Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3377032 Português
Texto para a questão.

Por não estarem distraídos

Clarice Lispector


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Assinale a alternativa em que a oração destacada nos períodos seguintes não apresenta sujeito.
Alternativas
Q3376880 Português
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O emprego da preposição “CONTRA”, no contexto da campanha acima, significa: 
Alternativas
Q3376627 Português

Não aconselho envelhecer



    Aos moços dou um conselho: não fiquem velhos. Verdade que as opções são poucas – ou morrer, ou lutar contra a velhice. E morrer não seria opção, mas entrega; e a luta? Bem, a luta resulta sempre numa batalha perdida e inglória.


    Entre os processos cruéis da natureza, é a velhice o mais cruel. Implacável, insidiosa, ataca por todos os lados, abre a porta a todas as moléstias mortais. Pensando bem, é uma espécie de HIV a longo prazo. Te ataca o coração, o pulmão, todas as demais vísceras – a tripa, o fígado, o que nos abatedouros se chama o arrasto. E mais a fiação arterial e venosa, e a coluna! E não falei na atividade cerebral. E também esqueci os ossos, a infame osteoporose, que te rói os ossos pelo tutano, deixando-os como frágeis cascas de ovos. E então basta um pequeno escorregão na banheira para deixar um fêmur fraturado.


    Os moços compadecidos, os quarentões assustados e os próprios velhos, apelando para tudo, inventaram ultimamente essas bobagens de “terceira idade”, clubes e associações que trabalham contra o isolamento e as tristezas da velhice. Mas não se iluda, velho, meu amigo e colega. Ninguém está acreditando naquilo. Você já viu na TV um quadro de propaganda dessa falsa recuperação de terceira idade? Um velho e uma velha, vestidos à moda dos anos trinta, tentando dançar um tango argentino? É patético, embora a maioria dos moços apenas o considere docemente ridículo.


    Diz-se que já se consegue muito na luta contra a velhice. Ginástica, dieta, malhação, corrida etc. Cirurgia plástica. Ah, já pensaram no tormento de uma bela mulher, atriz, dama do soçaite, cortesã, que viva da e para a sua beleza, ao descobrir as primeiras rugas, a flacidez do mento, daquela sutil rede de outras pequenas rugas que rodeiam os lábios? O Dr. Pitanguy opera e os seus colegas de mérito variável também operam. Mas, por mais famosos, competentes e mágicos que sejam os cirurgiões plásticos, só fazem mágicas, não fazem milagres. Esticam a pele sobre os músculos flácidos, fazem um peeling, que é uma espécie de raladura na cútis, fica lindo a princípio, mas, como toda mágica, não dura muito. E aí têm que começar tudo outra vez, as cicatrizes já não se escondem tão bem atrás das orelhas ou no couro cabeludo que, aparado, vai encurtando, deixando as pacientes com testas enormes, quase uma calvície. E nem falei em calvície que, mercê de Deus, ataca mais os homens que as mulheres! 


    Você contempla no espelho, vê as rugas do seu rosto, do seu pescoço, como se olhasse uma máscara que se desfaz. Vê bem, sabe como está velho, embora não sinta que está velho. Sua alma, seus sentimentos, sua cabeça, nada disso confirma a palavra ou a imagem do espelho. Mas os outros só veem de você o que o espelho vê.


    E ao par disso as cãs, quer dizer, os cabelos brancos? Bem, os cabelos, pintam-se. Mas vocês já descobriram que, por mais excelentes sejam o cabeleireiro e as tinturas, o cabelo pintado fica sempre gritantemente diverso do natural? Pensei sobre isso e acabei descobrindo: o cabelo nosso, a natureza lhe dá cor de fio em fio, cada fio na sua tonalidade, uns mais claros, outros mais escuros: o conjunto toma esse colorido inimitável, que profissional nenhum pode obter, já que lhe é impossível tingir fio por fio. E, daí, essas senhoras de comas tão louras, tão ruivas, tão castanhas e negras, não iludirem nunca, darem mesmo a impressão de que usam perucas.


    E, no final de tudo, vem o envelhecimento da cabeça, da inteligência, das ideias, da alma – da chamada psiquê. O velho tenta se equiparar às audácias dos jovens, até mesmo excedê-las – mas a si próprio não se convence. Sabe que as suas ideias são as do seu tempo, fruto do que leu, viu e acumulou; e isso pode ser camuflado, mas não pode ser modificado. Dizem que as células cerebrais não se renovam, como as demais células do corpo – será verdade? Até mesmo as ideias dos gênios mortos envelhecem; e diante das ideias de um Nietzsche, de um Freud, tem que se dar o desconto do tempo e das mudanças. Contudo, o pior mesmo é quando você, com honesta sinceridade, lamenta diante de alguém os estragos que lhe traz a velhice, e isso alguém protesta com veemência: “Eu queria, quando chegar à sua idade, ter essa sua lucidez!”


    Lucidez? O que é que eu esperava? Que você já estivesse caduco?



(QUEIROZ, Raquel (1995) Não aconselho envelhecer. In Falso mar, falso mundo. São Paulo: Arx, 2002.)


Considere as reproduções de trechos abaixo e assinale a alternativa cujo verbo sublinhado se refere a um sujeito indeterminado.
Alternativas
Q3376625 Português

Não aconselho envelhecer



    Aos moços dou um conselho: não fiquem velhos. Verdade que as opções são poucas – ou morrer, ou lutar contra a velhice. E morrer não seria opção, mas entrega; e a luta? Bem, a luta resulta sempre numa batalha perdida e inglória.


    Entre os processos cruéis da natureza, é a velhice o mais cruel. Implacável, insidiosa, ataca por todos os lados, abre a porta a todas as moléstias mortais. Pensando bem, é uma espécie de HIV a longo prazo. Te ataca o coração, o pulmão, todas as demais vísceras – a tripa, o fígado, o que nos abatedouros se chama o arrasto. E mais a fiação arterial e venosa, e a coluna! E não falei na atividade cerebral. E também esqueci os ossos, a infame osteoporose, que te rói os ossos pelo tutano, deixando-os como frágeis cascas de ovos. E então basta um pequeno escorregão na banheira para deixar um fêmur fraturado.


    Os moços compadecidos, os quarentões assustados e os próprios velhos, apelando para tudo, inventaram ultimamente essas bobagens de “terceira idade”, clubes e associações que trabalham contra o isolamento e as tristezas da velhice. Mas não se iluda, velho, meu amigo e colega. Ninguém está acreditando naquilo. Você já viu na TV um quadro de propaganda dessa falsa recuperação de terceira idade? Um velho e uma velha, vestidos à moda dos anos trinta, tentando dançar um tango argentino? É patético, embora a maioria dos moços apenas o considere docemente ridículo.


    Diz-se que já se consegue muito na luta contra a velhice. Ginástica, dieta, malhação, corrida etc. Cirurgia plástica. Ah, já pensaram no tormento de uma bela mulher, atriz, dama do soçaite, cortesã, que viva da e para a sua beleza, ao descobrir as primeiras rugas, a flacidez do mento, daquela sutil rede de outras pequenas rugas que rodeiam os lábios? O Dr. Pitanguy opera e os seus colegas de mérito variável também operam. Mas, por mais famosos, competentes e mágicos que sejam os cirurgiões plásticos, só fazem mágicas, não fazem milagres. Esticam a pele sobre os músculos flácidos, fazem um peeling, que é uma espécie de raladura na cútis, fica lindo a princípio, mas, como toda mágica, não dura muito. E aí têm que começar tudo outra vez, as cicatrizes já não se escondem tão bem atrás das orelhas ou no couro cabeludo que, aparado, vai encurtando, deixando as pacientes com testas enormes, quase uma calvície. E nem falei em calvície que, mercê de Deus, ataca mais os homens que as mulheres! 


    Você contempla no espelho, vê as rugas do seu rosto, do seu pescoço, como se olhasse uma máscara que se desfaz. Vê bem, sabe como está velho, embora não sinta que está velho. Sua alma, seus sentimentos, sua cabeça, nada disso confirma a palavra ou a imagem do espelho. Mas os outros só veem de você o que o espelho vê.


    E ao par disso as cãs, quer dizer, os cabelos brancos? Bem, os cabelos, pintam-se. Mas vocês já descobriram que, por mais excelentes sejam o cabeleireiro e as tinturas, o cabelo pintado fica sempre gritantemente diverso do natural? Pensei sobre isso e acabei descobrindo: o cabelo nosso, a natureza lhe dá cor de fio em fio, cada fio na sua tonalidade, uns mais claros, outros mais escuros: o conjunto toma esse colorido inimitável, que profissional nenhum pode obter, já que lhe é impossível tingir fio por fio. E, daí, essas senhoras de comas tão louras, tão ruivas, tão castanhas e negras, não iludirem nunca, darem mesmo a impressão de que usam perucas.


    E, no final de tudo, vem o envelhecimento da cabeça, da inteligência, das ideias, da alma – da chamada psiquê. O velho tenta se equiparar às audácias dos jovens, até mesmo excedê-las – mas a si próprio não se convence. Sabe que as suas ideias são as do seu tempo, fruto do que leu, viu e acumulou; e isso pode ser camuflado, mas não pode ser modificado. Dizem que as células cerebrais não se renovam, como as demais células do corpo – será verdade? Até mesmo as ideias dos gênios mortos envelhecem; e diante das ideias de um Nietzsche, de um Freud, tem que se dar o desconto do tempo e das mudanças. Contudo, o pior mesmo é quando você, com honesta sinceridade, lamenta diante de alguém os estragos que lhe traz a velhice, e isso alguém protesta com veemência: “Eu queria, quando chegar à sua idade, ter essa sua lucidez!”


    Lucidez? O que é que eu esperava? Que você já estivesse caduco?



(QUEIROZ, Raquel (1995) Não aconselho envelhecer. In Falso mar, falso mundo. São Paulo: Arx, 2002.)


Considere o trecho “O velho tenta se equiparar às audácias dos jovens, até mesmo excedê-las [...]” (7º§). É correto dizer que o verbo “equiparar”, no contexto em que se insere e em relação à sua predicação verbal, é corretamente classificado como:
Alternativas
Q3376620 Português

Não aconselho envelhecer



    Aos moços dou um conselho: não fiquem velhos. Verdade que as opções são poucas – ou morrer, ou lutar contra a velhice. E morrer não seria opção, mas entrega; e a luta? Bem, a luta resulta sempre numa batalha perdida e inglória.


    Entre os processos cruéis da natureza, é a velhice o mais cruel. Implacável, insidiosa, ataca por todos os lados, abre a porta a todas as moléstias mortais. Pensando bem, é uma espécie de HIV a longo prazo. Te ataca o coração, o pulmão, todas as demais vísceras – a tripa, o fígado, o que nos abatedouros se chama o arrasto. E mais a fiação arterial e venosa, e a coluna! E não falei na atividade cerebral. E também esqueci os ossos, a infame osteoporose, que te rói os ossos pelo tutano, deixando-os como frágeis cascas de ovos. E então basta um pequeno escorregão na banheira para deixar um fêmur fraturado.


    Os moços compadecidos, os quarentões assustados e os próprios velhos, apelando para tudo, inventaram ultimamente essas bobagens de “terceira idade”, clubes e associações que trabalham contra o isolamento e as tristezas da velhice. Mas não se iluda, velho, meu amigo e colega. Ninguém está acreditando naquilo. Você já viu na TV um quadro de propaganda dessa falsa recuperação de terceira idade? Um velho e uma velha, vestidos à moda dos anos trinta, tentando dançar um tango argentino? É patético, embora a maioria dos moços apenas o considere docemente ridículo.


    Diz-se que já se consegue muito na luta contra a velhice. Ginástica, dieta, malhação, corrida etc. Cirurgia plástica. Ah, já pensaram no tormento de uma bela mulher, atriz, dama do soçaite, cortesã, que viva da e para a sua beleza, ao descobrir as primeiras rugas, a flacidez do mento, daquela sutil rede de outras pequenas rugas que rodeiam os lábios? O Dr. Pitanguy opera e os seus colegas de mérito variável também operam. Mas, por mais famosos, competentes e mágicos que sejam os cirurgiões plásticos, só fazem mágicas, não fazem milagres. Esticam a pele sobre os músculos flácidos, fazem um peeling, que é uma espécie de raladura na cútis, fica lindo a princípio, mas, como toda mágica, não dura muito. E aí têm que começar tudo outra vez, as cicatrizes já não se escondem tão bem atrás das orelhas ou no couro cabeludo que, aparado, vai encurtando, deixando as pacientes com testas enormes, quase uma calvície. E nem falei em calvície que, mercê de Deus, ataca mais os homens que as mulheres! 


    Você contempla no espelho, vê as rugas do seu rosto, do seu pescoço, como se olhasse uma máscara que se desfaz. Vê bem, sabe como está velho, embora não sinta que está velho. Sua alma, seus sentimentos, sua cabeça, nada disso confirma a palavra ou a imagem do espelho. Mas os outros só veem de você o que o espelho vê.


    E ao par disso as cãs, quer dizer, os cabelos brancos? Bem, os cabelos, pintam-se. Mas vocês já descobriram que, por mais excelentes sejam o cabeleireiro e as tinturas, o cabelo pintado fica sempre gritantemente diverso do natural? Pensei sobre isso e acabei descobrindo: o cabelo nosso, a natureza lhe dá cor de fio em fio, cada fio na sua tonalidade, uns mais claros, outros mais escuros: o conjunto toma esse colorido inimitável, que profissional nenhum pode obter, já que lhe é impossível tingir fio por fio. E, daí, essas senhoras de comas tão louras, tão ruivas, tão castanhas e negras, não iludirem nunca, darem mesmo a impressão de que usam perucas.


    E, no final de tudo, vem o envelhecimento da cabeça, da inteligência, das ideias, da alma – da chamada psiquê. O velho tenta se equiparar às audácias dos jovens, até mesmo excedê-las – mas a si próprio não se convence. Sabe que as suas ideias são as do seu tempo, fruto do que leu, viu e acumulou; e isso pode ser camuflado, mas não pode ser modificado. Dizem que as células cerebrais não se renovam, como as demais células do corpo – será verdade? Até mesmo as ideias dos gênios mortos envelhecem; e diante das ideias de um Nietzsche, de um Freud, tem que se dar o desconto do tempo e das mudanças. Contudo, o pior mesmo é quando você, com honesta sinceridade, lamenta diante de alguém os estragos que lhe traz a velhice, e isso alguém protesta com veemência: “Eu queria, quando chegar à sua idade, ter essa sua lucidez!”


    Lucidez? O que é que eu esperava? Que você já estivesse caduco?



(QUEIROZ, Raquel (1995) Não aconselho envelhecer. In Falso mar, falso mundo. São Paulo: Arx, 2002.)


Considere o trecho “Diz-se que já se consegue muito na luta contra a velhice.” (4º§). Nele, dispõem-se duas ocorrências do termo “se”. É correto dizer que, nelas, os usos de “se” se dão como:
Alternativas
Q3376477 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que a expressão em destaque atua como elemento de coesão sequencial de oposição.
Alternativas
Q3376360 Português
Leia o texto e responda a questão.


Tamanho do agronegócio na economia brasileira ajuda a explicar desempenho do PIB
Por Jornal Nacional, 05/12/2023 21h15

Com a supersafra do começo de 2023, a agropecuária carregou um crescimento de 12,5% no primeiro trimestre. Nos três meses seguintes, ainda houve espaço para mais 0,5% de alta.
No interior do país, o produtor rural segue o tempo da terra, que só em setembro desperta para o plantio. E a plantação cresce sem saber que dá ritmo à atividade econômica. Na cidade grande, uma massa de trabalhadores diminuiu o passo. Negócios estacionaram e comerciantes empataram as contas no terceiro trimestre do ano.
Pode-se observar que com a supersafra do começo de 2023, a agropecuária carregou um crescimento de 12,5% no primeiro trimestre. Nos três meses seguintes, ainda houve espaço para mais 0,5% de alta. Com a entresafra, o setor tinha pouco a entregar: queda de 3,3% no terceiro trimestre.
Existe um grande mercado no Brasil - com representantes da indústria e dos serviços - que vive do dinamismo e dos frutos da agropecuária. É o chamado agronegócio, que passou de 18,6% a 24,3% do Produto Interno Bruto nos últimos dez anos. É por isso que quando é época de entressafra no campo, a economia também colhe pouco resultado. Ser forte na produção de alimentos é uma vantagem competitiva, mas não colocar todos os ovos na mesma cesta, seria ainda melhor na máxima dos economistas.
“É importante a gente pensar que essa vantagem competitiva foi construída ao longo do tempo com pesquisa agrícola, com todo setor de inovação ali de sementes, plantio, técnicas agronômicas. Então, muito mais uma história de sucesso, uma construção e fortalecimento de uma vantagem competitiva que os outros setores não conseguiram construir. Isso que reflete esse diferencial de competitividade”, afirma André Diz, pesquisador da FGV Agro.
Se a potência é o solo, a ameaça é a mudança climática. “Na Argentina, o efeito climático foi catastrófico esse ano e esse é um risco crescente para o Brasil. O Brasil precisa entrar, como está entrando, com força nessa discussão de mudança climática até por ameaça ao seu próprio negócio, porque as mudanças climáticas representam um risco considerável para o agronegócio brasileiro”, diz Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master.
Um desafio desse tamanho, o produtor rural não vence sozinho. “A parte da gente, a gente tem que fazer o mais assertivo possível e bem feito. Só que o clima a gente não controla”, diz o produtor rural Sidney Flach.

[Adaptado]. Disponível em: <https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2023/12/05/tamanho-do-agronegocio-naeconomia-brasileira-ajuda-a-explicar-desempenho-do-pib.ghtml>.
Acesso em: 05 dez. 2023
Ao analisarmos a oração "Se a potência é o solo, a ameaça é a mudança climática.", como se classifica a função sintática da expressão "a potência”? 
Alternativas
Q3376358 Português
Leia o texto e responda a questão.


Tamanho do agronegócio na economia brasileira ajuda a explicar desempenho do PIB
Por Jornal Nacional, 05/12/2023 21h15

Com a supersafra do começo de 2023, a agropecuária carregou um crescimento de 12,5% no primeiro trimestre. Nos três meses seguintes, ainda houve espaço para mais 0,5% de alta.
No interior do país, o produtor rural segue o tempo da terra, que só em setembro desperta para o plantio. E a plantação cresce sem saber que dá ritmo à atividade econômica. Na cidade grande, uma massa de trabalhadores diminuiu o passo. Negócios estacionaram e comerciantes empataram as contas no terceiro trimestre do ano.
Pode-se observar que com a supersafra do começo de 2023, a agropecuária carregou um crescimento de 12,5% no primeiro trimestre. Nos três meses seguintes, ainda houve espaço para mais 0,5% de alta. Com a entresafra, o setor tinha pouco a entregar: queda de 3,3% no terceiro trimestre.
Existe um grande mercado no Brasil - com representantes da indústria e dos serviços - que vive do dinamismo e dos frutos da agropecuária. É o chamado agronegócio, que passou de 18,6% a 24,3% do Produto Interno Bruto nos últimos dez anos. É por isso que quando é época de entressafra no campo, a economia também colhe pouco resultado. Ser forte na produção de alimentos é uma vantagem competitiva, mas não colocar todos os ovos na mesma cesta, seria ainda melhor na máxima dos economistas.
“É importante a gente pensar que essa vantagem competitiva foi construída ao longo do tempo com pesquisa agrícola, com todo setor de inovação ali de sementes, plantio, técnicas agronômicas. Então, muito mais uma história de sucesso, uma construção e fortalecimento de uma vantagem competitiva que os outros setores não conseguiram construir. Isso que reflete esse diferencial de competitividade”, afirma André Diz, pesquisador da FGV Agro.
Se a potência é o solo, a ameaça é a mudança climática. “Na Argentina, o efeito climático foi catastrófico esse ano e esse é um risco crescente para o Brasil. O Brasil precisa entrar, como está entrando, com força nessa discussão de mudança climática até por ameaça ao seu próprio negócio, porque as mudanças climáticas representam um risco considerável para o agronegócio brasileiro”, diz Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master.
Um desafio desse tamanho, o produtor rural não vence sozinho. “A parte da gente, a gente tem que fazer o mais assertivo possível e bem feito. Só que o clima a gente não controla”, diz o produtor rural Sidney Flach.

[Adaptado]. Disponível em: <https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2023/12/05/tamanho-do-agronegocio-naeconomia-brasileira-ajuda-a-explicar-desempenho-do-pib.ghtml>.
Acesso em: 05 dez. 2023
Qual é a relação sintática estabelecida pela conjunção "Se" na frase "Se a potência é o solo, a ameaça é a mudança climática."? 
Alternativas
Q3376262 Português

Leia o texto: 



Historicamente causadores de inúmeras vítimas, os acidentes de trânsito vêm ocorrendo com frequência cada vez menor no Brasil. Essa redução se deve, principalmente, à implantação da Lei Seca ao longo de todo o território nacional, diminuindo a quantidade de motoristas que dirigem após terem ingerido bebida alcoólica. A maior fiscalização, aliada à imposição de rígidos limites e à conscientização da população, permitiu que tal alteração fosse possível. Nota-se que grande parte dos motoristas respeita as novas normas legalmente estabelecidas. [...]


(Texto adaptado). Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/enem-e-vestibular/enem-leia-redacoes-nota1000-de-2013-23653677



Quanto às relações de concordância verbal estabelecidas no texto, julgue os itens seguintes:


I. No primeiro período do texto, a forma verbal “vêm ocorrendo” concorda com “os acidentes de trânsito”.


II. No terceiro período do texto, a forma verbal “permitiu” está no singular concordando com o núcleo do sujeito mais próximo.


III. No último período do texto, a forma verbal “respeita” está no singular para concordar com a expressão partitiva.

Alternativas
Q3376219 Português

Preencha corretamente as lacunas com as preposições adequadas e assinale a alternativa correspondente.


Voltei ____ Londres ontem. Mas ainda não tive tempo de ligar _____ ela.

Alternativas
Q3376078 Português
LEIA O TEXTO E RESPONDA À QUESTÃO.

Já se sentiu vítima de algum tipo de marginalização e/ou discriminação dentro de sua universidade?

    Infelizmente, devo dizer que sim. Não se trata de discriminação ou marginalização pelo fato de ser brasileiro, porém. Trata-se de uma dificuldade (talvez natural) que tem um “novo imigrante” em penetrar na “elite” da sociedade local, que controla as posições de poder. Essa elite é constituída por pessoas que estudaram juntas na escola, que fizeram o serviço militar juntas, que pertencem ao mesmo partido político e que se apóiam mutuamente. Tive a oportunidade de sentir esse tipo de hostilidade quando fui eleito diretor da Faculdade de Ciências Humanas. Cheguei mesmo a ouvir expressões como “a máfia latino-americana em nossa faculdade”, quando somos nada mais que dois professores titulares de procedência latino-americana. Mas, verdade seja dita, trata-se de uma hostilidade proveniente dos que estavam habituados ao poder e não se conformavam em perdê-lo.
    A maioria não só me elegeu, mas também me apoiou e continua apoiando as reformas que instituí em minha gestão.

(DASCAL, Marcelo. Entrevista publicada no caderno Mais / Folha de S. Paulo, 18/05/2003.)
Assinale a alternativa em que o tipo de sujeito destoa das demais.
Alternativas
Q3376046 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Regenerabilidade como caminho possível


Nos últimos anos o termo sustentabilidade tem adquirido força. Diferentes personalidades e instituições têm trazido à tona a preocupação com o planeta. Um mundo sustentável é aquele em equilíbrio nos eixos social, ambiental e econômico. Há décadas essa tríade é estudada, em função dos indicadores sociais e ambientais preocupantes para a vida humana e, apesar dos bons resultados na jornada pela sustentabilidade, a urgência do tema mudou.


Os prejuízos ambientais não são mais passíveis de sustentação, e é necessário pensar em sua regeneração. Com isso, a palavra “sustentabilidade” está sendo substituída por “regenerabilidade”. Regenerar é dar nova vida, é reconstituir e recomeçar e, para que isso ocorra, precisamos nos regenerar de dentro para fora. Essa é a proposta dos três Cs da regenerabilidade. Uma metodologia que favorece a mudança individual, influenciando a mudança coletiva, por meio da consciência, do cuidado e da coragem que devemos, mais do que nunca, cultivar.

[...]


O primeiro passo no método dos 3 Cs da Regenerabilidade é ter consciência – consciência de si, do outro e do mundo – e entender que nosso modelo de vida tem valores distorcidos que estimulam a competição, a incessante produção e consumo e o desperdício. Ter consciência é perceber onde estamos e buscar escolhas que correspondam à nossa essência humana, de forma mais autêntica e saudável. Assim, saberemos agir, corajosamente, como protagonistas do cuidado por um mundo melhor.



FERREIRA, Luana. Regenerabilidade como caminho possível. Hoje em Dia. Disponível em: https://www.hojeemdia. com.br/opiniao/opiniao/regenerabilidade-como-caminhopossivel-1.986715. Acesso em: 15 nov. 2023. [Fragmento]

Releia este trecho:


Nos últimos anos o termo sustentabilidade tem adquirido força.”


Considerando-se a expressão em destaque no trecho apresentado, é correto afirmar:

Alternativas
Q3376045 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Regenerabilidade como caminho possível


Nos últimos anos o termo sustentabilidade tem adquirido força. Diferentes personalidades e instituições têm trazido à tona a preocupação com o planeta. Um mundo sustentável é aquele em equilíbrio nos eixos social, ambiental e econômico. Há décadas essa tríade é estudada, em função dos indicadores sociais e ambientais preocupantes para a vida humana e, apesar dos bons resultados na jornada pela sustentabilidade, a urgência do tema mudou.


Os prejuízos ambientais não são mais passíveis de sustentação, e é necessário pensar em sua regeneração. Com isso, a palavra “sustentabilidade” está sendo substituída por “regenerabilidade”. Regenerar é dar nova vida, é reconstituir e recomeçar e, para que isso ocorra, precisamos nos regenerar de dentro para fora. Essa é a proposta dos três Cs da regenerabilidade. Uma metodologia que favorece a mudança individual, influenciando a mudança coletiva, por meio da consciência, do cuidado e da coragem que devemos, mais do que nunca, cultivar.

[...]


O primeiro passo no método dos 3 Cs da Regenerabilidade é ter consciência – consciência de si, do outro e do mundo – e entender que nosso modelo de vida tem valores distorcidos que estimulam a competição, a incessante produção e consumo e o desperdício. Ter consciência é perceber onde estamos e buscar escolhas que correspondam à nossa essência humana, de forma mais autêntica e saudável. Assim, saberemos agir, corajosamente, como protagonistas do cuidado por um mundo melhor.



FERREIRA, Luana. Regenerabilidade como caminho possível. Hoje em Dia. Disponível em: https://www.hojeemdia. com.br/opiniao/opiniao/regenerabilidade-como-caminhopossivel-1.986715. Acesso em: 15 nov. 2023. [Fragmento]

Releia este trecho:


“Há décadas essa tríade é estudada [...] e, apesar dos bons resultados na jornada pela sustentabilidade, a urgência do tema mudou.”


No trecho apresentado, a expressão em destaque poderia ser reescrita, sem prejuízo para o sentido do texto e seguindo a norma-padrão, como:

Alternativas
Q3376006 Português

Rua, espada nua

Boia no céu imensa e amarela

Tão redonda a lua, como flutua

Vem navegando o azul do firmamento

E no silêncio lento

Um trovador, cheio de estrelas

Escuta agora a canção que eu fiz

Pra te esquecer, Luiza

Eu sou apenas um pobre amador

Apaixonado, um aprendiz do teu amor

Acorda, amor

Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração

Vem cá, Luiza, me dá a tua mão

O teu desejo é sempre o meu desejo

Vem, me exorciza

Me dá tua boca e a rosa louca

Vem me dar um beijo e um raio de sol

Nos teus cabelos

Como um brilhante que partindo a luz

Explode em sete cores

Revelando então os sete mil amores

Que eu guardei somente pra te dar, Luiza

Luiza, Luiza, Luiza


Sobre a letra da música Luiza, de Tom Jobim, pode-se afirmar que:


I. O verso “E no silêncio lento” é um exemplo de sinestesia.

II. Luiza, musa inspiradora do sujeito lírico, exerce no texto a função de vocativo.

III. O uso da primeira pessoa denota a predominância da função conativa. 


Alternativas
Q3376005 Português

Leia o texto:


    Um estudo recente realizado pela Folha de São Paulo revelou que persiste uma alarmante disparidade salarial entre homens e mulheres no Brasil, especialmente em cargos de liderança. Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2022 mostram que a hora de trabalho de um homem no cargo de diretor financeiro pode valer até 3,9 vezes mais do que a de uma mulher na mesma função.


    Essa desigualdade se estende a outras ocupações de alto escalão, onde os homens podem ganhar até 3,4 vezes mais do que suas colegas do sexo feminino. A pesquisa também evidencia que a disparidade salarial está presente em profissões ligadas às ciências exatas, como economistas do setor público e corretores de valores.


 Qual dos trechos destacados nos períodos a seguir representa uma oração subordinada substantiva objetiva direta? 

Alternativas
Q3375491 Português
Nem a Rosa, Nem o Cravo


        As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades? Já viste um loiro trigal balançando ao vento? É das coisas mais belas do mundo, mas os hitleristas e seus cães danados destruíram os trigais e os povos morrem de fome. Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde?

      Não posso falar dessas coisas de todos os dias, dessas alegrias de todos os instantes. Porque elas estão perigando, todas elas, os trigais e o pão, a farinha e a água, o céu, o mar e teu rosto. (...) Sobre toda a beleza paira a sombra da escravidão. É como u’a nuvem inesperada num céu azul e límpido. Como então encontrar palavras inocentes, doces palavras cariciosas, versos suaves e tristes? Perdi o sentido destas palavras, destas frases, elas me soam como uma traição neste momento.

      (...) Mas eu sei todas as palavras de ódio e essas, sim, têm um significado neste momento. Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas.

     Hoje só o ódio pode fazer com que o amor perdure sobre o mundo. Só o ódio ao fascismo, mas um ódio mortal, um ódio sem perdão, um ódio que venha do coração e que nos tome todo, que se faça dono de todas as nossas palavras, que nos impeça de ver qualquer espetáculo – desde o crepúsculo aos olhos da amada – sem que junto a ele vejamos o perigo que os cerca.

     Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor.

       Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!



(AMADO, Jorge. Folha da Manhã, 22/04/1945.)
Sobre o trecho “Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor.”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3375490 Português
Nem a Rosa, Nem o Cravo


        As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades? Já viste um loiro trigal balançando ao vento? É das coisas mais belas do mundo, mas os hitleristas e seus cães danados destruíram os trigais e os povos morrem de fome. Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde?

      Não posso falar dessas coisas de todos os dias, dessas alegrias de todos os instantes. Porque elas estão perigando, todas elas, os trigais e o pão, a farinha e a água, o céu, o mar e teu rosto. (...) Sobre toda a beleza paira a sombra da escravidão. É como u’a nuvem inesperada num céu azul e límpido. Como então encontrar palavras inocentes, doces palavras cariciosas, versos suaves e tristes? Perdi o sentido destas palavras, destas frases, elas me soam como uma traição neste momento.

      (...) Mas eu sei todas as palavras de ódio e essas, sim, têm um significado neste momento. Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas.

     Hoje só o ódio pode fazer com que o amor perdure sobre o mundo. Só o ódio ao fascismo, mas um ódio mortal, um ódio sem perdão, um ódio que venha do coração e que nos tome todo, que se faça dono de todas as nossas palavras, que nos impeça de ver qualquer espetáculo – desde o crepúsculo aos olhos da amada – sem que junto a ele vejamos o perigo que os cerca.

     Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor.

       Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!



(AMADO, Jorge. Folha da Manhã, 22/04/1945.)
Assinale a alternativa cujo tipo de sujeito destoa das demais.
Alternativas
Q3375487 Português
Nem a Rosa, Nem o Cravo


        As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades? Já viste um loiro trigal balançando ao vento? É das coisas mais belas do mundo, mas os hitleristas e seus cães danados destruíram os trigais e os povos morrem de fome. Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde?

      Não posso falar dessas coisas de todos os dias, dessas alegrias de todos os instantes. Porque elas estão perigando, todas elas, os trigais e o pão, a farinha e a água, o céu, o mar e teu rosto. (...) Sobre toda a beleza paira a sombra da escravidão. É como u’a nuvem inesperada num céu azul e límpido. Como então encontrar palavras inocentes, doces palavras cariciosas, versos suaves e tristes? Perdi o sentido destas palavras, destas frases, elas me soam como uma traição neste momento.

      (...) Mas eu sei todas as palavras de ódio e essas, sim, têm um significado neste momento. Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas.

     Hoje só o ódio pode fazer com que o amor perdure sobre o mundo. Só o ódio ao fascismo, mas um ódio mortal, um ódio sem perdão, um ódio que venha do coração e que nos tome todo, que se faça dono de todas as nossas palavras, que nos impeça de ver qualquer espetáculo – desde o crepúsculo aos olhos da amada – sem que junto a ele vejamos o perigo que os cerca.

     Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor.

       Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!



(AMADO, Jorge. Folha da Manhã, 22/04/1945.)
Sobre o trecho “Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas.”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3375457 Português

Leia o texto:



No filme “Toc Toc”, cada personagem vivencia uma possibilidade do TOC, mas podemos perceber como a ansiedade se faz presente e como muitas vezes o comportamento obsessivo é uma maneira de aliviar a tensão causada pelos pensamentos compulsivos.


(Texto adaptado). Disponível em: https://joycegarbazza.com/analise-filme-toc-toc/. Acesso em: 20 maio 2024.




A conjunção em destaque no fragmento do texto, introduz uma oração que deve ser classificada como:

Alternativas
Q3375448 Português
O que aconteceria com a Terra se a Lua desaparecesse?

Quando a gente é criança, e aprende a desenhar, os primeiros rabiscos sempre mostram pessoas feitas de traços, nuvens, montanhas, o Sol e a Lua. São esboços relativamente simples de serem feitos e muito representativos desde a juventude.

Uma criança normalmente coloca o sol e a lua no mesmo patamar: um cuida do dia e a outra da noite. Ficamos mais velhos e aprendemos que os dois não têm nada a ver um com o outro. O Sol é a estrela que ocupa o papel central do sistema no qual estamos inseridos. Já a Lua é o nosso satélite natural, que tem influência apenas sobre o nosso planeta.

Mas é uma baita influência. Mais do que definir o fluxo das marés, mais do que iluminar os céus nas noites escuras (e nas cidades sem aquela nuvem de poluição) … Mais do que servir de inspiração para os românticos, a Lua é determinante para que a Terra seja minimamente habitável. [...] 

Disponível em: https://olhardigital.com.br/2024/05/05/ciencia-e-espaco/o-que-aconteceria-se-a-lua-desaparecesse-entendaa-importancia-do-nosso-satelite-natural/. (Adaptado). Acesso em: 18 maio 2024. 

As palavras criança, Sol e Lua, destacadas no 2º parágrafo exercem a função de.
Alternativas
Respostas
16001: A
16002: B
16003: C
16004: A
16005: A
16006: B
16007: A
16008: A
16009: A
16010: C
16011: B
16012: A
16013: D
16014: C
16015: D
16016: A
16017: C
16018: C
16019: C
16020: C