Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Leia o texto a seguir para responder à questão
A maldade tem cara
A maldade tem cara. Pode ser vista nas ruas da cidade, nas centenas de cães abandonados correndo pelas ruas ou encolhidos num canto de muro, com medo, sem destino, sem entender o que acontece, sem saber do dono que andava ao seu lado.
O que leva alguém a maltratar animais está além da compreensão humana. No entanto, acontece com muito mais frequência do que imaginamos.
Animais presos em cordas e correntes, sem comida e sem água ou trancados em cômodos escuros e sem ar são libertados todos os dias, mas não dão noticia na imprensa porque existem outros fatos, ações piores ainda, que ocupam os espaços.
Ainda bem que existem organizações e pessoas que procuram minimizar os estragos e se encarregam de tentar recuperar os animais, que vão muito além de cães e gatos, chegando a ledes ¢ outros animais de grande porte, encontrados maltratados, muitas vezes quase mortos, marcados pela violência de um boçal sem qualquer noção de piedade.
Mas mais terrível são os animais abandonados. O que leva alguém que tem um animal de estimação a se desfazer dele, normalmente o soltando num lugar distante de sua casa, para que o bicho não encontre o caminho de volta?
É uma pergunta apavorante. E que é feita varias vezes por dia, por dezenas de pessoas que encontram animais abandonados, zanzando sem rumo pelas quebradas da cidade.
O que leva um ser humano a fazer isso? Eu não tenho a resposta, mas tenho certeza de que alguém que abandona um animal ¢ alguém que tem muito mais chances de matar uma pessoa, maltratar uma criança, bater numa mulher ou de alguma forma fazer mal ou torturar um ser humano.
MENDONCA, Antonio Penteado. A maldade tem cara.
Crônicas
da
cidade.
Disponível
em: <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/06/01/a
“O que leva alguém que tem um animal de estimação a se desfazer dele, normalmente o soltando num lugar distante de sua casa, para que o bicho não encontre o caminho de volta?”
A expressão destacada no trecho acima pode ser substituída corretamente por:
Leia o texto a seguir para responder à questão
O piquenique das tartarugas
A família de tartarugas decidiu sair para um piquenique, e, por serem naturalmente lentas, levaram alguns dias para prepararem-se para seu passeio. Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado, e durante o segundo dia da viagem encontraram o lugar ideal!
Elas levaram algumas horas para limpar a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Quando elas estavam prontas pra comer, descobriram que tinham esquecido o sal. Poxa, todas concordaram que um piquenique sem sal seria um desastre, e, após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida das tartarugas.
A pequena tartaruga lamentou, chorou e esperneou, mas concordou em ir com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. A família concordou e a pequena tartaruga então saiu para buscar o sal.
Três dias se passaram e a pequena tartaruga ainda não havia retornado. Cinco dias... Seis dias... Então, no sétimo dia, a tartaruga mais velha, que já não aguentava de tanta fome, anunciou que ia comer, e começou a desembalar um sanduíche.
Quando ela deu a primeira “dentada” no sanduíche, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:
— Ahhãããããã! Eu tinha certeza que vocês não iam me esperar. Agora é que eu não vou mesmo buscar o sal! (...)
FABOSSI, Marco. O piquenique das tartarugas. Blog da
liderança.
Disponível em: https://www.blogdofabossi.com.br/2010/03/0-piquenique-das-tartarugas-trabalho-em-equipe/>
A família de tartarugas decidiu sair para um piquenique, e, por serem naturalmente lentas, levaram alguns dias para prepararem-se para seu passeio.
A expressão destacada no trecho acima possui o sentido de:
Marque a alternativa em que as palavras completam corretamente os espaços em branco acima, na mesma ordem.
- Ela me perguntou ______ eu morava. - Na escola ______ estudo tenho ótimos amigos. - A cidade _____ fui no ano passado é muito fria. - Sei muito bem _______ você quer chegar.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O homem no orelhão
Muitas vezes já se decretou a inutilidade dos orelhões em tempos de telefonia móvel e a maioria já foi inclusive retirada das ruas, mas a verdade é que aqueles que existem ainda são bastante utilizados - às vezes, tem até fila diante deles.
Eu mesmo fiz muito uso desse tipo de serviço há poucos anos, logo que me mudei para Brasília e não tinha dinheiro para comprar um celular. Com um cartão de 20 ligações, eu telefonava para a minha mãe em Curitiba, o que me garantia uns cinco minutos de conversa, se o horário fosse bom.
Isto é, eu telefonava, mas apenas quando encontrava um orelhão que funcionasse. Por vezes, era preciso andar até duas quadras para conseguir um que estivesse em condições de uso. Depois que arrumei um celular, não precisei mais de orelhão, a não ser no dia em que perdi meu aparelho e precisei telefonar para mim mesmo. Com essas experiências, de toda forma, eu não estranhei nem um pouco quando vi que estava ocupado o orelhão logo ao lado da parada em que eu esperava pelo meu ônibus.
Um pouco menos normal eu achei quando o homem que lá estava aumentou o tom de voz, contrariado com alguma coisa que havia acabado de ouvir do outro lado da linha. Mas, bastante incomum mesmo foi quando ele começou a gritar, visivelmente alterado.
Pelo que entendi, a pessoa com quem conversava era uma mulher que havia prometido alguma coisa e depois não cumpriu. Seja lá o que tenha prometido a mulher, o fato é que o homem precisava muito daquilo, muito mesmo. E por isso ele não conseguia aceitar de jeito nenhum a explicação que ela lhe dava e nem as sugestões que fazia para remediar a situação.
Sua raiva foi crescendo e dali a pouco disparou a xingar a mulher, que imagino ter então desligado, pois ele começou a dizer “Alô? Alô?". Bateu o gancho com força, e só então deve ter visto que da parada de ônibus eu o observava.
Não pareceu ter se importado muito com a minha presença e saiu de lá bufando. Passou por mim cheio de fúria, mas logo adiante parou e gritou: "Ah, meu Deus!". Deu meia volta, tornou a passar por mim e foi pegar o cartão, que havia esquecido dentro do orelhão.
FENDRICH, Henrique. O homem no orelhão. Escotilha.
Disponível em
As preposições destacadas no trecho acima, nessa mesma ordem, têm os sentidos de:
Com base na leitura abaixo responda a questão.

Fonte: https://arquitetura.vivadecora.com.br/gentrificacao
Considere a fala do personagem no primeiro balão da charge de Eugênio Neves:
“E se nos tirarem aqui da vila, pra construir o estádio da Copa, nós vamos pra onde?”
Assinale a alternativa que indica a correta classificação e o valor semântico do vocábulo “se” destacado na frase:
No texto, o adjetivo "varonil" (linha 10) refere se ao seguinte termo:
"Durante toda a tarde, o público poderá participar de ações recreativas em uma tenda montada no jardim, além de conhecer os lançamentos do catálogo infantil e juvenil da editora."
A expressão "além de" estabelece um sentido entre as informações que ela conecta. Assinale a alternativa que indica palavra ou expressão que substitui "além de" no trecho sem alterar o sentido:
Considerando a mudança das palavras do singular para o plural, assinale a alternativa em que a frase foi corretamente reescrita, sem alteração de seu sentido.
TOWBAR. Disponível em <https://www.towbar.com.br/saldao/saldao-atencao-proibido-a-permanencia-de-pessoas-estranhas-naportaria>
Em relação à expressão "proibida a permanência", empregada na placa acima, é correto afirmar que ela apresenta concordância:
" muitos problemas sem solução naquele passado distante."
A lacuna acima pode ser preenchida corretamente com:
