Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3755821 Português
A carga de doenças atribuíveis aos distúrbios mentais nas Américas é alta e crescente. Transtornos mentais, neurológicos e por uso de substâncias são responsáveis por mais de um terço dos anos vividos com incapacidade e quase um quinto de todos os anos de vida ajustados por incapacidade na região. Entre 2000 e 2019, a taxa de mortalidade por tais transtornos aumentou em 89% e a taxa de anos vividos com incapacidade aumentou em 10%. Os distúrbios mentais também se configuram como fatores de risco para o suicídio, que por si só levou 100 mil vidas na região no ano 2021. De modo desconcertante, a taxa de suicídio aumentou em 17% entre 2000 e 2021 nas Américas, que foi a única das regiões delineadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a experimentar um aumento neste período. A pandemia de COVID19 agravou ainda mais a situação da saúde mental, ampliando os fatores de risco conhecidos para os distúrbios mentais, como isolamento social, desemprego, pobreza e violência, e interrompendo os já frágeis sistemas e serviços de saúde mental. No ano 2020, os transtornos depressivos maiores e os transtornos de ansiedade aumentaram em aproximadamente 35% e 32%, respectivamente, na América Latina e no Caribe devido à pandemia.

Disponível em: https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp/ article/view/10890/20615. Acesso em: 06 de out. 2025. Fragmento adaptado.
Analise a frase a seguir e assinale a alternativa correta.
“A pandemia de COVID-19 agravou ainda mais a situação da saúde mental, ampliando os fatores de risco conhecidos para os distúrbios mentais, como isolamento social, desemprego, pobreza e violência, e interrompendo os já frágeis sistemas e serviços de saúde mental.”
Alternativas
Q3755684 Português
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Pode-se afirmar que “Aplique num negócio que não quebra” possui: 
Alternativas
Q3755623 Português
A desumanização que quer ser normalizada: o que pensar disso?


        Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto mostrou que a brincadeira com os bebês reborn vai muito além de um simples resquício da infância. Os cientistas apontam que a interação dos adultos com as bonecas busca estabelecer vínculos emocionais, dar vazão à expressão criativa e vivenciar benefícios terapêuticos significativos.

     Colecionar bonecos, ter brinquedos queridos e especiais e até dinâmicas para fins terapêuticos etc., tudo bem e faz parte, mas aqui destacamos aspectos que nos levam para o contexto das disfuncionalidades, que merecem reflexão.

        A conexão humana está morrendo? É um questionamento necessário no atual momento social. Quando se fala em comportamento humano, nem o céu é o limite, definitivamente.

     Bebês reborn, bebês robôs (lovots), cachorros robôs, bonecos de acompanhamento/sexuais, IAs criadas pelas próprias pessoas para se relacionar são algumas das tecnologias que estão surgindo em todos os cantos do mundo, em especial, no Oriente.

      Outro dia me deparei com uma notícia envolvendo um casal que estava disputando a guarda de um bebê reborn na justiça, após o divórcio. Eles afirmavam brigar pela boneca em virtude do “apego emocional”.

     Não obstante e indo mais a fundo na notícia do tal caso, havia interesse financeiro envolvido, porém o ponto que se quer destacar aqui é que sob o ponto de vista jurídico o bebê reborn não é membro da família, e portanto não está vinculado ao direito de família e suas consequências legais. A questão é que o Judiciário já está lotado de demandas e está recebendo outras com esta temática e que representam claramente o cenário atual, com mais uma dose de insanidade envolvendo a sociedade.

     Quanto ao bebê reborn, há ainda notícias dizendo existir parto simulado, pessoas levando esses bebês no hospital, Dia das Mães de tais bebês que parecem gente etc. Profissionais explicando que essa fuga da realidade distorce o que é real e que essas pessoas ficam na ilusão, na fantasia, colocam vida em algo que não existe, tratando-se de pessoas devastadas emocionalmente, carentes, com problemas psicológicos graves.

     As notícias mostram ainda que há projeto de lei para proibir o atendimento de bebês reborn no SUS, com penalidade que pode chegar a dez vezes o valor do serviço.

         Bebês robots, os lovots, fofinhos, que fazem barulhinho bonitinho etc. e que seduzem muitas pessoas leva-nos ao questio namento: será solidão que faz pessoas despenderem uma quantia de aproximadamente R$ 16 mil para obter um exemplar desses?

       E as várias crianças de carne e osso, que não conseguem um lar adotivo? Por que não são vistas e apoiadas pelos seus semelhantes carentes e solitários?

     Parece-nos que as pessoas querem comodidade, pouco desgaste, envolvimento e exposição, ficando cada vez mais cen tradas em si e em suas bolhas particulares convenientes.

      Pessoas solitárias, pessoas entendendo que outras não valem a pena, estão substituindo o humano pelo que não é hu mano, ou seja, substituindo seres vivos por máquinas.

      Temos necessidades da conexão com outros seres em qualquer idade, e do diferente até para evoluir. O homem é um ser social, sempre foi e será. (Viviane Gago. Hoje em dia, publicado em: junho de 2025. Adaptado.) 
A partir da explicitação do agente da passiva é possível identificar estratégia argumentativa em:
Alternativas
Q3755617 Português
A desumanização que quer ser normalizada: o que pensar disso?


        Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto mostrou que a brincadeira com os bebês reborn vai muito além de um simples resquício da infância. Os cientistas apontam que a interação dos adultos com as bonecas busca estabelecer vínculos emocionais, dar vazão à expressão criativa e vivenciar benefícios terapêuticos significativos.

     Colecionar bonecos, ter brinquedos queridos e especiais e até dinâmicas para fins terapêuticos etc., tudo bem e faz parte, mas aqui destacamos aspectos que nos levam para o contexto das disfuncionalidades, que merecem reflexão.

        A conexão humana está morrendo? É um questionamento necessário no atual momento social. Quando se fala em comportamento humano, nem o céu é o limite, definitivamente.

     Bebês reborn, bebês robôs (lovots), cachorros robôs, bonecos de acompanhamento/sexuais, IAs criadas pelas próprias pessoas para se relacionar são algumas das tecnologias que estão surgindo em todos os cantos do mundo, em especial, no Oriente.

      Outro dia me deparei com uma notícia envolvendo um casal que estava disputando a guarda de um bebê reborn na justiça, após o divórcio. Eles afirmavam brigar pela boneca em virtude do “apego emocional”.

     Não obstante e indo mais a fundo na notícia do tal caso, havia interesse financeiro envolvido, porém o ponto que se quer destacar aqui é que sob o ponto de vista jurídico o bebê reborn não é membro da família, e portanto não está vinculado ao direito de família e suas consequências legais. A questão é que o Judiciário já está lotado de demandas e está recebendo outras com esta temática e que representam claramente o cenário atual, com mais uma dose de insanidade envolvendo a sociedade.

     Quanto ao bebê reborn, há ainda notícias dizendo existir parto simulado, pessoas levando esses bebês no hospital, Dia das Mães de tais bebês que parecem gente etc. Profissionais explicando que essa fuga da realidade distorce o que é real e que essas pessoas ficam na ilusão, na fantasia, colocam vida em algo que não existe, tratando-se de pessoas devastadas emocionalmente, carentes, com problemas psicológicos graves.

     As notícias mostram ainda que há projeto de lei para proibir o atendimento de bebês reborn no SUS, com penalidade que pode chegar a dez vezes o valor do serviço.

         Bebês robots, os lovots, fofinhos, que fazem barulhinho bonitinho etc. e que seduzem muitas pessoas leva-nos ao questio namento: será solidão que faz pessoas despenderem uma quantia de aproximadamente R$ 16 mil para obter um exemplar desses?

       E as várias crianças de carne e osso, que não conseguem um lar adotivo? Por que não são vistas e apoiadas pelos seus semelhantes carentes e solitários?

     Parece-nos que as pessoas querem comodidade, pouco desgaste, envolvimento e exposição, ficando cada vez mais cen tradas em si e em suas bolhas particulares convenientes.

      Pessoas solitárias, pessoas entendendo que outras não valem a pena, estão substituindo o humano pelo que não é hu mano, ou seja, substituindo seres vivos por máquinas.

      Temos necessidades da conexão com outros seres em qualquer idade, e do diferente até para evoluir. O homem é um ser social, sempre foi e será. (Viviane Gago. Hoje em dia, publicado em: junho de 2025. Adaptado.) 
A reescrita proposta para o fragmento “[...] a brincadeira com os bebês reborn vai muito além de um simples resquício da infância.” (1º§), que preserva a correção gramatical e semântica, está indicada em: 
Alternativas
Q3755616 Português
A desumanização que quer ser normalizada: o que pensar disso?


        Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto mostrou que a brincadeira com os bebês reborn vai muito além de um simples resquício da infância. Os cientistas apontam que a interação dos adultos com as bonecas busca estabelecer vínculos emocionais, dar vazão à expressão criativa e vivenciar benefícios terapêuticos significativos.

     Colecionar bonecos, ter brinquedos queridos e especiais e até dinâmicas para fins terapêuticos etc., tudo bem e faz parte, mas aqui destacamos aspectos que nos levam para o contexto das disfuncionalidades, que merecem reflexão.

        A conexão humana está morrendo? É um questionamento necessário no atual momento social. Quando se fala em comportamento humano, nem o céu é o limite, definitivamente.

     Bebês reborn, bebês robôs (lovots), cachorros robôs, bonecos de acompanhamento/sexuais, IAs criadas pelas próprias pessoas para se relacionar são algumas das tecnologias que estão surgindo em todos os cantos do mundo, em especial, no Oriente.

      Outro dia me deparei com uma notícia envolvendo um casal que estava disputando a guarda de um bebê reborn na justiça, após o divórcio. Eles afirmavam brigar pela boneca em virtude do “apego emocional”.

     Não obstante e indo mais a fundo na notícia do tal caso, havia interesse financeiro envolvido, porém o ponto que se quer destacar aqui é que sob o ponto de vista jurídico o bebê reborn não é membro da família, e portanto não está vinculado ao direito de família e suas consequências legais. A questão é que o Judiciário já está lotado de demandas e está recebendo outras com esta temática e que representam claramente o cenário atual, com mais uma dose de insanidade envolvendo a sociedade.

     Quanto ao bebê reborn, há ainda notícias dizendo existir parto simulado, pessoas levando esses bebês no hospital, Dia das Mães de tais bebês que parecem gente etc. Profissionais explicando que essa fuga da realidade distorce o que é real e que essas pessoas ficam na ilusão, na fantasia, colocam vida em algo que não existe, tratando-se de pessoas devastadas emocionalmente, carentes, com problemas psicológicos graves.

     As notícias mostram ainda que há projeto de lei para proibir o atendimento de bebês reborn no SUS, com penalidade que pode chegar a dez vezes o valor do serviço.

         Bebês robots, os lovots, fofinhos, que fazem barulhinho bonitinho etc. e que seduzem muitas pessoas leva-nos ao questio namento: será solidão que faz pessoas despenderem uma quantia de aproximadamente R$ 16 mil para obter um exemplar desses?

       E as várias crianças de carne e osso, que não conseguem um lar adotivo? Por que não são vistas e apoiadas pelos seus semelhantes carentes e solitários?

     Parece-nos que as pessoas querem comodidade, pouco desgaste, envolvimento e exposição, ficando cada vez mais cen tradas em si e em suas bolhas particulares convenientes.

      Pessoas solitárias, pessoas entendendo que outras não valem a pena, estão substituindo o humano pelo que não é hu mano, ou seja, substituindo seres vivos por máquinas.

      Temos necessidades da conexão com outros seres em qualquer idade, e do diferente até para evoluir. O homem é um ser social, sempre foi e será. (Viviane Gago. Hoje em dia, publicado em: junho de 2025. Adaptado.) 
No 2º§ do texto, o vocábulo “mas” expressa ideia:
Alternativas
Q3755527 Português
O pequeno mamífero que pode guardar o segredo genético para a vida longa


Eles são roedores subterrâneos estranhos e sem pelos, que parecem linguiças com dentes. Mas acabaram de revelar um segredo genético para a longevidade.

Um novo estudo do bizarro rato-toupeira-pelado concluiu que estes animais evoluíram para criar um mecanismo de reparo de DNA que pode explicar por que eles vivem tanto tempo.

Esta espécie de mamífero mora em tocas e tem um período de vida máximo de cerca de 40 anos. Trata-se do roedor com maior expectativa de vida longa do planeta.

As novas descobertas foram publicadas pela revista Science. Elas podem também esclarecer por que o rato-toupeira-pelado é resistente a uma vasta série de doenças relativas à idade avançada.

Estes animais são resistentes ao câncer, à artrite e à deterioração do cérebro e da medula espinhal. Por isso, muitos cientistas querem saber como o corpo deles funciona.

O estudo foi liderado por uma equipe da Universidade Tonji em Xangai, na China. O foco foi o reparo do DNA, um processo natural nas células do corpo.

Quando fitas de DNA (os nosso blocos de construção genética) são danificados, o corpo aciona um mecanismo que faz com que outra fita de DNA que não sofreu danos seja usada como modelo para reparar o estrago.

A pesquisa se concentrou em uma proteína específica, envolvida nesse sistema de detecção e reparo de danos.

Quando uma célula identifica o dano, ela produz uma proteína chamada c-GAS, que desempenha diversas funções. Mas o interessante para os cientistas é que, nos seres humanos, esta substância interrompe o processo de reparo do DNA.

Os cientistas acreditam que esta interferência pode promover o câncer e reduzir nosso tempo de vida.

Mas, no rato-toupeira-pelado, os pesquisadores descobriram que a mesma proteína faz exatamente o contrário. Ela ajuda o corpo a corrigir fitas de DNA e mantém intacto o código genético em cada célula.

O professor Gabriel Balmus estuda o reparo de DNA e envelhecimento na Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Ele declarou que a descoberta é animadora. Para ele, esta é "a ponta do iceberg" para compreendermos por que esses animais vivem por períodos tão longos.

"Você pode pensar no cGAS como uma peça de Lego biológica", compara ele, "o mesmo formato básico em seres humanos e ratos-toupeiras-pelados. Mas, no rato-toupeira, alguns conectores são invertidos, o que permite que eles montem uma estrutura e função completamente diferentes."

Balmus explica que, depois de milhões de anos de evolução, o rato-toupeira-pelado aparentemente reprogramou o mesmo processo e "o usou em seu benefício".

"Esta descoberta levanta questões fundamentais: como a evolução reprogramou a mesma proteína para agir de forma contrária? O que mudou? Este é um caso isolado ou faz parte de um padrão evolutivo maior?

E, o mais importante, os cientistas querem saber o que eles podem aprender com estes roedores para melhorar a saúde humana e ampliar a nossa qualidade de vida com o avanço da idade.

"Acho que, se pudermos aplicar a engenharia reversa à biologia do rato-toupeira-pelado, podemos criar muitas terapias necessárias para uma sociedade que está envelhecendo", conclui o professor.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg43yv49qv7o 
"Esta espécie de mamífero mora em tocas e tem um período de vida máximo de cerca de 40 anos. Trata-se do roedor com maior expectativa de vida longa do planeta."
Com base na concordância verbal analise as afirmativas a seguir:

I. O verbo 'morar' está flexionado no singular para concordar corretamente com o sujeito 'mamífero' , que também está no singular.
II. Como 'espécie' indica um coletivo, o verbo 'morar' poderia também ser flexionado no plural em 'moram', conforme permite a gramática normativa.
III. O verbo 'tratar' está no singular porque concorda com 'roedor', que é o sujeito da oração.
IV. O verbo 'tratar' está no singular devido a uma regra distinta da que rege a concordância em "Aluga-se casa de praia".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3755525 Português
O pequeno mamífero que pode guardar o segredo genético para a vida longa


Eles são roedores subterrâneos estranhos e sem pelos, que parecem linguiças com dentes. Mas acabaram de revelar um segredo genético para a longevidade.

Um novo estudo do bizarro rato-toupeira-pelado concluiu que estes animais evoluíram para criar um mecanismo de reparo de DNA que pode explicar por que eles vivem tanto tempo.

Esta espécie de mamífero mora em tocas e tem um período de vida máximo de cerca de 40 anos. Trata-se do roedor com maior expectativa de vida longa do planeta.

As novas descobertas foram publicadas pela revista Science. Elas podem também esclarecer por que o rato-toupeira-pelado é resistente a uma vasta série de doenças relativas à idade avançada.

Estes animais são resistentes ao câncer, à artrite e à deterioração do cérebro e da medula espinhal. Por isso, muitos cientistas querem saber como o corpo deles funciona.

O estudo foi liderado por uma equipe da Universidade Tonji em Xangai, na China. O foco foi o reparo do DNA, um processo natural nas células do corpo.

Quando fitas de DNA (os nosso blocos de construção genética) são danificados, o corpo aciona um mecanismo que faz com que outra fita de DNA que não sofreu danos seja usada como modelo para reparar o estrago.

A pesquisa se concentrou em uma proteína específica, envolvida nesse sistema de detecção e reparo de danos.

Quando uma célula identifica o dano, ela produz uma proteína chamada c-GAS, que desempenha diversas funções. Mas o interessante para os cientistas é que, nos seres humanos, esta substância interrompe o processo de reparo do DNA.

Os cientistas acreditam que esta interferência pode promover o câncer e reduzir nosso tempo de vida.

Mas, no rato-toupeira-pelado, os pesquisadores descobriram que a mesma proteína faz exatamente o contrário. Ela ajuda o corpo a corrigir fitas de DNA e mantém intacto o código genético em cada célula.

O professor Gabriel Balmus estuda o reparo de DNA e envelhecimento na Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Ele declarou que a descoberta é animadora. Para ele, esta é "a ponta do iceberg" para compreendermos por que esses animais vivem por períodos tão longos.

"Você pode pensar no cGAS como uma peça de Lego biológica", compara ele, "o mesmo formato básico em seres humanos e ratos-toupeiras-pelados. Mas, no rato-toupeira, alguns conectores são invertidos, o que permite que eles montem uma estrutura e função completamente diferentes."

Balmus explica que, depois de milhões de anos de evolução, o rato-toupeira-pelado aparentemente reprogramou o mesmo processo e "o usou em seu benefício".

"Esta descoberta levanta questões fundamentais: como a evolução reprogramou a mesma proteína para agir de forma contrária? O que mudou? Este é um caso isolado ou faz parte de um padrão evolutivo maior?

E, o mais importante, os cientistas querem saber o que eles podem aprender com estes roedores para melhorar a saúde humana e ampliar a nossa qualidade de vida com o avanço da idade.

"Acho que, se pudermos aplicar a engenharia reversa à biologia do rato-toupeira-pelado, podemos criar muitas terapias necessárias para uma sociedade que está envelhecendo", conclui o professor.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg43yv49qv7o 
"As novas descobertas foram publicadas pela revista Science."
Os vocábulos 'novas' e 'publicadas' estão flexionados adequadamente no plural para concordar com 'descobertas'. Agora, analise as concordâncias nominais nos enunciados a seguir:

I. Consideraram falsa a pulseira e o anel.
II. Os alunos mesmos definiram o tema do trabalho
III. Muito obrigado, retrucou a moça.
IV. melancia estava meia estragada.

Quanto à concordância nominal, estão corretas:
Alternativas
Q3755048 Português
A questão refere-se ao TEXTO a seguir:


A vida é selvagem
Ailton-Krenak


A vida é selvagem. Esse é um elemento essencial para um pensamento que tem me provocado: como a ideia de que a vida é selvagem poderia incidir sobre a produção do pensamento urbanístico hoje? É uma convocatória a uma rebelião do ponto de vista epistemológico, de colaborar com a produção de vida. Quando falo que a vida é selvagem, quero chamar a atenção para uma potência de existir que tem uma poética esquecida, abandonada pelas escolas, formadoras de profissionais que perpetuam a lógica de que a civilização é urbana, de que tudo fora das cidades é bárbaro, primitivo – e que a gente pode tacar fogo.

Como atravessar o muro das cidades? Quais possíveis implicações poderiam existir entre comunidades humanas que vivem na floresta e as que estão enclausuradas nas metrópoles? Pois se a gente conseguir fazer com que continuem existindo florestas no mundo, existirão comunidades dentro delas. Eu vi um número que a World Wide Fund for Nature (WWF) publicou em um relatório, dizendo que 1,4 bilhão de pessoas no mundo dependem da floresta, no sentido de ter uma economia ligada a ela. Não é a turma das madeireiras, não: é uma economia que supõe que os humanos que vivem ali precisam de floresta para viver.

A antropóloga Lux Vidal escreveu um trabalho muito importante sobre habitações indígenas, no qual relaciona materiais e conceitos que organizam a ideia de habitat equilibrado com o entorno, com a terra, o Sol, a Lua e as estrelas. Um habitat que está integrado ao cosmos, diferente desse implante que as cidades viraram no mundo. Aí eu me pergunto: como fazer a floresta existir em nós, em nossas casas, em nossos quintais? Podemos provocar o surgimento de uma experiência de florestania começando por contestar essa ordem urbana sanitária ao dizer: eu vou deixar o meu quintal cheio de mato, quero estudar a gramática dele. Como eu acho no meio do mato um ipê, uma peroba rosa, um jacarandá? E se eu tivesse um buritizeiro no quintal?
Assinale a opção que indica corretamente o sentido da conjunção destacada em “pois se a gente conseguir fazer com que continuem existindo florestas no mundo, existirão comunidades dentro delas”. 
Alternativas
Q3755047 Português
A questão refere-se ao TEXTO a seguir:


A vida é selvagem
Ailton-Krenak


A vida é selvagem. Esse é um elemento essencial para um pensamento que tem me provocado: como a ideia de que a vida é selvagem poderia incidir sobre a produção do pensamento urbanístico hoje? É uma convocatória a uma rebelião do ponto de vista epistemológico, de colaborar com a produção de vida. Quando falo que a vida é selvagem, quero chamar a atenção para uma potência de existir que tem uma poética esquecida, abandonada pelas escolas, formadoras de profissionais que perpetuam a lógica de que a civilização é urbana, de que tudo fora das cidades é bárbaro, primitivo – e que a gente pode tacar fogo.

Como atravessar o muro das cidades? Quais possíveis implicações poderiam existir entre comunidades humanas que vivem na floresta e as que estão enclausuradas nas metrópoles? Pois se a gente conseguir fazer com que continuem existindo florestas no mundo, existirão comunidades dentro delas. Eu vi um número que a World Wide Fund for Nature (WWF) publicou em um relatório, dizendo que 1,4 bilhão de pessoas no mundo dependem da floresta, no sentido de ter uma economia ligada a ela. Não é a turma das madeireiras, não: é uma economia que supõe que os humanos que vivem ali precisam de floresta para viver.

A antropóloga Lux Vidal escreveu um trabalho muito importante sobre habitações indígenas, no qual relaciona materiais e conceitos que organizam a ideia de habitat equilibrado com o entorno, com a terra, o Sol, a Lua e as estrelas. Um habitat que está integrado ao cosmos, diferente desse implante que as cidades viraram no mundo. Aí eu me pergunto: como fazer a floresta existir em nós, em nossas casas, em nossos quintais? Podemos provocar o surgimento de uma experiência de florestania começando por contestar essa ordem urbana sanitária ao dizer: eu vou deixar o meu quintal cheio de mato, quero estudar a gramática dele. Como eu acho no meio do mato um ipê, uma peroba rosa, um jacarandá? E se eu tivesse um buritizeiro no quintal?
No trecho “A antropóloga Lux Vidal escreveu um trabalho muito importante”, a função sintática do termo destacado é 
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Q3754983 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   Vim. Não nego que, ao avistar a cidade natal, tive uma sensação nova. Nada menos que uma renascença. O espírito, como um pássaro, não se lhe deu da corrente dos anos, arrepiou o voo na direção da fonte original, e foi beber da água fresca e pura, ainda não mesclada do enxurro* da vida.

    Reparando bem, há aí um lugar-comum. Outro lugar-comum, tristemente comum, foi a consternação da família. Meu pai abraçou-me com lágrimas.

    — Tua mãe não pode viver, disse-me ele.

    Com efeito, não era já o reumatismo que a matava, era um cancro no estômago. A infeliz padecia de um modo cru, porque o cancro é indiferente às virtudes do sujeito; quando rói, rói; roer é o seu ofício. Minha irmã Sabina, já então casada com o Cotrim, andava a cair de fadiga. Pobre moça! dormia três horas por noite, nada mais. O próprio tio João estava abatido e triste. D. Eusébia e algumas outras senhoras lá estavam também, não menos tristes e não menos dedicadas.

    — Meu filho!

    A dor suspendeu por um pouco as tenazes; um sorriso alumiou o rosto da enferma, sobre o qual a morte batia a asa eterna. Era menos um rosto do que uma caveira: a beleza passara, como um dia brilhante; restavam os ossos, que não emagrecem nunca. Mal poderia conhecê-la; havia oito ou nove anos que nos não víamos. Ajoelhado, ao pé da cama, com as mãos dela entre as minhas, fiquei mudo e quieto, sem ousar falar, porque cada palavra seria um soluço, e nós temíamos avisá-la do fim. Vão temor! Ela sabia que estava prestes a acabar; disse-mo; verificamo-lo na seguinte manhã.


(Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 2018. Adaptado) *Enxurro: conjunto de eventos degradantes.
A concordância nominal e a regência nominal estão em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3754982 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   Vim. Não nego que, ao avistar a cidade natal, tive uma sensação nova. Nada menos que uma renascença. O espírito, como um pássaro, não se lhe deu da corrente dos anos, arrepiou o voo na direção da fonte original, e foi beber da água fresca e pura, ainda não mesclada do enxurro* da vida.

    Reparando bem, há aí um lugar-comum. Outro lugar-comum, tristemente comum, foi a consternação da família. Meu pai abraçou-me com lágrimas.

    — Tua mãe não pode viver, disse-me ele.

    Com efeito, não era já o reumatismo que a matava, era um cancro no estômago. A infeliz padecia de um modo cru, porque o cancro é indiferente às virtudes do sujeito; quando rói, rói; roer é o seu ofício. Minha irmã Sabina, já então casada com o Cotrim, andava a cair de fadiga. Pobre moça! dormia três horas por noite, nada mais. O próprio tio João estava abatido e triste. D. Eusébia e algumas outras senhoras lá estavam também, não menos tristes e não menos dedicadas.

    — Meu filho!

    A dor suspendeu por um pouco as tenazes; um sorriso alumiou o rosto da enferma, sobre o qual a morte batia a asa eterna. Era menos um rosto do que uma caveira: a beleza passara, como um dia brilhante; restavam os ossos, que não emagrecem nunca. Mal poderia conhecê-la; havia oito ou nove anos que nos não víamos. Ajoelhado, ao pé da cama, com as mãos dela entre as minhas, fiquei mudo e quieto, sem ousar falar, porque cada palavra seria um soluço, e nós temíamos avisá-la do fim. Vão temor! Ela sabia que estava prestes a acabar; disse-mo; verificamo-lo na seguinte manhã.


(Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 2018. Adaptado) *Enxurro: conjunto de eventos degradantes.
Sem prejuízo de sentido ao texto, a passagem do 6o parágrafo “... a beleza passara, como um dia brilhante; restavam os ossos, que não emagrecem nunca.” admite corretamente a reescrita:
Alternativas
Q3754971 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Espírito original do SUS é vital para o país


     O Sistema Único de Saúde (SUS) entrou em vigor há 35 anos, dois anos após ter sido criado a partir da Constituição Federal de 1988. Lançado como resposta a um clamor por justiça social e igualdade no acesso à saúde, o sistema foi inspirado nos princípios da universalidade, integralidade e equidade, e, não se pode negar, tornou-se um dos maiores sistemas públicos de saúde do planeta.

    Atualmente, é responsável por cerca de 75% dos atendimentos de saúde no país, segundo o governo federal. Ele abrange desde o atendimento básico até procedimentos de alta complexidade, como transplantes de órgãos – área em que o Brasil é o segundo maior do mundo em volume de transplantes públicos, atrás apenas dos Estados Unidos.

     Não é à toa que a revista americana Newsweek divulgou seu ranking anual dos melhores hospitais do mundo em 12 especialidades médicas e o Brasil marcou presença com 22 instituições – sendo sete públicas e 15 privadas. O levantamento considerou recomendações de profissionais de saúde, dados de acreditação e certificações, e indicadores de resultados percebidos pelos pacientes, como melhora dos sintomas e satisfação com o tratamento recebido.

   Vale destacar também o protagonismo do SUS durante a pandemia da covid-19. Em um dos momentos mais críticos da história recente, o sistema liderou a campanha de vacinação que alcançou mais de 80% da população com esquema primário completo, reafirmando a expertise do país em campanhas de imunização em massa. O modelo, inclusive, já foi elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    No entanto, especialistas daqui e de fora também apontam suas fragilidades. A desigualdade no acesso – especialmente em áreas rurais e periféricas –, os longos tempos de espera e a fragmentação dos serviços são vistos como entraves à eficiência do sistema. Da mesma forma, preocupa a dificuldade para o fortalecimento do setor primário – voltado para a prevenção e, portanto, mais estratégico do ponto de vista da saúde pública.

     Outro problema crônico é o subfinanciamento. Segundo dados do Conselho Nacional de Saúde, o Brasil investe cerca de 9,6% do PIB em saúde, mas apenas 3,9% são recursos públicos, nível inferior à média de países com sistemas universais.

     Aos 35 anos, é hora de resgatar o espírito original do Sistema Único de Saúde – um sistema público, gratuito, eficiente e humano. Para isso, não basta só vontade política. É preciso coragem para enfrentar interesses corporativos e colocar a vida acima do lucro. Afinal, trata-se de um lema do SUS: “Saúde é direito de todos e dever do Estado”.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 19.09.2025. Adaptado.)
Assinale a alternativa que traz informação coerente com o texto, em conformidade com a norma-padrão de concordância.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: CPRM Provas: FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Administração | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Análise e Desenvolvimento de Sistemas | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo visual & gráfico | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Biblioteconomia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Contabilidade | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Arquitetura | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Física | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Geografia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Design Gráfico | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Arquivologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Agronômica | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Geoprocessamento | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Letras | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Museologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Química | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Biologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Direito | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Cartografia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo audiovisual | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Educação | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo textual | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Civil | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Elétrica | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Eletrônica |
Q3754728 Português
As questões da prova de Língua Portuguesa referem-se ao TEXTO a seguir:

O Brasil na crise do clima
Dimas Ramalho

Chuvas apocalípticas no Rio Grande do Sul, secas extremas no Pantanal e na Amazônia, inundações recordes em países da Ásia e da Europa, ondas de calor mortíferas nos quatro cantos do mundo. São gritantes os sinais de que algo está profundamente errado no clima planetário.
Nem todo mundo entende, porém, que por trás desse fenômeno alarmante está a mão do homem. Após décadas de estudos e medições, não resta dúvida de que a causa do aquecimento global são os gases do efeito estufa emitidos por seres humanos, a maior parte deles proveniente da queima de petróleo e seus derivados.
Com a elevação da temperatura média do globo, tornam-se mais frequentes os chamados eventos climáticos extremos, com consequências tremendas para as populações humanas e os ecossistemas naturais. Segundo a pesquisa Datafolha, 77% da população brasileira vivenciou recentemente algum evento desse tipo.
Por mais que os efeitos da mudança climática venham ficando cada dia mais evidentes no planeta, enfrentar as suas causas tem-se mostrado uma tarefa imensamente complexa. A principal razão é que reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa implica uma mudança radical na matriz energética global, ainda amplamente baseada no petróleo.
Nessa verdadeira corrida contra o tempo, o Brasil curiosamente desponta de maneira singular. Por aqui, as principais fontes de poluição não provêm, como nas outras grandes economias do mundo, de atividades industriais e da queima de combustíveis fósseis, mas do desmatamento.
A floresta derrubada libera na atmosfera todo o carbono armazenado na madeira, nas folhas e nas raízes quando é queimada ou apodrece sobre o solo. Já a atividade pecuária, além de relevante indutor do desmatamento na Amazônia, libera, por meio da digestão dos ruminantes, o metano, um dos gases que mais potencializam o efeito estufa.
Hoje, felizmente, boa parte dos produtores já entendeu isso, e vêm investindo no aumento da produtividade no campo e ampliando a chamada agricultura de baixo carbono. Um agronegócio com consciência ambiental combinado a um combate firme do desmatamento por parte dos governos forma uma aliança poderosa, que beneficiará o Brasil e o mundo. 
No trecho: “Por mais que os efeitos da mudança climática venham ficando cada dia mais evidentes no planeta, enfrentar as suas causas tem-se mostrado uma tarefa imensamente complexa.”, a locução conjuntiva em destaque poderia ser substituída, sem alteração de sentido, por 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: CPRM Provas: FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Administração | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Análise e Desenvolvimento de Sistemas | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo visual & gráfico | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Biblioteconomia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Contabilidade | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Arquitetura | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Física | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Geografia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Design Gráfico | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Arquivologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Agronômica | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Geoprocessamento | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Letras | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Museologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Química | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Biologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Direito | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Cartografia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo audiovisual | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Educação | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo textual | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Civil | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Elétrica | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Eletrônica |
Q3754723 Português
As questões da prova de Língua Portuguesa referem-se ao TEXTO a seguir:

O Brasil na crise do clima
Dimas Ramalho

Chuvas apocalípticas no Rio Grande do Sul, secas extremas no Pantanal e na Amazônia, inundações recordes em países da Ásia e da Europa, ondas de calor mortíferas nos quatro cantos do mundo. São gritantes os sinais de que algo está profundamente errado no clima planetário.
Nem todo mundo entende, porém, que por trás desse fenômeno alarmante está a mão do homem. Após décadas de estudos e medições, não resta dúvida de que a causa do aquecimento global são os gases do efeito estufa emitidos por seres humanos, a maior parte deles proveniente da queima de petróleo e seus derivados.
Com a elevação da temperatura média do globo, tornam-se mais frequentes os chamados eventos climáticos extremos, com consequências tremendas para as populações humanas e os ecossistemas naturais. Segundo a pesquisa Datafolha, 77% da população brasileira vivenciou recentemente algum evento desse tipo.
Por mais que os efeitos da mudança climática venham ficando cada dia mais evidentes no planeta, enfrentar as suas causas tem-se mostrado uma tarefa imensamente complexa. A principal razão é que reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa implica uma mudança radical na matriz energética global, ainda amplamente baseada no petróleo.
Nessa verdadeira corrida contra o tempo, o Brasil curiosamente desponta de maneira singular. Por aqui, as principais fontes de poluição não provêm, como nas outras grandes economias do mundo, de atividades industriais e da queima de combustíveis fósseis, mas do desmatamento.
A floresta derrubada libera na atmosfera todo o carbono armazenado na madeira, nas folhas e nas raízes quando é queimada ou apodrece sobre o solo. Já a atividade pecuária, além de relevante indutor do desmatamento na Amazônia, libera, por meio da digestão dos ruminantes, o metano, um dos gases que mais potencializam o efeito estufa.
Hoje, felizmente, boa parte dos produtores já entendeu isso, e vêm investindo no aumento da produtividade no campo e ampliando a chamada agricultura de baixo carbono. Um agronegócio com consciência ambiental combinado a um combate firme do desmatamento por parte dos governos forma uma aliança poderosa, que beneficiará o Brasil e o mundo. 
Em “enfrentar as suas causas tem-se mostrado uma tarefa imensamente complexa”, o elemento em destaque funciona como 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: CPRM Provas: FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Administração | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Análise e Desenvolvimento de Sistemas | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo visual & gráfico | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Biblioteconomia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Contabilidade | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Arquitetura | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Física | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Geografia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Design Gráfico | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Arquivologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Agronômica | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Geoprocessamento | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Letras | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Museologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Química | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Biologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Direito | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Cartografia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo audiovisual | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Educação | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo textual | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Civil | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Elétrica | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Eletrônica |
Q3754722 Português
As questões da prova de Língua Portuguesa referem-se ao TEXTO a seguir:

O Brasil na crise do clima
Dimas Ramalho

Chuvas apocalípticas no Rio Grande do Sul, secas extremas no Pantanal e na Amazônia, inundações recordes em países da Ásia e da Europa, ondas de calor mortíferas nos quatro cantos do mundo. São gritantes os sinais de que algo está profundamente errado no clima planetário.
Nem todo mundo entende, porém, que por trás desse fenômeno alarmante está a mão do homem. Após décadas de estudos e medições, não resta dúvida de que a causa do aquecimento global são os gases do efeito estufa emitidos por seres humanos, a maior parte deles proveniente da queima de petróleo e seus derivados.
Com a elevação da temperatura média do globo, tornam-se mais frequentes os chamados eventos climáticos extremos, com consequências tremendas para as populações humanas e os ecossistemas naturais. Segundo a pesquisa Datafolha, 77% da população brasileira vivenciou recentemente algum evento desse tipo.
Por mais que os efeitos da mudança climática venham ficando cada dia mais evidentes no planeta, enfrentar as suas causas tem-se mostrado uma tarefa imensamente complexa. A principal razão é que reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa implica uma mudança radical na matriz energética global, ainda amplamente baseada no petróleo.
Nessa verdadeira corrida contra o tempo, o Brasil curiosamente desponta de maneira singular. Por aqui, as principais fontes de poluição não provêm, como nas outras grandes economias do mundo, de atividades industriais e da queima de combustíveis fósseis, mas do desmatamento.
A floresta derrubada libera na atmosfera todo o carbono armazenado na madeira, nas folhas e nas raízes quando é queimada ou apodrece sobre o solo. Já a atividade pecuária, além de relevante indutor do desmatamento na Amazônia, libera, por meio da digestão dos ruminantes, o metano, um dos gases que mais potencializam o efeito estufa.
Hoje, felizmente, boa parte dos produtores já entendeu isso, e vêm investindo no aumento da produtividade no campo e ampliando a chamada agricultura de baixo carbono. Um agronegócio com consciência ambiental combinado a um combate firme do desmatamento por parte dos governos forma uma aliança poderosa, que beneficiará o Brasil e o mundo. 
Quanto à concordância do trecho “um dos gases que mais potencializam o efeito estufa”, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: CPRM Provas: FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Administração | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Análise e Desenvolvimento de Sistemas | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo visual & gráfico | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Biblioteconomia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Contabilidade | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Arquitetura | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Física | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Geografia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Design Gráfico | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Arquivologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Agronômica | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Geoprocessamento | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Letras | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Museologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Química | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Biologia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Direito | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Cartografia | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo audiovisual | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Educação | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Comunicação - Produção e divulgação de conteúdo textual | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Civil | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Elétrica | FGV - 2025 - CPRM - Analista em Geociências - Engenharia Eletrônica |
Q3754721 Português
As questões da prova de Língua Portuguesa referem-se ao TEXTO a seguir:

O Brasil na crise do clima
Dimas Ramalho

Chuvas apocalípticas no Rio Grande do Sul, secas extremas no Pantanal e na Amazônia, inundações recordes em países da Ásia e da Europa, ondas de calor mortíferas nos quatro cantos do mundo. São gritantes os sinais de que algo está profundamente errado no clima planetário.
Nem todo mundo entende, porém, que por trás desse fenômeno alarmante está a mão do homem. Após décadas de estudos e medições, não resta dúvida de que a causa do aquecimento global são os gases do efeito estufa emitidos por seres humanos, a maior parte deles proveniente da queima de petróleo e seus derivados.
Com a elevação da temperatura média do globo, tornam-se mais frequentes os chamados eventos climáticos extremos, com consequências tremendas para as populações humanas e os ecossistemas naturais. Segundo a pesquisa Datafolha, 77% da população brasileira vivenciou recentemente algum evento desse tipo.
Por mais que os efeitos da mudança climática venham ficando cada dia mais evidentes no planeta, enfrentar as suas causas tem-se mostrado uma tarefa imensamente complexa. A principal razão é que reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa implica uma mudança radical na matriz energética global, ainda amplamente baseada no petróleo.
Nessa verdadeira corrida contra o tempo, o Brasil curiosamente desponta de maneira singular. Por aqui, as principais fontes de poluição não provêm, como nas outras grandes economias do mundo, de atividades industriais e da queima de combustíveis fósseis, mas do desmatamento.
A floresta derrubada libera na atmosfera todo o carbono armazenado na madeira, nas folhas e nas raízes quando é queimada ou apodrece sobre o solo. Já a atividade pecuária, além de relevante indutor do desmatamento na Amazônia, libera, por meio da digestão dos ruminantes, o metano, um dos gases que mais potencializam o efeito estufa.
Hoje, felizmente, boa parte dos produtores já entendeu isso, e vêm investindo no aumento da produtividade no campo e ampliando a chamada agricultura de baixo carbono. Um agronegócio com consciência ambiental combinado a um combate firme do desmatamento por parte dos governos forma uma aliança poderosa, que beneficiará o Brasil e o mundo. 
No trecho “não resta dúvida de que a causa do aquecimento global são os gases do efeito estufa emitidos por seres humanos”, assinale a opção que classifica corretamente a oração subordinada.
Alternativas
Q3754629 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Quando a ciência encontra o humano: a trajetória de um médico que enfrenta o câncer de próstata


      Hoje, apresento a minha aula da vida: não apenas como médico e pesquisador, mas como alguém que viveu no próprio corpo aquilo que estuda diariamente – o câncer de próstata.

   O resultado do exame trouxe uma verdade incômoda: mesmo conhecendo profundamente a medicina e tendo acesso à tecnologia mais avançada, eu estava vulnerável como qualquer homem.

     Diante de três caminhos, precisei escolher. O primeiro, o mais tradicional, seria a cirurgia imediata, mas com chance maior de falhas. O segundo, apelidado por mim de “mítico”, reunia promessas milagrosas e pouco resultado real. E o terceiro, o mais longo, exigia paciência e disciplina: uma preparação com novos medicamentos que reduzem a força do tumor, seguida da cirurgia. Foi esse que abracei, por acreditar na ciência e confiar que a pesquisa moderna ainda pode abrir portas para resultados mais consistentes.

     A escolha, no entanto, não me poupou do peso emocional. Os efeitos do tratamento foram intensos: um esvaziamento da energia, da disposição e até da identidade masculina. Era como se apagassem um motor vital. Mas não me entreguei. Segui com disciplina, exercícios e trabalho, buscando manter vivo o meu propósito. Passei a sentir na pele o que tantos pacientes me confidenciaram ao longo dos anos. Entendi, de forma brutal e transformadora, que, por trás de cada prontuário, há uma vida em suspensão, esperando uma resposta, um gesto de esperança.
    
   O que era previsível mudou de repente: novos exames mostraram que minha chance de resposta era mínima. Pensei em desistir e partir logo para a cirurgia. Mas respirei fundo e investiguei a resposta ao tratamento. Um exame avançado revelou que o tumor havia encolhido mais de 80%. Segui até o fim do protocolo. A cirurgia, então, foi um sucesso: o tumor removido, as funções recuperadas, a vida retomada. A ciência havia cumprido seu papel, mas o processo inteiro me ensinou que a jornada emocional pode ser tão ou mais difícil do que a jornada clínica.

    O câncer me tirou certezas e dogmas, mas me deu algo maior: a capacidade de olhar diferente para cada paciente, para cada vida que confia em mim. Não sou mais o mesmo médico, e esse é, hoje, o meu maior prêmio. Sou alguém que já atravessou a tempestade e, por isso, pode oferecer mais que técnica: pode oferecer presença, escuta e humanidade.


(Fabrício Carrerette. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.10.2025. Adaptado)
A concordância está em conformidade com a norma­-padrão em:
Alternativas
Q3754627 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Quando a ciência encontra o humano: a trajetória de um médico que enfrenta o câncer de próstata


      Hoje, apresento a minha aula da vida: não apenas como médico e pesquisador, mas como alguém que viveu no próprio corpo aquilo que estuda diariamente – o câncer de próstata.

   O resultado do exame trouxe uma verdade incômoda: mesmo conhecendo profundamente a medicina e tendo acesso à tecnologia mais avançada, eu estava vulnerável como qualquer homem.

     Diante de três caminhos, precisei escolher. O primeiro, o mais tradicional, seria a cirurgia imediata, mas com chance maior de falhas. O segundo, apelidado por mim de “mítico”, reunia promessas milagrosas e pouco resultado real. E o terceiro, o mais longo, exigia paciência e disciplina: uma preparação com novos medicamentos que reduzem a força do tumor, seguida da cirurgia. Foi esse que abracei, por acreditar na ciência e confiar que a pesquisa moderna ainda pode abrir portas para resultados mais consistentes.

     A escolha, no entanto, não me poupou do peso emocional. Os efeitos do tratamento foram intensos: um esvaziamento da energia, da disposição e até da identidade masculina. Era como se apagassem um motor vital. Mas não me entreguei. Segui com disciplina, exercícios e trabalho, buscando manter vivo o meu propósito. Passei a sentir na pele o que tantos pacientes me confidenciaram ao longo dos anos. Entendi, de forma brutal e transformadora, que, por trás de cada prontuário, há uma vida em suspensão, esperando uma resposta, um gesto de esperança.
    
   O que era previsível mudou de repente: novos exames mostraram que minha chance de resposta era mínima. Pensei em desistir e partir logo para a cirurgia. Mas respirei fundo e investiguei a resposta ao tratamento. Um exame avançado revelou que o tumor havia encolhido mais de 80%. Segui até o fim do protocolo. A cirurgia, então, foi um sucesso: o tumor removido, as funções recuperadas, a vida retomada. A ciência havia cumprido seu papel, mas o processo inteiro me ensinou que a jornada emocional pode ser tão ou mais difícil do que a jornada clínica.

    O câncer me tirou certezas e dogmas, mas me deu algo maior: a capacidade de olhar diferente para cada paciente, para cada vida que confia em mim. Não sou mais o mesmo médico, e esse é, hoje, o meu maior prêmio. Sou alguém que já atravessou a tempestade e, por isso, pode oferecer mais que técnica: pode oferecer presença, escuta e humanidade.


(Fabrício Carrerette. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.10.2025. Adaptado)
Considere as passagens:

•  “... não apenas como médico e pesquisador, mas como alguém que viveu no próprio corpo aquilo que estuda diariamente...” (1o parágrafo)
•  “... mesmo conhecendo profundamente a medicina e tendo acesso à tecnologia mais avançada, eu estava vulnerável como qualquer homem.” (2o parágrafo)
•  “A escolha, no entanto, não me poupou do peso emocional.” (4o parágrafo)

No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas “não apenas ... mas”, “mesmo” e “no entanto” exprimem, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q3754566 Português
Texto para a questão.


    Imagine um time de futebol atacado por um surto enlouquecedor, em que os jogadores saem marcando gol desvairadamente contra a própria equipe. É isso o que o corpo faz quando acometido por doenças autoimunes. O sistema de defesa do organismo (sistema imunológico) deixa de reconhecer o próprio corpo e, em vez de combater apenas inimigos, como certos vírus e bactérias, passa a atacar células ou tecidos saudáveis do organismo.

    Não é à toa que as doenças autoimunes tanto assustam. De início, o paciente tem dificuldade para compreender que, além de vítima, é “autor” desse mecanismo de agressão. Já os médicos também não compreendem por que as células de defesa do corpo perdem o controle. As doenças autoimunes não têm cura, mas há remédio para os sintomas, e os novos tratamentos têm dado esperança aos pacientes.

    A incidência de doenças autoimunes tem aumentado. Duplicou nos últimos 40 anos – também não se sabe por que, mas há quem credite esse fato ao aprimoramento nos diagnósticos e à precisão dos testes laboratoriais. O fato é que, só nos Estados Unidos, são 50 milhões de pessoas por ano diagnosticadas com uma doença desse tipo. Em todo o mundo, médicos e pesquisadores presumem que 15% a 20% da população seja atingida, e a maior parte das vítimas são mulheres.

    Uma das hipóteses para a causa das doenças, segundo o imunologista Momtchilo Russo, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, é a da higiene. “Como hoje as pessoas não desenvolvem tantas infecções, que talvez regularizassem a ação do sistema imunológico, nossas células de defesa poderiam estar superativadas”. Por outro lado, alguns estudos revelam que as doenças infecciosas é que afetariam o funcionamento do sistema imunológico. “Na febre reumática, sabe‑se que o organismo ataca células do coração, pois as confunde com um aminoácido presente na bactéria estreptococo”, diz a imunologista Myrthes Toledo Barros, do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas (SP).

    Hipóteses à parte, sabe‑se que, para desenvolver uma doença autoimune, são necessárias três condições, explica Scheinberg. A primeira é ter predisposição genética para a doença. A segunda é o problema ser desencadeado por um fator do ambiente externo, como exposição ao sol, no caso do lúpus, ou situação estressante, no caso da psoríase. Já a terceira, mais óbvia, é haver desequilíbrio das células do sistema imunológico.


Internet: <desenbahia.ba.gov.br> (com adaptações).

No trecho “‘Na febre reumática, sabe‑se que o organismo ataca células do coração, pois as confunde com um aminoácido presente na bactéria estreptococo’”, a correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos caso a palavra “pois” fosse substituída por 
Alternativas
Q3754564 Português
Texto para a questão.


    Imagine um time de futebol atacado por um surto enlouquecedor, em que os jogadores saem marcando gol desvairadamente contra a própria equipe. É isso o que o corpo faz quando acometido por doenças autoimunes. O sistema de defesa do organismo (sistema imunológico) deixa de reconhecer o próprio corpo e, em vez de combater apenas inimigos, como certos vírus e bactérias, passa a atacar células ou tecidos saudáveis do organismo.

    Não é à toa que as doenças autoimunes tanto assustam. De início, o paciente tem dificuldade para compreender que, além de vítima, é “autor” desse mecanismo de agressão. Já os médicos também não compreendem por que as células de defesa do corpo perdem o controle. As doenças autoimunes não têm cura, mas há remédio para os sintomas, e os novos tratamentos têm dado esperança aos pacientes.

    A incidência de doenças autoimunes tem aumentado. Duplicou nos últimos 40 anos – também não se sabe por que, mas há quem credite esse fato ao aprimoramento nos diagnósticos e à precisão dos testes laboratoriais. O fato é que, só nos Estados Unidos, são 50 milhões de pessoas por ano diagnosticadas com uma doença desse tipo. Em todo o mundo, médicos e pesquisadores presumem que 15% a 20% da população seja atingida, e a maior parte das vítimas são mulheres.

    Uma das hipóteses para a causa das doenças, segundo o imunologista Momtchilo Russo, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, é a da higiene. “Como hoje as pessoas não desenvolvem tantas infecções, que talvez regularizassem a ação do sistema imunológico, nossas células de defesa poderiam estar superativadas”. Por outro lado, alguns estudos revelam que as doenças infecciosas é que afetariam o funcionamento do sistema imunológico. “Na febre reumática, sabe‑se que o organismo ataca células do coração, pois as confunde com um aminoácido presente na bactéria estreptococo”, diz a imunologista Myrthes Toledo Barros, do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas (SP).

    Hipóteses à parte, sabe‑se que, para desenvolver uma doença autoimune, são necessárias três condições, explica Scheinberg. A primeira é ter predisposição genética para a doença. A segunda é o problema ser desencadeado por um fator do ambiente externo, como exposição ao sol, no caso do lúpus, ou situação estressante, no caso da psoríase. Já a terceira, mais óbvia, é haver desequilíbrio das células do sistema imunológico.


Internet: <desenbahia.ba.gov.br> (com adaptações).

Na oração “o organismo ataca células do coração”, o sujeito é
Alternativas
Respostas
6301: D
6302: B
6303: D
6304: C
6305: A
6306: D
6307: D
6308: E
6309: A
6310: A
6311: B
6312: B
6313: B
6314: D
6315: B
6316: C
6317: E
6318: A
6319: A
6320: A