Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3785467 Português
Quando os resultados de um artigo científico são muito surpreendentes, desconfie: pode ser mentira provocada por ciência defeituosa

Por Leandro R. Tessler 


(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
 Assinale a alternativa a seguir que apresenta a correta conversão para a voz passiva pronominal da frase abaixo, retirada do texto.

“Com o tempo, foram criados mecanismos de controle de qualidade para a publicação de artigos
científicos”. 
Alternativas
Q3785466 Português
Quando os resultados de um artigo científico são muito surpreendentes, desconfie: pode ser mentira provocada por ciência defeituosa

Por Leandro R. Tessler 


(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base no seguinte trecho, retirado do texto, “Isso existe há décadas e nunca foi um grande problema para cientistas”, são propostas de reescrita que NÃO causariam incorreção ou alteração de sentido:

I. A forma verbal “há” poderia ser substituída por “fazem”.
II. A forma verbal “foi” poderia ser substituída por “constituiu-se”.
III. A expressão “para cientistas” poderia ser deslocada para imediatamente após a conjunção “e”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3785464 Português
Quando os resultados de um artigo científico são muito surpreendentes, desconfie: pode ser mentira provocada por ciência defeituosa

Por Leandro R. Tessler 


(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre as locuções, presentes no texto, que iniciam orações “À medida que”, no trecho “À medida que se criou uma comunidade científica”, e “ainda que”, no trecho “ainda que, por vezes, essas ideias e crenças não sejam boas”, analise as assertivas abaixo:

I. “À medida que”, por definição, introduz uma oração que exprime um fato que ocorre, aumenta ou diminui na mesma proporção daquilo que se declara na oração principal.
II. “ainda que” inicia uma oração que em geral exprime um fato – real ou suposto – em contradição com o que se exprime na principal.
III. A locução “À medida que” poderia ser substituída, correta e adequadamente, por “Ao passo que”.
IV. A locução “posto que” poderia ser usada para substituir “ainda que”, mantendo-se o sentido original.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3785462 Português
Quando os resultados de um artigo científico são muito surpreendentes, desconfie: pode ser mentira provocada por ciência defeituosa

Por Leandro R. Tessler 


(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o seguinte trecho retirado do texto: “Esse processo é muito importante, pois os cientistas são humanos e seu trabalho está sujeito a erros, vieses e equívocos de diversas naturezas”, caso a expressão “os cientistas” fosse substituída por “a comunidade científica”, os outros termos da oração que deveriam obrigatoriamente sofrer alteração para fins de concordância são:

I. Verbo.
II. Predicativo.
III. Adjunto adnominal.
IV. Adjunto adverbial.

Quais estão corretos?
Alternativas
Q3785409 Português
"Em muitas regiões do Brasil, durante o inverno, (I) fazem dias frios e chuvosos. Como consequência, (II) haverá momentos em que a neblina (III) faz escurecer a paisagem; e (IV) deve haver muitas pessoas agasalhadas. Nessas épocas, (V) são muitos os casos de resfriados, quiçá (VI) façam alguns anos que não vemos um inverno tão rigoroso."

No fragmento apresentado, analise a concordância dos verbos que indicam fenômenos naturais ou tempo decorrido. Assinale a alternativa que indica a sequência do(s) verbo(s) que apresenta erro de concordância verbal de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3785408 Português
Observe a concordância nas seguintes sentenças:
I. Bebida alcoólica não é permitido. II. É necessária muita cautela neste trecho da estrada. III. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. IV. Será permitida a saída após o término da prova. 
Assinale a alternativa que indica quais sentenças estão gramaticalmente CORRETAS, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa:
Alternativas
Q3785407 Português
No Renascimento, artistas como Leonardo Da Vinci aproximaram-se de médicos-anatomistas para retratar melhor a forma humana em pinturas e esculturas. Eles foram chamados de “artistas-anatomistas”, segundo Charles O’Malley (Universidade de Stanford). “Embora fosse fundamentalmente um artista, Leonardo considerava a anatomia como sendo algo mais que simples coadjuvante da arte. Essa atitude o levou a prosseguir com seus estudos, de tal maneira que seus conhecimentos anatômicos ultrapassaram aqueles que seriam suficientes para desempenhar sua arte”.


Fonte: https://unicamp.br/unicamp/ju/568/leonardo-da-vinci-odesbravador-do-corpo-humano
No último período do texto II, 'Essa atitude o levou a prosseguir com seus estudos, de tal maneira que seus conhecimentos anatômicos ultrapassaram aqueles que seriam suficientes para desempenhar sua arte.', a vírgula empregada antes da expressão 'de tal maneira que' é obrigatória e justificada por qual regra de pontuação? 
Alternativas
Q3785406 Português
No Renascimento, artistas como Leonardo Da Vinci aproximaram-se de médicos-anatomistas para retratar melhor a forma humana em pinturas e esculturas. Eles foram chamados de “artistas-anatomistas”, segundo Charles O’Malley (Universidade de Stanford). “Embora fosse fundamentalmente um artista, Leonardo considerava a anatomia como sendo algo mais que simples coadjuvante da arte. Essa atitude o levou a prosseguir com seus estudos, de tal maneira que seus conhecimentos anatômicos ultrapassaram aqueles que seriam suficientes para desempenhar sua arte”.


Fonte: https://unicamp.br/unicamp/ju/568/leonardo-da-vinci-odesbravador-do-corpo-humano
No trecho 'Embora fosse fundamentalmente um artista, Leonardo considerava a anatomia como sendo algo mais que simples coadjuvante da arte.', a conjunção destacada Embora estabelece, entre as orações que conecta, uma relação de sentido de:
Alternativas
Q3785244 Português
“A Era da Informação e o Paradoxo do Conhecimento"
Adaptado de Manuel Castells

         "Vivemos na era da informação, um tempo em que o conhecimento está acessível de maneira inédita. Entretanto, o paradoxo do conhecimento é evidente: quanto mais informações circulam, mais difícil se torna distinguir o essencial do supérfluo. A sobrecarga informacional pode levar à superficialidade, ao invés de promover o aprofundamento do saber. Nesse contexto, a capacidade crítica e a mediação são fundamentais. Precisamos não apenas acessar informações, mas compreendê-las, analisá-las e contextualizá-las. A construção do conhecimento exige mais do que acúmulo de dados; requer reflexão e síntese, elementos que muitas vezes se perdem na avalanche informacional do mundo contemporâneo."
Na frase "A casa que compramos é muito espaçosa", o pronome relativo "que" exerce corretamente a função de sujeito da oração subordinada. Por outro lado, na frase "O filme a que assisti ontem me emocionou", a utilização do pronome relativo "a que" está incorreta, pois a preposição exigida pelo verbo "assistir" deveria ter sido substituída por "o qual", em conformidade com as regras de regência verbal.
Alternativas
Q3785243 Português
“A Era da Informação e o Paradoxo do Conhecimento"
Adaptado de Manuel Castells

         "Vivemos na era da informação, um tempo em que o conhecimento está acessível de maneira inédita. Entretanto, o paradoxo do conhecimento é evidente: quanto mais informações circulam, mais difícil se torna distinguir o essencial do supérfluo. A sobrecarga informacional pode levar à superficialidade, ao invés de promover o aprofundamento do saber. Nesse contexto, a capacidade crítica e a mediação são fundamentais. Precisamos não apenas acessar informações, mas compreendê-las, analisá-las e contextualizá-las. A construção do conhecimento exige mais do que acúmulo de dados; requer reflexão e síntese, elementos que muitas vezes se perdem na avalanche informacional do mundo contemporâneo."
Na oração "Chegaram, exaustos, o técnico e a equipe de apoio", o verbo concorda corretamente com o sujeito posposto e composto, já que, embora o núcleo do sujeito venha após o verbo e esteja parcialmente no singular, a presença de dois núcleos justifica o uso do plural. No entanto, se a ordem fosse invertida — “O técnico e a equipe de apoio, exaustos, chegou” — a concordância estaria igualmente correta, pois o núcleo mais próximo ao verbo poderia justificar a flexão no singular, de acordo com as regras do português culto.
Alternativas
Q3785242 Português
“A Era da Informação e o Paradoxo do Conhecimento"
Adaptado de Manuel Castells

         "Vivemos na era da informação, um tempo em que o conhecimento está acessível de maneira inédita. Entretanto, o paradoxo do conhecimento é evidente: quanto mais informações circulam, mais difícil se torna distinguir o essencial do supérfluo. A sobrecarga informacional pode levar à superficialidade, ao invés de promover o aprofundamento do saber. Nesse contexto, a capacidade crítica e a mediação são fundamentais. Precisamos não apenas acessar informações, mas compreendê-las, analisá-las e contextualizá-las. A construção do conhecimento exige mais do que acúmulo de dados; requer reflexão e síntese, elementos que muitas vezes se perdem na avalanche informacional do mundo contemporâneo."
Em construções nas quais o sujeito é composto e posposto ao verbo, a norma culta da língua portuguesa admite como única forma correta a concordância com o núcleo mais próximo ao verbo, sendo considerada inadequada a flexão verbal no plural, uma vez que o sujeito ainda não foi explicitado no momento da regência verbal.
Alternativas
Q3785054 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
Na construção “voltadas exclusivamente à fé”, a preposição “a” justifica-se pela regência da forma verbal passiva “voltadas”, e o advérbio “exclusivamente” atua como intensificador sem alterar a exigência sintática do termo regido. Considerando a transitividade do verbo “voltar” em sua forma pronominal, e a possibilidade de ambiguidade semântica na frase, é correto afirmar que a estrutura está gramatical e interpretativamente irrepreensível, mesmo sob análise estilística formalista.
Alternativas
Q3784993 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O futuro chegou!

Apesar da aparente solidão, ela vivia cercada de lembranças: objetos herdados, fotografias antigas e utensílios que atravessaram gerações, cada qual trazendo marcas do tempo. Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona.

A modernidade chegara sem pedir licença. Ela trocou o coador de pano pela cafeteira, a máquina de escrever pelo computador, adotou internet, redes sociais e passou a resolver a vida bancária pelo aplicativo. Mas, apesar dessas mudanças, certos hábitos permaneceram intactos, como o vício de fumar e o desinteresse pela cultura fitness.

As marcas da idade também se impunham: o nariz adunco, os óculos agora necessários para longe e para perto, o corpo flácido e redistribuído, tudo lembrava que o tempo avançara sem concessões. Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras.

Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa, olhando o gato branco estirado no tapete, constatou com serenidade o que evitara admitir por tanto tempo: o futuro havia chegado.


Texto Adaptado

EFFENBERGER, Henriette. O futuro chegou!. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Considere o seguinte trecho do texto:

"Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona."

Sobre a estrutura dessa frase, analise as afirmativas a seguir, à luz da gramática normativa e dos mecanismos de organização frasal.

I.O deslocamento do segmento "tal como sua própria dona" para o início do período comprometeria a clareza referencial e a progressão temática do enunciado, pois eliminaria o paralelismo com o termo "sinais de desgaste".
II.A substituição do termo "onde" por "na qual" manteria a correção gramatical e a clareza referencial, embora atribua maior formalidade sintática ao trecho.
III.A modificação da expressão "refletia essa memória afetiva" por "guardava essas memórias afetivas" implicaria mudança de aspecto verbal e de sentido, substituindo um valor metafórico por um valor literal mais objetivo.
IV.A correção gramatical do período seria comprometida caso se suprimisse a vírgula após "afetiva", pois tal pontuação delimita uma oração adjetiva restritiva, essencial ao entendimento do referente "casa".

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3784949 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pela oração subordinada em destaque no período: Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente
Alternativas
Q3784948 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

 Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem. 
Alternativas
Q3784947 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o uso das duas primeiras vírgulas no período: É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. 
Alternativas
Q3784941 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente termo que, ao ser usado no período, estabeleça o sentido contrário ao original no texto: É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. 
Alternativas
Q3784940 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente o tipo de relação estabelecida entre os períodos do texto pelo termo em destaque no período: Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. 
Alternativas
Q3784900 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Encanto ou Ilusão



Lá estava Luiza sentada em um banco da praça, numa linda manhã de domingo. Ela observava seus pequenos filhos brincando, correndo e fazendo bolinhas de sabão. Dentro de si, pensava a mãe, encantada com o sorriso das crianças: "Que colorido mágico! Que profusão de cores!


André corria e gritava:


— Olha mamãe, as minhas bolinhas são maiores que as de Ana.


Perto deles estava Teko, seu pequeno cachorro que latia sem parar, correndo de um lado para o outro. Ana soprava para ver se conseguia fazer bolinhas tão bonitas quantos as de seu irmão. Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e por fim, uma pura ilusão; elas estouram.


A mãe observava de perto a alegria que estava no ar, porém, Luiza não sabia se ria ou se lamentava ao ouvir os gritos enlouquecidos das crianças. Naquela singela manhã, a mãe notou que cada bolinha era como seus filhos, únicos, belos, encantadores, cheios de vida. A mãe podia entender que seu encanto em observar os filhos findava em cada bolinha estourada, pois sabia que aquela alegria tinha tempo determinado, tornando-se em ilusão quando a bolinha estourava em suas pequenas mãos tecendo um espetáculo de gotas coloridas.



ALMEIDA, Mariza Gregório de. Encanto ou Ilusão. In: CALICCHIO, Fátima Christina; CARNEIRO, Otávio Felipe (org.). Crônicas e Minicontos: histórias reflexivas de professores em formação [recurso eletrônico]. Maringá − PR: UniCV, 2024. Disponível em: https://unicv.edu.br/wp-content/uploads/2024/06/Livro-de-Cronicas-e-Mi nicontos-Projeto-GOPT-1-1.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho do texto — "Olha mamãe, as minhas bolinhas são maiores que as de Ana." — a vírgula foi utilizada com uma função específica. A partir dessa observação, assinale a alternativa que apresenta corretamente o motivo do uso da vírgula nesse caso. 
Alternativas
Q3784598 Português
O texto constitui um conjunto harmônico de elementos articulados por processos de coordenação ou subordinação. A união de períodos dá origem aos parágrafos; estes, por sua vez, interligam-se para formar o produto final, isto é, o texto.
Nesse processo, determinados recursos garantem a inteligibilidade do texto, assegurando que suas partes se relacionem de maneira adequada. Quando essas ligações não são estabelecidas de forma eficiente, o sentido lógico do texto fica comprometido.
Com base nisso e nos conhecimentos acerca dos recursos de coesão e coerência, julgue as afirmativas a seguir:
I.Um texto coerente pressupõe a ausência de contradições, evitando que o leitor seja conduzido a interpretações equivocadas. Para garantir a clareza textual, o autor deve adotar certos cuidados, entre os quais se destaca a necessidade de evitar construções suscetíveis de gerar múltiplas interpretações. Um exemplo disso é a frase 'Carolina, funcionária pública, pediu a Marcos para sair antes do horário', enunciado que pode gerar interpretação dúbia.
II.A pontuação desempenha papel fundamental na escrita, pois organiza as ideias, regula o ritmo da leitura, substitui elementos da oralidade — como entonação e gestos — e assegura a clareza e o sentido de frases e textos. A vírgula, por exemplo, é um sinal de pontuação que pode, em certos contextos, ser acrescentado ao enunciado sem alterar o sentido, apenas tornando a frase mais fluida, como se observa nos exemplos a seguir: 'A professora agitada corria pelo corredor da escola'. 'A professora, agitada, corria pelo corredor da escola'.
III.Os pronomes demonstrativos figuram entre os principais conectores da língua portuguesa, pois estabelecem relações entre termos no tempo, no espaço e no próprio texto. O exemplo a seguir ilustra o uso adequado desse tipo de conector:
O professor e o aluno estavam felizes. Aquele por ter passado no concurso, este por ter ganhado a olimpíada de matemática.
IV.O paralelismo é um recurso associado à coordenação de segmentos que apresentam valores sintáticos equivalentes, conteúdos semânticos semelhantes e estruturas gramaticais paralelas. O emprego adequado desse recurso pode ser observado no enunciado: 'A professora pediu para a aluna ir à biblioteca e que, na volta, passasse na sala dos professores'.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
5841: D
5842: C
5843: D
5844: A
5845: A
5846: C
5847: D
5848: D
5849: E
5850: E
5851: E
5852: C
5853: B
5854: A
5855: C
5856: B
5857: A
5858: C
5859: E
5860: A