Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3827366 Português
Avalie as frases abaixo:
1. Discutiram-se os fatos.
2. Precisam-se de bons profissionais nesta Prefeitura.
3. Fizeram-se vários concursos em 2024.
4. Necessita-se de operários para a messe.
5. Aluga-se casas.
Assinale a alternativa correta sobre as frases.
Alternativas
Q3827364 Português
Considerando a regência verbal, complete as lacunas das frases.
■ Quero abraçar aquele rapaz. Quero ......................................
■ Não vou julgar você. Não vou ......................................
■ Isso vai pertencer ao rapaz. Isso vai ......................................
■ Deves obedecer sempre aos mais velhos. Deve ...................................... sempre.
■ Vai contar à outra a fofoca? Vai ...................................... a fofoca?
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Alternativas
Q3827360 Português

Leia a crônica de Rubem Braga.

 

MAR

 

A primeira vez que eu vi o mar eu não estava sozinho. Estava no meio de um bando enorme de meninos. Nós tínhamos viajado para ver o mar. No meio de nós havia apenas um menino que já o tinha visto. Ele nos contava que havia três espécies de mar: o mar mesmo, a maré, que é menor que o mar, e a marola, que é menor que a maré. Logo a gente fazia ideia de um lago enorme e duas lagoas. Mas o menino explicava que não. O mar entrava pela maré e a maré entrava pela marola. A marola vinha e voltava. A maré enchia e vazava. O mar às vezes tinha espuma e às vezes não tinha. Isso perturbava ainda mais a imagem. Três lagoas mexendo, esvaziando e enchendo, com uns rios no meio, às vezes uma porção de espumas, tudo isso muito salgado, azul, com ventos.


Fomos ver o mar. Era de manhã, fazia sol. De repente houve um grito: o mar! Era qualquer coisa de largo, de inesperado. Estava bem verde perto da terra, e mais longe estava azul. Nós todos gritamos, numa gritaria infernal, e saímos correndo para o lado do mar. As ondas batiam nas pedras e jogavam espuma que brilhava ao sol. Ondas grandes, cheias, que explodiam com barulho. Ficamos ali parados, com a respiração apressada, vendo o mar…


Depois o mar entrou na minha infância e tomou conta de uma adolescência toda, com seu cheiro bom, os seus ventos, suas chuvas, seus peixes, seu barulho, sua grande e espantosa beleza. Um menino de calças curtas, pernas queimadas pelo sol, cabelos cheios de sal, chapéu de palha. Um menino que pescava e que passava horas e horas dentro da canoa, longe da terra, atrás de uma bobagem qualquer – como aquela caravela de franjas azuis que boiava e afundava e que, afinal, queimou sua mão… Um rapaz de 14 ou 15 anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixa e descobre tudo e a praia é imensa, ia na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passava pelo areal branco e dava boa noite… Que andava longas horas pela praia infinita para catar conchas e búzios crespos e conversava com os pescadores que consertavam as redes. Um menino que levava na canoa um pedaço de pão e um livro, e voltava sem estudar nada, com vontade de dizer uma porção de coisas que não sabia dizer – que ainda não sabe dizer.


Mar maior que a terra, mar do primeiro amor, mar dos pobres pescadores maratimbas, mar das cantigas do Catambá, mar das festas, mar terrível daquela morte que nos assustou, mar das tempestades de repente, mar do alto e mar da praia, mar de pedra e mar do mangue… A primeira vez que saí sozinho numa canoa parecia ter montado num cavalo bravo e bom, senti força e perigo, senti orgulho de embicar numa onda um segundo antes da arrebentação. A primeira vez que estive quase morrendo afogado, quando a água batia na minha cara e a corrente do “arrieiro” me puxava para fora, não gritei nem fiz gestos de socorro; lutei sozinho, cresci dentro de mim mesmo. Mar suave e oleoso, lambendo o batelão. Mar dos peixes estranhos, mar virando a canoa, mar das pescarias noturnas de camarão para isca. Mar diário e enorme, ocupando toda a vida, uma vida de bamboleio de canoa, de paciência, de força, de sacrifício sem finalidade, de perigo sem sentido, de lirismo, de energia; grande perigoso mar fabricando um homem…


Este homem esqueceu, grande mar, muita coisa que aprendeu contigo. Este homem tem andado por aí, ora aflito, ora chateado, dispersivo, fraco, sem paciência, mais corajoso que audacioso, incapaz de ficar parado e incapaz de fazer qualquer coisa, gastando-se como se gasta um cigarro. Este homem esqueceu muita coisa, mas há muita coisa que ele aprendeu contigo e que não esqueceu, que ficou, obscura e forte, dentro dele, no seu peito. Mar, este homem pode ser um mau filho, mas ele é teu filho, é um dos teus, e ainda pode comparecer diante de ti gritando, sem glória, mas sem remorso, como naquela manhã em que ficamos parados, respirando depressa, perante às grandes ondas que arrebentavam – um punhado de meninos vendo pela primeira vez o mar…

 

Vocabulário

■ caravela: espécie de água-viva

■ maratimbas: do interior do Espírito Santo

■ catambá: dança popular do Espírito Santo

■ embicar: atravessar com a embarcação

■ batelão: canoa, barcaça

■ arrieiro: correnteza marítima

Observe as frases.
1. Fomos ver o mar. 2. Era de manhã, fazia sol. 3. De repente houve um grito: o mar.
Assinale a alternativa que mostra uma afirmação correta.
Alternativas
Q3827122 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


DNA revela que gatos foram domesticados muito depois do que se pensava

Pesquisas recentes indicam que os gatos, em seu habitual estilo independente, demoraram a estabelecer vínculos com os humanos. Evidências científicas revelam que a transição de caçador selvagem para animal doméstico ocorreu muito mais tarde do que se pressupunha e em região distinta da tradicionalmente apontada.

A análise de ossos encontrados em sítios arqueológicos sugere que a aproximação entre gatos e humanos começou há apenas alguns milhares de anos, no norte da África, e não no Levante, área correspondente atualmente a países como Líbano, Síria, Jordânia, Israel e Palestina. Segundo o professor Greger Larson, da Universidade de Oxford, essa convivência que hoje parece natural teve início há cerca de quatro mil anos, e não há dez mil anos, como se difundia.

Os gatos modernos, apesar da ampla variedade de raças, descendem de uma única espécie: o gato selvagem africano. A pergunta sobre como, onde e quando esses animais abandonaram a vida completamente selvagem e passaram a criar laços duradouros com as pessoas sempre intrigou os pesquisadores. Para esclarecer esse ponto, especialistas examinaram o DNA de ossos de gatos coletados em escavações na Europa, no norte da África e na Turquia, realizaram datações e compararam os resultados com o material genético de gatos atuais.

As novas evidências demonstram que a domesticação não coincidiu com o surgimento da agricultura no Levante, mas ocorreu milênios mais tarde, em alguma região do norte da África. Larson observa que, em vez de surgir nas primeiras comunidades agrícolas, o fenômeno parece estar ligado à civilização egípcia, conhecida pela veneração aos gatos, retratados em obras de arte e preservados como múmias.

A partir do momento em que passaram a conviver com humanos, os gatos foram sendo transportados para diferentes regiões, inicialmente como animais de bordo e controladores de pragas. Chegaram à Europa apenas há cerca de dois mil anos, acompanhando romanos em suas expansões, e depois avançaram pela Rota da Seda até alcançar a China. Atualmente, estão distribuídos por quase todo o planeta, exceto pela Antártida.

Em uma descoberta adicional, cientistas identificaram que um felino selvagem conviveu com humanos na China muito antes do surgimento dos gatos domésticos. Trata-se do gato leopardo, espécie de pequeno porte com manchas semelhantes às do leopardo, que frequentou assentamentos humanos por cerca de três mil anos. Segundo a professora Shu-Jin Luo, da Universidade de Pequim, essa relação era de comensalismo: os gatos leopardo se beneficiavam da proximidade com as pessoas, sobretudo pelo acesso a roedores, enquanto os humanos eram indiferentes ou os toleravam como aliados no controle de pragas.

Apesar dessa convivência antiga, os gatos leopardo não passaram por processo de domesticação e continuam vivendo na natureza em várias regiões da Ásia. Curiosamente, foram cruzados, já na era moderna, com gatos domésticos, dando origem ao gato Bengal, raça híbrida reconhecida oficialmente na década de 1980.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyvnx8yxgdo.adaptado. 
A aproximação entre gatos e humanos "começou" há apenas alguns milhares de anos, no norte da África.
Em relação à regência verbal, o verbo destacado é classificado como: 
Alternativas
Q3827120 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


DNA revela que gatos foram domesticados muito depois do que se pensava

Pesquisas recentes indicam que os gatos, em seu habitual estilo independente, demoraram a estabelecer vínculos com os humanos. Evidências científicas revelam que a transição de caçador selvagem para animal doméstico ocorreu muito mais tarde do que se pressupunha e em região distinta da tradicionalmente apontada.

A análise de ossos encontrados em sítios arqueológicos sugere que a aproximação entre gatos e humanos começou há apenas alguns milhares de anos, no norte da África, e não no Levante, área correspondente atualmente a países como Líbano, Síria, Jordânia, Israel e Palestina. Segundo o professor Greger Larson, da Universidade de Oxford, essa convivência que hoje parece natural teve início há cerca de quatro mil anos, e não há dez mil anos, como se difundia.

Os gatos modernos, apesar da ampla variedade de raças, descendem de uma única espécie: o gato selvagem africano. A pergunta sobre como, onde e quando esses animais abandonaram a vida completamente selvagem e passaram a criar laços duradouros com as pessoas sempre intrigou os pesquisadores. Para esclarecer esse ponto, especialistas examinaram o DNA de ossos de gatos coletados em escavações na Europa, no norte da África e na Turquia, realizaram datações e compararam os resultados com o material genético de gatos atuais.

As novas evidências demonstram que a domesticação não coincidiu com o surgimento da agricultura no Levante, mas ocorreu milênios mais tarde, em alguma região do norte da África. Larson observa que, em vez de surgir nas primeiras comunidades agrícolas, o fenômeno parece estar ligado à civilização egípcia, conhecida pela veneração aos gatos, retratados em obras de arte e preservados como múmias.

A partir do momento em que passaram a conviver com humanos, os gatos foram sendo transportados para diferentes regiões, inicialmente como animais de bordo e controladores de pragas. Chegaram à Europa apenas há cerca de dois mil anos, acompanhando romanos em suas expansões, e depois avançaram pela Rota da Seda até alcançar a China. Atualmente, estão distribuídos por quase todo o planeta, exceto pela Antártida.

Em uma descoberta adicional, cientistas identificaram que um felino selvagem conviveu com humanos na China muito antes do surgimento dos gatos domésticos. Trata-se do gato leopardo, espécie de pequeno porte com manchas semelhantes às do leopardo, que frequentou assentamentos humanos por cerca de três mil anos. Segundo a professora Shu-Jin Luo, da Universidade de Pequim, essa relação era de comensalismo: os gatos leopardo se beneficiavam da proximidade com as pessoas, sobretudo pelo acesso a roedores, enquanto os humanos eram indiferentes ou os toleravam como aliados no controle de pragas.

Apesar dessa convivência antiga, os gatos leopardo não passaram por processo de domesticação e continuam vivendo na natureza em várias regiões da Ásia. Curiosamente, foram cruzados, já na era moderna, com gatos domésticos, dando origem ao gato Bengal, raça híbrida reconhecida oficialmente na década de 1980.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyvnx8yxgdo.adaptado. 
Para esclarecer esse ponto, especialistas examinaram o DNA "de ossos" "de gatos" coletados.
Em relação à função sintática, os termos destacados exercem, respectivamente, a função de: 
Alternativas
Q3827116 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


DNA revela que gatos foram domesticados muito depois do que se pensava

Pesquisas recentes indicam que os gatos, em seu habitual estilo independente, demoraram a estabelecer vínculos com os humanos. Evidências científicas revelam que a transição de caçador selvagem para animal doméstico ocorreu muito mais tarde do que se pressupunha e em região distinta da tradicionalmente apontada.

A análise de ossos encontrados em sítios arqueológicos sugere que a aproximação entre gatos e humanos começou há apenas alguns milhares de anos, no norte da África, e não no Levante, área correspondente atualmente a países como Líbano, Síria, Jordânia, Israel e Palestina. Segundo o professor Greger Larson, da Universidade de Oxford, essa convivência que hoje parece natural teve início há cerca de quatro mil anos, e não há dez mil anos, como se difundia.

Os gatos modernos, apesar da ampla variedade de raças, descendem de uma única espécie: o gato selvagem africano. A pergunta sobre como, onde e quando esses animais abandonaram a vida completamente selvagem e passaram a criar laços duradouros com as pessoas sempre intrigou os pesquisadores. Para esclarecer esse ponto, especialistas examinaram o DNA de ossos de gatos coletados em escavações na Europa, no norte da África e na Turquia, realizaram datações e compararam os resultados com o material genético de gatos atuais.

As novas evidências demonstram que a domesticação não coincidiu com o surgimento da agricultura no Levante, mas ocorreu milênios mais tarde, em alguma região do norte da África. Larson observa que, em vez de surgir nas primeiras comunidades agrícolas, o fenômeno parece estar ligado à civilização egípcia, conhecida pela veneração aos gatos, retratados em obras de arte e preservados como múmias.

A partir do momento em que passaram a conviver com humanos, os gatos foram sendo transportados para diferentes regiões, inicialmente como animais de bordo e controladores de pragas. Chegaram à Europa apenas há cerca de dois mil anos, acompanhando romanos em suas expansões, e depois avançaram pela Rota da Seda até alcançar a China. Atualmente, estão distribuídos por quase todo o planeta, exceto pela Antártida.

Em uma descoberta adicional, cientistas identificaram que um felino selvagem conviveu com humanos na China muito antes do surgimento dos gatos domésticos. Trata-se do gato leopardo, espécie de pequeno porte com manchas semelhantes às do leopardo, que frequentou assentamentos humanos por cerca de três mil anos. Segundo a professora Shu-Jin Luo, da Universidade de Pequim, essa relação era de comensalismo: os gatos leopardo se beneficiavam da proximidade com as pessoas, sobretudo pelo acesso a roedores, enquanto os humanos eram indiferentes ou os toleravam como aliados no controle de pragas.

Apesar dessa convivência antiga, os gatos leopardo não passaram por processo de domesticação e continuam vivendo na natureza em várias regiões da Ásia. Curiosamente, foram cruzados, já na era moderna, com gatos domésticos, dando origem ao gato Bengal, raça híbrida reconhecida oficialmente na década de 1980.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyvnx8yxgdo.adaptado. 
A aproximação entre gatos e humanos começou há apenas alguns milhares de anos, no norte da África.
Em relação à concordância verbal, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3827115 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


DNA revela que gatos foram domesticados muito depois do que se pensava

Pesquisas recentes indicam que os gatos, em seu habitual estilo independente, demoraram a estabelecer vínculos com os humanos. Evidências científicas revelam que a transição de caçador selvagem para animal doméstico ocorreu muito mais tarde do que se pressupunha e em região distinta da tradicionalmente apontada.

A análise de ossos encontrados em sítios arqueológicos sugere que a aproximação entre gatos e humanos começou há apenas alguns milhares de anos, no norte da África, e não no Levante, área correspondente atualmente a países como Líbano, Síria, Jordânia, Israel e Palestina. Segundo o professor Greger Larson, da Universidade de Oxford, essa convivência que hoje parece natural teve início há cerca de quatro mil anos, e não há dez mil anos, como se difundia.

Os gatos modernos, apesar da ampla variedade de raças, descendem de uma única espécie: o gato selvagem africano. A pergunta sobre como, onde e quando esses animais abandonaram a vida completamente selvagem e passaram a criar laços duradouros com as pessoas sempre intrigou os pesquisadores. Para esclarecer esse ponto, especialistas examinaram o DNA de ossos de gatos coletados em escavações na Europa, no norte da África e na Turquia, realizaram datações e compararam os resultados com o material genético de gatos atuais.

As novas evidências demonstram que a domesticação não coincidiu com o surgimento da agricultura no Levante, mas ocorreu milênios mais tarde, em alguma região do norte da África. Larson observa que, em vez de surgir nas primeiras comunidades agrícolas, o fenômeno parece estar ligado à civilização egípcia, conhecida pela veneração aos gatos, retratados em obras de arte e preservados como múmias.

A partir do momento em que passaram a conviver com humanos, os gatos foram sendo transportados para diferentes regiões, inicialmente como animais de bordo e controladores de pragas. Chegaram à Europa apenas há cerca de dois mil anos, acompanhando romanos em suas expansões, e depois avançaram pela Rota da Seda até alcançar a China. Atualmente, estão distribuídos por quase todo o planeta, exceto pela Antártida.

Em uma descoberta adicional, cientistas identificaram que um felino selvagem conviveu com humanos na China muito antes do surgimento dos gatos domésticos. Trata-se do gato leopardo, espécie de pequeno porte com manchas semelhantes às do leopardo, que frequentou assentamentos humanos por cerca de três mil anos. Segundo a professora Shu-Jin Luo, da Universidade de Pequim, essa relação era de comensalismo: os gatos leopardo se beneficiavam da proximidade com as pessoas, sobretudo pelo acesso a roedores, enquanto os humanos eram indiferentes ou os toleravam como aliados no controle de pragas.

Apesar dessa convivência antiga, os gatos leopardo não passaram por processo de domesticação e continuam vivendo na natureza em várias regiões da Ásia. Curiosamente, foram cruzados, já na era moderna, com gatos domésticos, dando origem ao gato Bengal, raça híbrida reconhecida oficialmente na década de 1980.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyvnx8yxgdo.adaptado. 
Os gatos modernos, apesar da ampla variedade de raças, descendem de uma única espécie: "o gato selvagem africano".
Em relação à função sintática, o termo destacado desempenha o papel de: 
Alternativas
Q3827082 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que primeiro registro de sauá albino na Mata Atlântica representa para o meio ambiente

Pesquisadores do projeto Primatas Perdidos registraram pela primeira vez um sauá albino no Parque Estadual do Rio Doce, em Minas Gerais, a maior área contínua de Mata Atlântica do estado. O achado, feito com drones equipados com câmeras termal e colorida durante um levantamento populacional, surpreendeu a equipe ao revelar um indivíduo completamente branco, algo tão improvável quanto encontrar uma agulha no palheiro. Casos de albinismo em primatas neotropicais são extremamente raros, e não havia registros anteriores para a família do sauá.

O registro ocorreu em área de floresta densa do parque, criado em 1944, que protege cerca de trinta e seis mil hectares e abriga centenas de espécies, entre elas cinco primatas, três ameaçados de extinção. O projeto Primatas Perdidos monitora essas populações. A tecnologia dos drones possibilita alcançar áreas inacessíveis a pé e reduzir o impacto sobre a fauna. O sauá albino foi visto integrado a dois indivíduos de coloração normal, algo incomum, já que animais albinos muitas vezes sofrem rejeição.

O aparecimento do animal é simbólico e preocupante. Para os pesquisadores, indica efeitos do isolamento populacional e da degradação ambiental no entorno do parque, uma ilha verde cercada por áreas deterioradas por expansão urbana, monocultura e atividades agroindustriais. Essas pressões reduzem o fluxo genético e ampliam a endogamia, favorecendo mutações como o albinismo. Fatores externos, como poluição atmosférica e uso intensivo de agrotóxicos, também afetam a expressão genética. Estudos mostram que gases como dióxido de nitrogênio e de enxofre alteram a pigmentação.

O sauá é um primata endêmico da Mata Atlântica, encontrado em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Monogâmico e de hábitos diurnos, vive em pequenos grupos familiares e é reconhecido pela cauda avermelhada contrastando com o corpo acinzentado. Suas vocalizações em dueto são marcantes. Como frugívoros, contribuem para a dispersão de sementes e regeneração da floresta. A espécie está classificada como quase ameaçada de extinção, devido à perda e fragmentação do habitat, que reduzem populações, isolam grupos e ampliam riscos genéticos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c205dg7v4yeo.adaptado.
Suas vocalizações "em dueto" são marcantes.
Sintaticamente, o termo destacado na oração exerce a função de: 
Alternativas
Q3827080 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que primeiro registro de sauá albino na Mata Atlântica representa para o meio ambiente

Pesquisadores do projeto Primatas Perdidos registraram pela primeira vez um sauá albino no Parque Estadual do Rio Doce, em Minas Gerais, a maior área contínua de Mata Atlântica do estado. O achado, feito com drones equipados com câmeras termal e colorida durante um levantamento populacional, surpreendeu a equipe ao revelar um indivíduo completamente branco, algo tão improvável quanto encontrar uma agulha no palheiro. Casos de albinismo em primatas neotropicais são extremamente raros, e não havia registros anteriores para a família do sauá.

O registro ocorreu em área de floresta densa do parque, criado em 1944, que protege cerca de trinta e seis mil hectares e abriga centenas de espécies, entre elas cinco primatas, três ameaçados de extinção. O projeto Primatas Perdidos monitora essas populações. A tecnologia dos drones possibilita alcançar áreas inacessíveis a pé e reduzir o impacto sobre a fauna. O sauá albino foi visto integrado a dois indivíduos de coloração normal, algo incomum, já que animais albinos muitas vezes sofrem rejeição.

O aparecimento do animal é simbólico e preocupante. Para os pesquisadores, indica efeitos do isolamento populacional e da degradação ambiental no entorno do parque, uma ilha verde cercada por áreas deterioradas por expansão urbana, monocultura e atividades agroindustriais. Essas pressões reduzem o fluxo genético e ampliam a endogamia, favorecendo mutações como o albinismo. Fatores externos, como poluição atmosférica e uso intensivo de agrotóxicos, também afetam a expressão genética. Estudos mostram que gases como dióxido de nitrogênio e de enxofre alteram a pigmentação.

O sauá é um primata endêmico da Mata Atlântica, encontrado em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Monogâmico e de hábitos diurnos, vive em pequenos grupos familiares e é reconhecido pela cauda avermelhada contrastando com o corpo acinzentado. Suas vocalizações em dueto são marcantes. Como frugívoros, contribuem para a dispersão de sementes e regeneração da floresta. A espécie está classificada como quase ameaçada de extinção, devido à perda e fragmentação do habitat, que reduzem populações, isolam grupos e ampliam riscos genéticos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c205dg7v4yeo.adaptado.

O aparecimento do animal é simbólico e preocupante. Para os pesquisadores, indica efeitos do isolamento populacional e da degradação ambiental no entorno do parque. 
De acordo com a análise sintática do período, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3827040 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que primeiro registro de sauá albino na Mata Atlântica representa para o meio ambiente

Pesquisadores do projeto Primatas Perdidos registraram pela primeira vez um sauá albino no Parque Estadual do Rio Doce, em Minas Gerais, a maior área contínua de Mata Atlântica do estado. O achado, feito com drones equipados com câmeras termal e colorida durante um levantamento populacional, surpreendeu a equipe ao revelar um indivíduo completamente branco, algo tão improvável quanto encontrar uma agulha no palheiro. Casos de albinismo em primatas neotropicais são extremamente raros, e não havia registros anteriores para a família do sauá.

O registro ocorreu em área de floresta densa do parque, criado em 1944, que protege cerca de trinta e seis mil hectares e abriga centenas de espécies, entre elas cinco primatas, três ameaçados de extinção. O projeto Primatas Perdidos monitora essas populações. A tecnologia dos drones possibilita alcançar áreas inacessíveis a pé e reduzir o impacto sobre a fauna. O sauá albino foi visto integrado a dois indivíduos de coloração normal, algo incomum, já que animais albinos muitas vezes sofrem rejeição.

O aparecimento do animal é simbólico e preocupante. Para os pesquisadores, indica efeitos do isolamento populacional e da degradação ambiental no entorno do parque, uma ilha verde cercada por áreas deterioradas por expansão urbana, monocultura e atividades agroindustriais. Essas pressões reduzem o fluxo genético e ampliam a endogamia, favorecendo mutações como o albinismo. Fatores externos, como poluição atmosférica e uso intensivo de agrotóxicos, também afetam a expressão genética. Estudos mostram que gases como dióxido de nitrogênio e de enxofre alteram a pigmentação.

O sauá é um primata endêmico da Mata Atlântica, encontrado em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Monogâmico e de hábitos diurnos, vive em pequenos grupos familiares e é reconhecido pela cauda avermelhada contrastando com o corpo acinzentado. Suas vocalizações em dueto são marcantes. Como frugívoros, contribuem para a dispersão de sementes e regeneração da floresta. A espécie está classificada como quase ameaçada de extinção, devido à perda e fragmentação do habitat, que reduzem populações, isolam grupos e ampliam riscos genéticos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c205dg7v4yeo.adaptado.
O registro ocorreu em área de floresta densa do parque, criado em 1944, que "protege" cerca de trinta e seis mil hectares.
De acordo com as regras de regência verbal, o verbo destacado nesta frase funciona como: 
Alternativas
Q3826821 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que primeiro registro de sauá albino na Mata Atlântica representa para o meio ambiente

Pesquisadores do projeto Primatas Perdidos registraram pela primeira vez um sauá albino no Parque Estadual do Rio Doce, em Minas Gerais, a maior área contínua de Mata Atlântica do estado. O achado, feito com drones equipados com câmeras termal e colorida durante um levantamento populacional, surpreendeu a equipe ao revelar um indivíduo completamente branco, algo tão improvável quanto encontrar uma agulha no palheiro. Casos de albinismo em primatas neotropicais são extremamente raros, e não havia registros anteriores para a família do sauá.

O registro ocorreu em área de floresta densa do parque, criado em 1944, que protege cerca de trinta e seis mil hectares e abriga centenas de espécies, entre elas cinco primatas, três ameaçados de extinção. O projeto Primatas Perdidos monitora essas populações. A tecnologia dos drones possibilita alcançar áreas inacessíveis a pé e reduzir o impacto sobre a fauna. O sauá albino foi visto integrado a dois indivíduos de coloração normal, algo incomum, já que animais albinos muitas vezes sofrem rejeição.

O aparecimento do animal é simbólico e preocupante. Para os pesquisadores, indica efeitos do isolamento populacional e da degradação ambiental no entorno do parque, uma ilha verde cercada por áreas deterioradas por expansão urbana, monocultura e atividades agroindustriais. Essas pressões reduzem o fluxo genético e ampliam a endogamia, favorecendo mutações como o albinismo. Fatores externos, como poluição atmosférica e uso intensivo de agrotóxicos, também afetam a expressão genética. Estudos mostram que gases como dióxido de nitrogênio e de enxofre alteram a pigmentação.

O sauá é um primata endêmico da Mata Atlântica, encontrado em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Monogâmico e de hábitos diurnos, vive em pequenos grupos familiares e é reconhecido pela cauda avermelhada contrastando com o corpo acinzentado. Suas vocalizações em dueto são marcantes. Como frugívoros, contribuem para a dispersão de sementes e regeneração da floresta. A espécie está classificada como quase ameaçada de extinção, devido à perda e fragmentação do habitat, que reduzem populações, isolam grupos e ampliam riscos genéticos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c205dg7v4yeo.adaptado.
O aparecimento do animal é simbólico e preocupante. Para os pesquisadores, "indica" efeitos do isolamento populacional.
Em relação à concordância verbal, é correto afirmar que o verbo destacado refere-se, especificamente: 
Alternativas
Q3826337 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


“Gemeu roucamente um rugido abafado.

Ouviu-o Hortência no quarto contíguo e, assustada, julgando o irmão doente, perguntou-lhe:

— Tens alguma coisa, Lourenço?

— Não, não é nada...

E ficou muito quieto durante alguns momentos.

A pouco e pouco foi-se-lhe a imaginação despertando novamente, porém tomando agora outro destino para as suas fantasias. Entrou a pensar na irmã, na idade dela, nas suas bonitas formas de virgem — com uma grande volúpia no fundo dos olhos. Apertou os braços sobre o peito, como abraçando alguém... Idealizava formosamente apetitoso o corpo de Hortência e começou a experimentar vagos desejos de vê-la, de sentir-lhe o calor do sangue de encontro a seu corpo, de afagá-la carinhosamente, longamente, nos êxtases da criminosa paixão, e súbitas erguida em seu dissoluto espírito libérrimo. A norte-americana do circo foi substituída por Hortência. O desejo banal e comum cedeu lugar à aspiração incestuosa.”



Fragmento do romance Hortência, de Marques de Carvalho.

Analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.


I - O pronome pessoal tem função sintática de adjunto adnominal em: “...sentir-lhe o calor do sangue”.
II - “...êxtases da criminosa paixão” sugere ação cometida por emoções intensas e avassaladoras.
III - Em “A norte-americana do circo foi substituída por Hortência”, tem-se uma perífrase como núcleo do sujeito agente.
IV - Lourenço apresenta romântica idealização pela figura da irmã.
Alternativas
Q3826307 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ordem na casa



Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legítimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.


Você não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.


Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e você se submete a isso.


Permite que ele dê as cartas porque tem medo. Medo de ser excluída, ser alvo de críticas e desamor.


Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por trás de toda docilidade e condescendência, também existe uma fera.


Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.


Uma fera que deseja revelar que não é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.


A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, autêntico. E às vezes você precisa escutá-la. Às vezes tem que abrir a jaula e deixá-la sair.


Porque ninguém é de ferro.


E você tem que aprender a se aceitar.

A entender que a culpa te paralisa e não permite que você seja quem é. Simplesmente quem é.

Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para você?


Seus fantasmas, seu passado, sua educação rígida?

Ou você mesma? O Super que há em você?

Coloque ordem na casa.


Não seja a primeira a se esconder por trás de um véu de justificativas quando o que você quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que está cansada para ir à balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite “irrecusável”, que não dá pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que não pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.


Nem tudo são imperfeições. E, se for, faz parte também.


Você também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.


Nem por isso terá menos amor.


Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve.

Por dentro e por fora.


(Fabiola Simões. A soma de todos os afetos.)

“Você também erra, também se atrasa, (...) também tem vontade de mandar tudo praquele lugar.” Falhou a análise do excerto em:
Alternativas
Q3826131 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ordem na Casa

Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.
Vocé não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.
Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e vocé se submete a isso.
Permite que ele dé as cartas porque tem medo. Medo de ser excluida, ser alvo de criticas e desamor.
Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por tás de toda docilidade e condescendéncia, também existe uma fera.
Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.
Uma fera que deseja revelar que nao é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.
A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, auténtico. E as vezes vocé precisa escuta-la. As vezes tem que abrir a jaula e deixa-la sair.
Porque ninguém é de ferro.
E vocé tem que aprender a se aceitar.
A entender que a culpa te paralisa e não permite que vocé seja quem é. Simplesmente quem é...
Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para vocé?
Seus fantasmas, seu passado, sua educagao rigida?
Ou vocé mesma?O Super que ha em vocé?
Coloque ordem na casa.
Não seja a primeira a se esconder por tras de um véu de justificativas quando o que vocé quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que esta cansada para ir a balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite "irrecusavel", que nao da pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que ndo pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.
Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.
Vocé também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.
Nem por isso terá menos amor.
Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.

(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)
A análise está inadequada em relação a concordância: "Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte tambem.". 
Alternativas
Q3825705 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No texto 12A1-I, a flexão da forma verbal “resta” (quinto período do primeiro parágrafo) na terceira pessoa do singular justifica-se pela concordância verbal com o termo
Alternativas
Q3825700 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No que diz respeito ao emprego dos sinais de pontuação no texto 12A1-I, julgue os itens a seguir.
I No quarto período do primeiro parágrafo, a vírgula empregada após “qualquer” separa a oração de função adverbial da oração a que ela se subordina.
II O trecho “estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício” (penúltimo período do texto) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência textual, da seguinte maneira: estes são lidos por puro deleite; aqueles, por puro vício.
III As aspas na expressão ‘tacam peito’ (terceiro período do segundo parágrafo) assinalam o emprego de gíria.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEDUC-SE Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Arte | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Biologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Educação Física | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Ensino Religioso | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Filosofia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Física | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: História | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Informática/Computação | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Espanhola | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Inglesa | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Portuguesa | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Matemática | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Sociologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo II - Conservatório de Música - Disciplina: Cargos 16 a 41 | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo III - Educação Especial - Disciplina: Libras |
Q3825393 Português
Texto CB1A1

        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
No sétimo parágrafo do texto CB1A1, a locução “desde que” expressa circunstância de
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEDUC-SE Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Arte | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Biologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Educação Física | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Ensino Religioso | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Filosofia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Física | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: História | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Informática/Computação | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Espanhola | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Inglesa | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Portuguesa | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Matemática | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Sociologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo II - Conservatório de Música - Disciplina: Cargos 16 a 41 | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo III - Educação Especial - Disciplina: Libras |
Q3825392 Português
Texto CB1A1

        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
No primeiro período do sexto parágrafo do texto CB1A1, o pronome “nos” funciona sintaticamente como
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Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEDUC-SE Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Arte | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Biologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Educação Física | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Ensino Religioso | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Filosofia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Física | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: História | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Informática/Computação | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Espanhola | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Inglesa | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Portuguesa | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Matemática | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Sociologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo II - Conservatório de Música - Disciplina: Cargos 16 a 41 | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo III - Educação Especial - Disciplina: Libras |
Q3825391 Português
Texto CB1A1

        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
Assinale a opção em que a proposta de reescrita do primeiro período do segundo parágrafo do texto CB1A1 é gramaticalmente correta e coerente com as ideias originais. 
Alternativas
Q3824901 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ordem na Casa

Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.

Vocé não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.

Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e vocé se submete a isso.

Permite que ele dé as cartas porque tem medo. Medo de ser excluida, ser alvo de criticas e desamor.

Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por tás de toda docilidade e condescendéncia, também existe uma fera.

Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.

Uma fera que deseja revelar que nao é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.

A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, auténtico. E as vezes vocé precisa escuta-la. As vezes tem que abrir a jaula e deixa-la sair.

Porque ninguém é de ferro.

E vocé tem que aprender a se aceitar.

A entender que a culpa te paralisa e não permite que vocé seja quem é. Simplesmente quem é...

Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para vocé?

Seus fantasmas, seu passado, sua educagao rigida?

Ou vocé mesma?O Super que há em vocé?

Coloque ordem na casa.

Não seja a primeira a se esconder por tras de um véu de justificativas quando o que vocé quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que esta cansada para ir a balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite "irrecusavel", que nao da pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que ndo pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.

Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.

Vocé também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.

Nem por isso terá menos amor.

Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.

(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)
"Você também erra, também se atrasa, (...) também tem vontade de mandar tudo praquele lugar.". Falhou a analise do excerto em:
Alternativas
Respostas
6441: B
6442: B
6443: C
6444: B
6445: B
6446: A
6447: B
6448: D
6449: B
6450: D
6451: C
6452: D
6453: B
6454: C
6455: D
6456: D
6457: E
6458: E
6459: E
6460: C