Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3485222 Português
Novas regras dificultam imigração para o Reino Unido 


A partir de março, entrarão em vigor novas regras de imigração no Reino Unido.


O governo britânico tem como meta reduzir a migração legal, após estatísticas oficiais terem mostrado que o saldo migratório — a diferença entre o número de imigrantes e emigrantes — atingiu 745.000 em 2022, um recorde. Ou seja, o país "ganhou" 745.000 estrangeiros no ano passado.

Isso acendeu o alerta vermelho no governo, que tem prometido, a cada eleição, reduzir a imigração — legal e irregular — para o país.

Em artigo ao tabloide inglês The Sun, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, escreveu "Se você não pode contribuir com o Reino Unido, você não virá para o Reino Unido".

O número de brasileiros que imigra legalmente para lá é baixo, em comparação a outras nacionalidades. Mas os brasileiros estão entre os afetados pelas novas regras. 

De janeiro a setembro deste ano, segundo dados do Ministério do Interior britânico, quatro mil vistos foram concedidos a cidadãos brasileiros. Esse número inclui todo o tipo de visto, como o de trabalho, de estudante e de família.

Brasileiros não necessitam de visto em viagens de turismo ou negócios para o Reino Unido em estadias de até cento e oitenta dias.

As regras também impactam aqueles que já vivem legalmente no país e pretendem, por exemplo, trazer cônjuges ou parentes para morar com eles.

Segundo o Itamaraty, duzentos e vinte mil brasileiros vivem no Reino Unido. 

A principal mudança é o aumento do salário mínimo exigido, tanto para conseguir um visto de trabalho quanto para trazer um dependente: 38.700 libras brutas por ano (ou cerca de R$ 240 mil, na cotação atual).

Esse patamar é "irreal" na opinião da advogada de imigração brasileira Vitoria Nabas, que assessora empresas de pequeno e médio porte no processo de tramitação de vistos de trabalho.

"Estou estarrecida com tudo e extremamente frustrada como advogada atuante nesta área há mais de vinte anos. Não há dúvida de que o governo tenta fechar as portas cada vez mais para a imigração", diz ela.

Muitos especialistas concordam com Nabas e criticaram o anúncio do governo. Eles demonstraram preocupação sobretudo com o impacto na economia do Reino Unido, que deve crescer apenas 0,4% neste ano.

Para se ter uma ideia, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês), o salário anual bruto médio para quem trabalha em tempo integral no Reino Unido era de 34.963 libras em abril deste ano.

No caso específico dos brasileiros, Nabas diz acreditar que os mais afetados serão aqueles que já vivem no Reino Unido e querem trazer cônjuges e outros membros da família para morar com eles.

"Imagine, por exemplo, um entregador de delivery que viva legalmente no Reino Unido e queira trazer a esposa e os filhos para viver com ele aqui. Ou o restante de sua família. A maioria deles não ganha um salário de 38,7 mil libras por ano", diz.

Nabas lembra, ainda, que muitos trabalhadores autônomos tampouco declaram o rendimento real ao fisco, o que é contra a lei, para evitar pagar mais imposto.

A especialista também destaca que, em sua visão, esse nível salarial é superior ao que a maioria das empresas a quem presta assessoria oferece.

Segundo ela, as ofertas de emprego que pagam salários na casa das quarenta mil libras por ano são raras, mesmo para trabalhadores qualificados. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cyj23y
Isso acendeu o alerta vermelho no governo, 'que' tem prometido, a cada eleição, reduzir a imigração — legal e irregular — para o país.

O termo destacado na frase trata-se de:
Alternativas
Q3485187 Português

O primeiro salário

Por Fabrício Carpinejar

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(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/o-primeiro-salarioclv2wo7ed00az01cqwesov8jy.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Considerando o fragmento adaptado “Meu pai também destacou a sua carreira”, assinale a alternativa que apresenta a correta classificação do sujeito.
Alternativas
Q3485072 Português
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.


O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.


Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.


Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.


Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas. O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.


Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.


Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.


No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.


O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.


O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.


Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.


Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.


Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.


"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."


Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.


"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.


"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado.
Cinco semanas depois, um exame mostrou 'que a lesão havia cicatrizado'.

A expressão destacada na frase trata-se de uma oração:
Alternativas
Q3484994 Português
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.

O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.

Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.

Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.

Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas. O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.

Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.

Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.

No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.

O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.

O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.

Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.

Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.

Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.

"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."

Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.

"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.

"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado.
O homem, que não foi identificado, 'dirigia' no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.

O vocábulo destacado comporta-se, nesta frase, como verbo:
Alternativas
Q3484991 Português
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.

O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.

Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.

Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.

Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas. O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.

Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.

Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.

No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.

O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.

O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.

Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.

Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.

Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.

"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."

Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.

"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.

"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado.
Ele acrescentou 'que' existem alguns métodos 'que' as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.

Os vocábulos destacados são, respectivamente:
Alternativas
Q3484764 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Saúde mental e redes sociais


Tenho lugar de fala para tocar em um ponto bem delicado: a exposição às redes sociais pode afetar sim a saúde mental de muita gente.


Eu avalio a exposição pública nas redes por três ângulos. O primeiro diz respeito a quem apenas participa do universo do ciberespaço e usa estas plataformas para relacionamentos naturais, mesmo que à distância.


O segundo aspecto reúne os comerciantes da web, pessoas que conseguiram encaixar bons negócios na rede e precisam se manter em alta para tocar estes investimentos. Claro que para muitos vale tudo e, não raro, a situação pode descambar para situações grotescas de exposição.


E, por fim, os casos que entendo serem os mais graves, que dizem respeito ao quanto as redes sociais afetam diretamente a saúde mental das pessoas.


(...)


Hoje não. Agora, não entregamos mais a procuração a ninguém porque nós mesmos somos os principais personagens da história. Temos perfis e acesso direto a quem quer que seja em qualquer lugar. É um poder que, com certeza, ainda não demos conta de assumir com propriedade, sem prejuízos.


Dizer que isto é um problema a se atentar somente para crianças e jovens não é verdade. Adultos e idosos estão neste jogo da mesma forma e sujeitos a serem vítimas dos efeitos que a exposição em rede traz.


Alguns respiros neste mundo louco, porém, me trazem um pouco de otimismo, como quando a atriz Paolla Oliveira mandou um monte de haters se lascar quando eles, patologicamente, fizeram críticas ao seu peso e idade.


Conhecemos o jogo. Quem faz estas críticas é normalmente blindada pelo anonimato, mas está mais do que na hora de não deixar que isso sirva de gatilho para que a vida seja jogada no lixo.


Roberto Mancuzo



https://www.imparcial.com.br/noticias/saude-mental-e-redes-sociais,634 35

Releia o trecho a seguir: "Alguns respiros neste mundo louco, PORÉM, me trazem um pouco de otimismo, como quando a atriz Paolla Oliveira mandou um monte de haters se lascar quando eles, patologicamente, fizeram críticas ao seu peso e idade."



Assinale a alternativa cujo conteúdo determina a relação entre a ideia introduzida pela expressão destacada e aquela veiculada antes dessa mesma expressão: 

Alternativas
Q3484537 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Missa do Galo 


    Nunca pude esquecer a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia- -noite.

    A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranquilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.

    Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.


(ASSIS, Machado de. Missa do Galo. In Contos Consagrados. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. Excertos.)
Dentre as transcrições textuais relacionadas, assinale a que expressa ideia de condição.
Alternativas
Q3484532 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Em forma de pomba


    Talvez você ache esquisito eu estar te escrevendo hoje; talvez não: no fundo o surpreendente sempre foi habitual para você. Em todo caso, eu é que estou achando, pois nunca te escrevi antes, e só estivemos juntas uma vez. Lembra-se? Foi há quase dois anos, em abril de 76, quando você veio a Buenos Aires para o encerramento da Feira do Livro. Essas coisas: eu sempre admirando tanto você, lendo os seus livros, distribuindo os seus contos entre os meus alunos, e ao mesmo tempo com aquele receio de te conhecer, de você não corresponder à figura um pouco irreal que eu imaginava (às vezes, são os escritores cuja obra mais frequentamos os que mais nos decepcionam em carne e osso), de tomar o seu tempo, de você me achar muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe – o contrário do que você tão magnificamente sempre foi. Sei lá. E com tantos amigos em comum... Marly de Oliveira era uma que falava em você o tempo todo, estava sempre contando as conversas que tinham tido e um famoso passeio que fizeram a Friburgo. O fato é que os anos passavam e não nos reuniam.


    Então você chegou aqui. Pensei: “Vou vê-la? O pessoal já deve andar atrás dela, exigindo autógrafos e declarações – melhor deixá-la em paz”. Pois foi você quem me telefonou uma manhã: identifiquei logo sua voz, de “erres” carregados, que eu conhecia de ouvir contar. Ah, você nem imagina com que emoção aceitei o convite para almoçarmos juntas no dia seguinte. Caprichei no vestidinho verde e azul – que depois você elogiou com espontaneidade – e cheguei pontualmente ao hotel, pois você me recomendara com certa aflição que não me atrasasse. Que susto quando soube que você já havia saído, sem deixar recado. Foi um boy da portaria, que por acaso tinha visto você entrar no cabeleireiro da calçada em frente, que me salvou. Atravessei a rua e encontrei você lá, de terninho bege, esperando tranquilamente ser atendida. Você me abraçou com alegria: parecia a coisa mais natural do mundo eu te descobrir num lugar diferente do combinado. Como você insistisse em levar alguma encomenda minha para o Rio, e como o salão estava cheíssimo e você aparentemente iria demorar bastante, aproveitei para ir até a Harrods, buscar umas pastilhas de hortelã e chocolate, que o meu povinho adora. Quando voltei, 15 minutos depois, você já estava à minha espera, penteadíssima, enquanto Olga, seu anjo da guarda, pagava a conta. Não havia dúvida – concluí – que a lógica vulgar de todos nós nada tinha que ver com a sua, mágica por excelência.


    E as surpresas não terminaram aí, porque o almoço não foi num restaurante, como havíamos decidido na véspera, mas na casa de uma senhora argentina, praticamente desconhecida, que na noite anterior fora comprar um livro seu na Feira e ficara fascinada por você. Numa época em que aqui só se falava em sequestros, você, com a perfeita intuição de sempre, achou normalíssima a gentileza com que a moça nos levou de táxi a um apartamento de luxo, repleto de aços e acrílicos, onde um marido grego, que vendia tapetes, e uma gata siamesa, batizada Lou Salomé, nos aguardavam. Você adorou a bichinha, e contou que o seu cachorro, Ulisses, fumava muito. Que coincidência: há mil anos atrás, outro cão, de uma novelinha adolescente que cometi a imprudência de escrever, também se chamava Ulisses; e ainda tínhamos, cada uma, um filho de nome Pedro. Falar em filhos, e você retomou o tema que tanto te emocionava naquela tarde: o casamento do outro garoto, Paulo, acontecido poucos dias antes. Como você se iluminava toda ao descrever a festa em torno da piscina...


    O casal seguia suas palavras com tamanho interesse, que acabou entendendo o português, que você insistia em falar, e dispensando qualquer tradução. Como primeiro prato serviram uma quiche Lorraine, que você apreciou e repetiu, mas na hora da carne assada você pediu licença e saiu da mesa para descansar. Todos te seguimos sem estranheza, como se de repente o almoço tivesse terminado; fomos até o quarto e tomamos café sentados na cama gigantesca (a maior que já vi), coberta por uma colcha azul. Havia uma pombinha de cerâmica sobre a mesa de cabeceira; ao notar seu interesse pela peça, a dona da casa exultou: Te la regalo, e você agradeceu com ar sonhador.


    Saímos apressadas, porque você ainda tinha que gravar uma entrevista e receber vários repórteres. Já na rua, enquanto Olga procurava um táxi, você descobriu outra pomba, esta de verdade, pousada junto à porta do edifício. É tão frequente encontrar essas aves nas ruas da cidade, que nem me detive, mas você parou e olhou-a longamente, como se se tratasse de um milagre único e insubstituível. Senti que você estava vivendo um instante poético e não me aproximei, para não perturbar o silencioso diálogo. Você então me chamou, segurou-me pela mão, fitou-me seriamente e me pediu: “Quer me fazer um favor? Escreva uma história sobre esta pomba”. Concordei, meio sem jeito, com a secreta convicção que não manteria a palavra. Não sei inventar casos, como você; acho que, se pudesse, teria escrito, mas não deu.


    Depois você voltou para o Brasil, nós nos perdemos de vista e tudo continuou mais ou menos como antes. Só que de repente você partiu, e não pude nem me despedir. Já tem quase um mês: como é que passou depressa, hein? Você que nunca se perturbou com a mesquinha dimensão do nosso tempo, deve estar se divertindo com essa mania que a gente tem de fazer as coisas sempre na hora (in)certa. Fiquei com a sensação incômoda de não haver cumprido a promessa. Sei que você sempre pairou acima de tudo isso – e agora nem se fala – mas eu ainda estou, sempre estive presa às pequenas contingências. Deve ser por isso que aqui estou para te pedir desculpas por não haver escrito a história. E te dizer que estamos sentindo muito a sua falta, mas fique tranquila: seus livros nos fazem companhia. E para te mandar este beijo, Clarice, em forma de pomba.


(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche, Global, 2012, pp. 45-48. Publicada no livro: Um buquê de alcachofras, 1980.)
Considere o verbo destacado em “Depois você voltou para o Brasil, nós nos perdemos de vista e tudo continuou mais ou menos como antes.” (6º§). É correto afirmar que o sujeito a que se refere pode ser adequadamente classificado como:
Alternativas
Q3484527 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Em forma de pomba


    Talvez você ache esquisito eu estar te escrevendo hoje; talvez não: no fundo o surpreendente sempre foi habitual para você. Em todo caso, eu é que estou achando, pois nunca te escrevi antes, e só estivemos juntas uma vez. Lembra-se? Foi há quase dois anos, em abril de 76, quando você veio a Buenos Aires para o encerramento da Feira do Livro. Essas coisas: eu sempre admirando tanto você, lendo os seus livros, distribuindo os seus contos entre os meus alunos, e ao mesmo tempo com aquele receio de te conhecer, de você não corresponder à figura um pouco irreal que eu imaginava (às vezes, são os escritores cuja obra mais frequentamos os que mais nos decepcionam em carne e osso), de tomar o seu tempo, de você me achar muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe – o contrário do que você tão magnificamente sempre foi. Sei lá. E com tantos amigos em comum... Marly de Oliveira era uma que falava em você o tempo todo, estava sempre contando as conversas que tinham tido e um famoso passeio que fizeram a Friburgo. O fato é que os anos passavam e não nos reuniam.


    Então você chegou aqui. Pensei: “Vou vê-la? O pessoal já deve andar atrás dela, exigindo autógrafos e declarações – melhor deixá-la em paz”. Pois foi você quem me telefonou uma manhã: identifiquei logo sua voz, de “erres” carregados, que eu conhecia de ouvir contar. Ah, você nem imagina com que emoção aceitei o convite para almoçarmos juntas no dia seguinte. Caprichei no vestidinho verde e azul – que depois você elogiou com espontaneidade – e cheguei pontualmente ao hotel, pois você me recomendara com certa aflição que não me atrasasse. Que susto quando soube que você já havia saído, sem deixar recado. Foi um boy da portaria, que por acaso tinha visto você entrar no cabeleireiro da calçada em frente, que me salvou. Atravessei a rua e encontrei você lá, de terninho bege, esperando tranquilamente ser atendida. Você me abraçou com alegria: parecia a coisa mais natural do mundo eu te descobrir num lugar diferente do combinado. Como você insistisse em levar alguma encomenda minha para o Rio, e como o salão estava cheíssimo e você aparentemente iria demorar bastante, aproveitei para ir até a Harrods, buscar umas pastilhas de hortelã e chocolate, que o meu povinho adora. Quando voltei, 15 minutos depois, você já estava à minha espera, penteadíssima, enquanto Olga, seu anjo da guarda, pagava a conta. Não havia dúvida – concluí – que a lógica vulgar de todos nós nada tinha que ver com a sua, mágica por excelência.


    E as surpresas não terminaram aí, porque o almoço não foi num restaurante, como havíamos decidido na véspera, mas na casa de uma senhora argentina, praticamente desconhecida, que na noite anterior fora comprar um livro seu na Feira e ficara fascinada por você. Numa época em que aqui só se falava em sequestros, você, com a perfeita intuição de sempre, achou normalíssima a gentileza com que a moça nos levou de táxi a um apartamento de luxo, repleto de aços e acrílicos, onde um marido grego, que vendia tapetes, e uma gata siamesa, batizada Lou Salomé, nos aguardavam. Você adorou a bichinha, e contou que o seu cachorro, Ulisses, fumava muito. Que coincidência: há mil anos atrás, outro cão, de uma novelinha adolescente que cometi a imprudência de escrever, também se chamava Ulisses; e ainda tínhamos, cada uma, um filho de nome Pedro. Falar em filhos, e você retomou o tema que tanto te emocionava naquela tarde: o casamento do outro garoto, Paulo, acontecido poucos dias antes. Como você se iluminava toda ao descrever a festa em torno da piscina...


    O casal seguia suas palavras com tamanho interesse, que acabou entendendo o português, que você insistia em falar, e dispensando qualquer tradução. Como primeiro prato serviram uma quiche Lorraine, que você apreciou e repetiu, mas na hora da carne assada você pediu licença e saiu da mesa para descansar. Todos te seguimos sem estranheza, como se de repente o almoço tivesse terminado; fomos até o quarto e tomamos café sentados na cama gigantesca (a maior que já vi), coberta por uma colcha azul. Havia uma pombinha de cerâmica sobre a mesa de cabeceira; ao notar seu interesse pela peça, a dona da casa exultou: Te la regalo, e você agradeceu com ar sonhador.


    Saímos apressadas, porque você ainda tinha que gravar uma entrevista e receber vários repórteres. Já na rua, enquanto Olga procurava um táxi, você descobriu outra pomba, esta de verdade, pousada junto à porta do edifício. É tão frequente encontrar essas aves nas ruas da cidade, que nem me detive, mas você parou e olhou-a longamente, como se se tratasse de um milagre único e insubstituível. Senti que você estava vivendo um instante poético e não me aproximei, para não perturbar o silencioso diálogo. Você então me chamou, segurou-me pela mão, fitou-me seriamente e me pediu: “Quer me fazer um favor? Escreva uma história sobre esta pomba”. Concordei, meio sem jeito, com a secreta convicção que não manteria a palavra. Não sei inventar casos, como você; acho que, se pudesse, teria escrito, mas não deu.


    Depois você voltou para o Brasil, nós nos perdemos de vista e tudo continuou mais ou menos como antes. Só que de repente você partiu, e não pude nem me despedir. Já tem quase um mês: como é que passou depressa, hein? Você que nunca se perturbou com a mesquinha dimensão do nosso tempo, deve estar se divertindo com essa mania que a gente tem de fazer as coisas sempre na hora (in)certa. Fiquei com a sensação incômoda de não haver cumprido a promessa. Sei que você sempre pairou acima de tudo isso – e agora nem se fala – mas eu ainda estou, sempre estive presa às pequenas contingências. Deve ser por isso que aqui estou para te pedir desculpas por não haver escrito a história. E te dizer que estamos sentindo muito a sua falta, mas fique tranquila: seus livros nos fazem companhia. E para te mandar este beijo, Clarice, em forma de pomba.


(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche, Global, 2012, pp. 45-48. Publicada no livro: Um buquê de alcachofras, 1980.)
Considere o trecho “Quando voltei, 15 minutos depois, você já estava à minha espera, penteadíssima, enquanto Olga, seu anjo da guarda, pagava a conta.” (2º§). É correto afirmar que as duas últimas vírgulas se deram para demarcar um(a):
Alternativas
Q3484526 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Em forma de pomba


    Talvez você ache esquisito eu estar te escrevendo hoje; talvez não: no fundo o surpreendente sempre foi habitual para você. Em todo caso, eu é que estou achando, pois nunca te escrevi antes, e só estivemos juntas uma vez. Lembra-se? Foi há quase dois anos, em abril de 76, quando você veio a Buenos Aires para o encerramento da Feira do Livro. Essas coisas: eu sempre admirando tanto você, lendo os seus livros, distribuindo os seus contos entre os meus alunos, e ao mesmo tempo com aquele receio de te conhecer, de você não corresponder à figura um pouco irreal que eu imaginava (às vezes, são os escritores cuja obra mais frequentamos os que mais nos decepcionam em carne e osso), de tomar o seu tempo, de você me achar muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe – o contrário do que você tão magnificamente sempre foi. Sei lá. E com tantos amigos em comum... Marly de Oliveira era uma que falava em você o tempo todo, estava sempre contando as conversas que tinham tido e um famoso passeio que fizeram a Friburgo. O fato é que os anos passavam e não nos reuniam.


    Então você chegou aqui. Pensei: “Vou vê-la? O pessoal já deve andar atrás dela, exigindo autógrafos e declarações – melhor deixá-la em paz”. Pois foi você quem me telefonou uma manhã: identifiquei logo sua voz, de “erres” carregados, que eu conhecia de ouvir contar. Ah, você nem imagina com que emoção aceitei o convite para almoçarmos juntas no dia seguinte. Caprichei no vestidinho verde e azul – que depois você elogiou com espontaneidade – e cheguei pontualmente ao hotel, pois você me recomendara com certa aflição que não me atrasasse. Que susto quando soube que você já havia saído, sem deixar recado. Foi um boy da portaria, que por acaso tinha visto você entrar no cabeleireiro da calçada em frente, que me salvou. Atravessei a rua e encontrei você lá, de terninho bege, esperando tranquilamente ser atendida. Você me abraçou com alegria: parecia a coisa mais natural do mundo eu te descobrir num lugar diferente do combinado. Como você insistisse em levar alguma encomenda minha para o Rio, e como o salão estava cheíssimo e você aparentemente iria demorar bastante, aproveitei para ir até a Harrods, buscar umas pastilhas de hortelã e chocolate, que o meu povinho adora. Quando voltei, 15 minutos depois, você já estava à minha espera, penteadíssima, enquanto Olga, seu anjo da guarda, pagava a conta. Não havia dúvida – concluí – que a lógica vulgar de todos nós nada tinha que ver com a sua, mágica por excelência.


    E as surpresas não terminaram aí, porque o almoço não foi num restaurante, como havíamos decidido na véspera, mas na casa de uma senhora argentina, praticamente desconhecida, que na noite anterior fora comprar um livro seu na Feira e ficara fascinada por você. Numa época em que aqui só se falava em sequestros, você, com a perfeita intuição de sempre, achou normalíssima a gentileza com que a moça nos levou de táxi a um apartamento de luxo, repleto de aços e acrílicos, onde um marido grego, que vendia tapetes, e uma gata siamesa, batizada Lou Salomé, nos aguardavam. Você adorou a bichinha, e contou que o seu cachorro, Ulisses, fumava muito. Que coincidência: há mil anos atrás, outro cão, de uma novelinha adolescente que cometi a imprudência de escrever, também se chamava Ulisses; e ainda tínhamos, cada uma, um filho de nome Pedro. Falar em filhos, e você retomou o tema que tanto te emocionava naquela tarde: o casamento do outro garoto, Paulo, acontecido poucos dias antes. Como você se iluminava toda ao descrever a festa em torno da piscina...


    O casal seguia suas palavras com tamanho interesse, que acabou entendendo o português, que você insistia em falar, e dispensando qualquer tradução. Como primeiro prato serviram uma quiche Lorraine, que você apreciou e repetiu, mas na hora da carne assada você pediu licença e saiu da mesa para descansar. Todos te seguimos sem estranheza, como se de repente o almoço tivesse terminado; fomos até o quarto e tomamos café sentados na cama gigantesca (a maior que já vi), coberta por uma colcha azul. Havia uma pombinha de cerâmica sobre a mesa de cabeceira; ao notar seu interesse pela peça, a dona da casa exultou: Te la regalo, e você agradeceu com ar sonhador.


    Saímos apressadas, porque você ainda tinha que gravar uma entrevista e receber vários repórteres. Já na rua, enquanto Olga procurava um táxi, você descobriu outra pomba, esta de verdade, pousada junto à porta do edifício. É tão frequente encontrar essas aves nas ruas da cidade, que nem me detive, mas você parou e olhou-a longamente, como se se tratasse de um milagre único e insubstituível. Senti que você estava vivendo um instante poético e não me aproximei, para não perturbar o silencioso diálogo. Você então me chamou, segurou-me pela mão, fitou-me seriamente e me pediu: “Quer me fazer um favor? Escreva uma história sobre esta pomba”. Concordei, meio sem jeito, com a secreta convicção que não manteria a palavra. Não sei inventar casos, como você; acho que, se pudesse, teria escrito, mas não deu.


    Depois você voltou para o Brasil, nós nos perdemos de vista e tudo continuou mais ou menos como antes. Só que de repente você partiu, e não pude nem me despedir. Já tem quase um mês: como é que passou depressa, hein? Você que nunca se perturbou com a mesquinha dimensão do nosso tempo, deve estar se divertindo com essa mania que a gente tem de fazer as coisas sempre na hora (in)certa. Fiquei com a sensação incômoda de não haver cumprido a promessa. Sei que você sempre pairou acima de tudo isso – e agora nem se fala – mas eu ainda estou, sempre estive presa às pequenas contingências. Deve ser por isso que aqui estou para te pedir desculpas por não haver escrito a história. E te dizer que estamos sentindo muito a sua falta, mas fique tranquila: seus livros nos fazem companhia. E para te mandar este beijo, Clarice, em forma de pomba.


(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche, Global, 2012, pp. 45-48. Publicada no livro: Um buquê de alcachofras, 1980.)
Considere o verbo sublinhado no trecho “Pois foi você quem me telefonou uma manhã: identifiquei logo sua voz, de ‘erres’ carregados, que eu conhecia de ouvir contar” (2º§). Pode-se afirmar que se tem sublinhado um verbo se referindo a um sujeito de mesma classificação em:
Alternativas
Q3484525 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Em forma de pomba


    Talvez você ache esquisito eu estar te escrevendo hoje; talvez não: no fundo o surpreendente sempre foi habitual para você. Em todo caso, eu é que estou achando, pois nunca te escrevi antes, e só estivemos juntas uma vez. Lembra-se? Foi há quase dois anos, em abril de 76, quando você veio a Buenos Aires para o encerramento da Feira do Livro. Essas coisas: eu sempre admirando tanto você, lendo os seus livros, distribuindo os seus contos entre os meus alunos, e ao mesmo tempo com aquele receio de te conhecer, de você não corresponder à figura um pouco irreal que eu imaginava (às vezes, são os escritores cuja obra mais frequentamos os que mais nos decepcionam em carne e osso), de tomar o seu tempo, de você me achar muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe – o contrário do que você tão magnificamente sempre foi. Sei lá. E com tantos amigos em comum... Marly de Oliveira era uma que falava em você o tempo todo, estava sempre contando as conversas que tinham tido e um famoso passeio que fizeram a Friburgo. O fato é que os anos passavam e não nos reuniam.


    Então você chegou aqui. Pensei: “Vou vê-la? O pessoal já deve andar atrás dela, exigindo autógrafos e declarações – melhor deixá-la em paz”. Pois foi você quem me telefonou uma manhã: identifiquei logo sua voz, de “erres” carregados, que eu conhecia de ouvir contar. Ah, você nem imagina com que emoção aceitei o convite para almoçarmos juntas no dia seguinte. Caprichei no vestidinho verde e azul – que depois você elogiou com espontaneidade – e cheguei pontualmente ao hotel, pois você me recomendara com certa aflição que não me atrasasse. Que susto quando soube que você já havia saído, sem deixar recado. Foi um boy da portaria, que por acaso tinha visto você entrar no cabeleireiro da calçada em frente, que me salvou. Atravessei a rua e encontrei você lá, de terninho bege, esperando tranquilamente ser atendida. Você me abraçou com alegria: parecia a coisa mais natural do mundo eu te descobrir num lugar diferente do combinado. Como você insistisse em levar alguma encomenda minha para o Rio, e como o salão estava cheíssimo e você aparentemente iria demorar bastante, aproveitei para ir até a Harrods, buscar umas pastilhas de hortelã e chocolate, que o meu povinho adora. Quando voltei, 15 minutos depois, você já estava à minha espera, penteadíssima, enquanto Olga, seu anjo da guarda, pagava a conta. Não havia dúvida – concluí – que a lógica vulgar de todos nós nada tinha que ver com a sua, mágica por excelência.


    E as surpresas não terminaram aí, porque o almoço não foi num restaurante, como havíamos decidido na véspera, mas na casa de uma senhora argentina, praticamente desconhecida, que na noite anterior fora comprar um livro seu na Feira e ficara fascinada por você. Numa época em que aqui só se falava em sequestros, você, com a perfeita intuição de sempre, achou normalíssima a gentileza com que a moça nos levou de táxi a um apartamento de luxo, repleto de aços e acrílicos, onde um marido grego, que vendia tapetes, e uma gata siamesa, batizada Lou Salomé, nos aguardavam. Você adorou a bichinha, e contou que o seu cachorro, Ulisses, fumava muito. Que coincidência: há mil anos atrás, outro cão, de uma novelinha adolescente que cometi a imprudência de escrever, também se chamava Ulisses; e ainda tínhamos, cada uma, um filho de nome Pedro. Falar em filhos, e você retomou o tema que tanto te emocionava naquela tarde: o casamento do outro garoto, Paulo, acontecido poucos dias antes. Como você se iluminava toda ao descrever a festa em torno da piscina...


    O casal seguia suas palavras com tamanho interesse, que acabou entendendo o português, que você insistia em falar, e dispensando qualquer tradução. Como primeiro prato serviram uma quiche Lorraine, que você apreciou e repetiu, mas na hora da carne assada você pediu licença e saiu da mesa para descansar. Todos te seguimos sem estranheza, como se de repente o almoço tivesse terminado; fomos até o quarto e tomamos café sentados na cama gigantesca (a maior que já vi), coberta por uma colcha azul. Havia uma pombinha de cerâmica sobre a mesa de cabeceira; ao notar seu interesse pela peça, a dona da casa exultou: Te la regalo, e você agradeceu com ar sonhador.


    Saímos apressadas, porque você ainda tinha que gravar uma entrevista e receber vários repórteres. Já na rua, enquanto Olga procurava um táxi, você descobriu outra pomba, esta de verdade, pousada junto à porta do edifício. É tão frequente encontrar essas aves nas ruas da cidade, que nem me detive, mas você parou e olhou-a longamente, como se se tratasse de um milagre único e insubstituível. Senti que você estava vivendo um instante poético e não me aproximei, para não perturbar o silencioso diálogo. Você então me chamou, segurou-me pela mão, fitou-me seriamente e me pediu: “Quer me fazer um favor? Escreva uma história sobre esta pomba”. Concordei, meio sem jeito, com a secreta convicção que não manteria a palavra. Não sei inventar casos, como você; acho que, se pudesse, teria escrito, mas não deu.


    Depois você voltou para o Brasil, nós nos perdemos de vista e tudo continuou mais ou menos como antes. Só que de repente você partiu, e não pude nem me despedir. Já tem quase um mês: como é que passou depressa, hein? Você que nunca se perturbou com a mesquinha dimensão do nosso tempo, deve estar se divertindo com essa mania que a gente tem de fazer as coisas sempre na hora (in)certa. Fiquei com a sensação incômoda de não haver cumprido a promessa. Sei que você sempre pairou acima de tudo isso – e agora nem se fala – mas eu ainda estou, sempre estive presa às pequenas contingências. Deve ser por isso que aqui estou para te pedir desculpas por não haver escrito a história. E te dizer que estamos sentindo muito a sua falta, mas fique tranquila: seus livros nos fazem companhia. E para te mandar este beijo, Clarice, em forma de pomba.


(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche, Global, 2012, pp. 45-48. Publicada no livro: Um buquê de alcachofras, 1980.)
Maria Julieta revela em sua crônica o receio que tinha de que o(a) destinatário(a) a achasse “muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe [...]” (1º§), e então começa o parágrafo seguinte dizendo queEntão você chegou aqui.” De modo a interpretar adequadamente a sintaxe dessa última frase como faz a autora, é correto afirmar que a função sintática de “você” pode ser corretamente identificada como: 
Alternativas
Q3484466 Português
TEXTO I 


Chat GPT: quem tem medo da inteligência artificial?


     Se você ainda não teve acesso diretamente, pelo menos já deve ter ouvido falar do Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial lançada há pouco tempo que está provocando debates acalorados sobre praticidade, desvio ético, violação de direito autoral e plágio no ambiente digital. A partir de uma compilação de dados lançados na internet, os robôs que estão por trás da ferramenta podem entregar ao usuário uma infinidade de informações.

    Não hả limites para uma consulta. Você pode pedir ao Chat GPT para que escreva uma crônica sobre O centenário de fundação do Sampaio Correia, ele entrega. Se você optar por um relatório técnico sobre a economia do Maranhão, ele entrega. Se você quer escrever um conto sobre solidão, mas não sabe nem por onde começar, ele entrega. Se você pretende escrever uma poesia sobre a brisa da praia do Calhau, e não tem a menor ideia de como fazer, a ferramenta entrega. As linhas gerais de uma dissertação de mestrado. Uma simples receita de arroz de cuxá. Um discurso. Um ensaio literário. Um diagnóstico médico? Sim, até um diagnóstico médico.

    As respostas, em forma de texto, são extremamente rápidas. Se são úteis? Se são confiáveis? O Chat GPT oferece informações rarefeitas, recicladas, que podem ou não servir ao interesse do usuário. As respostas são genéricas, algumas vezes superficiais, quando o tema requer uma avaliação mais técnica ou acadêmica. Quando o assunto exige uma elaboração mais subjetiva, como é o caso da linguagem literária (um poema ou conto, por exemplo), as respostas são simplórias, mas pelo menos garantem a arquitetura do resultado, um ponto de partida, um rascunho fluido, sem muita inventividade.

    Novidade que mais parece uma simbiose prosaica de duas ferramentas populares, como o Google e a Alexa, o Chat GPT desperta, no mínimo, curiosidade. Mas tem despertado mesmo é muita preocupação entre professores, que, com o advento dessa tecnologia, já não sabem mais se determinado conteúdo foi escrito de fato pelo aluno ou se é mera obra de robôs.

    O que é ruim para a área de educação - pelo estímulo natural da ferramenta à formação de uma massa de alunos reprodutores de conteúdo de internet, de uma geração de ineptos não é bom também para questões como ética e direito autoral. O Chat GPT nasceu com о "vício crônico" de não citar fontes. O robô simplesmente faz uma varredura na internet, mistura frases e parágrafos no liquidificador e regurgita o resultado em poucos segundos, como algo novo. Mas não cita a origem das informações, não dá nome aos autores garimpados. Tudo isso, claro, pode resultar numa fraude grosseira de conteúdo alheio. O risco de plágio é altíssimo.

     Mas - dirão os defensores do uso da tecnologia fora do ambiente da inteligência artificial o mundo anda cheio de plagiários, imitadores da criação alheia, jabutis e embusteiros profissionais. Muitos deles aplaudidos por suas obras-primas, premiados pelos incautos. [...]

    Há versões gratuitas do Chat GPT, de conteúdo mais simples, e existem também aplicativos pagos, com possibilidades de buscas mais avançadas. E hoje não faltam concorrentes da ferramenta no mercado digital, como Meta, ChatSonic, Bing, Bard e algumas outras ainda em fase de desenvolvimento. Ou seja, estamos apenas no começo dessa corrida insana pelo eldorado da inteligência artificial.

    Não temos a menor ideia onde tudo isso vai dar. Estamos diante de uma realidade que não tem mais volta. Ferramentas como o Chat GPT não devem impor medo, mas atenção. A inteligência artificial não pode ser utilizada como um vagão desgovernado nas infovias digitais capaz de atropelar a ética, o direito autoral. É preciso estabelecer a distância necessária entre conhecimento propriamente dito e informação instantânea subtraída de uma máquina. Para isso, vale discernir, no uso corrente da tecnologia, o que é pesquisa de fato daquilo que pode ser um exercício meramente lúdico.


Félix Alberto. Disponível em: <<https://imirante.com/noticias/saoluis/2023/03/03/chat-gpt-quem-tem-medo-da-inteligenciaartificial>>. Acesso em 10/10/2023. Adaptado.
Ο valor semântico da palavra destacada está corretamente indicado em:
Alternativas
Q3484462 Português
TEXTO I 


Chat GPT: quem tem medo da inteligência artificial?


     Se você ainda não teve acesso diretamente, pelo menos já deve ter ouvido falar do Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial lançada há pouco tempo que está provocando debates acalorados sobre praticidade, desvio ético, violação de direito autoral e plágio no ambiente digital. A partir de uma compilação de dados lançados na internet, os robôs que estão por trás da ferramenta podem entregar ao usuário uma infinidade de informações.

    Não hả limites para uma consulta. Você pode pedir ao Chat GPT para que escreva uma crônica sobre O centenário de fundação do Sampaio Correia, ele entrega. Se você optar por um relatório técnico sobre a economia do Maranhão, ele entrega. Se você quer escrever um conto sobre solidão, mas não sabe nem por onde começar, ele entrega. Se você pretende escrever uma poesia sobre a brisa da praia do Calhau, e não tem a menor ideia de como fazer, a ferramenta entrega. As linhas gerais de uma dissertação de mestrado. Uma simples receita de arroz de cuxá. Um discurso. Um ensaio literário. Um diagnóstico médico? Sim, até um diagnóstico médico.

    As respostas, em forma de texto, são extremamente rápidas. Se são úteis? Se são confiáveis? O Chat GPT oferece informações rarefeitas, recicladas, que podem ou não servir ao interesse do usuário. As respostas são genéricas, algumas vezes superficiais, quando o tema requer uma avaliação mais técnica ou acadêmica. Quando o assunto exige uma elaboração mais subjetiva, como é o caso da linguagem literária (um poema ou conto, por exemplo), as respostas são simplórias, mas pelo menos garantem a arquitetura do resultado, um ponto de partida, um rascunho fluido, sem muita inventividade.

    Novidade que mais parece uma simbiose prosaica de duas ferramentas populares, como o Google e a Alexa, o Chat GPT desperta, no mínimo, curiosidade. Mas tem despertado mesmo é muita preocupação entre professores, que, com o advento dessa tecnologia, já não sabem mais se determinado conteúdo foi escrito de fato pelo aluno ou se é mera obra de robôs.

    O que é ruim para a área de educação - pelo estímulo natural da ferramenta à formação de uma massa de alunos reprodutores de conteúdo de internet, de uma geração de ineptos não é bom também para questões como ética e direito autoral. O Chat GPT nasceu com о "vício crônico" de não citar fontes. O robô simplesmente faz uma varredura na internet, mistura frases e parágrafos no liquidificador e regurgita o resultado em poucos segundos, como algo novo. Mas não cita a origem das informações, não dá nome aos autores garimpados. Tudo isso, claro, pode resultar numa fraude grosseira de conteúdo alheio. O risco de plágio é altíssimo.

     Mas - dirão os defensores do uso da tecnologia fora do ambiente da inteligência artificial o mundo anda cheio de plagiários, imitadores da criação alheia, jabutis e embusteiros profissionais. Muitos deles aplaudidos por suas obras-primas, premiados pelos incautos. [...]

    Há versões gratuitas do Chat GPT, de conteúdo mais simples, e existem também aplicativos pagos, com possibilidades de buscas mais avançadas. E hoje não faltam concorrentes da ferramenta no mercado digital, como Meta, ChatSonic, Bing, Bard e algumas outras ainda em fase de desenvolvimento. Ou seja, estamos apenas no começo dessa corrida insana pelo eldorado da inteligência artificial.

    Não temos a menor ideia onde tudo isso vai dar. Estamos diante de uma realidade que não tem mais volta. Ferramentas como o Chat GPT não devem impor medo, mas atenção. A inteligência artificial não pode ser utilizada como um vagão desgovernado nas infovias digitais capaz de atropelar a ética, o direito autoral. É preciso estabelecer a distância necessária entre conhecimento propriamente dito e informação instantânea subtraída de uma máquina. Para isso, vale discernir, no uso corrente da tecnologia, o que é pesquisa de fato daquilo que pode ser um exercício meramente lúdico.


Félix Alberto. Disponível em: <<https://imirante.com/noticias/saoluis/2023/03/03/chat-gpt-quem-tem-medo-da-inteligenciaartificial>>. Acesso em 10/10/2023. Adaptado.
Ao reescrever o trecho "Não há limites para uma consulta" (2°§), a concordância verbal NÃO se mantém de acordo com a norma culta em:
Alternativas
Q3484454 Português
TEXTO I 


Chat GPT: quem tem medo da inteligência artificial?


     Se você ainda não teve acesso diretamente, pelo menos já deve ter ouvido falar do Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial lançada há pouco tempo que está provocando debates acalorados sobre praticidade, desvio ético, violação de direito autoral e plágio no ambiente digital. A partir de uma compilação de dados lançados na internet, os robôs que estão por trás da ferramenta podem entregar ao usuário uma infinidade de informações.

    Não hả limites para uma consulta. Você pode pedir ao Chat GPT para que escreva uma crônica sobre O centenário de fundação do Sampaio Correia, ele entrega. Se você optar por um relatório técnico sobre a economia do Maranhão, ele entrega. Se você quer escrever um conto sobre solidão, mas não sabe nem por onde começar, ele entrega. Se você pretende escrever uma poesia sobre a brisa da praia do Calhau, e não tem a menor ideia de como fazer, a ferramenta entrega. As linhas gerais de uma dissertação de mestrado. Uma simples receita de arroz de cuxá. Um discurso. Um ensaio literário. Um diagnóstico médico? Sim, até um diagnóstico médico.

    As respostas, em forma de texto, são extremamente rápidas. Se são úteis? Se são confiáveis? O Chat GPT oferece informações rarefeitas, recicladas, que podem ou não servir ao interesse do usuário. As respostas são genéricas, algumas vezes superficiais, quando o tema requer uma avaliação mais técnica ou acadêmica. Quando o assunto exige uma elaboração mais subjetiva, como é o caso da linguagem literária (um poema ou conto, por exemplo), as respostas são simplórias, mas pelo menos garantem a arquitetura do resultado, um ponto de partida, um rascunho fluido, sem muita inventividade.

    Novidade que mais parece uma simbiose prosaica de duas ferramentas populares, como o Google e a Alexa, o Chat GPT desperta, no mínimo, curiosidade. Mas tem despertado mesmo é muita preocupação entre professores, que, com o advento dessa tecnologia, já não sabem mais se determinado conteúdo foi escrito de fato pelo aluno ou se é mera obra de robôs.

    O que é ruim para a área de educação - pelo estímulo natural da ferramenta à formação de uma massa de alunos reprodutores de conteúdo de internet, de uma geração de ineptos não é bom também para questões como ética e direito autoral. O Chat GPT nasceu com о "vício crônico" de não citar fontes. O robô simplesmente faz uma varredura na internet, mistura frases e parágrafos no liquidificador e regurgita o resultado em poucos segundos, como algo novo. Mas não cita a origem das informações, não dá nome aos autores garimpados. Tudo isso, claro, pode resultar numa fraude grosseira de conteúdo alheio. O risco de plágio é altíssimo.

     Mas - dirão os defensores do uso da tecnologia fora do ambiente da inteligência artificial o mundo anda cheio de plagiários, imitadores da criação alheia, jabutis e embusteiros profissionais. Muitos deles aplaudidos por suas obras-primas, premiados pelos incautos. [...]

    Há versões gratuitas do Chat GPT, de conteúdo mais simples, e existem também aplicativos pagos, com possibilidades de buscas mais avançadas. E hoje não faltam concorrentes da ferramenta no mercado digital, como Meta, ChatSonic, Bing, Bard e algumas outras ainda em fase de desenvolvimento. Ou seja, estamos apenas no começo dessa corrida insana pelo eldorado da inteligência artificial.

    Não temos a menor ideia onde tudo isso vai dar. Estamos diante de uma realidade que não tem mais volta. Ferramentas como o Chat GPT não devem impor medo, mas atenção. A inteligência artificial não pode ser utilizada como um vagão desgovernado nas infovias digitais capaz de atropelar a ética, o direito autoral. É preciso estabelecer a distância necessária entre conhecimento propriamente dito e informação instantânea subtraída de uma máquina. Para isso, vale discernir, no uso corrente da tecnologia, o que é pesquisa de fato daquilo que pode ser um exercício meramente lúdico.


Félix Alberto. Disponível em: <<https://imirante.com/noticias/saoluis/2023/03/03/chat-gpt-quem-tem-medo-da-inteligenciaartificial>>. Acesso em 10/10/2023. Adaptado.
Assinale a opção em que há um predicado verbal.
Alternativas
Q3483764 Português

Leia a charge para responder à questão.




Quino. Mafalda.

A expressão “por mais que”, no primeiro quadrinho, poderia ser substituída, sem prejuízo de valor, pela expressão:
Alternativas
Q3483763 Português

Leia a charge para responder à questão.




Quino. Mafalda.

No primeiro quadrinho, o verbo “entendo” é utilizado com regência:
Alternativas
Q3483762 Português

Leia a charge para responder à questão.




Quino. Mafalda.

O verbo “entender”, no primeiro quadrinho, estabelece relação de concordância com:
Alternativas
Q3483759 Português

Leia a charge para responder à questão.




Quino. Mafalda.

Na charge apresentada, o humor é causado:
Alternativas
Q3483736 Português
No período “Apesar de concentrarem o maior número de mortes por doenças crônicas não transmissíveis, os homens apresentaram na pesquisa um índice menor do que a média em diagnósticos como diabetes e hipertensão”, a expressão “apesar de” pode ser substituída, sem alteração de sentido e sem mudança no tempo do verbo “concentrar”, apenas pela seguinte expressão:
Alternativas
Q3483734 Português

Sabendo-se que o pronome relativo assume duplo papel no período em que se encontra, representando um termo antecedente e desempenhando alguma função sintática na oração por ele introduzida, leia os trechos a seguir e indique aquele em que a forma sublinhada é um pronome relativo. 

Alternativas
Respostas
11401: D
11402: A
11403: A
11404: C
11405: C
11406: A
11407: A
11408: A
11409: A
11410: D
11411: B
11412: A
11413: D
11414: D
11415: B
11416: B
11417: E
11418: B
11419: D
11420: E