Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4268964 Português
Leia o texto para responder as questões.

Fim do home office: por que Amazon está exigindo que funcionários trabalhem do escritório
Por Natalie Sherman

A Amazon está ordenando que os funcionários voltem ao escritório cinco dias por semana, à medida que encerra sua política de trabalho híbrido. A mudança vai entrar em vigor a partir de janeiro, segundo informou o CEO da companhia, Andy Jassy, em uma mensagem enviada aos funcionários na segunda-feira (16/9). "Decidimos que voltaremos a estar no escritório da mesma forma que estávamos antes do surgimento da covid-19", ele afirmou, acrescentando que isso ajudaria os funcionários a se sentirem "melhor preparados para inventar, colaborar e estarem conectados o suficiente uns com os outros".
    
Jassy é conhecido há muito tempo por ser cético em relação ao trabalho remoto, mas os funcionários da Amazon tinham permissão para trabalhar de casa dois dias por semana. A pressão da Amazon para levar a equipe corporativa de volta ao escritório tem sido uma fonte de tensão dentro da companhia, que emprega mais de 1,5 milhão de pessoas no mundo todo, em funções de tempo integral e meio período.
    
Funcionários que trabalham na sede da empresa, em Seattle, nos EUA, organizaram um protesto no ano passado, quando a companhia implementou mudanças na política de trabalho remoto que tinha entrado em vigor durante a pandemia de covid-19. A Amazon demitiu posteriormente o organizador do protesto, o que levou a alegações de retaliação injusta, uma disputa que foi levada às autoridades trabalhistas.
    
Em sua mensagem, Jassy disse estar preocupado com o fato de a Amazon — que sempre se orgulhou de ter preservado a intensidade de uma startup, à medida que se tornava uma gigante da tecnologia — estar vendo sua cultura corporativa ser diluída pelo trabalho flexível, e muitas camadas de burocracia. Jassy, que substituiu o fundador da Amazon, Jeff Bezos, como CEO em 2021, anunciou que havia criado um canal para que os funcionários fizessem reclamações sobre regras burocráticas desnecessárias, e que a empresa estava pedindo aos gerentes que se reorganizassem para supervisionar mais pessoas. A Amazon afirmou que essas mudanças podem levar a cortes de empregos.
    
Além de voltar ao escritório cinco dias por semana, a Amazon anunciou que vai encerrar o hot-desking (sistema em que os funcionários não têm uma mesa de trabalho fixa, sentando-se no local que estiver disponível) nos EUA. A empresa explicou que os funcionários ainda vão poder trabalhar de casa em circunstâncias excepcionais, como um filho doente ou uma emergência doméstica, como era o caso antes da pandemia. Mas, a menos que tenham recebido uma dispensa, Jassy afirmou: "Nossa expectativa é de que as pessoas estejam no escritório, fora em circunstâncias atenuantes".
   
A postura da Amazon contrasta com a abordagem de governos como o do Reino Unido, que prometeu tornar o trabalho flexível um direito padrão desde o primeiro dia, como parte de um novo projeto de lei de direitos trabalhistas, previsto para ser publicado no mês que vem. O secretário de Estado para Negócios e Comércio do Reino Unido, Jonathan Reynolds, disse ao jornal The Times que o governo quer acabar com a "cultura do presenteísmo" — e afirmou que havia "benefícios econômicos reais" para as pessoas que trabalham de casa. Segundo ele, havia um equilíbrio a ser alcançado, mas os esquemas de trabalho flexível podem ajudar as empresas a recrutar a partir de uma base mais ampla de candidatos.
[...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpv2zne2pe4o
Analise: “Funcionários que trabalham na sede da empresa, em Seattle, nos EUA, organizaram um protesto no ano passado” e assinale a alternativa que apresenta o núcleo do sujeito desta oração.  
Alternativas
Q4268962 Português
Leia o texto para responder as questões.

Fim do home office: por que Amazon está exigindo que funcionários trabalhem do escritório
Por Natalie Sherman

A Amazon está ordenando que os funcionários voltem ao escritório cinco dias por semana, à medida que encerra sua política de trabalho híbrido. A mudança vai entrar em vigor a partir de janeiro, segundo informou o CEO da companhia, Andy Jassy, em uma mensagem enviada aos funcionários na segunda-feira (16/9). "Decidimos que voltaremos a estar no escritório da mesma forma que estávamos antes do surgimento da covid-19", ele afirmou, acrescentando que isso ajudaria os funcionários a se sentirem "melhor preparados para inventar, colaborar e estarem conectados o suficiente uns com os outros".
    
Jassy é conhecido há muito tempo por ser cético em relação ao trabalho remoto, mas os funcionários da Amazon tinham permissão para trabalhar de casa dois dias por semana. A pressão da Amazon para levar a equipe corporativa de volta ao escritório tem sido uma fonte de tensão dentro da companhia, que emprega mais de 1,5 milhão de pessoas no mundo todo, em funções de tempo integral e meio período.
    
Funcionários que trabalham na sede da empresa, em Seattle, nos EUA, organizaram um protesto no ano passado, quando a companhia implementou mudanças na política de trabalho remoto que tinha entrado em vigor durante a pandemia de covid-19. A Amazon demitiu posteriormente o organizador do protesto, o que levou a alegações de retaliação injusta, uma disputa que foi levada às autoridades trabalhistas.
    
Em sua mensagem, Jassy disse estar preocupado com o fato de a Amazon — que sempre se orgulhou de ter preservado a intensidade de uma startup, à medida que se tornava uma gigante da tecnologia — estar vendo sua cultura corporativa ser diluída pelo trabalho flexível, e muitas camadas de burocracia. Jassy, que substituiu o fundador da Amazon, Jeff Bezos, como CEO em 2021, anunciou que havia criado um canal para que os funcionários fizessem reclamações sobre regras burocráticas desnecessárias, e que a empresa estava pedindo aos gerentes que se reorganizassem para supervisionar mais pessoas. A Amazon afirmou que essas mudanças podem levar a cortes de empregos.
    
Além de voltar ao escritório cinco dias por semana, a Amazon anunciou que vai encerrar o hot-desking (sistema em que os funcionários não têm uma mesa de trabalho fixa, sentando-se no local que estiver disponível) nos EUA. A empresa explicou que os funcionários ainda vão poder trabalhar de casa em circunstâncias excepcionais, como um filho doente ou uma emergência doméstica, como era o caso antes da pandemia. Mas, a menos que tenham recebido uma dispensa, Jassy afirmou: "Nossa expectativa é de que as pessoas estejam no escritório, fora em circunstâncias atenuantes".
   
A postura da Amazon contrasta com a abordagem de governos como o do Reino Unido, que prometeu tornar o trabalho flexível um direito padrão desde o primeiro dia, como parte de um novo projeto de lei de direitos trabalhistas, previsto para ser publicado no mês que vem. O secretário de Estado para Negócios e Comércio do Reino Unido, Jonathan Reynolds, disse ao jornal The Times que o governo quer acabar com a "cultura do presenteísmo" — e afirmou que havia "benefícios econômicos reais" para as pessoas que trabalham de casa. Segundo ele, havia um equilíbrio a ser alcançado, mas os esquemas de trabalho flexível podem ajudar as empresas a recrutar a partir de uma base mais ampla de candidatos.
[...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpv2zne2pe4o
Analise: “A Amazon afirmou que essas mudanças podem levar a cortes de empregos.” E assinale a alternativa que apresenta a classificação correta desta oração.
Alternativas
Q4268451 Português
Inteligência Artificial impacta empregos no mundo e no Brasil


A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirma que na maioria dos cenários, a IA provavelmente piorará a desigualdade geral. Ela diz que os políticos precisam abordar essa tendência preocupante para evitar que a tecnologia alimente ainda mais as tensões sociais.


A proliferação da inteligência artificial tem despertado um debate sobre os seus benefícios e riscos. O FMI disse que a inteligência artificial afetará uma proporção maior de empregos − estimada em cerca de 60% − nas economias avançadas. Em metade destes casos, os trabalhadores podem esperar se beneficiar da integração da inteligência artificial, o que aumentará a sua produtividade.


Em outros casos, a inteligência artificial terá a capacidade de realizar tarefas importantes que são atualmente executadas por humanos. Isso poderá reduzir a procura de mão de obra, afetando salários e até mesmo erradicando empregos, segundo a avaliação.


Ao mesmo tempo, o FMI prevê que a tecnologia afetará apenas 26% dos empregos nos países de baixa renda.


Georgieva disse que muitos destes países não têm infraestrutura ou mão de obra qualificada para aproveitar os benefícios da inteligência artificial, aumentando o risco de que, com o tempo, a tecnologia possa piorar a desigualdade entre as nações.


De um modo mais geral, os trabalhadores mais jovens e com renda mais elevada perceberão um aumento desproporcional nos seus salários após a adoção da inteligência artificial. Os trabalhadores com renda mais baixa e os mais velhos correm o risco de ficarem obsoletos, afirma o FMI.


"É crucial que os países estabeleçam redes de segurança social abrangentes e ofereçam programas de reciclagem para trabalhadores vulneráveis", disse Georgieva. "Ao fazer isso, tornaremos a transição para a IA mais inclusiva, protegendo os meios de subsistência e reduzindo a desigualdade."


A análise do FMI vem no momento em que líderes empresariais e políticos globais se reúnem no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. A IA é um tópico de discussão, após o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT.


A tecnologia enfrenta a crescente regulamentação em todo o mundo. No mês passado, as autoridades da União Europeia chegaram a um acordo provisório sobre as primeiras leis abrangentes do mundo para regular o uso da IA. O Parlamento Europeu votará as propostas da Lei da IA no início deste ano, mas nenhuma legislação entrará em vigor antes de 2025.


Os EUA, o Reino Unido e a China ainda não publicaram  suas próprias diretrizes de IA.


Embora o Brasil tenha iniciado debate no Congresso sobre o assunto, ainda não possui regulamentação sobre o tema.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgekv170k0eo. Adaptado.
A tecnologia enfrenta a crescente regulamentação em todo o mundo. No mês passado, as autoridades da União Europeia chegaram a um acordo provisório sobre as primeiras leis abrangentes do mundo para regular o uso da IA. O Parlamento Europeu votará as propostas da Lei da IA no início deste ano, mas nenhuma legislação entrará em vigor antes de 2025.
Sintaticamente, o número de orações presentes na frase é de:
Alternativas
Q4268450 Português
Inteligência Artificial impacta empregos no mundo e no Brasil


A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirma que na maioria dos cenários, a IA provavelmente piorará a desigualdade geral. Ela diz que os políticos precisam abordar essa tendência preocupante para evitar que a tecnologia alimente ainda mais as tensões sociais.


A proliferação da inteligência artificial tem despertado um debate sobre os seus benefícios e riscos. O FMI disse que a inteligência artificial afetará uma proporção maior de empregos − estimada em cerca de 60% − nas economias avançadas. Em metade destes casos, os trabalhadores podem esperar se beneficiar da integração da inteligência artificial, o que aumentará a sua produtividade.


Em outros casos, a inteligência artificial terá a capacidade de realizar tarefas importantes que são atualmente executadas por humanos. Isso poderá reduzir a procura de mão de obra, afetando salários e até mesmo erradicando empregos, segundo a avaliação.


Ao mesmo tempo, o FMI prevê que a tecnologia afetará apenas 26% dos empregos nos países de baixa renda.


Georgieva disse que muitos destes países não têm infraestrutura ou mão de obra qualificada para aproveitar os benefícios da inteligência artificial, aumentando o risco de que, com o tempo, a tecnologia possa piorar a desigualdade entre as nações.


De um modo mais geral, os trabalhadores mais jovens e com renda mais elevada perceberão um aumento desproporcional nos seus salários após a adoção da inteligência artificial. Os trabalhadores com renda mais baixa e os mais velhos correm o risco de ficarem obsoletos, afirma o FMI.


"É crucial que os países estabeleçam redes de segurança social abrangentes e ofereçam programas de reciclagem para trabalhadores vulneráveis", disse Georgieva. "Ao fazer isso, tornaremos a transição para a IA mais inclusiva, protegendo os meios de subsistência e reduzindo a desigualdade."


A análise do FMI vem no momento em que líderes empresariais e políticos globais se reúnem no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. A IA é um tópico de discussão, após o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT.


A tecnologia enfrenta a crescente regulamentação em todo o mundo. No mês passado, as autoridades da União Europeia chegaram a um acordo provisório sobre as primeiras leis abrangentes do mundo para regular o uso da IA. O Parlamento Europeu votará as propostas da Lei da IA no início deste ano, mas nenhuma legislação entrará em vigor antes de 2025.


Os EUA, o Reino Unido e a China ainda não publicaram  suas próprias diretrizes de IA.


Embora o Brasil tenha iniciado debate no Congresso sobre o assunto, ainda não possui regulamentação sobre o tema.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgekv170k0eo. Adaptado.
De um modo mais geral, os trabalhadores mais jovens perceberão um aumento desproporcional nos seus salários após a adoção da inteligência artificial.
Sintaticamente, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4267928 Português
Coceira crônica afeta uma em cada cinco pessoas segundo pesquisas

Shayanne Boulet tinha dezoito anos de idade. No final do seu primeiro ano de faculdade, do nada, ela começou a ter coceiras angustiantes.

"No início, pensei que pudesse ser eczema", relembra ela. "Mas era muito mais debilitante. Eu não conseguia tomar banho quente, não conseguia me concentrar na minha lição de casa, não conseguia dormir porque eu me coçava por quase duas horas na cama. Eu precisava me levantar para me limpar porque havia sangue nos lençóis."

Boulet foi diagnosticada com prurigo nodular, uma doença de pele inflamatória crônica.

A condição é uma das muitas causas de coceira crônica, definida pelos médicos como uma coceira que dure mais de seis semanas, e que, segundo os profissionais de saúde, afeta uma em cada cinco pessoas em algum momento da vida.

A coceira crônica é associada a distúrbios dermatológicos como eczemas, urticária e psoríase, mas também a outras condições médicas, incluindo doença renal crônica, insuficiência renal e linfoma. Em alguns casos, a coceira crônica dura anos e a sensação é enlouquecedora.

No livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), os pecadores condenados ao oitavo círculo do inferno - os fraudadores - sofriam "a fúria ardente da feroz coceira que nada consegue aliviar". Muitas pessoas que sofrem de psoríase talvez se identifiquem com a descrição do inferno de Dante. A coceira decorrente dessa condição já foi comparada com um ataque de formigas-de-fogo.

Pacientes com doenças hepáticas chegaram a ser submetidos a transplantes por não conseguirem lidar com a sensação de coceira. E alguns pacientes com câncer param de tomar medicações que salvariam suas vidas por não suportarem a coceira que esses remédios lhes causam.

"Estudos demonstraram que a coceira crônica é tão debilitante quanto as dores crônicas, mas, na verdade, eu defendo que é ainda pior", afirma o médico e neuroimunologista Brian Kim. "Com a dor crônica, você tem uma sensação de dor monótona − uma espécie de dor 'nível 6 de 10' que simplesmente não desaparece", explica ele. "Mas você consegue dormir."

"A coceira crônica é diferente porque você não descansa. As pessoas afetadas coçam-se a noite toda. Deste ponto de vista, ela é consideravelmente mais debilitadora." Até recentemente, os cientistas não compreendiam, na verdade, o que causa a coceira crônica, mesmo com sua alta incidência. Já as causas da coceira aguda são relativamente bem conhecidas.

Se você for picado por um mosquito ou encostar em uma hera venenosa, as células imunológicas da pele liberam histamina e outras substâncias que se ligam a pequenos receptores na superfície dos nervos sensoriais. Essas substâncias ativam os receptores que enviam um sinal de coceira para a medula espinhal e para o cérebro.

A coceira aguda é irritante, mas pode ser tratada com anti-histamínicos ou esteroides de uso tópico. Mas os anti-histamínicos não apresentam efeito sobre a coceira crônica.

O fato é que houve poucos avanços no tratamento da coceira nos últimos 360 anos, desde que a coceira foi definida pela medicina pela primeira vez. Um dos motivos é que os cientistas acreditavam que a coceira seria apenas uma forma suave de dor.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9822p5jz05o. Adaptado.

As pessoas afetadas coçam-se a noite toda.


Em relação ao verbo presente nesta frase, trata-se de verbo:

Alternativas
Q4267926 Português
Coceira crônica afeta uma em cada cinco pessoas segundo pesquisas

Shayanne Boulet tinha dezoito anos de idade. No final do seu primeiro ano de faculdade, do nada, ela começou a ter coceiras angustiantes.

"No início, pensei que pudesse ser eczema", relembra ela. "Mas era muito mais debilitante. Eu não conseguia tomar banho quente, não conseguia me concentrar na minha lição de casa, não conseguia dormir porque eu me coçava por quase duas horas na cama. Eu precisava me levantar para me limpar porque havia sangue nos lençóis."

Boulet foi diagnosticada com prurigo nodular, uma doença de pele inflamatória crônica.

A condição é uma das muitas causas de coceira crônica, definida pelos médicos como uma coceira que dure mais de seis semanas, e que, segundo os profissionais de saúde, afeta uma em cada cinco pessoas em algum momento da vida.

A coceira crônica é associada a distúrbios dermatológicos como eczemas, urticária e psoríase, mas também a outras condições médicas, incluindo doença renal crônica, insuficiência renal e linfoma. Em alguns casos, a coceira crônica dura anos e a sensação é enlouquecedora.

No livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), os pecadores condenados ao oitavo círculo do inferno - os fraudadores - sofriam "a fúria ardente da feroz coceira que nada consegue aliviar". Muitas pessoas que sofrem de psoríase talvez se identifiquem com a descrição do inferno de Dante. A coceira decorrente dessa condição já foi comparada com um ataque de formigas-de-fogo.

Pacientes com doenças hepáticas chegaram a ser submetidos a transplantes por não conseguirem lidar com a sensação de coceira. E alguns pacientes com câncer param de tomar medicações que salvariam suas vidas por não suportarem a coceira que esses remédios lhes causam.

"Estudos demonstraram que a coceira crônica é tão debilitante quanto as dores crônicas, mas, na verdade, eu defendo que é ainda pior", afirma o médico e neuroimunologista Brian Kim. "Com a dor crônica, você tem uma sensação de dor monótona − uma espécie de dor 'nível 6 de 10' que simplesmente não desaparece", explica ele. "Mas você consegue dormir."

"A coceira crônica é diferente porque você não descansa. As pessoas afetadas coçam-se a noite toda. Deste ponto de vista, ela é consideravelmente mais debilitadora." Até recentemente, os cientistas não compreendiam, na verdade, o que causa a coceira crônica, mesmo com sua alta incidência. Já as causas da coceira aguda são relativamente bem conhecidas.

Se você for picado por um mosquito ou encostar em uma hera venenosa, as células imunológicas da pele liberam histamina e outras substâncias que se ligam a pequenos receptores na superfície dos nervos sensoriais. Essas substâncias ativam os receptores que enviam um sinal de coceira para a medula espinhal e para o cérebro.

A coceira aguda é irritante, mas pode ser tratada com anti-histamínicos ou esteroides de uso tópico. Mas os anti-histamínicos não apresentam efeito sobre a coceira crônica.

O fato é que houve poucos avanços no tratamento da coceira nos últimos 360 anos, desde que a coceira foi definida pela medicina pela primeira vez. Um dos motivos é que os cientistas acreditavam que a coceira seria apenas uma forma suave de dor.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9822p5jz05o. Adaptado.
Boulet foi diagnosticada com prurigo nodular, uma doença de pele inflamatória crônica.
Sintaticamente, é correto afirmar que o:
Alternativas
Q4267924 Português
Coceira crônica afeta uma em cada cinco pessoas segundo pesquisas

Shayanne Boulet tinha dezoito anos de idade. No final do seu primeiro ano de faculdade, do nada, ela começou a ter coceiras angustiantes.

"No início, pensei que pudesse ser eczema", relembra ela. "Mas era muito mais debilitante. Eu não conseguia tomar banho quente, não conseguia me concentrar na minha lição de casa, não conseguia dormir porque eu me coçava por quase duas horas na cama. Eu precisava me levantar para me limpar porque havia sangue nos lençóis."

Boulet foi diagnosticada com prurigo nodular, uma doença de pele inflamatória crônica.

A condição é uma das muitas causas de coceira crônica, definida pelos médicos como uma coceira que dure mais de seis semanas, e que, segundo os profissionais de saúde, afeta uma em cada cinco pessoas em algum momento da vida.

A coceira crônica é associada a distúrbios dermatológicos como eczemas, urticária e psoríase, mas também a outras condições médicas, incluindo doença renal crônica, insuficiência renal e linfoma. Em alguns casos, a coceira crônica dura anos e a sensação é enlouquecedora.

No livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), os pecadores condenados ao oitavo círculo do inferno - os fraudadores - sofriam "a fúria ardente da feroz coceira que nada consegue aliviar". Muitas pessoas que sofrem de psoríase talvez se identifiquem com a descrição do inferno de Dante. A coceira decorrente dessa condição já foi comparada com um ataque de formigas-de-fogo.

Pacientes com doenças hepáticas chegaram a ser submetidos a transplantes por não conseguirem lidar com a sensação de coceira. E alguns pacientes com câncer param de tomar medicações que salvariam suas vidas por não suportarem a coceira que esses remédios lhes causam.

"Estudos demonstraram que a coceira crônica é tão debilitante quanto as dores crônicas, mas, na verdade, eu defendo que é ainda pior", afirma o médico e neuroimunologista Brian Kim. "Com a dor crônica, você tem uma sensação de dor monótona − uma espécie de dor 'nível 6 de 10' que simplesmente não desaparece", explica ele. "Mas você consegue dormir."

"A coceira crônica é diferente porque você não descansa. As pessoas afetadas coçam-se a noite toda. Deste ponto de vista, ela é consideravelmente mais debilitadora." Até recentemente, os cientistas não compreendiam, na verdade, o que causa a coceira crônica, mesmo com sua alta incidência. Já as causas da coceira aguda são relativamente bem conhecidas.

Se você for picado por um mosquito ou encostar em uma hera venenosa, as células imunológicas da pele liberam histamina e outras substâncias que se ligam a pequenos receptores na superfície dos nervos sensoriais. Essas substâncias ativam os receptores que enviam um sinal de coceira para a medula espinhal e para o cérebro.

A coceira aguda é irritante, mas pode ser tratada com anti-histamínicos ou esteroides de uso tópico. Mas os anti-histamínicos não apresentam efeito sobre a coceira crônica.

O fato é que houve poucos avanços no tratamento da coceira nos últimos 360 anos, desde que a coceira foi definida pela medicina pela primeira vez. Um dos motivos é que os cientistas acreditavam que a coceira seria apenas uma forma suave de dor.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9822p5jz05o. Adaptado.

Muitas pessoas que sofrem de psoríase talvez se identifiquem com a descrição do inferno de Dante.


De acordo com as classes de palavras, é correto afirmar, nesta frase, que:

Alternativas
Q4265318 Português

Leia o texto para responder as questões.


A falácia da "Supermulher"


Por Tijana Jankovic


    Você já acordou no meio da noite e não conseguiu mais dormir, pensando em todas as tarefas importantes do dia seguinte (que não cabem nas horas úteis)? Já entrou na primeira reunião, às 9h, atrasada, um pouco descabelada, maquiada pela metade e com a sensação de que um caminhão passou por cima de você? Já tentou várias metodologias, tipo "O Clube das 5 da manhã", "7 hábitos de pessoas eficientes", convencida a encontrar um jeito de dar conta de tudo? Vive diariamente uma relação de amor e ódio com a babá dos seus filhos, porque não consegue imaginar a sua vida sem ela, mas detesta os momentos que ela passa com eles, pois deveriam ser seus?


    Se você respondeu sim para uma ou mais situações descritas acima - Atenção! Você pode estar sofrendo da síndrome de "Supermulher" - condição altamente contagiosa e de caráter crônico. Diferentes tratamentos estão em fase de testes, porém nada muito resolutivo.



    Enquanto celebramos as conquistas de liberdade intelectual, sexual e financeira feminina, pela qual duramente anos lutamos - e reconhecemos quanto chão ainda tem por andar - é importante refletir também sobre a mecânica de como chegamos lá. No fim das contas, a "matemática" é muito mais sobre adição de responsabilidades, do que substituição. Na prática, não deixamos de ser cobradas para sermos mães presentes, boas esposas e por cuidar do lar, como as "CEOs do lar". Agora, além de tudo, precisamos ser excelentes profissionais, musas fitness, fazer cursos e pós-graduações, estar a par de novas tendências. Também não temos o direito de ser "básicas": é necessário sempre surpreender, praticar pelo menos um hobby, o que vai nos tornar mais interessantes.



    E, a partir disso, não sei o que me traz mais pavor: a caixa de e-mails com 3 dígitos de e-mails não lidos, o grupo do WhatsApp das mães da escola, que estão mais engajadas do que consigo ser, ou o bom e velho FOMO ("fear of missing out" - medo de estar perdendo algo) do Instagram, mostrando amigos espalhados pelo mundo vivendo aventuras incríveis. E não falo unicamente do velho problema de conciliação entre maternidade e carreira executiva ou empreendedorismo. Vejo amigas e colegas solteiras sofrendo a mesma pressão - às vezes, até pior - porque, enquanto mulheres que ocupam a função de mães estão parcialmente perdoadas por perderem eventos sociais do trabalho ou atrasos devido a emergências familiares, a mulher solteira, sem filhos, "pura carreirista", tem ainda menos direito de falhar. Se não escolheu o matrimônio ou a maternidade, precisa ter uma vida social nos níveis de Sex & the City, estar disponível 24x7 para todos e compensar o seu "dever com a sociedade", por exemplo, com trabalho humanitário/social para não parecer egoísta.



    [...]



Disponível em https://epocanegocios.globo.com/colunas/malabarista/coluna/2023/09/a-falacia-da-supermulher.ghtml

Assinale a alternativa que apresenta o tipo de sujeito do trecho a seguir: “a mulher solteira, sem filhos, ‘pura carreirista’, tem ainda menos direito de falhar.”
Alternativas
Q4265316 Português

Leia o texto para responder as questões.


A falácia da "Supermulher"


Por Tijana Jankovic


    Você já acordou no meio da noite e não conseguiu mais dormir, pensando em todas as tarefas importantes do dia seguinte (que não cabem nas horas úteis)? Já entrou na primeira reunião, às 9h, atrasada, um pouco descabelada, maquiada pela metade e com a sensação de que um caminhão passou por cima de você? Já tentou várias metodologias, tipo "O Clube das 5 da manhã", "7 hábitos de pessoas eficientes", convencida a encontrar um jeito de dar conta de tudo? Vive diariamente uma relação de amor e ódio com a babá dos seus filhos, porque não consegue imaginar a sua vida sem ela, mas detesta os momentos que ela passa com eles, pois deveriam ser seus?


    Se você respondeu sim para uma ou mais situações descritas acima - Atenção! Você pode estar sofrendo da síndrome de "Supermulher" - condição altamente contagiosa e de caráter crônico. Diferentes tratamentos estão em fase de testes, porém nada muito resolutivo.



    Enquanto celebramos as conquistas de liberdade intelectual, sexual e financeira feminina, pela qual duramente anos lutamos - e reconhecemos quanto chão ainda tem por andar - é importante refletir também sobre a mecânica de como chegamos lá. No fim das contas, a "matemática" é muito mais sobre adição de responsabilidades, do que substituição. Na prática, não deixamos de ser cobradas para sermos mães presentes, boas esposas e por cuidar do lar, como as "CEOs do lar". Agora, além de tudo, precisamos ser excelentes profissionais, musas fitness, fazer cursos e pós-graduações, estar a par de novas tendências. Também não temos o direito de ser "básicas": é necessário sempre surpreender, praticar pelo menos um hobby, o que vai nos tornar mais interessantes.



    E, a partir disso, não sei o que me traz mais pavor: a caixa de e-mails com 3 dígitos de e-mails não lidos, o grupo do WhatsApp das mães da escola, que estão mais engajadas do que consigo ser, ou o bom e velho FOMO ("fear of missing out" - medo de estar perdendo algo) do Instagram, mostrando amigos espalhados pelo mundo vivendo aventuras incríveis. E não falo unicamente do velho problema de conciliação entre maternidade e carreira executiva ou empreendedorismo. Vejo amigas e colegas solteiras sofrendo a mesma pressão - às vezes, até pior - porque, enquanto mulheres que ocupam a função de mães estão parcialmente perdoadas por perderem eventos sociais do trabalho ou atrasos devido a emergências familiares, a mulher solteira, sem filhos, "pura carreirista", tem ainda menos direito de falhar. Se não escolheu o matrimônio ou a maternidade, precisa ter uma vida social nos níveis de Sex & the City, estar disponível 24x7 para todos e compensar o seu "dever com a sociedade", por exemplo, com trabalho humanitário/social para não parecer egoísta.



    [...]



Disponível em https://epocanegocios.globo.com/colunas/malabarista/coluna/2023/09/a-falacia-da-supermulher.ghtml

Analise: “Agora, além de tudo, precisamos ser excelentes profissionais, musas fitness, fazer cursos e pós-graduações, estar a par de novas tendências.” E assinale a alternativa correta sobre as vírgulas deste trecho. 
Alternativas
Q4265315 Português

Leia o texto para responder as questões.


A falácia da "Supermulher"


Por Tijana Jankovic


    Você já acordou no meio da noite e não conseguiu mais dormir, pensando em todas as tarefas importantes do dia seguinte (que não cabem nas horas úteis)? Já entrou na primeira reunião, às 9h, atrasada, um pouco descabelada, maquiada pela metade e com a sensação de que um caminhão passou por cima de você? Já tentou várias metodologias, tipo "O Clube das 5 da manhã", "7 hábitos de pessoas eficientes", convencida a encontrar um jeito de dar conta de tudo? Vive diariamente uma relação de amor e ódio com a babá dos seus filhos, porque não consegue imaginar a sua vida sem ela, mas detesta os momentos que ela passa com eles, pois deveriam ser seus?


    Se você respondeu sim para uma ou mais situações descritas acima - Atenção! Você pode estar sofrendo da síndrome de "Supermulher" - condição altamente contagiosa e de caráter crônico. Diferentes tratamentos estão em fase de testes, porém nada muito resolutivo.



    Enquanto celebramos as conquistas de liberdade intelectual, sexual e financeira feminina, pela qual duramente anos lutamos - e reconhecemos quanto chão ainda tem por andar - é importante refletir também sobre a mecânica de como chegamos lá. No fim das contas, a "matemática" é muito mais sobre adição de responsabilidades, do que substituição. Na prática, não deixamos de ser cobradas para sermos mães presentes, boas esposas e por cuidar do lar, como as "CEOs do lar". Agora, além de tudo, precisamos ser excelentes profissionais, musas fitness, fazer cursos e pós-graduações, estar a par de novas tendências. Também não temos o direito de ser "básicas": é necessário sempre surpreender, praticar pelo menos um hobby, o que vai nos tornar mais interessantes.



    E, a partir disso, não sei o que me traz mais pavor: a caixa de e-mails com 3 dígitos de e-mails não lidos, o grupo do WhatsApp das mães da escola, que estão mais engajadas do que consigo ser, ou o bom e velho FOMO ("fear of missing out" - medo de estar perdendo algo) do Instagram, mostrando amigos espalhados pelo mundo vivendo aventuras incríveis. E não falo unicamente do velho problema de conciliação entre maternidade e carreira executiva ou empreendedorismo. Vejo amigas e colegas solteiras sofrendo a mesma pressão - às vezes, até pior - porque, enquanto mulheres que ocupam a função de mães estão parcialmente perdoadas por perderem eventos sociais do trabalho ou atrasos devido a emergências familiares, a mulher solteira, sem filhos, "pura carreirista", tem ainda menos direito de falhar. Se não escolheu o matrimônio ou a maternidade, precisa ter uma vida social nos níveis de Sex & the City, estar disponível 24x7 para todos e compensar o seu "dever com a sociedade", por exemplo, com trabalho humanitário/social para não parecer egoísta.



    [...]



Disponível em https://epocanegocios.globo.com/colunas/malabarista/coluna/2023/09/a-falacia-da-supermulher.ghtml

Analise: “enquanto mulheres que ocupam a função de mães estão parcialmente perdoadas por perderem eventos sociais do trabalho ou atrasos devido a emergências familiares, a mulher solteira, sem filhos, ‘pura carreirista’, tem ainda menos direito de falhar.” E assinale a alternativa que apresenta a classificação da oração sublinhada. 
Alternativas
Q4261787 Português
O exemplo que melhor atende a uma sequência de ideias dispostas em sentido descendente é: 
Alternativas
Q4261785 Português
Em relação à regência verbal, marque a alternativa em que se CONTRARIA a norma culta da língua:
Alternativas
Q4257201 Português
Leia o texto para responder a questão.

TEXTO 3

A nova carta de Pero Vaz de Caminha

    Olá meu amado Rei, aqui quem fala é o Pero Vaz. Está a me ouvir bem? Peguei emprestado o celular de um nativo aqui da nova terra. Tudo bem, Capitão Pedro está a mandar um abraço. Chegamos na terça, 21 de abril, mas deixei para ligar no Domingo porque a ligação é mais barata. É aqui tem dessas coisas. Os nativos ficaram espantados com a nossa chegada por mar, não achavam que éramos Deuses, Majestade. Acharam que éramos loucos de pisar em um mar tão sujo.
   A ligação está boa? Pois é, essa terra é engraçada. Tem telefonia celular digital; automóveis importados; acesso gratuito à Internet mas ainda tem gente que morre de malária e está cheia de criança barriguda de tanto verme. É meio complicado explicar.
    Se já encontramos o chefe? Olha Rei, tá meio complicado. Aqui tem muito cacique para pouco índio. Logo que chegamos à Porto Seguro tinha um cacique lá que dizia que fazia chover, que mandava prender e soltar quem ele quisesse. É, um cacique bravo mesmo... Mais para o Sul encontramos outra tribo, uma aldeia maravilhosa e muito festiva, com lindas nativas quase nuas. Seguindo em direção ao Sul, saímos do litoral e adentramo-nos ao planalto. Lá encontramos uma tribo muito grande. A dos índios Sampa. Conhecemos seu cacique, que tinha apito mas que não apitava nada, coitado. Dizem até que ele apanha da mulher. O senhor está rindo, Majestade? Juro que é verdadeiro o meu relato. Como vossa Majestade pode perceber, é uma terra fácil de se colonizar, pois os nativos não falam a mesma língua. Sim, são pacíficos sim. É só verem um côco no chão para eles começarem a chutálo e esquecerem da vida. Sabem, sabem ler, mas não todos. A maioria lê muito mal e acredita em tudo que é escrito. Vai ser moleza, fica frio... Parece que há um "Cacicão Geral", mas ele quase não é visto. O homem viaja muito. Dizem que se a intenção for evitar encontrá-lo, é só ficar sentado no trono dele. Engraçado mesmo é que a "indiaiada" trabalha a troco de banana. É banana!!! Todo mês eles recebem no mínimo 151 bananas. Não é piada, Majestade.!! É sério!! Só vindo aqui prá ver.
    Olha, preciso desligar. O rapaz que me emprestou o telefone celular precisa fazer uma ligação. Ele é comerciante. Disse que precisa avisar ao povo que chegou um novo carregamento de farinha. Engraçado... eles ficam tão contentes em trabalhar... A cada mercadoria que chega, eles sobem o morro e soltam rojões. É uma terra muito rica, Majestade. Acho que desta vez acertamos em cheio. Isso aqui ainda vai ser o país do futuro...

Autor: Paulo D'Angelo, publicitário, reescreveu a Carta de Caminha e ganhou o concurso "Crônica do Ouvinte" promovido pela Rádio Bandeirantes. In : https://www.oclick.com.br/caderno/448/parodia-dacarta-de-caminha 
Observe ostermos em destaque:

1. “O rapaz que me emprestou o telefone celular precisa fazer uma ligação.”
2. “Disse que precisa avisar ao povo que chegou um novo carregamento de farinha.”
3. “A cada mercadoria que chega, eles sobem o morro e soltam rojões.”
4. “Acho que desta vez acertamos em cheio.”

Assinale a alternativa que contém a classificação morfossintática correta considerando a sequência acima:
Alternativas
Q4257200 Português
Leia o texto para responder a questão.

TEXTO 3

A nova carta de Pero Vaz de Caminha

    Olá meu amado Rei, aqui quem fala é o Pero Vaz. Está a me ouvir bem? Peguei emprestado o celular de um nativo aqui da nova terra. Tudo bem, Capitão Pedro está a mandar um abraço. Chegamos na terça, 21 de abril, mas deixei para ligar no Domingo porque a ligação é mais barata. É aqui tem dessas coisas. Os nativos ficaram espantados com a nossa chegada por mar, não achavam que éramos Deuses, Majestade. Acharam que éramos loucos de pisar em um mar tão sujo.
   A ligação está boa? Pois é, essa terra é engraçada. Tem telefonia celular digital; automóveis importados; acesso gratuito à Internet mas ainda tem gente que morre de malária e está cheia de criança barriguda de tanto verme. É meio complicado explicar.
    Se já encontramos o chefe? Olha Rei, tá meio complicado. Aqui tem muito cacique para pouco índio. Logo que chegamos à Porto Seguro tinha um cacique lá que dizia que fazia chover, que mandava prender e soltar quem ele quisesse. É, um cacique bravo mesmo... Mais para o Sul encontramos outra tribo, uma aldeia maravilhosa e muito festiva, com lindas nativas quase nuas. Seguindo em direção ao Sul, saímos do litoral e adentramo-nos ao planalto. Lá encontramos uma tribo muito grande. A dos índios Sampa. Conhecemos seu cacique, que tinha apito mas que não apitava nada, coitado. Dizem até que ele apanha da mulher. O senhor está rindo, Majestade? Juro que é verdadeiro o meu relato. Como vossa Majestade pode perceber, é uma terra fácil de se colonizar, pois os nativos não falam a mesma língua. Sim, são pacíficos sim. É só verem um côco no chão para eles começarem a chutálo e esquecerem da vida. Sabem, sabem ler, mas não todos. A maioria lê muito mal e acredita em tudo que é escrito. Vai ser moleza, fica frio... Parece que há um "Cacicão Geral", mas ele quase não é visto. O homem viaja muito. Dizem que se a intenção for evitar encontrá-lo, é só ficar sentado no trono dele. Engraçado mesmo é que a "indiaiada" trabalha a troco de banana. É banana!!! Todo mês eles recebem no mínimo 151 bananas. Não é piada, Majestade.!! É sério!! Só vindo aqui prá ver.
    Olha, preciso desligar. O rapaz que me emprestou o telefone celular precisa fazer uma ligação. Ele é comerciante. Disse que precisa avisar ao povo que chegou um novo carregamento de farinha. Engraçado... eles ficam tão contentes em trabalhar... A cada mercadoria que chega, eles sobem o morro e soltam rojões. É uma terra muito rica, Majestade. Acho que desta vez acertamos em cheio. Isso aqui ainda vai ser o país do futuro...

Autor: Paulo D'Angelo, publicitário, reescreveu a Carta de Caminha e ganhou o concurso "Crônica do Ouvinte" promovido pela Rádio Bandeirantes. In : https://www.oclick.com.br/caderno/448/parodia-dacarta-de-caminha 
O termo destacado em “Logo que chegamos à Porto Seguro tinha um cacique lá que dizia que fazia chover, que mandava prender e soltar quem ele quisesse” (parágrafo 3), não pode ser substituído, uma vez que produziria prejuízo de sentido, por: 
Alternativas
Q4257199 Português
Leia o texto para responder a questão.

TEXTO 3

A nova carta de Pero Vaz de Caminha

    Olá meu amado Rei, aqui quem fala é o Pero Vaz. Está a me ouvir bem? Peguei emprestado o celular de um nativo aqui da nova terra. Tudo bem, Capitão Pedro está a mandar um abraço. Chegamos na terça, 21 de abril, mas deixei para ligar no Domingo porque a ligação é mais barata. É aqui tem dessas coisas. Os nativos ficaram espantados com a nossa chegada por mar, não achavam que éramos Deuses, Majestade. Acharam que éramos loucos de pisar em um mar tão sujo.
   A ligação está boa? Pois é, essa terra é engraçada. Tem telefonia celular digital; automóveis importados; acesso gratuito à Internet mas ainda tem gente que morre de malária e está cheia de criança barriguda de tanto verme. É meio complicado explicar.
    Se já encontramos o chefe? Olha Rei, tá meio complicado. Aqui tem muito cacique para pouco índio. Logo que chegamos à Porto Seguro tinha um cacique lá que dizia que fazia chover, que mandava prender e soltar quem ele quisesse. É, um cacique bravo mesmo... Mais para o Sul encontramos outra tribo, uma aldeia maravilhosa e muito festiva, com lindas nativas quase nuas. Seguindo em direção ao Sul, saímos do litoral e adentramo-nos ao planalto. Lá encontramos uma tribo muito grande. A dos índios Sampa. Conhecemos seu cacique, que tinha apito mas que não apitava nada, coitado. Dizem até que ele apanha da mulher. O senhor está rindo, Majestade? Juro que é verdadeiro o meu relato. Como vossa Majestade pode perceber, é uma terra fácil de se colonizar, pois os nativos não falam a mesma língua. Sim, são pacíficos sim. É só verem um côco no chão para eles começarem a chutálo e esquecerem da vida. Sabem, sabem ler, mas não todos. A maioria lê muito mal e acredita em tudo que é escrito. Vai ser moleza, fica frio... Parece que há um "Cacicão Geral", mas ele quase não é visto. O homem viaja muito. Dizem que se a intenção for evitar encontrá-lo, é só ficar sentado no trono dele. Engraçado mesmo é que a "indiaiada" trabalha a troco de banana. É banana!!! Todo mês eles recebem no mínimo 151 bananas. Não é piada, Majestade.!! É sério!! Só vindo aqui prá ver.
    Olha, preciso desligar. O rapaz que me emprestou o telefone celular precisa fazer uma ligação. Ele é comerciante. Disse que precisa avisar ao povo que chegou um novo carregamento de farinha. Engraçado... eles ficam tão contentes em trabalhar... A cada mercadoria que chega, eles sobem o morro e soltam rojões. É uma terra muito rica, Majestade. Acho que desta vez acertamos em cheio. Isso aqui ainda vai ser o país do futuro...

Autor: Paulo D'Angelo, publicitário, reescreveu a Carta de Caminha e ganhou o concurso "Crônica do Ouvinte" promovido pela Rádio Bandeirantes. In : https://www.oclick.com.br/caderno/448/parodia-dacarta-de-caminha 
A regência verbal em destaque na frase “ Aqui tem muito cacique[...]. ” é a mesma do verbo destacado em:
Alternativas
Q4254229 Português

Leia com atenção as afirmativas abaixo:



I. As folhas verde-escuras balançavam suavemente ao vento do outono.


II. Os atletas ítalo-brasileiros competiram com garra nos Jogos Olímpicos.


III. Os navios azul-celeste se fundiam com o mar calmo ao horizonte.


IV. As lutas greco-romanas são uma tradição milenar nos esportes de combate.


V. Os vestidos eram amarelo-ouro, brilhando como o sol.



Em quais das afirmativas lidas acima a concordância nominal está correta?

Alternativas
Q4253814 Português

TEXTO 1



Por Conceição Evaristo



Maria



    1 Maria estava parada há mais de meia hora no ponto de ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. Os ônibus estavam aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. O osso do pernil e as frutas que tinham enfeitado a mesa. Ganhara as frutas e uma gorjeta. O osso a patroa ia jogar fora. Estava feliz, apesar do cansaço. A gorjeta chegara numa hora boa. Os dois filhos menores estavam muito gripados. Precisava comprar xarope e aquele remedinho de desentupir o nariz. Daria para comprar também uma lata de Toddy. As frutas estavam ótimas e havia melão. As crianças nunca tinham comido melão. Será que os meninos gostavam de melão?

    2 A palma de umas de suas mãos doía. Tinha sofrido um corte, bem no meio, enquanto cortava o pernil para a patroa. Que coisa! Faca-laser corta até a vida!

    3 Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entra as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem assentou-se ao lado dela. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai do seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito...

    4 O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava  com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos? Era a primeira vez que ela via um assalto no ônibus. Imaginava o terror das pessoas. O comparsa de seu ex-homem passou por ela e não pediu nada. Se fossem outros os assaltantes? Ela teria para dar uma sacola de frutas, um osso de pernil e uma gorjeta de mil cruzeiros. Não tinha relógio algum no braço. Nas mãos nenhum anel ou aliança. Aliás, nas mãos tinha sim! Tinha um profundo corte feito com faca-laser que parecia cortar até a vida.

    5 Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada conhecia os assaltantes. Maria assustou-se. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai do seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz ainda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei porquê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e quere lembrava vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção a Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção a Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira: Calma, pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos... Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos gostam de melão?

    6 Tudo foi tão rápido, tão breve. Maria tinha saudades do seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facaslaser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher já estava todo dilacerado, todo pisoteado. Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.


(In: Olhos d’água, p. 39-42). Texto adaptado. Observação: os parágrafos estão numerados.

Na Língua Portuguesa, as estruturas oracionais subordinadas possuem uma vasta classificação. Ainda no TEXTO 1, o trecho em destaque "Maria viu, sem olhar, que era o pai do seu filho." (parágrafo 3), classifica-se como:
Alternativas
Q4253410 Português

Leia o texto para responder a questão.


Por que, às vezes, parece que sonhamos antes de pegar no sono?


    Esses pré-sonhos recebem o nome de alucinações hipnagógicas. Quando ocorrem instantes antes de o indivíduo acordar, são alucinações hipnopômpicas.


    É comum chamá-los de “atividades oníricas”, e não de sonhos – já que, na definição formal da coisa, sonhos só ocorrem na fase REM, o último estágio do ciclo do sono, enquanto essas alucinações aparecem nas fases N1 ou N2. Esse é o primeiro estágio de ondas cerebrais lentas, em que o órgão está se preparando para dormir.


    “Quando o cérebro está acordado, há uma atividade cerebral intensa, com várias regiões diferentes se comunicando. É como se houvesse muito burburinho”, diz Natália Mota, pesquisadora da UFRJ. “Quando ele começa a dormir, as ondas se somam e sincronizam. Como um coro cantando junto.”


    É nesse contexto cerebral que as alucinações acontecem. Na fase N1, as ondas ficam mais lentas principalmente na região occipital, que está relacionada à visão. Mota compara as alucinações que ocorrem nessa fase a gifs, enquanto os sonhos seriam os filmes.


    Em um experimento de 2022, Mota descobriu que essas alucinações costumam estar relacionadas a imagens que as pessoas viram antes de dormir, mas de maneira atenuada. “Uma pessoa que viu um tubarão antes de adormecer, por exemplo, classificava aquela imagem como extremamente negativa. Mas, quando o tubarão aparecia no sonho, ele já não era tão ameaçador.” A hipótese é que as alucinações sejam uma forma de processar as emoções, para que o indivíduo consiga lidar melhor com elas.


    Outra ideia é que eles sejam maneiras do cérebro se preparar para cenários futuros, o que faz com que ele projete possíveis cenas nos sonhos.



Disponível em https://www.instagram.com/p/C9hnzRHOoDH/ 

No último parágrafo, há um erro de concordância, sobre esse erro, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4253200 Português

Complete a lacuna a seguir, com a alternativa que corresponde corretamente, em relação a sintaxe: 


___________________ é o termo complementar reclamado pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. 

Alternativas
Respostas
12601: A
12602: C
12603: D
12604: B
12605: B
12606: A
12607: C
12608: A
12609: D
12610: B
12611: A
12612: C
12613: C
12614: A
12615: D
12616: D
12617: D
12618: B
12619: B
12620: A