Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3732502 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A doença rara que faz as pessoas não sentirem mais medo


Imagine como seria pular de um avião e não sentir nada. Nenhuma descarga de adrenalina, nenhuma alteração dos seus batimentos cardíacos.

Esta é a realidade para o britânico Jordy Cernik. Ele teve suas glândulas adrenais retiradas, para reduzir a ansiedade causada pela síndrome de Cushing, uma doença rara que ocorre quando as glândulas adrenais produzem muito cortisol, o hormônio do estresse.

Mas o tratamento funcionou bem demais. Cernik deixou de sentir ansiedade, mas havia algo de errado.

Em 2012, durante uma viagem para a Disneylândia, nos Estados Unidos, ele percebeu que não sentia medo ao andar de montanha-russa.

Ele pulou de um avião nos céus, andou de tirolesa em Newcastle, no Reino Unido, e desceu de rapel o edifício Shard, em Londres. E não sentiu a menor alteração do seu pulso.

A experiência de Cernik é rara, mas ele não é o único. Esta sensação pode parecer familiar para pessoas que sofrem da doença de Urbach-Wiethe, também conhecida como lipoidoproteinose — uma condição genética tão rara que, até hoje, só foi diagnosticada em cerca de 400 pessoas.

Uma famosa paciente de Urbach-Wieth, conhecida como S.M., foi objeto de estudos científicos na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, desde meados dos anos 1980.

No início dos anos 2000, um estudante de graduação entrou para a equipe de pesquisa e começou a procurar formas de assustar S.M. Seu nome era Justin Feinstein.

Hoje, ele é neuropsicólogo clínico do Coletivo de Pesquisa Float, que promove a terapia de estímulo ambiental reduzido por flutuação (Rest, na sigla em inglês) como tratamento para dores, estresse, ansiedade e condições relacionadas.

"Nós mostramos a ela todos os filmes de terror que conseguimos encontrar", relembra Feinstein.

Mas nem A Bruxa de Blair (1999), Aracnofobia (1990), O Iluminado (1980) e O Silêncio dos Inocentes (1991) despertaram qualquer tipo de medo em S.M. Nem mesmo uma visita ao Sanatório Waverly Hills, uma assustadora casa mal assombrada em Louisville, no Estado americano de Kentucky, teve algum efeito.

"Nós a expusemos a ameaças da vida real, como cobras e aranhas", relembra Feinstein.

"Não só ela demonstrou pronunciada ausência de medo, como não conseguia deixar de se aproximar delas. Ela tinha essa curiosidade quase irresistível de querer tocar e interagir com as diferentes criaturas."

A doença de Urbach-Wiethe é causada por uma mutação isolada no gene ECM1, encontrado no cromossomo 1.

ECM1 é uma das muitas proteínas fundamentais para a manutenção da matriz extracelular (ECM), uma rede de apoio que mantém as células e tecidos no lugar.

Quando a ECM1 é danificada, começa a ocorrer acúmulo de cálcio e colágeno, causando a morte das células.

Uma parte do corpo que parece ser particularmente vulnerável a este processo é a amígdala cerebelosa, uma região do cérebro em forma de amêndoa. Acredita-se há muito tempo que ela participe do processamento do medo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly1xnqyrpgo
"Mas o tratamento funcionou bem demais. Cernik deixou de sentir ansiedade, mas havia algo de errado."
Considerando a regência verbal, julgue as afirmativas a seguir:

I.Os verbos 'funcionar' e 'sentir' apresentam-se como transitivos diretos, com seus complementos sem o uso de preposição.
II.O verbo 'haver' está empregado no sentido de 'existir', por isso, é impessoal e intransitivo, não exigindo complementos verbais.
III.O verbo 'funcionar' no trecho apresenta a mesma transitividade que se observa no enunciado: "Essas ideias malucas não funcionam por aqui".
IV.O verbo 'sentir' no trecho apresenta a mesma transitividade que se observa no enunciado: "Embora tenha dito que sentiu muito por ter ofendido a moça, ela não o perdoou.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3732495 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

"A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade."

Trecho da crônica "Felicidade Realista" de Martha Medeiros


MEDEIROS, Martha. A felicidade realista. Nosso São Paulo, [S. l.], [200−?]. Disponível em: https://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Barra_Escolha/A_Felicidad e_Realista.htm . Acesso em: 16 out. 2025.
A análise gramatical do trecho "A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio." permite identificar o uso de substantivos e adjetivos com diferentes funções e flexões. A esse respeito, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3732439 Português

Leia atentamente a frase abaixo:

Passaremos pela Ponte Rio-Niterói.

Assinale a alternativa que aponte corretamente a função sintática do termo destacado:

Alternativas
Q3732433 Português

Leia atentamente o a frase abaixo:

Coma devagar, Enzo.

Assinale a alternativa que aponte corretamente a função do termo destacado:

Alternativas
Q3732380 Português

Leia o texto a seguir:


O oncologista Peter Attia defende ________________ um dos pilares para o envelhecimento saudável seria concentrar mais os esforços ________________ prevenção de doenças. Mas como produzir diagnósticos cada vez mais precoces e assertivos? Um caminho pode ser fazer uma espécie de engenharia reversa: analisar o genoma de idosos e entender quais genes estão atrelados ________________ longevidade e quais podem estar ligados ________________ doenças crônicas.


(Rafael Battaglia, “A busca da longevidade”. Disponível em: https://super.abril.com.br. Adaptado)


As lacunas do texto são preenchidas, correta e respectivamente, por:

Alternativas
Q3732379 Português
Está em conformidade com a norma-padrão de concordância a frase:
Alternativas
Q3732377 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão


    No Brasil, desde 1940, a expectativa de vida cresceu 32 anos. Mas será que estamos vivendo mais anos mesmo? Será que a idade máxima que se atingia no século passado aumentou atualmente?

    Inicialmente, é importante entender que a expectativa de vida subiu muito nos últimos 100 anos por conta do aumento da população com acesso ao saneamento básico, da chegada dos antibióticos e, mais recentemente, dos diagnósticos precoces e dos tratamentos mais eficientes para doenças. Com esse aumento na média de anos vividos pela população, se criou uma ideia de que conseguiríamos viver 110, 120 ou até 150 anos.

    O fato novo é que um recente estudo joga um balde de água fria nos que acreditavam nessa ideia. A pesquisa mostra que, apesar do crescimento drástico da expectativa de vida, a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou. O que vemos hoje é um crescimento na porcentagem da população vivendo até os 80, 90 anos. Assim, houve um aumento da expectativa de vida, mas não um aumento na idade máxima de vida.

    Um outro estudo revela que, desde a década de 70, os anos com qualidade de vida, ou seja, com autonomia e independência nas tarefas básicas do dia a dia, não aumentaram. Aí vem uma reflexão: nunca se teve acesso a tanta informação disponível do que fazer para viver a velhice com qualidade de vida. E por que será que a maioria das pessoas não consegue colocar essas recomendações em prática? Por que exercer o autocuidado tem se mostrado algo tão difícil?

    Por agora, fica a minha sugestão de aumentar a qualidade de vida dos anos que ainda vamos viver, com autonomia e a máxima qualidade possível. Fazer um pouco de atividade física todo dia, comer um pouco menos e com melhor qualidade, dormir cerca de 7 horas por noite, não ficar tão conectado, investir em vínculos afetivos que vão fazer com que o bem-estar social melhore muito são algumas dicas mais que comprovadas. Cuide-se e aumente os dias de vida com qualidade!


(Marcio Atalla, “Viver mais ou viver melhor?”. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)

No trecho “Assim, houve um aumento da expectativa de vida, mas não um aumento na idade máxima de vida.” (3º parágrafo), as palavras em destaque estabelecem, correta e respectivamente, relação de sentido de 
Alternativas
Q3732236 Português
Leia atentamente a oração abaixo:
Éramos três meninos na escola sem ideia do futuro.

Assinale a alternativa que defina corretamente o tipo de sujeito presente. 
Alternativas
Q3732060 Português
Leia o trecho da crônica “O homem nu”.


    “Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento”.
“Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito.” A expressão destacada que apresenta uma circunstância de modo é:
Alternativas
Q3732058 Português

Leia as tirinhas a seguir para responder a questão.


Q38.png (601×374)


Há a presença de um vocativo:

Alternativas
Q3732048 Português
Atente para o texto a seguir e responda a questão.


Capoeira


Gustavo Pereira Côrtes


    Dança, luta ou jogo de origem negra, foi introduzida no Brasil pelos escravos bantos de Angola, tendo-se difundido com grande intensidade no Nordeste do Brasil, especialmente nas capitanias da Bahia e de Pernambuco, durante o período colonial. Marcada por movimentos que imitavam animais, era utilizada como instrumento de defesa pessoal. Seu nome se refere às antigas roças, conhecidas por capoeiras, onde os negros realizavam seus treinos. Após a abolição, a capoeira foi marginalizada, sendo reprimida pela polícia da época.

    Em Recife e também no Rio de Janeiro, não há um estilo sincronizado, sendo considerada um jogo de rua, uma malandragem. Na Bahia, assume um caráter especial, uma vez que é marcada pala presença de cantigas de roda e pelo uso de berimbaus e pandeiros, o que lhe confere um aspecto amigável e menos ofensivo.

    Atualmente, vulgarizou-se e pode ser encontrada em todo o país, relacionada a atividades ligadas ao esporte e à educação. A indumentária é simples, com calças largas e cordões amarrados na cintura, que indicam o estágio no qual o participante se insere.


Dança, Brasil: festas e danças populares. Belo Horizonte: Leitura, 2000. 
“Na Bahia, assume um caráter especial, uma vez que é marcada pala presença de cantigas de roda e pelo uso de berimbaus e pandeiros, o que lhe confere um aspecto amigável e menos ofensivo.” A palavra destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido e estabelece uma relação de:
Alternativas
Q3731889 Português

Texto para a questão.



RAIZ DA INTOLERÂNCIA


    Ninguém representa maior ameaça à liberdade do outro do que quem se considera dono da verdade. E a lógica que conduz da certeza inquestionável ao linchamento do discordante é simples: “se eu estou com a verdade e ele discorda de mim é que ele está com a mentira, e não se pode deixar que a mentira prospere”. Logo, calar o mentiroso (ou o traidor da verdade) é um bem que se faz à pátria ou à humanidade ou a Deus ou ao partido.


    Existem verdades de diferentes pesos e, conforme o peso, mais grave ou menos grave será o erro praticado pelo discordante. Por exemplo, se minha verdade consiste em afirmar que o futebol-arte é melhor que o futebol-força, o máximo que pode resultar disso serão algumas tiradas irônicas mas, se estou convencido de que minha seita é a única que incorpora a verdade do Cristo Salvador, aí o discordante está do lado do Diabo, a encarnação do Mal. (…)


    Já escrevi aqui, mais de uma vez, que quem aceita a complexidade do real – do mundo, da vida – não pode ser sectário, não pode ser radical em suas convicções. Noutras palavras, só é sectário quem simplifica as coisas, ignora que todo problema contém diversos lados e contradições. Lidar com essa complexidade é, indubitavelmente, difícil e desconfortável; muito mais cômodo é afirmar: “aquele sujeito é um imbecil” — em lugar de tentar entender as suas razões. Isto se vê a todo momento, especialmente nas discussões políticas. É a tática de desqualificação do outro. Em lugar de responder a seus argumentos, afirmo que ele é safado, desonesto, mau-caráter.


    Veja bem, quando digo que se deve ser tolerante e que não existem verdades absolutas, não estou pregando o abandono das convicções firmes e das atitudes éticas. Umas e outras devem ser fruto do conhecimento e da reflexão, os quais nos conduzirão inevitavelmente a reconhecer que a realidade excede nossa capacidade de abrangê-la integralmente. O conhecimento e a reflexão nos conduzem à modéstia e à tolerância. Quando perguntaram a Marx qual a virtude intelectual que mais admirava, ele respondeu: a dúvida.


Raiz da intolerância. Ferreira Gullar. Melhores Crônicas. Adaptado.

A regência verbal trata-se da relação de subordinação entre um verbo e um termo regido ou ainda da independência sintático-semântica de um verbo em relação ao processo de complementação. Partindo desse pressuposto, assinale a alternativa em que se descreve corretamente esse processo linguístico, tendo por base o verbo ressaltado no trecho “[...] os quais nos conduzirão inevitavelmente a reconhecer que a realidade [...]”.
Alternativas
Q3731884 Português

Texto para a questão.



RAIZ DA INTOLERÂNCIA


    Ninguém representa maior ameaça à liberdade do outro do que quem se considera dono da verdade. E a lógica que conduz da certeza inquestionável ao linchamento do discordante é simples: “se eu estou com a verdade e ele discorda de mim é que ele está com a mentira, e não se pode deixar que a mentira prospere”. Logo, calar o mentiroso (ou o traidor da verdade) é um bem que se faz à pátria ou à humanidade ou a Deus ou ao partido.


    Existem verdades de diferentes pesos e, conforme o peso, mais grave ou menos grave será o erro praticado pelo discordante. Por exemplo, se minha verdade consiste em afirmar que o futebol-arte é melhor que o futebol-força, o máximo que pode resultar disso serão algumas tiradas irônicas mas, se estou convencido de que minha seita é a única que incorpora a verdade do Cristo Salvador, aí o discordante está do lado do Diabo, a encarnação do Mal. (…)


    Já escrevi aqui, mais de uma vez, que quem aceita a complexidade do real – do mundo, da vida – não pode ser sectário, não pode ser radical em suas convicções. Noutras palavras, só é sectário quem simplifica as coisas, ignora que todo problema contém diversos lados e contradições. Lidar com essa complexidade é, indubitavelmente, difícil e desconfortável; muito mais cômodo é afirmar: “aquele sujeito é um imbecil” — em lugar de tentar entender as suas razões. Isto se vê a todo momento, especialmente nas discussões políticas. É a tática de desqualificação do outro. Em lugar de responder a seus argumentos, afirmo que ele é safado, desonesto, mau-caráter.


    Veja bem, quando digo que se deve ser tolerante e que não existem verdades absolutas, não estou pregando o abandono das convicções firmes e das atitudes éticas. Umas e outras devem ser fruto do conhecimento e da reflexão, os quais nos conduzirão inevitavelmente a reconhecer que a realidade excede nossa capacidade de abrangê-la integralmente. O conhecimento e a reflexão nos conduzem à modéstia e à tolerância. Quando perguntaram a Marx qual a virtude intelectual que mais admirava, ele respondeu: a dúvida.


Raiz da intolerância. Ferreira Gullar. Melhores Crônicas. Adaptado.

Atente-se à função desempenhada pelos elementos conectores enumerados, no contexto discursivo que segue, para demarcar a alternativa correta.
“[...] se minha verdade consiste em afirmar que1 o futebol-arte é melhor que o futebol-força, o máximo que2 pode resultar disto serão algumas tiradas irônicas [...]"
Alternativas
Q3731883 Português

Texto para a questão.



RAIZ DA INTOLERÂNCIA


    Ninguém representa maior ameaça à liberdade do outro do que quem se considera dono da verdade. E a lógica que conduz da certeza inquestionável ao linchamento do discordante é simples: “se eu estou com a verdade e ele discorda de mim é que ele está com a mentira, e não se pode deixar que a mentira prospere”. Logo, calar o mentiroso (ou o traidor da verdade) é um bem que se faz à pátria ou à humanidade ou a Deus ou ao partido.


    Existem verdades de diferentes pesos e, conforme o peso, mais grave ou menos grave será o erro praticado pelo discordante. Por exemplo, se minha verdade consiste em afirmar que o futebol-arte é melhor que o futebol-força, o máximo que pode resultar disso serão algumas tiradas irônicas mas, se estou convencido de que minha seita é a única que incorpora a verdade do Cristo Salvador, aí o discordante está do lado do Diabo, a encarnação do Mal. (…)


    Já escrevi aqui, mais de uma vez, que quem aceita a complexidade do real – do mundo, da vida – não pode ser sectário, não pode ser radical em suas convicções. Noutras palavras, só é sectário quem simplifica as coisas, ignora que todo problema contém diversos lados e contradições. Lidar com essa complexidade é, indubitavelmente, difícil e desconfortável; muito mais cômodo é afirmar: “aquele sujeito é um imbecil” — em lugar de tentar entender as suas razões. Isto se vê a todo momento, especialmente nas discussões políticas. É a tática de desqualificação do outro. Em lugar de responder a seus argumentos, afirmo que ele é safado, desonesto, mau-caráter.


    Veja bem, quando digo que se deve ser tolerante e que não existem verdades absolutas, não estou pregando o abandono das convicções firmes e das atitudes éticas. Umas e outras devem ser fruto do conhecimento e da reflexão, os quais nos conduzirão inevitavelmente a reconhecer que a realidade excede nossa capacidade de abrangê-la integralmente. O conhecimento e a reflexão nos conduzem à modéstia e à tolerância. Quando perguntaram a Marx qual a virtude intelectual que mais admirava, ele respondeu: a dúvida.


Raiz da intolerância. Ferreira Gullar. Melhores Crônicas. Adaptado.

“[...] estou convencido de que minha seita é a única que incorpora a verdade [...]”


No trecho em evidência, a oração demarcada, em relação à oração que a antecede, é tipificada como:

Alternativas
Q3731761 Português
Parado na frente do espelho, caçando as espinhas, medindo as novas formas de seu corpo, desejando e ojerizando seus novos pelos ou seios, [...]”.

Os termos destacados exercem, respectivamente, função de:
Alternativas
Q3731539 Português
Considere as seguintes sentenças:

I. Que modos são esses?
II. Você tem que fazer suas tarefas antecipadamente.
III. Desejo que você seja feliz.

A palavra “que” funciona como conjunção integrante apenas na(s) sentença(s): 
Alternativas
Q3731535 Português
O mundo restaurado


O pai ganha os presentes que um pai costuma ganhar. Camisas, lenços, uma gravata muito parecida com a que deu para alguém no ano passado, meias. Alguns livros, alguns vinhos. Mas fica de olho nos presentes das crianças. Com o ar condescendente de quem tem um saudável interesse nas atividades dos filhos. Mas louco de inveja.

― Meu filho. Um Autorama!

― É, pai.

― Vamos armar agora mesmo!

― Agora não, pai. Amanhã, a gente arma.

― Amanhã, nada. Agora! Arreda essa papelada pra lá. Aqui na sala mesmo tem lugar.

A mãe intervém.

― Você está louco? Armar esse negócio no meio da sala, no meio da festa?! E as crianças precisam ir dormir. Foi excitação demais para um dia só.

O pai fica olhando com ressentimento o Autorama que desaparece da sala embaixo do braço do guri. Pensa, vagamente, em seguir o filho e propor uma barganha. “Escuta, a mãe não está nos ouvindo. Eu te dou todos os meus lenços e tu deixa eu armar o Autorama aqui no teu quarto, com a porta fechada.” Mas não. Os convidados, o que pensariam dele? Na certa que estaria bêbado, como no ano passado. Ele examina o livro que ganhou do cunhado. O Mundo Restaurado, de Henry Kissinger. O cunhado, inexplicavelmente, lhe atribui um grave interesse nos problemas contemporâneos. Vive lhe mandando recortes de jornal com trechos sublinhados e pontos de exclamação na margem. Às vezes, telefona, com recados cifrados.

― Lembra aquela nossa conversa?

― Qual?

― Veja na terceira página do Correio de hoje. Um pequeno tópico no canto inferior direito. É a prova de tudo aquilo que nós discutíamos no outro dia, lembra?

― Não.

― A crise é irreversível, meu filho. Um abração.

Ele só ganha presente de homem sério. De homem preocupado com os problemas contemporâneos. Lenços brancos, camisas sóbrias, meias pretas e marrons. No ano passado, deu para um primo taciturno uma gravata cinza escura com manchas pretas e estrias roxas, como hematomas. Com um cartão gozando a seriedade do primo. Este ano recebeu de volta a mesma gravata. Sem cartão. As pessoas, pensa, me confundem com um adulto. Vê a filha mais velha que passa equilibrando várias caixas de presentes.

― Te desafio para uma partida de damas. Não é uma proposta carinhosa. É um desafio mesmo. Posso derrotar qualquer criança nesta sala! Dama, moinho, bola de gude, palavra-cruzada…

A filha o ignora e também vai para o quarto. Decidiram, ele e a mulher, não dar nenhuma arma de brinquedo no Natal. Nem arco e flecha. Os psicólogos não aconselham. Mas ele agora tem uma lembrança que lhe sobe até a garganta e fica atravessada: aos doze anos ganhou uma metralhadora de latão que cuspia fogo. Tinha uma manivela do lado que a gente girava e a metralhadora cuspia fogo! O cunhado senta ao seu lado, com um copo de uísque na mão. Aponta para o livro.

― Isso aí explica muita coisa. Lembras daquela minha tese?…

Mas ele não ouve mais nada. Ergue o Henry Kissinger até os olhos, como se mirasse uma metralhadora, e começa a girar uma manivela invisível do lado do livro. Ao mesmo tempo, com a boca imita o ruído de tiros, e descobre entusiasmado que ainda não perdeu o jeito. O cunhado fica olhando, entre surpreso e divertido, enquanto ele varre a sala com rajadas imaginárias.

Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:

I. “A mãe intervém.”
II. “A crise é irreversível”
III. “Eu te dou todos os meus lenços”

Em relação à regência, ocorre verbo intransitivo apenas na(s) sentença(s):
Alternativas
Q3731528 Português

Leia as tirinhas a seguir para responder a questão.




Há a presença de um vocativo:
Alternativas
Q3731413 Português
Leia este trecho de crônica e responda à questão.


Meio-dia e meia


    Acho muito simpática a maneira de a Rádio Nacional anunciar a hora: "onze e meia" no lugar de "vinte e três e trinta" [...]. Mas confesso minha implicância com aquele "meio-dia e meia".

    Sei que "meio-dia e meio" está errado; "meio" se refere a hora e tem de ficar no feminino. Sim, "meiodia e meia". Mas a língua é como a mulher de César: não lhe basta ser honesta, convém que o pareça. Aquele "meia" me dá ideia de teste de colégio para pegar estudante distraído. Para que fazer da nossa língua um alçapão?

     Lembrando um conselho que me deu certa vez um amigo boêmio quando lhe perguntei se certa frase estava certa ("Olhe, Rubem, faça como eu, não tope parada com a gramática: dê uma voltinha e diga a mesma coisa de outro jeito") [...] Aliás, a língua da gente não tem apenas regras: tem um espírito, um jeito, uma pequena alma que aquele "meio-dia e meia" faz sofrer. E, ainda que seja errado, gosto da moça que diz: "Estou meia triste..." Aí, sim, pelo gênio da língua, o "meia" está certo.


BRAGA, Rubem. Recado de primavera. Rio de Janeiro: Record, 1984. p. 58.
“Neste particular, a minha imaginação era uma grande égua ibera; a menor brisa lhe dava um potro, que saía logo cavalo de Alexandre; mas deixemos de metáforas atrevidas e impróprias dos meus quinze anos. Digamos o caso simplesmente.” A palavra destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por: 
Alternativas
Q3731277 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A promoção da educação literária exige do mediador de leitura – docente, bibliotecário escolar, família – um amor incondicional à literatura, porque o fomento de uma educação literária só é efetivo com a aproximação e com a apropriação do texto literário. E este texto literário vale por si, não necessitando para o seu conhecimento ou apreciação de uma panóplia de exercícios e de atividades que o limitam, o desmembram, o desvirtuam, ou o reduzem àquilo que ele nunca foi nem nunca será.


O trabalho com o livro de literatura é a primeira condição para a promoção de uma educação literária. Em literatura nada se desperdiça e tudo pode ser portador de sentido. Deste modo, só o livro permite uma relação eficaz e frutífera entre o texto e os seus múltiplos paratextos, para que a comunicação literária de fato se estabeleça. Comunicar literariamente é permitir aos leitores que se relacionem com o texto literário e conduzam essa relação como desejarem.


Educar literariamente é permitir aos jovens que leiam ou não leiam um texto literário; que gostem dele ou o detestem; que com ele construam os seus sentidos, as suas interpretações, as suas representações. Educar literariamente é possibilitar aos jovens uma reação individual, única, perante o texto literário, estabelecendo com ele uma relação de diálogo que consentirá uma relação marcada pelo prazer, pela emoção e pelo afeto.



AZEVEDO, Fernando; BALÇA, Ângela (Org). Leitura e educação literária. Lisboa: PACTOR, 2016. p. XIII. [Fragmento adaptado].

No trecho “[...] só o livro permite uma relação eficaz e frutífera entre o texto e os seus múltiplos paratextos, para que a comunicação literária de fato se estabeleça” (parágrafo 2; grifo acrescido), a expressão negritada “para que” introduz um trecho que expressa a relação de
Alternativas
Respostas
8221: D
8222: C
8223: C
8224: E
8225: D
8226: E
8227: B
8228: B
8229: D
8230: C
8231: A
8232: C
8233: D
8234: E
8235: C
8236: C
8237: A
8238: C
8239: D
8240: C