Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
A saga do azeite

(Fonte: www.super.abril.com.br/sociedade/a-saga-do-azeite-a-historia-as-fraudes-e-o-preco-nas-alturas/ - Texto adaptado
I. Na frase “Na saturada, os átomos estão lotados (saturados) de hidrogênio” (l. 27-28), o sujeito do verbo “estão” é o vocábulo “saturada”.
II. Na frase “Na outra, há menos conexões desse tipo” (l. 28), o sujeito do verbo “há” é o vocábulo “outra”, estando subentendido o termo “gordura”.
III. Em ambas as frases apresentadas nas assertivas anteriores, o sujeito é classificado como simples por conter apenas um núcleo.
Quais estão INCORRETAS?
I. Não se esqueça do celular!
II. Quando sentiu-se enganado, foi embora dali imediatamente.
III. Era para mim finalizar o acordo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas CORRETAS.
TRIGÉSIMO ANDAR – Wilson Rio Apa
Aqui de cima – trigésimo andar do Hilton Hotel, onde me encarceraram – contemplo São Paulo, vejo os paulistanos lá embaixo, pequenas formas apressadas, prensadas entre muralhas de cimento e máquinas.
A movimentação é desordenada.
Fico angustiado com a impressão de que há luta nas ruas lá embaixo. Homens e máquinas parece que se perseguem, caçam. Por quê? Talvez tenham falhado em se harmonizar no único: construir uma cidade boa para todos. E, frustrados, odeiam-se.
Parece que é isso. Parece que esse é o destino último dos homens e das suas grandes obras, utopias que perderam as medidas humanas.
Aqui em cima há silêncio: silêncio feito de artifícios e supérfluos.
Sou um homem de praias, ilhas desertas, rios e matos, marginal. Embora nascido ali na vila Mariana, nunca pude aceitar a vida de uma metrópole. Parti em busca de silêncio para pensar e escrever. Ancorei num remanso com a família, na periferia de uma cidade colonial. Antonina, Paraná. Lá os ventos são limpos, há perfume de florestas próximas, sol, boas chuvas, espaço.
Nunca me senti tão estrangeiro como neste hotel.
Vinha esta manhã seguindo as curvas do Tietê, rio da minha infância, onde muitas gerações de paulistanos no sábado à tarde e domingo pela manhã remavam barquinhos dos clubes, faziam piqueniques, namoravam, brincavam com os filhos. O rio de memórias e bandeiras está morto pelo que chamam de progresso.
Ao chegar, passei pelo bairro da minha infância e parei diante da casa onde nasci. Não há espaços vazios em torno dela: só paredões não há mais árvores, chácaras, campo de futebol, mato, onde abríamos trilhas, cavávamos esconderijos e guerreávamos. Desci a rua, na esperança de ainda encontrar a fonte jorrando entre argila leitosa. Não vi nenhum grupo de meninos brincando. Não vi mais a fonte. Apenas imaginei-a sobre o asfalto da 23 de maio, e o campo de futebol sobre o viaduto da Avenida Cubatão. Ali, bem ali, esperávamos a queda dos balões, empinávamos papagaios.
Onde brinca a infância de hoje nesta cidade?
A ilusão acabou-se, a ilusão dos mitos da vida científica, do paraíso das máquinas proporcionando lazer, da economia e da medicina resolvendo todos os problemas. Acabou-se. Quem não conhece os males da poluição, da falta de espaço e de árvores, do excesso de tráfego?
WILSON RIO APA
TRIGÉSIMO ANDAR – Wilson Rio Apa
Aqui de cima – trigésimo andar do Hilton Hotel, onde me encarceraram – contemplo São Paulo, vejo os paulistanos lá embaixo, pequenas formas apressadas, prensadas entre muralhas de cimento e máquinas.
A movimentação é desordenada.
Fico angustiado com a impressão de que há luta nas ruas lá embaixo. Homens e máquinas parece que se perseguem, caçam. Por quê? Talvez tenham falhado em se harmonizar no único: construir uma cidade boa para todos. E, frustrados, odeiam-se.
Parece que é isso. Parece que esse é o destino último dos homens e das suas grandes obras, utopias que perderam as medidas humanas.
Aqui em cima há silêncio: silêncio feito de artifícios e supérfluos.
Sou um homem de praias, ilhas desertas, rios e matos, marginal. Embora nascido ali na vila Mariana, nunca pude aceitar a vida de uma metrópole. Parti em busca de silêncio para pensar e escrever. Ancorei num remanso com a família, na periferia de uma cidade colonial. Antonina, Paraná. Lá os ventos são limpos, há perfume de florestas próximas, sol, boas chuvas, espaço.
Nunca me senti tão estrangeiro como neste hotel.
Vinha esta manhã seguindo as curvas do Tietê, rio da minha infância, onde muitas gerações de paulistanos no sábado à tarde e domingo pela manhã remavam barquinhos dos clubes, faziam piqueniques, namoravam, brincavam com os filhos. O rio de memórias e bandeiras está morto pelo que chamam de progresso.
Ao chegar, passei pelo bairro da minha infância e parei diante da casa onde nasci. Não há espaços vazios em torno dela: só paredões não há mais árvores, chácaras, campo de futebol, mato, onde abríamos trilhas, cavávamos esconderijos e guerreávamos. Desci a rua, na esperança de ainda encontrar a fonte jorrando entre argila leitosa. Não vi nenhum grupo de meninos brincando. Não vi mais a fonte. Apenas imaginei-a sobre o asfalto da 23 de maio, e o campo de futebol sobre o viaduto da Avenida Cubatão. Ali, bem ali, esperávamos a queda dos balões, empinávamos papagaios.
Onde brinca a infância de hoje nesta cidade?
A ilusão acabou-se, a ilusão dos mitos da vida científica, do paraíso das máquinas proporcionando lazer, da economia e da medicina resolvendo todos os problemas. Acabou-se. Quem não conhece os males da poluição, da falta de espaço e de árvores, do excesso de tráfego?
WILSON RIO APA
Os vícios de linguagem são defeitos, problemas que surgem no emprego da língua. Assinale a opção que contém um desses vícios chamados de Solecismo.
Leia o texto a seguir.
É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor.
LISPECTOR, Clarice. Silêncio. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/silencio-clarice-lispector [Fragmento]
Os sujeitos dos trechos em negrito são, respectivamente, classificados como:

Na charge acima, substituindo – se a palavra meio pela palavra meia ocorrerá um desvio referente:
Na tira:

Analisando-se o quadrinho 3 da tira, é correto afirmar que:
Leia:

Em relação à REGÊNCIA apresentada pelos verbos em destaque, está CORRETA: