Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Leia a frase:
"A menina estava apressada e saiu rapidamente de casa."
A palavra “rapidamente” indica:
• A escritora Monsó nos lembra, com os mistérios da morte, ________ somos apenas mais um animal.
• Há mistérios da morte no mundo dos bichos ________ a escritora Monsó desconfia.
• Os mistérios da morte no mundo dos bichos ________ a escritora Monsó concorda são aceitáveis.
• São muitos os mistérios da morte no mundo dos bichos ________ a escritora Monsó se refere.
• Os bichos ________ a escritora Monsó mantém mais afinidade são os chimpanzés.
Assinale a alternativa que completa as lacunas, respectivamente, obedecendo à norma-padrão de regência.
“Os insetos noturnos são atraídos pelo brilho artificial de uma lâmpada. Li, em algum lugar, que a Lua é uma fonte de orientação para eles e, vendo uma luz qualquer, ficam confusos e voam em espirais cada vez menores.”
O termo destacado trata-se de um conectivo que desempenha função coesiva
A oração em destaque tem a mesma equivalência semântica da oração em negrito na alternativa:
Sobre o processo de regência do verbo conhecer, no período entre aspas, é correto o que se afirma na alternativa:
Observe a colocação dos pronomes em destaque a seguir, de modo a marcar a alternativa correta.
I. “São biografias que, de longe, se¹ mostram melhores”
II. “O pirilampo, em seu gracioso voo, perde-se² ao observar
supostas felicidades [...]”
Em se tratando da regência dos verbos enumerados, é correto afirmar que
A oração realçada, no período em evidência, tipifica-se como
I. “O brilho que seduz também queima.”
II. “Isso não garante que cada vaga-lume se torne o Sol”
Texto para a questão.
TECNOFEUDALISMO
No livro “Sobre a China”, Henry Kissinger elogia Mao Tsé-Tung por ter ordenado seu exército a se manter “comedido e probo” em antiga guerra da China contra a Índia. A vitória sobre posições indianas gerou nova fronteira. Mao determinou a volta ao limite anterior e a devolução dos armamentos pesados retidos. A China usou a força não para conquistar territórios, senão “para obrigar a Índia a voltar à mesa de negociações”. A China de hoje faria o mesmo? E Putin? E Trump? A mídia nos diz que este deseja tomar a Groenlândia, o Canadá e capturar Gaza. E, sem garantir a proteção aos ataques russos, exigiu da Ucrânia US$ 500 bilhões em terras com minerais raros e 50% da renda gerada pela exploração desses recursos.
as com minerais raros e 50% da renda gerada pela exploração desses recursos. Em 2001, o consultor internacional Kenichi Ohmae lançou o livro “O Continente Invisível”. Nele destacou a descoberta e a colonização dos continentes e o advento da internet, “o continente invisível”, que, em seu dizer, seria colonizado, porém, com futuro imprevisível. Após 24 anos, Bolívar Torres, no “O Globo”, comenta o compêndio “Tecnofeudalismo”, de Yanis Varoufakis, ex-ministro das Finanças da Grécia, a ser lançado no Brasil em abril, em que o autor compara as big techs a senhores feudais e defende que o capitalismo morreu e foi substituído por algo pior.
Varoufakis afirma que os mercados teriam sido trocados “por plataformas de comércio digital que, na prática, operam como os antigos feudos. Os usuários digitais se tornariam ‘servos’, enquanto os detentores do capital tradicional [...] se limitariam ao papel de ‘vassalos’. E o lucro, motor do capitalismo, teria sido substituído por seu antecessor feudal: a renda. [...] Os usuários não são clientes no sentido clássico, mas servos que geram dados e precisam dessas plataformas para acessar informações, trabalho e serviços essenciais”. Para Arthur Bezerra, também citado por Torres, a influência das big techs sobre Trump leva muitos a achar que Elon Musk é o “verdadeiro” chefe de Estado dos EUA. Será o tecnofeudalismo uma das respostas às indagações de Kenichi Ohmae sobre o continente invisível? O futuro dirá.
Tales M. de Sá Cavalcante