Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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O autor lança mão das múltiplas possibilidades de regência do verbo “pensar” para estabelecer no texto nuances de sentido, o que se nota, por exemplo, nos trechos “pensar dói” (primeiro período do primeiro parágrafo) e “pensar nisso, sim, dói” (final do último parágrafo).
No primeiro parágrafo, o sujeito da forma verbal “conta” (terceiro período) retoma “Um cientista empenhado em pesquisa” (primeiro período).
No primeiro período do terceiro parágrafo, a palavra “afastados” está flexionada no masculino e no plural porque concorda com o termo “problemas”.
No último parágrafo, os termos “plenamente” (primeiro período) e “digitalmente” (penúltimo período) exercem a função sintática de adjunto adverbial, referindo-se o primeiro a um verbo — “aproveitar” — e o segundo, a um adjetivo — “qualificada”.
No segundo período do primeiro parágrafo, o segmento “à IA” funciona sintaticamente como complemento da forma verbal “avaliou”.
Charlatões
Um amigo meu diz que em todos nós existe o charlatão. Concordei. Sinto em mim a charlatã me espreitando. Só não vence, primeiro porque não é realmente verdade, segundo porque minha honestidade básica até me enjoa. Há outra coisa que me espreita e que me faz sorrir: o mau gosto. Ah, a vontade que tenho de ceder ao mau gosto. Em quê? Ora, o campo é ilimitado, simplesmente ilimitado. Vai desde o instante em que se pode dizer a palavra errada exatamente quando ela cairia pior – até o instante em que se diriam palavras de grande beleza e verdade quando o interlocutor está desprevenido e levaria um susto de constrangimento, e haveria o silêncio depois. Em que mais? Em se vestir, por exemplo. Não necessariamente o óbvio do equivalente a plumas. Não sei descrever, mas saberia usar um mau gosto perfeito. E em escrever? A tentação é grande, pois a linha divisória é quase invisível entre o mau gosto e a verdade. E mesmo porque, pior que o mau gosto em matéria de escrever, é um certo tipo horrível de bom gosto. Às vezes, de puro prazer, de pura pesquisa simples, ando sobre linha bamba.
Como é que eu seria charlatã? Eu fui, e com toda a sinceridade, pensando que acertava. Sou, por exemplo, formada em direito, e com isso enganei a mim e aos outros. Não, mais a mim que a todos. No entanto, como eu era sincera: fui estudar direito porque desejava reformar as penitenciárias no Brasil.
O charlatão é um contrabandista de si mesmo. Que é mesmo o que estou dizendo? Era uma coisa, mas já me escapou. O charlatão se prejudica? Não sei, mas sei que às vezes a charlatanice dói e muito. Imiscui-se nos momentos mais graves. Dá uma vontade de não ser, exatamente quando se é com toda a força. Não posso infelizmente me alongar mais nesse assunto.
LISPECTOR, C. Charlatões. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 1973. Disponível em
Já _____ anos, _____ neste local árvores e flores. Hoje, só _______ ervas daninhas.
( ) O aluno seguia o aprendizado tal quais mostram os mestres.
( ) Duas milhões de aves migram todos os anos para a África.
( ) Teremos poucos dias para entregar o trabalho, haja vistos os procedimentos exigidos.
Ele não visava _____ grandes excentricidades e preferia guaraná _____ refrigerante de laranja, especialmente quando estava comendo pipoca.


• Qual é o núcleo do sujeito simples?
• Qual é o núcleo do predicado?
• O vocábulo “cita” é um verbo transitivo direto e indireto?
Assinale a alternativa que contém, correta e respectivamente, as respostas para as perguntas acima.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.



Assinale a alternativa que indica a função sintática da palavra sublinhada no trecho retirado do texto a seguir:
“...se a pedra empurrada morro acima, repetidamente, vai um dia virar poesia...”
“A (1) menina passa por mim na Rua Borges de Medeiros toda vestida de preto, com cabelos esvoaçantes (2) na cor lilás (3) e coturnos adornados (4) por asas (5) de morcego”.
Analise as assertivas abaixo a respeito da palavra sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto, e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
“...tinha o tom grave do interlocutor ao escrevê-la como pareceu”.
( ) Trata-se de pronome pessoal que deve ser grafado com “l” e ligado à forma verbal por hífen, uma vez que a forma verbal apresenta terminação em “r”.
( ) O pronome pessoal exerce a função sintática de objeto direto da forma verbal que o antecede.
( ) O referente do pronome pessoal é a palavra “mensagem” (l. 09).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
