Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3667047 Português
A um pum do "point of no return"

Por mais sofisticada que seja a tecnologia, ela não chega nem perto da experiência planetária de mais de 3,5 bilhões de anos das bactérias e fungos
Carlos Starling | 08/10/2024

        Nascemos estéreis. Virgens de qualquer bactéria no corpo. Ao passar pelo canal vaginal, entramos em contato com os primeiros micro-organismos que nos colonizam. O beijo e as lágrimas de felicidade da mãe e do pai nos fornecerão as bactérias mais carinhosas que jamais conheceremos. Aos poucos, elas vão se ajeitando em minúsculos espaços da pele, boca, intestinos e vias respiratórias.

        Em poucos dias, serão maioria nesse novo ser que acaba de nascer. Dois mundos em dimensões distintas, compartilhando o que chamamos de vida. Enganam-se os que acham que esses dois universos são pura harmonia. Pelo contrário. Precisamos de um exército de células de defesa, bem treinado e capacitado pela seleção natural para conter a fome desses minúsculos seres. Do primeiro ao último dia da nossa breve passagem por esse planeta, elas tentam alcançar espaços que não lhes pertencem. Cerca de 7 mil atentos leucócitos circulando por artérias e veias nos manterão vivos. Enquanto brincamos, crescemos, amamos, rimos e sofremos, eles trabalham para manter nossos planos e ilusões.

        “Viver é perigoso”, assim disse Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas. Micro-organismos alienígenas inevitavelmente nos encontrarão ao longo da vida. Nesse momento, contamos com uma tecnologia aliada, desenvolvida há menos de um século: os antibióticos. Além dos invasores, eles são “fogo amigo” contra nossa população microbiana, com a qual nascemos e estamos familiarizados. Os seres que ocuparão esse espaço vazio deixado em nossa pele e mucosas, geralmente, são resistentes a essas drogas fantásticas, que, juntamente com as vacinas e o saneamento básico, nos DERAM a longevidade que temos hoje.

        Quanto mais vulneráveis estivermos, mais necessitamos de antimicrobianos para nos mantermos vivos, e mais resistentes se tornarão as bactérias e fungos que nos habitam. Por mais sofisticada que seja a tecnologia, ela não chega nem perto da experiência planetária de mais de 3,5 bilhões de anos das bactérias e fungos.

        As bactérias multirresistentes (multi-R) desafiam praticamente todos os antimicrobianos que temos disponíveis em nosso arsenal terapêutico, nos deixando, como médicos, sem opção para tratar os pacientes, particularmente aqueles mais graves.

        A revista científica The Lancet publicou recentemente a estimativa de que, até 2050, 1,9 milhões de pessoas devem ser mortas todos os anos por infecções provocadas por bactérias multi-R, um aumento de 67% em relação à projeção de 2021. A OMS considera esta uma das 10 mais importantes ameaças de saúde pública global.

        No último 26 de setembro, a Assembleia Geral da ONU reiterou o documento de compromisso de combate à resistência microbiana de 2016, o qual foi assinado por 192 países, inclusive o Brasil. Assim como os compromissos de controle da emissão de gases de efeito estufa, esse documento poderá ir para a gaveta dos representantes da maioria dos países signatários. Mas pelo menos é o reconhecimento da importância do tema para a saúde global e de que investimentos pesados deverão ser feitos em pesquisas para reverter esse cenário sombrio para os próximos anos.    

        Porém, um fenômeno ainda mais preocupante e de consequências devastadoras vem acontecendo no mundo, e o Brasil não fica fora dessa: o crescimento do negacionismo. Ignorar o aumento da resistência microbiana, assim como a importância das vacinas, o aquecimento global e a urgência climática com consequências devastadoras é como não perceber o fogo no paiol.

        Eventos climáticos extremos de origem natural eliminaram milhares de espécies do planeta no passado, o que, de certa forma, nos favoreceu enquanto Homo sapiens. Entretanto, o que vivemos agora são alterações planetárias produzidas pelo próprio homem, com seu modelo de desenvolvimento predatório, extrativista, egoísta, imediatista e irresponsável.

GLOSSÁRIO:
- Point of no return: expressão inglesa que se traduz por “ponto de não retorno”. Tal expressão tem sido utilizada para alertar sobre a chegada de um momento em que não será mais possível voltar atrás nas ações que têm causado as mudanças climáticas e suas consequências.

STARLING, Carlos. A um pum do “point of no return”. Estado de Minas, 08 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2024/10/6959361-a-um-pum-do-point-of-no-return.html. Acesso em: 13 out. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para a concordância de plural do verbo “dar” em destaque no terceiro parágrafo do artigo.
Alternativas
Q3667045 Português
A um pum do "point of no return"

Por mais sofisticada que seja a tecnologia, ela não chega nem perto da experiência planetária de mais de 3,5 bilhões de anos das bactérias e fungos
Carlos Starling | 08/10/2024

        Nascemos estéreis. Virgens de qualquer bactéria no corpo. Ao passar pelo canal vaginal, entramos em contato com os primeiros micro-organismos que nos colonizam. O beijo e as lágrimas de felicidade da mãe e do pai nos fornecerão as bactérias mais carinhosas que jamais conheceremos. Aos poucos, elas vão se ajeitando em minúsculos espaços da pele, boca, intestinos e vias respiratórias.

        Em poucos dias, serão maioria nesse novo ser que acaba de nascer. Dois mundos em dimensões distintas, compartilhando o que chamamos de vida. Enganam-se os que acham que esses dois universos são pura harmonia. Pelo contrário. Precisamos de um exército de células de defesa, bem treinado e capacitado pela seleção natural para conter a fome desses minúsculos seres. Do primeiro ao último dia da nossa breve passagem por esse planeta, elas tentam alcançar espaços que não lhes pertencem. Cerca de 7 mil atentos leucócitos circulando por artérias e veias nos manterão vivos. Enquanto brincamos, crescemos, amamos, rimos e sofremos, eles trabalham para manter nossos planos e ilusões.

        “Viver é perigoso”, assim disse Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas. Micro-organismos alienígenas inevitavelmente nos encontrarão ao longo da vida. Nesse momento, contamos com uma tecnologia aliada, desenvolvida há menos de um século: os antibióticos. Além dos invasores, eles são “fogo amigo” contra nossa população microbiana, com a qual nascemos e estamos familiarizados. Os seres que ocuparão esse espaço vazio deixado em nossa pele e mucosas, geralmente, são resistentes a essas drogas fantásticas, que, juntamente com as vacinas e o saneamento básico, nos DERAM a longevidade que temos hoje.

        Quanto mais vulneráveis estivermos, mais necessitamos de antimicrobianos para nos mantermos vivos, e mais resistentes se tornarão as bactérias e fungos que nos habitam. Por mais sofisticada que seja a tecnologia, ela não chega nem perto da experiência planetária de mais de 3,5 bilhões de anos das bactérias e fungos.

        As bactérias multirresistentes (multi-R) desafiam praticamente todos os antimicrobianos que temos disponíveis em nosso arsenal terapêutico, nos deixando, como médicos, sem opção para tratar os pacientes, particularmente aqueles mais graves.

        A revista científica The Lancet publicou recentemente a estimativa de que, até 2050, 1,9 milhões de pessoas devem ser mortas todos os anos por infecções provocadas por bactérias multi-R, um aumento de 67% em relação à projeção de 2021. A OMS considera esta uma das 10 mais importantes ameaças de saúde pública global.

        No último 26 de setembro, a Assembleia Geral da ONU reiterou o documento de compromisso de combate à resistência microbiana de 2016, o qual foi assinado por 192 países, inclusive o Brasil. Assim como os compromissos de controle da emissão de gases de efeito estufa, esse documento poderá ir para a gaveta dos representantes da maioria dos países signatários. Mas pelo menos é o reconhecimento da importância do tema para a saúde global e de que investimentos pesados deverão ser feitos em pesquisas para reverter esse cenário sombrio para os próximos anos.    

        Porém, um fenômeno ainda mais preocupante e de consequências devastadoras vem acontecendo no mundo, e o Brasil não fica fora dessa: o crescimento do negacionismo. Ignorar o aumento da resistência microbiana, assim como a importância das vacinas, o aquecimento global e a urgência climática com consequências devastadoras é como não perceber o fogo no paiol.

        Eventos climáticos extremos de origem natural eliminaram milhares de espécies do planeta no passado, o que, de certa forma, nos favoreceu enquanto Homo sapiens. Entretanto, o que vivemos agora são alterações planetárias produzidas pelo próprio homem, com seu modelo de desenvolvimento predatório, extrativista, egoísta, imediatista e irresponsável.

GLOSSÁRIO:
- Point of no return: expressão inglesa que se traduz por “ponto de não retorno”. Tal expressão tem sido utilizada para alertar sobre a chegada de um momento em que não será mais possível voltar atrás nas ações que têm causado as mudanças climáticas e suas consequências.

STARLING, Carlos. A um pum do “point of no return”. Estado de Minas, 08 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2024/10/6959361-a-um-pum-do-point-of-no-return.html. Acesso em: 13 out. 2024. Adaptado.
Qual é a função das vírgulas utilizadas no trecho sublinhado no último parágrafo do artigo?
Alternativas
Q3667042 Português
A um pum do "point of no return"

Por mais sofisticada que seja a tecnologia, ela não chega nem perto da experiência planetária de mais de 3,5 bilhões de anos das bactérias e fungos
Carlos Starling | 08/10/2024

        Nascemos estéreis. Virgens de qualquer bactéria no corpo. Ao passar pelo canal vaginal, entramos em contato com os primeiros micro-organismos que nos colonizam. O beijo e as lágrimas de felicidade da mãe e do pai nos fornecerão as bactérias mais carinhosas que jamais conheceremos. Aos poucos, elas vão se ajeitando em minúsculos espaços da pele, boca, intestinos e vias respiratórias.

        Em poucos dias, serão maioria nesse novo ser que acaba de nascer. Dois mundos em dimensões distintas, compartilhando o que chamamos de vida. Enganam-se os que acham que esses dois universos são pura harmonia. Pelo contrário. Precisamos de um exército de células de defesa, bem treinado e capacitado pela seleção natural para conter a fome desses minúsculos seres. Do primeiro ao último dia da nossa breve passagem por esse planeta, elas tentam alcançar espaços que não lhes pertencem. Cerca de 7 mil atentos leucócitos circulando por artérias e veias nos manterão vivos. Enquanto brincamos, crescemos, amamos, rimos e sofremos, eles trabalham para manter nossos planos e ilusões.

        “Viver é perigoso”, assim disse Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas. Micro-organismos alienígenas inevitavelmente nos encontrarão ao longo da vida. Nesse momento, contamos com uma tecnologia aliada, desenvolvida há menos de um século: os antibióticos. Além dos invasores, eles são “fogo amigo” contra nossa população microbiana, com a qual nascemos e estamos familiarizados. Os seres que ocuparão esse espaço vazio deixado em nossa pele e mucosas, geralmente, são resistentes a essas drogas fantásticas, que, juntamente com as vacinas e o saneamento básico, nos DERAM a longevidade que temos hoje.

        Quanto mais vulneráveis estivermos, mais necessitamos de antimicrobianos para nos mantermos vivos, e mais resistentes se tornarão as bactérias e fungos que nos habitam. Por mais sofisticada que seja a tecnologia, ela não chega nem perto da experiência planetária de mais de 3,5 bilhões de anos das bactérias e fungos.

        As bactérias multirresistentes (multi-R) desafiam praticamente todos os antimicrobianos que temos disponíveis em nosso arsenal terapêutico, nos deixando, como médicos, sem opção para tratar os pacientes, particularmente aqueles mais graves.

        A revista científica The Lancet publicou recentemente a estimativa de que, até 2050, 1,9 milhões de pessoas devem ser mortas todos os anos por infecções provocadas por bactérias multi-R, um aumento de 67% em relação à projeção de 2021. A OMS considera esta uma das 10 mais importantes ameaças de saúde pública global.

        No último 26 de setembro, a Assembleia Geral da ONU reiterou o documento de compromisso de combate à resistência microbiana de 2016, o qual foi assinado por 192 países, inclusive o Brasil. Assim como os compromissos de controle da emissão de gases de efeito estufa, esse documento poderá ir para a gaveta dos representantes da maioria dos países signatários. Mas pelo menos é o reconhecimento da importância do tema para a saúde global e de que investimentos pesados deverão ser feitos em pesquisas para reverter esse cenário sombrio para os próximos anos.    

        Porém, um fenômeno ainda mais preocupante e de consequências devastadoras vem acontecendo no mundo, e o Brasil não fica fora dessa: o crescimento do negacionismo. Ignorar o aumento da resistência microbiana, assim como a importância das vacinas, o aquecimento global e a urgência climática com consequências devastadoras é como não perceber o fogo no paiol.

        Eventos climáticos extremos de origem natural eliminaram milhares de espécies do planeta no passado, o que, de certa forma, nos favoreceu enquanto Homo sapiens. Entretanto, o que vivemos agora são alterações planetárias produzidas pelo próprio homem, com seu modelo de desenvolvimento predatório, extrativista, egoísta, imediatista e irresponsável.

GLOSSÁRIO:
- Point of no return: expressão inglesa que se traduz por “ponto de não retorno”. Tal expressão tem sido utilizada para alertar sobre a chegada de um momento em que não será mais possível voltar atrás nas ações que têm causado as mudanças climáticas e suas consequências.

STARLING, Carlos. A um pum do “point of no return”. Estado de Minas, 08 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2024/10/6959361-a-um-pum-do-point-of-no-return.html. Acesso em: 13 out. 2024. Adaptado.
Leia o trecho a seguir.
Quanto mais vulneráveis estivermos, mais necessitamos de antimicrobianos para nos mantermos vivos, e mais resistentes se tornarão as bactérias e fungos que nos habitam.” (4º parágrafo)
Com base nos conectivos sublinhados no trecho, qual é a relação de sentido que se estabelece entre as orações por eles introduzidas?
Alternativas
Q3667040 Português
A um pum do "point of no return"

Por mais sofisticada que seja a tecnologia, ela não chega nem perto da experiência planetária de mais de 3,5 bilhões de anos das bactérias e fungos
Carlos Starling | 08/10/2024

        Nascemos estéreis. Virgens de qualquer bactéria no corpo. Ao passar pelo canal vaginal, entramos em contato com os primeiros micro-organismos que nos colonizam. O beijo e as lágrimas de felicidade da mãe e do pai nos fornecerão as bactérias mais carinhosas que jamais conheceremos. Aos poucos, elas vão se ajeitando em minúsculos espaços da pele, boca, intestinos e vias respiratórias.

        Em poucos dias, serão maioria nesse novo ser que acaba de nascer. Dois mundos em dimensões distintas, compartilhando o que chamamos de vida. Enganam-se os que acham que esses dois universos são pura harmonia. Pelo contrário. Precisamos de um exército de células de defesa, bem treinado e capacitado pela seleção natural para conter a fome desses minúsculos seres. Do primeiro ao último dia da nossa breve passagem por esse planeta, elas tentam alcançar espaços que não lhes pertencem. Cerca de 7 mil atentos leucócitos circulando por artérias e veias nos manterão vivos. Enquanto brincamos, crescemos, amamos, rimos e sofremos, eles trabalham para manter nossos planos e ilusões.

        “Viver é perigoso”, assim disse Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas. Micro-organismos alienígenas inevitavelmente nos encontrarão ao longo da vida. Nesse momento, contamos com uma tecnologia aliada, desenvolvida há menos de um século: os antibióticos. Além dos invasores, eles são “fogo amigo” contra nossa população microbiana, com a qual nascemos e estamos familiarizados. Os seres que ocuparão esse espaço vazio deixado em nossa pele e mucosas, geralmente, são resistentes a essas drogas fantásticas, que, juntamente com as vacinas e o saneamento básico, nos DERAM a longevidade que temos hoje.

        Quanto mais vulneráveis estivermos, mais necessitamos de antimicrobianos para nos mantermos vivos, e mais resistentes se tornarão as bactérias e fungos que nos habitam. Por mais sofisticada que seja a tecnologia, ela não chega nem perto da experiência planetária de mais de 3,5 bilhões de anos das bactérias e fungos.

        As bactérias multirresistentes (multi-R) desafiam praticamente todos os antimicrobianos que temos disponíveis em nosso arsenal terapêutico, nos deixando, como médicos, sem opção para tratar os pacientes, particularmente aqueles mais graves.

        A revista científica The Lancet publicou recentemente a estimativa de que, até 2050, 1,9 milhões de pessoas devem ser mortas todos os anos por infecções provocadas por bactérias multi-R, um aumento de 67% em relação à projeção de 2021. A OMS considera esta uma das 10 mais importantes ameaças de saúde pública global.

        No último 26 de setembro, a Assembleia Geral da ONU reiterou o documento de compromisso de combate à resistência microbiana de 2016, o qual foi assinado por 192 países, inclusive o Brasil. Assim como os compromissos de controle da emissão de gases de efeito estufa, esse documento poderá ir para a gaveta dos representantes da maioria dos países signatários. Mas pelo menos é o reconhecimento da importância do tema para a saúde global e de que investimentos pesados deverão ser feitos em pesquisas para reverter esse cenário sombrio para os próximos anos.    

        Porém, um fenômeno ainda mais preocupante e de consequências devastadoras vem acontecendo no mundo, e o Brasil não fica fora dessa: o crescimento do negacionismo. Ignorar o aumento da resistência microbiana, assim como a importância das vacinas, o aquecimento global e a urgência climática com consequências devastadoras é como não perceber o fogo no paiol.

        Eventos climáticos extremos de origem natural eliminaram milhares de espécies do planeta no passado, o que, de certa forma, nos favoreceu enquanto Homo sapiens. Entretanto, o que vivemos agora são alterações planetárias produzidas pelo próprio homem, com seu modelo de desenvolvimento predatório, extrativista, egoísta, imediatista e irresponsável.

GLOSSÁRIO:
- Point of no return: expressão inglesa que se traduz por “ponto de não retorno”. Tal expressão tem sido utilizada para alertar sobre a chegada de um momento em que não será mais possível voltar atrás nas ações que têm causado as mudanças climáticas e suas consequências.

STARLING, Carlos. A um pum do “point of no return”. Estado de Minas, 08 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2024/10/6959361-a-um-pum-do-point-of-no-return.html. Acesso em: 13 out. 2024. Adaptado.
A palavra conectiva que introduz o penúltimo parágrafo do texto pode ser substituída pelo seguinte sinônimo:
Alternativas
Q3667037 Português
Assinale a alternativa cuja frase apresenta uma concordância verbal NÃO padrão.
Alternativas
Q3667033 Português
Na frase “Cafés, chocolates e alguns tipos de chás normalmente prejudicam a produção de voz.”, assinale a opção que apresenta a estrutura que exerce a função sintática de adjunto adverbial.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: GUALIMP Órgão: Prefeitura de Alfredo Chaves - ES Provas: GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Agente Comunitário de Saúde (Comum a todas as microáreas) | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Agente de Combate a Endemias | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Agente de Fiscalização | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Assistente Administrativo (SAAE) | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Assistente de Sala | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Assistente Técnico de Controle Interno | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Auxiliar Administrativo | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Auxiliar de Farmácia | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Auxiliar de Regulação em Serviços de Saúde | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Auxiliar em Saúde Bucal | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Auxiliar Técnico de Informática | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Cuidador (Educação) | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Eletricista | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Oficial Administrativo | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Técnico em Enfermagem | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Técnico em Meio Ambiente | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Técnico em Radiologia | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Técnico em Segurança do Trabalho |
Q3666942 Português
Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda à questão


Ano de Saturno: o que esperar do planeta regente de 2024? 2024 reserva para nós uma jornada peculiar e importante, regida pelo majestoso planeta das lições. Confira o que esperar do ano de Saturno!


Larissa Nacif


Bem-vindos a um novo ciclo, amantes da Astrologia! Afinal, o ano de 2024 reserva para nós uma jornada peculiar e importante, regida pelo majestoso Saturno. Esse planeta é muitas vezes associado a lições, responsabilidades e, além disso, estruturas. Vamos, então, explorar o que podemos esperar durante o "ano de Saturno" e como podemos transformar suas influências em oportunidades de crescimento! 2024 reserva para nós uma jornada peculiar e importante, regida pelo majestoso planeta das lições.


Planeta regente de 2024


Imagine Saturno como o mestre de cerimônias astrológico de 2024, orquestrando os eventos que moldarão nosso destino. Pois bem, nesse ano, suas influências estarão entrelaçadas em todos os aspectos de nossas vidas, desde relacionamentos até carreiras e autoconhecimento.


Lições do planeta regente de 2024


Saturno é conhecido por nos ensinar lições valiosas, muitas vezes por meio de desafios que exigem paciência e determinação. Por isso, durante o ano de 2024, podemos esperar a oportunidade de construir bases sólidas para nossos objetivos, enfrentando responsabilidades com sabedoria.


Responsabilidade e disciplina


Saturno favorece aqueles que abraçam a responsabilidade e a disciplina. Por isso, se estivermos dispostos a trabalhar duro e assumir compromissos, podemos colher recompensas duradouras ao longo do ano. Assim, esse será o momento de avaliar nossas metas e de nos esforçarmos de forma consistente.


Reavaliação de relacionamentos


Nos relacionamentos, Saturno nos convida a uma reavaliação. Afinal, qualidade supera quantidade, e parcerias fundamentadas em respeito mútuo e comprometimento ganharão destaque. Assim, a honestidade consigo mesmo e com os outros será a chave.


Autoconhecimento profundo


O período sob Saturno é propício para uma jornada de autoconhecimento profundo. Por isso, devemos explorar nossas verdades internas, enfrentar nossos medos e trabalhar para superar limitações auto impostas.


Abraçando as lições de Saturno com coragem


Nesse "ano de Saturno", seremos chamados a abraçar suas lições com coragem e resiliência. Ao construir bases sólidas, assumir responsabilidades com disciplina e buscar relacionamentos autênticos, podemos transformar as influências de Saturno em bênçãos duradouras. Que o ano de 2024 nos guie em direção ao crescimento pessoal e à realização de nossos sonhos mais profundos!


(Fonte:https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/ano-de-saturno-o-que-esperar-do-planeta-regente-de-2024
No trecho “Assim, esse será o momento de avaliar nossas metas e de nos esforçarmos de forma consistente.”, o conectivo em destaque apresenta o valor semântico de:
Alternativas
Q3666878 Português
Assinale a alternativa cujo elemento sublinhado é um objeto indireto.
Alternativas
Q3666876 Português
Observe o excerto a seguir.

Ao longo dos anos, pesquisadores que estudam elefantes notaram um fenômeno intrigante. Algumas vezes, quando um elefante vocaliza algo para um grupo de outros elefantes, todos respondem. Mas, às vezes, quando aquele mesmo elefante faz um chamado similar ao grupo, apenas um deles responde.”

ELEFANTES podem chamar uns aos outros por nomes, mostra estudo. Planeta, 10 de junho de 2024. Disponível em: https://revistaplaneta.com.br/elefantespodem-chamar-uns-aos-outros-por-nomes-mostra-estudo/. Acesso em: 13 jun. 2024.

Qual é a função das vírgulas empregadas junto das expressões sublinhadas no excerto?
Alternativas
Q3666869 Português
Leia o texto para responder à questão.


Os oceanos e as mudanças climáticas.


Para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico


Segen Estefen | 12/06/24


    Apesar de se chamar Terra, é de água que é coberta a maior parte do planeta — cerca de 71% de toda a superfície é oceano, 80% no Hemisfério Sul. A importância não é desproporcional ao tamanho dos mares ou de duas moléculas de hidrogênio para uma de oxigênio na vida. Antigos guardiões do clima terrestre, são os oceanos que TEM/TÊM regulado a temperatura do planeta, influenciado padrões atmosféricos e sustentado a biodiversidade marinha. Os oceanos absorvem 90% do excesso de todo o calor atmosférico gerado pelas emissões de dióxido de carbono (CO2). A água tem uma alta capacidade térmica, permitindo que se armazene grandes quantidades de calor. É exatamente o que os oceanos fazem com a Terra. Sem eles, a temperatura global seria insustentável. 

    Os oceanos também desempenham um papel significativo no que se refere à absorção dos gases do efeito estufa que causam o aquecimento da Terra. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os oceanos captaram cerca de um terço de todo o CO2 emitido pela humanidade desde a Revolução Industrial. No entanto, essa absorção tem um custo, especialmente em um planeta que aumentou em cerca de 1,4°C a sua temperatura em um período de 40 anos.

    As mudanças climáticas e os oceanos estão intrinsecamente conectados, em uma via de mão dupla. Enquanto os oceanos naturalmente mitigam boa parte dos efeitos do aquecimento do planeta, as mudanças climáticas também impactam os oceanos pelo degelo nos polos e aumento da absorção de CO2, o que resulta em uma série de problemas, como o aumento do nível do mar, da temperatura e da acidificação. O aquecimento dos oceanos Pacífico e Atlântico TEM/TÊM contribuído para eventos climáticos extremos, devido à potencialização de fenômenos naturais como ciclones e furacões. A elevação da temperatura das águas dos oceanos TEM/TÊM efeito deletério nos corais e na biodiversidade marinha.

    Recentemente, a BBC publicou uma análise baseada em dados do Serviço Climático Copernicus, da União Europeia, mostrando que os oceanos bateram recordes de temperatura todos os dias por 12 meses. O dado é o prenúncio da condição crítica das mudanças climáticas. Segundo o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas, o IPCC, se o planeta aquecer 1,5°C, cerca de 70% dos corais, que suportam um quarto da vida marinha, desaparecerão.

    Para além dos mares, esse cenário nos afeta também, pois os oceanos funcionam como um grande reservatório de carbono, armazenando-o em taxas muito superiores às florestas tropicais terrestres. Além de reconhecer a importância dos oceanos para a vida e combater a crise climática, é preciso entender o papel crucial que esse aliado muitas vezes desconhecido, TEM/TÊM. Não dá para enfrentar esse desafio do século 21 sem considerá-lo.

    O caminho para isso é conhecido. Inclui a redução das emissões de gases de efeito estufa, o que passa invariavelmente, por transicionar as matrizes energéticas do fóssil para o renovável. O surpreendente é que os oceanos também podem dar uma alternativa para isso. O potencial energético dos mares é vasto. As energias oceânicas — ainda muito pouco exploradas — TEM/TÊM um potencial de produzir dezenas de vezes mais energia do que o mundo será capaz de consumir em 2040. Os oceanos podem ser não apenas um regulador climático, mas também uma das fontes de energia renovável que vai viabilizar o futuro do clima na Terra.

    No entanto, para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico. Somente com dados constantes, a ciência conseguirá abastecer aqueles que TEM/TÊM o poder de tomar as decisões, da política à economia. Isso pode gerar iniciativas, como a criação de áreas marinhas protegidas e o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono a partir do mar. Sem essa integração e se deixarmos tudo como está, corremos o risco de perder a nossa primeira e última barreira contra a crise climática.


Segen Estefen: Diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo) e professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ESTEFEN, Segen. Os oceanos e as mudanças climáticas. Correio Braziliense, 12 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/ 2024/06/6875725-artigo-os-oceanos-e-as-mudancas-climaticas.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
Observe as ocorrências do verbo “ter” destacadas, em letras maiúsculas, no texto: Os oceanos e as mudanças climáticas. Em seguida, indique a alternativa que apresenta a concordância verbal adequada para cada uma dessas ocorrências.
Alternativas
Q3666868 Português
Leia o texto para responder à questão.


Os oceanos e as mudanças climáticas.


Para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico


Segen Estefen | 12/06/24


    Apesar de se chamar Terra, é de água que é coberta a maior parte do planeta — cerca de 71% de toda a superfície é oceano, 80% no Hemisfério Sul. A importância não é desproporcional ao tamanho dos mares ou de duas moléculas de hidrogênio para uma de oxigênio na vida. Antigos guardiões do clima terrestre, são os oceanos que TEM/TÊM regulado a temperatura do planeta, influenciado padrões atmosféricos e sustentado a biodiversidade marinha. Os oceanos absorvem 90% do excesso de todo o calor atmosférico gerado pelas emissões de dióxido de carbono (CO2). A água tem uma alta capacidade térmica, permitindo que se armazene grandes quantidades de calor. É exatamente o que os oceanos fazem com a Terra. Sem eles, a temperatura global seria insustentável. 

    Os oceanos também desempenham um papel significativo no que se refere à absorção dos gases do efeito estufa que causam o aquecimento da Terra. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os oceanos captaram cerca de um terço de todo o CO2 emitido pela humanidade desde a Revolução Industrial. No entanto, essa absorção tem um custo, especialmente em um planeta que aumentou em cerca de 1,4°C a sua temperatura em um período de 40 anos.

    As mudanças climáticas e os oceanos estão intrinsecamente conectados, em uma via de mão dupla. Enquanto os oceanos naturalmente mitigam boa parte dos efeitos do aquecimento do planeta, as mudanças climáticas também impactam os oceanos pelo degelo nos polos e aumento da absorção de CO2, o que resulta em uma série de problemas, como o aumento do nível do mar, da temperatura e da acidificação. O aquecimento dos oceanos Pacífico e Atlântico TEM/TÊM contribuído para eventos climáticos extremos, devido à potencialização de fenômenos naturais como ciclones e furacões. A elevação da temperatura das águas dos oceanos TEM/TÊM efeito deletério nos corais e na biodiversidade marinha.

    Recentemente, a BBC publicou uma análise baseada em dados do Serviço Climático Copernicus, da União Europeia, mostrando que os oceanos bateram recordes de temperatura todos os dias por 12 meses. O dado é o prenúncio da condição crítica das mudanças climáticas. Segundo o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas, o IPCC, se o planeta aquecer 1,5°C, cerca de 70% dos corais, que suportam um quarto da vida marinha, desaparecerão.

    Para além dos mares, esse cenário nos afeta também, pois os oceanos funcionam como um grande reservatório de carbono, armazenando-o em taxas muito superiores às florestas tropicais terrestres. Além de reconhecer a importância dos oceanos para a vida e combater a crise climática, é preciso entender o papel crucial que esse aliado muitas vezes desconhecido, TEM/TÊM. Não dá para enfrentar esse desafio do século 21 sem considerá-lo.

    O caminho para isso é conhecido. Inclui a redução das emissões de gases de efeito estufa, o que passa invariavelmente, por transicionar as matrizes energéticas do fóssil para o renovável. O surpreendente é que os oceanos também podem dar uma alternativa para isso. O potencial energético dos mares é vasto. As energias oceânicas — ainda muito pouco exploradas — TEM/TÊM um potencial de produzir dezenas de vezes mais energia do que o mundo será capaz de consumir em 2040. Os oceanos podem ser não apenas um regulador climático, mas também uma das fontes de energia renovável que vai viabilizar o futuro do clima na Terra.

    No entanto, para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico. Somente com dados constantes, a ciência conseguirá abastecer aqueles que TEM/TÊM o poder de tomar as decisões, da política à economia. Isso pode gerar iniciativas, como a criação de áreas marinhas protegidas e o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono a partir do mar. Sem essa integração e se deixarmos tudo como está, corremos o risco de perder a nossa primeira e última barreira contra a crise climática.


Segen Estefen: Diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo) e professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ESTEFEN, Segen. Os oceanos e as mudanças climáticas. Correio Braziliense, 12 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/ 2024/06/6875725-artigo-os-oceanos-e-as-mudancas-climaticas.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
observe o excerto a seguir.

“No entanto, para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais.” (7º parágrafo)

Qual é o sentido que o vocábulo em destaque no excerto confere ao enunciado?
Alternativas
Q3666867 Português
Leia o texto para responder à questão.


Os oceanos e as mudanças climáticas.


Para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico


Segen Estefen | 12/06/24


    Apesar de se chamar Terra, é de água que é coberta a maior parte do planeta — cerca de 71% de toda a superfície é oceano, 80% no Hemisfério Sul. A importância não é desproporcional ao tamanho dos mares ou de duas moléculas de hidrogênio para uma de oxigênio na vida. Antigos guardiões do clima terrestre, são os oceanos que TEM/TÊM regulado a temperatura do planeta, influenciado padrões atmosféricos e sustentado a biodiversidade marinha. Os oceanos absorvem 90% do excesso de todo o calor atmosférico gerado pelas emissões de dióxido de carbono (CO2). A água tem uma alta capacidade térmica, permitindo que se armazene grandes quantidades de calor. É exatamente o que os oceanos fazem com a Terra. Sem eles, a temperatura global seria insustentável. 

    Os oceanos também desempenham um papel significativo no que se refere à absorção dos gases do efeito estufa que causam o aquecimento da Terra. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os oceanos captaram cerca de um terço de todo o CO2 emitido pela humanidade desde a Revolução Industrial. No entanto, essa absorção tem um custo, especialmente em um planeta que aumentou em cerca de 1,4°C a sua temperatura em um período de 40 anos.

    As mudanças climáticas e os oceanos estão intrinsecamente conectados, em uma via de mão dupla. Enquanto os oceanos naturalmente mitigam boa parte dos efeitos do aquecimento do planeta, as mudanças climáticas também impactam os oceanos pelo degelo nos polos e aumento da absorção de CO2, o que resulta em uma série de problemas, como o aumento do nível do mar, da temperatura e da acidificação. O aquecimento dos oceanos Pacífico e Atlântico TEM/TÊM contribuído para eventos climáticos extremos, devido à potencialização de fenômenos naturais como ciclones e furacões. A elevação da temperatura das águas dos oceanos TEM/TÊM efeito deletério nos corais e na biodiversidade marinha.

    Recentemente, a BBC publicou uma análise baseada em dados do Serviço Climático Copernicus, da União Europeia, mostrando que os oceanos bateram recordes de temperatura todos os dias por 12 meses. O dado é o prenúncio da condição crítica das mudanças climáticas. Segundo o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas, o IPCC, se o planeta aquecer 1,5°C, cerca de 70% dos corais, que suportam um quarto da vida marinha, desaparecerão.

    Para além dos mares, esse cenário nos afeta também, pois os oceanos funcionam como um grande reservatório de carbono, armazenando-o em taxas muito superiores às florestas tropicais terrestres. Além de reconhecer a importância dos oceanos para a vida e combater a crise climática, é preciso entender o papel crucial que esse aliado muitas vezes desconhecido, TEM/TÊM. Não dá para enfrentar esse desafio do século 21 sem considerá-lo.

    O caminho para isso é conhecido. Inclui a redução das emissões de gases de efeito estufa, o que passa invariavelmente, por transicionar as matrizes energéticas do fóssil para o renovável. O surpreendente é que os oceanos também podem dar uma alternativa para isso. O potencial energético dos mares é vasto. As energias oceânicas — ainda muito pouco exploradas — TEM/TÊM um potencial de produzir dezenas de vezes mais energia do que o mundo será capaz de consumir em 2040. Os oceanos podem ser não apenas um regulador climático, mas também uma das fontes de energia renovável que vai viabilizar o futuro do clima na Terra.

    No entanto, para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico. Somente com dados constantes, a ciência conseguirá abastecer aqueles que TEM/TÊM o poder de tomar as decisões, da política à economia. Isso pode gerar iniciativas, como a criação de áreas marinhas protegidas e o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono a partir do mar. Sem essa integração e se deixarmos tudo como está, corremos o risco de perder a nossa primeira e última barreira contra a crise climática.


Segen Estefen: Diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo) e professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ESTEFEN, Segen. Os oceanos e as mudanças climáticas. Correio Braziliense, 12 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/ 2024/06/6875725-artigo-os-oceanos-e-as-mudancas-climaticas.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
No texto: Os oceanos e as mudanças climáticas, foram sublinhados três conectivos. Analise-os e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta corretamente os sentidos por eles veiculados nos trechos em que ocorrem.
Alternativas
Q3666864 Português
Leia o texto para responder à questão.


Os oceanos e as mudanças climáticas.


Para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico


Segen Estefen | 12/06/24


    Apesar de se chamar Terra, é de água que é coberta a maior parte do planeta — cerca de 71% de toda a superfície é oceano, 80% no Hemisfério Sul. A importância não é desproporcional ao tamanho dos mares ou de duas moléculas de hidrogênio para uma de oxigênio na vida. Antigos guardiões do clima terrestre, são os oceanos que TEM/TÊM regulado a temperatura do planeta, influenciado padrões atmosféricos e sustentado a biodiversidade marinha. Os oceanos absorvem 90% do excesso de todo o calor atmosférico gerado pelas emissões de dióxido de carbono (CO2). A água tem uma alta capacidade térmica, permitindo que se armazene grandes quantidades de calor. É exatamente o que os oceanos fazem com a Terra. Sem eles, a temperatura global seria insustentável. 

    Os oceanos também desempenham um papel significativo no que se refere à absorção dos gases do efeito estufa que causam o aquecimento da Terra. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os oceanos captaram cerca de um terço de todo o CO2 emitido pela humanidade desde a Revolução Industrial. No entanto, essa absorção tem um custo, especialmente em um planeta que aumentou em cerca de 1,4°C a sua temperatura em um período de 40 anos.

    As mudanças climáticas e os oceanos estão intrinsecamente conectados, em uma via de mão dupla. Enquanto os oceanos naturalmente mitigam boa parte dos efeitos do aquecimento do planeta, as mudanças climáticas também impactam os oceanos pelo degelo nos polos e aumento da absorção de CO2, o que resulta em uma série de problemas, como o aumento do nível do mar, da temperatura e da acidificação. O aquecimento dos oceanos Pacífico e Atlântico TEM/TÊM contribuído para eventos climáticos extremos, devido à potencialização de fenômenos naturais como ciclones e furacões. A elevação da temperatura das águas dos oceanos TEM/TÊM efeito deletério nos corais e na biodiversidade marinha.

    Recentemente, a BBC publicou uma análise baseada em dados do Serviço Climático Copernicus, da União Europeia, mostrando que os oceanos bateram recordes de temperatura todos os dias por 12 meses. O dado é o prenúncio da condição crítica das mudanças climáticas. Segundo o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas, o IPCC, se o planeta aquecer 1,5°C, cerca de 70% dos corais, que suportam um quarto da vida marinha, desaparecerão.

    Para além dos mares, esse cenário nos afeta também, pois os oceanos funcionam como um grande reservatório de carbono, armazenando-o em taxas muito superiores às florestas tropicais terrestres. Além de reconhecer a importância dos oceanos para a vida e combater a crise climática, é preciso entender o papel crucial que esse aliado muitas vezes desconhecido, TEM/TÊM. Não dá para enfrentar esse desafio do século 21 sem considerá-lo.

    O caminho para isso é conhecido. Inclui a redução das emissões de gases de efeito estufa, o que passa invariavelmente, por transicionar as matrizes energéticas do fóssil para o renovável. O surpreendente é que os oceanos também podem dar uma alternativa para isso. O potencial energético dos mares é vasto. As energias oceânicas — ainda muito pouco exploradas — TEM/TÊM um potencial de produzir dezenas de vezes mais energia do que o mundo será capaz de consumir em 2040. Os oceanos podem ser não apenas um regulador climático, mas também uma das fontes de energia renovável que vai viabilizar o futuro do clima na Terra.

    No entanto, para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico. Somente com dados constantes, a ciência conseguirá abastecer aqueles que TEM/TÊM o poder de tomar as decisões, da política à economia. Isso pode gerar iniciativas, como a criação de áreas marinhas protegidas e o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono a partir do mar. Sem essa integração e se deixarmos tudo como está, corremos o risco de perder a nossa primeira e última barreira contra a crise climática.


Segen Estefen: Diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo) e professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ESTEFEN, Segen. Os oceanos e as mudanças climáticas. Correio Braziliense, 12 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/ 2024/06/6875725-artigo-os-oceanos-e-as-mudancas-climaticas.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
Como se classifica sintaticamente a estrutura grifada em: “O caminho para isso é conhecido.” (6º parágrafo)?
Alternativas
Q3666790 Português
Holanda tem ciclovia brilhante inspirada em obra de Van Gogh

    Além de ser a terra natal de Van Gogh, a província holandesa de Brabante do Norte possui uma ciclovia brilhante inspirada na famosa obra “A Noite Estrelada”. Situada na cidade de Eindhoven, nos arredores do vilarejo de Nuenen, onde Van Gogh morou de 1883 a 1885, a ciclovia tem cerca de 600 metros e se ilumina ao anoitecer.
   A “mágica” ocorre graças às milhares de pedras falsas no concreto cobertas com um material inteligente que permite que elas sejam carregadas durante o dia e que ganhem brilho ao cair da noite.
   A ciclovia está localizada entre dois moinhos retratados em pinturas de Van Gogh: o moinho Opwetten, em Nuenen, e o moinho Col, em Eindhoven. As obras foram pintadas no período em que o artista morou em Eindhoven, em que usou a cidade como cenário para seus quadros.
      A “Van Gogh-Roosegaarde Fietspad”, nome original da ciclovia, foi inaugurada no final de 2014 como parte das celebrações dos 125 anos do aniversário da morte do pintor holandês e foi elaborada pelo artista Daan Roosegaarde, conhecido por projetos que misturam tecnologia e arte em ambientes urbanos.
    “Queria criar um lugar que as pessoas vivenciassem de uma forma especial, com técnica aliada à experiência, isso é o que a tecnopoesia significa para mim”, disse Roosegarde na época da inauguração da ciclovia.
     Rota de cicloturismo
     A ciclovia inspirada na obra “A Noite Estrelada” faz parte de uma rota maior de 435 km que atravessa locais históricos por onde Van Gogh passou em Brabante do Norte.
    Esta rota maior é dividida em 10 ciclovias individuais espalhadas pela província, incluindo uma que atravessa a cidade em que o artista nasceu, Zundert, com 46 km de extensão e que passa por seis monumentos dedicados a Van Gogh. 
'    Também é possível conhecer vários dos lugares que o pintor esteve na província a partir de uma rota turística a pé. Juntos, os cinco percursos têm uma extensão total de 63 km e passam por Nuenen, Zundert, Etten-Leur, Helvoirt e Tilburg.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/curiosidades/holanda-tem-ciclovia-brilhante-inspirada-em-obra-de-vangogh/ (adaptado). 
Considerando a regência do verbo "inspirar", qual das seguintes frases está correta?
Alternativas
Q3666664 Português
Leia o excerto a seguir.

   “Muitas vezes, o período menstrual chega acompanhado por alguns incômodos comuns, como a cólica e a mudança de humor. Mas, para algumas mulheres, ele é sinônimo de fortes dores de cabeça, que caracterizam a enxaqueca menstrual.
   A ginecologista Maria Carolina Dalboni explica a CAPRICHO que esse tipo de enxaqueca acontece, normalmente, de 2 a 3 dias antes do ciclo menstrual e pode perdurar até a descida mesmo da menstruação. Isso se dá, principalmente, em razão da queda do hormônio chamado estrogênio. [...]”

MORALES, Juliana. O que é enxaqueca menstrual? Conheça os sintomas e tratamentos. Capricho, 08 de junho de 2024. Disponível em: https://capricho.abril.com.br/comportamento/o-que-e-enxaquecamenstrual-conheca-os-sintomas-e-tratamentos/. Acesso em: 13 jun. 2024.

Analise as proposições construídas acerca da configuração sintática desse trecho.

I. O vocábulo “como”, empregado no primeiro período do trecho, introduz uma sequência de exemplos.
II. O conectivo “Mas”, que abre o segundo período do excerto, pode ser substituído por “Contudo” sem que se altere o sentido básico do enunciado.
III. As duas ocorrências da palavra “que” no excerto funcionam como pronomes relativos, o primeiro como introdutor de uma oração adjetiva explicativa, e o segundo, como introdutor de uma oração adjetiva restritiva.
IV. O conectivo “em razão de”, que ocorre no último período do excerto, introduz uma expressão indicativa de consequência.

Marque a opção que apresenta as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q3666662 Português
Assinale a alternativa que apresenta um desvio no que tange à regência verbal padrão.
Alternativas
Q3665764 Português
Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda à questão

Malasarte cozinhando sem fogo

    Chegando, certa vez, Pedro Malasarte à cidade, logo se meteu em divertimentos e gastou todo o dinheiro. Mas antes que ficasse de todo limpo comprou uma panelinha de ferro qualquer, com três pés para apoiar sobre o fogo, uma matula e seguiu viagem.
    Já era por umas onze da manhã, quando avistou um rancho desocupado. Apertado de fome, resolveu descansar ali. Fez fogo, pôs a panela de três pés com a matula a aquecer.
    Mal acabara de aquecer a matula, vem chegando uns tropeiros. Pedro Malasarte mais que depressa pôs um monte de terra sobre o fogo, de modo que não ficou um graveto a vista, e ficou muito quieto diante da panelinha que fumegava.
    Os tropeiros vendo aquilo ficaram muito espantados e perguntaram:
    — Que moda é essa, caboclo, de cozinhar sem fogo?
     Pedro respondeu logo:
    — Isto não é para todos. Pois não vêem que minha panela é mágica?
    — Então, ela cozinha sem fogo?
    — É como estão vendo, e a qualquer hora. Mas como o médico me disse que estou por poucos dias e precisando de dinheiro para encomendar o corpo, posso negociá-la.
    Os tropeiros viram na panela um verdadeiro achado; provaram da comida e acharam tudo muito bom.
    Compraram a panela, pagando por ela o preço que Pedro Malasarte lhes pediu.
  Vinha caindo à noite, quando os tropeiros foram cozinhar sem fogo e deram com a trapaça de Malasarte, que já tinha sumido nesse mundo de Deus.


Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/causos/1034502 (adaptado).
Se a frase "Os tropeiros viram na panela um verdadeiro achado" fosse reescrita para o singular, quantas palavras, no total, sofreriam ajuste ortográfico?
Alternativas
Q3665316 Português
Leia o fragmento abaixo. Em seguida, assinale a alternativa que faz uma afirmação correta sobre seus aspectos morfossintáticos.

O PINGUIM-DE-BARBICHA TIRA 10 MIL SONECAS POR DIA – DE 4 SEGUNDOS CADA
Essa estratégia evolutiva faz com que eles sempre estejam "meio dormindo" e "meio acordados" ao mesmo tempo. 
Alternativas
Q3665309 Português
Quais classificações recebem, respectivamente, as orações sublinhadas no trecho abaixo?

“No próximo dia 7 de janeiro, o ator Nicolas Cage fará 60 anos de idade. A proximidade com a data o levou a uma reflexão peculiar. Em entrevista à revista Vanity Fair, ele disse que seu pai morreu aos 75 anos, logo, seu destino pode ser o mesmo. ‘O que eu quero fazer com esses últimos 15 anos, usando meu pai como referência? Para mim ficou muito claro que quero passar esse tempo com a minha família’, afirmou o ator, que é casado e tem três filhos.” 
Alternativas
Q3664999 Português
Na frase “Se eu tivesse chegado há tempo, a EDP não tinha cortado a luz daqui de casa.” Se a frase fosse reescrita, adequando-se à norma padrão, a forma correta é:
Alternativas
Respostas
14521: E
14522: B
14523: A
14524: A
14525: E
14526: B
14527: B
14528: B
14529: C
14530: D
14531: E
14532: B
14533: A
14534: C
14535: A
14536: E
14537: C
14538: A
14539: C
14540: A