Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3648397 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que odores corporais revelam sobre a saúde — e como podem ajudar a diagnosticar doenças


A enfermeira aposentada Joy Milne revelou possuir um olfato extraordinariamente sensível ao notar, anos antes do diagnóstico médico, que seu marido apresentava um odor almiscarado diferente, que mais tarde se confirmou como indício do mal de Parkinson.

Posteriormente, Milne percebeu o mesmo cheiro em outros pacientes e foi convidada a participar de experimentos científicos. Em um teste, identificou corretamente camisetas usadas por pessoas com Parkinson, incluindo um caso ainda não diagnosticado na época, demonstrando a precisão de sua percepção. Esse episódio ganhou repercussão internacional e despertou o interesse da comunidade científica, que passou a investigar sistematicamente a relação entre odores corporais e doenças.

O corpo humano libera milhares de compostos químicos que variam de acordo com o metabolismo. Alterações nessas substâncias sinalizam desequilíbrios orgânicos e revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer. Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas. Animais, sobretudo cães, já foram treinados para identificar doenças com alto índice de acerto, reforçando o potencial diagnóstico associado ao olfato.

Atualmente, pesquisadores dedicam-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade. Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças. Esses avanços visam à criação de testes rápidos, não invasivos e de baixo custo, aplicáveis à pele, ao hálito ou à urina dos pacientes. Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.

O estudo dos odores corporais mostra-se, portanto, uma área promissora para transformar a medicina diagnóstica. Além de permitir a detecção ágil e acessível de condições graves, valoriza a atenção a sinais sutis do corpo que, muitas vezes, passam despercebidos. Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada à ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde, ampliando as chances de intervenção precoce, dignidade no tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cev2mjjp748o.ADAPTADO.
Alterações nessas substâncias revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer.

Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase:
Alternativas
Q3648334 Português
Considere as sentenças a seguir:
I. Ele alegou que não se devem delatar comparsas. II. Quando saí de lá, já passavam das nove horas. III. Não se podem podar essas árvores.

Está (estão) correta(s) apenas a(s) sentença(s):
Alternativas
Q3648332 Português
O sujeito é composto apenas na sentença:
Alternativas
Q3648329 Português
Os sonhos brasileiros


          Quando eu era menina, as famílias ricas costumavam escolher um ano de maior prosperidade e programavam a sua viagem à Europa. Iam marido, mulher, filharada, amaseca, e avô em exercício, às vezes um tio mais jovem. Os invejosos — todo mundo — zombavam: será que tinham fretado o navio? Navio aliás invisível, pois que tomado no Rio (talvez também no Recife) onde havia porto para grandes transatlânticos. O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses. E o país de destino era, quase invariavelmente, Paris ou Portugal. Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz. Portugal era escolhido pelos lusitanos bem-sucedidos. [...]

       Em Paris, os provisórios nômades se instalavam quase invariavelmente no Grand Hotel Du Louvre. (Ou diziam os língua-ruim, se instalavam mesmo era numa pensão barata na Banlieuse, onde nem tinha metrô). Para nós, brasileiros daquele tempo, metrô era o requinte, o selo da mais extrema civilização.

     Passados os seis meses de ricos, a família regressava, unida como saíra, e portando em profusão malas de porão e camarote novíssimas. Invariavelmente traziam um serviço de jantar em porcelana e até um serviço de cristal Baccarat, comprado na rue du Paradis. [...] E, depois daquela viagem oficial, a família passava o resto da vida curtindo as glórias da temporada. As moçoilas que já tinham aprendido o ABC do francês cá na terra, no colégio de freiras, voltavam cochichando segredinhos no idioma dos eleitos. Às vezes nascia por lá uma criança que, em memória do evento, fora registrada no Consulado Brasileiro, mas com nome francês. [...]

       Passaram-se os anos, o mundo mudou. Os Estados Unidos assumiram a liderança da moderna civilização. Acabaram-se, depois da Segunda Grande Guerra, os navios que faziam a linha Rio-Havre. Entramos na era dos jatos. E hoje também mudou o eixo turístico: de repente brasileiro descobria Miami ou Miami descobriu os brasileiros. Será o conforto da língua? Os iniciantes, pelo menos, acreditam que lá só se fala espanhol. E depois tem o Walt Disney e seus palácios feéricos. E principalmente tem as excursões — dizem os entendidos que é mais barato passar 15 dias em Miami do que em Maceió. É possível, nós ainda não organizamos o nosso turismo. Sinal de jovem pai com sucesso na profissão é levar os filhos pequenos para o Disneyworld. As mulheres fazem compras com frenesi. Os homens também se enchem de maquininhas — fax, telefone celular, micros!

      E ficamos nós, os invejosos, com o olho comprido em Miami, como outrora em Paris. Se não fosse o preço escandaloso do dólar! Mas é verdade que os pacotes turísticos são bem em conta. E tem até quem faça a módicas prestações! Ai (suspiro), a esperança é a última que morre…


QUEIROZ, R. Os sonhos brasileiros. Jornal O Dia,
Rio de Janeiro, 1992. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17950/ossonhos-brasileiros>.

Considere o trecho “O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses.” A construção em destaque, no período em que ocorre, desempenha a função sintática de: 
Alternativas
Q3648241 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Familiar e universal


Vencedora do Prêmio Camões 2024, a poeta mineira Adélia Prado tem obra reeditada em celebração aos 50 anos de sua estreia, com "Bagagem"


Laura Machado


Aos 89 anos de idade, a poeta mineira Adélia Prado recebeu dois dos mais importantes prêmios da literatura de língua portuguesa, quase ao mesmo tempo. Em junho do ano passado recebeu o Prêmio Machado de Assis e o Camões. Às vésperas de completar meio século de estreia, com Bagagem, ela tem sua obra reeditada pela Record.


Foi em outubro de 1975 que o poeta (também mineiro) Carlos Drummond de Andrade recebeu uma coletânea original de poemas escritos por uma mulher de 40 anos, mãe de cinco filhos, chamada Adélia Luzia Prado de Freitas. Sem conhecer aquela estreante, ele escreveu no Jornal do Brasil: "Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo. (...) Adélia já viu a Poesia, ou Deus, flertando com ela. Adélia é fogo: fogo de Deus em Divinópolis". Drummond repassou o manuscrito para o editor Pedro Paulo de Sena Madureira, que o publicou pela editora Imago. No evento de lançamento, além de Drummond, estavam presentes autores como Clarice Lispector, Nélida Piñon, Antônio Houaiss e Affonso Romano de Sant'Anna, a quem Adélia havia enviado seus poemas antes de submetê-los a Drummond.


Sua obra de estreia trazia já algumas das características que persistem. A religiosidade, as vivências femininas, as experiências no interior de Minas Gerais e os pensamentos que emolduram o envelhecer. [...]


Ler Bagagem é como se ajoelhar em posição de oração na igreja aos domingos, tomar um café com bolo caseiro na sala de estar da avó, ser criança e caçar borboletas no jardim de casa.


Dividido em cinco blocos, Bagagem reúne poemas germinados desde os 20 anos e que, por cerca de duas décadas, dormiram na gaveta. No poema "Explicação de poesia sem ninguém pedir", Adélia escreve: "Um trem é uma coisa mecânica,/ mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,/ atravessou a minha vida,/ virou só sentimento." [...]


A presença da figura feminina é uma constante na literatura da escritora mineira, e, entre religiosidade e sexualidade, seus versos são como brasa ao retratar e misturar seus conceitos. Bagagem é uma obra sobre a grandeza na pequenez, uma ode requintada sobre as fases da vida e os sentimentos que prenunciam a maturidade.


Além de Bagagem, obras da poeta também foram editadas e relançadas pela Record quase simultaneamente: os livros de poesia Terra de Santa Cruz e O pelicano e o romance O homem da mão seca, [...].


Terra de Santa Cruz foi originalmente o terceiro livro lançado por Adélia Prado, cinco anos depois de sua estreia com Bagagem e três anos após sua consolidação como autora, através da publicação de O coração disparado. Assim, lançado em 1981, esta obra fecha a "santíssima trindade" do modo poético de Adélia Prado, como foi dito pelo crítico de literatura, jornalista e professor Augusto Massi.


Nela, as particularidades da linguagem de Adélia se tornam ainda mais profundas. Os seus pensamentos e reflexões acerca da morte ganham lugar de destaque. Utilizando-se da religiosidade e, até mesmo, de pequenos toques de escatologia, desmembra a familiaridade daquilo que é universal.


(Disponível em: https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/resenha/familiar-e-universal. Acesso em 26 jun. 2026. Adaptado.)


I.Em "Ler Bagagem é como se ajoelhar em posição de oração na igreja aos domingos, tomar um café com bolo caseiro na sala de estar da avó, ser criança e caçar borboletas no jardim de casa", a autora usou uma figura de linguagem para expressar o que ela considera ser a leitura dessa obra de Adélia Prado, a saber, a metáfora.
II.Em "Utilizando-se da religiosidade", a colocação pronominal está adequada porque ocorre no início da oração. Mesmo que a língua portuguesa, no Brasil, aceite o uso do pronome átono iniciando oração em contextos informais, ele ainda não é aceito em contextos formais da escrita.
III.Em "Nela, as particularidades da linguagem de Adélia se tornam ainda mais profundas", Nela faz referência ao termo cunhado por um crítico de literatura ao conjunto de três obras de poesia de Adélia Prado, a saber, a "santíssima trindade". Temos nesse contexto uma relação anafórica, uma vez que o pronome "ela" aponta para algo já mencionado no texto.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3648007 Português
Entre os termos destacados nas frases, qual é uma conjunção? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3647984 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que odores corporais revelam sobre a saúde — e como podem ajudar a diagnosticar doenças



A enfermeira aposentada Joy Milne revelou possuir um olfato extraordinariamente sensível ao notar, anos antes do diagnóstico médico, que seu marido apresentava um odor almiscarado diferente, que mais tarde se confirmou como indício do mal de Parkinson.

Posteriormente, Milne percebeu o mesmo cheiro em outros pacientes e foi convidada a participar de experimentos científicos. Em um teste, identificou corretamente camisetas usadas por pessoas com Parkinson, incluindo um caso ainda não diagnosticado na época, demonstrando a precisão de sua percepção. Esse episódio ganhou repercussão internacional e despertou o interesse da comunidade científica, que passou a investigar sistematicamente a relação entre odores corporais e doenças.

O corpo humano libera milhares de compostos químicos que variam de acordo com o metabolismo. Alterações nessas substâncias sinalizam desequilíbrios orgânicos e revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer. Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas. Animais, sobretudo cães, já foram treinados para identificar doenças com alto índice de acerto, reforçando o potencial diagnóstico associado ao olfato.

Atualmente, pesquisadores dedicam-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade. Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças. Esses avanços visam à criação de testes rápidos, não invasivos e de baixo custo, aplicáveis à pele, ao hálito ou à urina dos pacientes. Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.

O estudo dos odores corporais mostra-se, portanto, uma área promissora para transformar a medicina diagnóstica. Além de permitir a detecção ágil e acessível de condições graves, valoriza a atenção a sinais sutis do corpo que, muitas vezes, passam despercebidos. Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada à ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde, ampliando as chances de intervenção precoce, dignidade no tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cev2mjjp748o.ADAPTADO.

Atualmente, pesquisadores "dedicam"-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade.

De acordo com as regras de regência verbal, o verbo destacado nesta frase funciona como: 
Alternativas
Q3647981 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que odores corporais revelam sobre a saúde — e como podem ajudar a diagnosticar doenças



A enfermeira aposentada Joy Milne revelou possuir um olfato extraordinariamente sensível ao notar, anos antes do diagnóstico médico, que seu marido apresentava um odor almiscarado diferente, que mais tarde se confirmou como indício do mal de Parkinson.

Posteriormente, Milne percebeu o mesmo cheiro em outros pacientes e foi convidada a participar de experimentos científicos. Em um teste, identificou corretamente camisetas usadas por pessoas com Parkinson, incluindo um caso ainda não diagnosticado na época, demonstrando a precisão de sua percepção. Esse episódio ganhou repercussão internacional e despertou o interesse da comunidade científica, que passou a investigar sistematicamente a relação entre odores corporais e doenças.

O corpo humano libera milhares de compostos químicos que variam de acordo com o metabolismo. Alterações nessas substâncias sinalizam desequilíbrios orgânicos e revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer. Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas. Animais, sobretudo cães, já foram treinados para identificar doenças com alto índice de acerto, reforçando o potencial diagnóstico associado ao olfato.

Atualmente, pesquisadores dedicam-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade. Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças. Esses avanços visam à criação de testes rápidos, não invasivos e de baixo custo, aplicáveis à pele, ao hálito ou à urina dos pacientes. Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.

O estudo dos odores corporais mostra-se, portanto, uma área promissora para transformar a medicina diagnóstica. Além de permitir a detecção ágil e acessível de condições graves, valoriza a atenção a sinais sutis do corpo que, muitas vezes, passam despercebidos. Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada à ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde, ampliando as chances de intervenção precoce, dignidade no tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cev2mjjp748o.ADAPTADO.

Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas.

Em relação à concordância verbal e nominal, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3647979 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que odores corporais revelam sobre a saúde — e como podem ajudar a diagnosticar doenças



A enfermeira aposentada Joy Milne revelou possuir um olfato extraordinariamente sensível ao notar, anos antes do diagnóstico médico, que seu marido apresentava um odor almiscarado diferente, que mais tarde se confirmou como indício do mal de Parkinson.

Posteriormente, Milne percebeu o mesmo cheiro em outros pacientes e foi convidada a participar de experimentos científicos. Em um teste, identificou corretamente camisetas usadas por pessoas com Parkinson, incluindo um caso ainda não diagnosticado na época, demonstrando a precisão de sua percepção. Esse episódio ganhou repercussão internacional e despertou o interesse da comunidade científica, que passou a investigar sistematicamente a relação entre odores corporais e doenças.

O corpo humano libera milhares de compostos químicos que variam de acordo com o metabolismo. Alterações nessas substâncias sinalizam desequilíbrios orgânicos e revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer. Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas. Animais, sobretudo cães, já foram treinados para identificar doenças com alto índice de acerto, reforçando o potencial diagnóstico associado ao olfato.

Atualmente, pesquisadores dedicam-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade. Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças. Esses avanços visam à criação de testes rápidos, não invasivos e de baixo custo, aplicáveis à pele, ao hálito ou à urina dos pacientes. Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.

O estudo dos odores corporais mostra-se, portanto, uma área promissora para transformar a medicina diagnóstica. Além de permitir a detecção ágil e acessível de condições graves, valoriza a atenção a sinais sutis do corpo que, muitas vezes, passam despercebidos. Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada à ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde, ampliando as chances de intervenção precoce, dignidade no tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cev2mjjp748o.ADAPTADO.

Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a "sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças."

A expressão destacada trata-se de uma oração subordinada:
Alternativas
Q3647669 Português
Considere a seguinte sentença, com especial atenção à lacuna:

“____ quisesse se aproximar da garota, sentia que algo estava errado.”
Para que a oração inicial exprima concessão, o item gramatical que deve preencher a lacuna é:
Alternativas
Q3647666 Português
Analise as relações de regência verbal nas sentenças a seguir. Ocorre verbo transitivo indireto apenas em:
Alternativas
Q3647663 Português
Minha terra tem palmeiras



    Vejo de minha janela uma nesga do mar verde-azul de Copacabana e me penetra uma infinita doçura. Estou de volta à minha terra... A máquina de escrever conta-me uma antiga história, canta-me uma antiga música no bater de seu teclado. Estou de volta à minha terra, respiro a brisa marinha que me afaga a pele, seu aroma vem da infância. Retomo o diálogo com a minha gente. Uma empregada mulata assoma ao parapeito defronte, o busto vazando do decote, há toalhas coloridas secando sobre o abismo vertical dos apartamentos, dá-me uma vertigem. Que doçura!

     Sinto borboletas no estômago, deve ter sido o tutu com torresmo de ontem misturado ao camarão à baiana de anteontem misturado à galinha ao molho pardo de trasanteontem misturada aos quindins, papos de anjo, doces de coco do primeiro dia. Digiro o Brasil. Qual canard au sang, qual loup flambé au fenouil, qual pâté Strasbourgeois, qual nada! A calda dourada da baba de moça infiltra-se entre as papilas gustativas, elas desmaiam de prazer, tudo deságua em lentas lavas untuosas num amoroso mar de suco gástrico…

     — É a brasuca! disse-me Antonio Carlos Jobim balançando a cabeça com ar convicto, enquanto empinava o seu voo em direção ao Arpoador.


MORAES, V. Minha terra tem palmeiras. In: FERRAZ, E. (Org.) Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 96-98. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19891/min
ha-terra-tem-palmeiras>.. 
Analise os trechos a seguir e identifique aquele em que ocorre verbo impessoal.
Alternativas
Q3647624 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A grande honraria do serviço público

Em um cenário adverso, o funcionalismo público se reinventa e prova que sua missão é mais atual (e necessária) do que nunca!

Servir ao público. Por definição, o ofício do servidor público é direto, transparente. O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado em junho de 1994, é um dos principais (senão o principal) documentos norteadores das ações do servidor público federal e ele preconiza que "a dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores (....) Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos". 

Segundo dados do IBGE, em 2016, aproximadamente dez milhões de brasileiros tentaram algum concurso público. Sonho de boa parte da população brasileira, o serviço público quase sempre é sinônimo de estabilidade e bons salários, certo? Não necessariamente. Pelo menos é esta a opinião de Paulo Contente, funcionário público da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, há mais de três décadas. Os motivos que o trouxeram à SUDAM foram a possibilidade de servir ao povo e estar disponível para exercer uma atividade em favor da sociedade. "Nestes 34 anos de SUDAM, minha disposição de trabalhar aqui foi sempre pensando no pequeno, no ribeirinho, que precisa que o governo chegue a ele. A cada dia que eu chego aqui, eu sempre tenho como prioridade que meu trabalho, que as minhas ações, podem contribuir para a melhoria de vida de alguém − especialmente porque eu trabalho em um órgão cuja missão é trabalhar para o desenvolvimento da Amazônia, sobretudo melhorar a qualidade de vida do ser humano, destas pessoas". Ao ser questionado sobre o que deve motivar o jovem a ser servidor público, Contente compartilha um conselho muito inspirador. "A pessoa que quer destinar sua vida ou parte dela a ser um funcionário público tem que ter e querer estar disponível para servir. Não se deve entrar no serviço público almejando apenas a estabilidade ou no salário. É preciso sentir-se útil à sociedade e também emprestar seus conhecimentos em favor da sociedade. Se você não tiver essa disposição, é melhor que não seja funcionário público, porque você vai sentir que está carregando um peso, quando o objetivo é fazer com que você trabalhe com alegria!"

http://antigo.sudam.gov.br/index.php/ultimas-noticias/17-ultimas-noticia s/1141-a-grande-honraria-do-servico-publico
"A pessoa que quer destinar sua vida ou parte dela a ser um funcionário público tem que ter e querer estar disponível para servir."

"É preciso sentir-se útil à sociedade e também emprestar seus conhecimentos em favor da sociedade."

Com base na regência das formas nominais e verbais utilizadas nos trechos, julgue as afirmativas a seguir:

I. O verbo 'destinar' é transitivo direto, não exigindo preposição, portanto a preposição 'a' em 'a ser' está incorreta.
II. A preposição 'para' em 'para servir' é exigida pelo adjetivo 'disponível' que rege preposição.
III. A crase empregada em 'à sociedade' ocorre devido ao adjetivo 'útil' que, nesse contexto, rege preposição 'a'
IV. O verbo 'emprestar' foi empregado como transitivo indireto, exigindo seu complemento preposicionado.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3647622 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A grande honraria do serviço público

Em um cenário adverso, o funcionalismo público se reinventa e prova que sua missão é mais atual (e necessária) do que nunca!

Servir ao público. Por definição, o ofício do servidor público é direto, transparente. O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado em junho de 1994, é um dos principais (senão o principal) documentos norteadores das ações do servidor público federal e ele preconiza que "a dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores (....) Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos". 

Segundo dados do IBGE, em 2016, aproximadamente dez milhões de brasileiros tentaram algum concurso público. Sonho de boa parte da população brasileira, o serviço público quase sempre é sinônimo de estabilidade e bons salários, certo? Não necessariamente. Pelo menos é esta a opinião de Paulo Contente, funcionário público da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, há mais de três décadas. Os motivos que o trouxeram à SUDAM foram a possibilidade de servir ao povo e estar disponível para exercer uma atividade em favor da sociedade. "Nestes 34 anos de SUDAM, minha disposição de trabalhar aqui foi sempre pensando no pequeno, no ribeirinho, que precisa que o governo chegue a ele. A cada dia que eu chego aqui, eu sempre tenho como prioridade que meu trabalho, que as minhas ações, podem contribuir para a melhoria de vida de alguém − especialmente porque eu trabalho em um órgão cuja missão é trabalhar para o desenvolvimento da Amazônia, sobretudo melhorar a qualidade de vida do ser humano, destas pessoas". Ao ser questionado sobre o que deve motivar o jovem a ser servidor público, Contente compartilha um conselho muito inspirador. "A pessoa que quer destinar sua vida ou parte dela a ser um funcionário público tem que ter e querer estar disponível para servir. Não se deve entrar no serviço público almejando apenas a estabilidade ou no salário. É preciso sentir-se útil à sociedade e também emprestar seus conhecimentos em favor da sociedade. Se você não tiver essa disposição, é melhor que não seja funcionário público, porque você vai sentir que está carregando um peso, quando o objetivo é fazer com que você trabalhe com alegria!"

http://antigo.sudam.gov.br/index.php/ultimas-noticias/17-ultimas-noticia s/1141-a-grande-honraria-do-servico-publico
"Os motivos que o trouxeram à SUDAM foram a possibilidade de servir ao povo e estar disponível para exercer uma atividade em favor da sociedade." 
Observe a concordância do verbo 'trazer' no enunciado acima e analise a concordância estabelecida nas reescritas a seguir:

I. Um dos motivos que o trouxeram à SUDAM...
II. Um dos motivos que o trouxe à SUDAM..
III. Cada um dos motivos que o trouxeram à SUDAM...
IV. Cada um dos motivos que o trouxe à SUDAM...

A concordância está adequada em:
Alternativas
Q3647620 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A grande honraria do serviço público

Em um cenário adverso, o funcionalismo público se reinventa e prova que sua missão é mais atual (e necessária) do que nunca!

Servir ao público. Por definição, o ofício do servidor público é direto, transparente. O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado em junho de 1994, é um dos principais (senão o principal) documentos norteadores das ações do servidor público federal e ele preconiza que "a dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores (....) Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos". 

Segundo dados do IBGE, em 2016, aproximadamente dez milhões de brasileiros tentaram algum concurso público. Sonho de boa parte da população brasileira, o serviço público quase sempre é sinônimo de estabilidade e bons salários, certo? Não necessariamente. Pelo menos é esta a opinião de Paulo Contente, funcionário público da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, há mais de três décadas. Os motivos que o trouxeram à SUDAM foram a possibilidade de servir ao povo e estar disponível para exercer uma atividade em favor da sociedade. "Nestes 34 anos de SUDAM, minha disposição de trabalhar aqui foi sempre pensando no pequeno, no ribeirinho, que precisa que o governo chegue a ele. A cada dia que eu chego aqui, eu sempre tenho como prioridade que meu trabalho, que as minhas ações, podem contribuir para a melhoria de vida de alguém − especialmente porque eu trabalho em um órgão cuja missão é trabalhar para o desenvolvimento da Amazônia, sobretudo melhorar a qualidade de vida do ser humano, destas pessoas". Ao ser questionado sobre o que deve motivar o jovem a ser servidor público, Contente compartilha um conselho muito inspirador. "A pessoa que quer destinar sua vida ou parte dela a ser um funcionário público tem que ter e querer estar disponível para servir. Não se deve entrar no serviço público almejando apenas a estabilidade ou no salário. É preciso sentir-se útil à sociedade e também emprestar seus conhecimentos em favor da sociedade. Se você não tiver essa disposição, é melhor que não seja funcionário público, porque você vai sentir que está carregando um peso, quando o objetivo é fazer com que você trabalhe com alegria!"

http://antigo.sudam.gov.br/index.php/ultimas-noticias/17-ultimas-noticia s/1141-a-grande-honraria-do-servico-publico
"Se você não tiver essa disposição, é melhor que não seja funcionário público, porque você vai sentir que está carregando um peso, quando o objetivo é fazer com que você trabalhe com alegria!"

Com base na análise morfossintática dos termos presentes no período acima, identifique a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3647469 Português
Texto para a questão.


BIÓLOGO CRIA SACOLA QUE SE TRANSFORMA EM COMIDA PARA PEIXES

Kevin Kumala criou o produto após observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo nos mares


    Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas. Para diminuir o impacto negativo desse material no ecossistema, um biólogo da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de mandioca, que, ao ser jogada no mar e nos rios, pode servir de alimento para os peixes.

    Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu, após retornar dos Estados Unidos, e observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo na região. Kumala possui uma empresa de canudos, sacolas e talheres, todos feitos com materiais biodegradáveis, que se desfazem em até 100 dias.

    A sacola foi um dos seus últimos produtos criados. O site da empresa Avani ressalta que, desde 2016, quando foi criada, evitou-se a fabricação de três toneladas de produtos não sustentáveis. “Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte para ajudar e para encorajar comunidades e negócios a produzirem iniciativas que gerem um impacto sustentável para o meio ambiente. Encorajando o uso do termo ‘responsável’ como um valor central dos três fatores-chave: reduzir, reutilizar, reciclar”, destaca a página da Avani na internet.

    Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico. “Nossos sacos de mandioca de tamanho médio podem transportar até 8 libras (3,5 kg) de produtos secos”, explica, em uma postagem do Instagram da empresa.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2020/02/10/interna_ciencia_saude,827050/biologo-cria-sacola-que-setransforma-em-comida-para-peixes.shtml. Acesso em: 1º mar.2025.
A regência do verbo demarcado em “Para diminuir o impacto negativo desse material no ecossistema [...]” é classificada como
Alternativas
Q3647462 Português
Texto para a questão.


BIÓLOGO CRIA SACOLA QUE SE TRANSFORMA EM COMIDA PARA PEIXES

Kevin Kumala criou o produto após observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo nos mares


    Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas. Para diminuir o impacto negativo desse material no ecossistema, um biólogo da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de mandioca, que, ao ser jogada no mar e nos rios, pode servir de alimento para os peixes.

    Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu, após retornar dos Estados Unidos, e observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo na região. Kumala possui uma empresa de canudos, sacolas e talheres, todos feitos com materiais biodegradáveis, que se desfazem em até 100 dias.

    A sacola foi um dos seus últimos produtos criados. O site da empresa Avani ressalta que, desde 2016, quando foi criada, evitou-se a fabricação de três toneladas de produtos não sustentáveis. “Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte para ajudar e para encorajar comunidades e negócios a produzirem iniciativas que gerem um impacto sustentável para o meio ambiente. Encorajando o uso do termo ‘responsável’ como um valor central dos três fatores-chave: reduzir, reutilizar, reciclar”, destaca a página da Avani na internet.

    Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico. “Nossos sacos de mandioca de tamanho médio podem transportar até 8 libras (3,5 kg) de produtos secos”, explica, em uma postagem do Instagram da empresa.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2020/02/10/interna_ciencia_saude,827050/biologo-cria-sacola-que-setransforma-em-comida-para-peixes.shtml. Acesso em: 1º mar.2025.
Atente-se à estrutura verbal ressaltada no contexto do excerto a seguir, de modo a assinalar o item correto.

“Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico.”
Alternativas
Q3647461 Português
Texto para a questão.


BIÓLOGO CRIA SACOLA QUE SE TRANSFORMA EM COMIDA PARA PEIXES

Kevin Kumala criou o produto após observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo nos mares


    Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas. Para diminuir o impacto negativo desse material no ecossistema, um biólogo da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de mandioca, que, ao ser jogada no mar e nos rios, pode servir de alimento para os peixes.

    Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu, após retornar dos Estados Unidos, e observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo na região. Kumala possui uma empresa de canudos, sacolas e talheres, todos feitos com materiais biodegradáveis, que se desfazem em até 100 dias.

    A sacola foi um dos seus últimos produtos criados. O site da empresa Avani ressalta que, desde 2016, quando foi criada, evitou-se a fabricação de três toneladas de produtos não sustentáveis. “Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte para ajudar e para encorajar comunidades e negócios a produzirem iniciativas que gerem um impacto sustentável para o meio ambiente. Encorajando o uso do termo ‘responsável’ como um valor central dos três fatores-chave: reduzir, reutilizar, reciclar”, destaca a página da Avani na internet.

    Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico. “Nossos sacos de mandioca de tamanho médio podem transportar até 8 libras (3,5 kg) de produtos secos”, explica, em uma postagem do Instagram da empresa.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2020/02/10/interna_ciencia_saude,827050/biologo-cria-sacola-que-setransforma-em-comida-para-peixes.shtml. Acesso em: 1º mar.2025.
“Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu [...]”

Assim como no trecho demarcado, a relação entre os elementos morfossintáticos e o respeito às regras cristalizadas de regência verbal está corretamente estruturada na alternativa:
Alternativas
Q3647278 Português
Analise as sentenças a seguir em relação à regência verbal:
I. Ele se transformou após o nascimento da filha.
II. Seu peixinho de estimação morreu.
III. Gatos e cachorros são ótimos companheiros.
IV. Preciso de roupas novas.
Quanto às formas verbais empregadas nas sentenças dadas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3647273 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma aurora doida


        A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.


        Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.


        Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.


        Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais. 


        Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.


        Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.


        Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.


        Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.


CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca, 1959. Disponível em  .

Em “E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.”, a oração em destaque funciona como: 
Alternativas
Respostas
10601: A
10602: E
10603: A
10604: A
10605: C
10606: A
10607: D
10608: C
10609: D
10610: E
10611: B
10612: B
10613: D
10614: C
10615: A
10616: A
10617: B
10618: E
10619: C
10620: E