Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3699820 Português
Assinale a alternativa cuja oração apresenta vocativo.
Alternativas
Q3699817 Português
Assinale a alternativa cuja oração apresenta sujeito indeterminado. 
Alternativas
Q3696637 Português
Preencha a lacuna e assinale a alternativa correta.

"Na coesão ______________, é estabelecida uma coesão por conjunção, sendo utilizados conectivos e expressões que dão continuidade aos assuntos, estabelecendo uma sequência e relação com aquilo que já foi afirmado".
Alternativas
Q3696634 Português
Assinale a alternativa cuja análise do termo em destaque está correta.
Alternativas
Q3688369 Português
TEXTO I

A Cigarra e a Formiga


Cantou muito a cigarra
Só faz farra
Durante todo o verão.

Chega o inverno, e então
Com a despensa vazia
Acabou-se a alegria.

“Vou procurar uma amiga
Minha vizinha a formiga!”
E foi pedir emprestado
Qualquer comida, um bocado

“Mas quando o verão voltar
Voltarei para pagar
Pode estar certa, eu garanto
Vou recuperar meu canto”

A formiga, renitente,
Disfarçou, olhou de lado
E deu logo o seu recado
À cigarra imprevidente:

“Eu cuidei do meu cantinho
Tu cantavas toda hora...
Escolheste teu caminho
Tudo bem, pois dança agora...


(O melhor de La Fontaine. Tradução e adaptação de Nilson José Machado. São Paulo.
Escrituras, 2012. p. 17.)


TEXTO II




Observe as orações a seguir e aponte a alternativa em que ocorra oração coordenada sindética conclusiva.

Alternativas
Q3688368 Português
TEXTO I

A Cigarra e a Formiga


Cantou muito a cigarra
Só faz farra
Durante todo o verão.

Chega o inverno, e então
Com a despensa vazia
Acabou-se a alegria.

“Vou procurar uma amiga
Minha vizinha a formiga!”
E foi pedir emprestado
Qualquer comida, um bocado

“Mas quando o verão voltar
Voltarei para pagar
Pode estar certa, eu garanto
Vou recuperar meu canto”

A formiga, renitente,
Disfarçou, olhou de lado
E deu logo o seu recado
À cigarra imprevidente:

“Eu cuidei do meu cantinho
Tu cantavas toda hora...
Escolheste teu caminho
Tudo bem, pois dança agora...


(O melhor de La Fontaine. Tradução e adaptação de Nilson José Machado. São Paulo.
Escrituras, 2012. p. 17.)


TEXTO II




Nas alternativas abaixo, assinale aquela em que há oração coordenada:

Alternativas
Q3688367 Português
TEXTO I

A Cigarra e a Formiga


Cantou muito a cigarra
Só faz farra
Durante todo o verão.

Chega o inverno, e então
Com a despensa vazia
Acabou-se a alegria.

“Vou procurar uma amiga
Minha vizinha a formiga!”
E foi pedir emprestado
Qualquer comida, um bocado

“Mas quando o verão voltar
Voltarei para pagar
Pode estar certa, eu garanto
Vou recuperar meu canto”

A formiga, renitente,
Disfarçou, olhou de lado
E deu logo o seu recado
À cigarra imprevidente:

“Eu cuidei do meu cantinho
Tu cantavas toda hora...
Escolheste teu caminho
Tudo bem, pois dança agora...


(O melhor de La Fontaine. Tradução e adaptação de Nilson José Machado. São Paulo.
Escrituras, 2012. p. 17.)


TEXTO II




Das alternativas abaixo, qual a que os verbos completam corretamente a frase a seguir: _________________os convites do casamento do filho de João.

Alternativas
Q3688366 Português
TEXTO I

A Cigarra e a Formiga


Cantou muito a cigarra
Só faz farra
Durante todo o verão.

Chega o inverno, e então
Com a despensa vazia
Acabou-se a alegria.

“Vou procurar uma amiga
Minha vizinha a formiga!”
E foi pedir emprestado
Qualquer comida, um bocado

“Mas quando o verão voltar
Voltarei para pagar
Pode estar certa, eu garanto
Vou recuperar meu canto”

A formiga, renitente,
Disfarçou, olhou de lado
E deu logo o seu recado
À cigarra imprevidente:

“Eu cuidei do meu cantinho
Tu cantavas toda hora...
Escolheste teu caminho
Tudo bem, pois dança agora...


(O melhor de La Fontaine. Tradução e adaptação de Nilson José Machado. São Paulo.
Escrituras, 2012. p. 17.)


TEXTO II




Preencha as lacunas a seguir, com as conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item uma correta relação de sentido:



1 - Correu demais, ____________caiu.

2 - Dormiu mal, ______________os pesadelos atrapalharam o seu sono.

3 - Sabemos que a matéria perece, ___________a alma é imortal.

4 - Leu o livro____________ é capaz de interpretar o texto com detalhes.

5 - Não jogue fora esses objetos, __________podem lhe servir mais tarde.



Assinale a sequência correta:

Alternativas
Q3688174 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Identifique a alternativa em que o verbo destacado não está na voz reflexiva:

Alternativas
Q3688170 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Analise as orações a seguir e indique a opção que o período é composto por subordinação:

Alternativas
Q3687989 Português
TEXTO I

DECLARAÇÃO DE AMOR


    Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado.

    Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

    Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo no túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dá vida.

    Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

    Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que minha abordagem do português fosse virgem e límpida.


(A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 100-1)
Das orações a seguir, aponte a alternativa que apresenta uma oração subordinada adverbial concessiva: 
Alternativas
Q3687988 Português
TEXTO I

DECLARAÇÃO DE AMOR


    Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado.

    Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

    Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo no túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dá vida.

    Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

    Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que minha abordagem do português fosse virgem e límpida.


(A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 100-1)
Aponte a alternativa em que ocorra oração coordenada sindética adversativa: 
Alternativas
Q3669743 Português
Observe a tirinha abaixo.
Imagem associada para resolução da questão
Em “Foi o que eles falaram e ainda zuaram da minha cara...” podemos afirmar que se trata de:
Alternativas
Q3669741 Português
Para quê tanta saúde?

Publicado em 11/09/2023
Paulo Pestana
Crônica

Foram meses de negociação, mas o amigo cedeu: aceitou ir à nutróloga. É preciso dizer que ele se esqueceu de ler _____ letras miúdas do acordo com a esposa, porque nem sabia que existia essa profissão. Se soubesse que nutrólogos são médicos que avaliam o comportamento alimentar do cristão, provavelmente a negociação teria sido mais dura.

Esse amigo é adepto radical da culinária do excesso. Sarapatel de entrada, um caldinho de mocotó para esquentar o que a cerveja esfria, e um prato principal que, se não for sexta-feira, dia de feijoada, pode ser um cozido nordestino, uma buchada ou qualquer dessas ignorâncias, dieta que explica a protuberância do abdômen.

Outro erro: foi acompanhado da mulher, que queria ouvir tudo o que a moça – sim, era uma nutróloga – teria a dizer sobre o seu pedaço (era assim que eles se tratavam; pê para cá, pê para lá, um diminutivo mais comportado para uma gíria que já era ultrapassada quando se conheceram). Os amigos do bar dizem que, hoje, ele está mais para caco, mas ele acha que é inveja.

A doutora fez uma lista de exames que ele teria que cumprir nos próximos dias, já adiantando que o diagnóstico não seria bom. No meio do caminho, houve a fatídica pergunta: “O senhor bebe?”. Óbvio que ele respondeu que bebia apenas socialmente, mas _____ presença da mulher prejudicou a indignação que ele tentou imprimir, porque ela não foi sutil.

“Mentira”. A mulher da gente tem essa mania de ser direta; não consegue entender que a vida pede uns desvios, umas respostas menos incisivas – pelo menos quando nós, homens, estamos em apuros. E aquela era uma situação de sufoco. “Doutora, ele vai ao bar todo dia, tenho aqui no celular as contas que ele paga”, completou.

Outras desculpas saíram num turbilhão da boca do amigo, mas não adiantou muito; estava desmoralizado. Até que surgiu um pirilampo naquele breu, quando ____ médica disse que não ia pedir para ele parar de beber – uma vitória! As caraminholas cessaram; era a única coisa que o preocupava.

Foi uma vitória de Pirro, o rei do Epiro, que venceu os romanos, mas perdeu todo o seu exército. As derrotas vieram em sequência: “O senhor tem que perder peso. E rápido”, disse ela. Nada de doces – “sem problemas”, pensou – e, mais difícil, alimentos gordurosos; e… (não deve ter havido ____ pausa dramática que ele fez quando nos contou o drama, mas em respeito _____ fonte, estão aí _____ reticências) …diminuir o álcool.

Na mesma hora, ele pensou num amigo de mesa que continua frequentando o bar, mas bebe apenas água. Conversa, brinca, aposta, faz tudo sem álcool. Não sei se é feliz, mas finge bem, está firme. A nutróloga falou em diminuir, não em parar. E concluiu: “O senhor pode tomar umas duas doses por semana”.

O amigo fez cara de pôquer. Eram duas contra um e ele se sentiu pressionado. Ficou calado, fez os exames e toma os remédios, tudo certinho. E trocou o uísque por vodka, que não deixa bafo.

(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/para-que-tanta-saude/. Adaptado.)
Leia as sentenças abaixo e, em seguida, avalie as proposições a respeito delas.

A. “Se soubesse que nutrólogos são médicos que avaliam o comportamento alimentar do cristão, provavelmente a negociação teria sido mais dura.” (1º parágrafo)
B. “As caraminholas cessaram; era a única coisa que o preocupava.” (6º parágrafo)
C. “Conversa, brinca, aposta, faz tudo sem álcool.” (8º parágrafo)

I. Na sentença C, existem quatro orações coordenadas assindéticas.
II. Na sentença A, os dois “que” empregados funcionam como pronomes relativos.
III. Tanto na sentença A quanto na B, existem orações subordinadas adjetivas restritivas.

Estão corretas:
Alternativas
Q3667266 Português
Leia a afirmativa a seguir.
Por mais que evidências reais de vida em Marte ainda não tenham sido encontradas, um novo estudo feito por pesquisadores da Nasa sugere que a água congelada na superfície do planeta possui as condições necessárias para servir de lar para microrganismos. Usando modelos de computador, cientistas conseguiram verificar que a incidência de luz solar através da camada de gelo marciana seria suficiente para permitir a realização de fotossíntese. E, por tabela, a existência de alguma forma de vida fotossintetizante.”
ALMEIDA, Arthur. Nasa diz que chance de vida extraterrestre em Marte está abaixo de camada de gelo. Galileu, 17 de outubro de 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/espaco/noticia/2024/10/nasa-diz-quechance-de-vida-extraterrestre-em-marte-esta-abaixo-de-camada-de-gelo.ghtml. Acesso em: 17 out. 2024. Adaptado.

Marque a alternativa que identifica o sentido conferido pela expressão no contexto em que se encontra.
Alternativas
Q3667256 Português
Educação antirracista: novos olhares à luz da Lei 10.639/2003

Para que a educação antirracista seja bem-sucedida, é preciso um diálogo intertemporal, envolvendo tanto as gerações mais antigas quanto as mais jovens. Isso também inclui discutir o papel do Estado como produtor de leis que organizam o mundo social

Geronilson da Silva Santos | Advogado, professor universitário, doutorando em direitos humanos e cidadania na Universidade de Brasília (UnB) | 19/10/2024

        A implementação de uma educação antirracista é uma questão fundamental, e a Lei 10.639/2003 é um marco importante nesse processo. A legislação alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e tem como objetivo resgatar a contribuição do povo negro nas áreas sociais, econômicas e políticas relacionadas à história do Brasil. Ela estabelece que temas como a luta negra no Brasil, a história da África e dos africanos, a cultura negra brasileira e o papel da população negra na formação da sociedade nacional devem ser abordados obrigatoriamente em sala de aula. No entanto, esse não é um rol taxativo. Deve ser visto como uma base para explorar outras possibilidades, como a história da ciência a partir dos negros, a pedagogia negra e os ensinamentos do saber ANSESTRAL/ANCESTRAL.

        Esses conteúdos precisam ser integrados em todo o currículo escolar, especialmente nas áreas de educação artística, literatura e história brasileira. A LDB orienta para um ensino que considera o pluralismo de ideias e respeita a liberdade. Entretanto, recentemente, temos testemunhado ataques a obras literárias, como “O avesso da pele”, do escritor brasileiro Jeferson Tenório, ________ tentativas de censura têm raízes no racismo estrutural. Se não houver um processo crítico em resposta ao avanço de ideologias preconceituosas, aspectos da cultura podem ser restringidos dentro das escolas, tornando o ambiente educacional cada vez menos inclusivo.

        Além disso, a educação não deve ser meramente um preparatório para exames vestibulares, deve proporcionar uma base para novos escritores, cientistas e pensadores. A educação formal não deve ser homogênea e generalizante. Ela deve reconhecer e abordar as diferenças culturais e a diversidade de experiências dos alunos, especialmente daqueles que enfrentam obstáculos sociais e culturais — em sua grande maioria, negros e pobres. O modelo educacional deve promover o desenvolvimento do aluno não como um recurso para a economia capitalista, mas como ser humano integral de múltiplas necessidades e SINGULARIDADES/CINGULARIDADES.

        Para implementar uma educação antirracista eficaz, é preciso reconhecer a diversidade cultural e as necessidades sociais como parte do processo de ensino-aprendizagem. Isso requer diálogo constante com a sociedade, com educadores e com a comunidade escolar. Também é necessário fortalecer a liberdade de cátedra e oferecer uma formação adequada para os professores, com a criação de centros de desenvolvimento pedagógico para o ensino básico e superior. O recente debate no Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a limitação de até 50% do tempo a distância para cursos de formação de professores é um exemplo de como a qualidade do ensino e o acesso à educação superior devem ser equilibrados.

        Outro aspecto essencial é promover o desenvolvimento da autonomia do estudante para compreender o mundo de maneira mais adequada, formando alunos conscientes do papel social e das realidades desafiadoras da nossa sociedade. A abordagem educacional deve ser mais transdisciplinar e promover uma função crítica, como [nos] lembra Bell Hooks, que vê o ensino como uma fusão entre espiritualidade, corpo e mente.

ara que a educação antirracista seja BEMSUCEDIDA/BENSUCEDIDA, é preciso um diálogo intertemporal, envolvendo tanto as gerações mais antigas quanto as mais jovens. Isso também inclui discutir o papel do Estado como produtor de leis que organizam o mundo social. O direito afrodiaspórico deve ser apresentado como uma possibilidade de regulação que restabelece a relação entre necessidades sociais e a dinâmica do Estado. Por fim, a estrutura curricular deve ser orientada por valores que [se] opõem à cultura da competição e do litígio, típicos das sociedades capitalistas.

        É crucial lembrar que a responsabilidade por uma educação antirracista não recai apenas sobre os ombros dos professores, mas é um compromisso de toda a sociedade. O panorama desafiador da evasão escolar, do crescimento da violência nas escolas e da falta de interesse de alunos pobres pelo ensino universitário de qualidade só pode ser abordado por meio de um esforço coletivo que TRANSCEDA/TRANSCENDA as salas de aula. O ensino, para ser eficaz e transformador, deve ir além dos muros e "grades" da escola e envolver todos os setores da sociedade entre saberes que propiciem o desenvolvimento ético.

SANTOS, Geronilson da Silva. Educação antirracista: novos olhares à luz da Lei 10.639/2003. Correio Braziliense, 19 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6968104-educacaoantirracista-novos-olhares-a-luz-da-lei-10-639-2003.html. Acesso em: 19 out. 2024. Adaptado.
Qual é a classificação do predicado da frase “A educação formal não deve ser homogênea e generalizante.” (3º parágrafo)?
Alternativas
Q3667208 Português
Leia a afirmação a seguir.
“Na frase ______________ a expressão facial é neutra. Com relação à ordem dos elementos na frase, as duas mais comuns são: Sujeito + Verbo + Objeto [SVO] e Objeto + Sujeito + Verbo [OSV].”
Marque a opção que preenche corretamente a lacuna.
Alternativas
Q3667107 Português
Leia o excerto a seguir.
         “Provavelmente já aconteceu com você em algum momento: você está na sala de aula ou no ônibus e, de repente, tem aquela sensação estranha de que alguém está te olhando. Você se vira e descobre que não está enganado, tem alguém realmente fazendo isso!
Este fenômeno é conhecido como escopaestesia — e tem despertado muita curiosidade na neurociência. E, embora existam fatores neurobiológicos e psicológicos que possam estar envolvidos, não há evidências científicas sólidas de que tenhamos de fato uma habilidade especial de perceber olhares. [...]”
RUIZ, Francisco José Esteban; PARRO, Sergio Iglesias. Por que 'percebemos' quando alguém nos encara fixamente. BBC Brasil, 8 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1jde369py6o. Acesso em: 14 out. 2024.

Analisando-se o contexto em que ocorre, qual é o sentido conferido pelo trecho grifado no excerto?
Alternativas
Q3667097 Português
Sem professores não há desenvolvimento

É essencial que os docentes sejam merecedores de iniciativas de Estado que tornem a docência uma carreira atraente. Sem professores, o país entra em rota de involução
Correio Braziliense | 15/10/2024

A boa educação IMPUSSIONA o desenvolvimento econômico e social de um país se contar com profissionais competentes, reconhecidos e respeitados por todas as classes sociais e econômicas de uma sociedade. Cada categoria profissional tem uma participação na construção e no crescimento de uma nação. Os professores, em todos os níveis, são os responsáveis pelo repasse de informações e ensinamentos para o surgimento desses profissionais, lembrando que os atuais docentes passaram pelas mãos dos que os antecederam, propiciando-lhes meios de serem educadores e mestres sobre os mais diversos campos do saber e da ciência.

Hoje, 15 de outubro, é dia de parabenizar os 2,31 milhões de professores existentes no país. Boa parcela da categoria, porém, não vê muita razão para CEREBRAÇÕES. Há anos, os docentes pedem condições mais adequadas de trabalho, escolas com padrão de qualidade, com acesso aos avanços tecnológicos, salas confortáveis para os discentes. Reclamam também da própria falta de valorização da categoria pelos detentores de poderes.

Os professores são [indispensáveis], mas não bem remunerados, seja nas grandes cidades, seja nos municípios mais empobrecidos do país. Os pisos salariais justificam a evasão de docentes. Estão bem abaixo dos detentores dos poderes, que têm autonomia para fixar os próprios rendimentos, sem muita preocupação com o Orçamento da União ou com as políticas públicas indispensáveis ao bem-estar da sociedade.

As disparidades salariais bem explicam o esgotamento da esperança dos profissionais de ensino. Na última década encerrada em 2023, o número de professores concursados despencou na maioria das redes públicas de educação. Passou de 505 mil em 2013 — o correspondente a 68,4% do total de docentes nas redes estaduais — para 321 mil no ano passado (46,5%), segundo levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Boa parte das vagas deixadas pelos concursados foi preenchida por professores temporários, sem os mesmos direitos e benefícios dos efetivos. O que seria uma EXCEÇÃO tornou-se um padrão.

O Plano Nacional de Educação (PNE) estabeleceu metas para VALORIZAR os professores em todas as etapas do ensino, prevendo que 90% dos professores de escolas públicas sejam efetivos — uma orientação que deveria ser cumprida até 2017. Como boa proposta, não foi cumprida. Se, por um lado, os contratados temporários são alternativas para suprir a demanda por profissionais, por outro, a solução causa impactos negativos aos estudantes.

As recentes políticas de educação têm buscado elevar a qualidade do ensino, impedir que alunos abandonem as salas de aula por meio de diferentes estímulos. Nesse sentido, é ESSENCIAL que os docentes sejam merecedores de iniciativas de Estado que tornem a docência uma carreira atraente para os professores, para os estudantes e para o país e que traduza em qualidade de vida para todos os brasileiros. Sem professores, o país entra em rota de involução.

SEM professores não há desenvolvimento. Correio Braziliense, 15 de outubro de 2024.
Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6964785-sem-professoresnao-ha-desenvolvimento.html. Acesso em: 15 out. 2024. Adaptado.
Assinale a assertiva cuja sentença é formada por um período composto.
Alternativas
Q3667095 Português
Sem professores não há desenvolvimento

É essencial que os docentes sejam merecedores de iniciativas de Estado que tornem a docência uma carreira atraente. Sem professores, o país entra em rota de involução
Correio Braziliense | 15/10/2024

A boa educação IMPUSSIONA o desenvolvimento econômico e social de um país se contar com profissionais competentes, reconhecidos e respeitados por todas as classes sociais e econômicas de uma sociedade. Cada categoria profissional tem uma participação na construção e no crescimento de uma nação. Os professores, em todos os níveis, são os responsáveis pelo repasse de informações e ensinamentos para o surgimento desses profissionais, lembrando que os atuais docentes passaram pelas mãos dos que os antecederam, propiciando-lhes meios de serem educadores e mestres sobre os mais diversos campos do saber e da ciência.

Hoje, 15 de outubro, é dia de parabenizar os 2,31 milhões de professores existentes no país. Boa parcela da categoria, porém, não vê muita razão para CEREBRAÇÕES. Há anos, os docentes pedem condições mais adequadas de trabalho, escolas com padrão de qualidade, com acesso aos avanços tecnológicos, salas confortáveis para os discentes. Reclamam também da própria falta de valorização da categoria pelos detentores de poderes.

Os professores são [indispensáveis], mas não bem remunerados, seja nas grandes cidades, seja nos municípios mais empobrecidos do país. Os pisos salariais justificam a evasão de docentes. Estão bem abaixo dos detentores dos poderes, que têm autonomia para fixar os próprios rendimentos, sem muita preocupação com o Orçamento da União ou com as políticas públicas indispensáveis ao bem-estar da sociedade.

As disparidades salariais bem explicam o esgotamento da esperança dos profissionais de ensino. Na última década encerrada em 2023, o número de professores concursados despencou na maioria das redes públicas de educação. Passou de 505 mil em 2013 — o correspondente a 68,4% do total de docentes nas redes estaduais — para 321 mil no ano passado (46,5%), segundo levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Boa parte das vagas deixadas pelos concursados foi preenchida por professores temporários, sem os mesmos direitos e benefícios dos efetivos. O que seria uma EXCEÇÃO tornou-se um padrão.

O Plano Nacional de Educação (PNE) estabeleceu metas para VALORIZAR os professores em todas as etapas do ensino, prevendo que 90% dos professores de escolas públicas sejam efetivos — uma orientação que deveria ser cumprida até 2017. Como boa proposta, não foi cumprida. Se, por um lado, os contratados temporários são alternativas para suprir a demanda por profissionais, por outro, a solução causa impactos negativos aos estudantes.

As recentes políticas de educação têm buscado elevar a qualidade do ensino, impedir que alunos abandonem as salas de aula por meio de diferentes estímulos. Nesse sentido, é ESSENCIAL que os docentes sejam merecedores de iniciativas de Estado que tornem a docência uma carreira atraente para os professores, para os estudantes e para o país e que traduza em qualidade de vida para todos os brasileiros. Sem professores, o país entra em rota de involução.

SEM professores não há desenvolvimento. Correio Braziliense, 15 de outubro de 2024.
Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6964785-sem-professoresnao-ha-desenvolvimento.html. Acesso em: 15 out. 2024. Adaptado.
O conectivo sublinhado no segundo parágrafo do texto NÃO pode ser substituído por
Alternativas
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