Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3979774 Português
Na frase "O aluno estudou para a prova", a expressão "para a prova" exerce a função de: 
Alternativas
Q3979773 Português
Analise a palavra "mistério" na frase: "Eu sou um mistério que não sei decifrar" e marque a alternativa correta sobre sua análise morfossintática:
Alternativas
Q3978142 Português
 Leia:

Q10.png (361×161)

Em relação ao período apresentado no balão acima, isenta-se a afirmativa:
Alternativas
Q3978135 Português
A alternativa cuja regência não obedece à norma-padrão da língua é:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Instituto JK Órgão: Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA Provas: Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Assistente Social | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Fonoaudiólogo | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Médico | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Bibliotecário | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Médico Veterinário | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Bioquímico | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Enfermeiro | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Engenheiro Ambiental | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Nutricionista | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Procurador | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Psicólogo | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Engenheiro Civil | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Engenheiro Eletricista | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Especialista em Educação Básica - Pedagogo | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Farmacêutico | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Fisioterapeuta | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Terapeuta Ocupacional |
Q3978102 Português

Leia:


Imagem associada para resolução da questão

Imagem associada para resolução da questão



Em relação ao período apresentado no balão acima, isenta-se a afirmativa:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: Instituto JK Órgão: Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA Provas: Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Assistente Social | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Fonoaudiólogo | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Médico | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Bibliotecário | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Médico Veterinário | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Bioquímico | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Enfermeiro | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Engenheiro Ambiental | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Nutricionista | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Procurador | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Psicólogo | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Engenheiro Civil | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Engenheiro Eletricista | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Especialista em Educação Básica - Pedagogo | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Farmacêutico | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Fisioterapeuta | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Terapeuta Ocupacional |
Q3978095 Português
A alternativa cuja regência não obedece à norma-padrão da língua é:
Alternativas
Q3976087 Português
TEXTO III

Dicas de viagem – José Paulo Paes

Se você for para a Índia
Não se esqueça de comprar
Uma passagem de Índia e volta.

Se for para o Canadá
Nem pense em beber garapa:
no Canadá nem cana dá.

Se for para o Equador
Nunca peça café-expresso:
Lá só tem café de coador.

E se for para o Peru
Não espere que lhe respondam
Quando gritar “glu glu glu!”

Disponível em:
https://nostemposdalitetatura.blogspot.com/2012/09/poetando-dicas-de-viagem-jose-paulo-paes.html


Analise as proposições sobre o Texto III a seguir e assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F):



( ) No primeiro verso, o uso do termo “se” indica condição/hipótese.


( ) Há emprego de palavras negativas em cada parágrafo.


( ) No segundo verso, o uso do termo “se” expressa incerteza.


( ) Os verbos usados no primeiro verso de cada parágrafo estão flexionados no subjuntivo pretérito imperfeito.


( ) O texto apresenta a expressão “for para a/o” que exerce a mesma função de “for à/ao”.



É CORRETO afirmar:

Alternativas
Q3976084 Português

TEXTO I


Uso do celular no trânsito é tema de nova campanha do Detran-DF


    Preocupado com a quantidade de flagrantes de uso do celular por condutores enquanto dirigem, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal lançou uma nova campanha educativa na mídia para sensibilizar a população sobre os riscos que esta prática traz à segurança do tráfego.

    “Sabemos que o celular está muito presente no nosso dia a dia e que o seu uso se tornou, muitas vezes, imprescindível para a realização da maioria das atividades diárias, sendo responsável pela comunicação com a família, amigos, colegas de trabalho, entre outros. No entanto, não podemos descuidar da nossa responsabilidade com a vida no trânsito. E é este o foco da nossa campanha: que todos tenhamos consciência dos riscos a que estamos submetidos ou submetemos outras pessoas ao utilizarmos o celular na direção de um veículo”, enfatiza o diretor-geral do Detran-DF, Zélio Maia.

    A quantidade de condutores flagrados utilizando celular enquanto dirige pelas vias do Distrito Federal cresceu 28,4% em 2021, saltando de 63.405 autuações realizadas de janeiro a novembro de 2020 para 81.409 no mesmo período deste ano. Vale destacar que a quantidade de pessoas que cometem esse tipo de infração pode ser muito maior que a registrada, já que nem sempre que os condutores utilizam o celular são flagrados pela fiscalização de trânsito.    

    As peças publicitárias educativas foram baseadas no seguinte slogan: “Usar o celular enquanto dirige tira a atenção e pode tirar a vida de alguém. Inclusive a sua. No Trânsito, quem dá atenção ao celular, não dá atenção à vida.” A campanha será veiculada em Rádio, TV, mídias digitais – como sites, redes sociais e painéis eletrônicos em elevadores, supermercados, shoppings e outros pontos de grande concentração de pessoas. A expectativa é que a mensagem atinja pessoas de todas as idades e em todas as regiões do Distrito Federal.


Texto adaptado - Disponível em: https://www.detran.df.gov.br/uso-do-celular-notransito-e-tema-de-nova-campanha-do-detran-df/




TEXTO II


TXTII.png (445×222) 

O Texto II apresenta o trecho “Quando estiver dirigindo, nunca use o celular.”. Quanto à classificação do período, é possível afirmar a ocorrência de: 
Alternativas
Q3975247 Português
O QUE É APOROFOBIA?

Não é de hoje que observo o trabalho social desenvolvido pelo Padre Júlio Lancellotti, com a população em situação de rua na maior cidade do país. Mas foram os tempos pandêmicos que me fizeram prestar atenção na luta travada por ele, cotidianamente, para servir os que necessitam. De maneira muito amorosa, acolhe, alimenta e cuida daqueles cuja vida não tem sido nada generosa. Padre Júlio é inspiração num Brasil que acaba de retornar ao mapa da fome e os direitos humanos seguem sendo, fortemente, violados. O padre tem chamado a atenção e nos primeiros dias de fevereiro de 2021 protagonizou um ato simbólico, com marretadas arrancou as pedras que a prefeitura de São Paulo havia colocado embaixo de um viaduto para impedir que moradores de rua ocupassem o espaço. A velha e conhecida “arquitetura da exclusão”.

Em três atos — as pedras, as marretadas e as flores — Padre Júlio nos ensinou que mesmo cansado é preciso seguir em frente, ser resiliente, se manter indignado com a opressão e ser exemplo concreto de uma prática social que busque o bem da coletividade. Depois que as imagens das marretadas viralizaram na rede, me deparei com muitas outras situações que provam que as pedras daquele viaduto não são únicas e isoladas. Elas fazem parte de estratégias políticas que buscam esconder aqueles que são considerados indesejáveis para sociedade. O que os olhos não veem, o coração não sente!

A prática de manter os pobres longe dos olhos tem larga tradição no país e o ódio em relação aos despossuídos agora tem nome — aporofobia. O termo criado pela filósofa espanhola Adela Cortina traduz uma patologia social que se manifesta na aversão a alguém que é percebido como diferente. Em grego, a palavra á-poros significa “sem recursos”, portanto, o termo significa “rejeição ou aversão aos pobres”.

O preconceito e o ódio de classe não são invenções modernas, fazem parte da nossa história e foram gestados numa sociedade em que o racismo e a desigualdade são componentes estruturais e permanentes, por isso é imprescindível nos engajarmos em práticas combativas que visem erradicar a pobreza e não eliminar os pobres. Porque os olhos podem até não os ver, mas eles existem e os bons corações sentem!

Antiella Carrijo Ramos https://www.neca.org.br/o-que-eaporofobia-confira-a-materia-escrita-por-nossa-associadaantiella-carrijo/noticias/
No trecho: “Porque os olhos podem até não os ver, mas eles existem e os bons corações sentem!”, o termo destacado apresenta o sentido de:
Alternativas
Q3975246 Português
O QUE É APOROFOBIA?

Não é de hoje que observo o trabalho social desenvolvido pelo Padre Júlio Lancellotti, com a população em situação de rua na maior cidade do país. Mas foram os tempos pandêmicos que me fizeram prestar atenção na luta travada por ele, cotidianamente, para servir os que necessitam. De maneira muito amorosa, acolhe, alimenta e cuida daqueles cuja vida não tem sido nada generosa. Padre Júlio é inspiração num Brasil que acaba de retornar ao mapa da fome e os direitos humanos seguem sendo, fortemente, violados. O padre tem chamado a atenção e nos primeiros dias de fevereiro de 2021 protagonizou um ato simbólico, com marretadas arrancou as pedras que a prefeitura de São Paulo havia colocado embaixo de um viaduto para impedir que moradores de rua ocupassem o espaço. A velha e conhecida “arquitetura da exclusão”.

Em três atos — as pedras, as marretadas e as flores — Padre Júlio nos ensinou que mesmo cansado é preciso seguir em frente, ser resiliente, se manter indignado com a opressão e ser exemplo concreto de uma prática social que busque o bem da coletividade. Depois que as imagens das marretadas viralizaram na rede, me deparei com muitas outras situações que provam que as pedras daquele viaduto não são únicas e isoladas. Elas fazem parte de estratégias políticas que buscam esconder aqueles que são considerados indesejáveis para sociedade. O que os olhos não veem, o coração não sente!

A prática de manter os pobres longe dos olhos tem larga tradição no país e o ódio em relação aos despossuídos agora tem nome — aporofobia. O termo criado pela filósofa espanhola Adela Cortina traduz uma patologia social que se manifesta na aversão a alguém que é percebido como diferente. Em grego, a palavra á-poros significa “sem recursos”, portanto, o termo significa “rejeição ou aversão aos pobres”.

O preconceito e o ódio de classe não são invenções modernas, fazem parte da nossa história e foram gestados numa sociedade em que o racismo e a desigualdade são componentes estruturais e permanentes, por isso é imprescindível nos engajarmos em práticas combativas que visem erradicar a pobreza e não eliminar os pobres. Porque os olhos podem até não os ver, mas eles existem e os bons corações sentem!

Antiella Carrijo Ramos https://www.neca.org.br/o-que-eaporofobia-confira-a-materia-escrita-por-nossa-associadaantiella-carrijo/noticias/
No trecho: “Não é de hoje que observo o trabalho social desenvolvido pelo Padre Júlio Lancellotti, com a população em situação de rua na maior cidade do país. Mas foram os tempos pandêmicos que me fizeram prestar atenção na luta travada por ele, cotidianamente, para servir os que necessitam”, o termo em destaque pode ser substituído sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q3969693 Português
Por que fazer pesquisa na universidade?











Texto adaptado, para fins desta prova, do artigo de Maria L. B. Ohira, publicado na Revista ABC, v. 3, n. 3, 1988.
Em A produção científica está relacionada com a atuação dos cursos de pós-graduação, quer pelo seu fazer científico, quer pelo seu papel na formação de professores e pesquisadores (l.21-24), o termo quer, empregado duas vezes, pertence à classe gramatical dos(as):
Alternativas
Q3969632 Português

Extensão: meio de comunicação entre universidade e comunidade



Analise a frase abaixо:

A relação mais direta entre universidade e comunidade é proporcionada pela extensão universitária (l.26-27).

Qual das alternativas abaixo apresenta uma forma CORRETA de reescrita da frase, no plural, de modo que as concordâncias verbal e nominal sejam mantidas?
Alternativas
Q3969630 Português

Extensão: meio de comunicação entre universidade e comunidade



Considere a frase abaixo e analise as assertivas que seguem: 


A extensão trabalha com o conhecimento e este. como salientou Paulo Freire, exige uma presençа curiosa do sujeito em face do mundo (l.44-46).


I. As vírgulas isolam o vocativo.

II. O sujeito do verbo trabalha é simples.

III. uma presença curiosa é o objeto indireto.



Está(ão) CORRETA(S): 

Alternativas
Q3968710 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo. 


A arte salva


Q1_10.png (360×616)
Q1_10_.png (362×204)

Autora: Martha Medeiros (adaptado).
Na frase A arte é universal (/.13), o termo sublinhado cumpre a função sintática de: 
Alternativas
Q3968459 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



 

Na frase Uma joia Tiffany correria risco de ser ignorada se fosse exposta numa lojinha de bijuterias (I.20-22), o vocábulo se consiste em um(a):
Alternativas
Q3967847 Português
Leia um trecho da canção “Desfaz as malas”, da Banda Calypso (2002), e responda à questão.

Não vá embora, não me deixe aqui
O que vai ser de mim sem ter você?
Não vou suportar ver você partir
Te juro pois não saberei viver
Não vá embora, não me deixe aqui
O que vai ser de mim sem ter você?
Não vou suportar ver você partir
Te juro pois não saberei viver
De joelhos fico aos teus pés
Mas não vá, amor, te peço
Eu te imploro não me deixe só
Vivendo numa solidão
Fica comigo, ouça o que eu digo
Se eu te perder, vou morrer de paixão
Desfaz as malas, me abraça forte
E diz que não vai mais fazer isso comigo não
Fica comigo, ouça o que eu digo
Se eu te perder vou morrer de paixão
Desfaz as malas, me abraça forte
E diz que não vai mais fazer isso comigo não
O verso destacado na letra da canção pode ser classificado sintaticamente como: 
Alternativas
Q3967841 Português
Selecione a alternativa que apresenta a mesma classificação sintática da oração “As pessoas têm medo de que os outros descubram os seus segredos”:
Alternativas
Q3967793 Português
Atenção: Leia o texto “Insolubilia”, de Eduardo Giannetti, para responder à questão.


   É difícil encontrar o que se busca quando não se sabe ao certo o que se procura. No que poderia consistir uma solução para o enigma da existência que fizesse sentido em termos humanos? Sabemos o que procuramos quando indagamos do sentido de uma palavra, de uma narrativa ou mesmo de uma vida individual: a semântica do termo; o enredo da trama e a “moral da história’’; os valores norteadores e o propósito daquela vida no contexto particular em que ela transcorre. E quando se trata, contudo, da totalidade da vida ou do ser? O nó da questão não é apenas a dificuldade de formular uma conjectura minimamente plausível, mas reside na impossibilidade mesmo de sequer conceber o que possa vir a ser uma resposta adequada: pois, não importa qual seja a conjectura oferecida, ela implicará nova e justificada demanda explicativa, ou seja, um renovado - e possivelmente agravado - senso de mistério.

   Suponha, por exemplo, que gerações futuras cheguem a descobrir de algum modo o que nos aconteceu e o que tudo, afinal, significa: somos um experimento científico abandonado pelos deuses nos confins do “multiverso”; ou o sonho que alguém de outro mundo está sonhando; ou uma pantomima farsesca para a gratificação de um espírito maligno; ou a via crucis probatória da salvação ou danação eterna das almas na eternidade - suponha, em suma, o que for o caso. A revelação do Grande Segredo, é de supor, teria um extraordinário efeito e nos forçaria a repensar em profundidade boa parte do que imaginávamos saber sobre nós mesmos. Ao mesmo tempo, porém, a descoberta de que “pertencemos a algo maior” ou, então, de que “o verdadeiro Deus é o Acaso", descortinaria uma dimensão adicional da nossa ignorância e tornar-se-ia ela própria o Grande Mistério a ser decifrado. O hieróglifo da existência ganharia uma nova feição e o nosso “Ah! então era isso!" serviria apenas como preâmbulo de um potencializado “Mas, então, por que tudo isso?!”. A ignorância infinita desconcerta o saber finito. Seja com o “a” minúsculo das metafísicas seculares ou o “A” maiusculo das religiões, sempre haverá um além.


(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)
A expressão sublinhada em “É difícil encontrar o que se busca” exerce a mesma função sintática da expressão sublinhada em:
Alternativas
Q3967791 Português
Atenção: Leia o texto “Insolubilia”, de Eduardo Giannetti, para responder à questão.


   É difícil encontrar o que se busca quando não se sabe ao certo o que se procura. No que poderia consistir uma solução para o enigma da existência que fizesse sentido em termos humanos? Sabemos o que procuramos quando indagamos do sentido de uma palavra, de uma narrativa ou mesmo de uma vida individual: a semântica do termo; o enredo da trama e a “moral da história’’; os valores norteadores e o propósito daquela vida no contexto particular em que ela transcorre. E quando se trata, contudo, da totalidade da vida ou do ser? O nó da questão não é apenas a dificuldade de formular uma conjectura minimamente plausível, mas reside na impossibilidade mesmo de sequer conceber o que possa vir a ser uma resposta adequada: pois, não importa qual seja a conjectura oferecida, ela implicará nova e justificada demanda explicativa, ou seja, um renovado - e possivelmente agravado - senso de mistério.

   Suponha, por exemplo, que gerações futuras cheguem a descobrir de algum modo o que nos aconteceu e o que tudo, afinal, significa: somos um experimento científico abandonado pelos deuses nos confins do “multiverso”; ou o sonho que alguém de outro mundo está sonhando; ou uma pantomima farsesca para a gratificação de um espírito maligno; ou a via crucis probatória da salvação ou danação eterna das almas na eternidade - suponha, em suma, o que for o caso. A revelação do Grande Segredo, é de supor, teria um extraordinário efeito e nos forçaria a repensar em profundidade boa parte do que imaginávamos saber sobre nós mesmos. Ao mesmo tempo, porém, a descoberta de que “pertencemos a algo maior” ou, então, de que “o verdadeiro Deus é o Acaso", descortinaria uma dimensão adicional da nossa ignorância e tornar-se-ia ela própria o Grande Mistério a ser decifrado. O hieróglifo da existência ganharia uma nova feição e o nosso “Ah! então era isso!" serviria apenas como preâmbulo de um potencializado “Mas, então, por que tudo isso?!”. A ignorância infinita desconcerta o saber finito. Seja com o “a” minúsculo das metafísicas seculares ou o “A” maiusculo das religiões, sempre haverá um além.


(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)
E quando se trata, contudo, da totalidade da vida ou do ser? (Io parágrafo)

Considerando o contexto, o termo sublinhado acima pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por: 
Alternativas
Q3967786 Português
Atenção: Leia o conto “A condição geral”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


   O barro entendia que estavam abusando de sua docilidade para fabricar cerâmicas vulgares. A água queixou-se de recolher todas as imundícies da Terra, ela que sempre foi sinônimo de limpeza. O boi nem precisou falar: era a imagem da revolta contra o sacrifício da espécie - de todas as espécies imoladas. “E a mim?”-gemeu a árvore -, “a mim, que desempenho função vital no sistema da Terra, tacam-me fogo ou retalham-me a serra e o machado”.

   Os quatro concordaram que não está direito. Reclamaram do homem, que lhes declarou que não podia fazer nada. Vive onerado de impostos, afligido de doenças, e mal tem tempo de se coçar. ‘‘Em vez de me coçar”, acrescentou, “assisto a seriados americanos de televisão, enquanto não se inventa outra coisa. E me entedio. Voltem para seus lugares e guardem o que lhes digo. Vocês pensam que ser homem é fácil?”


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)
No contexto em que se insere, expressa sentido de finalidade o termo sublinhado em:
Alternativas
Respostas
14361: D
14362: B
14363: C
14364: D
14365: C
14366: D
14367: A
14368: C
14369: A
14370: A
14371: C
14372: D
14373: B
14374: A
14375: D
14376: C
14377: D
14378: C
14379: D
14380: E