Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3756402 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    O HumanizAção segue firme em Sorocaba/SP para proteger a população em situação de rua durante os dias mais frios. Os acolhidos têm acesso a pernoite, alimentação completa, roupas e toalhas, banho e cuidados de higiene, a fim de que ninguém precise enfrentar a noite ao relento.

   “Nosso foco é salvar vidas e reduzir danos. Cada abordagem é uma porta aberta para o cuidado, o acolhimento e a reconstrução de vínculos”, reforça uma profissional do programa.

    Assim sendo, em virtude das baixas temperaturas e do aumento de riscos à saúde, o HumanizAção mantém equipes nas ruas diariamente, com atendimento 24 horas para recebimento de chamados da população e encaminhamentos imediatos.

   O HumanizAção é um esforço integrado do poder público para garantir dignidade, proteção social e acesso a serviços essenciais à população em situação de rua. É um trabalho contínuo que une abordagem social qualificada, escuta ativa e acolhimento seguro, sobretudo em dias frios, quando hipotermia, desidratação e complicações respiratórias se tornam mais frequentes.

   De acordo com as equipes, a abordagem é respeitosa e voluntária: ninguém é obrigado a aceitar o acolhimento. Contudo, conquanto existam recusas por motivos diversos (medo, desinformação, presença de animais, vínculos com o território), o diálogo paciente, de tal forma que gere confiança, costuma ampliar adesões ao longo dos dias.


(Folha de Sorocaba. “HumanizAção intensifica atendimentos no frio em Sorocaba: 58 abordagens e 25 acolhimentos em um único dia”. Disponível em: https://folhadesorocaba.com.br/humanizacao-intensifica- -atendimentos. Adaptado
Em conformidade com a norma-padrão de concordância, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3756326 Português
Texto para as questão. 


    O conhecimento tem sido reconhecido como um dos mais importantes recursos de uma organização, que torna possíveis ações inteligentes nos planos organizacional e individual e leva a inovações e à capacidade de continuamente criar produtos e serviços excelentes. O processo de gestão do conhecimento abrange toda a forma de gerar, armazenar, distribuir e utilizar o conhecimento, de modo que se torna necessária a utilização de tecnologias de informação para facilitar esse processo, dado o grande aumento no volume de dados.

    Ao longo do tempo, percebeu‑se que a velocidade de coleta de informações era muito maior que a velocidade de processamento ou de análise dessas informações. Isso gerou um problema e uma contradição, pois as organizações, por possuírem uma grande quantidade de dados, possuem uma falsa sensação de que estão bem‑informadas, no entanto essas informações de nada servem se não forem analisadas de forma correta e em tempo hábil.

    Em outras palavras, a coleta e o armazenamento de dados, por si sós, não contribuem para melhorar a estratégia da organização. É necessário que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados, estabelecendo‑se indicadores para descobrir padrões de comportamento implícitos nos dados, além de relações de causa e efeito. O processamento e a análise das informações geradas pelas enormes bases de dados atuais de forma correta estão entre os requisitos essenciais para uma boa tomada de decisão.

    Em um ambiente tão mutável como o das organizações, na atualidade, torna‑se necessária a aplicação de técnicas e ferramentas automáticas que agilizem o processo de extração de informações relevantes de grandes volumes de dados. Uma metodologia emergente, que tenta solucionar o problema da análise de grandes quantidades de dados e ultrapassa a habilidade e a capacidade humanas, é a descoberta de conhecimento em banco de dados.

    Data mining, ou mineração de dados, é uma técnica que faz parte de uma das etapas da descoberta de conhecimento em banco de dados. Ela é capaz de revelar, automaticamente, o conhecimento que está implícito em grandes quantidades de informações armazenadas nos bancos de dados de uma organização. Essa técnica pode fazer, entre outras atividades, uma análise antecipada dos eventos, prevendo tendências e comportamentos futuros e permitindo aos gestores a tomada de decisões com base em fatos, em vez de em suposições.


Internet:  <scielo.br> (com adaptações).
No período “Uma metodologia emergente, que tenta solucionar o problema da análise de grandes quantidades de dados e ultrapassa a habilidade e a capacidade humanas, é a descoberta de conhecimento em banco de dados.”, a palavra “que” é
Alternativas
Q3756323 Português
Texto para as questão. 


    O conhecimento tem sido reconhecido como um dos mais importantes recursos de uma organização, que torna possíveis ações inteligentes nos planos organizacional e individual e leva a inovações e à capacidade de continuamente criar produtos e serviços excelentes. O processo de gestão do conhecimento abrange toda a forma de gerar, armazenar, distribuir e utilizar o conhecimento, de modo que se torna necessária a utilização de tecnologias de informação para facilitar esse processo, dado o grande aumento no volume de dados.

    Ao longo do tempo, percebeu‑se que a velocidade de coleta de informações era muito maior que a velocidade de processamento ou de análise dessas informações. Isso gerou um problema e uma contradição, pois as organizações, por possuírem uma grande quantidade de dados, possuem uma falsa sensação de que estão bem‑informadas, no entanto essas informações de nada servem se não forem analisadas de forma correta e em tempo hábil.

    Em outras palavras, a coleta e o armazenamento de dados, por si sós, não contribuem para melhorar a estratégia da organização. É necessário que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados, estabelecendo‑se indicadores para descobrir padrões de comportamento implícitos nos dados, além de relações de causa e efeito. O processamento e a análise das informações geradas pelas enormes bases de dados atuais de forma correta estão entre os requisitos essenciais para uma boa tomada de decisão.

    Em um ambiente tão mutável como o das organizações, na atualidade, torna‑se necessária a aplicação de técnicas e ferramentas automáticas que agilizem o processo de extração de informações relevantes de grandes volumes de dados. Uma metodologia emergente, que tenta solucionar o problema da análise de grandes quantidades de dados e ultrapassa a habilidade e a capacidade humanas, é a descoberta de conhecimento em banco de dados.

    Data mining, ou mineração de dados, é uma técnica que faz parte de uma das etapas da descoberta de conhecimento em banco de dados. Ela é capaz de revelar, automaticamente, o conhecimento que está implícito em grandes quantidades de informações armazenadas nos bancos de dados de uma organização. Essa técnica pode fazer, entre outras atividades, uma análise antecipada dos eventos, prevendo tendências e comportamentos futuros e permitindo aos gestores a tomada de decisões com base em fatos, em vez de em suposições.


Internet:  <scielo.br> (com adaptações).
No trecho “É necessário que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados”, a oração “que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados” funciona sintaticamente como 
Alternativas
Q3756321 Português
Texto para as questão. 


    O conhecimento tem sido reconhecido como um dos mais importantes recursos de uma organização, que torna possíveis ações inteligentes nos planos organizacional e individual e leva a inovações e à capacidade de continuamente criar produtos e serviços excelentes. O processo de gestão do conhecimento abrange toda a forma de gerar, armazenar, distribuir e utilizar o conhecimento, de modo que se torna necessária a utilização de tecnologias de informação para facilitar esse processo, dado o grande aumento no volume de dados.

    Ao longo do tempo, percebeu‑se que a velocidade de coleta de informações era muito maior que a velocidade de processamento ou de análise dessas informações. Isso gerou um problema e uma contradição, pois as organizações, por possuírem uma grande quantidade de dados, possuem uma falsa sensação de que estão bem‑informadas, no entanto essas informações de nada servem se não forem analisadas de forma correta e em tempo hábil.

    Em outras palavras, a coleta e o armazenamento de dados, por si sós, não contribuem para melhorar a estratégia da organização. É necessário que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados, estabelecendo‑se indicadores para descobrir padrões de comportamento implícitos nos dados, além de relações de causa e efeito. O processamento e a análise das informações geradas pelas enormes bases de dados atuais de forma correta estão entre os requisitos essenciais para uma boa tomada de decisão.

    Em um ambiente tão mutável como o das organizações, na atualidade, torna‑se necessária a aplicação de técnicas e ferramentas automáticas que agilizem o processo de extração de informações relevantes de grandes volumes de dados. Uma metodologia emergente, que tenta solucionar o problema da análise de grandes quantidades de dados e ultrapassa a habilidade e a capacidade humanas, é a descoberta de conhecimento em banco de dados.

    Data mining, ou mineração de dados, é uma técnica que faz parte de uma das etapas da descoberta de conhecimento em banco de dados. Ela é capaz de revelar, automaticamente, o conhecimento que está implícito em grandes quantidades de informações armazenadas nos bancos de dados de uma organização. Essa técnica pode fazer, entre outras atividades, uma análise antecipada dos eventos, prevendo tendências e comportamentos futuros e permitindo aos gestores a tomada de decisões com base em fatos, em vez de em suposições.


Internet:  <scielo.br> (com adaptações).
Considerando o período “Isso gerou um problema e uma contradição, pois as organizações, por possuírem uma grande quantidade de dados, possuem uma falsa sensação de que estão bem‑informadas, no entanto essas informações de nada servem se não forem analisadas de forma correta e em tempo hábil.”, assinale a opção que apresenta a oração que expressa uma condição.
Alternativas
Q3756319 Português
Texto para as questão. 


    O conhecimento tem sido reconhecido como um dos mais importantes recursos de uma organização, que torna possíveis ações inteligentes nos planos organizacional e individual e leva a inovações e à capacidade de continuamente criar produtos e serviços excelentes. O processo de gestão do conhecimento abrange toda a forma de gerar, armazenar, distribuir e utilizar o conhecimento, de modo que se torna necessária a utilização de tecnologias de informação para facilitar esse processo, dado o grande aumento no volume de dados.

    Ao longo do tempo, percebeu‑se que a velocidade de coleta de informações era muito maior que a velocidade de processamento ou de análise dessas informações. Isso gerou um problema e uma contradição, pois as organizações, por possuírem uma grande quantidade de dados, possuem uma falsa sensação de que estão bem‑informadas, no entanto essas informações de nada servem se não forem analisadas de forma correta e em tempo hábil.

    Em outras palavras, a coleta e o armazenamento de dados, por si sós, não contribuem para melhorar a estratégia da organização. É necessário que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados, estabelecendo‑se indicadores para descobrir padrões de comportamento implícitos nos dados, além de relações de causa e efeito. O processamento e a análise das informações geradas pelas enormes bases de dados atuais de forma correta estão entre os requisitos essenciais para uma boa tomada de decisão.

    Em um ambiente tão mutável como o das organizações, na atualidade, torna‑se necessária a aplicação de técnicas e ferramentas automáticas que agilizem o processo de extração de informações relevantes de grandes volumes de dados. Uma metodologia emergente, que tenta solucionar o problema da análise de grandes quantidades de dados e ultrapassa a habilidade e a capacidade humanas, é a descoberta de conhecimento em banco de dados.

    Data mining, ou mineração de dados, é uma técnica que faz parte de uma das etapas da descoberta de conhecimento em banco de dados. Ela é capaz de revelar, automaticamente, o conhecimento que está implícito em grandes quantidades de informações armazenadas nos bancos de dados de uma organização. Essa técnica pode fazer, entre outras atividades, uma análise antecipada dos eventos, prevendo tendências e comportamentos futuros e permitindo aos gestores a tomada de decisões com base em fatos, em vez de em suposições.


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Com relação às concordâncias verbal e nominal, assinale a opção cuja correção gramatical seria mantida caso os trechos entre aspas a seguir – pertencentes ao texto – fossem alterados para as formas de plural propostas.
Alternativas
Q3756318 Português
Texto para as questão. 


    O conhecimento tem sido reconhecido como um dos mais importantes recursos de uma organização, que torna possíveis ações inteligentes nos planos organizacional e individual e leva a inovações e à capacidade de continuamente criar produtos e serviços excelentes. O processo de gestão do conhecimento abrange toda a forma de gerar, armazenar, distribuir e utilizar o conhecimento, de modo que se torna necessária a utilização de tecnologias de informação para facilitar esse processo, dado o grande aumento no volume de dados.

    Ao longo do tempo, percebeu‑se que a velocidade de coleta de informações era muito maior que a velocidade de processamento ou de análise dessas informações. Isso gerou um problema e uma contradição, pois as organizações, por possuírem uma grande quantidade de dados, possuem uma falsa sensação de que estão bem‑informadas, no entanto essas informações de nada servem se não forem analisadas de forma correta e em tempo hábil.

    Em outras palavras, a coleta e o armazenamento de dados, por si sós, não contribuem para melhorar a estratégia da organização. É necessário que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados, estabelecendo‑se indicadores para descobrir padrões de comportamento implícitos nos dados, além de relações de causa e efeito. O processamento e a análise das informações geradas pelas enormes bases de dados atuais de forma correta estão entre os requisitos essenciais para uma boa tomada de decisão.

    Em um ambiente tão mutável como o das organizações, na atualidade, torna‑se necessária a aplicação de técnicas e ferramentas automáticas que agilizem o processo de extração de informações relevantes de grandes volumes de dados. Uma metodologia emergente, que tenta solucionar o problema da análise de grandes quantidades de dados e ultrapassa a habilidade e a capacidade humanas, é a descoberta de conhecimento em banco de dados.

    Data mining, ou mineração de dados, é uma técnica que faz parte de uma das etapas da descoberta de conhecimento em banco de dados. Ela é capaz de revelar, automaticamente, o conhecimento que está implícito em grandes quantidades de informações armazenadas nos bancos de dados de uma organização. Essa técnica pode fazer, entre outras atividades, uma análise antecipada dos eventos, prevendo tendências e comportamentos futuros e permitindo aos gestores a tomada de decisões com base em fatos, em vez de em suposições.


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Com relação à regência nominal, a correção gramatical seria mantida caso a expressão “dado o”, no trecho “se torna necessária a utilização de tecnologias de informação para facilitar esse processo, dado o grande aumento no volume de dados”, fosse alterada para
Alternativas
Q3756314 Português
Texto para as questão. 


    O conhecimento tem sido reconhecido como um dos mais importantes recursos de uma organização, que torna possíveis ações inteligentes nos planos organizacional e individual e leva a inovações e à capacidade de continuamente criar produtos e serviços excelentes. O processo de gestão do conhecimento abrange toda a forma de gerar, armazenar, distribuir e utilizar o conhecimento, de modo que se torna necessária a utilização de tecnologias de informação para facilitar esse processo, dado o grande aumento no volume de dados.

    Ao longo do tempo, percebeu‑se que a velocidade de coleta de informações era muito maior que a velocidade de processamento ou de análise dessas informações. Isso gerou um problema e uma contradição, pois as organizações, por possuírem uma grande quantidade de dados, possuem uma falsa sensação de que estão bem‑informadas, no entanto essas informações de nada servem se não forem analisadas de forma correta e em tempo hábil.

    Em outras palavras, a coleta e o armazenamento de dados, por si sós, não contribuem para melhorar a estratégia da organização. É necessário que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados, estabelecendo‑se indicadores para descobrir padrões de comportamento implícitos nos dados, além de relações de causa e efeito. O processamento e a análise das informações geradas pelas enormes bases de dados atuais de forma correta estão entre os requisitos essenciais para uma boa tomada de decisão.

    Em um ambiente tão mutável como o das organizações, na atualidade, torna‑se necessária a aplicação de técnicas e ferramentas automáticas que agilizem o processo de extração de informações relevantes de grandes volumes de dados. Uma metodologia emergente, que tenta solucionar o problema da análise de grandes quantidades de dados e ultrapassa a habilidade e a capacidade humanas, é a descoberta de conhecimento em banco de dados.

    Data mining, ou mineração de dados, é uma técnica que faz parte de uma das etapas da descoberta de conhecimento em banco de dados. Ela é capaz de revelar, automaticamente, o conhecimento que está implícito em grandes quantidades de informações armazenadas nos bancos de dados de uma organização. Essa técnica pode fazer, entre outras atividades, uma análise antecipada dos eventos, prevendo tendências e comportamentos futuros e permitindo aos gestores a tomada de decisões com base em fatos, em vez de em suposições.


Internet:  <scielo.br> (com adaptações).
No trecho “O conhecimento tem sido reconhecido como um dos mais importantes recursos de uma organização, que torna possíveis ações inteligentes nos planos organizacional e individual”, o sujeito da forma verbal “torna” é
Alternativas
Q3756258 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Um país de escolas inseguras não tem futuro


    Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, decente e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia silenciosa e inconcebível.

    Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8o e do 9o ano do Ensino Fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação. Enquanto 75% dos alunos do 6o e do 7o ano dizem ter pelo menos um adulto em quem confiam e 58% deles afirmam se sentir acolhidos pelos adultos dentro da escola, esse índice cai para 66% e 45%, respectivamente, nas duas séries seguintes. Entre os adolescentes dos 6o e 7o anos, 71% consideram que os profissionais da escola respeitam e valorizam os alunos, mas só 39% afirmam que os estudantes valorizam os professores – números que caem para 56% e 26%, respectivamente, entre os alunos dos 8o e 9o anos.

   A relevante pesquisa do MEC foi realizada com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Unicef, a partir de um processo de entrevistas com uma amostra de 2,3 milhões de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental de todo o Brasil. As respostas coletadas ancoram a implementação do Programa Escola das Adolescências, uma bem-vinda iniciativa para levar adiante a ideia de uma escola mais conectada com as diferentes formas de viver a adolescência no País.

    Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas pelos números: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto sensu, visão em grande medida tisnada por contextos de violência (doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação, gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde; segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos oferecendo aos nossos adolescentes. São dois longevos e mal resolvidos problemas da educação básica. No primeiro caso, registrem-se os relatos negativos apontados num estudo do início deste ano, com base em dados do Atlas da Violência 2024, do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No segundo, há a flagrante dificuldade de conter o abandono escolar entre os adolescentes, consumado em particular no Ensino Médio e motivado sobretudo pela necessidade de trabalhar e pela falta de interesse.

   O Brasil universalizou o Ensino Fundamental só nos anos 1990. Desde então, continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no Ensino Médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada, qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos, mediante aprimoramento da formação de professores.

  A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência, inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento tão difícil de transição da infância para a adolescência.


(Editorial, O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/um-pais-de-escolas-inseguras-nao-tem-futuro/?srsltid=AfmBOorG5q OwqW7dp_lOY7jhhhQYbA33Wj9jtrf53beAx1WVmkto6mT4. Adaptado)
Assinale a alternativa em que uma frase reelaborada está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q3756255 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Um país de escolas inseguras não tem futuro


    Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, decente e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia silenciosa e inconcebível.

    Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8o e do 9o ano do Ensino Fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação. Enquanto 75% dos alunos do 6o e do 7o ano dizem ter pelo menos um adulto em quem confiam e 58% deles afirmam se sentir acolhidos pelos adultos dentro da escola, esse índice cai para 66% e 45%, respectivamente, nas duas séries seguintes. Entre os adolescentes dos 6o e 7o anos, 71% consideram que os profissionais da escola respeitam e valorizam os alunos, mas só 39% afirmam que os estudantes valorizam os professores – números que caem para 56% e 26%, respectivamente, entre os alunos dos 8o e 9o anos.

   A relevante pesquisa do MEC foi realizada com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Unicef, a partir de um processo de entrevistas com uma amostra de 2,3 milhões de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental de todo o Brasil. As respostas coletadas ancoram a implementação do Programa Escola das Adolescências, uma bem-vinda iniciativa para levar adiante a ideia de uma escola mais conectada com as diferentes formas de viver a adolescência no País.

    Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas pelos números: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto sensu, visão em grande medida tisnada por contextos de violência (doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação, gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde; segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos oferecendo aos nossos adolescentes. São dois longevos e mal resolvidos problemas da educação básica. No primeiro caso, registrem-se os relatos negativos apontados num estudo do início deste ano, com base em dados do Atlas da Violência 2024, do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No segundo, há a flagrante dificuldade de conter o abandono escolar entre os adolescentes, consumado em particular no Ensino Médio e motivado sobretudo pela necessidade de trabalhar e pela falta de interesse.

   O Brasil universalizou o Ensino Fundamental só nos anos 1990. Desde então, continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no Ensino Médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada, qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos, mediante aprimoramento da formação de professores.

  A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência, inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento tão difícil de transição da infância para a adolescência.


(Editorial, O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/um-pais-de-escolas-inseguras-nao-tem-futuro/?srsltid=AfmBOorG5q OwqW7dp_lOY7jhhhQYbA33Wj9jtrf53beAx1WVmkto6mT4. Adaptado)
Considere a passagem a seguir:

“A escola é o locus de formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, decente e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança.” (1o parágrafo)

Os termos em destaque apresentam, correta e respectivamente, sentido de
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Q3756197 Português

Texto 2

Ataque e Defesa

 

Diante da conturbação mundial nos negócios provocada pela agressiva imposição de tarifas definidas nos Estados Unidos, as empresas brasileiras precisam rever suas estratégias.

O mundo assiste, entre atônito e aflito, à sucessão de medidas de pressão comercial que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem desencadeando. Entre elas, a que alveja as exportações brasileiras com uma sobretaxa de 50%, anunciada em 9 de julho. Ela foi seguida, no dia 15, pela abertura de uma extensa investigação sobre práticas de comércio do Brasil. Até o fechamento desta edição, ainda não havia solução para o derrame proposto para 1 de agosto nem detalhes sobre o andamento das investigações. São ataques com potencial de atingir muitas empresas por aqui e mesmo nos Estados Unidos.

As relações de Brasil e Estados Unidos são bicentenárias em vários campos. Hoje, o vizinho da América do Norte, superado pela China, não é mais nosso principal parceiro no comércio exterior. Mas se mantém como o país que mais fez investimentos aqui e o de maior número de empresas instaladas em território brasileiro. É uma relação sólida, de ganhos mútuos, que certamente não irá se perder, resistindo além da atual turbulência.

Recentemente. cresceu o parque de empresas brasileiras com operações nos Estados Unidos e com papéis na bolsa de Nova York. Esta edição mostra, na reportagem "O rei dos ovos' (pág. 24), o caso da Global Eggs, controladora da Granja Faria, entre outras. Com produção maior lá do que aqui, tornou-se a segunda do setor de ovos no planeta, numa lista em que três das cinco grandes empresas são americanas. Essa posição pode ser uma vantagem para atravessar o momento.

Já a Embraer está sob o efeito adverso de ter o mercado americano como principal comprador e também fornecedor de partes dos aviões. Mas está diversificando as vendas, como as do novo caça supersônico Gripen F-39 e as do cargueiro KC-390 num mundo que gastou 2,7 trilhões de dólares em armamentos no primeiro semestre, como destaca a reportagem "Prontos para a guerra (pág. 48). A hora é de paciência e frieza de decisões, para se proteger dos ataques e avançar nas oportunidades que surgem.

 

Veja Negócios. 16 ed. julho de 2025.

O período "Hoje, o vizinho da América do Norte, superado pela China, não é mais nosso principal parceiro no comércio exterior, mas se mantém como o país que mais fez investimentos aqui" é composto por orações. Em relação à classificação sintática e semântica dessas orações, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3756048 Português

Texto 1

 

Desenvolvimento Sustentável: o que é e objetivos

 

Com o passar do tempo, o conceito de sustentabilidade acabou sendo associado de forma limitada pelo grande público a “ações ecológicas” ou “menos poluentes”. A boa notícia é que marcas que se assumem como sustentáveis já são vistas de forma mais positiva pelos consumidores, ainda que não entendam exatamente o que isso queira dizer. A má notícia é que a limitação do conceito no imaginário coletivo interfere negativamente no entendimento do que é “desenvolvimento sustentável”.

É importante termos em mente que a essência da definição de sustentável está em perpetuar o planeta, sendo diretamente associada a palavras como legado, continuidade e equilíbrio. Para haver o desenvolvimento sustentável pleno, é necessário planejamento e, acima de tudo, reconhecer que os recursos naturais são finitos. A permanência do mundo como conhecemos depende de como conseguimos gerenciar nossos impactos no presente e no futuro próximo. Os recursos são finitos e todos somos responsáveis pela conservação dos mesmos. Entretanto, pode ser difícil compreender quais ações estão sendo feitas, na prática, e que possam garantir esta continuidade.

Para esclarecer esse ponto desenvolvemos este artigo com o objetivo de apresentar a definição de desenvolvimento sustentável, que movimentos as empresas estão realizando e o papel do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) nesse contexto. Confira!

 

O que é desenvolvimento sustentável?

O desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem colocar em risco a capacidade de atender as gerações futuras. Por isso, conforme já citado neste artigo, a definição está vinculada aos termos “legado” e “continuidade”. Em resumo, desenvolvimento sustentável também diz respeito à necessidade de repensar hábitos de consumo e produção, focando em qualidade (como produzimos, o que, por que e para quem) em vez de quantidade, com uso de matérias-primas que sejam provenientes de fontes limpas e verdes, além da adoção de mecanismos de mitigação e compensação, e o aumento da reutilização e da reciclagem.

Desenvolver-se de forma sustentável, seja em pequena esfera (no contexto de uma empresa, por exemplo), ou em larga esfera (no contexto de um país), pressupõe possibilitar às pessoas, agora e futuramente, atingir um nível satisfatório de desenvolvimento socioeconômico e cultural fazendo uso razoável dos recursos naturais, de forma a não os esgotar para as próximas gerações.

Para conquistar tais resultados é necessário planejamento, bem como o entendimento de que os recursos são finitos. Por isso, não podemos confundir desenvolvimento sustentável com crescimento econômico, uma vez que este último costuma depender do consumo crescente de energia e recursos naturais. A grande diferença deste pensamento está em promover o equilíbrio entre os objetivos de desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e a conservação ambiental.

 

Que movimentos estão sendo feitos em prol do desenvolvimento sustentável?

A preocupação da comunidade internacional com os limites do desenvolvimento do planeta é uma realidade, e dentro deste contexto existem grandes ações sendo realizadas como o Acordo de Paris e os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), e também ações do cotidiano de cada um de nós e também das empresas.

 

Entenda melhor:

Sobre o Acordo de Paris

O Acordo de Paris, firmado na COP 21 (Conferência das Partes, promovida pela ONU), passou a valer a partir de 4 de novembro de 2016, e traz um compromisso e plano de ações a serem desenvolvidas pelos países para combater as mudanças climáticas. Para a entrada em vigor do acordo, que substituiu a partir de 2020, o Protocolo de Kyoto, 55 países que representam 55% das emissões de gases de efeito estufa precisavam ratificá-lo. Isso aconteceu em 4 de novembro de 2016. Até junho de 2017, 195 países assinaram o acordo, e 147 destes, entre eles o Brasil, ratificaram-no.

 

O que são ODS?

ODS é a sigla para Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, surge em 2015 e faz parte do documento “Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” publicado pela ONU. O documento é composto, entre outros itens, por 17 ODS que visam a melhoria da qualidade de vida das pessoas, preservando o ecossistema e garantindo prosperidade econômica.

 

Principais movimentações das empresas em relação ao desenvolvimento sustentável

Apesar da conscientização de que as mudanças não são opcionais, mas primordiais, ainda existe a necessidade de maior adaptação do setor empresarial. Aderir ao desenvolvimento sustentável vai muito além de ser bom para o planeta: a mudança de atitudes garante a continuidade dos negócios.

Em 2022, 70% dos brasileiros acreditavam que o aquecimento global prejudica a todos, e 90% deles também acreditam que com o passar dos anos aumentará ainda mais os desastres provocados por alterações climáticas. Em pesquisa realizada no Brasil, dos 100 líderes empresariais dos maiores grupos corporativos presentes em diferentes setores, 99% acreditam que a sustentabilidade é importante ou muito importante para os negócios e que as empresas desempenham papel imprescindível para viabilizar a mudança de modelo. A pesquisa reforça a tese de que os grandes desafios econômicos, ambientais e sociais podem e devem ser transformados em oportunidades.

Diversas empresas já estão trabalhando com o modelo de Economia Circular, no entanto, as empresas enfrentam um desafio crescente para expandir e criar valor em meio a um cenário de instabilidade e escassez no fornecimento de recursos, com elevação de custos e incertezas nos negócios.

A chave para gerir este desafio está na Economia Circular, modelo alternativo que dissocia crescimento de utilização de recursos escassos, pois possibilita o desenvolvimento econômico dentro dos limites dos recursos naturais e promove a oportunidade às empresas de inovar.

O conceito consiste em um ciclo de desenvolvimento positivo contínuo que preserva e otimiza o capital natural, a produção de recursos e minimiza riscos sistêmicos, administrando estoques finitos e fluxos renováveis.

De forma mais prática, entre os modelos de negócio da economia circular está a extensão do ciclo de vida de produtos, que visa estender o ciclo de vida útil de mercadorias e seus componentes por meio de reparo, upgrade e revenda. Para elucidar melhor o conceito e os outros modelos de negócio propostos pela economia circular, basta acessar este documento. (...)

 

Acessível em https://cebds.org/desenvolvimento-sustentavel-o-que-e-e-objetivos/

Sobre as orações que compõem o período “A boa notícia é que marcas¹ que se assumem como sustentáveis² já são vistas de forma mais positiva pelos consumidores, ainda que não entendam exatamente³ o que isso queira dizer”, analise as afirmativas abaixo:
1. “que marcas...” – oração subordinada substantiva predicativa;
2. “...que se assumem como sustentáveis...” – oração subordinada adjetiva explicativa;
3. “ainda que não entendam exatamente...” – oração subordinada adverbial concessiva.
Sobre as afirmativas acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3756044 Português

Texto 1

 

Desenvolvimento Sustentável: o que é e objetivos

 

Com o passar do tempo, o conceito de sustentabilidade acabou sendo associado de forma limitada pelo grande público a “ações ecológicas” ou “menos poluentes”. A boa notícia é que marcas que se assumem como sustentáveis já são vistas de forma mais positiva pelos consumidores, ainda que não entendam exatamente o que isso queira dizer. A má notícia é que a limitação do conceito no imaginário coletivo interfere negativamente no entendimento do que é “desenvolvimento sustentável”.

É importante termos em mente que a essência da definição de sustentável está em perpetuar o planeta, sendo diretamente associada a palavras como legado, continuidade e equilíbrio. Para haver o desenvolvimento sustentável pleno, é necessário planejamento e, acima de tudo, reconhecer que os recursos naturais são finitos. A permanência do mundo como conhecemos depende de como conseguimos gerenciar nossos impactos no presente e no futuro próximo. Os recursos são finitos e todos somos responsáveis pela conservação dos mesmos. Entretanto, pode ser difícil compreender quais ações estão sendo feitas, na prática, e que possam garantir esta continuidade.

Para esclarecer esse ponto desenvolvemos este artigo com o objetivo de apresentar a definição de desenvolvimento sustentável, que movimentos as empresas estão realizando e o papel do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) nesse contexto. Confira!

 

O que é desenvolvimento sustentável?

O desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem colocar em risco a capacidade de atender as gerações futuras. Por isso, conforme já citado neste artigo, a definição está vinculada aos termos “legado” e “continuidade”. Em resumo, desenvolvimento sustentável também diz respeito à necessidade de repensar hábitos de consumo e produção, focando em qualidade (como produzimos, o que, por que e para quem) em vez de quantidade, com uso de matérias-primas que sejam provenientes de fontes limpas e verdes, além da adoção de mecanismos de mitigação e compensação, e o aumento da reutilização e da reciclagem.

Desenvolver-se de forma sustentável, seja em pequena esfera (no contexto de uma empresa, por exemplo), ou em larga esfera (no contexto de um país), pressupõe possibilitar às pessoas, agora e futuramente, atingir um nível satisfatório de desenvolvimento socioeconômico e cultural fazendo uso razoável dos recursos naturais, de forma a não os esgotar para as próximas gerações.

Para conquistar tais resultados é necessário planejamento, bem como o entendimento de que os recursos são finitos. Por isso, não podemos confundir desenvolvimento sustentável com crescimento econômico, uma vez que este último costuma depender do consumo crescente de energia e recursos naturais. A grande diferença deste pensamento está em promover o equilíbrio entre os objetivos de desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e a conservação ambiental.

 

Que movimentos estão sendo feitos em prol do desenvolvimento sustentável?

A preocupação da comunidade internacional com os limites do desenvolvimento do planeta é uma realidade, e dentro deste contexto existem grandes ações sendo realizadas como o Acordo de Paris e os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), e também ações do cotidiano de cada um de nós e também das empresas.

 

Entenda melhor:

Sobre o Acordo de Paris

O Acordo de Paris, firmado na COP 21 (Conferência das Partes, promovida pela ONU), passou a valer a partir de 4 de novembro de 2016, e traz um compromisso e plano de ações a serem desenvolvidas pelos países para combater as mudanças climáticas. Para a entrada em vigor do acordo, que substituiu a partir de 2020, o Protocolo de Kyoto, 55 países que representam 55% das emissões de gases de efeito estufa precisavam ratificá-lo. Isso aconteceu em 4 de novembro de 2016. Até junho de 2017, 195 países assinaram o acordo, e 147 destes, entre eles o Brasil, ratificaram-no.

 

O que são ODS?

ODS é a sigla para Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, surge em 2015 e faz parte do documento “Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” publicado pela ONU. O documento é composto, entre outros itens, por 17 ODS que visam a melhoria da qualidade de vida das pessoas, preservando o ecossistema e garantindo prosperidade econômica.

 

Principais movimentações das empresas em relação ao desenvolvimento sustentável

Apesar da conscientização de que as mudanças não são opcionais, mas primordiais, ainda existe a necessidade de maior adaptação do setor empresarial. Aderir ao desenvolvimento sustentável vai muito além de ser bom para o planeta: a mudança de atitudes garante a continuidade dos negócios.

Em 2022, 70% dos brasileiros acreditavam que o aquecimento global prejudica a todos, e 90% deles também acreditam que com o passar dos anos aumentará ainda mais os desastres provocados por alterações climáticas. Em pesquisa realizada no Brasil, dos 100 líderes empresariais dos maiores grupos corporativos presentes em diferentes setores, 99% acreditam que a sustentabilidade é importante ou muito importante para os negócios e que as empresas desempenham papel imprescindível para viabilizar a mudança de modelo. A pesquisa reforça a tese de que os grandes desafios econômicos, ambientais e sociais podem e devem ser transformados em oportunidades.

Diversas empresas já estão trabalhando com o modelo de Economia Circular, no entanto, as empresas enfrentam um desafio crescente para expandir e criar valor em meio a um cenário de instabilidade e escassez no fornecimento de recursos, com elevação de custos e incertezas nos negócios.

A chave para gerir este desafio está na Economia Circular, modelo alternativo que dissocia crescimento de utilização de recursos escassos, pois possibilita o desenvolvimento econômico dentro dos limites dos recursos naturais e promove a oportunidade às empresas de inovar.

O conceito consiste em um ciclo de desenvolvimento positivo contínuo que preserva e otimiza o capital natural, a produção de recursos e minimiza riscos sistêmicos, administrando estoques finitos e fluxos renováveis.

De forma mais prática, entre os modelos de negócio da economia circular está a extensão do ciclo de vida de produtos, que visa estender o ciclo de vida útil de mercadorias e seus componentes por meio de reparo, upgrade e revenda. Para elucidar melhor o conceito e os outros modelos de negócio propostos pela economia circular, basta acessar este documento. (...)

 

Acessível em https://cebds.org/desenvolvimento-sustentavel-o-que-e-e-objetivos/

Analise o excerto: “Por isso, não podemos confundir desenvolvimento sustentável com crescimento econômico, uma vez que este último costuma depender do consumo crescente de energia e recursos naturais”. A locução conjuntiva “por isso” realiza uma coesão sequencial entre períodos, estabelecendo entre eles uma ideia de 
Alternativas
Q3755824 Português
A carga de doenças atribuíveis aos distúrbios mentais nas Américas é alta e crescente. Transtornos mentais, neurológicos e por uso de substâncias são responsáveis por mais de um terço dos anos vividos com incapacidade e quase um quinto de todos os anos de vida ajustados por incapacidade na região. Entre 2000 e 2019, a taxa de mortalidade por tais transtornos aumentou em 89% e a taxa de anos vividos com incapacidade aumentou em 10%. Os distúrbios mentais também se configuram como fatores de risco para o suicídio, que por si só levou 100 mil vidas na região no ano 2021. De modo desconcertante, a taxa de suicídio aumentou em 17% entre 2000 e 2021 nas Américas, que foi a única das regiões delineadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a experimentar um aumento neste período. A pandemia de COVID19 agravou ainda mais a situação da saúde mental, ampliando os fatores de risco conhecidos para os distúrbios mentais, como isolamento social, desemprego, pobreza e violência, e interrompendo os já frágeis sistemas e serviços de saúde mental. No ano 2020, os transtornos depressivos maiores e os transtornos de ansiedade aumentaram em aproximadamente 35% e 32%, respectivamente, na América Latina e no Caribe devido à pandemia.

Disponível em: https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp/ article/view/10890/20615. Acesso em: 06 de out. 2025. Fragmento adaptado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).

( ) Em “O sol ainda não tinha saido quando ela avistou o palacio do principe”, há três palavras que devem ser acentuadas graficamente.
( ) Na frase “Sempre que entra nas Lojas Americanas, vai à ____ de perfumes comprar presentes, mas fica irritada quando a vendedora lhe pede que ponha a ____ na Nota Fiscal”, os espaços em branco podem ser preenchidos com as palavras “cessão” e “rubrica”, respectivamente.
( ) Em “Ele percebeu que eu tinha medo de que ela não voltasse”, ocorre uma oração subordinada objetiva direta e uma oração subordinada objetiva indireta.
( ) Na frase “Publicaram-se notícias desencontradas sobre as propostas de paz no Oriente Médio”, o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito “notícias desencontradas”.
( ) Na frase “Foi cedo a Bahia inaugurar uma nova loja e, as 14 horas, retornou a São Paulo”, falta assinalar 2 ocorrências de crase.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q3755823 Português
A carga de doenças atribuíveis aos distúrbios mentais nas Américas é alta e crescente. Transtornos mentais, neurológicos e por uso de substâncias são responsáveis por mais de um terço dos anos vividos com incapacidade e quase um quinto de todos os anos de vida ajustados por incapacidade na região. Entre 2000 e 2019, a taxa de mortalidade por tais transtornos aumentou em 89% e a taxa de anos vividos com incapacidade aumentou em 10%. Os distúrbios mentais também se configuram como fatores de risco para o suicídio, que por si só levou 100 mil vidas na região no ano 2021. De modo desconcertante, a taxa de suicídio aumentou em 17% entre 2000 e 2021 nas Américas, que foi a única das regiões delineadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a experimentar um aumento neste período. A pandemia de COVID19 agravou ainda mais a situação da saúde mental, ampliando os fatores de risco conhecidos para os distúrbios mentais, como isolamento social, desemprego, pobreza e violência, e interrompendo os já frágeis sistemas e serviços de saúde mental. No ano 2020, os transtornos depressivos maiores e os transtornos de ansiedade aumentaram em aproximadamente 35% e 32%, respectivamente, na América Latina e no Caribe devido à pandemia.

Disponível em: https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp/ article/view/10890/20615. Acesso em: 06 de out. 2025. Fragmento adaptado.
A oração reduzida está corretamente desenvolvida em:
Alternativas
Q3755821 Português
A carga de doenças atribuíveis aos distúrbios mentais nas Américas é alta e crescente. Transtornos mentais, neurológicos e por uso de substâncias são responsáveis por mais de um terço dos anos vividos com incapacidade e quase um quinto de todos os anos de vida ajustados por incapacidade na região. Entre 2000 e 2019, a taxa de mortalidade por tais transtornos aumentou em 89% e a taxa de anos vividos com incapacidade aumentou em 10%. Os distúrbios mentais também se configuram como fatores de risco para o suicídio, que por si só levou 100 mil vidas na região no ano 2021. De modo desconcertante, a taxa de suicídio aumentou em 17% entre 2000 e 2021 nas Américas, que foi a única das regiões delineadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a experimentar um aumento neste período. A pandemia de COVID19 agravou ainda mais a situação da saúde mental, ampliando os fatores de risco conhecidos para os distúrbios mentais, como isolamento social, desemprego, pobreza e violência, e interrompendo os já frágeis sistemas e serviços de saúde mental. No ano 2020, os transtornos depressivos maiores e os transtornos de ansiedade aumentaram em aproximadamente 35% e 32%, respectivamente, na América Latina e no Caribe devido à pandemia.

Disponível em: https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp/ article/view/10890/20615. Acesso em: 06 de out. 2025. Fragmento adaptado.
Analise a frase a seguir e assinale a alternativa correta.
“A pandemia de COVID-19 agravou ainda mais a situação da saúde mental, ampliando os fatores de risco conhecidos para os distúrbios mentais, como isolamento social, desemprego, pobreza e violência, e interrompendo os já frágeis sistemas e serviços de saúde mental.”
Alternativas
Q3755684 Português
Atente-se para a publicidade a seguir para responder a questão.

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Pode-se afirmar que “Aplique num negócio que não quebra” possui: 
Alternativas
Q3755623 Português
A desumanização que quer ser normalizada: o que pensar disso?


        Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto mostrou que a brincadeira com os bebês reborn vai muito além de um simples resquício da infância. Os cientistas apontam que a interação dos adultos com as bonecas busca estabelecer vínculos emocionais, dar vazão à expressão criativa e vivenciar benefícios terapêuticos significativos.

     Colecionar bonecos, ter brinquedos queridos e especiais e até dinâmicas para fins terapêuticos etc., tudo bem e faz parte, mas aqui destacamos aspectos que nos levam para o contexto das disfuncionalidades, que merecem reflexão.

        A conexão humana está morrendo? É um questionamento necessário no atual momento social. Quando se fala em comportamento humano, nem o céu é o limite, definitivamente.

     Bebês reborn, bebês robôs (lovots), cachorros robôs, bonecos de acompanhamento/sexuais, IAs criadas pelas próprias pessoas para se relacionar são algumas das tecnologias que estão surgindo em todos os cantos do mundo, em especial, no Oriente.

      Outro dia me deparei com uma notícia envolvendo um casal que estava disputando a guarda de um bebê reborn na justiça, após o divórcio. Eles afirmavam brigar pela boneca em virtude do “apego emocional”.

     Não obstante e indo mais a fundo na notícia do tal caso, havia interesse financeiro envolvido, porém o ponto que se quer destacar aqui é que sob o ponto de vista jurídico o bebê reborn não é membro da família, e portanto não está vinculado ao direito de família e suas consequências legais. A questão é que o Judiciário já está lotado de demandas e está recebendo outras com esta temática e que representam claramente o cenário atual, com mais uma dose de insanidade envolvendo a sociedade.

     Quanto ao bebê reborn, há ainda notícias dizendo existir parto simulado, pessoas levando esses bebês no hospital, Dia das Mães de tais bebês que parecem gente etc. Profissionais explicando que essa fuga da realidade distorce o que é real e que essas pessoas ficam na ilusão, na fantasia, colocam vida em algo que não existe, tratando-se de pessoas devastadas emocionalmente, carentes, com problemas psicológicos graves.

     As notícias mostram ainda que há projeto de lei para proibir o atendimento de bebês reborn no SUS, com penalidade que pode chegar a dez vezes o valor do serviço.

         Bebês robots, os lovots, fofinhos, que fazem barulhinho bonitinho etc. e que seduzem muitas pessoas leva-nos ao questio namento: será solidão que faz pessoas despenderem uma quantia de aproximadamente R$ 16 mil para obter um exemplar desses?

       E as várias crianças de carne e osso, que não conseguem um lar adotivo? Por que não são vistas e apoiadas pelos seus semelhantes carentes e solitários?

     Parece-nos que as pessoas querem comodidade, pouco desgaste, envolvimento e exposição, ficando cada vez mais cen tradas em si e em suas bolhas particulares convenientes.

      Pessoas solitárias, pessoas entendendo que outras não valem a pena, estão substituindo o humano pelo que não é hu mano, ou seja, substituindo seres vivos por máquinas.

      Temos necessidades da conexão com outros seres em qualquer idade, e do diferente até para evoluir. O homem é um ser social, sempre foi e será. (Viviane Gago. Hoje em dia, publicado em: junho de 2025. Adaptado.) 
A partir da explicitação do agente da passiva é possível identificar estratégia argumentativa em:
Alternativas
Q3755617 Português
A desumanização que quer ser normalizada: o que pensar disso?


        Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto mostrou que a brincadeira com os bebês reborn vai muito além de um simples resquício da infância. Os cientistas apontam que a interação dos adultos com as bonecas busca estabelecer vínculos emocionais, dar vazão à expressão criativa e vivenciar benefícios terapêuticos significativos.

     Colecionar bonecos, ter brinquedos queridos e especiais e até dinâmicas para fins terapêuticos etc., tudo bem e faz parte, mas aqui destacamos aspectos que nos levam para o contexto das disfuncionalidades, que merecem reflexão.

        A conexão humana está morrendo? É um questionamento necessário no atual momento social. Quando se fala em comportamento humano, nem o céu é o limite, definitivamente.

     Bebês reborn, bebês robôs (lovots), cachorros robôs, bonecos de acompanhamento/sexuais, IAs criadas pelas próprias pessoas para se relacionar são algumas das tecnologias que estão surgindo em todos os cantos do mundo, em especial, no Oriente.

      Outro dia me deparei com uma notícia envolvendo um casal que estava disputando a guarda de um bebê reborn na justiça, após o divórcio. Eles afirmavam brigar pela boneca em virtude do “apego emocional”.

     Não obstante e indo mais a fundo na notícia do tal caso, havia interesse financeiro envolvido, porém o ponto que se quer destacar aqui é que sob o ponto de vista jurídico o bebê reborn não é membro da família, e portanto não está vinculado ao direito de família e suas consequências legais. A questão é que o Judiciário já está lotado de demandas e está recebendo outras com esta temática e que representam claramente o cenário atual, com mais uma dose de insanidade envolvendo a sociedade.

     Quanto ao bebê reborn, há ainda notícias dizendo existir parto simulado, pessoas levando esses bebês no hospital, Dia das Mães de tais bebês que parecem gente etc. Profissionais explicando que essa fuga da realidade distorce o que é real e que essas pessoas ficam na ilusão, na fantasia, colocam vida em algo que não existe, tratando-se de pessoas devastadas emocionalmente, carentes, com problemas psicológicos graves.

     As notícias mostram ainda que há projeto de lei para proibir o atendimento de bebês reborn no SUS, com penalidade que pode chegar a dez vezes o valor do serviço.

         Bebês robots, os lovots, fofinhos, que fazem barulhinho bonitinho etc. e que seduzem muitas pessoas leva-nos ao questio namento: será solidão que faz pessoas despenderem uma quantia de aproximadamente R$ 16 mil para obter um exemplar desses?

       E as várias crianças de carne e osso, que não conseguem um lar adotivo? Por que não são vistas e apoiadas pelos seus semelhantes carentes e solitários?

     Parece-nos que as pessoas querem comodidade, pouco desgaste, envolvimento e exposição, ficando cada vez mais cen tradas em si e em suas bolhas particulares convenientes.

      Pessoas solitárias, pessoas entendendo que outras não valem a pena, estão substituindo o humano pelo que não é hu mano, ou seja, substituindo seres vivos por máquinas.

      Temos necessidades da conexão com outros seres em qualquer idade, e do diferente até para evoluir. O homem é um ser social, sempre foi e será. (Viviane Gago. Hoje em dia, publicado em: junho de 2025. Adaptado.) 
A reescrita proposta para o fragmento “[...] a brincadeira com os bebês reborn vai muito além de um simples resquício da infância.” (1º§), que preserva a correção gramatical e semântica, está indicada em: 
Alternativas
Q3755616 Português
A desumanização que quer ser normalizada: o que pensar disso?


        Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto mostrou que a brincadeira com os bebês reborn vai muito além de um simples resquício da infância. Os cientistas apontam que a interação dos adultos com as bonecas busca estabelecer vínculos emocionais, dar vazão à expressão criativa e vivenciar benefícios terapêuticos significativos.

     Colecionar bonecos, ter brinquedos queridos e especiais e até dinâmicas para fins terapêuticos etc., tudo bem e faz parte, mas aqui destacamos aspectos que nos levam para o contexto das disfuncionalidades, que merecem reflexão.

        A conexão humana está morrendo? É um questionamento necessário no atual momento social. Quando se fala em comportamento humano, nem o céu é o limite, definitivamente.

     Bebês reborn, bebês robôs (lovots), cachorros robôs, bonecos de acompanhamento/sexuais, IAs criadas pelas próprias pessoas para se relacionar são algumas das tecnologias que estão surgindo em todos os cantos do mundo, em especial, no Oriente.

      Outro dia me deparei com uma notícia envolvendo um casal que estava disputando a guarda de um bebê reborn na justiça, após o divórcio. Eles afirmavam brigar pela boneca em virtude do “apego emocional”.

     Não obstante e indo mais a fundo na notícia do tal caso, havia interesse financeiro envolvido, porém o ponto que se quer destacar aqui é que sob o ponto de vista jurídico o bebê reborn não é membro da família, e portanto não está vinculado ao direito de família e suas consequências legais. A questão é que o Judiciário já está lotado de demandas e está recebendo outras com esta temática e que representam claramente o cenário atual, com mais uma dose de insanidade envolvendo a sociedade.

     Quanto ao bebê reborn, há ainda notícias dizendo existir parto simulado, pessoas levando esses bebês no hospital, Dia das Mães de tais bebês que parecem gente etc. Profissionais explicando que essa fuga da realidade distorce o que é real e que essas pessoas ficam na ilusão, na fantasia, colocam vida em algo que não existe, tratando-se de pessoas devastadas emocionalmente, carentes, com problemas psicológicos graves.

     As notícias mostram ainda que há projeto de lei para proibir o atendimento de bebês reborn no SUS, com penalidade que pode chegar a dez vezes o valor do serviço.

         Bebês robots, os lovots, fofinhos, que fazem barulhinho bonitinho etc. e que seduzem muitas pessoas leva-nos ao questio namento: será solidão que faz pessoas despenderem uma quantia de aproximadamente R$ 16 mil para obter um exemplar desses?

       E as várias crianças de carne e osso, que não conseguem um lar adotivo? Por que não são vistas e apoiadas pelos seus semelhantes carentes e solitários?

     Parece-nos que as pessoas querem comodidade, pouco desgaste, envolvimento e exposição, ficando cada vez mais cen tradas em si e em suas bolhas particulares convenientes.

      Pessoas solitárias, pessoas entendendo que outras não valem a pena, estão substituindo o humano pelo que não é hu mano, ou seja, substituindo seres vivos por máquinas.

      Temos necessidades da conexão com outros seres em qualquer idade, e do diferente até para evoluir. O homem é um ser social, sempre foi e será. (Viviane Gago. Hoje em dia, publicado em: junho de 2025. Adaptado.) 
No 2º§ do texto, o vocábulo “mas” expressa ideia:
Alternativas
Q3755527 Português
O pequeno mamífero que pode guardar o segredo genético para a vida longa


Eles são roedores subterrâneos estranhos e sem pelos, que parecem linguiças com dentes. Mas acabaram de revelar um segredo genético para a longevidade.

Um novo estudo do bizarro rato-toupeira-pelado concluiu que estes animais evoluíram para criar um mecanismo de reparo de DNA que pode explicar por que eles vivem tanto tempo.

Esta espécie de mamífero mora em tocas e tem um período de vida máximo de cerca de 40 anos. Trata-se do roedor com maior expectativa de vida longa do planeta.

As novas descobertas foram publicadas pela revista Science. Elas podem também esclarecer por que o rato-toupeira-pelado é resistente a uma vasta série de doenças relativas à idade avançada.

Estes animais são resistentes ao câncer, à artrite e à deterioração do cérebro e da medula espinhal. Por isso, muitos cientistas querem saber como o corpo deles funciona.

O estudo foi liderado por uma equipe da Universidade Tonji em Xangai, na China. O foco foi o reparo do DNA, um processo natural nas células do corpo.

Quando fitas de DNA (os nosso blocos de construção genética) são danificados, o corpo aciona um mecanismo que faz com que outra fita de DNA que não sofreu danos seja usada como modelo para reparar o estrago.

A pesquisa se concentrou em uma proteína específica, envolvida nesse sistema de detecção e reparo de danos.

Quando uma célula identifica o dano, ela produz uma proteína chamada c-GAS, que desempenha diversas funções. Mas o interessante para os cientistas é que, nos seres humanos, esta substância interrompe o processo de reparo do DNA.

Os cientistas acreditam que esta interferência pode promover o câncer e reduzir nosso tempo de vida.

Mas, no rato-toupeira-pelado, os pesquisadores descobriram que a mesma proteína faz exatamente o contrário. Ela ajuda o corpo a corrigir fitas de DNA e mantém intacto o código genético em cada célula.

O professor Gabriel Balmus estuda o reparo de DNA e envelhecimento na Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Ele declarou que a descoberta é animadora. Para ele, esta é "a ponta do iceberg" para compreendermos por que esses animais vivem por períodos tão longos.

"Você pode pensar no cGAS como uma peça de Lego biológica", compara ele, "o mesmo formato básico em seres humanos e ratos-toupeiras-pelados. Mas, no rato-toupeira, alguns conectores são invertidos, o que permite que eles montem uma estrutura e função completamente diferentes."

Balmus explica que, depois de milhões de anos de evolução, o rato-toupeira-pelado aparentemente reprogramou o mesmo processo e "o usou em seu benefício".

"Esta descoberta levanta questões fundamentais: como a evolução reprogramou a mesma proteína para agir de forma contrária? O que mudou? Este é um caso isolado ou faz parte de um padrão evolutivo maior?

E, o mais importante, os cientistas querem saber o que eles podem aprender com estes roedores para melhorar a saúde humana e ampliar a nossa qualidade de vida com o avanço da idade.

"Acho que, se pudermos aplicar a engenharia reversa à biologia do rato-toupeira-pelado, podemos criar muitas terapias necessárias para uma sociedade que está envelhecendo", conclui o professor.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg43yv49qv7o 
"Esta espécie de mamífero mora em tocas e tem um período de vida máximo de cerca de 40 anos. Trata-se do roedor com maior expectativa de vida longa do planeta."
Com base na concordância verbal analise as afirmativas a seguir:

I. O verbo 'morar' está flexionado no singular para concordar corretamente com o sujeito 'mamífero' , que também está no singular.
II. Como 'espécie' indica um coletivo, o verbo 'morar' poderia também ser flexionado no plural em 'moram', conforme permite a gramática normativa.
III. O verbo 'tratar' está no singular porque concorda com 'roedor', que é o sujeito da oração.
IV. O verbo 'tratar' está no singular devido a uma regra distinta da que rege a concordância em "Aluga-se casa de praia".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
9441: C
9442: B
9443: A
9444: E
9445: C
9446: B
9447: E
9448: E
9449: E
9450: B
9451: D
9452: B
9453: B
9454: D
9455: D
9456: B
9457: D
9458: C
9459: A
9460: D