Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3637117 Português

Ana das Carrancas: artista que transformou a tradição em arte completaria 100 anos em 2023


A artesã pernambucana ficou conhecida por suas obras em barro inspiradas em carrancas de madeira que via nas embarcações


Rodolfo Rodrigo

Brasil de Fato | Recife (PE)

15 de Março de 2023



    No dia 18 de fevereiro, a artesã pernambucana Ana Leopoldina dos Santos, também conhecida como Ana das Carrancas, completaria 100 anos de idade se estivesse viva. Ela ficou conhecida por suas esculturas em barro inspiradas nas carrancas de madeira que via nas embarcações e sua história de superação marcou a arte do Nordeste até hoje.

    Ana das Carrancas era uma mulher negra e sertaneja que enfrentou muitas dificuldades até encontrar na arte uma forma de sustentar sua família por meio das esculturas de carrancas feitas no barro. À medida que seu trabalho evoluiu, as figuras ganharam uma definição cada vez mais característica, chamando a atenção sobretudo pelos olhos vazados em homenagem a seu marido, Zé Vicente, que era uma pessoa com deficiência visual e ajudava na preparação do barro.

    Hoje, as responsáveis por manter o legado de Ana das Carrancas são suas filhas, Maria da Cruz e Ângela, que mantêm, juntas, o Centro de Arte Ana das Carrancas, em Petrolina. Maria, filha de Ana das Carrancas, revelou que a habilidade da mãe em moldar o barro foi transmitida de geração em geração em sua família.

    “Ana das Carrancas aprendeu a moldar o barro com a mãe dela. É um trabalho hereditário. A mãe dela era descendente de índios e o pai de afrodescendentes e através dessa família ela conseguiu construir no barro uma arte singular aqui na região que deu origem às carrancas de barro”, disse.

    Ao longo dos anos, o nome de Ana das Carrancas abriu novos caminhos e lhe trouxe muitas conquistas. Décadas depois do início do seu trabalho, ela foi homenageada com o título de cidadã de Petrolina, reconhecida como patrimônio vivo de Pernambuco, em 2006, e convidada a Brasília para receber a comenda de Ordem ao Mérito Cultural, ao lado de um grande elenco de artistas de diversas linguagens.

    A Arte de moldar o barro e criar peças únicas é uma tradição que Ana também passou para suas filhas. "Através do amor que ela tinha na arte, ela repassa pras filhas esse conhecimento e até então a gente dá continuidade ao trabalho produzindo peças rústicas e diversificadas no barro", afirmou Maria.

    Ana das Carrancas faleceu em 2008, após enfrentar consecutivos problemas de saúde, deixando saudades. Sua obra permanece como um legado valioso para a cultura popular e para o artesanato pernambucano e brasileiro que permanece influenciando nas produções em barro.

    “A maior influência foi de eu ter aprendido a arte através do amor e da boa vontade dela, e o que ficou de influência foi a gente dar continuidade até hoje. Para mim, eu só deixo de ter essa vontade de construir, fabricar e ser artesã quando eu for para o andar de cima”, concluiu Maria.



Disponível em: Ana das Carrancas: artista que transformou a

tradição em | Cultura (brasildefato.com.br) –

Acesso em: 05/11/2023 

Assinale a alternativa que apresenta a correta afirmação sobre o uso de vírgula no primeiro período do corpo do texto. 
Alternativas
Q3637034 Português

Leia a tirinha a seguir. 





WATTERSON, Bill. “Calvin e Haroldo”. Acervo Estadão.

Disponível em:<https://www.estadao.com.br/acervo>.

No trecho “Haroldo, o que você acha que acontece quando a gente morre?”, assinale a alternativa que justifica corretamente o emprego da vírgula.
Alternativas
Q3636236 Português

Existe quantidade segura de consumo de álcool? 


Diferentemente do Canadá, o Brasil não tem um consenso determinado por uma entidade médica nacional, mas segue a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), que também afirma não existir um padrão de consumo de álcool que seja absolutamente seguro.


Atualmente, não existem definições oficiais para dose padrão e consumo moderado no Brasil.


O CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) considera que uma dose padrão corresponde a 14g de etanol puro no contexto brasileiro. Isso corresponde a 350 ml de cerveja (5% de álcool), 150ml de vinho (12% de álcool) ou 45ml de destilado (como vodca, cachaça e tequila, com aproximadamente 40% de álcool).


Já a OMS define como dose padrão 10g de etanol puro, e recomenda que homens e mulheres não excedam duas doses por dia e que se abstenham de beber pelo menos dois dias por semana.


Pela diretriz canadense, a quantidade de uma dose para mulher e duas doses para homem como limite também é considerada uma quantidade baixa, mas por semana, e não por dia, como indica a OMS.


"Esta diretriz sobre o álcool é uma recomendação dura e forte - e é claro que não sou contra, são considerações feitas com base em estudos médicos. Mas deve-se também considerar o ponto de vista sociocultural - dependendo do país, é algo muito fácil de ser quebrado. Se um casal divide uma garrafa de vinho em um jantar comemorativo, já está fora do limite", avalia Arthur Guerra, psiquiatra e presidente do CISA.


"Esse consumo moderado, no entanto, leva em conta o organismo de uma pessoa completamente saudável - sem qualquer doença crônica, como diabetes e hipertensão, que atingem cerca de 9% e 26% dos brasileiros, respectivamente, ou mesmo indivíduos que têm histórico familiar de alcoolismo", aponta Álvaro Pulchinelli, toxicologista do Fleury Medicina e Saúde.


De acordo com o presidente do CISA, o mesmo vale para quem tem doenças psiquiátricas.


"Pacientes com doenças como depressão, ansiedade, esquizofrenia, não deveriam consumir álcool. E, se eventualmente, em uma celebração, a pessoa beber uma taça, isso significa que vai afetar o quadro psiquiátrico base? Não necessariamente. Mas o uso regular da bebida é totalmente contraindicado", afirma Guerra.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nzekg26ddo. Adaptado.

 A quantidade de uma dose para mulher e duas doses para homem como limite também é considerada uma quantidade baixa.


Assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q3635639 Português
Considere as seguintes notícias:
1. A maioria dos presos por crimes de drogas não tem relação com facções.
2. A maioria das pessoas desconhece as maiores descobertas científicas.
3. A maior parte dos indígenas do Brasil vive fora dos territórios tradicionais e mora nas cidades.
4. 25% dos candidatos não compareceu para a realização das provas objetivas.
Acerca das orações acima, analise as assertivas abaixo:
I. A primeira notícia apresenta erro de concordância verbal, tendo em vista que a forma verbal “tem” precisa ser acentuada para concordar com o sujeito que está no plural (presos). Desse modo, a forma verbal “tem” deve ser grafada da seguinte maneira: têm.
II. Na segunda notícia apresentou erro de concordância verbal, pois a forma verbal “desconhece”, nesse caso, precisa ser grafada no plural. Portanto, a grafia correta deveria ser “desconhecem”.
III. Na terceira notícia encontramos o tipo de sujeito denominado de partitivo, possibilitando que a grafia da forma verbal “vive” possa ser escrita também no plural: vivem.
IV. A quarta notícia apresenta erro de concordância verbal, tendo em vista que o verbo deve concordar com o valor da expressão numérica. Nesse sentido, a notícia deveria ser escrita da seguinte maneira: 25% dos candidatos não compareceram para a realização das provas objetivas.
Assinale:
Alternativas
Q3635637 Português

O FIM DO EMPREGO


O futuro do trabalho no mundo globalizado


Fui demitido. Perdi o emprego em que estava trabalhando há seis anos. Especialista numa área em que poucos profissionais possuem conhecimento e preparo para atuar, definitivamente não esperava que isso viesse a acontecer. Nem meus colegas de trabalho entenderam os motivos que levaram a instituição a tomar essa providência.


Por incrível que pareça, fiquei menos abalado do que todos os demais. Não que eu estivesse esperando, pois já estávamos fazendo planos com o departamento em que atuava para novas aulas e cursos no ano que iria começar... Mas, como sabemos o quanto o mundo é competitivo, e como a globalização tem redirecionado as energias e exigido custos mínimos e máxima produtividade, penso até que isso demorou a acontecer. Já havia ocorrido idêntica situação com outros profissionais de qualidade que, engajados em projetos da instituição, da noite para o dia foram simplesmente “desligados” de suas funções, demitidos sumariamente...


Não que isso seja uma particularidade dessa instituição onde estive trabalhando ao longo dos últimos anos. Tampouco é possível encarar os acontecimentos como derivados de alguma perseguição ou diferença pessoal. Tudo ocorre da forma mais impessoal possível. A despeito de todo o trabalho feito, do reconhecimento do público-alvo, o que é avaliado não é sua capacidade profissional, e sim o quanto você custa para a empresa. Num mercado altamente competitivo, no qual os custos com publicidade são cada vez mais exorbitantes, em que é necessário dispor de infraestrutura e recursos materiais de ponta, a mão de obra qualificada e de alto custo deixou de ser um diferencial no qual seja prioritário investir.


O fim do emprego, como era concebido nos últimos 50 ou 60 anos, é uma realidade. Poucos serão os que ficarão por mais de 5 ou 8 anos numa mesma empresa. Carreiras duradouras, em que o sujeito trabalhava ao longo de toda sua existência num mesmo emprego, serão raríssimas. A rotatividade profissional do trabalhador, até recentemente vista como um sinal de imaturidade ou falta de seriedade, passou a ser encarada como acúmulo de experiências e de diversidade de habilidades e possibilidades funcionais.


De acordo com o consultor Ricardo Neves, em seu livro O Novo Mundo Digital, adentramos um mundo em que o emprego, aquele vínculo entre empresa e empregado, que dá ao funcionário uma forte sensação de estabilidade associada a fatores, como os benefícios trabalhistas e, principalmente, o salário mensal, está dando lugar ao conceito de trabalho. E o que seria então trabalho? Seria, no caso, a vinculação a projetos e planos, ações e realizações de prazo variável (curto, médio ou longo), para os quais os profissionais seriam contratados como “terceiros”, enquanto durassem essas empreitadas. E as garantias trabalhistas? São suprimidas, pois representam custos altos que as empresas precisam cortar. E os salários? São substituídos por honorários pagos aos profissionais que atuam como empresas, ou seja, que são identificados como pessoas jurídicas. O que se estabelece, a partir de agora, passa a ser o vínculo profissional free-lance, bastante conhecido dos profissionais que atuam na imprensa.


Também é uma prerrogativa dos novos tempos que a tecnologia esteja cada vez mais incorporada ao cotidiano e que, em alguns casos, como já ocorreu em vários segmentos profissionais, máquinas, como computadores, robôs e sistemas sofisticados substituam trabalhadores.


Outra situação bastante comum, em vigor nos Estados Unidos e em outros países, é a transferência dos setores de produção mais pesada para onde a mão de obra e os custos governamentais sejam menores. Exemplos de onde isso já está efetivado são a Índia e a China, que absorveram grande parte dos investimentos deslocados do primeiro mundo em busca de custos mais baixos.


É por isso que, mesmo tendo perdido o emprego, não acreditei, em momento algum, que fosse vítima de alguma perseguição da instituição. Entendi que os custos que significava para a empresa eram um pouco mais altos do que a média local e que, em virtude disso, fui mais uma vítima da competição globalizada...


O que fazer? Se preparar para o futuro – que não será tenebroso e sim diferente – estudando, se preparando, buscando novos espaços, virando a página e dando a volta por cima...

Marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas abaixo:
(___) Em “Se preparar para o futuro – que não será tenebroso e sim diferente – estudando, se preparando, buscando novos espaços, virando a página e dando a volta por cima” os usos dos travessões podem ser substituídos pelas vírgulas.
(___) Em “Fui demitido” encontramos o tipo de sujeito desinencial.
(___) Em “Mas, como sabemos o quanto o mundo é competitivo” o termo em destaque tem valor semântico de conformidade.
(___) Em “O fim do emprego, como era concebido nos últimos 50 ou 60 anos, é uma realidade” o uso da vírgula justifica-se por isolar um adjunto adverbial deslocado. Desse modo, a reescrita da oração por “O fim do emprego é uma realidade como era concebido nos últimos 50 ou 60 anos” não admite o uso da vírgula, tendo em vista que o adjunto adverbial foi colocado no final da oração.
(___) Em “Por incrível que pareça, fiquei menos abalado do que todos os demais” o uso da virgula justifica-se por isolar um vocativo.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3635437 Português

Assinale a alternativa que completa as lacunas corretamente:



I. Honestidade entre os homens é ...................


II. É ......................... a entrada de animais neste recinto.


III. A comida sempre é .....................

Alternativas
Q3635199 Português

Considere as seguintes orações:



I. João esqueceu de avisar sobre as avaliações processuais dos estudantes.


II. Lucas Henrique visa o cargo de coordenador da empresa multinacional de petróleo e gás.


III. O candidato aspira ao cargo que pleiteou no concurso público de Alagoas.



Está de acordo com as normas de regência da língua culta o que se afirma: 

Alternativas
Q3635198 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Considere as justificativas para o uso das vírgulas nos itens abaixo:



I. Em “A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos” o uso da vírgula justifica-se por isolar um adjunto adverbial deslocado.


II. Em “Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes (...)” o uso das vírgulas entre o vocábulo “também” é facultativo, pois separa o adjunto adverbial, de pouca extensão, antepostos.


III. Em “(...) passam por normais, mas que (...)” o uso da vírgula, antes do vocábulo “mas”, é obrigatório para separar orações coordenadas sindéticas adversativas.


IV. Em ““Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social” o uso da vírgula justifica-se por separar termos com funções semelhantes.



Assinale: 

Alternativas
Q3635197 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Analise as orações abaixo:



1. Se queremos ser respeitados, devemos respeitar.


2. “(...) utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais (...)”.


3. “Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os diferentes”.


4. A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador.



Acerca das orações acima, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q3635196 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Considere o seguinte período: 



Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. 



Acerca do período acima, analise as assertivas abaixo:



I. O vocábulo em destaque estabelece uma relação adversativa e pode ser substituída, sem prejuízo de sentido e correção gramatical, por: por conseguinte.


II. A forma verbal “utilizamos” indica a indeterminação do sujeito. Desse modo, o sujeito da oração é indeterminado.


III. a forma verbal “utilizamos” expressa uma ação passada que já foi concluída e, portanto, está no pretérito imperfeito do indicativo.



Assinale: 

Alternativas
Q3635195 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Considere as afirmações abaixo:



I. Em “ (...) “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem (...)” o termo em destaque exerce função anafórica.


II. Em “para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os diferentes” o termo em destaque classifica-se como pronome relativo.


III. Em “utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais (...)” o termo em destaque é conjunção integrante.



Assinale: 

Alternativas
Q3628965 Português
Leia o texto a seguir:

Cigarro aumenta o risco para 56 doenças, mostra estudo da Lancet

Análise de meio milhão de pessoas mostrou que fumar eleva em até 216% a probabilidade de desenvolver um câncer de laringe

Um novo e amplo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Universidade Peking e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, ambos na China, avaliou os impactos a longo prazo do hábito de fumar. Publicado na revista científica The Lancet Public Health, o trabalho é considerado um dos maiores já feitos sobre o tema.
“Este estudo forneceu a primeira avaliação abrangente dos efeitos do tabagismo na saúde a longo prazo em uma ampla gama de doenças em homens e mulheres adultos na China. No geral, fumar sempre e regularmente foi significativamente associado a riscos mais altos de 22 causas de morte e 56 doenças individuais em todos os principais sistemas de órgãos, bem como mais episódios e durações mais longas de hospitalização, do que nunca fumar regularmente”, escreveram os pesquisadores.
Para isso, eles utilizaram informações de 512 mil adultos, recrutados entre 2004 e 2008, de diferentes regiões da China, disponíveis no banco de dados de saúde Kadoorie. Os participantes foram acompanhados durante um período de 11 anos, em que 48,8 mil deles morreram e 1,14 milhão de diagnósticos para doenças foram realizados.
Em seguida, os pesquisadores ajustaram os resultados para identificar quais óbitos e problemas de saúde foram ligados ao cigarro, dentro de um universo de 85 causas de morte e 480 doenças. Eles identificaram que o tabagismo foi diretamente associado a um maior risco para 56 diagnósticos e 22 causas de óbito.
O risco variou entre apenas 6%, no caso da diabetes, para até 216%, em relação ao câncer de laringe. Homens, no geral, tiveram maior probabilidade de desenvolver todas as doenças quando comparado as mulheres. Em ambos os sexos, algumas das doenças que tiveram o risco mais elevado pelo cigarro, de quase o dobro ou mais, foram: câncer de laringe; pneumotórax; tumores benignos de glândulas salivares; aneurisma e dissecção de aorta; câncer de pulmão; bronquite crônica; carcinoma in situ do ouvido médio e do aparelho respiratório; embolia e trombose arterial; enfisema; doença hepática alcoólica; câncer de bexiga.
Já entre as causas de morte, foram principalmente: câncer de pulmão; enfisema; parada cardíaca; câncer de bexiga; bronquite crônica; infarto.
Outro achado significativo do estudo foi que metade dos homens chineses que começaram a fumar antes dos 18 anos, e adotaram o habito de forma frequente durante a vida, morreram devido ao cigarro.
Porém, o trabalho mostrou ainda um lado positivo. Entre as pessoas que decidiram parar de fumar completamente, após dez anos do último cigarro, os riscos para desenvolvimento de doenças eram praticamente os mesmos daqueles que nunca desenvolveram o hábito do tabagismo.
“Os resultados são um lembrete das graves consequências do tabagismo e dos benefícios de parar antes que qualquer doença grave se desenvolva’, afirma Ka Hung Chan, pesquisador da Universidade de Oxford e principal autor do artigo, em comunicado.

Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/12/cigarro-aumenta-o-risco-para-56-doencas-mostra-estudo-da-lancet.ghtml. Acesso em 04/12
No trecho “Os resultados são um lembrete das graves consequências do tabagismo e dos benefícios de parar antes que qualquer doença grave se desenvolva” (9º parágrafo), há orações subordinadas e:  
Alternativas
Q3628963 Português
Leia o texto a seguir:

Cigarro aumenta o risco para 56 doenças, mostra estudo da Lancet

Análise de meio milhão de pessoas mostrou que fumar eleva em até 216% a probabilidade de desenvolver um câncer de laringe

Um novo e amplo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Universidade Peking e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, ambos na China, avaliou os impactos a longo prazo do hábito de fumar. Publicado na revista científica The Lancet Public Health, o trabalho é considerado um dos maiores já feitos sobre o tema.
“Este estudo forneceu a primeira avaliação abrangente dos efeitos do tabagismo na saúde a longo prazo em uma ampla gama de doenças em homens e mulheres adultos na China. No geral, fumar sempre e regularmente foi significativamente associado a riscos mais altos de 22 causas de morte e 56 doenças individuais em todos os principais sistemas de órgãos, bem como mais episódios e durações mais longas de hospitalização, do que nunca fumar regularmente”, escreveram os pesquisadores.
Para isso, eles utilizaram informações de 512 mil adultos, recrutados entre 2004 e 2008, de diferentes regiões da China, disponíveis no banco de dados de saúde Kadoorie. Os participantes foram acompanhados durante um período de 11 anos, em que 48,8 mil deles morreram e 1,14 milhão de diagnósticos para doenças foram realizados.
Em seguida, os pesquisadores ajustaram os resultados para identificar quais óbitos e problemas de saúde foram ligados ao cigarro, dentro de um universo de 85 causas de morte e 480 doenças. Eles identificaram que o tabagismo foi diretamente associado a um maior risco para 56 diagnósticos e 22 causas de óbito.
O risco variou entre apenas 6%, no caso da diabetes, para até 216%, em relação ao câncer de laringe. Homens, no geral, tiveram maior probabilidade de desenvolver todas as doenças quando comparado as mulheres. Em ambos os sexos, algumas das doenças que tiveram o risco mais elevado pelo cigarro, de quase o dobro ou mais, foram: câncer de laringe; pneumotórax; tumores benignos de glândulas salivares; aneurisma e dissecção de aorta; câncer de pulmão; bronquite crônica; carcinoma in situ do ouvido médio e do aparelho respiratório; embolia e trombose arterial; enfisema; doença hepática alcoólica; câncer de bexiga.
Já entre as causas de morte, foram principalmente: câncer de pulmão; enfisema; parada cardíaca; câncer de bexiga; bronquite crônica; infarto.
Outro achado significativo do estudo foi que metade dos homens chineses que começaram a fumar antes dos 18 anos, e adotaram o habito de forma frequente durante a vida, morreram devido ao cigarro.
Porém, o trabalho mostrou ainda um lado positivo. Entre as pessoas que decidiram parar de fumar completamente, após dez anos do último cigarro, os riscos para desenvolvimento de doenças eram praticamente os mesmos daqueles que nunca desenvolveram o hábito do tabagismo.
“Os resultados são um lembrete das graves consequências do tabagismo e dos benefícios de parar antes que qualquer doença grave se desenvolva’, afirma Ka Hung Chan, pesquisador da Universidade de Oxford e principal autor do artigo, em comunicado.

Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/12/cigarro-aumenta-o-risco-para-56-doencas-mostra-estudo-da-lancet.ghtml. Acesso em 04/12
A frase “o trabalho mostrou ainda um lado positivo” (8°período), na voz passiva, fica:
Alternativas
Q3628958 Português
Leia o texto a seguir:

Cigarro aumenta o risco para 56 doenças, mostra estudo da Lancet

Análise de meio milhão de pessoas mostrou que fumar eleva em até 216% a probabilidade de desenvolver um câncer de laringe

Um novo e amplo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Universidade Peking e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, ambos na China, avaliou os impactos a longo prazo do hábito de fumar. Publicado na revista científica The Lancet Public Health, o trabalho é considerado um dos maiores já feitos sobre o tema.
“Este estudo forneceu a primeira avaliação abrangente dos efeitos do tabagismo na saúde a longo prazo em uma ampla gama de doenças em homens e mulheres adultos na China. No geral, fumar sempre e regularmente foi significativamente associado a riscos mais altos de 22 causas de morte e 56 doenças individuais em todos os principais sistemas de órgãos, bem como mais episódios e durações mais longas de hospitalização, do que nunca fumar regularmente”, escreveram os pesquisadores.
Para isso, eles utilizaram informações de 512 mil adultos, recrutados entre 2004 e 2008, de diferentes regiões da China, disponíveis no banco de dados de saúde Kadoorie. Os participantes foram acompanhados durante um período de 11 anos, em que 48,8 mil deles morreram e 1,14 milhão de diagnósticos para doenças foram realizados.
Em seguida, os pesquisadores ajustaram os resultados para identificar quais óbitos e problemas de saúde foram ligados ao cigarro, dentro de um universo de 85 causas de morte e 480 doenças. Eles identificaram que o tabagismo foi diretamente associado a um maior risco para 56 diagnósticos e 22 causas de óbito.
O risco variou entre apenas 6%, no caso da diabetes, para até 216%, em relação ao câncer de laringe. Homens, no geral, tiveram maior probabilidade de desenvolver todas as doenças quando comparado as mulheres. Em ambos os sexos, algumas das doenças que tiveram o risco mais elevado pelo cigarro, de quase o dobro ou mais, foram: câncer de laringe; pneumotórax; tumores benignos de glândulas salivares; aneurisma e dissecção de aorta; câncer de pulmão; bronquite crônica; carcinoma in situ do ouvido médio e do aparelho respiratório; embolia e trombose arterial; enfisema; doença hepática alcoólica; câncer de bexiga.
Já entre as causas de morte, foram principalmente: câncer de pulmão; enfisema; parada cardíaca; câncer de bexiga; bronquite crônica; infarto.
Outro achado significativo do estudo foi que metade dos homens chineses que começaram a fumar antes dos 18 anos, e adotaram o habito de forma frequente durante a vida, morreram devido ao cigarro.
Porém, o trabalho mostrou ainda um lado positivo. Entre as pessoas que decidiram parar de fumar completamente, após dez anos do último cigarro, os riscos para desenvolvimento de doenças eram praticamente os mesmos daqueles que nunca desenvolveram o hábito do tabagismo.
“Os resultados são um lembrete das graves consequências do tabagismo e dos benefícios de parar antes que qualquer doença grave se desenvolva’, afirma Ka Hung Chan, pesquisador da Universidade de Oxford e principal autor do artigo, em comunicado.

Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/12/cigarro-aumenta-o-risco-para-56-doencas-mostra-estudo-da-lancet.ghtml. Acesso em 04/12
No trecho “No geral, fumar sempre e regularmente foi significativamente associado a riscos mais altos de 22 causas de morte e 56 doenças individuais em todos os principais sistemas de órgãos, bem como mais episódios e durações mais longas de hospitalização, do que nunca fumar regularmente” (2º parágrafo), o conectivo destacado tem valor:  
Alternativas
Q3628930 Português

Segue um trecho da entrevista realizada com Arvind Krishna, engenheiro elétrico indiano que assumiu o posto de CEO global da IBM. Leia e em seguida responda à questão.


Há quem diga que a tecnologia nos afasta uns dos outros. O senhor concorda? É preciso usar a tecnologia da forma correta. Não podemos esquecer que a democracia depende de nossa habilidade para transmitir informação. Nesse sentido, a tecnologia é essencial, pois ela dissemina informações e permite que as pessoas tomem melhores decisões. Precisamos observar o que George Orwell propôs em 1984: a tecnologia será usada para criar uma sociedade moderna ou para mudar o nosso comportamento de forma negativa? É esse o ponto-chave.


Muitas pessoas reclamam que nossos smartphones nos impedem de conversar à mesa. Antes, diziam que os jornais faziam a mesma coisa. Não é só a tecnologia que exerce esse papel. Precisamos ter regras sociais que, de certa forma, regulem a maneira como usamos as tecnologias. Acredito que 90% da tecnologia existe para nos ajudar, e não inibir. Precisamos apenas nos certificar de que ela não está nos enterrando em uma bolha. 


Devemos temer o uso da inteligência artificial? Chegará o dia em que poderá ameaçar a humanidade? Ainteligência artificial é uma ferramenta que, se desenvolvida e utilizada com responsabilidade, tem o poder de trazer enormes benefícios à humanidade. Seu uso, por si só, deverá liberar 16 trilhões de dólares em benefícios econômicos até 2030. Mas esses benefícios só podem ser realizados se garantirmos que ela seja confiável. As empresas devem ter clareza sobre quem treina seus sistemas de IA, quais dados são usados nesse treinamento e, o mais importante, o que foi incluído nas recomendações de seus algoritmos. 



(Por Sabrina Brito - Veja, 14/09/22)

Avalie a veracidade das proposições expostas na sequência com relação à estruturação dos períodos, em particular sobre as estruturas que constam na primeira resposta da entrevista:


I- A oração introduzida pela forma verbal no infinitivo “usar a tecnologia da forma correta” (Linha 1) está em relação de subordinação à oração anterior “é preciso”, funcionando como objeto direto.


II- O item POIS estabelece relação de subordinação causal entre as orações: “a tecnologia é essencial” / “ela dissemina informações”. (Linhas 2-3)


III- O item E estabelece relação de coordenação entre as orações “ela dissemina informações” / “(ela) permite que as pessoas tomem melhores decisões” (Linha 3),indicando fatos cronologicamente sequenciados.


IV- O coordenador OU estabelece relação semântica de alternância entre as duas orações subordinadas adverbiais que indicam finalidade: ([...] para criar uma sociedade moderna ou para mudar o nosso comportamento de forma negativa?) (Linha 4)


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3628928 Português

Leia o texto abaixo, com atenção para as formas gramaticais em destaque e, em seguida, responda à questão.


Algumas pessoas sentem dornum membro que já foi amputado. Como fazerparar, se o membro não existe mais?


Cerca de 90% dos indivíduos que passaram pela amputação de alguma parte do corpo continuam sentindo dores, queimação, formigamento, pontadas… e até cócegas no membro que já não está mais  LA1.  Isso porque uma perna, por exemplo, não existe só a  partir da sua pelve. Ela existe no seu cérebro também. A “central de comando” do membro continua funcionando. E ISSO deixa o tratamento mais complicado. Não há exame para o diagnóstico de “dor fantasma”. O médico precisa identificá-lA3  contando só com o relato do paciente. A medicina costuma ajudar a aflição dESSES4   indivíduos com antidepressivos, analgésicos e, em caso de dores extremas, até morfina, um depressor do sistema nervoso central – onde está a dor real, mesmo que o membro seja só uma fantasia. Uma alternativa promissora é a estimulação cerebral com eletrodos e uma pequena corrente elétrica. Mas os dados de eficácia ainda são limitados. 

(Superinteressante, setembro/2022)

No trecho transcrito abaixo, depreende-se uma relação de sentido entre as orações, viabilizada pela locução MESMO QUE, que, genericamente, pertence à esfera do contraste.


“A medicina costuma ajudar a aflição desses indivíduos com antidepressivos, analgésicos e, em caso de dores extremas, até morfina, um depressor do sistema nervoso central – onde está a dor real, mesmo que o membro seja só uma fantasia”.


Analise as versões propostas como paráfrase e indique qual delas contraria a versão original: 

Alternativas
Q3628925 Português

Feita a leitura da matéria que se apresenta na sequência, responda à questão.


Meus pais não enxergam


Um dos maiores desafios para os pais é conhecer e compreender a forma como seus filhos atingem e gerem o conhecimento. Hoje, no centro desse desafio estão as mídias sociais. No século 20 parece que foi já em outra vida, os instrumentos de comunicação eram lineares e de fácil compreensão, mas hoje tudo é diferente. Antes uma coisa era sempre consequência de outra; e essa coisa estava quase sempre perto e era conhecida por todos. Não havia surpresa nas novidades.


Antigamente, os filhos aprendiam dos pais porque tinham menor acesso à informação. Hoje não é assim. Os filhos, porque são mais jovens, menos ocupados e mais digitais, têm acesso a mais e melhor informação que seus progenitores. O desafio dos mais velhos é hoje muito maior. Se antes o problema era saber que informação se devia proibir, agora é preciso saber que mundo devemos conhecer. E neste jogo os guris levam grande vantagem. As redes sociais são o território onde esta batalha se trava. Porque são mais imediatas, rápidas e expõem os nossos filhos a um mundo que nos é desconhecido; mas também porque, paradoxalmente, são o local onde nos encontramos com eles na internet. Por exemplo, o Google é muito mais perigoso do que o Facebook, mas os adultos se preocupam menos com o F azul que com o G multicolor. Talvez porque as hipóteses de encontrar um filho ou uma filha num motor de busca sejam quase nulas, mas nas redes sociais já não é tanto assim.


Quem tem filhos adolescentes se preocupa. Nos perguntamos se eles conseguem ter uma vida normal passando tanto tempo ligados remotamente aos amigos. Mas será que são eles que estão viciados na rede, ou seremos nós mais viciados do que eles? Os mais novos sabem exatamente para que serve cada uma das redes sociais, como se mantêm vivas, e qual a recompensa que existe em cada uma. ACarol quando tinha 14 anos, sabia que o que mantém vivo o Snapchat é a regularidade com que contacta cada pessoa – é a rede da Amizade. Sabe que no Instagram o objetivo são os gostos em cada fotografia – é a rede da Vaidade. Já o Twitter é tudo diferente, ele serve para encontrar coisas interessantes – é a rede da Informação. Os adolescentes estão a abandonar o Facebook. Se transferiram para o Snapchat e para o Instagram, deixando a meta rede de Zuckerberg para a mais tradicional forma de comunicação: as mensagens de texto.


Como educadores, um dos nossos maiores receios é que nossos filhos possam estar a falar com alguém que seja uma ameaça para eles. Mas isso rapidamente vai perdendo sentido. Eles sabem mais sobre o assunto do que nós, e o funcionamento das redes sociais — onde eles verdadeiramente vivem — são elas próprias a segurança necessária.


 (José Manuel Diogo - ISTO É, 25/11/2022)

Na frase interrogativa abaixo exposta, o autor se utiliza de um mecanismo de ênfase, ao colocar o sujeito “ELES” entre o verbo SER e a partícula QUE.


“Mas será que são eles que estão viciados na rede, ou seremos nós mais viciados do que eles?”


Assinale, dentre as versões propostas na sequência, a única que NÃO substitui a versão original.

Alternativas
Q3628923 Português

 Após a leitura do poema abaixo, de Cora Coralina, avalie a validade das asserções que se apresentam em seguida:


SOMBRAS


Tudo em mim vai se apagando.

Cede minha força de mulher de luta em dizer:

estou cansada.


A claridade se faz em névoa e bruma.

O livro amado: o negro das letras se embaralham,

entortam as linhas paralelas.

Dançam as palavras,

A claridade se faz em névoa e bruma.

a distância se faz em quebra luz.


Deixo de reconhecer rostos amigos, familiares

Um véu tênue vai se incorporando no campo da retina.

Passam lentamente como ovelhas mansas os vultos conhecidos

que já não reconheço.


É a catarata amortalhando a visão que se faz sombra.


Sinto que cede meu valor de mulher de luta,

e eu me confesso:

estou cansada.


I- A temática depreendida no texto é o envelhecer, sinalizado, nos versos que fazem menção à diminuição da capacidade de ver/enxergar e ao cansaço.


II- Sob o aspecto linguístico, as locuções verbais como: “vai se apagando”, “vai se incorporando”, “estou cansada” e “amortalhando” remetem à imagem do processo contínuo/progressivo, natural do envelhecimento.


III- O poema apresenta o recurso da inversão sintática manifestado na estrutura comparativa expressa nos seguintes versos: “Passam lentamente como ovelhas mansas os vultos conhecidos /que já não reconheço”, de modo que o verbo “passar” está em relação de concordância com o sujeito “vultos conhecidos que já não conheço mais”.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q3628922 Português

Após a leitura da matéria jornalística exposta na sequência, responda à questão.


O REVERSO DA FORTUNA


Depois de anos de crescimento exponencial, as poderosas empresas de tecnologia viram a maré mudar com a queda no valor de suas ações e foram obrigadas a demitir milhares de funcionários


Habituados a índices de crescimento exponenciais e valorização correspondente de suas ações, os gigantes do Vale do Silício tiveram poucos motivos para comemorar em 2022. Até meados do ano anterior, os colossos da tecnologia haviam navegado com desenvoltura pela pandemia de Covid-19, quando o isolamento social em escala planetária multiplicou a demanda por seus serviços. Estrelas no mercado de capitais, aumentaram suas estruturas corporativas e a contratação de funcionários. Os ventos que impulsionavam a boa fase, entretanto, mudaram rapidamente.


AMeta, que reúne Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou o ano na berlinda, acusada de estimular fake News e discursos de ódio em suas plataformas, e se tornou o melhor exemplo das agruras vividas pelo mundo tech. No terceiro trimestre, o lucro da empresa caiu 52% em relação ao mesmo período do ano passado e houve uma perda acumulada de 9,44 bilhões de dólares no Reality Labs, com a aposta do fundador Mark Zuckerberg na área de pesquisas de realidade virtual. E as perdas não param por aí: no acumulado do ano, o preço das ações caiu 63,8%, saindo do patamar dos 330 dólares no fim de 2021 para 120 dólares na primeira quinzena de dezembro deste ano. Já o valor de mercado, que chegou ao pico de 1,07 trilhão de dólares em agosto de 2021, despencou até bater em 302,5 bilhões de dólares no início de dezembro.


Apesar de questões pontuais que atingem a empresa, como estagnação no número de usuários e perda de receita com publicidade, que podem até ser atribuídas ao fim da pandemia, a maré de pessimismo tem causas mais profundas e afeta o setor como um todo. Amais relevante advém, principalmente, da alta de juros nos Estados Unidos. Enquanto o ano de 2022 se iniciou com os juros da principal economia do mundo em zero por cento, o Federal Reserve decidiu por sucessivos aumentos e indicia 2023 a 4,25%. Com isso, [...]. Com juros mais altos, investidores tendem a abandonar aplicações de risco, como as das empresas de tecnologia, e buscar opções mais estáveis que passam a remunerar melhor os recursos investidos. 


[...] O mesmo cenário pessimista tomou o Twitter, que foi recentemente comprado por Elon Musk, cuja chegada à direção da companhia causou uma fuga de anunciantes e levou a demissões, em uma companhia que perde 4 milhões de dólares por dia. Um baque e tanto em um setor onde o dinheiro fluía com prodigalidade.


 (Fragmento de reportagem – PorLuisa Purchio,Veja, 28/12/22)

Nos fragmentos textuais abaixo transcritos, estão em destaque elementos responsáveis pela coesão sequencial. Avalie a adequação da classificação proposta para esses itens, de modo a sinalizar (V) Verdadeiro ou (F) Falso:


( ) Os ventos que impulsionavam a boa fase, entretanto, mudaram rapidamente. (Entretanto = conjunção subordinativa com valor concessivo).

( ) Apesar de questões pontuais que atingem a empresa, como estagnação no número de usuários e perda de receita com publicidade, [...], a maré de pessimismo tem causas mais profundas e afeta o setor como um todo. (Apesar de = Locução prepositiva com valor de condição).

( ) Enquanto o ano de 2022 se iniciou com os juros da principal economia do mundo em zero por cento, o Federal Reserve decidiu por sucessivos aumentos e indicia 2023 a 4,25%. (Enquanto = conjunção subordinativa indicativa de tempo simultâneo).

( ) “O mesmo cenário pessimista tomou o Twitter, que foi recentemente comprado por Elon Musk, cuja chegada à direção da companhia causou uma fuga de anunciantes e levou a demissões, [...]” (E = conjunção coordenativa aditiva que sinaliza fatos sequenciados com relação de causa e efeito).


Asequência CORRETA de preenchimento é:

Alternativas
Q3628919 Português

Após a leitura da matéria jornalística exposta na sequência, responda à questão.


O REVERSO DA FORTUNA


Depois de anos de crescimento exponencial, as poderosas empresas de tecnologia viram a maré mudar com a queda no valor de suas ações e foram obrigadas a demitir milhares de funcionários


Habituados a índices de crescimento exponenciais e valorização correspondente de suas ações, os gigantes do Vale do Silício tiveram poucos motivos para comemorar em 2022. Até meados do ano anterior, os colossos da tecnologia haviam navegado com desenvoltura pela pandemia de Covid-19, quando o isolamento social em escala planetária multiplicou a demanda por seus serviços. Estrelas no mercado de capitais, aumentaram suas estruturas corporativas e a contratação de funcionários. Os ventos que impulsionavam a boa fase, entretanto, mudaram rapidamente.


AMeta, que reúne Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou o ano na berlinda, acusada de estimular fake News e discursos de ódio em suas plataformas, e se tornou o melhor exemplo das agruras vividas pelo mundo tech. No terceiro trimestre, o lucro da empresa caiu 52% em relação ao mesmo período do ano passado e houve uma perda acumulada de 9,44 bilhões de dólares no Reality Labs, com a aposta do fundador Mark Zuckerberg na área de pesquisas de realidade virtual. E as perdas não param por aí: no acumulado do ano, o preço das ações caiu 63,8%, saindo do patamar dos 330 dólares no fim de 2021 para 120 dólares na primeira quinzena de dezembro deste ano. Já o valor de mercado, que chegou ao pico de 1,07 trilhão de dólares em agosto de 2021, despencou até bater em 302,5 bilhões de dólares no início de dezembro.


Apesar de questões pontuais que atingem a empresa, como estagnação no número de usuários e perda de receita com publicidade, que podem até ser atribuídas ao fim da pandemia, a maré de pessimismo tem causas mais profundas e afeta o setor como um todo. Amais relevante advém, principalmente, da alta de juros nos Estados Unidos. Enquanto o ano de 2022 se iniciou com os juros da principal economia do mundo em zero por cento, o Federal Reserve decidiu por sucessivos aumentos e indicia 2023 a 4,25%. Com isso, [...]. Com juros mais altos, investidores tendem a abandonar aplicações de risco, como as das empresas de tecnologia, e buscar opções mais estáveis que passam a remunerar melhor os recursos investidos. 


[...] O mesmo cenário pessimista tomou o Twitter, que foi recentemente comprado por Elon Musk, cuja chegada à direção da companhia causou uma fuga de anunciantes e levou a demissões, em uma companhia que perde 4 milhões de dólares por dia. Um baque e tanto em um setor onde o dinheiro fluía com prodigalidade.


 (Fragmento de reportagem – PorLuisa Purchio,Veja, 28/12/22)

As preposições ora são empregadas como elo puramente sintático (relacional), ora com valor semântico (conteúdo nocional). Analise o uso desses itens nos trechos abaixo relacionados e avalie com (V) para verdadeiras e (F) para as falsas, as afirmações a respeito de seu funcionamento sintático-semântico.


( ) Em: “ [...] as poderosas empresas de tecnologia viram a maré mudar com a queda no valor de suas ações”, a preposição COM liga as informações antecedente e consequente, estabelecendo relação de CAUSA.


( ) Em: “Até meados do ano anterior, os colossos da tecnologia haviam navegado com desenvoltura pela pandemia de Covid-19, [...]”, a preposição COM liga as informações antecedente e consequente, estabelecendo relação de COMPANHIA.


( ) Em: “A Meta, que reúne Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou o ano na berlinda, acusada de estimular fake News [...], e se tornou o melhor exemplo das agruras vividas pelo mundo tech.”, a preposição POR estabelece relação entre o particípio e o agente da passiva.


( ) Em: “E as perdas não param por aí: no acumulado do ano, o preço das ações caiu 63,8%, [...]”, a preposição POR relaciona as informações, indicando sentido de MOVIMENTO/PERCURSO no tempo.


( ) Em: “[...], o preço das ações caiu 63,8%, saindo do patamar dos 330 dólares no fim de 2021 para 120 dólares na primeira quinzena de dezembro deste ano.”, a preposição PARA indica relação de FINALIDADE entre antecedente e consequente.


Asequência CORRETA de preenchimento é:

Alternativas
Respostas
18081: A
18082: B
18083: A
18084: A
18085: C
18086: A
18087: C
18088: A
18089: D
18090: E
18091: A
18092: D
18093: B
18094: A
18095: A
18096: B
18097: B
18098: E
18099: D
18100: B