estreita ligação entre solidão e saúde

Existe uma diferença enorme entre solitude e solidão. O ser humano precisa de momentos em que esteja sozinho, porém aquela sensação de desamparo e angústia que acompanha a solidão é prejudicial à saúde.

Um estudo do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Nova York, inclusive, comprovou que pessoas mais solitárias eram as que mais possuíam problemas cardíacos. Proteção, afeto, segurança e relacionamento com o próximo são essenciais para a saúde mental – e física também do ser humano. Infelizmente, algumas pessoas não possuem familiares próximos ou moram em um país distante. E é aí que os cachorros podem desempenhar um papel fundamental em nossas vidas.


Adaptado de: <https://www.hypeness.com.br/2019/10/ter-um-cachorro-pode-te-ajudar-a-viver-mais-aponta-estudo/>. Acesso em: 15 out. 2019.

No período: “Existe uma diferença enorme entre solitude e solidão.”, o sujeito do verbo “existir” é

Alternativas
Q2696846 Português

As questões 1 a 6 se referem ao texto a seguir:


No mês em que Porto Belo comemora 187 anos, pacientes com deficiência auditiva receberam, na última sexta-feira (04), novas próteses que lhes permitirão ouvir melhor. A aquisição foi realizada por meio do projeto Ouvir Mais, criado pelo Governo Municipal, através da Secretaria de Saúde, e o investimento inicial foi de R$30 mil.

O Município podia adquirir anteriormente apenas um aparelho por mês, o que acabava deixando o paciente por mais tempo na fila de espera. A secretária de saúde Jainara Nordio explica que, em 2017, foi constatado pacientes na fila há mais de quatro anos, partindo daí a vontade de mudar esta realidade. "Desde que assumimos a gestão da Secretaria de Saúde e tivemos conhecimento da fila de espera para exames e aparelhos auditivos, tínhamos vontade de fazer algo a mais. A partir do trabalho de toda a equipe, surgiu o Projeto Ouvir Mais, que facilitou o processo e possibilitou a aquisição dos aparelhos auditivos" - explica a secretária.

Neste primeiro momento, foram entregues 30 aparelhos auditivos. Os pacientes são avaliados pelos médicos das Unidades de Saúde e, se constatada a necessidade de aparelhos, são encaminhados para as clínicas credenciadas para novos exames e aquisição do aparelho. [...]

Disponível em: https://www.portobelo.sc.gov.br/noticias/ind ex/ver/codNoticia/579582/codMapaItem/4326 Acesso em: em 07/out/2019 [adaptado]

Assinale a alternativa que contém a classificação correta do sujeito da oração “Neste primeiro momento, foram entregues 30 aparelhos auditivos.”:

Alternativas
Q2694885 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 ____ Segundo um dicionário, ciência é o “conjunto de conhecimentos exatos e sistemáticos da realidade, decorrente

2 de estudos, observações [e] experimentos”. Esse processo é trabalhoso e, às vezes, frustrante. Cientistas passam

3 semanas, meses e até anos observando e realizando experiências. Algumas vezes, eles se deparam com problemas sem

4 solução, mas em muitos casos seu trabalho traz benefícios para a humanidade.

5 ____ Uma empresa europeia criou um purificador de água portátil constituído de um tubo de plástico e filtros

6 avançados. Usando esse purificador, uma pessoa pode evitar doenças causadas por água contaminada. Aparelhos como

7 esse foram usados após desastres naturais, como o terremoto no Haiti em 2010.

8 ____ Bem acima da Terra, redes de satélites formam o chamado Sistema de Posicionamento Global (GPS, sigla em

9 inglês). Inicialmente projetado para fins militares, o GPS ajuda motoristas, pilotos de aeronaves, navegadores e até

10 caçadores e montanhistas a se orientar. Graças aos cientistas que criaram o GPS, ficou mais fácil chegar a seu destino.

11 ___ Você usa celular, computador ou internet? A medicina avançada contribuiu para você ter uma saúde melhor?

12 Você viaja de avião? Nesses casos, você está se beneficiando da ciência. De várias formas, a ciência tem uma influência

13 positiva na vida de todos nós.

14 ___ Para expandir seu conhecimento, cientistas modernos estão pesquisando cada vez mais a fundo a natureza e o

15 Universo. Físicos nucleares investigam o interior do átomo, e astrofísicos tentam entender a origem do Universo, como

16 que voltando bilhões de anos no tempo. À medida que as pesquisas científicas avançam, conseguindo até mesmo

17 investigar domínios invisíveis e intocáveis, alguns cientistas acham que, se o Deus da Bíblia existe, eles vão conseguir

18 encontrá-lo.

19 ___ Alguns cientistas e filósofos de destaque vão mais além. Eles promovem o que o escritor científico Amir Aczel

20 chamou de “argumentação científica contra a existência de Deus”. Por exemplo, um físico mundialmente famoso

21 afirmou que “a ausência de evidências de algum deus que exerça um papel importante no Universo certamente prova

22 que esse deus não existe”. Outros descrevem as atividades do Deus da Bíblia como “artifíciossobrenaturais” e “mágica”.

23 ___ Mas isso gera uma dúvida: o que a ciência aprendeu sobre a natureza é suficiente para se chegar a conclusões

24 definitivas? Na verdade não. A ciência tem avançado de forma extraordinária, mas diversos cientistas reconhecem que

25 ainda há muitas coisas desconhecidas e talvez outras impossíveis de saber. Ao falar sobre a natureza, o físico e vencedor

26 do Prêmio Nobel Steven Weinberg disse: “Nunca saberemos o porquê de tudo.” O professor universitário Martin Rees,

27 Astrônomo Real da Grã-Bretanha, escreveu: “Talvez haja coisas que os humanos nunca entenderão.” A verdade é que

28 muito do que existe na natureza, da minúscula célula ao vasto Universo, ainda está além da compreensão da ciência

29 moderna.

30 ___ Biólogos não entendem plenamente os processos que ocorrem nas células. Como elas consomem energia, como

31 produzem proteínas e como se dividem são dúvidas para as quais a ciência ainda não tem todas as respostas.

32 ___ A gravidade nos afeta em cada segundo de nossa vida. Mesmo assim, de certa forma ela continua um mistério

33 para os físicos. Eles não entendem completamente como a gravidade puxa você para baixo quando você pula ou como

34 ela mantém a Lua orbitando a Terra.

35 ___ Cosmologistas calculam que uns 95% dos elementos que compõem o Universo são invisíveis e indetectáveis

36 por instrumentos científicos. Eles dividem esses elementos em duas categorias: matéria escura e energia escura. Ainda

37 não se conhece a natureza deles.

38 ___ Existem outras coisas desconhecidas que confundem os cientistas. O que isso indica? Um conhecido escritor

39 científico escreveu: “Nossa ignorância ultrapassa muito nosso conhecimento. Para mim, uma vida dedicada à ciência

40 não deve levar a uma atitude de certeza absoluta, mas a uma profunda admiração e a um desejo de investigar mais.”


FONTE: https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/wp20150601/impacto-ciencia-sua-vida/

Ocorre predicado verbal em

Alternativas
Q2694669 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 Não existe um único espaço por excelência para a política educacional. Ela se processa onde há pessoas imbuídas

2 da intenção de aos poucos conduzir a criança a ser o modelo social de adolescente e, posteriormente, de jovem e adulto

3 idealizado pelo grupo social em que está situado.

4 A intenção de uma política educacional pode ser clara e visível, ou então obscura e camuflada. Conhecendo a

5 intenção de uma política educacional, poderá ser compreendido outro aspecto que a envolve – o poder. Esse aspecto da

6 elaboração da política educacional permite associá-la, para uma melhor interpretação, a duas antiquíssimas e também muito

7 atuais vertentes da práxis política.

8 Pelo fato de a política educacional ser estabelecida por meio do poder de definição do processo pedagógico, em

9 função de um grupo, de uma comunidade ou de setores dessa comunidade, ela tanto pode ser resultado de um amplo

10 processo participativo, em que todos os membros envolvidos com a tarefa pedagógica (professores (as), alunos (as) e seus

11 pais) debatem e opinem sobre como ela é, como deverá ser e a que fim deverá atender, como também pode ser imposição

12 de um pequeno grupo que exerce o poder sobre a grande maioria coletiva.

13 Atualmente, existem duas versões de política educacional correspondentes às práxis políticas aristotélicas e

14 platônicas. Na linha platônica, há a política educacional tecnocrática, e, na vertente aristotélica, há a política educacional

15 municipalizante.

16 Na vertente platônica, aqueles que elaboram a política educacionalsão representantes do Estado – um pequeno grupo

17 de pessoas que também desenvolve a atividade normativa sobre o sistema de ensino público, sem, contudo, ser responsável

18 pelo fornecimento do ensino.

19 Essa elite é conhecida como representante da tecnocracia. Na esfera educacional, a tecnocracia tem um perfil

20 antidemocrático, já que continuamente reserva para si o monopólio das virtudes necessárias para a direção da educação.

21 O planejamento, um instrumento para a concretização da política educacional, quando é tecnocrático, obedece a

22 uma orientação platônica, ou seja, não é flexível e não sofre mudanças de acordo com a dinâmica da realidade.

23 A legislação educacional é outro instrumento técnico da política educacional, que garante a homogeneização

24 ideológica na educação e a centralização administrativa.

25 Uma alternativa à política educacional tecnocrática de inspiração platônica é a política municipalizante. Ela implica

26 um poder maior em favor doslocais onde se estabelece a autonomia do complexo escolar, o que comumente é compreendido

27 como municipalização do ensino.

28 A política educacional municipalizante assegura recursos públicos desvinculados de posições político-partidárias e

29 pressupõe participação, controle e comprometimento por parte da comunidade com o motivo educacional.

30 Essa descentralização não requer a existência da dispendiosa burocracia. Há bastante flexibilidade nos currículos

31 escolares, permitindo que ocorram mudanças quando e onde elas se fizerem necessárias. A gestão de cada unidade escolar

32 é bastante democrática, pois os (as) diretores (as) de cada escola pertencem à comunidade em que ela está localizada, o que

33 faz da figura do administrador escolar uma espécie de ponte entre a instituição e o contexto em que ela está inserida.

34 Assim, a política educacional tem muito a ver com o contexto e a organização política de cada sociedade, e o seu

35 perfil depende em grande parte desse aspecto da sociedade em que ela existe.

36 Se a cultura de um povo é democrática e ele atua nas decisões políticas, é provável que sua política educacional

37 acate as sugestões e os anseios da população, mas em contextos autoritários, nos quais o povo é subjugado por uma cultura

38 extremamente dominadora, é comum predominar uma política educacional de cunho platônico.



Por Eliane da Costa Bruini - Colaboradora Brasil Escola Graduada em Pedagogia

Pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL

FONTE: https://educador.brasilescola.uol.com.br/politica-educacional/o-que-politica-educacional.htm


Há ocorrência de predicado verbal em

Alternativas
Q2694545 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 [...] Cientistas, intelectuais e cientistas sociais esperavam que o avanço da ciência moderna incentivaria a

2 secularização – que a ciência seria uma força da secularização. Mas isso simplesmente não vem acontecendo. As

3 características principais que as sociedades em que a religião continua forte têm em comum estão ligadas menos à

4 ciência do que a sentimentos de segurança existencial e proteção contra algumas das incertezas fundamentais da vida,

5 sob a forma de bens públicos.

6 Uma rede de seguridade social pode estar correlacionada a avanços científicos, mas apenas de maneira fraca,

7 e, mais uma vez, o caso dos Estados Unidos é instrutivo. Os EUA podem ser descritos como a sociedade científica e

8 tecnologicamente mais avançada do mundo, mas, ao mesmo tempo, é a mais religiosa das sociedades ocidentais. Como

9 concluiu o sociólogo britânico David Martin em "The Future of Christianity" (o futuro do cristianismo, 2011), "não

10 existe uma relação consistente entre o grau de avanço científico e um perfil reduzido de influência de crenças e práticas

11 religiosas".

12 A história da ciência e da secularização torna-se ainda mais intrigante quando refletimos sobre as sociedades

13 em que ocorreram reações importantes contra agendas secularistas.

14 O primeiro premiê da Índia, Jawaharlal Nehru (1889-1964), defendeu ideais seculares e científicos e incluiu a

15 educação científica no projeto de modernização do país. Nehru acreditava que as visões hindus de um passado védico

16 e ossonhos muçulmanos de uma teocracia islâmica sucumbiriam diante do avanço histórico inexorável da secularização.

17 "O tempo avança apenas em mão única", declarou. Mas, como atesta a subsequente ascensão dos

18 fundamentalismos hindu e islâmico, Nehru se equivocou. Além disso, a vinculação da ciência com uma agenda de

19 secularização teve efeito contrário ao desejado; uma das baixas colaterais da resistência ao secularismo foi a ciência.

20 [...]

21 Os Estados Unidos representam um contexto cultural diferente, onde pode parecer que a questão crucial é um

22 conflito entre as leituras literais do Livro de Gênesis e aspectos chaves da história da evolução. Na realidade, porém,

23 boa parte do discurso criacionista trata de valores morais. Também no caso dos EUA, vemos o antievolucionismo sendo

24 motivado, pelo menos em parte, pela ideia de que a teoria da evolução é um pretexto para a promoção do materialismo

25 secular e seus valores. Como acontece na Índia e na Turquia, o secularismo está, na realidade, prejudicando a ciência.

26 Para resumir, a secularização global não é inevitável, e, quando acontece, não é causada pela ciência. Além

27 disso, quando se procura usar a ciência para promover o secularismo, os resultados podem prejudicar a ciência. A tese

28 de que "a ciência causa secularização" não passa no teste empírico, e recrutar a ciência como instrumento de

29 secularização é uma estratégia que deixa a desejar. A combinação de ciência e secularização é tão inapta que levanta a

30 pergunta de por que alguém chegou a pensar que não fosse. [...]

31 Hoje as pessoas sentem menos certeza de que a história avança rumo a um destino único, passando por uma

32 série determinada de etapas. E, apesar da persistência popular da ideia de um conflito duradouro entre ciência e religião,

33 a maioria dos historiadores da ciência não defende essa visão.

34 Colisões renomadas, como o caso de Galileu, foram determinadas pela política e pelas personalidades

35 envolvidas, não apenas pela ciência e pela religião. Darwin teve defensores religiosos importantes e detratores

36 científicos, além de detratores religiosos e defensores científicos. Muitas outras supostas instâncias de conflito entre

37 ciência e religião foram expostas como sendo pura invenção.

38 Na realidade, contrariando o conflito, a norma histórica muitas vezes tem sido de apoio mútuo entre ciência e

39 religião. Em seus anos formativos, no século 17, a ciência moderna dependeu da legitimação religiosa. Nos séculos 18

40 e 19, a teologia natural ajudou a popularizar a ciência.

41 O modelo de conflito ciência-religião nos deu uma visão equivocada do passado e, quando somado a

42 expectativas de secularização, levou a uma visão falha do futuro. A teoria da secularização fracassou como descrição e

43 como previsão. A pergunta real é por que continuamos a nos deparar com proponentes do conflito entre ciência e

44 religião.

45 Muitos são cientistas renomados. Seria supérfluo repetir as reflexões de Richard Dawkins sobre esse tema, mas

46 ele está longe de ser uma voz solitária. Stephen Hawking acha que "a ciência vai sair ganhando porque ela funciona";

47 Sam Harris declarou que "a ciência precisa destruir a religião"; Stephen Weinberg pensa que a ciência enfraqueceu as

48 certezas religiosas; Colin Blakemore prevê que, com o tempo, a ciência acabará tornando a religião desnecessária. As

49 evidências históricas não fundamentam essas alegações. Na realidade, sugerem que elas são equivocadas.

50 Então por que elas persistem? As respostas são políticas. Deixando de lado qualquer apreço remanescente por

51 visões oitocentistas ultrapassadas da história, precisamos pensar no medo do fundamentalismo islâmico, na rejeição ao

52 criacionismo, na aversão às alianças entre a direita religiosa e a negação da mudança climática e nos temores de erosão

53 da autoridade científica. Podemos nos solidarizar com essas preocupações, mas não há como disfarçar o fato de que elas

54 nascem de uma intrusão indesejável de compromissos normativos na discussão.

55 O pensamento fantasioso, pautado pelo que se deseja – esperar que a ciência seja vitoriosa sobre a religião –

56 não substitui uma avaliação sóbria e refletida das realidades atuais. Levar essa defesa da causa da ciência adiante

57 provavelmente terá efeito oposto ao pretendido.

58 A religião não vai desaparecer no futuro próximo, e a ciência não vai destruí-la. Na realidade, é a ciência que

59 sofre ameaças crescentes à sua autoridade e legitimidade social. Em vista disso, a ciência precisa de todos os aliados

60 possíveis. Seus defensores fariam bem em parar de retratar a religião como sua inimiga ou de insistir que o único

61 caminho para um futuro seguro está no casamento entre ciência e secularismo.


POR PETER HARRISON - Tradução de CLARA ALLAIN. FONTE: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/09/1917894-a-religiao-nao-vai-desaparecer-e-a-ciencianao-vai-acabar-com-ela.shtml

Exerce função predicativa o termo transcrito em


Alternativas
Q2694542 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 [...] Cientistas, intelectuais e cientistas sociais esperavam que o avanço da ciência moderna incentivaria a

2 secularização – que a ciência seria uma força da secularização. Mas isso simplesmente não vem acontecendo. As

3 características principais que as sociedades em que a religião continua forte têm em comum estão ligadas menos à

4 ciência do que a sentimentos de segurança existencial e proteção contra algumas das incertezas fundamentais da vida,

5 sob a forma de bens públicos.

6 Uma rede de seguridade social pode estar correlacionada a avanços científicos, mas apenas de maneira fraca,

7 e, mais uma vez, o caso dos Estados Unidos é instrutivo. Os EUA podem ser descritos como a sociedade científica e

8 tecnologicamente mais avançada do mundo, mas, ao mesmo tempo, é a mais religiosa das sociedades ocidentais. Como

9 concluiu o sociólogo britânico David Martin em "The Future of Christianity" (o futuro do cristianismo, 2011), "não

10 existe uma relação consistente entre o grau de avanço científico e um perfil reduzido de influência de crenças e práticas

11 religiosas".

12 A história da ciência e da secularização torna-se ainda mais intrigante quando refletimos sobre as sociedades

13 em que ocorreram reações importantes contra agendas secularistas.

14 O primeiro premiê da Índia, Jawaharlal Nehru (1889-1964), defendeu ideais seculares e científicos e incluiu a

15 educação científica no projeto de modernização do país. Nehru acreditava que as visões hindus de um passado védico

16 e ossonhos muçulmanos de uma teocracia islâmica sucumbiriam diante do avanço histórico inexorável da secularização.

17 "O tempo avança apenas em mão única", declarou. Mas, como atesta a subsequente ascensão dos

18 fundamentalismos hindu e islâmico, Nehru se equivocou. Além disso, a vinculação da ciência com uma agenda de

19 secularização teve efeito contrário ao desejado; uma das baixas colaterais da resistência ao secularismo foi a ciência.

20 [...]

21 Os Estados Unidos representam um contexto cultural diferente, onde pode parecer que a questão crucial é um

22 conflito entre as leituras literais do Livro de Gênesis e aspectos chaves da história da evolução. Na realidade, porém,

23 boa parte do discurso criacionista trata de valores morais. Também no caso dos EUA, vemos o antievolucionismo sendo

24 motivado, pelo menos em parte, pela ideia de que a teoria da evolução é um pretexto para a promoção do materialismo

25 secular e seus valores. Como acontece na Índia e na Turquia, o secularismo está, na realidade, prejudicando a ciência.

26 Para resumir, a secularização global não é inevitável, e, quando acontece, não é causada pela ciência. Além

27 disso, quando se procura usar a ciência para promover o secularismo, os resultados podem prejudicar a ciência. A tese

28 de que "a ciência causa secularização" não passa no teste empírico, e recrutar a ciência como instrumento de

29 secularização é uma estratégia que deixa a desejar. A combinação de ciência e secularização é tão inapta que levanta a

30 pergunta de por que alguém chegou a pensar que não fosse. [...]

31 Hoje as pessoas sentem menos certeza de que a história avança rumo a um destino único, passando por uma

32 série determinada de etapas. E, apesar da persistência popular da ideia de um conflito duradouro entre ciência e religião,

33 a maioria dos historiadores da ciência não defende essa visão.

34 Colisões renomadas, como o caso de Galileu, foram determinadas pela política e pelas personalidades

35 envolvidas, não apenas pela ciência e pela religião. Darwin teve defensores religiosos importantes e detratores

36 científicos, além de detratores religiosos e defensores científicos. Muitas outras supostas instâncias de conflito entre

37 ciência e religião foram expostas como sendo pura invenção.

38 Na realidade, contrariando o conflito, a norma histórica muitas vezes tem sido de apoio mútuo entre ciência e

39 religião. Em seus anos formativos, no século 17, a ciência moderna dependeu da legitimação religiosa. Nos séculos 18

40 e 19, a teologia natural ajudou a popularizar a ciência.

41 O modelo de conflito ciência-religião nos deu uma visão equivocada do passado e, quando somado a

42 expectativas de secularização, levou a uma visão falha do futuro. A teoria da secularização fracassou como descrição e

43 como previsão. A pergunta real é por que continuamos a nos deparar com proponentes do conflito entre ciência e

44 religião.

45 Muitos são cientistas renomados. Seria supérfluo repetir as reflexões de Richard Dawkins sobre esse tema, mas

46 ele está longe de ser uma voz solitária. Stephen Hawking acha que "a ciência vai sair ganhando porque ela funciona";

47 Sam Harris declarou que "a ciência precisa destruir a religião"; Stephen Weinberg pensa que a ciência enfraqueceu as

48 certezas religiosas; Colin Blakemore prevê que, com o tempo, a ciência acabará tornando a religião desnecessária. As

49 evidências históricas não fundamentam essas alegações. Na realidade, sugerem que elas são equivocadas.

50 Então por que elas persistem? As respostas são políticas. Deixando de lado qualquer apreço remanescente por

51 visões oitocentistas ultrapassadas da história, precisamos pensar no medo do fundamentalismo islâmico, na rejeição ao

52 criacionismo, na aversão às alianças entre a direita religiosa e a negação da mudança climática e nos temores de erosão

53 da autoridade científica. Podemos nos solidarizar com essas preocupações, mas não há como disfarçar o fato de que elas

54 nascem de uma intrusão indesejável de compromissos normativos na discussão.

55 O pensamento fantasioso, pautado pelo que se deseja – esperar que a ciência seja vitoriosa sobre a religião –

56 não substitui uma avaliação sóbria e refletida das realidades atuais. Levar essa defesa da causa da ciência adiante

57 provavelmente terá efeito oposto ao pretendido.

58 A religião não vai desaparecer no futuro próximo, e a ciência não vai destruí-la. Na realidade, é a ciência que

59 sofre ameaças crescentes à sua autoridade e legitimidade social. Em vista disso, a ciência precisa de todos os aliados

60 possíveis. Seus defensores fariam bem em parar de retratar a religião como sua inimiga ou de insistir que o único

61 caminho para um futuro seguro está no casamento entre ciência e secularismo.


POR PETER HARRISON - Tradução de CLARA ALLAIN. FONTE: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/09/1917894-a-religiao-nao-vai-desaparecer-e-a-ciencianao-vai-acabar-com-ela.shtml

Há predicado verbal em

Alternativas
Q2694321 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


O termo affluenza - uma contração de afluência e influenza, definida como uma “condição dolorosa e contagiosa

2 de sobrecarga, dívida, ansiedade e desperdício, resultante da busca incessante por mais” – costuma ser considerado

3 meramente uma palavra da moda, criada para expressar nosso desdém pelo consumismo. Apesar de usado em tom de

4 brincadeira, o termo pode conter mais verdades que muitos de nós gostaríamos de acreditar.

5 A palavra foi até mesmo usada na defesa de um motorista embriagado no Texas, no ano passado. O réu, um

6 garoto de 16 anos, afirmava que a riqueza de sua família deveria eximi-lo da morte de quatro pessoas. O rapaz foi condenado

7 a dez anos de liberdade vigiada e terapia (paga por sua família), enfurecendo muitos por causa de uma suposta leniência da

8 lei.

9 O psicólogo G. Dick Miller, um dos especialistas que testemunharam no julgamento, argumentou que o jovem

10 sofria de affluenza, o que pode tê-lo impedido de compreender as consequências de seus atos.

11 “Me arrependi de usar o termo”, disse Miller, mais tarde, à CNN. “Todo mundo parece ter se concentrado nisso.”

12 A affluenza pode ser real ou imaginária, mas o dinheiro de fato muda tudo – e aqueles de classes sociais mais

13 altas tendem a se enxergar de maneira diferente. A riqueza (a busca dela) já foi ligada a comportamentos imorais – e não

14 só em filmes como O Lobo de Wall Street.

15 Psicólogos que estudam o impacto da riqueza e da desigualdade no comportamento humano descobriram que o

16 dinheiro tem uma influência poderosa em nossos pensamentos e ações, muitas vezes sem que percebamos e

17 independentemente das nossas circunstâncias econômicas. Apesar de riqueza ser um conceito subjetivo, a maioria das

18 pesquisas atuais mede a riqueza em escalas de renda, status do emprego ou circunstâncias socioeconômicas, como nível

19 educacional e riqueza passada de geração para geração.

20 Vários estudos apontam que a riqueza pode não combinar com a empatia e a compaixão. Uma pesquisa publicada

21 na revista Psychological Science indicou que pessoas de menor renda conseguem ler melhor as expressões faciais dos outros

22 - um indicador importante de empatia – do que as mais ricas.

23 “Muito do que vemos é uma orientação básica das classes mais baixas a serem mais empáticas que as classes

24 mais altas”, disse à Time Michael Kraus, co-autor do estudo. “Os indivíduos que possuem renda mais baixa têm de

25 responder cronicamente a inúmeras vulnerabilidades e ameaças sociais. Você precisa confiar nos outros para que eles te

26 digam se existe uma ameaça social ou uma oportunidade, e isso faz de você uma pessoa mais apta a perceber emoções.”

27 Apesar de a falta de recursos levar a uma maior inteligência emocional, ter mais recursos pode levar a maus

28 comportamentos. Pesquisadores da Universidade de Berkeley apontaram que até mesmo dinheiro de mentira pode levar as

29 pessoas a agir com menos consideração em relação aos outros. Os pesquisadores observaram que, quando dois estudantes

30 jogam Banco Imobiliário e um deles recebe muito mais dinheiro que o outro, o jogador mais rico demonstra certo

31 desconforto inicial, mas depois passa a agir agressivamente, ocupando mais espaço, movimentando suas peças

32 ruidosamente e provocando o jogador com menos dinheiro.

33 Não é surpresa neste mundo descobrir que a riqueza pode causar uma sensação de “direitos morais adquiridos”

34 Um estudo feito por pesquisadores de Harvard e da Universidade de Utah constatou que só de pensar em dinheiro,

35 algumas pessoas adotam comportamentos antiéticos. Depois de serem expostos a palavras relacionadas a dinheiro, os

36 participantes se mostraram mais propensos a mentir e a se comportar imoralmente.

37 “Mesmo se formos todos bem intencionados, e mesmo que acreditemos poder discernir entre o certo e o errado,

38 há fatores que influenciam nossas decisões além de nossa percepção”, disse Kristin Smith-Crowe, professora-associada de

39 administração da Universidade de Utah e uma das co-autoras do estudo, ao MarketWatch.

40 O dinheiro pode não causar vício ou abuso de substâncias, mas a riqueza já foi ligada a uma maior

41 susceptibilidade a problemas de vício. Vários estudos apontam que crianças ricas são mais vulneráveis a problemas de

42 abuso de substâncias, potencialmente por causa da pressão para ser bem-sucedidas e do isolamento dos pais. Estudos

43 também indicam que filhos de pais ricos não estão necessariamente livres de problemas de adequação – na verdade, há

44 pesquisas que mostram que, em várias medidas de inadequação, adolescentes de alto status socioeconômico têm índices

45 mais altos que colegas pobres. Os pesquisadores acreditam que essas crianças têm maiores chances de internalizar o

46 problema, o que pode estar relacionado a abuso de substâncias.

47 A busca da riqueza pode se tornar um comportamento compulsivo. Como explica a psicóloga Tian Dayton, a

48 necessidade compulsiva de obter dinheiro é muitas vezes considerada parte de uma classe de comportamentos conhecida

49 como vício processual, ou “vício comportamental”, que é diferente do abuso de substâncias:

50 [...]

51 Não há correlação direta entre renda e felicidade. Após um certo nível de renda, suficiente para atender

52 necessidades básicas, a riqueza não faz tanta diferença no bem-estar geral e na felicidade. Pelo contrário, ela pode até ser

53 prejudicial: pessoas extremamente ricas sofrem mais de depressão. Alguns dados sugerem que o dinheiro em si não causa

54 insatisfação – mas a busca incessante por riqueza e bens materiais pode levar à infelicidade. Valores materialistas já foram

55 ligados à baixa satisfação nos relacionamentos.


DISPONÍVEL EM: https://www.huffpostbrasil.com/2014/04/16/a-influencia-que-o-dinheiro-exerce-sobre-o-nossopensamento-e-co_a_21668240/

O verbo “discernir” (L.37), no texto está empregado como intransitivo, tem sentido de

Alternativas
Q2694318 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


O termo affluenza - uma contração de afluência e influenza, definida como uma “condição dolorosa e contagiosa

2 de sobrecarga, dívida, ansiedade e desperdício, resultante da busca incessante por mais” – costuma ser considerado

3 meramente uma palavra da moda, criada para expressar nosso desdém pelo consumismo. Apesar de usado em tom de

4 brincadeira, o termo pode conter mais verdades que muitos de nós gostaríamos de acreditar.

5 A palavra foi até mesmo usada na defesa de um motorista embriagado no Texas, no ano passado. O réu, um

6 garoto de 16 anos, afirmava que a riqueza de sua família deveria eximi-lo da morte de quatro pessoas. O rapaz foi condenado

7 a dez anos de liberdade vigiada e terapia (paga por sua família), enfurecendo muitos por causa de uma suposta leniência da

8 lei.

9 O psicólogo G. Dick Miller, um dos especialistas que testemunharam no julgamento, argumentou que o jovem

10 sofria de affluenza, o que pode tê-lo impedido de compreender as consequências de seus atos.

11 “Me arrependi de usar o termo”, disse Miller, mais tarde, à CNN. “Todo mundo parece ter se concentrado nisso.”

12 A affluenza pode ser real ou imaginária, mas o dinheiro de fato muda tudo – e aqueles de classes sociais mais

13 altas tendem a se enxergar de maneira diferente. A riqueza (a busca dela) já foi ligada a comportamentos imorais – e não

14 só em filmes como O Lobo de Wall Street.

15 Psicólogos que estudam o impacto da riqueza e da desigualdade no comportamento humano descobriram que o

16 dinheiro tem uma influência poderosa em nossos pensamentos e ações, muitas vezes sem que percebamos e

17 independentemente das nossas circunstâncias econômicas. Apesar de riqueza ser um conceito subjetivo, a maioria das

18 pesquisas atuais mede a riqueza em escalas de renda, status do emprego ou circunstâncias socioeconômicas, como nível

19 educacional e riqueza passada de geração para geração.

20 Vários estudos apontam que a riqueza pode não combinar com a empatia e a compaixão. Uma pesquisa publicada

21 na revista Psychological Science indicou que pessoas de menor renda conseguem ler melhor as expressões faciais dos outros

22 - um indicador importante de empatia – do que as mais ricas.

23 “Muito do que vemos é uma orientação básica das classes mais baixas a serem mais empáticas que as classes

24 mais altas”, disse à Time Michael Kraus, co-autor do estudo. “Os indivíduos que possuem renda mais baixa têm de

25 responder cronicamente a inúmeras vulnerabilidades e ameaças sociais. Você precisa confiar nos outros para que eles te

26 digam se existe uma ameaça social ou uma oportunidade, e isso faz de você uma pessoa mais apta a perceber emoções.”

27 Apesar de a falta de recursos levar a uma maior inteligência emocional, ter mais recursos pode levar a maus

28 comportamentos. Pesquisadores da Universidade de Berkeley apontaram que até mesmo dinheiro de mentira pode levar as

29 pessoas a agir com menos consideração em relação aos outros. Os pesquisadores observaram que, quando dois estudantes

30 jogam Banco Imobiliário e um deles recebe muito mais dinheiro que o outro, o jogador mais rico demonstra certo

31 desconforto inicial, mas depois passa a agir agressivamente, ocupando mais espaço, movimentando suas peças

32 ruidosamente e provocando o jogador com menos dinheiro.

33 Não é surpresa neste mundo descobrir que a riqueza pode causar uma sensação de “direitos morais adquiridos”

34 Um estudo feito por pesquisadores de Harvard e da Universidade de Utah constatou que só de pensar em dinheiro,

35 algumas pessoas adotam comportamentos antiéticos. Depois de serem expostos a palavras relacionadas a dinheiro, os

36 participantes se mostraram mais propensos a mentir e a se comportar imoralmente.

37 “Mesmo se formos todos bem intencionados, e mesmo que acreditemos poder discernir entre o certo e o errado,

38 há fatores que influenciam nossas decisões além de nossa percepção”, disse Kristin Smith-Crowe, professora-associada de

39 administração da Universidade de Utah e uma das co-autoras do estudo, ao MarketWatch.

40 O dinheiro pode não causar vício ou abuso de substâncias, mas a riqueza já foi ligada a uma maior

41 susceptibilidade a problemas de vício. Vários estudos apontam que crianças ricas são mais vulneráveis a problemas de

42 abuso de substâncias, potencialmente por causa da pressão para ser bem-sucedidas e do isolamento dos pais. Estudos

43 também indicam que filhos de pais ricos não estão necessariamente livres de problemas de adequação – na verdade, há

44 pesquisas que mostram que, em várias medidas de inadequação, adolescentes de alto status socioeconômico têm índices

45 mais altos que colegas pobres. Os pesquisadores acreditam que essas crianças têm maiores chances de internalizar o

46 problema, o que pode estar relacionado a abuso de substâncias.

47 A busca da riqueza pode se tornar um comportamento compulsivo. Como explica a psicóloga Tian Dayton, a

48 necessidade compulsiva de obter dinheiro é muitas vezes considerada parte de uma classe de comportamentos conhecida

49 como vício processual, ou “vício comportamental”, que é diferente do abuso de substâncias:

50 [...]

51 Não há correlação direta entre renda e felicidade. Após um certo nível de renda, suficiente para atender

52 necessidades básicas, a riqueza não faz tanta diferença no bem-estar geral e na felicidade. Pelo contrário, ela pode até ser

53 prejudicial: pessoas extremamente ricas sofrem mais de depressão. Alguns dados sugerem que o dinheiro em si não causa

54 insatisfação – mas a busca incessante por riqueza e bens materiais pode levar à infelicidade. Valores materialistas já foram

55 ligados à baixa satisfação nos relacionamentos.


DISPONÍVEL EM: https://www.huffpostbrasil.com/2014/04/16/a-influencia-que-o-dinheiro-exerce-sobre-o-nossopensamento-e-co_a_21668240/

Ocorre predicado verbal em

Alternativas
Q2692637 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 1, 2 e 3.

Cheiro das coisas

Flávia Boggio

Já repararam que existe documentário sobre absolutamente tudo? "A Verdade Por Trás da Indústria da Carne." "A Verdade Por Trás da Indústria." "A Verdade Por Trás da Carne." É tanta verdade, que não me espantaria se lançassem o documentário contando "a verdade por trás da indústria de documentários que falam toda a verdade".

Outro dia, assisti ao documentário "O Nariz" que, obviamente, mostra toda a verdade por trás dessa parte do corpo.

O documentário conta como o olfato nos leva às memórias mais antigas e permanentes. Bebês podem reconhecer a mãe poucos dias após o nascimento. Pacientes com Alzheimer em estágio avançado conseguem relembrar pessoas e momentos. Só pelo cheiro.

Fiquei tão fascinada que comecei a cheirar tudo para acessar minha memória olfativa. Alimentos, objetos e lugares. Me peguei farejando uma parede, o sofá de casa, até mesmo o cabelo de uma mulher na fila da farmácia. Eis algumas conclusões fascinantes:

Cheiro de sabonete Phebo me remete a anestesia e brocas. Isso porque meu dentista lavava mãos com esse item de higiene. E não usava luvas.

Xixi de gato me lembra a pracinha do lado da casa da minha mãe. Durante o dia, playground. À noite, toalete e motel de felinos.

Cheiro de cigarro, mesmo depois de conviver com milhares de fumantes (e tendo sido eu mesma uma), ainda me leva ao jardim de infância. Minha primeira professora era fumante. O que me lembra também que sobrevivi aos anos 1980. E à toxoplasmose.

Além de saudosista, o olfato é nosso sentido mais primitivo. É ele que nos conecta a outros animais, que sobrevivem e se reproduzem por meio dos cheiros. É aí que volto ao "O Nariz".

No documentário, perfumistas falam sobre uma das fontes dos melhores perfumes, o âmbar cinzento. Trata-se do nome gourmet de uma pedra encontrada no intestino de cetáceos. Ou seja, o cheiro mais gostoso do mundo é: excremento de baleia.

A gente tenta se sofisticar com perfumes, essências e fragrâncias, mas, no fundo, somos todos bichos. O ser humano gosta mesmo é de um cheiro de cocô. Fiquem com essa verdade.

Para os bichos farejadores que se interessarem, "O Nariz" está no catálogo da Netflix.

(Folha de S. Paulo – 18 abr. 2019)

Assinale a opção em que o sujeito da oração destacada está corretamente classificado entre parênteses.

Alternativas
Q2692412 Português

TEXTO I


Inteligência cultural


É ponto pacífico que os seres humanos são dotados de capacidades cognitivas superiores em relação aos símios, seus parentes mais próximos na evolução. Basta lembrara linguagem, o simbolismo matemático e o raciocínio científico, para citar apenas algumas. Tudo indica que essa superioridade esteja relacionada ao grande cérebro que temos, três vezes maior que o dos chimpanzés, e dotado também de três vezes mais neurônios.

A questão central é saber de que modo a estrutura do cérebro e suas estratégias funcionais adquiriram capacidades cognitivas tão poderosas e únicas entre os seres vivos. A natureza teria nos dotado especificamente de uma capacidade superior - a cognição social.

Uma hipótese bem aceita é a da ‘inteligência geral’. Dizem os seus adeptos que os cérebros maiores permitiram realizarmos operações cognitivas de todo tipo, com maior eficiência que outras espécies. Teríamos maior memória, aprendizagem mais rápida, percepção mais ágil (inclusive do estado mental de outras pessoas), planejamento de longo prazo. Dotado dessas potencialidades genéricas, o ambiente faria a diferenciação individual, lapidando cada um diferentemente do outro.

O antropólogo M. Tomasello, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha, defende a hipótese da ‘inteligência cultural’, cuja premissa é que a natureza nos dotou especificamente de uma capacidade superior - a cognição social - que nos oferece um grau elevado de cooperação interindividual, e a construção de redes sociais nunca conseguida pelos símios ou qualquer outra espécie, mesmo aquelas que apresentam uma organização populacional que se pode chamar de social. Outras capacidades humanas seriam semelhantes às dos símios, apenas potencializadas pela cultura e a vida em sociedade.

Se a hipótese da ‘inteligência cultural’ for verdadeira, existiría uma idade em humanos, durante o seu desenvolvimento precoce (antes que a cultura os influencie fortemente), em que a cognição física (relações de espaço, quantidade e causalidade entre fenômenos) seria semelhante à dos grandes símios. Nessa mesma idade, porém, a previsão é que a nossa cognição social seja nitidamente superior à dos chimpanzés e orangotangos.

Os resultados obtidos pela equipe de Tomasello comprovaram a sua hipótese da ‘inteligência cultural’. Nos testes de cognição física, as crianças e os chimpanzés não diferiram estatisticamente, mas ambos tiveram desempenho melhor que os orangotangos. Nos testes de cognição social, entretanto, as crianças mostraram-se muito superiores aos símios que, por sua vez, não diferiram entre si.

Tudo indica, então, que a cultura e a vida social representam capacidades cognitivas que nascem conosco, possivelmente derivadas do nosso grande cérebro povoado por quase 90 bilhões de neurônios. Possivelmente, a aquisição dessa capacidade social se deu em algum momento entre um e dois milhões de anos atrás, quando a evolução foi selecionando cérebros dotados de mais que os 40 bilhões estimados para os australopitecos, nossos ancestrais africanos.

O processo seletivo continuou até chegar ao gênero Homo, que gradualmente atingiu os nossos atuais 90 bilhões e adquiriu novas capacidades: a comunicação entre indivíduos por meio da linguagem, a aprendizagem social de regras de conduta coletiva voltadas para a cooperação, a percepção do estado mental dos outros e de suas intenções e emoções (‘teoria da mente’) e o planejamento de ações futuras de longo prazo.

Assim, nascemos propensos à cooperação social: essa é a nossa força. Provavelmente, os poucos genes que nos diferenciam dos chimpanzés são responsáveis pelos circuitos neurais que coordenam as funções relacionadas à vida social. Sua expressão, entretanto, deve ser modulada pela sociedade que nós próprios construímos.

Roberto Lent

Instituto de Ciências Biomédicas

Universidade Federal do Rio de Janeiro

(Adaptado de: http://cienciahoie.org.br/coluna/inteliqencia-cultural/)

Leia o trecho a seguir para responder às questões 6 e 7.


“É ponto pacífico que os seres humanos são dotados de capacidades cognitivas superiores em relação aos símios, seus parentes mais próximos na evolução. Basta lembrar a linguagem, o simbolismo matemático e o raciocínio científico, para citar apenas algumas”. (1º parágrafo)


A expressão destacada exerce, no período, a função sintática de:

Alternativas
Q2692123 Português

Constata-se, assim, que o conteúdo do trabalho do agente de combate a endemias é múltiplo e vasto.


O sujeito da oração principal é:

Alternativas
Q2692117 Português

“Sujeito é o termo com o qual o verbo é obrigado a concordar. Caso o sujeito se flexione, o verbo deverá acompanhá-lo em número e pessoa”. Levando esta afirmação em consideração, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2690200 Português

Leia o Texto a seguir para responder as questões de 1 a 11.

Estátua Falsa

Só de oiro falso meus olhos se douram;

Sou esfinge sem mistério no poente.

A tristeza das coisas que não foram

Na minha alma desceu veladamente.


Na minha dor quebram-se espadas de ânsia,

Gomos de luz em treva se misturam.

As sombras que eu dimano não perduram,

Como ontem para mim, hoje é distância.


Já não estremeço em face de segredo;

Nada me aloira, nada me aterra

A vida corre sobre mim em guerra,

E nem sequer um arrepio de medo!


Sou estrela ébria que perdeu os céus,

Sereia louca que deixa o mar;

Sou templo prestes a ruir sem deus,

Estátua falsa ainda erguida no ar...

Mário de Sá Carneiro.

O sujeito de “desceu”, v. 4 é

Alternativas
Q2690026 Português

As 04 questões a seguir se referem ao texto:

Sendo a flora existente rica em espécimes, o Dr. Fritz Muller, filósofo e naturalista, natural da Alemanha, que veio juntar-se ao Dr. Blumenau, já estando fundada e em franco progresso, fez amplos estudos sobre a flora existente em toda a região da colônia, inclusive sobre a planta denominada “timbó”.

Disponível em: https://www.timbo.sc.gov.br/a-cidade/curiosidades/ Acesso em: 26/maio/2019.

O sujeito da oração “fez amplos estudos sobre a flora existente em toda a região da colônia” é:

Alternativas
Q2689659 Português

Leia o texto abaixo para responder as questões de 01 a 10.


(Texto)



A delicada cesariana feita em bebe para retirar feto 'gêmeo'


1 Mónica Vaga estava no sétimo mês de gestação quando o médico notou algo muito raro em um exame de ultrassom. As imagens mostravam dois cordões umbilicais. mas Mónica não estava grávida

5 de gémeos. Era sua própria bebé, Itzamara, que carregava um feto no abdômen. O feto carregando um feto foi identificado em Barranquilla, na Colômbia. Especialistas calculam que a probabilidade desse tipo raro de gravidez é de uma

10 a cada 500 mil nascimentos. O Cirurgião Miguel Parra contou é Rádio Caracol que esse fenômeno é conhecido como fetus in feto e, se não for Identificado a tempo, pode colocar em risco a gravidez. O médico explica que o irmão gémeo se

15 desenvolve dentro do outro, em vez de crescer no útero da mãe. Esse tipo de gravidez normalmente é gerada a partir de um único zigoto, formado por um óvulo e um espermatozoide.

(Ponto ~rads Mos pg r g(oeacanneasso a n 21 a ~To de 2019)


Assinale a alternativa em que o tempo destacado exerce corretamente função de sujeito da oração:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA Provas: IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Psicopedagogo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Assistente Social / Serviço Social | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Arquiteto Urbanista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Engenheiro Elétrico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Farmacêutico - Bioquímico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Cirurgião Dentista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Engenheiro Agrônomo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Fisioterapeuta | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Fonoaudiólogo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico Plantonista Clínico Geral | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico - PSF | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Químico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Nutricionista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico Veterinário | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Educação Especial | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Ciências | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Português | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de 1º ao 5º Ano |
Q2689562 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

..

TEXTO


1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a

2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre

3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.

4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.

5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos

6 de produção que não mais lhes pertencem.

7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar

8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu

9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de

10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar

11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria

12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o

13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de

14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de

15 produção/proletários.

16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira

17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -

18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a

19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não

20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria

21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,

22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de

23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar

24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja

25 mais e mais acelerada).

26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado

27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte

28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da

29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por

30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não

31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de

32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os

33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo

34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente

35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,

36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a

37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de

38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,

39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e

40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário

41 em que se insere.

...

FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm

Com referência ao texto, é correto afirmar

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA Provas: IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Psicopedagogo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Assistente Social / Serviço Social | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Arquiteto Urbanista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Engenheiro Elétrico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Farmacêutico - Bioquímico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Cirurgião Dentista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Engenheiro Agrônomo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Fisioterapeuta | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Fonoaudiólogo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico Plantonista Clínico Geral | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico - PSF | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Químico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Nutricionista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico Veterinário | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Educação Especial | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Ciências | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Português | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de 1º ao 5º Ano |
Q2689558 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

..

TEXTO


1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a

2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre

3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.

4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.

5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos

6 de produção que não mais lhes pertencem.

7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar

8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu

9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de

10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar

11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria

12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o

13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de

14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de

15 produção/proletários.

16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira

17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -

18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a

19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não

20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria

21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,

22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de

23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar

24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja

25 mais e mais acelerada).

26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado

27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte

28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da

29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por

30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não

31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de

32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os

33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo

34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente

35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,

36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a

37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de

38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,

39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e

40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário

41 em que se insere.

...

FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm

Há ocorrência de predicado verbal na alternativa

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA Provas: IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Psicopedagogo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Assistente Social / Serviço Social | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Arquiteto Urbanista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Engenheiro Elétrico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Farmacêutico - Bioquímico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Cirurgião Dentista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Engenheiro Agrônomo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Fisioterapeuta | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Fonoaudiólogo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico Plantonista Clínico Geral | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico - PSF | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Químico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Nutricionista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico Veterinário | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Educação Especial | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Ciências | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Português | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de 1º ao 5º Ano |
Q2689556 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

..

TEXTO


1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a

2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre

3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.

4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.

5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos

6 de produção que não mais lhes pertencem.

7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar

8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu

9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de

10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar

11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria

12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o

13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de

14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de

15 produção/proletários.

16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira

17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -

18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a

19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não

20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria

21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,

22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de

23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar

24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja

25 mais e mais acelerada).

26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado

27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte

28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da

29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por

30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não

31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de

32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os

33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo

34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente

35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,

36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a

37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de

38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,

39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e

40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário

41 em que se insere.

...

FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm

Com referência aos elementos linguísticos que compõe o texto, é correto afirmar

Alternativas
Respostas
2821: B
2822: C
2823: B
2824: C
2825: B
2826: A
2827: A
2828: A
2829: B
2830: A
2831: E
2832: B
2833: A
2834: D
2835: C
2836: E
2837: A
2838: A
2839: B
2840: B