Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Ano: 2024 Banca: FEPESE Órgão: CIDASC Prova: FEPESE - 2024 - CIDASC - Médico Veterinário |
Q3487682 Português
Texto 1


Cidasc é responsável pelo acompanhamento da comercialização do tabaco


A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) firma, todos os anos, contrato de prestação de serviços com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) para realizar, no Estado catarinense, o acompanhamento da comercialização de Tabaco em folha Curado, ou seja, o fumo em folha proveniente da espécie Nicotina Tabacum L., submetido à cura artificial ou natural. O objetivo é verificar a qualidade e a sanidade do produto comercializado; acompanhar nos pontos de comercialização; e atuar como mediador entre a indústria e o produtor, quando houver divergência, seguindo o instruído, que estabelece a Instrução Normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) n.º 10, de 13 de abril de 2007, que regulamenta a identidade, qualidade, embalagem, marcação e apresentação do produto.


O tabaco produzido no Brasil é um produto de qualidade reconhecido mundialmente. Em Santa Catarina é uma cultura de relevância social e econômica, que movimenta mais de R$ 6 bilhões ao ano, segundo dados da Afubra. No ano de 2023, somente em Santa Catarina, foram realizados mais de 900 plantões in loco, nos pontos de compras localizados em onze municípios. O acompanhamento dos profissionais da Cidasc é feito na esteira de classificação do produto, junto à fumageira, para posterior acordo de comercialização. Neste ano, de 1º de janeiro até 30 de junho, foram acompanhadas mais de 9 mil comercializações no Estado catarinense.


[…]


O processo industrial, porém, é apenas uma das etapas do chamado “complexo fumageiro”, que envolve, além da indústria, o comércio e a produção da matéria-prima. Essa fica por conta de milhares de produtores rurais, integrados à indústria, ou não integrados, normalmente alicerçados no modelo de pequena propriedade familiar rural.


O tabaco, separado por classe, é comercializado em manocas (maço de folhas de fumo seco) e em fardos. A valorização do produto na compra das fumageiras pode variar de uma empresa para outra dependendo do mercado a ser destinado. A classificação dos produtos de origem vegetal facilita os procedimentos de comercialização dentro do país, diretamente, e indiretamente para a exportação.


[…]


Disponível em: https://estado.sc.gov.br/noticias/safra-de-tabaco- -cidasc-e-responsavel-pelo-acompanhamento-da-comercializacao- -do-produto-junto-as-fumageiras-catarinenses-2/. Acesso em: 22 de mar 2024. Publicado em: 11 de ago 2023. Fragmento adaptado.
Assinale a frase que está escrita de acordo com a norma padrão de língua portuguesa.
Alternativas
Q3487445 Português
Assinale a frase que contenha uma declaração afirmativa:
Alternativas
Q3487441 Português
Na frase “Paulo é um jogador famoso e sua vida tem sido muito exposta.” Qual o sujeito da frase?
Alternativas
Q3487370 Português

Analise a sentença a seguir:

“Após o acontecimento ter sido noticiado, repórteres indagavam …. suas motivações.” Considerando a regência do verbo “indagar”, a preposição que melhor preenche a lacuna da sentença é: 

Alternativas
Q3487359 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto a seguir: “(...) quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.” As duas orações que formam a sentença apresentada no excerto dado se relacionam de forma a exprimir um sentido: 
Alternativas
Q3487357 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Em termos de regência, a forma verbal empregada no excerto “E o Tempo se espreguiça.” é:
Alternativas
Q3487355 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

No excerto “Depois começa a ficar parecida.”, a palavra “parecida” está em sua forma flexionada no gênero feminino, e estabelece uma relação de concordância com uma palavra que ocorre anteriormente. Essa palavra é:
Alternativas
Q3487353 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto a seguir: “E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado.” Nesse contexto, a substituição da expressão “a gente” pelo pronome pessoal “nós”, de sentido correspondente, demandaria a seguinte reescritura:
Alternativas
Q3487327 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que a regência verbal está incorreta.
Alternativas
Q3487326 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que ocorre desvio de concordância verbal ou nominal.
Alternativas
Q3487319 Português

Leia o texto para responder à questão.


Histórias de verão: O quinto túnel


Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:


— Estou aqui para matá-lo.


O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.


— Por quê?


Silêncio. Depois:


— Você sabe.


O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.


— Quando?


— No quinto túnel.


— Este túnel qual é, o terceiro?


— Você devia ter contado.


O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.


Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.


— O que foi isso?


— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.


— Como você sabia que ele ia matá-lo?


— Ele disse, você não ouviu?


— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.


— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.


— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.


— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.


— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?


— Como?


— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.


O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.


— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?


Silêncio. Depois ouve-se um estampido.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

No excerto “O trem entra em outro túnel”, o verbo “entrar” apresenta regência:
Alternativas
Q3487109 Português
Assinale a alternativa que contém um período simples.
Alternativas
Q3487013 Português
Leia o texto para responder à questão.


Buracos de minhoca: é possível que existam “atalhos” no espaço-tempo?


Via de regra, é a ciência que inspira as mentes criativas do cinema e da literatura a criarem seus roteiros maravilhosos de ficção. Mas, na década de 1980, ocorreu o movimento contrário. O criador da história também era cientista, claro.

O ano era 1985 e o astrônomo Carl Sagan, criador da aclamada série Cosmos, estava escrevendo seu único livro de ficção científica, Contato, que 12 anos depois viraria um filme. A trama fala sobre possíveis contatos com extraterrestres. Na história, Elli recebe instruções vindas de uma civilização avançada, orientando-a na construção de uma máquina revolucionária capaz de viajar pelo hiperespaço, através de um buraco de minhoca. A ideia foi inspirada diretamente por uma conversa entre Sagan e seu colega, o físico Kip Thorne — que em 2017 levou o prêmio Nobel de Física pela detecção das ondas gravitacionais. Sagan pediu a Thorne que investigasse se de fato a ideia do tal “atalho no espaço-tempo” descrito no livro estaria cientificamente correta.

Matéria exótica

A conversa deu origem a um artigo seminal sobre os wormholes (buracos de minhoca, em português). Intitulado Wormholes in spacetime and their use for interstellar travel: A tool for teaching general relativity (“Buracos de minhoca no espaço-tempo e seu uso para viagem interestelar: Uma ferramenta para ensinar relatividade geral”, em livre tradução), o trabalho mostra todo o formalismo matemático da Relatividade Geral de Einstein, tendo como solução a geometria de um túnel no espaço-tempo ligando duas regiões remotas do Universo. Thorne e seu colaborador Michael Morris mostraram que, para a “garganta” do buraco de minhoca permanecer aberta, ele deve ser preenchido com matéria exótica, isto é, matéria com massa negativa. Isso violaria inclusive algumas condições de conservação de energia.

Sabemos desde a Lei da Gravitação Universal de Newton que a gravidade é uma força exclusivamente atrativa e diretamente proporcional à massa dos corpos. Sendo assim, matéria exótica teria, entre outras coisas, um certo caráter “repulsivo”. Ou seja, a conclusão na época é que pela Relatividade Geral seria impossível obter um buraco de minhoca que pudesse respeitar as leis da natureza. A menos que a Relatividade Geral precise de alguma correção. E esse é o ponto em que, desde o artigo proposto por Carl Sagan, há uma verdadeira corrida na astrofísica para apresentar teorias alternativas que corrijam ou complementem a Relatividade Geral.

A meta é encontrar uma solução para um buraco de minhoca que seja atravessável sem que para isso ele precise ser preenchido com matéria exótica. Mesmo buracos de minhoca em nível quântico. Nunca detectados, mas previstos nessas soluções de correção da Relatividade Geral, os buracos de minhoca, se existirem de fato, podem ser nossa única alternativa para viagens interestelares.

As “dobras” e “túneis” na geometria do espaço-tempo podem ser os atalhos para atingir sistemas e estrelas muito, muito distantes. A questão ainda permanece em aberto, e pode abrir caminho para uma nova teoria pós-teoria da relatividade. O futuro dirá. 


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em
<https://revistagalileu.globo.com/colunistas/qua
nticas/coluna/2024/02/buracos-de-minhoca-epossivel-que-existam-atalhos-no-espaco-
tempo.ghtml>

Considere o excerto a seguir para responder à questão.



Via de regra, é a ciência que inspira as mentes criativas do cinema e da literatura a criarem seus roteiros maravilhosos de ficção. Mas, na década de 1980, ocorreu o movimento contrário. O criador da história também era cientista, claro.



No excerto indicado, a conjunção “mas” é empregada como um mecanismo de coesão textual. Uma expressão que mantém sua função textual e seu significado é: 

Alternativas
Q3486863 Português
Considere o excerto a seguir para responder à questão:

Uma espécie de nematelminto chamada Caenorhabditis elegans, que estava na amostra, morreu em 15 minutos de exposição à radiação. Os tardígrados da espécie Hypsibius exemplaris também pereceram em até 24 horas. Mas, para a surpresa dos pesquisadores, alguns tardígrados com coloração avermelhada sobreviveram vários dias expostos aos raios mortais de ultravioleta. 
No contexto em que ocorre, a regência dos verbos “morreu” e “pereceram” são, respectivamente:
Alternativas
Q3486763 Português
Considere o excerto a seguir para responder à questão:

Cientistas acompanharam alunas de piano e constataram que aprender o instrumento afeta regiões do cérebro responsáveis por movimento, sensações e memória. Alguns estudos já se propuseram a observar o impacto desse aprendizado, mas eles geralmente eram curtos e faziam apenas uma varredura cerebral.
O termo regido pelo adjetivo responsáveis é:
Alternativas
Q3486762 Português
Considere o excerto a seguir para responder à questão:

Cientistas acompanharam alunas de piano e constataram que aprender o instrumento afeta regiões do cérebro responsáveis por movimento, sensações e memória. Alguns estudos já se propuseram a observar o impacto desse aprendizado, mas eles geralmente eram curtos e faziam apenas uma varredura cerebral.
No excerto apresentado, a oração introduzida pela conjunção mas exprime, em relação às orações anteriores, um sentido de:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2024 - UEM - Técnico Administrativo |
Q3486657 Português
Assinale a alternativa correta a respeito do elemento "se" no texto.  
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2024 - UEM - Técnico Administrativo |
Q3486653 Português
Assinale a alternativa incorreta em relação ao excerto a seguir.

"A sua ordenação não foi providenciada por um deus operando de fora. Ao contrário, os próprios deuses nascem, de alguma maneira, dessa matéria. Pois é a Terra – condensação da matéria – que, em amoroso amplexo com o Céu, dá origem às divindades primordiais." (terceiro parágrafo)  
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2024 - UEM - Técnico Administrativo |
Q3486652 Português
No excerto "Dentro da mentalidade mítica, a própria morte pode fazer sentido: é o fim da última repetição, e, por isso mesmo, a suprema reintegração nas origens." (oitavo parágrafo), as expressões destacadas exercem a função sintática de  
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2024 - UEM - Técnico Administrativo |
Q3486651 Português
Assinale a alternativa correta em relação ao excerto a seguir.

"Devido a seu caráter fundamental, o mito conserva até os nossos dias vitalidade e presença grandiosa: ele trata dos mesmos problemas – existenciais, morais e sociais – que continuam a afligir a humanidade. Por isso, o homem não deixou de criar novos mitos, muito embora tenha pisado na Lua." (décimo parágrafo)

I - As três ocorrências de "a", em destaque, são preposição, preposição e artigo, respectivamente.
II - A locução "muito embora" exprime ideia de concessão.
III - As palavras "nossos", "ele" e "mesmos" são exemplos de pronomes.  
Alternativas
Respostas
13201: D
13202: A
13203: A
13204: D
13205: D
13206: A
13207: D
13208: C
13209: A
13210: C
13211: C
13212: D
13213: D
13214: A
13215: B
13216: D
13217: C
13218: C
13219: B
13220: A